Grandes clássicos das competições europeias – (9) Barcelona – Celtic

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1964-65 TCF 2ª El.Barcelona-Celtic 3-1 Celtic-Barcelona 0-0 2003-04 UEFA 1/8 Celtic-Barcelona 1-0 Barcelona-Celtic 0-0 2004-05 LCE Grupo Celtic-Barcelona 1-3 Barcelona-Celtic 1-1 2007-08 LCE 1/8 Celtic-Barcelona 2-3 Barcelona-Celtic 1-0 2012-13 LCE Grupo Barcelona-Celtic 2-1 Celtic-Barcelona 2-1 2013-14 LCE Grupo Celtic-Barcelona 0-1 Barcelona-Celtic 6-1 2016-17 LCE Grupo Barcelona-Celtic 7-0 Celtic-Barcelona 0-2 Balanço global J V E D GM GS Barcelona - Celtic 14 9 3 2 30 – 10
Pese embora não tenha, hoje por hoje, um estatuto de “grande” do futebol europeu, a verdade é que o Celtic é o terceiro clube da Europa com mais títulos conquistados (apenas superado pelo eterno rival, Rangers, e pelo Linfield), contando 50 títulos de Campeão da Escócia, tendo aliás em curso uma notável série de oito campeonatos nacionais ganhos consecutivamente, desde o ano de 2011.
E, para o efeito, mais importante, é um muito assíduo participante em competições europeias (55 temporadas, nas 65 edições em disputa até à data – tendo-se inclusivamente sagrado Campeão Europeu em 1967, na Final disputada em Lisboa, no Estádio Nacional, para além de ter sido vice-campeão em 1970), o que justifica a frequência deste embate, em particular, com o Barcelona.
Com alguma naturalidade, assinala-se uma clara supremacia catalã (nove vitórias, face a apenas dois triunfos dos escoceses), ainda mais vincada a nível da expressão do score global agregado (30-10), função nomeadamente das robustas goleadas sofridas pelos “católicos” nas suas duas últimas visitas a Camp Nou.
Espanhóis e escoceses defrontaram-se em eliminatórias por três ocasiões, tendo uma delas sido favorável ao Celtic, em 2003-04.
O início desta história remonta a 1964-65, ainda na Taça das Cidades com Feiras, competição precursora da Taça UEFA, com o Barcelona (que começara por eliminar a Fiorentina) a sair vencedor da 2.ª eliminatória, afastando assim o Celtic, que, por curiosidade, superara o Leixões na ronda inicial. Contudo, os catalães – já vencedores da competição em 1958 e 1960 e finalistas em 1962 – não iriam longe, sendo afastados logo na eliminatória seguinte (por “moeda ao ar”!), após três empates com o Racing de Strasbourg.
Após um longo interregno de quase quatro décadas, surgiria então a oportunidade – na Taça UEFA de 2003-04 – para o tal “brilharete” da turma de Glasgow (finalista da edição anterior da prova, batido pelo FC Porto em Sevilha, dirigido por Martin O’Neill), afastando o Barcelona (treinado por Frank Rijkaard e onde alinhava então Javier Saviola) nos 1/8 de final, mercê de um tangencial triunfo em casa (golo de Alan Thompson), seguido por um nulo em Camp Nou, com o jovem guardião David Marshall a ser o “herói” do jogo. Todavia, os escoceses não conseguiriam repetir a caminhada da época precedente, vindo a ser eliminados, nos 1/4 de final, pelo Villarreal.
Já na Liga dos Campeões, em 2007-08, igualmente nos 1/8 de final, o Barcelona (ainda sob o comando de Rijkaard) venceu os desafios das duas mãos ante o Celtic (que, na fase de grupos, afastara o Benfica), em ambos os casos por desfecho tangencial: 3-2 em Parkhead e 1-0 em casa. Os “blaugrana” superariam ainda o Schalke 04 (que eliminara o FC Porto), vindo a perder as meias-finais, ante o futuro Campeão Europeu, Manchester United.
Têm sido mais frequentes – em especial na última meia dúzia de anos – os encontros entre os dois clubes em fases de grupos da Liga dos Campeões, com o Celtic a conseguir “equilibrar as contas” numa única ocasião, na temporada de 2012-13.
Começando por 2004-05, Barcelona e Celtic reencontravam-se, depois da eliminatória da época anterior, com os escoceses a repetir o empate em Camp Nou, mas, desta vez, tendo sido desfeiteados no seu próprio reduto logo na ronda inaugural, terminando no último lugar do grupo. Quanto ao Barcelona, seguiu para os 1/8 de final, eliminatória que viria a perder ante o Chelsea (de José Mourinho, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Tiago).
Em 2012-13, cada um dos emblemas venceu a respectiva partida em casa, por 2-1 (numa noite inesquecível para os escoceses, uma magnífica prenda de 125.º aniversário), surpreendente desfecho que, conjugado com os resultados das restantes jornadas, possibilitou a ambas as equipas o apuramento para a fase a eliminar, em detrimento do… Benfica (3.º classificado no grupo). O Celtic seria afastado logo de seguida, com duas derrotas (0-3 e 0-2) ante a Juventus. Por seu lado, o Barcelona ultrapassaria o AC Milan e o Paris Saint-Germain, vindo a ter a sua carreira interrompida nas meias-finais, outra vez pelo futuro Campeão Europeu, Bayern (com dois pesados desaires, 0-4 e 0-3, num terrífico “score” global de 0-7, o pior de sempre dos catalães em toda a sua história nas competições europeias).
