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O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 10.11.2022)

O campeonato está ainda no seu terço inicial, mas os candidatos perfilam-se já nos lugares de topo: com o Samora Correia como líder algo inesperado, os quatro primeiros estão agora, após a disputa da 8.ª jornada, separados – cada um entre si, em “escadinha” –, por um ponto, projectando-se o Fazendense, o U. Tomar e o Amiense como principais aspirantes ao título.

Mais abaixo, At. Ouriense (5.º) e Alcanenense distam, respectivamente, seis e sete pontos do guia, sendo que Ferreira do Zêzere (dez pontos) e Mação e Abrantes e Benfica (a onze pontos) registam já atrasos bem consideráveis. Claro que – num cenário hipotético em que ganhassem (todos ou quase todos) os 22 jogos que faltam – teriam ainda possibilidades de vir a arrebatar o 1.º lugar.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia-Mação, que constituiu sério teste ao comandante, do qual se saiu a contento, tendo o conjunto samorense triunfado por tangencial 1-0, com o golo da vitória a surgir já na parte final da partida, mantendo a condição de líder isolado, ampliando para seis uma já excelente série de êxitos consecutivos.

De entre os emblemas do pelotão da frente, também o Fazendense e o U. Tomar saíram vencedores – igualmente pela margem mínima, mercê de solitário(s) tento(s) –, reforçando, pois, as respectivas posições, aproveitando, em paralelo, os deslizes de Amiense e At. Ouriense.

No caso da turma das Fazendas, em deslocação ao terreno do agora “lanterna vermelha”, Benavente, o triunfo materializou-se por via da conversão de uma grande penalidade, a findar o primeiro tempo.

Ao invés, o U. Tomar colocou-se em vantagem bem cedo – estavam completados apenas os dez minutos iniciais –, traduzindo a maior iniciativa e assunção das rédeas do jogo logo desde o seu começo. Mas, frente a um adversário constituído por jogadores jovens e muito aguerridos, teria de sofrer bastante, em especial durante largo período da segunda parte, para manter essa posição de superioridade no marcador.

Muito solidário, com espírito de sacrifício, só no derradeiro quarto de hora o grupo unionista conseguiria, de alguma forma, voltar à “mó de cima”, assegurando que os preciosos três pontos não lhe escapariam, conseguindo, assim, voltar às vitórias em terreno alheio – depois do triunfo em Torres Novas, logo na 2.ª ronda –, superando assim uma fase negativa, com dois resultados desfavoráveis, em Samora e em Alcanena.

Surpresas – A principal surpresa registou-se em Amiais de Baixo, onde a turma local não conseguiu levar de vencida a equipa do Entroncamento AC (penúltimo da pauta classificativa), cedendo um empate a uma bola, em função do que perdeu a 3.ª posição, a favor dos tomarenses. O Amiense ainda chegou a estar em vantagem, mas deixou-se empatar aos 40 minutos, não tendo conseguido, daí até final, alterar o marcador.

Inesperado foi também o desfecho do Torres Novas-Ferreira do Zêzere, com os torrejanos a imporem-se por 3-1, passando os ferreirenses a contar mais desaires (quatro) do que triunfos (três) – tendo somado três derrotas nas três últimas rondas.

Surpreendendo o seu opositor, a formação da casa chegou a vantagem de dois golos à passagem da meia hora, tendo ainda os forasteiros reduzido para 1-2, pouco antes do intervalo. Porém, após o terceiro tento dos homens da casa, logo no reinício, a contenda ficou decidida.

Terá havido ainda surpresa em Águias de Alpiarça, onde uma equipa em crise de confiança foi batida (1-2) pelo Salvaterrense, que vinha de uma sucessão de quatro desaires; agora, são os alpiarcenses – igualados na tabela por Mação e Abrantes e Benfica, entre o 9.º e o 11.º posto – que registam idêntica série negativa em curso.

Confirmações – Mais expectáveis eram os desfechos dos restantes dois encontros, com o Alcanenense a ganhar ao At. Ouriense, pese embora não se previsse um “placard” tão desnivelado (4-1), enquanto Cartaxo e Abrantes e Benfica, empatando a um, repartiam os pontos, um resultado que não terá agradado plenamente a nenhum dos intervenientes, em termos classificativos.

II Divisão Distrital – Na série A realçam-se duas goleadas: do Forense, impondo-se por categórico 6-1, em terreno alheio, ao U. Almeirim; e do Moçarriense, também em reduto adverso, ganhando por 5-2 ao Espinheirense – com os vencedores a comandar a classificação, com curta vantagem de um ponto para a turma dos Foros de Salvaterra.

