Liga Europa – 5ª jornada – Benfica – Lech Poznań
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Jan Vertonghen, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Gian-Luca Waldschmidt), Gabriel Pires, Rafael “Rafa” Silva (77m – Franco Cervi), Francisco “Chiquinho” Machado (60m – Julian Weigl), Everton Soares (70m – Pedro “Pedrinho” da Silva) e Darwin Núñez (60m – Haris Seferović)
Lech Poznań – Filip Bednarek, Bogdan Butko, Ľubomír Šatka, Tomasz Dejewski, Tymoteusz Puchacz, Michał Skóraś (63m – Alan Czerwiński), Karlo Muhar, Filip Marchwiński (82m – Jakub Moder), Jan Sýkora (63m – Vasyl Kravets), Mohammad Awaed (63m – Daniel Ramirez) e Nikoloz “Nika” Kacharava (42m – Mikael Ishak)
1-0 – Jan Vertonghen – 36m
2-0 – Darwin Núñez – 57m
3-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 58m
4-0 – Julian Weigl – 89m
Cartões amarelos – Nikoloz “Nika” Kacharava (2m) e Filip Marchwiński (72m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Certamente ninguém se iludirá com o resultado “gordo” esta noite alcançado, uma goleada com uma amplitude que não se registava nas provas europeias, a favor do Benfica, já há mais de dez anos (desde idêntico resultado, ante o Hertha Berlin, averbado em Fevereiro de 2010).
De facto, as debilidades competitivas desta equipa do Lech Poznań haviam ficado já bem patentes no jogo da primeira volta, na Polónia, sendo que as únicas dúvidas que poderiam subsistir quanto ao resultado seriam sobre a expressão da vitória benfiquista e se conseguiria manter a sua baliza a zeros.
Frente a um opositor que – dada a sua posição no grupo – optou também por fazer algumas “poupanças” (mudando nada menos de sete dos dez jogadores de campo que tinham iniciado a partida em casa), o Benfica beneficiaria ainda de mais “facilidades”, instalando-se, a maior parte do tempo, no meio-campo contrário, mas, durante largos períodos, falho de objectividade e intensidade, jogando a ritmo lento, facilitando a tarefa defensiva dos polacos.
A primeira ocasião de perigo surgiria apenas já a meio da metade inicial do encontro, com Bednarek a suster o remate de Pizzi, mas a bola a sobrar para Darwin, o qual, porém, remataria muito por alto. Pelo que só já numa fase relativamente tardia o Benfica conseguiria inaugurar o marcador, na sequência de um canto apontado por Pizzi, com o central Vertonghen, de cabeça, a antecipar-se à defensiva contrária.
Ao intervalo, o resultado tangencial era claramente demasiado escasso para o desnível competitivo entre as duas formações, vislumbrando-se que, perante um oponente de topo do futebol europeu, o Lech dificilmente poderia escapar a uma robusta goleada.
Fosse pela maior tranquilidade alcançada em função do golo ou efeito da pausa, o Benfica entraria para a segunda metade bastante mais liberto, impondo uma intensidade de jogo que desmontou por completo a estrutura polaca.
Ainda antes do segundo golo, já Pizzi tivera duas tentativas de longe, assim como Chiquinho levara também perigo ao reduto contrário. A viragem do minuto 57 para o 58 acabaria por ser demolidora para o Lech, com dois golos sofridos “de rajada”, primeiro por Darwin (a passe de Pizzi); logo de seguida, uma recuperação de bola de Chiquinho, permitindo a Rafa uma aceleração, assistindo Pizzi, para o 3-0.
De imediato seria o Benfica a fazer rodar jogadores, com três substituições, fazendo repousar Pizzi, Chiquinho e Darwin (pouco depois sairiam também os restantes elementos da frente, Rafa e Everton).
Numa fase final em que o ritmo de jogo se ressentiu com as várias substituições, de parte a parte, o Benfica continuaria a provocar várias situações de perigo, destacando-se uma perdida de Seferović. O quarto golo acabaria por chegar em cima do derradeiro minuto, pelo substituto Weigl. Seria já em tempo de descontos que o conjunto polaco teria a sua única oportunidade, com uma bola a embater na trave.
