Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Zenit – Benfica
Zenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts (23m – Luís Neto), Domenico Criscito, Javi García (58m – Viktor Fayzulin), Axel Witsel, Hulk, Aleksandr Ryazantsev (65m – Oleg Shatov), Danny e José Rondón
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (82m – Ola John), Enzo Pérez, Eduardo Salvio, Anderson Talisca (70m – Derley), Nico Gaitán e Lima
1-0 – Danny – 79m
Cartões amarelos – Luís Neto (30m), Hulk (36m) e Domenico Criscito (44m); Jardel (11m), Andreas Samaris (21m) e Luisão (36m)
Cartão vermelho – Luisão (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
O Benfica enfrentava esta partida com o condicionamento – que poderia ter efeito positivo, de alguma forma “espicaçando” a equipa – de saber que não poderia perder, sob pena de, não apenas ser eliminado da Liga dos Campeões, como inclusivamente, correndo o risco de se ver prematuramente afastado das competições europeias, o que sucederia caso a equipa do Monaco derrotasse o Bayer Leverkusen.
Porém, como foi regra em praticamente todas as partidas desta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões, a equipa portuguesa entrou em campo algo desligada, não conseguindo pegar no jogo, consentindo a iniciativa ao adversário.
Sem que houvessem significativas ocasiões de perigo junto de qualquer das balizas, o empate ia perdurando. Tal como se pode caracterizar esta participação benfiquista na prova, também neste jogo a equipa foi de menos a “mais”, atravessando o seu melhor (curto) período já no segundo tempo, sensivelmente entre os 55 e os 70 minutos.
Por coincidência ou não, a opção táctica, de substituir Talisca por Derley não frutificaria; antes pelo contrário, corresponderia a um período em que o Zenit voltou a assumir maior predomínio, acabando por justificar o golo obtido.
Faltavam então pouco mais de dez minutos para o termo do encontro, e o Benfica não mais daria a sensação de poder reagir de forma afirmativa, como que conformado com a derrota.
Ficava então em suspenso do resultado do jogo entre Bayer Leverkusen e Monaco, no qual, contrariamente ao que seriam as expectativas generalizadas, a equipa monegasca acabaria mesmo por, mercê de um solitário golo, triunfar, liquidando qualquer esperança que o Benfica pudesse ainda acalentar de transitar para a Liga Europa.
Para o Benfica, esta melancólica época europeia – em que nunca evidenciou uma atitude competitiva compatível com as exigências de uma prova a este nível – terminará, já, no próximo dia 9 de Dezembro, num jogo apenas para “cumprir calendário”, recebendo o Bayer Leverkusen.
Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2014
Chegou ao seu termo o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2014, com o inglês Lewis Hamilton a sagrar-se Campeão do Mundo pela segunda vez, repetindo o título que havia conquistado já em 2008, colocando assim termo ao “reinado” de quatro anos do alemão Sebastian Vettel.
Ao longo desta temporada, o novo campeão venceu 11 Grandes Prémios, face a 5 de Nico Rosberg, num total de 16 triunfos da Mercedes; apenas Daniel Ricciardo (em Red Bull-Renault) conseguiu evitar a supremacia quase total da equipa alemã, tendo vencido as restantes três provas.
Classificação Final do Mundial de Pilotos:
1º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Mercedes – 384
2º Nico Rosberg (Alemanha) – Mercedes – 317
3º Daniel Ricciardo (Austrália) – Red Bull Racing-Renault – 238
4º Valtteri Bottas (Finlândia) – Williams-Mercedes – 186
5º Sebastian Vettel (Alemanha) – Red Bull Racing-Renault – 167
6º Fernando Alonso (Espanha) – Ferrari – 161
7º Felipe Massa (Brasil) – Williams-Mercedes – 134
8º Jenson Button (Grã-Bretanha) – McLaren-Mercedes – 126
9º Nico Hulkenberg (Alemanha) – Force India-Mercedes – 96
10º Sergio Pérez (México) – Force India-Mercedes – 59
11º Kevin Magnussen (Dinamarca) – McLaren-Mercedes – 55
12º Kimi Räikkönen (Finlândia) – Ferrari – 55
13º Jean-Eric Vergne (França) – STR-Renault – 22
14º Romain Grosjean (França) – Lotus-Renault – 8
15º Daniil Kvyat (Rússia) – STR-Renault – 8
16º Pastor Maldonado (Venezuela) – Lotus-Renault – 2
17º Jules Bianchi (França) – Marussia-Ferrari – 2
Classificação do Mundial de Construtores:
1º Mercedes – 701
2º Red Bull Racing-Renault – 405
3º Williams-Mercedes – 320
4º Ferrari – 216
5º McLaren-Mercedes – 181
6º Force India-Mercedes -155
7º STR-Renault – 30
8º Lotus-Renault – 10
9º Marussia-Ferrari – 2
O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo – 2.ª jornada
(“O Templário”, 20.11.2014)
Após a disputa da 2.ª ronda da fase de grupos da Taça do Ribatejo, há cinco equipas que, tendo vencido os dois desafios que realizaram na prova, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da competição: Torres Novas, Mação, V. Mindense – as duas últimas tendo, aliás, finalizado já a sua participação nesta fase, dado que folgam na terceira e última jornada –, Fazendense e Cartaxo.
