Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Malmö – At. Madrid – 0-2
Juventus – Olympiakos – 3-2

1º At. Madrid, 9; 2º Olympiakos e Juventus, 6; 4º Malmö, 3

Grupo B
Basel – Ludogorets – 4-0
Real Madrid – Liverpool – 1-0

1º Real Madrid, 12; 2º Basel, 6; 3º Liverpool e Ludogorets, 3

Grupo C
Zenit – Bayer Leverkusen – 1-2
Benfica – Monaco – 1-0

1º Bayer Leverkusen, 9; 2º Monaco, 5; 3º Zenit e Benfica, 4

Grupo D
Arsenal – Anderlecht – 3-3
B. Dortmund – Galatasaray – 4-1

1º B. Dortmund, 12; 2º Arsenal, 7; 3º Anderlecht, 2; 4º Galatasaray, 1

Grupo E
Manchester City – CSKA Moskva – 1-2
Bayern – Roma – 2-0

1º Bayern, 12; 2º Roma e CSKA Moskva, 4; 4º Manchester City, 2

Grupo F
Paris St.-Germain – APOEL – 1-0
Ajax – Barcelona – 0-2

1º Paris St.-Germain, 10; 2º Barcelona, 9; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1

Grupo G
Sporting – Schalke 04 – 4-2
Maribor – Chelsea – 1-1

1º Chelsea, 8; 2º Schalke 04, 5; 3º Sporting, 4; 4º Maribor, 3

Grupo H
Shakhtar Donetsk – BATE Borisov – 5-0
At. Bilbao – FC Porto – 0-2

1º FC Porto, 10; 2º Shakhtar Donetsk, 8; 3º BATE Borisov, 3; 4º At. Bilbao, 1 

Ainda com duas jornadas por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/8 final as seguintes seis equipas: Real Madrid, B. Dortmund, Bayern, Paris St.-Germain, Barcelona e FC Porto.

Nesta ronda, destaque para o triplo triunfo das equipas portuguesas, sucesso que se regista pela segunda vez na história da Liga dos Campeões, depois da última jornada da temporada de 2007-08 (então com o Benfica a ganhar em Donestsk, o FC Porto face ao Besiktas, e o Sporting frente ao D. Kiev).

5 Novembro, 2014 at 9:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Monaco

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (62m – Lima), Eduardo Salvio, Enzo Pérez, Anderson Talisca, Nico Gaitán (90m – Tiago “Bebé”) e Derley (86m – Bryan Cristante)

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, João Moutinho, Geoffrey Kondogbia (86m – Valère Germain), Lucas Ocampos (63m – Nabil Dirar), Yannick Ferreira-Carrasco e Lacina Traoré (72m – Anthony Martial)

1-0 – Talisca – 82m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (29m) e Enzo Pérez (38m); Lacina Traoré (26m), Ricardo Carvalho (39m), Jérémy Toulalan (56m), João Moutinho (74m) e Layvin Kurzawa (86m)

Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)

A principal diferença neste desafio, face aos anteriores do Benfica na presente edição da Liga dos Campeões, esteve na atitude com que os jogadores abordaram o jogo. Sabendo da sua importância praticamente decisiva para continuar a alimentar eventuais aspirações, a equipa portuguesa estava “proibida” de perder pontos, e, mesmo o empate, seria um mau resultado…

De resto, as habituais falhas de concentração defensiva, uma entrada difícil em acção, concedendo muitos espaços, permitindo à formação monegasca, por algumas vezes, acercar-se da baliza benfiquista com bastante perigo, com Júlio César a revelar estar atento.

Só que, paralelamente, o Benfica não desistiu nunca – isso, de certo modo, já tinha sucedido também na ronda inaugural, com o Zenit, embora então, a equipa revelasse notória impotência para inverter o rumo dos acontecimentos – de procurar a sorte que tão arredada tem andado da equipa nesta competição, porfiando sempre, acabando por ser feliz, mas, também, ao mesmo tempo, ter o merecido prémio, com o golo obtido por Talisca já na fase derradeira da partida.

