Eleições Presidenciais EUA – Resultados/Sondagens

Ao longo desta noite, aqui procurarei acompanhar a evolução dos resultados das eleições presidenciais nos EUA, com a apresentação de uma tabela, em que – tendo como base de partida as tendências decorrentes das sondagens previamente divulgadas – irei progressivamente ajustando em função dos resultados efectivamente apurados, visando permitir uma percepção do pulsar desta maratona eleitoral.

Nos Estados em que se subsistia maior incerteza quanto à tendência dos resultados, as votações têm o seguinte horário de encerramento: Carolina do Sul (00h00), Virgínia (00h00), Carolina do Norte (00h30), Ohio (00h30), Florida (01h00), Missouri (01h00), New Hampshire (01h00), Pennsylvania (01h00), Colorado (02h00), Michigan (02h00), Wisconsin (02h00), Iowa (03h00) e Nevada (03h00). Os últimos Estados a fechar a votação serão os da California, Hawaii, Idaho, Oregon e Washington (todos às 04h00) e Alaska (apenas às 6 da manhã!).

A fechar esta primeira “ronda”, aqui recordo que, em relação às eleições de 2008, as sondagens (a respectiva média) apenas se “enganaram”, então, num único Estado, o do Missouri, em que a tendência apontava para uma vitória de Obama (48,2% – 47,5 %), tendo efectivamente McCain sido o mais votado, por uma décima… (49,4% – 49,3%).

     Estado            Obama    Romney   Grandes Eleitores
Resultados apurados
     Sub-total             -         -       -     -
Média das sondagens
  Alabama *             37,0      58,0       -     9       Mitt Romney
  Alaska *              38,0      59,0       -     3       Mitt Romney
  Arizona               45,0      52,5       -    11       Mitt Romney
  Arkansas              33,3      55,3       -     6       Mitt Romney
  California            53,4      39,4      55     -  Barack Obama
  Colorado              48,8      47,3       9     -  Barack Obama
  Connecticut           52,8      42,0       7     -  Barack Obama
  Delaware *            62,0      37,0       3     -  Barack Obama
  District Columbia     nd        nd         3     -  Barack Obama
  Florida               48,2      49,7       -    29       Mitt Romney
  Georgia               43,0      53,0       -    16       Mitt Romney
  Hawaii                60,7      32,0       4     -  Barack Obama
  Idaho                 27,0      63,0       -     4       Mitt Romney
  Illinois              53,0      37,0      20     -  Barack Obama
  Indiana               42,0      51,5       -    11       Mitt Romney
  Iowa                  48,7      46,3       6     -  Barack Obama
  Kansas                35,0      52,0       -     6       Mitt Romney
  Kentucky              39,0      53,0       -     8       Mitt Romney
  Louisiana             36,5      56,0       -     8       Mitt Romney
  Maine                 52,3      42,0       4     -  Barack Obama
  Maryland              56,7      36,0      10     -  Barack Obama
  Massachusetts         57,3      39,7      11     -  Barack Obama
  Michigan              49,5      45,5      16     -  Barack Obama
  Minnesota             49,6      44,4      10     -  Barack Obama
  Mississippi           38,0      50,0       -     6       Mitt Romney
  Missouri              42,8      53,0       -    10       Mitt Romney
  Montana               43,7      52,7       -     3       Mitt Romney
  Nebraska              38,5      52,1       -     5       Mitt Romney
  Nevada                50,2      47,4       6     -  Barack Obama
  New Hampshire         49,9      47,9       4     -  Barack Obama
  New Jersey            52,3      40,5      14     -  Barack Obama
  New Mexico            51,7      41,7       5     -  Barack Obama
  New York              60,7      34,3      29     -  Barack Obama
  North Carolina        46,2      49,2       -    15       Mitt Romney
  North Dakota          37,3      55,0       -     3       Mitt Romney
  Ohio                  50,0      47,1      18     -  Barack Obama
  Oklahoma              29,7      59,7       -     7       Mitt Romney
  Oregon                47,7      41,7       7     -  Barack Obama
  Pennsylvania          49,4      45,6      20     -  Barack Obama
  Rhode Island          55,8      33,8       4     -  Barack Obama
  South Carolina        41,2      48,0       -     9       Mitt Romney
  South Dakota          40,5      49,5       -     3       Mitt Romney
  Tennessee             39,0      48,6       -    11       Mitt Romney
  Texas                 39,0      55,7       -    38       Mitt Romney
  Utah                  26,2      68,2       -     6       Mitt Romney
  Vermont               58,3      30,0       3     -  Barack Obama
  Virginia              48,0      47,7      13     -  Barack Obama
  Washington            53,5      43,0      12     -  Barack Obama
  West Virginia         35,7      51,0       -     5       Mitt Romney
  Wisconsin             50,4      46,2      10     -  Barack Obama
  Wyoming *             35,0      54,0       -     3       Mitt Romney
    Total               48,8      48,1     303   235  Barack Obama