Estes dois resultados ainda mais contribuem para avolumar a estranheza pelo desfecho da partida de acerto de calendário, no feriado de 1 de Novembro, em que o U. Almeirim (penúltimo classificado) tinha ido golear à Moçarria por absolutamente imprevista marca de 5-0!

Na série B desfez-se o par de líderes, com o Riachense a isolar-se na 1.ª posição, fruto de triunfo tangencial (1-0) na recepção ao Alferrarede, beneficiando, por outro lado, da igualdade (1-1) cedida pelo Pego em Abrantes, ante a equipa de “sub-23” do clube local.

Aproveitou também o Caxarias, vencedor por 2-1 frente à U. Atalaiense, para se isolar no 3.º posto, agora um único ponto abaixo dos pegachos.

Campeonato de Portugal – Três clubes, três resultados distintos: vitória do Coruchense, por escasso 1-0, frente ao último classificado, Arronches e Benfica (que conta por derrotas todos os seis jogos até agora disputados); empate (1-1) do U. Santarém em Loures; e derrota (0-2) do Rio Maior na Sertã, perante o Sertanense.

O U. Santarém subiu ao 8.º posto, último acima da “linha de água”, com o Coruchense em 10.º, e o Rio Maior (13.º e penúltimo), sete pontos abaixo de tal linha, que começa já a parecer distante.

Antevisão – Na 9.ª jornada do escalão principal destacam-se os desafios: U. Tomar-Amiense, entre duas das mais fortes equipas; Abrantes e Benfica-Samora Correia, com o guia a ser, outra vez, colocado à prova; e Salvaterrense-Alcanenense. O Fazendense deverá, em condições normais, superiorizar-se na recepção ao Fátima, ficando à espreita de “escorregadelas” dos rivais.

Na II Divisão, com o Moçarriense a folgar, o realce vai para o Forense-Espinheirense e, necessariamente, para o “derby” Marinhais-Glória do Ribatejo. Mais a Norte, destacam-se os seguintes prélios: Pego-Ortiga e Goleganense-Riachense.

No Campeonato de Portugal o Coruchense volta a jogar em casa, com o Pêro Pinheiro (actual 7.º classificado), cabendo ao Rio Maior receber o União da Serra (9.º); por seu lado, o U. Santarém, também visitado, defronta o Alcains (que soma apenas três pontos, obtidos ante os riomaiorenses).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Novembro de 2022)

13 Novembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 03.11.2022)

Pela primeira vez neste campeonato, à 7.ª jornada, os cinco primeiros da tabela venceram, abrindo uma vantagem (quatro pontos) face ao(s) mais imediato(s) perseguidor(es) (Alcanenense e Ferreira do Zêzere), já superior à diferença (três pontos) que separa agora o 1.º do 5.º classificado.

O líder, Samora Correia, somou quinta vitória consecutiva (após dois empates a abrir a época), consolidando o seu estatuto; sendo que a segunda melhor sequência em curso é a do Mação (terceiro triunfo, depois de ter começado por sofrer quatro desaires sucessivos – subindo já ao 8.º lugar). Ao invés, o Ferreira do Zêzere perdeu pela segunda semana, tendo o Águias de Alpiarça somado terceira derrota, enquanto o Salvaterrense foi batido em todos os quatro últimos desafios.

Outras curiosidades são, em especial, a dos ataques menos concretizadores (Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Benavente, apenas com 7 golos cada), face aos 17 tentos já apontados pelo Mação (Fazendense e At. Ouriense seguem com 16; Amiense e U. Tomar, com 15). O Samora mantém a defesa menos batida (só 4 golos consentidos), em contraponto aos 23 do Torres Novas.

Não obstante o campeonato se apresente pautado pelo equilíbrio, tem sido, até agora, uma prova com poucas igualdades (apenas 9, no total de 56 partidas já disputadas); U. Tomar, Mação e Águias de Alpiarça ainda não empataram, sendo de dois o máximo de empates por clube (5 casos).

Destaques – O principal realce da jornada vai para o triunfo (1-0) do Amiense em Ferreira do Zêzere, a conformar as suas credenciais de sólido candidato aos lugares de topo. Ao contrário, os ferreirenses, nesta fase aquém das expectativas, tardam em encarrilar, até agora com igual número (três) de vitórias e derrotas, apresentando mesmo diferença global de golos negativa (7-8).

O Samora Correia deu boa sequência à notável campanha que vem realizando, aproveitando também um ciclo de maus resultados do Salvaterrense, tendo vencido em Salvaterra de Magos, igualmente por tangencial 1-0.