Na época seguinte, com o Barcelona a ganhar ambos os desafios, o jogo da 2.ª volta ficaria assinalado pela primeira goleada (6-1, com hat-trick de Neymar), tendo o Celtic sido, outra vez, 4.º classificado no grupo. O emblema da Catalunha afastaria de seguida o Manchester City, vindo a ser eliminado nos 1/4 de final pelo At. Madrid.
Por fim, na temporada de 2016-17, com outros dois triunfos dos espanhóis, o Barcelona ampliou ainda a expressão da goleada, desta feita para 7-0 (agora com hat-trick de Messi e bis de Suárez) com o Celtic a repetir a última posição no grupo. A turma catalã conseguiria ainda uma fantástica “remontada”, goleando também o Paris Saint-Germain por 6-1 (depois do 0-4 sofrido em Paris), antes de ser afastada, nos 1/4 de final, pela Juventus.
Sp. Tomar – Quadro interactivo de resultados
Em dia de aniversário (105.º) do Sporting Clube de Tomar, um quadro interactivo com todos os resultados disponíveis, na modalidade de Hóquei em Patins, relativos a Campeonatos Nacionais, Taça de Portugal, Competições Europeias, Campeonatos Distritais e Regionais.
Grandes clássicos das competições europeias – (10) Juventus – Manchester United

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1976-77 UEFA 1/16 M.United-Juventus 1-0 Juventus-M.United 3-0 1983-84 TVT 1/2 M.United-Juventus 1-1 Juventus-M.United 2-1 1996-97 TCE Grupo Juventus-M.United 1-0 M.United-Juventus 0-1 1997-98 LCE Grupo M.United-Juventus 3-2 Juventus-M.United 1-0 1998-99 LCE 1/2 M.United-Juventus 1-1 Juventus-M.United 2-3 2002-03 LCE Grupo M.United-Juventus 2-1 Juventus-M.United 0-3 2018-19 LCE Grupo M.United-Juventus 0-1 Juventus-M.United 1-2 Balanço global J V E D GM GS Juventus - Manchester United 14 6 2 6 17 – 17
O confronto entre Juventus e Manchester United tem-se pautado, em termos históricos, por um absoluto equilíbrio a nível de balanço global, com seis triunfos para cada lado, e, inclusivamente, igualdade em golos marcados e sofridos!
Curiosamente, metade das vitórias do Manchester United foram obtidas nas suas três últimas deslocações a Turim, tendo, por seu lado, a Juventus vencido por duas vezes (e empatado noutras duas ocasiões) em Manchester.
Não obstante estes dois clubes nunca se tenham encontrado numa Final de uma competição europeia, cruzaram-se em três eliminatórias (duas delas, nas meias-finais) e, por quatro ocasiões, integrando o mesmo grupo da Liga dos Campeões.
Em 1976-77, disputando a Taça UEFA – por curiosisidade, depois de, na 1.ª eliminatória, o Manchester United ter afastado o Ajax, enquanto a Juventus eliminava o Manchester City – a turma de Turim teria de voltar a Manchester logo na 2.ª ronda da prova: a derrota sofrida (0-1) seria cabalmente revertida na 2.ª mão, com um categórico 3-0. Nessa temporada, a Juventus (em cujo comando se estreava Giovanni Trappatoni) superaria ainda o Shakhtar Donetsk, o Magdeburg e o AEK de Atenas, antes de bater, na Final a duas mãos, o Athletic de Bilbao, sagrando-se vencedora da competição, um título que reconquistaria por outras duas vezes (em 1990 e 1993).
Sete épocas mais tarde (1983-84), Juventus e Manchester United voltariam a encontrar-se, agora na Taça dos Vencedores de Taças, nas meias-finais, com a turma italiana a superiorizar-se novamente, empatando em Manchester e ganhando em Turim, apurando-se assim para a Final de Basileia, uma página que fica também marcada na história do futebol português, dado que foi disputada ante o FC Porto. Ganhando por tangencial 2-1, a Juventus (ainda sob a batuta de Trappatoni) conquistaria então o seu único troféu nesta prova.
A última vez que os caminhos de italianos e ingleses se cruzaram em eliminatórias, também nas meias-finais, mas da Liga dos Campeões, foi em 1998-99 – no que constituía já a terceira época consecutiva de embates entre ambos, numa espécie de grande rivalidade inaugural na era da Liga dos Campeões -, tendo a sorte sorrido, desta feita, a o Manchester United, a rectificar o empate consentido em Old Trafford com um triunfo (3-2) no terreno do adversário, ganhando assim o direito a disputar a Final, realizada em Barcelona, ante o Bayern, a qual culminaria na épica reviravolta (com os dois golos marcados em período de compensação) que proporcionou então aos “Red Devils” sagrarem-se Campeões Europeus pela segunda vez no seu historial (depois da estreia, em 1968, ante o Benfica).
Na segunda mão dessas meias-finais, disputada em Turim, o Manchester perdia por 2-0 à passagem dos dez minutos iniciais (dois golos de Filippo Inzaghi em apenas cinco minutos), quando uma fantástica exibição de Roy Keane conduziu os ingleses a uma sensacional reviravolta no marcador.
De facto, os dois emblemas haviam-se defrontado já, nas duas temporadas precedentes, na fase de grupos, com duas vitórias da Juventus em 1996-97 e um triunfo para cada lado em 1997-98. Sobre o primeiro desses embates, em que se destacaram Alessandro Del Piero ou Zinedine Zidane, diria Gary Neville: «Big names, big players, in every respect. We lost 1-0 to them in Turin, but it could have been 10-0. It was the biggest battering I’ve ever had on a football pitch».
