Liga dos Campeões – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total P. St.-Germain - B. Dortmund 2-0 1-2 3-2 Manchester City - Real Madrid --- 2-1 --- Valencia - Atalanta 3-4 1-4 4-8 Liverpool - At. Madrid 2-3 (a.p.) 0-1 2-4 Bayern - Chelsea --- 3-0 --- Juventus - Lyon --- 0-1 --- RB Leipzig - Tottenham 3-0 1-0 4-0 Barcelona - Napoli --- 1-1 ---
Grandes clássicos das competições europeias – (7) Real Madrid – Ajax

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1967-68 TCE 1ª El.Ajax-Real Madrid 1-1 Real Madrid-Ajax 2-1 1972-73 TCE 1/2 Ajax-Real Madrid 2-1 Real Madrid-Ajax 0-1 1995-96 LCE Grupo Ajax-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Ajax 0-2 2010-11 LCE Grupo Real Madrid-Ajax 2-0 Ajax-Real Madrid 0-4 2011-12 LCE Grupo Real Madrid-Ajax 3-0 Ajax-Real Madrid 0-3 2012-13 LCE Grupo Ajax-Real Madrid 1-4 Real Madrid-Ajax 4-1 2018-19 LCE 1/8 Ajax-Real Madrid 1-2 Real Madrid-Ajax 1-4 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Ajax 14 8 1 5 27 – 15
Num confronto entre dois verdadeiros “clássicos” do futebol europeu, a memória mais presente será a da última temporada, com o Ajax a golear categoricamente (4-1), na 2.ª mão dos 1/8 de final da “Liga dos Campeões”, em pleno Estádio Santiago Bernabéu, assim colocando termo ao reinado de três anos do Real Madrid, com um fantástico ciclo de outros tantos troféus consecutivos conquistados na mais importante prova de clubes da Europa.
Mas, de facto, não é de agora a capacidade do Ajax de surpreender em Madrid, onde vencera já noutras duas ocasiões, em 1973 e em 1995. Aliás, o Real não conseguiu ainda ser completamente “feliz” em nenhuma das sete épocas em que encontrou este adversário.
A primeira vez que os caminhos de ambos os clubes se cruzaram – então com dois lendários treinadores nos respectivos bancos (Miguel Muñoz e Rinus Michels) – data já de há mais de 50 anos, na época de 1967-68, na 1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, com a Real Madrid a seguir em frente, depois de empatar em Amesterdão, ganhando em casa por 2-1, apenas no prolongamento tendo conseguido desfazer a igualdade na eliminatória.
Os merengues – que, dois anos antes, tinham conquistado o sexto troféu na competição – afastariam ainda, de seguida, o Hvidovre (1/8 de final) e o Sparta de Praga, antes de caírem, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão Europeu, Manchester United. Quando ao Ajax, em que despontava Cruijff, ensaiava ainda os primeiros passos numa trajectória europeia que conduziria a quatro finais da prova nas cinco temporadas seguintes, com três títulos sucessivos conquistados.
Por curiosidade, o Real Madrid viria também a fazer parte desse percurso, precisamente no ano da conquista do terceiro troféu pelos holandeses (1972-73), tendo sido ultrapassado nas meias-finais, com duas vitórias do Ajax (liderado por Ștefan Kovács), por 2-1 em casa e por 1-0 em Madrid, com “os filhos de Deus” (Cruijff, Neeskens, Mühren ou Krol, entre outros, que estiveram na base da sensacional selecção da “laranja mecânica” de 1974) a ganharem, na Final de Belgrado, à Juventus, também mercê de um solitário golo, apontado por Johnny Rep.
Na sequência da já antes referida eliminatória da época passada, o Ajax voltaria a surpreender, indo ganhar também a Turim, frente à… Juventus (2-1), antes de acabar por ver o seu sonho ser abruptamente interrompido, nas meias-finais, pelo Tottenham, com um desaire caseiro, devido a um golo sofrido aos 96 minutos (depois de ter ido igualmente vencer a Londres, por 1-0)!
Ajax e Real Madrid integraram o mesmo grupo da “Liga dos Campeões” em quatro ocasiões: em 1995, e, depois, de forma sucessiva, em 2010, 2011 e 2012.
Na primeira dessas vezes, o grupo holandês (orientado por Louis van Gaal, com Kluivert, Seedorf, os gémeos De Boer, Davids, Litmanen ou Overmars) – então novamente detentor do título de Campeão da Europa, conquistado em Viena, ante o AC Milan (numa “desforra” da Final de 1969) – faria quase uma campanha “perfeita”, cedendo apenas um empate, tendo vencido ambos os desafios face ao Real Madrid: 1-0 em casa e 2-0 em Madrid, completando assim uma série de quatro triunfos em quatro jogos frente a este rival.