Uma vitória que poderá ser crucial, no pior dos cenários, para evitar uma eliminação prematura das provas europeias desta temporada. A qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões continua a ser, de alguma forma, uma quimera, mas há que continuar a acreditar, elevar os níveis de confiança e concentração… e jogar melhor.

4 Novembro, 2014 at 9:36 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 5.ª jornada

Pulsar - 5

(“O Templário”, 30.10.2014)

Tal como aqui antevira na semana passada, os então três primeiros classificados (Empregados do Comércio, União de Tomar e Torres Novas) tinham saídas de elevado grau de dificuldade, nenhum deles tendo conseguido vencer. Pelo que o principal destaque da ronda vai para o Cartaxo, que ganhando por 2-1 ao (ainda) líder Empregados do Comércio, quebrou a invencibilidade (e a inviolabilidade das redes) dos escalabitanos.

Em função do que o União de Tomar – tendo obtido um positivo empate, a dois golos, em jogo de grande intensidade, no sempre difícil terreno do Mação – passa portanto a ser a única equipa ainda invicta nesta temporada, após a disputa da 5.ª jornada do campeonato (a que acresce um jogo da Taça Ribatejo), mantendo uma excelente 2.ª posição na pauta classificativa, reduzindo somente para um único ponto a diferença face ao guia.

No que respeita ao Torres Novas, jogando em Santarém, parecia ter o “pássaro” na mão, mas não evitaria o golo do União local, a empatar o jogo, o que representou a conquista do primeiro ponto pela turma da casa. Por outro lado, quem vem notoriamente “emergindo” é o Fazendense, com mais um categórico triunfo, desta feita frente ao Amiense, por 3-0, assim igualando os torrejanos no 3.º posto, ambos a dois pontos da liderança.

Outro realce, mas este pela negativa, foi o segundo desaire caseiro sucessivo do Coruchense, que, ao invés de ter recuperado do “trauma” da goleada sofrida ante o Fazendense, pode tê-lo agravado, ao perder, de forma inesperada, ante o “vizinho” Benavente, por 1-2. O Rio Maior não conseguiu também confirmar o ânimo que os 8-0 da Taça Ribatejo teriam proporcionado ao grupo, tendo sido surpreendido em casa pelo Pontével, perdendo por 2-3. Por fim, Barrosense e U. Chamusca, com alguma lógica, ter-se-ão equivalido, empatando a uma bola.

Algumas curiosidades ainda em relação às tendências reveladas por alguns concorrentes: três das equipas que perderam na ronda inaugural (Torres Novas, Fazendense e Benavente) não voltaram a ser derrotadas; ao invés, três outros clubes (Mação e U. Chamusca – ambos com uma série, em curso, de três empates sucessivos – e Amiense), que tinham ganho o jogo de estreia, não conseguiram (ainda) tornar a vencer…

As melhores séries actualmente em curso são as do Fazendense e Pontével, que venceram os dois últimos jogos; as piores, as do Rio Maior (três derrotas sucessivas) e do… Coruchense, que perdeu os dois encontros mais recentes que disputou.

Na classificação, tudo isto resume-se, para já, a um compactar na frente da tabela, com um quarteto no topo, separado por apenas dois pontos, seguido de perto por duas equipas agora a surpreender pela positiva, Pontével e Benavente. As principais desilusões, o Coruchense – um dos dois principais favoritos ao título, a par do Fazendense –, actualmente num sofrível 7.º lugar, a cinco pontos do comandante… mas, ressalve-se, apenas a três de Torres Novas e Fazendense; e o Amiense, que tem atrás de si apenas os três recém-promovidos (aliás, um deles, Barrosense, em igualdade pontual). As equipas de Rio Maior e do U. Santarém têm denotado dificuldades na adaptação ao “ritmo” da I Divisão.