Depois de duplo 3-1 no embate entre Entroncamento AC e Fátima, na cidade ferroviária, na última temporada (então, em encontros do escalão secundário), o “placard” repetiu-se, mas, desta feita, a favor dos fatimenses, que obtiveram apenas o segundo triunfo no campeonato, repartindo agora a 11.ª a 13.ª posições com o Salvaterrense e Cartaxo, com atraso de dez pontos face ao guia.

Surpresa – A surpresa chegou, desta vez, de Abrantes, onde o emblema local se deixou surpreender pelo ainda “lanterna vermelha”, Torres Novas: depois de os torrejanos terem começado por inaugurar o marcador, os abrantinos conseguiriam operar a reviravolta, para virem a consentir, já em cima do minuto 90, o tento da igualdade (2-2). O Abrantes e Benfica é, por ora, 10.º classificado, um único ponto acima do trio antes referido.

Confirmações – Os desfechos dos outros quatro prélios enquadram-se dentro das expectativas.

Começando pelo At. Ouriense-Águias Alpiarça, o conjunto de Ourém confirmou o bom campeonato que está a realizar (mantém o 5.º posto – beneficiando também de ter disputado já cinco jogos em casa e apenas dois em terreno alheio), ganhando por 2-0 ao Águias de Alpiarça, num confronto que terá sido mais equilibrado do que o que o marcador final poderá indiciar, tendo o golo da confirmação da vitória surgido já na sua fase derradeira.

Também o Fazendense, um dos concorrentes de maior potencial, mantém forte cadência, impondo-se ao Alcanenense (que vinha de um inesperado triunfo sobre o U. Tomar), igualmente por 2-0, continuando a pressionar a liderança.

O Mação recebeu e bateu o Cartaxo por 3-1, prosseguindo a sua recuperação na pauta classificativa, agora somente um ponto atrás do Alcanenense e Ferreira do Zêzere.

Por fim, o U. Tomar cumpriu, ganhando, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, frente ao Benavente (repetindo o resultado da época anterior). O grupo unionista é já o único a manter-se 100% vitorioso em casa (em quatro partidas realizadas), tendo ampliado para 10 o número de triunfos consecutivos em Tomar, tendo vencido todos os desafios ali disputados desde o mês de Março, com um fantástico “score” agregado de 37-7 em golos marcados e sofridos.

Num encontro em que o guardião adversário esteve em particular evidência, com, pelo menos, três defesas de muito elevado grau de dificuldade, a negar o que poderiam ter sido outros tantos golos, os tomarenses traduziram o seu maior domínio com um primeiro tento, obtido apenas aos 35 minutos. Porém, tal como tinha sucedido na semana anterior, consentiram um golo ao rival mesmo a findar a primeira parte, tendo de porfiar, até repor a vantagem a meio do segundo tempo.

Daí até final o U. Tomar manteve a supremacia, mas o resultado não sofreria alteração.

II Divisão Distrital – De forma diversa do que se tem constatado na divisão principal, o escalão secundário vai dando mostras de algum desequilíbrio de forças entre os vários concorrentes, assinalando-se, em especial, três goleadas (num total de nove jogos realizados) na 4.ª ronda: o Forense bateu o At. Pernes por pesada marca de 9-1, enquanto o Tramagal goleou, por 7-1, o Vilarense, tendo a U. Atalaiense derrotado o Alferrarede por 5-1.

A nota mais relevante vai, não obstante, para o empate (2-2) no duelo de líderes (Pego-Riachense), únicos emblemas que, até então, contavam por vitórias os jogos disputados. Subsistem no comando, agora com a U. Atalaiense (com um jogo a menos) e o Caxarias somente a três pontos.

A Sul, o adiamento do Moçarriense-U. Almeirim para o dia 1 de Novembro foi aproveitado pelo Forense, para se isolar na liderança, com 8 pontos, um a mais que Moçarriense e Espinheirense.

Campeonato de Portugal – Não são animadores os indícios que os clubes do Distrito vêm denotando nesta fase inicial da época, após a disputa das cinco primeiras jornadas: em 15 jogos contam só três triunfos, ocupando os três posições abaixo da “linha de água”, com o Coruchense (com quatro pontos) já a quatro pontos dessa linha… e o Rio Maior, penúltimo, a seis.

Ainda assim, o U. Santarém obteve resultado positivo, ganhando por 2-1 ao então vice-líder, Pêro Pinheiro, sendo 9.º classificado, em igualdade pontual com Sertanense (7.º) e Marinhense (8.º).

Pior estiveram Coruchense (derrotado pelo Sintrense, por 2-0), e, sobretudo, o Rio Maior, que não só não conseguiu ainda estrear-se a ganhar, como foi inclusivamente desfeiteado (0-2), em casa, pelo Alcains, equipa que somou os seus primeiros pontos no campeonato.