Em ambos os casos seguiriam em frente na competição, vindo as duas equipas a ser desfeiteadas pelo Borussia Dortmund, na sua gloriosa campanha de 1996-97 (o United nas meias-finais; a Juventus, perdendo a Final); em 1997-98, os ingleses quedar-se-iam pelos 1/4 de final, eliminados pelo Monaco, após dois empates, enquanto a Juventus repetiria a presença (e a derrota) na Final, desta vez batida pelo Real Madrid, de regresso aos títulos (Campeão Europeu pela 7.ª vez) após um longo interregno de 32 anos…
No intervalo de apenas seis anos, Juventus e Manchester United defrontaram-se por oito vezes, as últimas, de novo na fase de grupos, em 2002-03, com o grupo inglês a triunfar nas duas partidas, impondo um 3-0 em Turim (com Ryan Giggs a bisar, ainda na primeira metade). Tal como nas outras ocasiões, independentemente dos desfechos dos confrontos directos, os dois clubes avançaram para a fase a eliminar, vindo ambos a cruzar-se com… o Real Madrid: a turma inglesa ficaria, outra vez, pelos 1/4 de final, conseguindo a “Vecchia Signora” superar os merengues nas meias-finais, antes de perder a sua 5.ª final da Taça/Liga dos Campeões, no desempate da marca de grande penalidade, frente ao AC Milan.
Os mais recentes embates entre estes dois “gigantes” do futebol europeu – após uma demorado “desencontro” de 16 anos – datam da época passada, outra vez integrando o mesmo grupo (com José Mourinho a reencontrar Cristiano Ronaldo, embora em lados opostos, no regresso do jogador a Old Trafford), com a particularidade de, nos dois jogos, os visitantes terem imposto uma derrota aos visitados.
Uma vez mais, Juventus e Manchester United superiorizaram-se à concorrência, ocupando os dois primeiros lugares do respectivo grupo. Os ingleses, depois de uma fantástica reviravolta, ganhando (3-1) em Paris, ao Paris St–Germain, nos 1/8 de final (após o desaire sofrido em casa, por 0-2), seriam liminarmente afastados pelo Barcelona (com duas derrotas) na eliminatória seguinte; quanto à formação de Turim, depois de eliminar o At. Madrid, terminaria também a sua participação pelos 1/4 de final, suplantado pelo sensacional Ajax.
Por curiosidade – à excepção da primeira e da última temporada -, Alex Ferguson liderou o Manchester United em dez dos desafios disputados contra a Juventus, primeiro de Giovanni Trappatoni (de 1976 a 1986), depois de Marcello Lippi (de 1994 a 1999 e, de novo, de 2001 a 2004).
O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

(“O Templário”, 20.02.2020)
Após uma fantástica série de 18 vitórias consecutivas, foi enfim travada a senda triunfal do U. Almeirim, com o Cartaxo a ser a primeira equipa a conseguir bater o líder nesta temporada. Por coincidência, tal ocorreu no mesmo dia em que o triunvirato que ocupava os três lugares da frente perdeu os respectivos desafios, com o Fazendense a sofrer também o primeiro desaire no seu reduto, enquanto o U. Tomar viu repetir-se a desfeita ante o Abrantes e Benfica.
Num fim-de-semana tristemente assinalado por mais um episódio de deploráveis atitudes de racismo (na I Liga), este com a resposta inédita em Portugal, do abandono do campo por parte do maliano Moussa Marega, vítima de tais invectivas, ao qual faço questão de aqui expressar a minha solidariedade – perante uma autêntica “pedrada no charco”, a despertar consciências e a gritar bem alto que não podemos continuar a tolerar uma situação que, ao invés, se impõe repudiar de forma absoluta e inequívoca, num mundo (cada vez mais) perigoso, em que a fronteira da bestialidade parece a cada dia mais ténue, num fenómeno obviamente sem qualquer racionalidade.
Destaques – O grande destaque da 19.ª ronda vai, necessariamente, para o Cartaxo – à partida um assumido candidato ao título –, já virtualmente afastado de tal objectivo, mas que, seguindo com o pleno de triunfos nas quatro jornadas disputadas nesta segunda volta, não estará arredado da pretensão de poder chegar ainda até ao 2.º lugar. Os cartaxeiros, puxando dos “galões”, conseguiram superiorizar-se ao até agora invicto U. Almeirim, batido por dois golos sem resposta.
Em paralelo, os vizinhos das Fazendas não conseguiram fazer melhor, tendo sido também superados – pela primeira vez, ao 10.º jogo disputado em casa nesta época – por uma equipa do Mação, que parecia atravessar fase menos positiva, mas que, tendo qualidade intrínseca, soube levar a melhor neste desafio, ganhando por 2-1 ante o até então vice-líder Fazendense (agora 3.º).
Em Abrantes, os locais lograram voltar a vencer o U. Tomar, repetindo o desfecho (2-1) do encontro da primeira volta, em Tomar, o que teve por consequência a ascensão do Abrantes e Benfica à 3.ª posição (partilhada com o Fazendense) e a descida do União ao 5.º posto, pese embora apenas um ponto abaixo e, agora, a três pontos do novo 2.º classificado, Coruchense.
Os tomarenses até entraram mais afirmativos, começando logo por assumir a iniciativa; porém, os abrantinos aproveitariam da melhor forma uma falha contrária, para, ainda nos minutos iniciais, inaugurar o marcador. Não se descompondo, os unionistas procuraram inverter a situação, mas, infelizes, a um remate a embater nos ferros da baliza contrária (que poderia ter resultado na igualdade no “placard”) viram seguir-se, de imediato, em rápido lance de contra-ataque, o 2-0.