Para tal, impuseram-se por números inequívocos face aos seus adversários desta jornada, com os torrejanos a bater o Rio Maior por 3-0 (desfecho que, não obstante, não traduzirá fielmente as dificuldades sentidas pela equipa da casa durante largo período do encontro); tendo a formação de Fazendas de Almeirim vencido por idêntico resultado em Benavente; os maçaenses a golear a turma da Sabacheira por 5-0; também a mesma marca com que o V. Mindense (para já, a única equipa da divisão secundária já qualificada) “brindou” o Tramagal; enquanto o Cartaxo ganhou no terreno do vizinho Vale da Pedra por 2-0.
Nos restantes desafios que mais interesse despertavam, menção ao triunfo do Coruchense na Barrosa (2-0); o mesmo desfecho obtido pelo Amiense na deslocação a Alferrarede; a vitória do Pontével sobre o Muge; e o triunfo do Samora Correia em Santarém, frente ao União local – ambos pela margem mínima, de 1-0 –, com os samorenses a cumprir, neste fim-de-semana, o papel de “mini-tomba-gigantes”, dado terem sido os únicos de escalão inferior a derrotar uma equipa da I Divisão, apesar de se tratar do “lanterna vermelha” da classificação.
Por fim, um realce especial para a vitória do União de Tomar no Rossio ao Sul do Tejo, igualmente mercê de um solitário tento, no reeditar de um antigo “clássico” do futebol distrital, que não se disputava, a nível de competições oficiais de seniores, há já 67 anos, desde a época de 1947-48! Um resultado crucial para que os unionistas mantenham intactas as suas aspirações de qualificação, uma vez que, recebendo o Ferreira do Zêzere na ronda decisiva, caso vençam, garantirão (seja como 1.º, ou como 2.º classificado da sua série) a qualificação para a fase seguinte da prova, tendo ainda hipóteses, embora mais contingentes, num eventual cenário de empate.
São apurados para os 1/8 de final da Taça do Ribatejo, os dez clubes vencedores de série, e os seis melhores 2.ºs classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos. Assim, após esta jornada, há também algumas equipas já virtualmente afastadas, sem possibilidade de apuramento, nomeadamente por terem registado dois desaires: Alferrarede, Ferreira do Zêzere, Caxarias e U. Almeirin. Em termos gerais, nas diversas séries, subsiste portanto ainda muita coisa em aberto, com 25 equipas a disputar as onze vagas restantes…
A nível nacional, no Campeonato Nacional de Seniores, teve já início a segunda volta da primeira fase, com a disputa da 10.ª jornada, com o At. Ouriense, jogando em “casa emprestada”, em Fátima, a ser goleado pelo Alcanenense, por 1-5, tendo as outras duas equipas do distrito sido também derrotadas: o Fátima, na Sertã, por 0-1, e o Riachense, pese embora a boa réplica oferecida no terreno do líder, Mafra, perdendo por 0-2.
As formações de Ourém e de Riachos mantêm a posição na cauda da tabela, contando somente dois empates, já a doze pontos do 7.º classificado Torreense; com o Fátima, cuja situação de grave crise subsiste, a cair também na parte mais baixa da classificação, no antepenúltimo posto, cinco pontos acima do duo que partilha a “lanterna vermelha”. O conjunto de Alcanena, repartindo agora o 5.º lugar com o Sertanense, parece poder recompor-se de uma fase menos boa, distando somente três pontos do 3.º classificado, Caldas.