Antevisão – Na 8.ª ronda da I Divisão destacam-se os seguintes desafios: Samora Correia-Mação, Benavente-Fazendense e Fátima-U. Tomar; o Amiense é claro favorito, ante o Entroncamento.

Na II Divisão as atenções estarão focadas no Espinheirense-Moçarriense e Riachense-Tramagal.

No Campeonato de Portugal o Coruchense recebe o último classificado, Arronches e Benfica, ainda a zero; o U. Santarém desloca-se a Loures (antepenúltimo); e o Rio Maior visita a Sertã.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Novembro de 2022)

6 Novembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 27.10.2022)

Foi, por ora, de pouca dura a liderança isolada do U. Tomar, surpreendido em Alcanena, o que proporcionou a ascensão de um guia um tanto ou quanto imprevisto, agora o único clube que subsiste invicto, após as seis primeiras jornadas, o Samora Correia, o qual, tendo derrotado o At. Ouriense, quebrou tal estatuto que era, até então, também ostentado pelo grupo de Ourém.

Fazendense e Amiense rectificaram de pronto os desaires caseiros, averbando triunfos em terreno alheio, partilhando agora a vice-liderança, tendo os nabantinos baixado, pois, ao 4.º posto.

Num campeonato que vai prometendo grande equilíbrio, com um leque bastante alargado – de, pelo menos, oito a dez equipas (incluindo os, para já, ainda algo atrasados Abrantes e Benfica e Mação) – potencialmente capacitado para ganhar a qualquer adversário, em qualquer campo.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia, que, paulatinamente, quase sem se dar por ele, se alcandorou ao 1.º lugar (numa escalada contínua, a partir do 11.º posto que ocupava à segunda jornada – tendo iniciado o campeonato com dois empates –, passando por 8.º, 6.º e 3.º), fruto de quatro vitórias consecutivas.

Depois de bater, nas duas semanas anteriores, dois dos principais candidatos (U. Tomar e Fazendense, nas Fazendas de Almeirim), voltou a triunfar, em casa, ante o At. Ouriense, mesmo que por tangencial 2-1, com o golo decisivo já nos minutos finais, após “ter entrado a perder”, impondo assim a primeira derrota na prova ao adversário. Uma prova de força a acompanhar.

Em evidência estiveram também o Fazendense e o Amiense, ambos a ganhar na condição de visitante, nos terrenos de dois recém-promovidos: o conjunto das Fazendas, superiorizando-se, também por 2-1, em Alpiarça, depois de marcar logo no segundo minuto, tendo tido de sofrer bastante perante a boa réplica da turma do Águias, vindo a chegar igualmente ao tento da vitória já próximo do fim da partida; a formação de Amiais de Baixo, por mais afirmativo 2-0, em Fátima.

Realce ainda para o triunfo do Abrantes e Benfica ante o Ferreira do Zêzere, mercê de um solitário golo. Foi apenas o segundo êxito dos abrantinos, mas que prometem deixar em breve para trás a actual 11.ª posição; em reflexo, foi também o segundo desaire dos ferreirenses, já antes batidos em Salvaterra, repartindo o 6/7.º lugar com o Alcanenense, mas apenas a quatro pontos do líder.

Na mesma senda de recuperação parece estar o Mação: depois de ter vencido, precisamente, o grupo de Abrantes, deslocou-se a Torres Novas, onde aplicou categórica goleada, ganhando por 5-1. Os maçaenses estão já, “apenas”, seis pontos abaixo do U. Tomar, por exemplo. Quanto aos torrejanos, não conseguiram dar sequência à vitória obtida em Salvaterra, voltando a denotar grandes fragilidades defensivas (acumulam já 21 tentos sofridos em apenas seis jogos!).

Surpresa – Mesmo atendendo a que se enfrentavam dois clubes históricos do Distrito (sendo que o Alcanenense militou inclusivamente nos Nacionais há não muitos anos, de 2012 a 2018), não seria expectável a derrota do U. Tomar – vindo de concludente 5-0 ante o Águias – em Alcanena.

O favoritismo do conjunto unionista pareceu ser ainda reforçado com o tento inaugural, obtido logo nos minutos iniciais. Com uma forte entrada, os tomarenses desperdiçariam a oportunidade de ampliar a contagem, vindo a consentir o empate a finalizar a primeira metade. No recomeço, outra vez o União de imediato a recolocar-se em superioridade no marcador.