Os dois clubes avançariam para a fase a eliminar, com os espanhóis a ficar-se logo nessa primeira ronda (1/4 de final), batidos pela Juventus. Quando ao Ajax, começaria por eliminar o Borussia Dortmund, ganhando igualmente as duas partidas – completando então uma fantástica série (ainda hoje “record”, em termos de épocas sucessivas) de 21 jogos consecutivos de invencibilidade em competições europeias (incluindo a Supertaça) -, afastando de seguida o Panathinaikos, vindo, porém, a perder a Final de Roma, igualmente face à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade, após empate a um golo.
Correram menos bem para os holandeses as “experiências” de 2010 a 2012 – coincidindo com as três épocas de José Mourinho ao comando técnico do Real Madrid -, com o emblema espanhol a sair vencedor de todos os seis encontros disputados, quase sempre com goleadas: 4-0, 3-0 e 4-1 em Amesterdão; 3-0 e 4-1 em Madrid (o resultado menos desequilibrado foi o 2-0 de Madrid, em 2010) – o que acabaria por resultar na eliminação do Ajax, em todas essas três temporadas, ainda na fase de grupos.
Na época de 2010-11, após golear por 4-0 em Amesterdão, o Real Madrid superaria o Lyon (1/8 de final) e Tottenham, antes de ser batido nas meias-finais pelo Barcelona, de Pep Guardiola (com um 0-2 no Santiago Bernabéu e empate em Camp Nou).
Na temporada seguinte, após um duplo 3-0 ante o Ajax – e uma rota 100% vitoriosa na fase de grupos -, o Real transporia, sem dificuldade, as duas primeiras rondas a eliminar, afastando CSKA de Moscovo e APOEL, quedando-se, outra vez, pelas meias-finais, perdendo no desempate da marca de grande penalidade ante o Bayern (de Heynckes), com Cristiano Ronaldo, Kaká e Sergio Ramos perdulários.
Por fim, em 2012-13 (num grupo fortíssimo, com Borussia Dortmund e Manchester City), outras duas vitórias do Real Madrid, desta feita por duplo 4-1 (com um “hat-trick” de Cristiano Ronaldo em Amesterdão), repetindo-se a história: os merengues ultrapassariam, nas duas eliminatórias iniciais, o Manchester United e o Galatasaray, vindo a baquear, pela terceira vez consecutiva, nas meias-finais (depois de uma incrível série de seis eliminações nos 1/8 de final, entre 2005 e 2010), no reencontro com o Borussia Dortmund, em função da goleada (1-4) sofrida na Alemanha (a tal partida do “poker” de Lewandowski), de nada valendo o 2-0 de Madrid.
Grandes clássicos das competições europeias – (8) Real Madrid – Borussia Dortmund

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1997-98 LCE 1/2 R.Madrid-B.Dortm. 2-0 B.Dortm.-R.Madrid 0-0 2002-03 LCE Grupo R.Madrid-B.Dortm. 2-1 B.Dortm.-R.Madrid 1-1 2012-13 LCE Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-2 2012-13 LCE 1/2 B.Dortm.-R.Madrid 4-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-0 2013-14 LCE 1/4 R.Madrid-B.Dortm. 3-0 B.Dortm.-R.Madrid 2-0 2016-17 LCE Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-2 R.Madrid-B.Dortm. 2-2 2017-18 LCE Grupo B.Dortm.-R.Madrid 1-3 R.Madrid-B.Dortm. 3-2 Balanço global J V E D GM GS Real Madrid - Borussia Dortmund 14 6 5 3 24 – 19
Real Madrid e Borussia Dortmund apenas há pouco mais de vinte anos se cruzaram pela primeira vez nas competições europeias, tendo todos os 14 jogos que disputaram sido realizados já no âmbito da Liga dos Campeões.
Tal como registado entre Barcelona e Celtic, também neste caso os dois clubes se cruzaram em eliminatórias por três ocasiões (duas delas nas meias-finais), tendo integrado o mesmo grupo da Liga dos Campeões em quatro temporadas, com a particularidade de se terem defrontado por quatro vezes na época de 2012-13.
O balanço global é claramente favorável ao Real Madrid (seis vitórias a três), tendo, paralelamente, ganho duas das três eliminatórias entre ambos.
Em 1997-98, a meia-final ante o então Campeão Europeu em título, B. Dortmund, foi o passaporte do Real – ganhando 2-0 em casa (com uma história caricata pelo meio) e empatando na Alemanha – para a Final de Amesterdão, na qual (batendo a Juventus por 1-0) conquistaria (então sob o comando técnico de Jupp Heynckes, contando com nomes como os de Roberto Carlos, Seedorf e Morientes) a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela 7.ª vez, assim colocando, enfim, termo a um prolongado jejum, que perdurava há 32 anos.
Na temporada de 2012-13 – já depois de se terem cruzado na fase de Grupos, com triunfo caseiro do Borussia e empate em Madrid, tendo seguido ambos os clubes em frente, para a fase a eliminar -, a formação de Dortmund impôs-se nas meias-finais, após uma goleada por 4-1 no Westfalenstadion, assinalada com um magnífico “poker” de Robert Lewandowski, com Jürgen Klopp a bater José Mourinho e… Cristiano Ronaldo (autor do “tento de honra” dos merengues). O emblema germânico viria, contudo, a perder a Final, no Estádio de Wembely, ante a também equipa alemã do Bayern.