No cômputo geral, uma noite descansada para os benfiquistas, que selaram já, matematicamente, o apuramento para a fase seguinte da prova, mas sem deslumbrar, podendo considerar-se mesmo como mais positiva a manutenção da inviolabilidade da sua baliza do que, propriamente, o número de golos alcançados.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Lokomotiv Moskva – RB Salzburg – 1-3
At. Madrid – Bayern – 1-1
1º Bayern, 13; 2º At. Madrid, 6; 3º RB Salzburg, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3
Grupo B
Shakhtar Donetsk – Real Madrid – 2-0
B. M’Gladbach – Inter – 2-3
1º B. M’Gladbach, 8; 2º Shakhtar Donetsk e Real Madrid, 7; 4º Inter, 5
Grupo C
FC Porto – Manchester City – 0-0
Marseille – Olympiakos – 2-1
1º Manchester City, 13; 2º FC Porto, 10; 3º Olympiakos e Marseille, 3
Grupo D
Atalanta – Midtjylland – 1-1
Liverpool – Ajax – 1-0
1º Liverpool, 12; 2º Atalanta, 8; 3º Ajax, 7; 4º Midtjylland, 1
Grupo E
Sevilla – Chelsea – 0-4
Krasnodar – Rennes – 1-0
1º Chelsea, 13; 2º Sevilla, 10; 3º Krasnodar, 4; 4º Rennes, 1
Grupo F
Brugge – Zenit – 3-0
B. Dortmund – Lazio – 1-1
1º B. Dortmund, 10; 2º Lazio, 9; 3º Brugge, 7; 4º Zenit, 1
Grupo G
Ferencváros – Barcelona – 0-3
Juventus – D. Kyiv – 3-0
1º Barcelona, 15; 2º Juventus, 12; 3º D. Kyiv e Ferencváros, 1
Grupo H
Istanbul Başakşehir – RB Leipzig – 3-4
Manchester United – Paris St.-Germain – 1-3
1º Manchester United, Paris St.-Germain e RB Leipzig, 9; 4º Istanbul Başakşehir, 3
As equipas do Bayern, Manchester City, FC Porto, Liverpool, Chelsea, Sevilla, Borussia Dortmund, Barcelona e Juventus garantiram já – ainda com uma ronda por disputar – a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
As restantes sete vagas serão decididas entre: RB Salzburg e At. Madrid (confronto directo, na Áustria); B. M’Gladbach, Shakhtar Donetsk, Real Madrid e Inter (apurando-se dois destes quatro clubes); Atalanta e Ajax (confronto directo, em Amesterdão); Lazio e Brugge (confronto directo, em Roma); Manchester United, Paris St.-Germain e RB Leipzig (apurando-se dois destes três clubes), com o RB Leipzig a receber o Manchester United.
Por seu lado, o Krasnodar tem já assegurada a transferência para a Liga Europa.
O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 26.11.2020)
Bastaram sete rondas para que os candidatos ao título se agrupassem na frente da pauta classificativa, monopolizando já, nesta altura, os cinco primeiros lugares: Abrantes e Benfica (100% vitorioso, contando um jogo a menos) e Coruchense, os quais partilham a liderança; U. Tomar a quatro pontos; Mação a seis; e Fazendense a sete pontos dos comandantes. Acresce ainda o Cartaxo, por agora 7.º classificado, também com um jogo a menos; não esquecendo, por outro lado, que o Alcanenense (no 10.º posto, a dez pontos dos guias) regista três jogos em atraso – constituindo, a par dos abrantinos, os únicos clubes ainda invictos.
Assim como, noutra perspectiva, posicionam-se já na cauda da tabela várias das equipas que, à partida, se antevia tivessem como meta primordial a luta pela manutenção no escalão principal, casos do Entroncamento, Torres Novas, Riachense e Moçarriense.
Destaques – Numa jornada sem especiais motivos de realce, a principal nota vai para o empate (1-1) alcançado pelo Torres Novas no Cartaxo, numa partida que reunia dois conjuntos que vinham de uma ronda traumática. Atendendo às distintas pretensões dos dois contendores, tal não deixa de traduzir mais um desfecho negativo para os cartaxeiros, que, até agora, apenas venceram metade dos jogos, um desempenho muito aquém do necessário a um efectivo candidato.
Assinala-se, por outro lado, o primeiro triunfo do U. Tomar em terreno alheio – após ter cedido uma derrota e dois empates –, tendo vencido por 2-1 no Entroncamento, um resultado “arrancado a ferros”, mercê de dois tentos de Tiago Vieira, com a particularidade de terem sido obtidos ambos já em tempo de compensação, ainda que em cada uma das partes do desafio.