No próximo fim-de-semana estarão de regresso os campeonatos distritais, com destaque para algumas partidas de especial interesse: União de Tomar-Fazendense, em que se defrontam os dois clubes que partilham o 2.º posto da classificação, num desafio de elevado grau de dificuldade para ambos; mas também o líder Empregados do Comércio não poderá “repousar”, recebendo o sempre complicado conjunto de Mação; o mesmo se aplica à equipa que se segue na pauta classificativa, o Coruchense, com um sério teste na deslocação ao exíguo recinto do Pontével, que, aliás, se situa imediatamente após a turma de Coruche. A equipa do Torres Novas, recebendo o Benavente, terá uma oportunidade de voltar aos triunfos, de que anda arredada, no campeonato, há já três jornadas.
Na II Divisão Distrital, teremos dois “jogos de primeira”: em Abrantes, com a U. Abrantina a receber o Pego; e na Moçarria, com o Moçarriense a ser visitado pela turma da Glória do Ribatejo, defrontando-se, precisamente, os dois primeiros classificados de cada uma das séries.
Curiosamente, o mesmo sucede no Campeonato Nacional de Seniores, com o U. Leiria a receber o Mafra, com as equipas do distrito com tarefas difíceis, não obstante três delas actuarem em casa, recebendo o Torreense (Fátima), Sertanense (At. Ouriense) e Eléctrico de Ponte de Sôr (Riachense); enquanto o Alcanenense visita as Caldas.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Novembro de 2014)
«Estou com eles, obviamente»
António Arnaut, António Bagão Félix, António Pinto Basto, António Victorino d’ Almeida, Diogo Freitas do Amaral, Isabel Pires de Lima, João Braga, Joaquim Pessoa, José da Câmara, José Pacheco Pereira, Lena d’ Água, Lídia Franco, Manuel Alegre, Maria João Quadros, Miguel Sousa Tavares, Miguel Tamen, Olga Prats, Pedro Abrunhosa, Pedro Barroso, Rão Kyao, Raul Miguel Rosado Fernandes, Teolinda Gersão, Vicente da Câmara, Vítor Aguiar e Silva.
Estou com eles, obviamente. Por uma acção popular no Supremo Tribunal Administrativo contra a aplicação do chamado “acordo ortográfico”. Que potencia aberrações como esta e esta. E até esta, capaz de pôr os olhos em bico a muitos acordistas: «Otimizar a recessão» (???). Manifestações de analfabetismo galopante, por vezes com chancela oficial, a todo o momento e a toda a hora.
(Pedro Correia – no “Delito de Opinião“)
O pulsar do campeonato – 7.ª jornada
(“O Templário”, 13.11.2014)
Poderá considerar-se que, em termos gerais, imperou a lógica, na 7.ª jornada do campeonato distrital da I Divisão, com as equipas teoricamente mais apetrechadas a vencer, com destaque para os triunfos: dos Empregados do Comércio, frente à U. Santarém, no derby escalabitano, por 1-0, sexta vitória dos “Caixeiros” em sete jogos, que continuam destacados na liderança, com quatro pontos de avanço; e dos também outrora “Empregados do Comércio”, os de Tomar, com uma excelente vitória do União (2-0) num terreno tradicionalmente difícil como é o do Benavente, equipa que mantinha em curso uma série de cinco encontros sucessivos sem derrota.
Num desafio a requerer grande concentração e entrega, a turma nabantina cedo afirmou a sua maior determinação, procurando assumir a iniciativa do jogo, pese embora a esforçada réplica do adversário, tendo beneficiado de duas ocasiões de perigo, antes de, ainda no primeiro tempo, inaugurar o marcador, com o regressado Wemerson – após curta passagem pelo Alcanenense, do Campeonato Nacional de Seniores –, a marcar logo neste seu jogo de “estreia”.