O Real Madrid (agora liderado por Carlo Ancelotti, com Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo na equipa) voltaria a ter sucesso após eliminar o B. Dortmund, em 2013-14 (vitória por 3-0 em casa, tendo sofrido em Dortmund, onde perdeu 0-2, com Iker Casillas a “salvar” a eliminatória) – desforrando-se assim da desfeita da edição precedente -, numa época em que tornou a afastar nas meias-finais o então detentor do título, neste caso o Bayern, com um categórico 4-0 em Munique, antes de conquistar a “10.ª”, na Final de Lisboa (Estádio da Luz), batendo o At. Madrid por 4-1 (depois de ter chegado ao empate já em tempo de compensação, marcando mais três golos no prolongamento).
Antes, em 2002-03, Real e Borussia tinham-se encontrado na segunda fase de Grupos, com uma vitória dos espanhóis (2-1) e uma igualdade (1-1), o que ditaria o apuramento do conjunto de Madrid, em detrimento do de Dortmund (3.º classificado, num grupo vencido pelo AC Milan). O Real Madrid afastaria, nos 1/4 de final, o Manchester United, vindo, todavia, interrompida a sua campanha nas meias-finais, eliminado pela Juventus.
Em anos mais recentes, registam-se dois empates a duas bolas, em 2016-17, e duas vitórias do Real Madrid, na edição imediata da “Champions”.
Na primeira destas duas temporadas, o Borussia Dortmund afastaria o Benfica (1/8 de final), antes de ser eliminado pelo Monaco, tendo, surpreendentemente, perdido os jogos das duas mãos. Por seu lado, o Real Madrid daria seguimento a mais uma campanha de êxito, coroada com a conquista do seu 12.º título de Campeão Europeu, tendo suplantado, sucessivamente: Napoli (dois triunfos, nos 1/8 de final), Bayern (ganhando também os dois desafios, o segundo após prolongamento) e At. Madrid (batido por 3-0 no “Santiago Bernabéu”), goleando a Juventus, na Final de Cardiff, por convicente marca de 4-1.
Em 2017-18, os dois desaires sofridos pela turma alemã custar-lhe-iam a eliminação na fase de Grupos (3.º lugar, num grupo vencido pelo Tottenham). O Real Madrid voltaria a ter um percurso triunfal, que lhe proporcionaria sagrar-se vencedor da “Liga dos Campeões” pela 7.ª vez (passando a somar um fantástico total de 13 títulos de Campeão Europeu!), tendo afastado o Paris Saint-Germain (2 vitórias nos 1/8 de final), a Juventus (com um 3-0 em Turim, com um assombroso golo de Cristiano Ronaldo, tendo sofrido em Madrid, onde somente ao 98.º minuto, conseguiu desempatar a eliminatória, outra vez por Cristiano) e o Bayern (ganhando em Munique e empatando em casa), culminando na vitória na Final, em Kiev, ante o Liverpool (3-1), no jogo de despedida do português do clube branco, assim como do treinador Zinédine Zidane (entretanto já regressado), ambos também aureolados com a conquista de três títulos europeus consecutivos.
O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 05.03.2020)
Se qualquer hipotética dúvida pudesse ainda subsistir sobre o desfecho do campeonato distrital da I Divisão da presente época, a 20.ª jornada dissipou-a de forma cabal, com o U. Almeirim a golear o Coruchense, ampliando para 13 pontos a sua vantagem na liderança, a maior diferença verificada entre os dois primeiros classificados, nesta fase da prova, pelo menos na última década.
Destaques – Depois do “tropeção” no Cartaxo – no que constitui a única perda de pontos até agora sofrida na presente temporada, também um “record” (57 pontos em 60 possíveis) –, o U. Almeirim fora já vencer, para a Taça, no terreno do Fazendense (agora, de novo, na 2.ª posição), a que se seguiu, de imediato, a recepção ao Coruchense, que, no entretanto, subira ao 2.º lugar.
Não vacilando, uma vez mais bastante cedo resolvendo a contenda a seu favor, os almeirinenses só pararam a contagem nos 5-0, a colocar também em evidência as fragilidades defensivas da turma do Sorraia (apenas metade dos concorrentes tem agora mais golos sofridos), que, aliás, consentira também já cinco tentos na deslocação a Tomar, frente ao U. Tomar, em jogo da Taça.
Nos dois embates ante este adversário, registando um “score” agregado de 8-1, tal traduz uma demonstração inequívoca da superioridade do grupo de Almeirim nesta competição.