Os nabantinos reduziriam ainda para 2-1, mas, na fase final, não teriam já argumentos para contrariar a organização defensiva do Abrantes e Benfica, que “trancou” o resultado a seu favor – um desfecho bastante penalizador para o U. Tomar, deveras castigado pela eficácia do adversário, com um quase pleno aproveitamento dos erros do rival.
Num duelo entre os dois conjuntos que repartiam a condição de “lanterna vermelha”, nos Riachos, o Pego, que vinha já transmitindo indícios de poder reverter a situação, foi superior, obtendo um triunfo (2-1) que poderá vir a revelar-se crucial para as suas aspirações de manutenção, não só pelos três pontos somados – a colocar termo a um ciclo muito negativo, de sete derrotas sucessivas –, mas também pelo “élan” que poderá proporcionar para o que resta.
Confirmações – Nos outros jogos, confirmaram-se as expectativas, com vitórias folgadas do Coruchense (3-0, frente à turma da Glória do Ribatejo) e do Torres Novas (4-2, ante o Moçarriense), com a turma da Moçarria a marcar os seus dois tentos após ter chegado ao intervalo a perder por 4-0 – no que poderá constituir também um tónico para próximas “batalhas”.
Em Rio Maior, os locais conseguiram forçar o empate (1-1) ante o Samora Correia, o que significa que nenhum dos quatro semi-finalistas da Taça conseguiu vencer (os outros três, U. Almeirim, Fazendense e U. Tomar, tal como referido antes, foram inclusivamente derrotados).
A partida que colocará frente-a-frente Amiense e Ferreira do Zêzere foi adiada para dia 23.
II Divisão Distrital – Na Série A, realce para o empolgante embate entre U. Atalaiense e Caxarias, com sucessivas cambiantes na marcha do marcador, com os homens da Atalaia a acabar por vencer por 5-4, no que, para já, pode ter-se traduzido numa mais nítida definição dos três clubes a apurar para a fase final, perante os triunfos averbados por Alcanenense (4-1 ao Alferrarede), Entroncamento (2-0 na Ortiga) e Tramagal (6-0 ao Abrantes e Benfica “B”).
Na Série B, tudo parece cada vez mais “embrulhado”, com (pelo menos) cinco candidatos ao apuramento, perante o inesperado desaire caseiro (0-1) do Marinhais ante o Benfica do Ribatejo, assim como a imprevista igualdade cedida pelo Benavente frente ao Goleganense, mesmo que Espinheirense e Forense se tenham também “empatado” mutuamente (2-2), com o Pontével (a bater o Salvaterrense por convincente 3-0) a aproveitar para reforçar a sua posição de liderança.
Campeonato de Portugal – Ao contrário da semana anterior, o Fátima decepcionou, derrotado em casa (1-2) pelo penúltimo classificado, V. Sernache. Melhor esteve o U. Santarém, que voltou a marcar três golos, pela terceira vez consecutiva, vencendo, não sem dificuldades (por 3-2), uma equipa do U. Leiria em queda, ampliando assim para sete rondas o seu ciclo de invencibilidade.
Em função destes desfechos, o Fátima caiu para o 4.º lugar, sendo que dispõe agora de uma vantagem de apenas seis pontos sobre o U. Santarém (que subiu à 11.ª posição, a par de U. Leiria e Condeixa), últimos acima da “linha de água”, com dois pontos a mais que o Oliveira do Hospital.
Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a dar espaço à entrada em cena da Taça do Ribatejo, para disputa da 1.ª mão das meias-finais, com dois aliciantes pratos no menu: o “derby” Fazendense-U. Almeirim, com ambos os emblemas a pretender rapidamente superar os desaires sofridos no passado fim-de-semana; e, por outro lado, o Samora Correia-U. Tomar, em que os samorenses terão a seu favor o factor casa para procurar equilibrar a contenda, sendo expectável que tudo possa ficar por decidir para os jogos de retorno, agendados para 15 de Março.
No Campeonato de Portugal, os dois representantes do Distrito voltam a deparar-se com compromissos de elevado grau de dificuldade, e ambos em terreno alheio: o Fátima, viajando até à Sertã, para defrontar o agora 3.º classificado, Sertanense, que, precisamente, o precede na tabela; quando ao U. Santarém, indo de visita a Castelo Branco, onde encontrará o Benfica local, que reparte o 4.º lugar com os fatimenses e com o Caldas.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Fevereiro de 2020)
Cristiano Ronaldo – 1.000 Jogos

(Clicar na imagem para ampliar)
Cristiano Ronaldo acaba de iniciar o seu 1.000.º jogo no escalão de seniores!


Liga Europa – 1/16 de final (1.ª mão)
Wolverhampton – Espanyol – 4-0
Sporting – Istanbul Başakşehir – 3-1
Getafe – Ajax – 2-0
Bayer Leverkusen – FC Porto – 2-1
København – Celtic – 1-1
APOEL – Basel – 0-3
CFR Cluj – Sevilla – 1-1
Olympiakos – Arsenal – 0-1
AZ Alkmaar – LASK Linz – 1-1
Brugge – Manchester United – 1-1
Ludogorets – Inter – 0-2
E. Frankfurt – RB Salzburg – 4-1
Shakhtar Donetsk – Benfica – 2-1
Wolfsburg – Malmö – 2-1
Roma – Gent – 1-0
Rangers – Sp. Braga – 3-2
Liga Europa – 1/16 de final – Shakhtar Donetsk – Benfica
Shakhtar Donetsk – Andriy Pyatov, Serhiy Bolbat, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Ismaily dos Santos, Alan Patrick Lourenço (80m – Marcos Antônio), Taras Stepanenko, Marlos Bonfim (83m – Yevhen Konoplyanka), Viktor Kovalenko, Taison Freda (90m – Mateus “Tetê” Martins) e Júnior Moraes
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (90m – Andreas Samaris), Adel Taarabt, Florentino Luís, Franco Cervi, Francisco “Chiquinho” Machado (79m – Rafael “Rafa” Silva) e Haris Seferović (69m – Carlos Vinícius)
1-0 – Alan Patrick Lourenço – 56m
1-1 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 67m
2-1 – Viktor Kovalenko – 72m
Cartão amarelo – Florentino Luís (90m)
Árbitro – Robert “Bobby” Madden (Escócia)
Começam a faltar palavras para qualificar os sucessivos (maus) desempenhos do Benfica nas competições europeias, em anos recentes.