Na Divisão secundária, o Pego, ganhando ao Alferrarede (3-1), isolou-se na liderança da série mais a Norte, beneficiando também do empate da U. Abrantina em Minde (1-1). O Assentis, depois da igualdade em Tomar, goleou o Ferreira do Zêzere por 7-0. A Sul os dois primeiros (Glória do Ribatejo e U. Almeirim) empataram entre si (2-2), o que permitiu a Samora Correia e Moçarriense (ganhando ambos por 3-0, em terreno alheio) igualarem a Glória na liderança.

No Campeonato Nacional de Seniores, as equipas do Distrito atravessam uma fase de dificuldades, nesta altura todas as quatro posicionadas na segunda metade da tabela: Riachense e At. Ouriense (dois últimos da classificação) não conseguiram desfazer o nulo em Riachos, enquanto o Fátima (agora antepenúltimo) perdeu (1-4) com o novo líder, Mafra, tendo o Alcanenense (6.º) sido surpreendido em casa, pelo Sertanense, perdendo por 1-2.

Na próxima jornada da I Divisão do Distrital, o grande destaque vai para o União de Tomar-Coruchense, necessariamente um jogo de “tripla”, mas de forte interesse serão também os desafios Benavente-Fazendense e Torres Novas-Mação. Os Empregados do Comércio reúnem favoritismo na recepção ao Rio Maior; veremos se poderá eventualmente haver surpresa…

P. S. No âmbito de pesquisa que tenho vindo a desenvolver, acabei entretanto de tomar conhecimento de alguns resultados do União de Tomar, referentes à temporada de 1951-52 (Campeonato Distrital da II Divisão), que – com base na consulta efectuada a jornais locais, de Tomar, jornais regionais (de Torres Novas e Santarém), e a jornais de índole nacional – não me tinha sido ainda, até agora, possível apurar. Dado que um desses resultados assume expressão muito significativa, traduzindo-se, efectivamente, na maior goleada sofrida pelo clube a nível de jogos oficiais, aproveito a oportunidade que me é proporcionada por “O Templário” para aqui rectificar tal omissão – ao mesmo tempo que, com a humildade devida, expresso também o meu pedido de desculpas por tal falta –, publicando uma lista actualizada das maiores goleadas, obtidas e sofridas pelo União de Tomar, em desafios de cariz oficial (jogos em que marcou, ou sofreu, oito ou mais golos, e em que, paralelamente, a diferença foi, pelo menos, de sete golos).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Outubro de 2014)

Pulsar - 5- Quadro goleadas UT

2 Novembro, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – Taça Ribatejo – 1.ª jornada

Pulsar-TRibatejo1

(“O Templário”, 23.10.2014)

Começou a “festa” da Taça Ribatejo, nesta primeira fase, em sistema de grupos – portanto ainda sem o aliciante dos jogos de eliminação directa –, compreendendo dez séries: quatro constituídas por quatro clubes cada, integrando as restantes seis apenas três clubes, num total de 34 participantes, 14 da I Divisão e 20 da II Divisão Distrital, apurando-se para os 1/8 de final os dez vencedores de série, e as seis equipas, de entre as classificadas no 2.º lugar, com melhor média ponderada de pontos obtidos nesta fase.

Um modelo de disputa da competição que se reveste de alguma complexidade e que não deixa de suscitar dúvidas de interpretação (até pelo facto de haver algumas séries de três equipas, e outras de quatro), acrescida ainda pela fórmula de desempate adoptada intra-série, baseada na marcação (no final de todos os desafios) de pontapés da marca de grande penalidade, mas a qual produz efeitos apenas em caso de igualdade pontual no conjunto dos jogos disputados pelos concorrentes empatados em cada série.

Por outro lado, é de notar que o sorteio caprichou em reunir três clubes da I Divisão nas Séries 1 (Torres Novas, Amiense e Rio Maior) e 6 (Fazendense, Pontével e Benavente); e duas nas Séries 5 (Empregados do Comércio e U. Chamusca) e 9 (Coruchense e Barrosense); enquanto, ao invés, as Séries 4 e 8 (ambas com três participantes) apenas agregam clubes a militar na II Divisão Distrital, portanto numa notória situação de desequilíbrio de forças.