Porém, alguma apatia proporcionaria uma inesperada reviravolta, com o Alcanenense a marcar dois golos intervalados por escassos minutos, fixando o que seria o desfecho do desafio, em 3-2. Restava ainda algum tempo para procurar encetar a recuperação, mas, nessa fase, já sem a serenidade necessária, os visitantes não conseguiriam já alterar o “placard”.

Tendo ido vencer (com dificuldade) a Torres Novas, neste terceiro encontro em reduto alheio, em campos de relva natural, o U. Tomar somou o segundo desaire. Será determinante melhorar os níveis de eficácia, assim como, por outro lado, a consistência exibicional ao longo dos 90 minutos.

Confirmações – O Cartaxo deu boa resposta à derrota (0-3) sofrida em Ourém, ganhando pela mesma marca, na recepção ao Salvaterrense. Por seu lado, Benavente e Entroncamento AC dividiram os pontos, em função da igualdade a duas bolas, mantendo-se na cauda da tabela, apenas acima da decepção até agora protagonizada pelo Fátima, e do “lanterna vermelha”, Torres Novas.

II Divisão Distrital – Após as três rondas iniciais Riachense e Pego mantêm o pleno de vitórias: os homens dos Riachos ganharam, não sem dificuldade, por escasso 2-1, ao Vasco da Gama; tendo o Pego vencido por 4-2 no terreno do Vilarense. Têm os mais directos competidores já a cinco pontos, pese embora U. Atalaiense e Goleganense tenham folgado uma vez cada.

Na série mais a Sul o Moçarriense confirmou a liderança, ganhando em Pernes, num “derby” municipal, por 2-1. As equipas do Forense, Marinhais e Rebocho seguem de perto, a dois pontos.

Campeonato de Portugal – Será caso para dizer que se pode ver o “copo meio cheio” ou “meio vazio” nos empates registados pelos três emblemas do Distrito na ronda quatro – desde logo porque houve um confronto directo entre Coruchense e U. Santarém, que se saldou num golo para cada lado; o mesmo resultado averbado pelo Rio Maior em Loures.

Isto dito, tendo pontuado todos, pontuaram pelo valor mínimo, em função do que se posicionam todos, nesta altura, abaixo da “linha de água”: o U. Santarém, com 5 pontos, é 9.º classificado; o Coruchense, com 4, situa-se no degrau imediato abaixo; e o Rio Maior SC, que não conseguiu ir ainda além de dois empates nos quatro jogos realizados, está no 12.º e antepenúltimo lugar.

Os clubes da I Divisão Distrital, que disputem a manutenção, terão de tomar em consideração o desempenho dos representantes no Nacional, o que condicionará o número de vagas de descida.

Antevisão – Na 7.ª jornada da divisão principal, o realce vai, principalmente, para as partidas Salvaterrense-Samora Correia e Ferreira do Zêzere-Amiense. O Fazendense, sempre nas “deixas” do União, recebe o Alcanenense, que não se projecta possa surpreender de novo; cabendo ao U. Tomar receber o Benavente, com a responsabilidade de confirmar o favoritismo.

No escalão secundário o “jogo grande” coloca frente-a-frente os dois líderes da série mais a Norte, com o Pego a receber a visita do Riachense. Nota ainda para o Moçarriense-U. Almeirim e para o Rebocho-Espinheirense.

O Campeonato de Portugal prossegue o seu trajecto, com a disputa da 5.ª ronda, com o U. Santarém a receber o Pêro Pinheiro (um dos vice-líderes), enquanto o Rio Maior SC poderá estrear-se a ganhar, sendo visitado pelo Alcains, actual penúltimo classificado. O Coruchense viaja até Sintra, para defrontar o Sintrense, posicionado a meio da tabela.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Outubro de 2022)

30 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 20.10.2022)

Pela primeira vez nesta temporada, ainda numa fase inicial do campeonato, há um líder isolado: na sequência de uma jornada (5.ª) muito favorável, o União de Tomar ascendeu ao comando, mas com o grupo da frente ainda muito compacto, com sete clubes separados por apenas três pontos. É agora secundado na tabela, só um ponto abaixo, pelos sensacionais At. Ouriense e Samora Correia – em paralelo, os únicos emblemas que subsistem ainda invictos –, a que se segue, outro ponto mais atrás, um trio de candidatos, formado por Fazendense, Amiense e Ferreira do Zêzere.

Numa jornada pouco profícua em golos (19), a menos produtiva até agora – tendo cinco desses tentos sido apontados pelos tomarenses – foram nada menos de sete as equipas a ficar em branco. Mas as principais “novidades” chegaram das Fazendas de Almeirim e dos Amiais de Baixo, onde os dois anteriores guias foram surpreendidos, concedendo inesperados desaires caseiros.