Quando o mínimo que se pode dizer é que o resultado foi o menos mau, numa noite em que a equipa benfiquista se apresentou completamente desconexa, perdida dentro de campo, falha de intensidade, os sinais não são animadores.
Depois da exibição no último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, em que o Benfica se superiorizou claramente ao líder da liga russa, Zenit, o comportamento evidenciado em Kharkiv traduz uma clara regressão.
Defrontando uma formação ucraniana – de regresso à competição após uma “pausa de Inverno” de dois meses – que, mais do que ataque organizado, privilegia as transições rápidas, o Benfica, entrando também na expectativa, ainda conseguiu começar por equilibrar a toada de jogo, no quarto de hora inicial.
Porém, a partir de meio da primeira parte, começaram a vir ao de cima as fragilidades defensivas que têm sido notórias nos últimos jogos, com a turma portuguesa incapaz de encontrar o posicionamento adequado dentro de campo, para contrariar o carrossel do Shakhtar, então a começar a rodopiar em crescente aceleração.
O primeiro susto – com Marlos, na sequência de um contra-ataque, a introduzir a bola na baliza contrária – foi “cancelado” pelo “VAR”, a não validar o que teria sido o tento inaugural do grupo ucraniano. Mas o Shakhtar continuaria a fazer “gato-sapato” das (inoperantes) marcações dos defesas contrários, valendo, nessa fase, a atenção e o acerto de Vlachodimos para evitar males maiores, a par de uma bola salva por Tomás Tavares.
O nulo no final da metade inicial do desafio era claramente lisonjeiro para o Benfica. Mas as coisas iriam piorar no segundo tempo…
O Shakthar necessitaria, então, de apenas dez minutos para, em mais uma jogada envolvente, materializar em golo a sua notória superioridade – isto depois de, no entretanto, o guardião benfiquista ter sido já chamado a outras duas intervenções apertadas (a deter os remates de Júnior Moraes e de Marlos), para além de ter visto uma bola embater no poste da sua baliza (a remate de Ismaily).
Procurando esboçar uma reacção, o Benfica teria a felicidade de, sem até então ter feito grande coisa por isso, rapidamente chegar ao golo, restabelecendo a igualdade no marcador. Tomás Tavares, já na pequena área contrária, surgiria a desviar um passe de Cervi, lance que seria também objecto de análise pelo “VAR”, na perspectiva de um “fora-de-jogo”, mas do qual acabaria por resultar, paralelamente, o assinalar de grande penalidade, por toque sobre o mesmo Cervi. Pizzi, muito focado, não desperdiçaria a ocasião.
Pensou-se que, motivada pelo golo, a formação portuguesa poderia então aproveitar alguma eventual oscilação dos ucranianos/brasileiros do Shakhtar, até em função da sua natural falta de ritmo para disputar noventa minutos em alta rotação.
Puro engano: os visitados não deram sinal de ter acusado o golo sofrido, mantendo a dinâmica e não seriam precisos mais do que cinco minutos para se voltarem a colocar em vantagem, aproveitando uma falha clamorosa de Rúben Dias – descaído sobre a direita, já próximo da linha de fundo, a não despachar, perdendo a bola para Júnior Moraes, que ofereceu o golo a Kovalenko.
A entrada em campo de Rafa parecia ser um sinal de algum inconformismo (Grimaldo tentaria ainda a sorte por duas vezes), mas, na verdade, nos minutos finais, o Benfica preocupar-se-ia, sobretudo, em não deixar ampliar a diferença, frente a um grupo versátil e hábil, muito bem orientado por Luís Castro.
No final, mantendo em aberto o desfecho da eliminatória, a tendência apenas poderá ser revertida se o Benfica conseguir, em Lisboa, uma exibição de sinal diametralmente oposto, assumindo a iniciativa e procurando não apenas controlar, mas dominar o jogo. Será capaz disso?
Grandes clássicos das competições europeias – (11) Juventus – Ajax

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1972-73 TCE Final Juventus-Ajax 0-1 (Belgrado) 1974-75 UEFA 1/8 Juventus-Ajax 1-0 Ajax-Juventus 2-1 1977-78 TCE 1/4 Juventus-Ajax 1-1 Ajax-Juventus 1-1 1995-96 LCE Final Juventus-Ajax 1-1 (Est. Olímpico Roma) 1996-97 LCE 1/2 Ajax-Juventus 1-2 Juventus-Ajax 4-1 2004-05 LCE Grupo Ajax-Juventus 0-1 Juventus-Ajax 1-0 2009-10 LEUR 1/16 Ajax-Juventus 1-2 Juventus-Ajax 0-0 2018-19 LCE 1/4 Ajax-Juventus 1-1 Juventus-Ajax 1-2 Balanço global J V E D GM GS Juventus - Ajax 14 6 5 3 17 – 12
Tal como sucede ante o AC Milan, o Ajax defrontou a Juventus por 14 vezes, neste caso com um balanço notoriamente favorável ao clube italiano, não obstante, das duas Finais que disputaram, tenha resultado a conquista de um troféu para cada um dos clubes.