Realce ainda, nesta ronda, para outra goleada, imposta pelo Torres Novas na Glória do Ribatejo, onde, depois de aí ter sido surpreendido na época passada – para além de, na primeira volta, ter cedido uma igualdade a um golo –, se desforrou agora com categórico 7-1, marca a suscitar interrogações sobre o comportamento da equipa da casa no que resta deste campeonato.
Também o Amiense esteve em evidência, ao defrontar e ganhar (2-1) – mesmo actuando “à porta fechada” – na recepção ao Abrantes e Benfica (clube que, antes deste encontro, partilhava o 3.º posto com o Fazendense, sendo agora 4.º classificado, mas continuando “de olhos postos” no 2.º lugar). Com mais esta importante vitória, o conjunto de Amiais de Baixo mantém absoluta tranquilidade a meio da tabela, repartindo a 8.ª posição com o Torres Novas, agora “só” a quatro pontos do Cartaxo e Mação (6.º/7.º classificados)… e a oito do U. Tomar (5.º).
Surpresas – A maior surpresa do fim-de-semana registou-se em Ferreira do Zêzere, onde os locais, que tinham perdido todos os quatro desafios anteriores, nesta segunda volta, recebiam o Cartaxo, o qual, ao invés, mantinha em curso uma série de quatro triunfos sucessivos, entre eles a tal vitória ante o comandante, na jornada anterior. Ora, contra o que seriam as expectativas gerais, os ferreirenses conseguiriam mesmo impor-se no marcador, vencendo por tangencial 1-0, ficando virtualmente a salvo de qualquer teórico imprevisto até final do campeonato.
Outra (meia-)surpresa foi protagonizada pelo Samora Correia, no segundo de três embates agendados com o U. Tomar. Depois da derrota da semana anterior, para a Taça, as coisas não poderiam ter começado pior para os samorenses, que, logo nos minutos iniciais, se viram em desvantagem no marcador. Não se deixando abater animicamente, os homens da casa, com atitude determinada, foram em busca do golo, que viriam a conseguir, fruto da sua maior intensidade.
Já na fase derradeira do encontro, aproveitando algum risco então assumido pelos nabantinos, o Samora Correia seria feliz, chegando mesmo ao golo da vitória (2-1), a escassos dois minutos do fim, premiando o esforço dos seus jogadores, e, ao mesmo tempo, deixando um sério alerta para o decisivo confronto de 15 de Março, do qual resultará o acesso de um dos clubes à final da Taça.
Confirmações – Fazendense e Mação tinham deslocações que, atendendo à carência de pontos dos adversários, se poderiam eventualmente vir a revelar-se problemáticas. Tal acabaria por não se verificar, pelo que os visitantes puderam confirmar o respectivo favoritismo, triunfando ambos, pela mesma marca (2-0), o que, como referido, proporcionou aos homens das Fazendas recuperar o 2.º lugar, enquanto os maçaenses continuarão a espreitar a possibilidade de ascender na tabela.
II Divisão Distrital – Na série mais a Norte, no principal desafio da jornada 17, U. Atalaiense e Entroncamento não desfizeram o nulo inicial, um desfecho mais do agrado da turma da cidade ferroviária – única que se mantém invicta –, que assim mantém uma confortável margem de nove pontos sobre o 4.º classificado, precisamente a formação da Atalaia.
Quanto ao líder, Alcanenense, com a vitória por 3-0 sobre o Abrantes e Benfica “B” terá já garantido o apuramento para a fase final. O Caxarias, perdendo por 3-2 em Ferreira do Zêzere ficou mais longe da possibilidade de chegar ainda ao 3.º lugar (ocupado pelo Tramagal, que ganhou 2-1 à Ortiga), agora a sete pontos, quanto restam por disputar quatro jogos a cada equipa.
A Sul, o líder, Pontével, afirmou a sua posição, goleando o Fazendense “B” por 7-1 (terceira vez que esta equipa sofre sete golos, em cinco jogos da segunda volta da prova), tendo o Marinhais vencido também por números categóricos (3-0) o Goleganense. Espinheirense (2-1 ao Benfica do Ribatejo) e Benavente (3-1 no Porto Alto) aproveitaram a folga do Forense para subir, respectivamente, ao 3.º e 4.º lugares, mas a disputa subsiste em aberto entre os cinco primeiros.
Campeonato de Portugal – O Fátima obteve uma animadora vitória (3-0) ante o Sp. Ideal, ocupando agora a 6.ª posição da sua série (a cinco pontos do 2.º classificado, agora o Anadia), mas, porventura com maior relevância, tendo atingido os 36 pontos (em 24 jornadas), mantendo uma boa margem de segurança, de oito pontos, sobre a “linha de água”, a dez rondas do final.
Quanto ao U. Santarém, voltou a sofrer três golos e, mesmo actuando no seu reduto, não conseguiu evitar a derrota, frente a uma equipa do Condeixa em percurso ascensional (já no 7.º posto), perdendo por 2-3, voltando, pois, a cair na zona de despromoção, pese embora um único ponto abaixo do Águeda, a dois de U. Leiria e Marinhense e a três do Oleiros (10.º classificado).