O brasileiro estaria em particular evidência no segundo tempo, em especial na sua fase final, altura em que, potenciando a sua força, velocidade e poder de drible, que fazem com que seja muito difícil de travar, sem ser em falta, estaria na origem da marcação de duas grandes penalidades (e consequentes duas expulsões de defesas contrários), num intervalo de cerca de dois minutos: a primeira em que o melhor marcador, Pelé, permitiria a defesa ao guardião adversário; a segunda, serenamente convertida por Nuno Rodrigues no segundo tento dos unionistas, que, antes disso, tinham sofrido uma fase de pressão mais intensa, que poderia ter tido consequências funestas, dado terem passado entretanto por um período de desvantagem numérica (10 contra 11; tendo o jogo terminado 10 do União contra 9 do Benavente…).
Também o Fazendense, de forma tranquila, goleando o Barrosense por 4-0, e o Coruchense, batendo o Torres Novas por 2-0 (sendo, a par dos Empregados do Comércio, as únicas equipas a repetir a vitória da ronda precedente), confirmaram o seu favoritismo, agrupando-se – juntamente com o União de Tomar – como perseguidores mais próximos do líder, com o grupo de Coruche um ponto abaixo do par que continua a repartir a 2.ª posição.
Por fim, a notar ainda, a primeira vitória do Rio Maior, na recepção ao U. Chamusca, por 3-1, devolvendo a “lanterna vermelha” ao U. Santarém. As restantes duas partidas registaram igualdades também dentro do expectável, dado o equilíbrio dos contendores, com 1-1 no Mação-Pontével e 2-2 no Cartaxo-Amiense.
Na II Divisão Distrital, o Pego (derrotando o Caxarias) mantém a sua campanha cem por cento vitoriosa, após a disputa da quinta jornada, contando dois pontos de vantagem sobre a U. Abrantina (que, até agora, cedeu apenas um empate, tendo goleado nesta ronda a Sabacheira por 4-0), com o Ferreira do Zêzere, 3.º classificado, já a seis pontos do guia. Na outra série, mais equilibrada, os quatro primeiros estão separados por apenas três pontos, com o Moçarriense (com um empate na Vale da Pedra) a ser igualado no comando pelo Glória do Ribatejo (mercê de um difícil triunfo, ante o Muge), dois pontos acima do U. Almeirim (com um bom triunfo, na Atalaia), e três em relação ao Goleganense (que empatou em casa com o último, Porto Alto).
Subindo até ao Campeonato Nacional de Seniores, já na conclusão da primeira volta da prova, o Alcanenense – colocando termo a uma série negativa, de quatro desaires sucessivos, o que lhe permitiu voltar a “respirar” melhor na tabela classificativa – conseguiu enfim ganhar de novo (1-0), frente a um Fátima também em preocupante queda (apenas com dois empates nas últimas cinco rondas). Por seu lado, em situação ainda mais delicada, At. Ouriense e o Riachense, ambos derrotados em casa, respectivamente pelo Mafra (0-1) e pelo líder U. Leiria (2-3), continuam a repartir a última posição, com apenas dois pontos, a cinco do Fátima, e já a onze pontos do Torreense.
No próximo fim-de-semana os campeonatos distritais sofrem nova interrupção, para disputa da segunda jornada da Taça Ribatejo, com destaque para os seguintes desafios, entre equipas do principal escalão, em que, por definição, dada a especificidade desta competição (e não obstante não se ter atingido ainda a fase de aplicação do sistema de eliminação directa), “não haverá favoritos”: Benavente-Fazendense, Torres Novas-Rio Maior e Barrosense-Coruchense – isto sem ignorar que os conjuntos de Fazendas de Almeirim, Torres Novas e Coruche são três equipas de topo a nível da hierarquia do futebol distrital.