Pese embora os nabantinos tenham, durante larga parte do tempo, assumido a iniciativa e o controlo do jogo, permitiram algumas rápidas e muito perigosas transições, com a formação da cidade ferroviária a desaproveitar, pelo menos, três soberanas oportunidades para chegar ao golo. Depois de um tento para cada lado, resultantes da conversão de grandes penalidades, os tomarenses intensificaram a pressão na última meia hora, mas de forma muito espartilhada por uma bem organizada equipa do Entroncamento, vindo a ver os seus esforços coroados de êxito com um muito oportuno desvio de cabeça do avançado unionista, já mesmo a findar o encontro.
O Fazendense, que vinha patenteando alguma irregularidade, “despachou” de forma categórica a, até agora, surpresa pela positiva, Glória do Ribatejo, goleando já, ao intervalo, por quatro golos sem resposta, não tendo os visitantes conseguido melhor que reduzir a desvantagem para 4-1.
Dando sinais de regressão em relação ao desempenho que tinha atingido nas partidas iniciais, o Riachense, não só acumulou quarto desaire sucessivo, como vai somando goleadas: depois do 1-7 em Tomar, foi agora batido, em casa, por 1-5, pelo Mação, seguindo com uma média superior a três golos sofridos por jogo, tendo caído na penúltima posição, apenas à frente do Moçarriense.
Confirmações – Considerando-se que houve apenas uma “surpresa” (no Cartaxo), o desfecho dos restantes desafios enquadrou-se dentro do que seria expectável.
Desde logo, com mais uma vitória do Abrantes e Benfica, não obstante por tangencial 2-1, na recepção ao Rio Maior. Tal como na semana passada, um triunfo difícil, alcançado já nos derradeiros dez minutos, depois de os riomaiorenses terem conseguido chegar ao empate.
O outro líder, Coruchense, venceu também com naturalidade, na Moçarria, frente ao “lanterna vermelha”, por 2-0, com o Moçarriense numa já extensa série de seis derrotas consecutivas, em todos os jogos que disputou até à data, com uma fraca média de 0,5 golos marcados por jogo.
Em Amiais de Baixo, o Amiense ganhou ao Samora Correia por 1-0, o que proporcionou aos locais ascender ao 6.º lugar da tabela, em contraponto a uma descida dos samorenses a uma já algo inquietante 12.ª posição, fruto de um negativo ciclo de quatro desaires sucessivos.
Num fim-de-semana em que foram realizados todos os oito jogos agendados – apenas a segunda vez em que tal se verifica, depois da ronda inaugural – na oitava partida não foi desfeito o nulo entre Ferreira do Zêzere e Alcanenense, dois emblemas que seguem tranquilos a meio da tabela.
II Divisão Distrital – Numa ronda com alguns encontros de especial aliciante, o Espinheirense bateu o Caxarias por 3-2 (depois de ter chegado a 3-0), mantendo o pleno de vitórias (seis). Quem também abriu espaço em relação aos perseguidores foi o At. Ouriense, vencedor em Fátima por 2-0, com os fatimenses, no 3.º posto, agora já a seis pontos do adversário desta jornada.
Na outra série, num embate entre os agora dois primeiros classificados, Salvaterrense e Benavente terminaram igualados a dois golos, numa partida que, no seu decurso, foi registando todos os desfechos possíveis. Destaque ainda para a goleada (4-1) sofrida pelo anterior líder (Forense) no Porto Alto, assim como para o convincente triunfo (3-0) do Benfica do Ribatejo ante o Marinhais.
Campeonato de Portugal – Noutro fim-de-semana aproveitado para acerto de calendário, o U. Santarém foi empatar (1-1) a Pêro Pinheiro, em encontro adiado da 5.ª ronda, um desfecho positivo (ante o actual 4.º classificado), reforçando a sua 7.ª posição.
Antevisão – Atingindo-se já a 9.ª jornada, o “jogo grande” será o que coloca frente-a-frente U. Tomar (3.º) e Mação (4.º), dois dos principais candidatos assumidos ao título, em partida de desfecho imprevisível, para mais numa altura em que o factor casa se apresenta muito limitado.