Antevisão – Na I Divisão Distrital, o interesse estará centrado nas partidas Torres Novas-U. Almeirim e U. Tomar-Mação, e, noutro plano, da luta pela “sobrevivência”, no Rio Maior-Pego e no Riachense-Glória do Ribatejo, com o emblema dos Riachos a ter uma das últimas oportunidades de poder ainda reverter o que parece ser um destino cada vez mais anunciado.
No escalão secundário, atenções focadas no desafio entre os dois primeiros da série A, Entroncamento-Alcanenense, para além do Ortiga- U. Atalaiense e Caxarias-U. Tomar “B”. Na série B, o jogo de maior relevo será o Benavente-Marinhais, para além do Salvaterrense-Forense.
No Campeonato de Portugal, o U. Santarém viaja até aos Açores, para defrontar o líder incontestado, Praiense, que parece já algo em descompressão, na expectativa da fase final, o que estará longe de significar que as dificuldades possam ser diminutas; por seu lado, o Fátima enfrenta também um duro teste, na visita a Condeixa.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Março de 2020)
Liga das Nações da UEFA – 2020/21
LIGA A
Grupo 1 – Países Baixos, Itália, Bósnia-Herzegovina e Polónia
Grupo 2 – Inglaterra, Bélgica, Dinamarca e Islândia
Grupo 3 – Portugal, França, Suécia e Croácia
Grupo 4 – Suíça, Espanha, Ucrânia e Alemanha
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, de que Portugal conquistou o título da edição inaugural. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).
LIGA B
Grupo 1 – Áustria, Noruega, I. Norte e Roménia
Grupo 2 – R. Checa, Escócia, Eslováquia e Israel
Grupo 3 – Rússia, Sérvia, Turquia e Hungria
Grupo 4 – P. Gales, Finlândia, Irlanda e Bulgária
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga A de 2022/23. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga C (edição de 2022/23).
LIGA C
Grupo 1 – Montenegro, Chipre, Luxemburgo e Azerbaijão
Grupo 2 – Geórgia, Macedónia Norte, Estónia e Arménia
Grupo 3 – Grécia, Kosovo, Eslovénia e Moldávia
Grupo 4 – Albânia, Bielorrússia, Lituânia e Cazaquistão
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga B de 2022/23. Os últimos classificados de cada grupo disputarão “play-out”, sendo duas selecções despromovidas à Liga D (edição de 2022/23).
LIGA D
Grupo 1 – I. Faroé, Letónia, Andorra e Malta
Grupo 2 – Gibraltar, Liechtenstein e S. Marino
Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga C de 2022/23.
A fase regular da Liga das Nações será disputada em três jornadas duplas, em Setembro, Outubro e Novembro de 2020, estando a fase final agendada para Junho de 2021.
Esta 2.ª edição da Liga das Nações terá também relação com a fase de qualificação para o “Mundial 2022”: às 10 selecções que se classifiquem em 2.º lugar nos respectivos grupos de apuramento juntar-se-ão as duas selecções que tenham obtido melhor “ranking” na Liga das Nações e que não se tenham classificado nos dois primeiros lugares daqueles grupos – portanto, num total de 12 selecções -, para disputa de 3 vagas para a fase final do Mundial (sendo o apuramento directo unicamente para os vencedores de cada um dos dez grupos).
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (1ª mão)

(“O Templário”, 27.02.2020)
Na 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo os visitantes impuseram-se aos seus adversários, triunfando, pelo que entrarão em vantagem nas partidas em que actuarão nos respectivos redutos. Não obstante, atendendo a que, em ambos os casos, os desfechos foram tangenciais, tudo subsistirá ainda em aberto, a confirmar em tais “tira-teimas”, a jogar em Tomar e em Almeirim.
Destaques – No “derby” do município de Almeirim, entre Fazendense e U. Almeirim, o líder do campeonato reagiu melhor ao deslize sofrido na semana anterior (derrota ante o Cartaxo), vencendo nas Fazendas de Almeirim por 2-1, no que constitui o segundo desaire sucessivo em casa por parte do Fazendense (após ter perdido com o Mação) – isto depois de, nas dez partidas anteriores ali disputadas na presente temporada, apenas ter concedido dois empates.
Tendo o U. Almeirim começado por inaugurar o marcador, já na fase final do primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade, o Fazendense restabeleceu a igualdade logo nos minutos iniciais da etapa complementar, mas acabaria por vir a perder o desafio, devido a um auto-golo.
Por outro lado, no primeiro de três “rounds” agendados entre Samora Correia e U. Tomar, num intervalo de apenas três semanas (entre 23 de Fevereiro e 15 de Março), os unionistas começaram por se superiorizar, ganhando por 1-0, com um golo fruto de excelente execução de Wemerson Silva, num remate de longe, potente e bem colocado, sem hipótese para o guardião contrário.