Assim sendo, nesta ronda inaugural, temos de começar por destacar as goleadas aplicadas pelo Rio Maior (8-0 ao Alferrarede); Empregados do Comércio (5-0 ao Caxarias, continuando a sua campanha “imparável”, com cinco vitórias em cinco jogos disputados, com um impressionante score de 15-0); e do Fazendense (5-0 ao Pontével, repetindo a marca registada na semana anterior em Coruche, confirmando atravessar uma fase de grande forma). Depois, não se tratando propriamente – ainda – de “tomba-gigantes”, uma menção particular ao Muge, única equipa de escalão secundário a derrotar outra do principal (Benavente) por 3-1.

De resto, nos oito encontros entre equipas de Divisão diferente (tendo Coruchense e U. Chamusca folgado), apenas o União de Tomar, neste jogo com uma exibição menos conseguida, não venceu também, não conseguindo ir além da igualdade a uma bola (mais um tento apontado por Pelé), e depois de o guardião unionista ter já defendido uma grande penalidade.

Por fim, no “principal” jogo desta primeira jornada, Amiense-Torres Novas, os torrejanos, ganhando por 1-0, obtiveram a “desforra” do desaire sofrido na ronda inicial do campeonato. E, ainda, uma referência final a uma particularidade muito especial, porventura inédita: o regressado Rossiense – que acabou de fazer a sua estreia no campeonato da II Divisão no sábado, empatando a duas bolas com o Tramagal –, jogou, menos de 24 horas depois (!) para a Taça do Ribatejo, indo ganhar a Ferreira do Zêzere por 3-2!

A nível nacional, disputou-se a eliminatória correspondente aos 1/32 de final da Taça de Portugal, não tendo o Alcanenense podido resistir ao superior poderio do Nacional da Madeira, saindo goleado por 6-1; ao invés, o Riachense – recebendo a visita de um conjunto do mesmo escalão (Campeonato Nacional de Seniores), Benfica de Castelo Branco – conseguiu, mercê de um tento alcançado nos derradeiros minutos, vencer por 2-1, avançando assim para os 1/16 de final, fase em que não marcam já presença cinco clubes da I Liga (FC Porto, Estoril, Boavista, Arouca e Académica, surpreendido pelo “tomba-gigantes” Santa Maria).

Na próxima semana estarão de regresso os campeonatos. Na I Divisão Distrital, o destaque vai para o Fazendense-Amiense, com favoritismo para a formação de Fazendas de Almeirim, e para o Coruchense-Benavente (também com clara tendência para os donos da casa, necessitando recuperar do “trauma” da última jornada), para além dos três sérios testes que os três primeiros classificados enfrentarão, todos a enfrentar deslocações de elevado risco: os Empregados do Comércio ao Cartaxo; o União de Tomar a Mação; e o Torres Novas a Santarém, neste caso com maior dose de favoritismo a ter de ser atribuído aos torrejanos, frente ao U. Santarém.

Na II Divisão Distrital, a Norte, os quatro primeiros defrontam-se: dois dos líderes encontram-se no Pego-Alferrarede; enquanto o outro, U. Abrantina, se desloca a Minde. Mais a Sul, temos também um líder, Glória do Ribatejo, a receber um dos 2.ºs classificados, U. Almeirim, enquanto Goleganense e Moçarriense, que partilham a 2.ª posição, se encontram também na Golegã.

Por fim, no Campeonato Nacional de Seniores, os dois últimos classificados, Riachense e At. Ouriense, enfrentam-se nos Riachos, enquanto o Alcanenense recebe o Sertanense, tendo o Fátima uma difícil saída a Mafra, actual vice-líder.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Outubro de 2014)

26 Outubro, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo E
Estoril – D. Moskva – 1-2
PSV – Panathinaikos – 1-1

1º D. Moskva, 9; 2º PSV, 4; 3º Estoril, 3; 4º Panathinaikos, 1

Grupo J
AaB Aalborg – D. Kyiv – 3-0
Steaua – Rio Ave – 2-1

1º Steaua, D. Kyiv e AaB Aalborg, 6; 4º Rio Ave, 0

(mais…)