* Médias da RCP – Real Clear Politics para todos os Estados, à excepção dos 4 Estados indicados com asterisco

6 Novembro, 2012 at 7:00 pm Deixe um comentário

Eleições Presidenciais EUA – 2012 (IV)

Eleições Presidenciais EUA - 2008

No “D Day” das eleições Presidenciais nos EUA, aqui arrisco a minha previsão de resultados, com a apresentação de um grafismo disponibilizado pela CNN, em função do que preparei o mapa abaixo (desta vez, tomando uma opção pelo candidato que surge com maior favoritismo em cada Estado, incluindo aqueles em que, em termos práticos, subsistem situações de “empate técnico”), tendo por base as inúmeras sondagens realizadas até à data:

A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:

Barack ObamaClaro favoritismo de Barack Obama – 18 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (20), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (11), Michigan (16), Minnesota (10), New Jersey (14), New York (29), Novo México (5), Oregon (7), Rhode Island (4), Vermont (3), Washington (12) e Wisconsin (10); para além do District of Columbia (3) – correspondendo a um total de 227 “Grandes Eleitores”.

Mitt RomneyClaro favoritismo de Mitt Romney  – 23 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Arizona (11), Arkansas (6), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Georgia (16), Idaho (4), Indiana (11), Kansas (6), Kentucky (8), Lousiana (8), Mississippi (6), Missouri (10), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (38), Utah (6), West Virginia (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 191 “Grandes Eleitores”.

Sendo a vitória nestas eleições alcançada com a obtenção de 270 “Grandes Eleitores”, tudo se deverá decidir nos restantes 9 Estados (os quais correspondem a um total de 120 “Grandes Eleitores”),  apresentando as seguintes tendências:

  • Ligeiro favoritismo de Barack Obama – Iowa (6), Nevada (6), New Hampshire (4) e Pennsylvania (20)
  • Ligeiro favoritismo de Mitt Romney – Carolina do Norte (15)
  • “Empate técnico” – Colorado (9), Florida (29), Ohio (18) e Virgínia (13)

Considerando que as tendências se confirmarão nos casos de Carolina do Norte, Iowa, Nevada, New Hampshire e Pennsylvania, a projecção de “Grandes Eleitores” passaria a totalizar 263 para Barack Obama, face a 206 para Mitt Romney – e a verdadeira grande disputa estaria reduzida a 4 Estados, onde estão em jogo 69″Grandes Eleitores” (nos quais, em 2008, Barack Obama venceu então em todos eles)… e, em que, neste cenário, apenas necessitaria somar mais 7 “Grandes Eleitores”, bastando-lhe portanto vencer em qualquer um destes Estados.

Nestes 4 Estados em situação de “empate técnico”, Barack Obama surge agora com ligeiro ascendente no Colorado e Ohio, e, eventualmente, na Virgínia, pelo que poderá elevar o seu total de “Grandes Eleitores” até 303, assim assegurando a reeleição. A confirmar-se que Mitt Romney apenas conseguirá vencer na Florida, o seu total de “Grandes Eleitores” limitar-se-ia a apenas 235.

Em relação à projecção anterior, registo as seguintes alterações:

  • passagem “firme”, para o lado de Barack Obama do Estado do Wisconsin (antes em situação de “empate técnico”);
  • passagem de “claro favoritismo” para “ligeiro favoritismo” de Barack Obama no Estado da Pennsylvania;
  • passagem de “claro favoritismo” para “ligeiro favoritismo” de Mitt Romney no Estado da Carolina do Norte;
  • alteração de tendência de Estado em situação de “empate técnico”, de tendência indefinida, para ligeira tendência a favor de Barack Obama – Virgínia.

Previsões necessariamente a confirmar no decurso desta madrugada, em que procurarei também acompanhar a evolução dos resultados.

6 Novembro, 2012 at 8:20 am Deixe um comentário

7 anos


…de nós!

5 Novembro, 2012 at 7:13 pm Deixe um comentário

«No tempo em que Cavaco falava»

Estávamos no estertor do guterrismo – Guterres demitir-se-á seis meses depois na sequência da derrota autárquica. Cavaco refuta a justificação de Guterres de que o abrandamento do crescimento económico obrigou o governo a avançar com uma redução de 150 milhões de contos em despesa pública. Ora, Cavaco explica – e bem – que defender a redução da despesa pública em tempos de crise económica “é uma proposição errada”. “O que terão pensado os meus alunos da Universidade ao ouvirem o primeiro-ministro e o ministro das Finanças afirmarem perante as câmaras de televisão precisamente o contrário do que lhes ensinei e que leram nos livros de macroeconomia e de finanças públicas? Porque estamos em época de exames, entendi que era meu dever não ficar calado. O argumento é falso”.