Igualmente aliciantes serão também algumas das partidas que colocam frente a frente equipas de diferentes escalões, em particular: Rossiense-União de Tomar, fazendo “renascer” um velho clássico dos anos 40 do século passado, com os nabantinos a necessitar obter um resultado positivo, para poder manter aspirações na prova; Alferrarede-Amiense; U. Santarém-Samora Correia; Pontével-Muge; e o derby Vale da Pedra-Cartaxo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Novembro de 2014)
Portugal – Arménia (Europeu 2016 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Raphaël Guerreiro, Tiago, João Moutinho, Danny (70m – Quaresma), Nani (88m – William Carvalho), Ronaldo e Hélder Postiga (56m – Éder)
Arménia – Roman Berezovski, Kamo Hovhannisyan, Varazdat Haroyan, Robert Arzumanyan, Taron Voskanyan, Levon Hayrapetyan, Karlen Mkrtchyan (84m – Marcos Pizzelli), Artur Edigaryan (77m – Artur Sarkisov), Henrikh Mkhitaryan, Gevorg Ghazaryan (62m – Edgar Manucharyan) e Yura Movsisyan
1-0 – Cristiano Ronaldo – 72m
Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (14m), Tiago (36m), Pepe (42m), Danny (69m) e William Carvalho (90m); Artur Edigaryan (34m) e Robert Arzumanyan (90m)
Árbitro – Tasos Sidiropoulos (Grécia)
Em mais uma exibição sombria, valeu a conquista dos três pontos, sem grandes primores exibicionais, numa vitória não obstante perfeitamente justa e justificada, dada a notória e natural superioridade da selecção portuguesa.
Que, porém, não deslumbrou, denotando ainda necessidade de entrosamento, com Fernando Santos a parecer estar ainda em fase de experiências no sistema táctico e modelo de jogo da equipa, sem conseguir ainda assentar numa estrutura base, com um “plantel” envelhecido, em que a única nota relevante de renovação foi dada pelo estreante Raphaël Guerreiro – um titular de “recurso”, dadas diversas lesões de outros candidatos ao lugar de defesa esquerdo -, com uma exibição segura, sem comprometer.
De resto a equipa teve o mérito de não desistir nunca, de não se entregar, de continuar a acreditar que poderia chegar ao triunfo, o que é uma atitude sadia, e que, até agora, tem dado bons frutos, já por duas vezes, nestes jogos de qualificação para o Europeu 2016.
O mais importante: depois de uma “entrada em falso”, a equipa de Portugal continua a depender de si própria, bastando-lhe possivelmente continuar a ganhar em casa, e somar mais alguns pontos nos jogos no estrangeiro, para garantir o desejado apuramento, se possível, desta vez, evitando a necessidade de recurso ao “play-off”…
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 4 2 1 1 6 - 4 7 2º Portugal 3 2 - 1 2 - 1 6 3º Albânia 3 1 1 1 2 - 4 4 4º Sérvia 3 1 1 1 5 - 4 1* 5º Arménia 3 - 1 2 2 - 4 1
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
4ª jornada
14.11.14 – Portugal – Arménia – 1-0
14.11.14 – Sérvia – Dinamarca – 1-3
O pulsar do campeonato – 6.ª jornada
(“O Templário”, 06.11.2014)
União perde invencibilidade
Numa jornada de empates no campeonato distrital da I Divisão (um total de quatro, em sete desafios realizados), o União de Tomar viu quebrada a sua invencibilidade, sendo desfeiteado em casa, ante o candidato Coruchense – que, por seu lado, colocou assim termo a uma série de três jogos sem ganhar, incluindo dois desaires sucessivos –, perdendo por 0-2, no primeiro jogo da época em que os tomarenses ficaram “em branco”.
O que possibilitou aos Empregados do Comércio – única equipa, de entre os sete primeiros da classificação à entrada para esta ronda, a conseguir vencer (parecendo retomar o trilho dos triunfos folgados, e sem sofrer golos, derrotando o Rio Maior por 3-0) voltar a distanciar-se na liderança, agora com quatro de pontos de avanço sobre o par formado por Fazendense e União de Tomar, e cinco pontos a mais que o trio constituído por Torres Novas, Coruchense e Pontével.
E isto porque também o Torres Novas sofreu pesado desaire caseiro, ante o Mação (que, curiosamente, não ganhava desde a ronda inaugural), perdendo por 0-3. Enquanto, por seu lado, o Fazendense não conseguiu melhor que o empate a um golo na visita a Benavente.
Nos restantes encontros desta 6.ª jornada, outras três igualdades: a dois golos, no Pontével-U. Santarém (um desfecho positivo para os escalabitanos, a “trespassarem” a posição de “lanterna vermelha” ao Rio Maior), assim como no Amiense-Barrosense (outra surpresa, com a formação de Amiais de Baixo a não conseguir engrenar neste campeonato, sem vencer há cinco jogos); não tendo U. Chamusca e Cartaxo conseguido desfazer o nulo inicial, neste caso um desfecho aparentemente de maior lógica.