23 Outubro, 2014 at 6:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
At. Madrid – Malmö – 5-0
Olympiakos – Juventus – 1-0

1º At. Madrid e Olympiakos, 6; 3º Juventus e Malmö, 3

Grupo B
Ludogorets – Basel – 1-0
Liverpool – Real Madrid – 0-3

1º Real Madrid, 9; 2º Ludogorets, Liverpool e Basel, 3

Grupo C
Bayer Leverkusen – Zenit – 2-0
Monaco – Benfica – 0-0

1º Bayer Leverkusen, 6; 2º Monaco, 5; 3º Zenit, 4; 4º Benfica, 1

Grupo D
Anderlecht – Arsenal – 1-2
Galatasaray – B. Dortmund – 0-4

1º B. Dortmund, 9; 2º Arsenal, 6; 3º Anderlecht e Galatasaray, 1

Grupo E
CSKA Moskva – Manchester City – 2-2
Roma – Bayern – 1-7

1º Bayern, 9; 2º Roma, 4; 3º Manchester City, 2; 4º CSKA Moskva, 1

Grupo F
APOEL – Paris St.-Germain – 0-1
Barcelona – Ajax – 3-1

1º Paris St.-Germain, 7; 2º Barcelona, 6; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1

Grupo G
Schalke 04 – Sporting – 4-3
Chelsea – Maribor – 6-0

1º Chelsea, 7; 2º Schalke 04, 5; 3º Maribor, 2; 4º Sporting, 1

Grupo H
BATE Borisov – Shakhtar Donetsk – 0-7
FC Porto – At. Bilbao – 2-1

1º FC Porto, 7; 2º Shakhtar Donetsk, 5; 3º BATE Borisov, 3; 4º At. Bilbao, 1 

22 Outubro, 2014 at 8:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Monaco – Benfica

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, Nabil Dirar, João Moutinho (82m – Bernardo Silva), Geoffrey Kondogbia, Lucas Ocampos (62m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Dimitar Berbatov (34m – Anthony Martial)

BenficaBenfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Lisandro López, Eliseu, André Almeida, Eduardo Salvio, Enzo Pérez (88m – Andreas Samaris), Anderson Talisca (68m – Tiago “Bebé”), Nico Gaitán (79m – César) e Lima

Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (71m), Layvin Kurzawa (78m) e Yannick Ferreira-Carrasco (90m); Eliseu (8m), Lisandro López (26m) e Eduardo Salvio (36m)

Cartão vermelho – Lisandro López (76m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Depois de alguma infelicidade no primeiro jogo – pagando caro as falhas de desconcentração cometidas – e da péssima apresentação em Leverkusen, o Benfica abordava este terceiro desafio da Liga dos Campeões já em posição delicada, condicionado pela necessidade imperiosa de  não poder perder a partida.

Mas, uma vez mais, começaria mal, demorando a “entrar no jogo”, concedendo espaços e a iniciativa ao adversário – o que só não resultou em golo logo nos minutos iniciais devido a uma inacreditável deficiente execução de Ocampos, com a baliza escancarada à sua mercê -, denotando um complexo dificilmente compreensível (e aceitável) face à que é, indubitavelmente, a equipa menos forte do grupo, e, uma vez mais, uma indisfarçável falta de ambição.

Tal foi ainda mais flagrante quando, no segundo tempo, depois de a equipa ter conseguido enfim serenar, ter “pegado no jogo”, e levar o perigo até próximo da área monegasca, nunca se resolvendo contudo a correr maiores riscos, retardando as substituições – e, mesmo, independentemente disso -, a fazer alterações no sistema de jogo, que pudessem conferir maior dinâmica e provocar desequilíbrios na estrutura defensiva do adversário.

É verdade que, nessa fase do jogo, o Benfica dispôs também de ocasiões de perigo e, pelo menos, de uma soberana oportunidade de golo. Mas, uma vez mais, a imagem que transpareceu foi a de que o Benfica se contentaria com o empate.