É o professor a falar: “Quando o crescimento económico de um país abranda, a política correcta é precisamente deixar que a receita fiscal baixe automaticamente e não cortar na despesa pública. (…) Se quando um país é atingido por uma crise económica se cortasse a despesa pública, a crise ainda se agravava mais. É por isso que não se deve fazê-lo”. Em Junho de 2001, o professor está estupefacto com a ignorância económica de Guterres: “Como é que é possível que os assessores do primeiro-ministro não lhe tenham explicado que este é um caso em que não há similitude entre o comportamento correcto para as famílias e para o Estado?”.

(Ana Sá Lopes, i)

5 Novembro, 2012 at 8:57 am Deixe um comentário

Reading, 5 – Arsenal, 7 (após prolongamento) – Taça da Liga de Inglaterra

Assistimos hoje a um dos mais loucos jogos da história do futebol, com o Reading a chegar aos 4-0, conseguindo o Arsenal (depois de começar por reduzir para 1-4 no último minuto da primeira parte) recuperar, obtendo, mesmo em cima dos 90 minutos, o empate a 4-4 (o 4º golo foi obtido efectivamente ao 96º minuto…), que lhe permitiu atingir o prolongamento, no qual acabaria por se impor por 7-5 (com mais dois golos obtidos mesmo a fechar)! Absolutamente inacreditável!

30 Outubro, 2012 at 11:49 pm Deixe um comentário

Eleições Presidenciais EUA – 2012 (III)

Eleições Presidenciais EUA - 2008

A uma semana das eleições Presidenciais nos EUA, é altura de começar a arriscar nestas actualizações do acompanhamento da evolução das tendências, que aqui tenho vindo a fazer, com o apoio de um grafismo disponibilizado pela CNN. Tendo por base as inúmeras sondagens realizadas até à data, preparei o seguinte mapa, por Estado:

A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:

Barack ObamaClaro favoritismo de Barack Obama – 18 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (20), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (11), Michigan (16), Minnesota (10), New Jersey (14), New York (29), Novo México (5), Oregon (7), Pennsylvania (20), Rhode Island (4), Vermont (3) e Washington (12); para além do District of Columbia (3) – correspondendo a um total de 237 “Grandes Eleitores”.

Mitt RomneyClaro favoritismo de Mitt Romney  – 24 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Arizona (11), Arkansas (6), Carolina do Norte (15), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Georgia (16), Idaho (4), Indiana (11), Kansas (6), Kentucky (8), Lousiana (8), Mississippi (6), Missouri (10), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (38), Utah (6), West Virginia (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 206 “Grandes Eleitores”.

Sendo a vitória nestas eleições alcançada com a obtenção de 270 “Grandes Eleitores”, tudo se deverá decidir nos restantes 8 Estados (os quais correspondem a um total de 95 “Grandes Eleitores”),  apresentando as seguintes tendências:

  • Ligeiro favoritismo de Barack Obama – Iowa (6), Nevada (6) e New Hampshire (4)
  • Ligeiro favoritismo de Mitt Romney – N/A
  • “Empate técnico” – Colorado (9), Florida (29), Ohio (18), Virgínia (13) e Wisconsin (10)

Considerando que as tendências se confirmarão nos casos de Iowa, Nevada e New Hampshire, a projecção de “Grandes Eleitores” passaria a totalizar 253 para Barack Obama, face a 206 para Mitt Romney – e a verdadeira grande disputa estaria reduzida a 5 Estados, onde estão em jogo 79″Grandes Eleitores” (nos quais, em 2008, Barack Obama venceu então em todos eles!)… e, em que, neste cenário, apenas necessitaria somar mais 17 “Grandes Eleitores”, podendo a “chave” decisiva estar no Ohio.

Salvo falhas significativas nas tendências apontadas pelas sondagens, depois do último debate entre os candidatos, Barack Obama parece agora bem mais seguro, posicionando-se como claro favorito à vitória, uma vez que surge também ligeiramente acima nas intenções de voto no Ohio e Wisconsin, enquanto Mitt Romney surge em posição ligeiramente favorável apenas na Florida, com Colorado e Virgínia absolutamente indefinidos.

Em resumo, se Barack Obama  confirmar as vitórias no Iowa, Nevada, New Hampshire e Ohio (tendo ainda o Wisconsin de “reserva”, para poder substituir uma eventual falha num dos três primeiros Estados referidos), assegurará a reeleição.