Recuperando ainda uma situação (significativa) da ronda anterior, confirma-se a formalização de protesto, por parte do U. Tomar, relativamente ao jogo disputado em Samora Correia, justificado por erro de julgamento do árbitro, que terá analisado incorrectamente o lance da conversão da grande penalidade, em grave prejuízo do clube nabantino (invalidando o golo apontado), dado ter sido legal a sua forma de execução, sem qualquer tipo de simulação que pudesse ser susceptível de infracção sancionável. Têm, pois, a palavra os órgãos competentes.

Destaques – Deixando os dois desfechos mais imprevistos do passado fim-de-semana para o segmento das “Surpresas”, começa por destacar-se a goleada (5-0) imposta pelo U. Tomar, na recepção a uma turma do Águias de Alpiarça, muito bem orientada, e que, à entrada para este jogo, partilhava o 3.º posto com os tomarenses (tendo baixado agora à 7.ª posição, mas, claro, somente com três pontos de desvantagem).

Com um inspirado Pedro Pires (autor de um “hat-trick”), o grupo nabantino resolveu a contenda na primeira meia hora; aliás, num intervalo de apenas cerca de 15 minutos, entre os 19 e os 35, em que apontou quatro golos: depois de abrir o marcador ainda relativamente cedo (numa fase em que as duas equipas repartiam a iniciativa de jogo), o segundo golo (aos 28 minutos) “desmontou” a estratégia da formação do Águias, que, acusando fortemente o “toque”, algo desestabilizada, viria a sofrer ainda mais dois tentos, separados somente por dois minutos.

Era um resultado bastante severo face ao que ambos os conjuntos tinham exibido em campo, o qual seria ainda ampliado, logo no início da segunda metade, com o 5.º golo dos unionistas; muito focados e com eficácia, os visitados reagiram da melhor forma à adversidade da semana anterior, não dando hipótese de resposta aos alpiarcenses. Daí até final, com as equipas “conformadas” com o desfecho da partida, o tempo foi-se escoando já em regime de gestão de esforço.

Outros dois realces da ronda vão para as estreias a vencer – depois de quatro derrotas nas quatro primeiras jornadas – de dois históricos: o Mação, recebendo um categorizado adversário, como é o Abrantes e Benfica, marcou um golo a finalizar cada uma das partes, impondo-se por 2-0; por seu lado, o Torres Novas (após a saída do treinador, com o novo responsável técnico, Eduardo Fortes, já a “assistir”) realizou também excelente operação, indo ganhar (2-1) a Salvaterra de Magos, operando, já no segundo tempo, reviravolta no marcador, com Persi Mamede a bisar.

Surpresas – Como acima aludido, o par que repartia o comando – Fazendense e Amiense, duas equipas de forte potencial – soçobrou quando menos se esperava. Ou, de outro prisma, há que enaltecer o desempenho dos visitantes, Samora Correia e Benavente, que arrebataram o triunfo.

Depois da vitória averbada ante o U. Tomar, o jovem grupo samorense deu mais uma cabal prova de competência, indo ganhar às Fazendas de Almeirim por 3-1! Demonstrando solidez defensiva, conseguiu aproveitar bem os espaços concedidos pelo adversário, para desferir golpes decisivos.

O Amiense foi impotente para superar a acção defensiva do Benavente – equipa que, até então, somara um único ponto –, cuja estratégia viria a ser coroada de êxito, a vinte minutos do final, ao marcar o solitário golo do desafio. Uma tarde “em cheio” para as duas agremiações do município.

Confirmações – De entre as confirmações, no imediato a mais relevante terá sido a categórica vitória (3-0) do At. Ouriense face ao Cartaxo, a potenciar a “pontaria afinada” de Diogo Gameiro (somando já seis tentos), o que proporcionou ao conjunto de Ourém escalar até à vice-liderança.

Naturalmente, foi também importante o tangencial triunfo (1-0) do Ferreira do Zêzere na recepção a um desafiante com a capacidade do Fátima. No Entroncamento, o clube local voltou a pontuar, mercê de um nulo ante o Alcanenense, integrando agora um quinteto, entre o 10.º e o 14.º lugar.

II Divisão Distrital – Os destaques da 2.ª jornada vão para as goleadas (ambas por 4-0) do Moçarriense (frente ao Glória do Ribatejo) e do Riachense (derrotando a Ortiga). Num “clássico” do futebol distrital, o Tramagal goleou também (5-1) o Alferrarede.

Assinalam-se, por outro lado, as igualdades registadas nas partidas Forense-Marinhais (2-2) e Vasco da Gama-Vilarense (3-3).