Por seu lado, os líderes terão tarefas de grau de dificuldade distinto, com o Coruchense claramente favorito na recepção ao Ferreira do Zêzere, enquanto o Abrantes e Benfica visita a Glória do Ribatejo, restando saber se os homens da casa conseguirão manter a consistência exibicional que já lhes permitiu derrotar a formação do Sorraia e impor um empate aos tomarenses.
De interesse será também o Samora Correia-Cartaxo, entre dois grupos que denotam não atravessar o melhor período, com os cartaxeiros a verem reduzir-se a “margem de erro”.
Na II Divisão, teremos vários motivos de interesse, em particular no At. Ouriense-Espinheirense (reunindo os dois actuais primeiros classificados da série A) e no Vasco da Gama-Fátima; e, a Sul, com o “derby” Marinhais-Salvaterrense e o Forense-Benfica do Ribatejo.
Na retoma do calendário regular do Campeonato de Portugal, o U. Santarém desloca-se a Torres Vedras, para defrontar o vice-líder, Torreense, portanto uma saída de elevado grau de dificuldade; por seu lado, Fátima SAD e U. Almeirim cruzam-se, com aparente favoritismo dos almeirinenses.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Novembro de 2020)
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Rangers – Benfica – 2-2
Standard Liège – Lech Poznań – 2-1
1º Rangers e Benfica, 8; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 3
Grupo G
AEK – Zorya Luhansk – 0-3
Sp. Braga – Leicester – 3-3
1º Leicester, 10; 2º Sp. Braga, 7; 3º AEK e Zorya Luhansk, 3
As equipas da Roma, Arsenal, Leicester e Hoffenheim garantiram já – ainda com duas rondas por disputar – o apuramento para os 1/16 de final.
(mais…)
Liga Europa – 4ª jornada – Rangers – Benfica
Rangers – Allan McGregor, James Tavernier, Connor Goldson, Leon-Aderemi Balogun, Borna Barišić, Glen Kamara, Steven Davis, Scott Arfield, Kemar Roofe, Ryan Kent e Alfredo Morelos
Benfica – Helton Leite, Gilberto Moraes (69m – Gonçalo Ramos), Jardel Vieira, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Gabriel Pires, Francisco “Chiquinho” Machado (56m – Luís Fernandes “Pizzi”), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (56m – Diogo Gonçalves) e Haris Seferović (90m – Francisco Ferreira “Ferro”)
1-0 – Scott Arfield – 7m
2-0 – Kemar Roofe – 69m
2-1 – James Tavernier (p.b.) – 78m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” – 81m
Cartões amarelos – Glen Kamara (80m); Gabriel Pires (16m), Francisco “Chiquinho” Machado (42m) e Jan Vertonghen (83m)
Árbitro – Radu Petrescu (Roménia)
Poderá até invocar-se que as ausências forçadas de Otamendi, Weigl, Taarabt e Darwin Nuñez, os últimos três afectados pela COVID-19 (para além da prolongada lesão de André Almeida) forçaram a diversas adaptações no “onze” (complementadas, por vontade própria do treinador, com as entradas de Helton Leite e Chiquinho para os lugares habitualmente ocupados por Vlachodimos – que viu interrompida uma série de 28 jogos consecutivos do Benfica nas competições europeias – e Pizzi).
Mas tal pouco terá a ver com a forma amorfa como a equipa se apresentou em campo em Glasgow, com uma falta de “atitude” competitiva, completamente desadequada da importância deste jogo.
Pelo que não surpreenderia que o Rangers entrasse praticamente a ganhar, perante um opositor “macio”, sem intensidade nem agressividade, muito passivo nas acções defensivas. A forma como o golo inaugural foi apontado é bem sintomática – três remates sucessivos, com a defesa benfiquista a “ver jogar”: primeiro, Roofe a cabecear para defesa apertada de Helton Leite, que mais não conseguiu que sacudir a bola, mas sem a afastar da zona de perigo; de imediato, Tavernier, também de cabeça, a acertar na trave; culminando no remate decisivo de Arfield…
O Benfica procurou reagir, mas se, nas acções defensivas, denotava flagrantes fragilidades, a atacar não se mostrava melhor, nunca criando efectivas dificuldades ao adversário, que, confortavelmente, ia gerindo a vantagem… até a ampliar mesmo, já a meio da segunda parte, num forte remate de meia distância, aproveitando a passividade de Vertonghen.