No total, estes quatro empates dão também mais um pequeno contributo para que, após a disputa de seis jornadas, haja ainda um total de seis equipas (quase metade dos concorrentes) com apenas uma derrota averbada… sendo que apenas os quatro clubes da cauda da tabela (Barrosense, Amiense, U. Santarém e Rio Maior) já perderam por mais de duas vezes.
E, para além da “normal” sequência registada pelo Fazendense, sem perder desde a jornada inicial, portanto já há cinco jogos, há algumas “surpresas”: também o Benavente mantém registo similar; enquanto Mação e U. Chamusca somam quatro jornadas sucessivas sem derrota – no caso dos chamusquenses, traduzidas num ciclo de quatro empates; por fim, o Pontével não é desfeiteado há três jogos. Na situação oposta, temos o Rio Maior (a par do U. Santarém as únicas equipas ainda sem vitórias), com um ciclo de quatro desaires consecutivos.
A nível de golos marcados e golos sofridos, o destaque vai, também, em primeiro lugar, para os Empregados do Comércio – ataque mais concretizador, a par do Mação (14 golos), e defesa menos batida, posição partilhada com o Fazendense (apenas dois golos sofridos). Ao invés, reflectindo também as posições que ocupam na pauta classificativa, o Rio Maior é a equipa com menos golos marcados (quatro), sendo o U. Santarém a mais batida (18 golos sofridos).
Ora, conduz-nos esta observação ao desafiante derby que o líder enfrentará na próxima ronda, um porventura inédito U. Santarém-Empregados do Comércio, que certamente animará a cidade escalabitana. Para além deste, o desafio da jornada será o Coruchense-Torres Novas, agora com os torrejanos em posição mais desconfortável, a procurar evitar a derrota, sob pena de se atrasar ainda mais; por fim, destaque ainda para o Benavente-União de Tomar, e para o Mação-Pontével, envolvendo quatro dos oito primeiros classificados, partidas de desfecho imprevisível.
Na II Divisão Distrital, na série a Norte, o Pego prossegue a sua campanha integralmente vitoriosa, tendo ganho no Tramagal por 1-0, seguido de perto pela U. Abrantina, também com um bom triunfo, ante o vizinho Rossiense, por 3-1. O Alferrarede, empatando em casa com o Assentis, atrasou-se, distando agora já cinco pontos do guia. A Sul, o Moçarriense (ganhando 2-0 ao At. Pernes) mantém o comando, com dois pontos a mais que o Glória do Ribatejo, que não conseguiu melhor que a igualdade (1-1) no terreno do Vale da Pedra. Pior esteve o Samora Correia, perdendo em casa com o Goleganense, partilhando ambos o 3.º lugar, a três pontos do líder.
No Campeonato Nacional de Seniores, as equipas do Distrito continuam em baixa, tendo registado três derrotas, com o At. Ouriense a perder em casa com o comandante, Mafra, por 0-1; tendo o Riachense sido derrotado nas Caldas (1-2), enquanto o Alcanenense perdeu em Torres Vedras, ante o Torreense (1-3); apenas o Fátima evitou o desaire, mas sem conseguir mais que um empate (1-1) na recepção ao Eléctrico de Ponte de Sôr.
Assim, os quatro representantes no Nacional ocupam agora as quatro últimas posições da tabela classificativa, sendo de notar a quebra sofrida pelo Alcanenense – enquanto Riachense e At. Ouriense subsistem ainda, após oito jornadas (portanto à entrada para a derradeira ronda da primeira volta), em busca do primeiro triunfo. Na próxima semana, para além do confronto entre Alcanenense e Fátima, tarefas difíceis esperam os dois últimos classificados, com a formação de Riachos a receber o vice-líder, U. Leiria; e o At. Ouriense a deslocar-se a Ponte de Sôr.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Novembro de 2014)
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
D. Moskva – Estoril – 1-0
Panathinaikos – PSV – 2-3
1º D. Moskva, 12; 2º PSV, 7; 3º Estoril, 3; 4º Panathinaikos, 1
Grupo J
D. Kyiv – AaB Aalborg – 2-0
Rio Ave – Steaua – 2-2
1º D. Kyiv, 9; 2º Steaua, 7; 3º AaB Aalborg, 6; 4º Rio Ave, 1