Em relação à projecção anterior, registo as seguintes alterações:

  • passagem “firme”, para o lado de Barack Obama dos Estados do Michigan e Pennsylvania (mais 36 “Grandes eleitores”);
  • passagem “firme”, para o lado de Mitt Romney dos Estados da Carolina do Sul e do Tennessee (mais 20 “Grandes eleitores”);
  • passagem para “ligeiro favoritismo” de Barack Obama – Iowa, Nevada e New Hampshire (anteriormente em “empate técnico”)
  • alteração de tendência nos Estados em situação de “empate técnico”, que estavam ligeiramente a favor de Mitt Romney, para tendência indefinida – Colorado e Virgínia.

30 Outubro, 2012 at 10:24 pm 1 comentário

Terra Nabantina – Tomar – A minha terra é linda!

Um blogue que vale a pena visitar, repleto de belas fotos de Tomar!

30 Outubro, 2012 at 7:00 pm 2 comentários

«Futilidade Estatista»

O texto de que junto cópia digitalizada, da autoria de Paula Blank, inserto na edição em papel no Público de hoje, é um dos melhores exemplos que conheço em que se ilustra, com a crueza da realidade, a inutilidade do exercício voluntarista que constitui o Acordo Ortográfico de 1990. Falo dos propósitos enunciados pelos seus adeptos, em defesa da língua portuguesa, de um património que o Estado, na sua insuportável e aliás ilegítima presunção, entende ser de sua conta – e monopólio – tratar.

Andar há mais de 20 anos preocupados com algo de acessório, cuja adopção desfigura a forma escrita do português europeu (e africano) escrito quando a evolução das variantes se vem realmente afirmando mas por uma cada vez maior dissemelhança vocabular e sobretudo sintáctica, é, também aqui, andarmos preocupados com o totalmente irrelevante e teimar em não querer ver a realidade. A tradução, de há muito, é uma das actividade em que a emergência das marcadas diferenças entre as variantes de português do Brasil e de Portugal é mais evidente. Trata-se de algo com que tenho lidado desde o tempo da faculdade e atravessou todo o meu percurso profissional. Hoje em dia, basta usar o Google (ou o Bing) para tentar traduzir um texto de uma qualquer língua que nos seja mais próxima. E retirar as devidas conclusões.

(Eduardo F. – Espectador interessado)

28 Outubro, 2012 at 11:53 pm Deixe um comentário

Maria Ana Bobone – Fado & Piano

Um projecto inovador em que, acompanhada ao piano, compõe as suas próprias canções e arranjos, dando uma cor diferente aos fados que interpreta. Maria Ana Bobone faz-se acompanhar pelo contrabaixista Rodrigo Serrão e à guitarra portuguesa por Bernardo Couto, para uma actuação ao vivo no Fórum FNAC.

Hoje, em sessão dupla, pelas 17h30, na FNAC de Alfragide, e, às 21h30, no C. C. Colombo; amanhã, pelas 18 horas, no Cascaishopping.

27 Outubro, 2012 at 2:51 pm Deixe um comentário

Referendar a manutenção no euro de Portugal?

Há uma semana a proposta do OE2013 previa que o subsídio de desemprego iria descer 6% (para um mínimo de €394) agora, volvida uma semana, o governo avança com uma proposta de corte sobre o valor mínimo do subsídio da ordem dos 10%. O que irá propor amanhã? E daqui a uma semana?

Como acreditar que há um rumo, um plano, um futuro com a política atual, seja pelos constrangimentos externos, seja pelo desatino político interno?

Que garantias temos que os sacrifícios de hoje não culminarão, a prazo, na inevitabilidade do destino que, para já, quase todos querem evitar, que é a saída do euro?

A sensação que tenho, pela irredutibilidade e insustentabilidade do plano de salvação é que estamos a adiar o inevitável acrescentando sacrifício à provação final que não conseguiremos evitar. Se assim for, estamos a perder tempo, energia vital (com a emigração a passar além do que seria razoável) e a cavar um buraco cada vez maior a somar à desonra de virmos a ter de pagar apenas parte e/ou a más horas. Apenas.

O tempo de falar claro e de decidir não pode ser daqui a um ano ou quando der jeito ao calendário eleitoral de algum soberano estrangeiro que há muito deixou de respeitar os princípios basilares que vinham enformando a construção europeia. Dos nossos parceiros pouco mais temos que uma sucessão de cimeiras, promessas vãs de evolução, adiamentos sucessivos e desmentidos em catadupa sempre que algo que se desvie do cânone comece a ganhar momento.

O que fazer então? É tempo de clarificar exatamente o que nos pedem e aquilo que estamos dispostos a fazer. Será preciso referendar a manutenção no euro para que se fale claro e se analisem, confirmem ou desmintam os pavores que se agitam?

(Rui Cerdeira Branco, Adufe)

25 Outubro, 2012 at 10:10 pm Deixe um comentário

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