Tratou-se, este primeiro embate, disputado em Samora Correia, do que, na gíria, se costuma definir como tendo tido duas partes distintas: na primeira metade, o União instalou-se no meio-campo contrário, pressionando o adversário, forçando-o a remeter-se à defesa, tendo criado ocasiões suficientes para, eventualmente, não apenas definir o desfecho do encontro, como, inclusivamente, da própria eliminatória. Porém, muito perdulários, os tomarenses não conseguiriam mais do que o solitário tento.
No segundo tempo, os samorenses entraram em campo com grande determinação, assustando os tomarenses, nesse período a denotar grandes dificuldades para “agarrar” no jogo, com sucessivas investidas do Samora Correia, pese embora os lances de perigo tenham decorrido, sobretudo, de ressaltos de bola, em situações de maior aglomeração de jogadores nas imediações da área.
Aliás, a oportunidade mais flagrante de golo para os samorenses (ainda na primeira parte) decorreu de um atraso de bola, que “prendeu” no relvado, tendo sido interceptada por um dianteiro samorense, mas que, perante a cobertura do guarda-redes Nuno Ribeiro, não conseguiu melhor do que, num remate cruzado, fazer a bola passar a escassos centímetros do poste mais distante.
Em qualquer caso, a atitude demonstrada pelo Samora Correia, nunca abdicando de procurar chegar ao golo, é um bom alerta para o que o União poderá esperar do jogo da segunda mão.
Confirmações – Com o curso regular da I Divisão em pausa, Amiense e Ferreira do Zêzere acertaram calendário, tendo Moçarriense e Riachense antecipado desafio da próxima ronda.
No primeiro caso, a formação de Amiais de Baixo, pese embora em prélio disputado “à porta fechada”, conseguiu somar mais uma vitória (quarta nas últimas cinco jornadas), ganhando por 3-1, confirmando-se o quarto desaire dos ferreirenses em outros tantos jogos na segunda volta. Ambos os clubes mantêm, não obstante, total tranquilidade: o Amiense voltou a igualar o Torres Novas no 8.º lugar; o Ferreira do Zêzere (11.º classificado) continua a dispor de ampla margem de segurança em relação à zona perigosa da tabela (onze pontos a mais que o Pego).
Na Moçarria, o grupo da casa não desperdiçou a oportunidade, fazendo “pela vida”, goleando o Riachense por 3-0. Foi a primeira vitória do Moçarriense após seis jornadas a perder – ultrapassando o Pego e aproximando-se da Glória do Ribatejo e do Rio Maior, não obstante ter agora um jogo a mais –, enquanto o conjunto dos Riachos ampliou para 14 o seu péssimo registo de derrotas consecutivas, começando a ver seriamente comprometida a possibilidade de manutenção do principal escalão, agora já a cinco pontos do rival deste encontro.
II Divisão Distrital – O destaque da 16.ª jornada vai para o Caxarias, que impôs a primeira derrota ao líder, Alcanenense, ganhando por 2-1, beneficiando também do desaire do Tramagal no Entroncamento (por igual marca) para se aproximar do 3.º classificado, a quatro pontos. O emblema da cidade ferroviária é agora o único a subsistir ainda invicto na prova. Por seu lado, a equipa “B” do U. Tomar foi vencer no terreno do Aldeiense, por 4-3.
Na série mais a Sul, o líder, Pontével, ganhou em Benfica do Ribatejo (1-0), sendo de realçar igualmente o triunfo (4-3) do Espinheirense em Salvaterra de Magos, assim como a goleada (8-0) aplicada pelo Forense ao Rebocho. Mantêm-se cinco clubes em disputa das três vagas na fase final, com o guia actualmente com seis pontos a mais que o 4.º classificado (Espinheirense) e sete de vantagem em relação ao Benavente, mas tendo estas duas equipas um jogo a menos. Marinhais e Forense, respectivamente 2.º e 3.º, são, por agora, quem está também em posição de apuramento.
Campeonato de Portugal – Confirmaram-se igualmente as expectativas de dificuldades para os dois representantes do Distrito no Nacional: o Fátima perdeu 0-1 na Sertã, ante o Sertanense, tendo caído já até ao 7.º posto; por seu lado, o U. Santarém, jogando também em terreno alheio, perdeu com o B. C. Branco (4.º classificado) por 2-0, estando agora isolado na última posição (13.ª) antes da “linha de água”, dois escassos pontos acima de Águeda e Oliveira do Hospital.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, o “jogo grande” será o que coloca frente-a-frente os dois primeiros, com o U. Almeirim a receber o Coruchense, nesta altura separados por onze pontos. Num cenário hipotético, o que poderia suceder ainda se a turma do Sorraia conseguisse vencer?
Fazendense (no Pego) e Abrantes e Benfica (em Amiais de Baixo) terão deslocações de considerável grau de dificuldade. Em paralelo, anota-se ainda a curiosidade da “reedição”, em duas semanas sucessivas, do Samora Correia-U. Tomar.