Riachense e Pego, únicos que bisaram o triunfo, repartem o comando a Norte, enquanto, na série mais a Sul, temos um trio na liderança, com 4 pontos: Moçarriense, Espinheirense e Forense.

Taça de Portugal – Já sem representação do Distrito, a eliminatória relativa aos 1/32 de final da “prova rainha” ficou assinalada pelas proezas de clubes de escalões inferiores, que eliminaram oito (!) emblemas da I Liga, um “record” nas 83 edições da prova, numa só eliminatória: Mafra e Tondela (II Liga), Varzim, V. Setúbal, Länk Vilaverdense e Oliveira do Hospital (Liga 3), Machico e Valadares Gaia (Campeonato de Portugal) afastaram, respectivamente, Marítimo, Santa Clara, Sporting, Paços Ferreira, Portimonense, Rio Ave, Boavista e Chaves.

Antevisão – A 6.ª ronda da I Divisão Distrital volta a integrar um alargado lote de partidas que concitam, em especial, as atenções: desde logo o Alcanenense-U. Tomar, com o novo líder a ser colocado à prova; mas, também, necessariamente, o duelo entre os ainda invictos Samora Correia-At. Ouriense; o Águias de Alpiarça-Fazendense e o Fátima-Amiense, com os visitantes a procurar rectificar os desaires sofridos; para além do Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.

Na II Divisão teremos, a Sul, o Glória do Ribatejo-Forense, e um encontro entre os vizinhos Marinhais e Benfica do Ribatejo. A Norte, o Vilarense-Pego e o Riachense-Vasco da Gama.

Na retoma do Campeonato de Portugal, na sua 4.ª jornada, realce para o confronto Coruchense-U. Santarém, enquanto o Rio Maior se desloca a Loures, para defrontar o clube que o precede.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Outubro de 2022)

23 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 13.10.2022)

O U. Tomar somou quinta derrota sucessiva em Samora Correia, nas cinco últimas temporadas, não tendo o Fazendense conseguido melhor que a repartição de pontos no Cartaxo, o que – conjugado com os triunfos de Amiense, Águias de Alpiarça, At. Ouriense e Ferreira do Zêzere – resultou numa concentração dos oito primeiros classificados num intervalo de apenas três pontos, com os emblemas das Fazendas de Almeirim e Amiais de Baixo a repartirem agora a liderança.

Destaques – É, bastas vezes, quase irresistível a tentação – até por um inato instinto de auto-preservação – de procurar justificar os insucessos com supostas falhas de arbitragem, como que transferindo para outrem, pelo menos, uma quota-parte de responsabilidades próprias.

O U. Tomar saiu de Samora Correia, uma vez mais, a queixar-se fortemente da arbitragem, sobretudo devido ao “caso do jogo”, uma situação inaudita, de que não haverá memória: na conversão de uma grande penalidade o jogador unionista fez a chamada “paradinha”, tendo o árbitro sancionado a alegada infração, não só invalidando o golo, como transformando o “penalty” num livre indirecto a favor dos samorenses, assim se gorando uma ocasião suprema de marcar.

Ao tomar uma decisão deste rigor e grau de severidade (perante uma situação a que se assiste repetidamente) crê-se que o árbitro o tenha feito em consciência, e de acordo com as regras, uma vez que estava “em cima do lance”. Mas, para além disso, a verdade é que não conseguiu ter pulso para impedir que o Samora Correia, praticamente abdicando de jogar, em especial na meia-hora final, sistematicamente “queimasse tempo”, com ostensivas interrupções e quebras de ritmo, visando impedir que o União pudesse ter qualquer “fio de jogo”, com princípio, meio e fim.

Os seis minutos de tempo de compensação concedidos foram manifestamente exíguos face a mais de uma dúzia de minutos (estimativa a pecar por defeito) de paragens de jogo, na segunda parte.

Terá ainda, por outro lado, de anotar-se a coincidência de esta ter sido já a terceira vez, nos últimos cinco anos, que este mesmo árbitro dirigiu o Samora-União, sendo que, em ocasiões anteriores (em 2019 e 2020), tinham também ocorrido “casos de jogo”, pelo que mais esta nomeação teria sido – até para preservação do próprio árbitro – porventura desaconselhável, por pouco prudente, numa óptica de salvaguardar qualquer tipo de eventual (natural e humano) condicionamento.

Sobre o jogo propriamente dito (e resta, agora, pouco espaço disponível), foi repartido durante o primeiro tempo, sem grandes ocasiões de perigo (ambos os guardiões pouco mais foram que espectadores atentos), sendo que a melhor oportunidade de golo terá sido a desperdiçada pelo União, à passagem do quarto de hora. Cerca de dez minutos volvidos surgiria o único tento do desafio, a favor do Samora Correia, igualmente por via de uma grande penalidade, culminando um lance algo fortuito, com a bola – numa sequência muito rápida, com o jogador tomarense já em queda, em plena área – a embater no peito e, de imediato, com contacto com os braços.