Precisamente, a história desta rivalidade teve início, em 1973, com a disputa da Final da Taça dos Campeões Europeus, que consagrou o Ajax como tri-Campeão da Europa, ao ganhar por 1-0 – depois de, nos anos imediatamente precedentes, se ter imposto na Final, frente ao Panathinaikos e ao Inter -, numa equipa dirigida pelo romeno Ștefan Kovács, com Suurbier, Krol, Neeskens, Arie Haan, Johnny Rep e, claro, Johan Cruijff.
Avançando até 1996, a Juventus reencontrava na Final da Liga dos Campeões o – de novo Campeão Europeu (título conquistado na época anterior, ante o AC Milan) – Ajax, em partida disputada em Roma, desta vez com os pupilos de Marcello Lippi (nos quais se incluía Paulo Sousa, a par de nomes como os do guardião Peruzzi, Vierchowod, Didier Deschamps, Antonio Conte, Vialli, Del Piero ou o autor do único tento, Ravanelli) a superiorizarem-se aos de Louis van Gaal, mas apenas no desempate da marca de grande penalidade.
Os dois clubes apenas numa ocasião partilharam o mesmo Grupo na Liga dos Campeões, em 2004-05, com vitória da turma de Turim nos dois desafios (de ambas as vezes por 1-0), tendo o Ajax sido, outra vez, 3.º classificado, atrás da Juventus e do Bayern. A “Vecchia Signora” ultrapassaria ainda o Real Madrid, antes de ser afastada, nas meias-finais, pelo futuro Campeão, Liverpool.
Foram já cinco as vezes que os caminhos de Juventus e Ajax se cruzaram em eliminatórias das provas europeias, sendo que a formação do Piemonte tinha vencido em todas os quatro embates disputados até à última época, com o grupo holandês a ser bem sucedido, pela primeira vez, em 2018-19.
Em 1974-75, na Taça UEFA, a Juventus foi apurada mercê do golo apontado em Amesterdão. Depois de eliminar, na ronda seguinte, o Hamburgo, o clube italiano seria surpreendentemente afastado, nas meias-finais, pelo Twente (tendo, aliás, perdido ambas as partidas).
Em 1977-78, já na Taça dos Campeões Europeus, após dois empates a um golo, em Amesterdão e em Turim, os italianos foram, igualmente, mais eficazes no desempate da marca de grande penalidade. Porém, tal como na temporada antes referida, voltariam a ser algo inesperadamente eliminados, também nas meias-finais, desta feita pelo Brugge.
No ano imediato após a Final de Roma, Juventus e Ajax reencontraram-se, agora nas meias-finais da Liga dos Campeões (1996-97), com inequívoco triunfo (ganhando mesmo as duas partidas) do conjunto italiano, que, porém, viria a baquear na Final, trespassando o título ao Borussia Dortmund, de Ottmar Hitzfeld e… de Paulo Sousa.
Em 2009-10, na Liga Europa, a Juventus voltou a ganhar na Holanda, na 1.ª mão, bastando-lhe o nulo na 2.ª mão, em casa, para assegurar a passagem à eliminatória seguinte. Tal como sucedera em 1975 e em 1978, a formação de Turim seria afastada (neste caso, logo nos 1/8 de final) pelo que viria a ser um surpreendente finalista da prova, Fulham.
Por fim, uma eliminatória cujos contornos estarão ainda bem presentes na nossa memória, a da última época, com o Ajax – depois de, sensacionalmente, ter goleado o Real Madrid por 4-1 em pleno Santiago Bernabéu – a rectificar um hipoteticamente comprometedor empate a um golo em casa, indo impor-se a Turim, ganhando por 2-1 à Juventus, assim se esfumando as aspirações da novel equipa de Cristiano Ronaldo.
A fantástica trajectória do Ajax (que tivera de começar por transpor três eliminatórias prévias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões) viria a ser inglória e dolorosamente interrompida nas meias-finais, pelo Tottenham – após a vitória dos holandeses em Londres, por 1-0 -, no sexto minuto do tempo de compensação da 2.ª mão, com os ingleses a ganhar em Amesterdão por 3-2, depois de operar a reviravolta no marcador, a partir do 2-0 a favor do Ajax que se registava ao intervalo…
Grandes clássicos das competições europeias – (12) AC Milan – Ajax

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1968-69 TCE Final AC Milan-Ajax 4-1 (Sant.Bernabéu,Madrid) 1972-73 STE Final AC Milan-Ajax 1-0 Ajax-AC Milan 6-0 1994-95 LCE Grupo Ajax-AC Milan 2-0 AC Milan-Ajax 0-2 1994-95 LCE Final Ajax-AC Milan 1-0 (Ernst Happel, Viena) 2002-03 LCE 1/4 Ajax-AC Milan 0-0 AC Milan-Ajax 3-2 2003-04 LCE Grupo AC Milan-Ajax 1-0 Ajax-AC Milan 0-1 2010-11 LCE Grupo Ajax-AC Milan 1-1 AC Milan-Ajax 0-2 2013-14 LCE Grupo Ajax-AC Milan 1-1 AC Milan-Ajax 0-0 Balanço global J V E D GM GS AC Milan - Ajax 14 5 4 5 12 – 18
Completaram-se já 50 anos do embate inaugural entre estes dois históricos do futebol europeu – com um balanço global igualado, com cinco vitórias para cada um, apenas desnivelado a nível de golos marcados e sofridos – , disputado no Santiago Bernabéu, em Madrid, na primeira de três finais entre AC Milan e Ajax (um “record”, partilhado com o clássico entre Barcelona e Manchester United), sendo que, no caso presente, uma delas corresponde à 1.ª edição, reconhecida pela UEFA, da Supertaça Europeia.