Tal percepção reforçar-se-ia, inevitavelmente, a partir do minuto 76, com a equipa em inferioridade numérica, acabando os últimos vinte minutos (incluindo tempo de compensação) por ter de sofrer, recuar as linhas, em busca de preservar o pontinho, que, veremos mais adiante, se poderá ter servido de algo.

Para já, com a configuração que o grupo apresenta, a continuidade na Liga dos Campeões, para a fase de eliminatórias, parece à distância de um milagre, que corresponderia a uma segunda volta quase perfeita (no mínimo, 7 pontos, de duas vitórias e um empate, esperando uma conjugação favorável de resultados nos jogos entre os outros três concorrentes); mas, mais preocupante, a própria continuidade nas provas europeias (por via da transição para a Liga Europa) encontra-se seriamente ameaçada, e, previsivelmente, dependente de um indispensável triunfo, já no próximo jogo, perante este mesmo opositor.

Mas, para tal, o Benfica vai ter de jogar muito mais…

22 Outubro, 2014 at 8:40 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 4.ª jornada

Pulsar - 4

(“O Templário”, 16.10.2014)

Quando, na passada semana, aqui escrevi que o principal destaque da jornada teria de ir, inteirinho, para o grande desafio que colocava frente a frente, talvez os dois principais candidatos ao título, estava longe de imaginar que o desfecho do Coruchense-Fazendense pudesse ser uma extraordinária goleada (5-0) obtida pelos visitantes, dado o equilíbrio de forças que se poderia antever. Mas o futebol é fértil em “fenómenos” desta natureza, em que a equipa supostamente mais “confortável” (jogando em casa e em posição vantajosa na tabela classificativa), rapidamente deixa de o ser, após sofrer um golo, que a desestabiliza, na exacta medida em que, inversamente, o adversário, adquirindo confiança, se agiganta (veja-se o recente exemplo do Brasil-Alemanha do Mundial).

E, depois, outro cenário clássico nestas circunstâncias: quando uma equipa se vê em desvantagem por dois ou três golos, perante uma da sua igualha, o que fazer? Procurar evitar que o marcador se continue a avolumar? Ou continuar a correr riscos, em busca – mais com o “coração” do que com a cabeça – de um golo que possa de alguma forma suscitar uma inversão da tendência. Ou, mais simplesmente – não tendo assistido ao jogo –, possivelmente um dia em que tudo sai bem a um dos contendores, enquanto ao outro, pelo contrário, tudo corre mal.

Reflexos imediatos deste resultado: para além do mais evidente – o facto de o Coruchense se ter visto igualado na classificação pelo Fazendense, portanto voltando praticamente à “estaca zero” neste duelo particular (com a vantagem anímica agora a pender para o grupo de Fazendas de Almeirim) –, o União de Tomar, mercê de um triunfo categórico (goleando também, por 4-0) no tradicional clássico frente à agora ainda relativamente inexperiente equipa do U. Santarém, isolou-se no segundo lugar. Com uma campanha bastante segura, é agora, a par dos Empregados do Comércio, um dos únicos dois clubes a manter a invencibilidade. A destacar o pendor goleador de Pelé (quarto golo apontado) e de Nuno Rodrigues, a marcar em dois jogos sucessivos.

Por falar em Empregados do Comércio, continua a afirmar a sua liderança, tendo vencido com tranquilidade o Barrosense (3-0); quatro jogos, quatro vitórias, 10-0 em golos (ataque mais concretizador, a par do Torres Novas; defesa menos batida), tem os candidatos Fazendense e Coruchense já a cinco pontos de distância… Por curiosidade, um desempenho perfeitamente simétrico face ao do rival escalabitano, U. Santarém, este, para já, somando por derrotas todos os quatro desafios disputados.

Nesta ronda, uma nota de saliência também para o Torres Novas, que depois de um arranque “em falso” – se assim se pode chamar à derrota tangencial em Amiais de Baixo –, somou o terceiro triunfo consecutivo, ascendendo ao 3.º posto, a um ponto do União de Tomar, e a três do comandante, com a tal particularidade de ser uma das duas equipas mais concretizadoras.