Na II Divisão, destacam-se os confrontos U. Atalaiense-Entroncamento (com a formação da Atalaia a “necessitar” ganhar), Marinhais-Goleganense e Porto Alto-Benavente.
Na próxima ronda (24.ª) do Campeonato de Portugal, Fátima e U. Santarém actuam ambos na condição de visitados, recebendo os fatimenses o Sp. Ideal (16.º, mas que vem encetando boa recuperação pontual), cabendo aos escalabitanos ter a visita do Condeixa, clube que protagonizou também notável ascensão na pauta classificativa, tendo atingido já o 8.º posto. Esperando-se que seja possível somar mais alguns preciosos pontos, não encontrarão, decerto, facilidades.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Fevereiro de 2020)
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Istanbul Başakşehir – København
Olympiakos – Wolverhampton
Rangers – Bayer Leverkusen
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk
Inter – Getafe
Sevilla – Roma
E. Frankfurt/RB Salzburg – Basel
LASK Linz – Manchester United
Os jogos da primeira mão serão disputados a 12 de Março, estando a segunda mão agendada para 19 de Março.
Liga Europa – 1/16 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Espanyol - Wolverhampton 3-2 0-4 3-6 Istanbul Başakşehir - Sporting 4-1 (a.p.) 1-3 5-4 Ajax - Getafe 2-1 0-2 2-3 FC Porto - Bayer Leverkusen 1-3 1-2 2-5 Celtic - København 1-3 1-1 2-4 Basel - APOEL 1-0 3-0 4-0 Sevilla - CFR Cluj 0-0 1-1 1-1 Arsenal - Olympiakos 1-2 (a.p.) 1-0 2-2 LASK Linz - AZ Alkmaar 2-0 1-1 3-1 Manchester United - Brugge 5-0 1-1 6-1 Inter - Ludogorets 2-1 2-0 4-1 RB Salzburg - E. Frankfurt 2-2 1-4 3-6 Benfica - Shakhtar Donetsk 3-3 1-2 4-5 Malmö - Wolfsburg 0-3 1-2 1-5 Gent - Roma 1-1 0-1 1-2 Sp. Braga - Rangers 0-1 2-3 2-4
Um (inesperado) descalabro total, com as quatro equipas portuguesas a serem eliminadas!
Seguem para os 1/8 de final três clubes da Alemanha; dois da Espanha, Inglaterra e da Itália; e um da Áustria, Dinamarca, Escócia, Grécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.
Assinalam-se também as surpreendentes eliminações do Ajax, finalista da Liga Europa em 2017 e semi-finalista da Liga dos Campeões da época passada, e do Arsenal, também finalista na última edição da Liga Europa, duas das equipas que tinham fortes aspirações nesta competição.
Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Shakhtar Donetsk
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Francisco “Chiquinho” Machado (67m – Haris Seferović), Julian Weigl, Adel Taarabt, Rafael “Rafa” Silva, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – João Filipe “Jota”) e Dyego Sousa (79m – Carlos Vinícius)
Shakhtar Donetsk – Andriy Pyatov, Domilson dos Santos “Dodô”, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Ismaily dos Santos, Marcos Antônio, Taras Stepanenko, Marlos Bonfim (62m – Mateus “Tetê” Martins), Alan Patrick Lourenço (90m – Davit Khocholava), Taison Freda (86m – Yevhen Konoplyanka) e Júnior Moraes
1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 9m
1-1 – Rúben Dias (p.b.) – 12m
2-1 – Rúben Dias – 36m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 47m
3-2 – Taras Stepanenko – 49m
3-3 – Alan Patrick Lourenço – 71m
Cartões amarelos – Rafael “Rafa” Silva (50m); Ismaily dos Santos (43m), Taison Freda (83m) e Yevhen Konoplyanka ((87m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Frustração e apreensão são as palavras que prevalecem no fim deste jogo, desta eliminatória e de mais uma campanha europeia do Benfica.
Ser eliminado assim – por um adversário supostamente ao alcance, de nível reconhecidamente inferior, e de forma tão prematura (logo no primeiro confronto a eliminar) – custa bastante.
A forma como se consumou o desfecho – depois de, por três vezes, o Benfica ter estado em vantagem na eliminatória (a primeira delas ainda na Ucrânia, aquando do golo do empate), e, de igualmente, ter visto esfumar-se tal posição em menos de cinco minutos, em cada uma dessas três ocasiões -, a par do histórico recente na Europa, suscita dupla inquietude: de forma mais lata, sobre a dificuldade que o clube vem manifestando em se afirmar a este nível competitivo; no imediato, para o que resta desta temporada, e depois de um mês de Fevereiro bastante negativo, se será possível a equipa “regenerar-se” a tempo de conseguir ainda segurar o 1.º lugar no campeonato…
Vindo da Ucrânia com uma desvantagem, mesmo que pela margem mínima, mas, pelo menos, tendo marcado fora, o Benfica sabia que o 1-0 seria suficiente para seguir em frente, mas também estava consciente – o próprio Bruno Lage o reconheceu – dos riscos que a equipa adversária (uma bem trabalhada miscelânea ucraniano-brasileira) apresentava, pelo que, em bom rigor, seria expectável a necessidade de marcar mais do que o tal golo solitário.