Para marcar presença naquela Final da Taça dos Campeões Europeus, de 1968-69, o Ajax, com Cruijff, necessitara de três jogos – depois de ter começado por ser derrotado, em Amesterdão, por 3-1, “retribuindo” o mesmo resultado no Estádio da Luz – para superar o Benfica, enquanto o AC Milan, em que alinhava Rivera, deixara pelo caminho os dois precedentes Campeões Europeus (Celtic e Manchester United). Mas, nessa noite, a estrela maior seria o italiano Pierino Prati, que obteve o último “hat-trick” numa Final, até à data.
Um pouco mais de quatro anos volvidos – então com o emblema de Amesterdão já coroado “Rei da Europa”, tendo-se sagrado tri-Campeão Europeu, em 1971, 1972 e 1973 -, precisamente em tal contenda, da Supertaça Europeia, a partida da 2.ª mão ficaria marcada pelos 6-0 infligidos pelo Ajax ao AC Milan, no que constitui a maior derrota de sempre de um clube italiano em jogos a contar para competições da UEFA.
A terceira Final entre ambos os clubes, já na era da “Liga dos Campeões”, disputou-se em 1994-95, em Viena, com o Ajax (com Louis van Gaal a orientar uma “geração dourada”, apenas com Danny Blind e Rijkaard acima de 25 anos, numa equipa na qual pontificavam também nomes como os de Seedorf, Davids, os irmãos De Boer, ou o “menino” Kluivert, autor do solitário tento) a conquistar o seu 4.º título de Campeão Europeu, sucedendo precisamente ao AC Milan (treinado por Fabio Capello, com figuras como Maldini, Baresi e Costacurta – e que, na época precedente, goleara o Barcelona por 4-0, em Atenas).
Por coincidência, as duas formações tinham-se cruzado já, nessa mesma época, na fase de Grupos, e, igualmente, com triunfo dos holandeses em ambos os desafios, por 2-0… E, antes de chegar ao encontro decisivo, o Ajax goleara já o Bayern, nas meias-finais, por 5-2!
Curiosamente, AC Milan e Ajax defrontaram-se em jogos a eliminar numa única ocasião, na temporada de 2002-03, tendo, dessa feita, os rossoneri (liderados por Ancelotti, alinhando com Rui Costa) sido mais fortes, apurando-se mercê de um tangencial 3-2 (com o golo decisivo apontado já em período de compensação), após o nulo em Amesterdão. A turma de Milão afastaria ainda, nas meias-finais, o arqui-rival Inter, antes de ganhar a Final, ante outro emblema italiano, Juventus, no desempate da marca de grande penalidade (na sequência do 0-0 no termo do prolongamento), conquistando o seu 6.º troféu de Campeão Europeu.
Para além da época de 1994-95, as duas equipas integraram o mesmo grupo da Liga dos Campeões por três vezes, em 2003, 2010 e 2013.
Logo na temporada de 2003-04, o AC Milan – em defesa do título averbado na época precedente -, ganhou os dois jogos por igual marca (1-0), vencendo o Grupo (tendo o Ajax sido então o último classificado), vindo a sucumbir, inesperadamente, nos 1/4 de final, ante o Deportivo da Coruña, goleado por 4-0, depois de ter vencido por 4-1 na 1.ª mão, numa edição da Liga dos Campeões conquistada pelo FC Porto.
Em 2010-11, ao empate cedido em casa, contrapôs o Ajax novo triunfo em Milão, o que, contudo, seria insuficiente para se qualificar, posicionando-se atrás do Real Madrid e do AC Milan, com os italianos a caírem na ronda imediata (1/8 de final), batidos pelo Tottenham.
Por fim, em 2013-14, duas igualdades nos confrontos directos, repetindo-se o desfecho da ocasião anterior: Ajax (3.º do grupo, atrás de Barcelona e AC Milan), outra vez eliminado; por seu lado, o conjunto de Milão quedar-se-ia, novamente, pelos 1/8 de final, derrotado nos jogos das duas mãos pelo At. Madrid (tendo sido mesmo goleado por 4-1 em Madrid), na caminhada dos colchoneros para a Final de Lisboa, no Estádio da Luz.
O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 13.02.2020)
Antevia-se já que a 18.ª ronda da I Divisão Distrital pudesse vir a ser uma jornada “morna” e assim sucedeu, com a rara conjugação de todos os agora oito primeiros classificados terem vencido os seus desafios, ante os… actuais últimos oito classificados – tendo o Torres Novas ascendido precisamente à 8.ª posição (partilhada com a Amiense), beneficiando do seu triunfo no Pego, em paralelo com a derrota da turma de Amiais de Baixo em Almeirim, perante o guia.
Destaques – A principal nota de realce vai para a vitória do vice-líder, Fazendense, em Samora Correia (agora 10.º) – equipa que não perdia no campeonato há quatro jogos –, por 2-0, no que constitui já o sexto êxito consecutivo do grupo das Fazendas de Almeirim, igualando os notáveis ciclos de Abrantes e Benfica (entre a 2.ª e a 7.ª jornadas) e Coruchense (entre a 9.ª e a 14.ª), registos apenas superados pelo comandante.
Ao contrário do que sucedera no jogo da Taça há três semanas (cujo desfecho, no tempo regulamentar de jogo, fora uma igualdade a dois golos), o U. Almeirim, actuando no seu reduto, não permitiu, desta feita, veleidades ao Amiense – que somava quatro vitórias nas cinco últimas jornadas, sem qualquer derrota –, impondo-se por convincente marca de 4-1, selando o seu 18.º triunfo consecutivo no campeonato, continuando a ampliar o seu impressionante “record”.