Esta era uma jornada repleta de aliciantes, incluindo ainda o derby municipal do Cartaxo, com o Pontével a impor-se, no seu também difícil terreno (em função das suas reduzidas dimensões), ganhando por 1-0, dando um pulo na pauta classificativa, ascendendo ao 6.º lugar. Falta-nos apenas referir os empates (2-2 em ambos os casos) registados no Benavente-Mação e no U. Chamusca-Amiense, jogos em que era já antevisto o equilíbrio, que acabaria por predominar.

Em função dos resultados desta ronda, as equipas do Cartaxo e do Amiense ocupam posições abaixo das expectativas, partilhando o 10.º posto, ambos com quatro pontos. Os três novos primodivisionários estão, para já, instalados nos indesejáveis três lugares da cauda da tabela.

Na II Divisão Distrital, que teve a sua segunda jornada, a Norte, temos três equipas que somaram segundo triunfo (Alferrarede – considerando a vitória administrativa da ronda inaugural, no Rossio ao Sul do Tejo –, Pego e U. Abrantina), enquanto, a Sul, apenas o Glória do Ribatejo conseguiu tal feito. O regressado (?) Rossiense continua sem comparecer nos campos, tendo adiado a sua partida (desta feita no Tramagal). Os grupos de Assentis, Sabacheira, Porto Alto e Pernes registaram segundo desaire.

Subindo até ao Campeonato Nacional de Seniores, o destaque vai para um empolgante desafio entre Fátima e Riachense (que somou o primeiro ponto, graças ao empate a três bolas). O At. Ouriense, que continua de “casa às costas”, foi goleado pelo Caldas (0-4), afundando-se na classificação (regista também, somente, um ponto) – estando portanto riachenses e ourienses já a cinco pontos dos mais próximos competidores (sendo um deles o Fátima); por fim, o Alcanenense foi derrotado em casa pelo líder (U. Leiria), por 1-2, repartindo agora a 3.ª posição com Eléctrico de Ponte de Sôr e Caldas, todos com dez pontos.

No próximo fim-de-semana, os campeonatos estarão em pausa, para disputa dos 1/32 avos de final da Taça de Portugal (ainda com dois “sobreviventes” do distrito, Alcanenense, que se desloca à Madeira, para defrontar o Nacional, da I Liga, e Riachense, que recebe a visita do Benfica de Castelo Branco, numa ronda em que se destaca o FC Porto-Sporting) e da 1.ª jornada da fase de grupos da Taça Ribatejo, neste caso, com algumas partidas de particular interesse, como o União de Tomar-Assentis, a reedição do Amiense-Torres Novas, o Fazendense-Pontével, e, espera-se, a estreia do Rossiense, em Ferreira do Zêzere.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Outubro de 2014)

19 Outubro, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

Dinamarca – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)

Dinamarca Dinamarca –  Kasper Schmeichel, Lars Jacobsen, Simon Kjær, Daniel Agger, Nicolai Boilesen (58m – Simon Poulsen), Pierre Højbjerg, William Kvist, Christian Eriksen (84m – Thomas Kahlenberg), Michael Krohn-Dehli,  Lasse Vibe (45m – Uffe Bech) e Nicklas Bendtner

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric, Pepe, Ricardo Carvalho, Eliseu, William Carvalho, Tiago (84m – Quaresma), Moutinho, Danny (77m – Éder), Ronaldo e Nani (68m – João Mário)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 90m

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Qualquer análise e percepção que se possa associar a um jogo de futebol é sempre, inevitavelmente, condicionada pelo seu resultado final.

Tal ficou bem patente neste desafio, repleto de particularidades de interesse, desde logo com a estreia, a nível oficial, de um novo seleccionador nacional, Fernando Santos, em substituição de Paulo Bento, traduzindo-se paralelamente na abertura de um novo ciclo, com o regresso à selecção de um conjunto de jogadores que há vários anos andavam dela afastados, casos de Tiago ou Ricardo Carvalho (e, há menos tempo, Danny), mas também, com a novidade do debute ao mais alto nível de Cédric ou João Mário, dando corpo à tão falada renovação da selecção.