E as coisas até começaram da melhor forma, com uma entrada assertiva, com uma equipa a procurar mostrar-se “mandona”, e, melhor que isso, a conseguir resultados práticos ainda não estavam decorridos dez minutos, com o golo de Pizzi, num remate que surpreendeu a defensiva contrária – sendo que, já antes, Taarabt dispusera de oportunidade flagrante para ameaçar a baliza contrária.
Contudo, logo de seguida, começaria a manifestar-se o que, afinal, seria a tónica desta eliminatória: a incapacidade benfiquista em preservar a vantagem. Apenas três minutos volvidos, na primeira descida do Shakhtar, na sequência de um cruzamento perigoso, numa embrulhada na área com Júnior Moraes e Ferro, Rúben Dias acabaria por ser infeliz, com o contacto na bola a provocar que ela se introduzisse na sua própria baliza.
O Benfica acusou o toque, passou por uma fase de alguma instabilidade, que o Shakthar aproveitou para voltar a criar perigo – Ismaiy rematou ao poste -, valendo então, principalmente, as intervenções atentas de Vlachodimos.
Conseguindo serenar, e voltando a assumir a iniciativa do jogo, o Benfica veria os seus esforços recompensados com o segundo golo, com o mesmo Rúben Dias a redimir-se, marcando de novo, desta vez na “baliza certa”, com um excelente cabeceamento, na sequência de um canto. A eliminatória estava empatada.
Até final do primeiro tempo, o Benfica manteria a toada ofensiva, mas Dyego Sousa permitira a defesa a Pyatov, quanto tinha Pizzi na expectativa da assistência.
Após uma boa exibição do conjunto benfiquista, jogando com intensidade, o resultado tangencial ao intervalo era até algo lisonjeiro para a formação ucraniana…
E se o jogo tinha começado sob bons auspícios, seria difícil que a segunda parte tivesse melhor início, com o Benfica a ampliar a vantagem para 3-1, logo ao segundo minuto!
Num atraso mal medido para o guardião, surgiu, muito oportuno, Dyego Sousa, a interceptar a bola, e, tendo perdido o “timing” para visar as redes, teve ainda a lucidez para, num centro atrasado, solicitar o remate fulgurante de Rafa.
Porém, este “desafogo” do Benfica – com a eliminatória então ganha, e quando se esperaria que pudesse continuar a dominar e, porventura, voltar a marcar, um pouco à imagem do jogo precedente, com o Zenit – não duraria outros dois minutos, altura em que sucedeu o momento determinante da partida e, consequentemente, da eliminatória; Vlachodimos ainda começou por sacudir para canto uma bola que levava muito perigo, mas – há sempre um “mas”… -, também na sequência desse lance de bola parada, Stepanenko voltou a colocar a diferença num tangencial 3-2, o que acabaria por ser decisivo.
O Benfica voltava a necessitar marcar – e, bem vistas as coisas, até tinha quase toda a segunda parte para tal -, mas a verdade é que nunca mais conseguiu explanar o futebol que apresentara na metade inicial do encontro, ao mesmo tempo que continuava a denotar intranquilidade no sector defensivo.
A meio desssa etapa complementar, Bruno Lage arriscou, fazendo entrar Seferović – que, de imediato, até teria uma boa ocasião para chegar ao tal ansiado quarto golo, todavia cabeceando ao lado -, e, desta feita, não obstante o Benfica não tenha marcado, bastariam dois minutos para, em mais um de vários contra-ataques rápidos, o Shakhtar marcar o seu terceiro golo, num cruzamento atrasado de Taison, com Alan Patrick a empatar a 3-3, e, virtualmente, a sentenciar o desfecho da eliminatória.
As apostas ofensivas do Benfica para os derradeiros dez minutos seriam já em “desespero de causa” e, como é regra nestas situações, não frutificariam (pese embora Vinícius pudesse ter sido mais feliz). Chegou, aliás, a pairar a eventual ameaça de a turma portuguesa poder mesmo acabar por vir a perder o jogo, o que, a ter ocorrido, seria castigo excessivo. O empate já foi suficientemente amargo…
Liga dos Campeões – 1/8 de final (1.ª mão)
18.02.2020 – B. Dortmund – Paris St.-Germain – 2-1
26.02.2020 – Real Madrid – Manchester City – 1-2
19.02.2020 – Atalanta – Valencia – 4-1
18.02.2020 – At. Madrid – Liverpool – 1-0
25.02.2020 – Chelsea – Bayern – 0-3
26.02.2020 – Lyon – Juventus – 1-0
19.02.2020 – Tottenham – RB Leipzig – 0-1
25.02.2020 – Napoli – Barcelona – 1-1