A equipa portuguesa tinha passado mais de uma hora de jogo praticamente “ausente de campo”, senão em termos físicos, pelo menos a nível de “cabeça”.
Após o segundo tento sofrido, Jesus – certamente pensando nada mais ter a perder, num jogo que estava já “perdido” – arriscou, fazendo sair o lateral direito para a entrada de um avançado, o jovem Gonçalo Ramos (ao mesmo tempo que fazia recuar Diogo Gonçalves).
E acabaria bafejado pela “estrelinha”, perante um opositor que, no último quarto de hora, claudicou de forma drástica – paradoxalmente Steven Gerrard não faria qualquer substituição, o que, neste contexto, parece difícil de compreender -, desde logo com o próprio Gonçalo Ramos, menos de dez minutos depois de ter entrado, a ter intervenção directa no golo: na sequência de remate pouco efectivo de Seferović, o jovem benfiquista insistiria, com Tavernier, pressionado, a desviar inadvertidamente a bola para a sua baliza.
Terá então passado pela mente dos escoceses o “fantasma” da vantagem de dois golos perdida no Estádio da Luz e, a verdade, é que, decorridos somente mais três minutos, o Benfica restabelecia a igualdade, a dois tentos! Na mais bem conseguida acção do jogo, numa combinação entre Rafa e Pizzi, outra vez com Gonçalo Ramos a ter papel determinante, seria o próprio Pizzi, pleno de intencionalidade, a concretizar o golo.
Repetia-se a recuperação de há três semanas, ficando a pairar a sensação de que, com outra atitude e abordagem, teria sido possível ao Benfica chegar à vitória, frente a um adversário que – pese embora tenha derrotado, na época passada, o FC Porto e o Braga (este, por duas vezes) – não será assim tão “forte”, como o indiciam, para além destas duas vantagens de dois golos desperdiçadas, o próprio desempenho recente a nível nacional (ainda a restabelecer-se de uma traumática “viagem de ida e volta” ao 4.º escalão do futebol escocês, desde 2012-13) e, em particular, em termos europeus.
Ou, noutro prisma, pode também questionar-se: se o Benfica experimentou tantas dificuldades frente a um adversário com o gabarito actual do Rangers, como poderá esta equipa desenhada por Jesus ser competitiva ante adversários que se situem em patamares notoriamente superiores?
O apuramento para os 1/16 de final está praticamente definido, mas, para superar essa fase, será necessário “outro” Benfica…
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
At. Madrid – Lokomotiv Moskva – 0-0
Bayern – RB Salzburg – 3-1
1º Bayern, 12; 2º At. Madrid, 5; 3º Lokomotiv Moskva, 3; 4º RB Salzburg, 1
Grupo B
B. M’Gladbach – Shakhtar Donetsk – 4-0
Inter – Real Madrid – 0-2
1º B. M’Gladbach, 8; 2º Real Madrid, 7; 3º Shakhtar Donetsk, 4; 4º Inter, 2
Grupo C
Marseille – FC Porto – 0-2
Olympiakos – Manchester City – 0-1
1º Manchester City, 12; 2º FC Porto, 9; 3º Olympiakos, 3; 4º Marseille, 0
Grupo D
Liverpool – Atalanta – 0-2
Ajax – Midtjylland – 3-1
1º Liverpool, 9; 2º Ajax e Atalanta, 7; 4º Midtjylland, 0
Grupo E
Krasnodar – Sevilla – 1-2
Rennes – Chelsea – 1-2
1º Chelsea e Sevilla, 10; 3º Rennes e Krasnodar, 1
Grupo F
B. Dortmund – Brugge – 3-0
Lazio – Zenit – 3-1
1º B. Dortmund, 9; 2º Lazio, 8; 3º Brugge, 4; 4º Zenit, 1
Grupo G
Juventus – Ferencváros – 2-1
D. Kyiv – Barcelona – 0-4
1º Barcelona, 12; 2º Juventus, 9; 3º D. Kyiv e Ferencváros, 1
Grupo H
Manchester United – Istanbul Başakşehir – 4-1
Paris St.-Germain – RB Leipzig – 1-0
1º Manchester United, 9; 2º Paris St.-Germain e RB Leipzig, 6; 4º Istanbul Başakşehir, 3
As equipas do Bayern, Manchester City, Chelsea, Sevilla, Barcelona e Juventus garantiram já – ainda com duas jornadas por disputar – a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Miguel Oliveira vence G. P. de Portugal de MotoGP