Ou, por outra, mais que uma renovação, teremos tido uma golfada de “ar fresco”, bem a propósito para o recomeço que se revelava necessário, depois da “falsa partida” do jogo inaugural nesta fase de qualificação, com a fracassada recepção à Albânia.

Perante este enquadramento, ainda que a “margem de erro” estivesse longe de se esgotar – até em função do novo sistema de apuramento, e do número de países a qualificar para a fase final (23), abrindo a porta a cinco dos 3.º classificados -, era naturalmente de toda a conveniência sair da Dinamarca com um resultado positivo.

E, a verdade é que não seria necessário um grande decurso de tempo, para se aceitar que o empate poderia – no mínimo, claro está… – ser uma forma de resultado positivo. Desde logo porque a equipa portuguesa – receosa, algo desconfiada ainda de si própria, em particular a nível defensivo (depois das falhas evidenciadas no particular com a França de apenas três dias antes – demorou algum tempo a encaixar-se no sistema dinamarquês, que começou por assumir o controlo do jogo e algumas iniciativas de maior pendor ofensivo.

Depois, à medida que o grupo foi conseguindo estabilizar psicologicamente e os índices de confiança começaram a melhorar – uma palavra para a excelente exibição de Ricardo Carvalho, o veterano desta selecção, já com os seus 36 anos, mas com uma actuação praticamente sem falhas, a par da cobertura que William Carvalho e Tiago possibilitaram, no sentido de resguardar de situações de maior risco, a defesa, em particular o flanco esquerdo, a cargo de Eliseu, que com tantas dificuldades se debatera em Paris – Portugal como que “tomou conta” do jogo, passando a assumir a iniciativa, controlando e dominando, e podendo ter chegado, numa ou noutra oportunidade, ao golo.

Que, não surgindo, vinha avolumando – à medida que o desafio se aproximava do seu termo -, a tal percepção de que o empate poderia ser um resultado positivo.

E isto leva-nos de volta ao início… Quando já se pensaria talvez que a prioridade seria a de salvaguardar o nulo, Fernando Santos acabaria por ser feliz nas substituições por que optou – as quais transmitiram sinais para dentro do campo, de que, até ao último segundo, se poderia acreditar ainda em algo de mais positivo: primeiro, a entrada de um avançado, Éder, para o lugar de um Danny ainda em sub-rendimento, à procura de se reencontrar com a selecção; e, já na fase final, Quaresma a render Tiago.

Sobre o resto da história, foi o perfeito “happy ending”: virtualmente no derradeiro momento do encontro – já com 4 minutos e 50 segundos decorridos dos cinco minutos de tempo de compensação determinado pelo árbitro -, Quaresma a fazer um excelente cruzamento, Éder a atrair os defesas contrários, abrindo espaço para a entrada fulgurante de Cristiano Ronaldo, de cabeça, ainda num lance dividido com um outro defesa, a introduzir a bola na baliza da Dinamarca, garantindo a vitória e três importantíssimos pontos, que, praticamente, permitem desde já anular o efeito do malfadado jogo com a Albânia.

Um bom recomeço…

GRUPO I        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Albânia      2   1   1   -   2 - 1   4
2º Dinamarca    3   1   1   1   3 - 3   4
3º Portugal     2   1   -   1   1 - 1   3
4º Sérvia       1   -   1   -   1 - 1   1
5º Arménia      2   -   1   1   2 - 3   1

3ª jornada

14.10.14 – Dinamarca – Portugal – 0-1
14.10.14 – Sérvia – Albânia – Jogo interrompido aos 41m (0-0)

(mais…)

14 Outubro, 2014 at 8:40 pm 1 comentário

Prémio Nobel da Economia – 2014

O prémio Nobel da Economia 2014 foi hoje atribuído ao francês Jean Tirole, pela sua «análise do poder de mercado e da regulação».

13 Outubro, 2014 at 2:41 pm Deixe um comentário

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