Conforme aludido acima, o Torres Novas foi, em função do resultado alcançado, o principal beneficiado desta ronda, tendo vencido, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, no terreno do Pego (o qual somou sétimo desaire sucessivo, onze nas últimas doze jornadas), ascendendo, pois, à primeira metade da tabela, tendo já virtualmente garantida a tranquilidade.
Assinala-se também o triunfo do Cartaxo na Glória do Ribatejo – terceiro em outras tantas rondas da segunda volta –, também por números (3-2) que denotam uma partida disputada; os cartaxeiros (actualmente no 6.º posto, a cinco pontos do Abrantes e Benfica) não terão ainda abdicado de procurar chegar mais acima na pauta classificativa.
Do fim-de-semana anterior vinha já, por antecipação do jogo entre Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica, a vitória, por 1-0, do conjunto abrantino, com os ferreirenses a repetirem, neste início de segunda metade da prova, os desfechos (três derrotas) que haviam registado no arranque do campeonato, mantendo, não obstante, uma confortável margem de segurança.
Confirmações – As equipas do U. Tomar, Coruchense e Mação confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, constituindo-se como maior “surpresa” o facto de a vitória dos maçaenses, na recepção ao Riachense – que acumula já uma terrível série de doze derrotas consecutivas –, ter sido averbada apenas mercê de um solitário tento.
Quanto ao U. Tomar, recebendo o novel emblema de Rio Maior, teve uma das mais descansadas tardes desta temporada: entrando no jogo praticamente a ganhar, dilataria a vantagem ainda cedo, na primeira parte, fixando o que viria a ser o resultado final: 2-0, com golos de Wemerson Silva e de Tiago Vieira (que passam a somar, respectivamente, sete e treze golos no campeonato).
Na segunda metade, pouco indo além da mera gestão do tempo, o conjunto tomarense aproveitou o facto de o adversário, não obstante trocar bem a bola, oferecer pouco perigo, para “repousar”.
Foi também tangencial (2-1) o triunfo do Coruchense na Moçarria, com a formação da casa, que somou quinto desaire sucessivo – tal como o Pego, conta igualmente onze derrotas nas últimas doze jornadas –, a procurar ainda alcançar, enfim, um resultado positivo que possa vir a funcionar como factor de motivação para enfrentar o que resta da época, na tentativa de escapar aos lugares de despromoção.
II Divisão Distrital – A Norte, o Alcanenense, vencedor no reduto do Aldeiense, por 2-0, aproveitou a folga do Entroncamento e a derrota (3-0) do Tramagal nas Caxarias para consolidar a sua posição de liderança. Faltando disputar, à generalidade dos concorrentes, sete jogos, e dispondo agora de uma vantagem de onze pontos sobre o 4.º classificado, a formação de Alcanena pode começar a perspectivar o que poderá ser a sua campanha na fase final da competição.
O outro grande vencedor desta 14.ª jornada foi precisamente o Caxarias, que soma ao seu categórico triunfo (que o coloca a quatro pontos do 3.º lugar, ocupado precisamente pelo rival desta ronda), também a inesperada desfeita sofrida pela equipa “B” do U. Tomar ante a sua congénere de Ferreira do Zêzere (com uma reforçada formação ferreirense a ganhar por 1-0), para se alcandorar ao 4.º posto.
A Sul, quem mais beneficiou dos resultados do fim-de-semana foi o Benavente (goleando por 7-0 nas Fazendas de Almeirim, a equipa “B” do Fazendense, a qual repetiu os números do desaire da ronda anterior, ante o Goleganense), aproveitando as igualdades cedidas por Marinhais (nulo no “derby” de Salvaterra de Magos, ante o Salvaterrense), Pontével e Forense (que empataram entre si a uma bola) para subir ao 3.º lugar, a dois pontos de Marinhais e Pontével (não considerando ainda a vitória do Marinhais em jogo antecipado da 16.ª jornada).
Campeonato de Portugal – Enfrentando positivamente as grandes dificuldades que se antecipavam, a 21.ª jornada acabou por ser bem positiva para os clubes do Distrito: o Fátima, impondo um surpreendente empate (1-1) no terreno do líder destacado, Praiense, o que lhe proporciona, para já, continuar a partilhar o 2.º lugar, com Caldas e B. C. Branco; o U. Santarém, recebendo precisamente a turma caldense, com repartição de pontos, no termo de um empolgante desafio, outra vez com o resultado final a cifrar-se em 3-3 (tal como na semana anterior), no sexto jogo sucessivo de invencibilidade dos escalabitanos, que se mantêm no trio do 13.º a 15.º lugares.
Antevisão – A próxima jornada da I Divisão Distrital apresenta, como “prato forte”, um estimulante embate entre Cartaxo e U. Almeirim, duas das equipas que mais se apetrecharam para esta temporada. Mas há mais motivos de interesse: um confronto, também de desfecho imprevisível, entre Abrantes e Benfica e U. Tomar, e um igualmente aliciante Fazendense-Mação.
No escalão secundário, destacam-se as partidas: U. Atalaiense-Caxarias, Ortiga-Entroncamento e Espinheirense-Forense, com a possibilidade de apuramento para a fase final como pano de fundo.
No Campeonato de Portugal, espera-se que Fátima e U. Santarém possam aproveitar os encontros em que serão anfitriões, respectivamente, do V. Sernache e do U. Leiria, para, tirando partido de fases menos boas que os adversários parecem atravessar, voltar aos triunfos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Fevereiro de 2020)