Três meses depois da vitória de estreia, Miguel Oliveira alcança o seu segundo triunfo em Grandes Prémios de “MotoGP”, na prova hoje disputada em Portimão, última da presente temporada, a qual liderou de início a fim (tendo acumulado também a “pole position” e a volta mais rápida):
1.º Miguel Oliveira (Portugal) – Red Bull KTM Tech 3
2.º Jack Miller (Austrália) – Pramac Racing (Ducati)
3.º Franco Morbidelli (Itália) – Petronas Yamaha SRT
4.º Pol Espargaró (Espanha) – Red Bull KTM Factory Racing
5.º Takaaki Nakagami (Japão) – LCR Honda Idemitsu
6.º Andrea Dovizioso (Itália) – Ducati Team
7.º Stefan Bradl (Alemanha) – Repsol Honda Team
8.º Aleix Espargaró (Espanha) – Aprilia Racing Team Gresini
9.º Alex Márquez (Espanha) – Repsol Honda Team
10.º Johann Zarco (França) – Esponsorama Racing (Ducati)
Ficou assim estabelecida a classificação final do Mundial de pilotos: 1.º Joan Mir (Espanha) – 171; 2.º Franco Morbidelli (Itália) – 158; 3.º Álex Rins (Espanha) – 139; 4.º Andrea Dovizioso (Itália) – 135; 5.º Pol Espargaro (Espanha) – 135; 6.º Maverick Viñales (Espanha) – 132; 7.º Jack Miller (Austrália) – 132; 8.º Fabio Quartararo (França) – 127; 9.º Miguel Oliveira (Portugal) – 125; 10.º Takaaki Nakagami (Japão) – 116.
O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 19.11.2020)
Com a jornada do passado fim-de-semana (tal como sucederá com a próxima) agendada para um inusitado horário matinal (11 horas), dadas as restrições (“recolher obrigatório”) vigentes a partir das 13 horas, tivemos uma manhã repleta de golos, num total de 34 tentos apontados em sete partidas, praticamente à média de 5 golos/jogo, para o que contribuíram decisivamente três dos desafios, nos quais se registaram oito golos em cada um deles!
Destaques – O futebol, seja qual for o escalão ou a competição, continua, com o seu sortilégio, a surpreender-nos, revalidando o seu cariz de imprevisibilidade, o que constitui um dos seus maiores aliciantes.
Vem isto a propósito (não só, mas também, como veremos adiante) do embate entre dois dos principais candidatos ao título, Coruchense e Cartaxo – que, antes deste confronto, ocupavam, respectivamente, a 2.ª e 3.ª posições (após acerto de calendário por parte dos cartaxeiros) –, o qual se afigurava, à partida, como um jogo repartido, que poderia pender para qualquer dos lados…
Ora, o que sucedeu: uma fantástica torrente de golos a favor da turma do Sorraia (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete a zero! – com “hat-tricks” dos brasileiros Carl Kevin Roxenborg (com dupla nacionalidade, também sueca) e Lorran de Jesus, que lideram a lista dos melhores marcadores – que arrasaram a equipa do Cartaxo, que mais não conseguiu que, já à beira do fim, chegar ao ponto de honra, fixando o “placard” num absolutamente incrível 7-1! Só visto.
Precisamente a mesma marca que se registou no U. Tomar-Riachense, mas, neste caso, tratando-se de um resultado que não se pode considerar inesperado, atendendo a que, já em Janeiro do corrente ano de 2020, os tomarenses haviam goleado este mesmo adversário por 7-0 (para além de, ainda mais recentemente, em encontro de preparação, antes do arranque do campeonato, os unionistas terem atingindo mesmo os dois dígitos, goleando então por 10-1!). Um desfecho – outra vez (tal como sucedera ante o Cartaxo), com os golos bem repartidos, apontados por cinco jogadores diferentes – que poderá constituir tónico anímico importante para o grupo nabantino.
O terceiro prélio com oito golos foi o que colocou frente-a-frente Torres Novas (penúltimo classificado, ainda sem vitórias) e Amiense, o qual se saldou por um raríssimo 4-4, com os torrejanos, depois de terem chegado a 4-0, a colapsarem súbita e drasticamente, vindo a conceder nada menos de três golos (4-2, 4-3 e 4-4) em período de compensação! Um sucesso de que não há memória e que, inevitavelmente, não deixará de provocar forte abalo de confiança num conjunto já dela tão carenciado.
Quem prossegue, “impávido e sereno”, a sua caminhada triunfal (mantendo o pleno, com cinco vitórias em outros tantos encontros disputados) é o Abrantes e Benfica, vencedor em Samora Correia por 3-2. As dificuldades que lhe foram colocadas – por duas ocasiões viu o opositor restabelecer a igualdade –, e, sobretudo, a forma como conseguiu superá-las, retomando, pela terceira vez, a vantagem, a cinco minutos do final, transmitem sinais de, ao invés do que se passa com o Torres Novas, robusta confiança. Quem conseguirá travar os abrantinos?
Surpresa – À parte a magnitude do triunfo da formação do Sorraia e a abrupta “derrocada” final dos torrejanos, o resultado talvez menos expectável da ronda terá sido a derrota do Fazendense em Rio Maior, pese embora por tangencial 1-0, dando sequência a um início de temporada menos conseguido por parte dos 2.º classificados da época passada, nesta altura a repartir posição a meio da tabela, precisamente com este seu último oponente.
Confirmações – O Mação, em recuperação gradual, somou terceiro triunfo no campeonato, vencendo o Ferreira do Zêzere por 2-0, integrando agora o quarteto que partilha o 4.º posto, tal como, aliás, sucede com os ferreirenses.
Fazendo igualmente parte de tal lote encontra-se o emblema da Glória do Ribatejo, que, porém, não foi além de uma igualdade a um golo na recepção ao Entroncamento AC, jovem clube que, tendo passado por dificuldades no arranque da prova, vem dando alguns passos importantes em termos do seu crescimento competitivo.
O oitavo jogo da 7.ª jornada, entre Alcanenense e Moçarriense, até agora as duas equipas mais afectadas pela pandemia, foi adiado, sendo que o conjunto de Alcanena não entra em campo já desde a 3.ª ronda.
II Divisão Distrital – O Espinheirense prossegue no rumo das vitórias, tendo somado a quinta consecutiva, em outros tantos jogos, ganhando em Abrantes, à equipa B do Abrantes e Benfica, por 2-0. Também o At. Ouriense, neste seu regresso à competição, parece apostado em voltar rapidamente ao principal escalão, tendo repetido, pelos mesmos números (5-1), a goleada da semana passada, desta feita frente ao Aldeiense. Por seu lado, o Fátima foi ganhar a Caxarias, por 2-1, ascendendo à 3.ª posição, logo atrás da turma de Ourém.
A Sul, foram adiado dois dos cinco jogos, destacando-se a goleada (4-0) do Benavente frente ao Benfica do Ribatejo, tal como a do agora novo líder (à condição), Salvaterrense, que venceu por 5-0 nas Fazendas de Almeirim, ante a equipa B do Fazendense.
Campeonato de Portugal – Os três representantes do Distrito aproveitaram a pausa no calendário do campeonato, para recuperar alguns dos jogos em atraso. Assim, em partida da jornada inaugural, o U. Santarém recebeu e bateu o U. Almeirim por 2-0, o que proporcionou aos escalabitanos subir ao 7.º lugar (sendo que mantêm três jogos em atraso…), enquanto os almeirinenses (que disputaram o 5.º jogo, nas seis jornadas já decorridas, tendo somado a quarta derrota) caíram abaixo da “linha de água”, posicionando-se agora no 9.º posto.
Já o Fátima SAD, em encontro a contar para a 4.ª jornada, foi goleado, em “casa” (em Vila Chã de Ourique), pelo guia, Alverca, por contundente 0-6. Contando também cinco jogos, a equipa “fatimense” obteve somente um empate, sendo “lanterna vermelha”, com dois pontos negativos.
Antevisão – A 8.ª jornada da divisão principal não inclui, a priori, nenhum jogo de “sensação”, destacando-se as deslocações do Coruchense à Moçarria, e do U. Tomar ao Entroncamento, cabendo ao Abrantes e Benfica receber a visita do Rio Maior.
No segundo escalão, teremos a curiosidade do confronto entre Fátima e At. Ouriense, enquanto o comandante, Espinheirense, receberá o Caxarias. Mais a Sul, teremos o Salvaterrense-Benavente, Porto Alto-Forense e Benfica do Ribatejo-Marinhais.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Novembro de 2020)