Na segunda metade, os nabantinos esbanjariam outra soberana ocasião de golo, na marcação de um livre, com a bola a acabar por embater no poste (terá sido ainda desviada pelo guarda-redes). A partir do momento culminante da partida (estavam decorridos 72 minutos) pouco mais foi possível efectivamente jogar, com a equipa unionista a não conseguir evitar deixar-se arrastar na onda de desestabilização gerada pelas incidências do desafio, faltando então discernimento para finalizar com êxito, pelo menos, mais outro par de lances de grande perigo, na área adversária.

Num balanço final subsiste necessariamente um sentimento de forte injustiça pelo resultado negativo, como reconhecido pelo próprio treinador samorense, considerando mais justo o empate.

Outros destaques da 4.ª ronda vão para as importantes vitórias em terreno alheio, averbadas por Ferreira do Zêzere (em Mação, impondo aos maçaenses o quarto desaire consecutivo, num começo de temporada que não estaria, de todo, nas suas cogitações) e Amiense (em Alcanena), ambas pela mesma marca (3-2) – sendo que o Alcanenense apenas no derradeiro minuto sofreu o tento decisivo. Realce ainda para a goleada (4-0) aplicada pelo Fátima em Benavente, beneficiando ainda do facto de os locais se terem visto em inferioridade numérica.

Surpresas – Uma, pelo menos, “meia-surpresa” registou-se no Cartaxo (equipa que, já na semana anterior, em Tomar, oferecera forte réplica), com o grupo visitado a impor uma igualdade (2-2) ao líder, Fazendense (a sofrer, assim, os primeiros golos na presente edição da prova).

Pelo historial dos dois clubes será também de considerar-se algo surpreendente o desaire caseiro do Torres Novas ante o At. Ouriense, por 1-2, com os torrejanos, com quatro derrotas (acumulando já um preocupante total de 15 golos sofridos), a repartir o último lugar com o Mação.

Confirmações – Abrantes e Benfica (1-0, na recepção ao Salvaterrense) e Águias de Alpiarça (3-1, ante o Entroncamento AC) confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, com os alpiarcenses a reforçar o notável início de campeonato, partilhando o 3.º lugar com o U. Tomar.

II Divisão Distrital – No arranque da competição começam por destacar-se as goleadas impostas pelo Porto Alto (5-1 ao Benfica do Ribatejo) e Vilarense (4-0 à Ortiga), assim como o categórico triunfo (3-0) do Pego em Alferrarede. Por seu lado, alguns dos candidatos aos lugares cimeiros não foram além do empate: 0-0, no Marinhais-Moçarriense e no Caxarias-Vasco da Gama; e 2-2, no U. Almeirim-Espinheirense e, de forma mais surpreendente, no Glória do Ribatejo-Rebocho.

Campeonato de Portugal – Não foi positiva para os clubes do Distrito a 3.ª ronda da prova, com Rio Maior SC e Coruchense ambos a saírem derrotados – os riomaiorenses, em casa, ante o Pêro Pinheiro, por 0-1; e a turma do Sorraia, perdendo por 2-1 em Castelo Branco, face ao Benfica local –, não tendo o U. Santarém ido além do empate (1-1) frente ao Sintrense.

O campeonato está ainda na sua fase inicial, com o escalonamento dos concorrentes com escassas diferenças pontuais, mas Coruchense (10.º) e Rio Maior SC (12.º) começam já a posicionar-se abaixo da “linha de água” (serão despromovidos directamente os seis últimos de cada série).

Antevisão – A 5.ª jornada da divisão principal apresenta, em especial, quatro desafios de maior interesse: em primeiro lugar, o Fazendense-Samora Correia (com a curiosidade de ver qual a resposta que os samorenses conseguirão oferecer, depois do triunfo da passada semana), mas, também o U. Tomar-Águias de Alpiarça (colocando frente-a-frente os actuais 3.º classificados), o Ferreira do Zêzere-Fátima (entre dois bons conjuntos) e o Mação-Abrantes e Benfica (com os maçaenses a começar a “desesperar” pelos primeiros pontos). O co-líder, Amiense, terá, em teoria, tarefa de grau de dificuldade menor, recebendo o antepenúltimo classificado, Benavente.

No escalão secundário, na sua 2.ª ronda, avultam, a Sul, os embates Moçarriense-Glória do Ribatejo, Forense-Marinhais e Espinheirense-Porto Alto; a Norte, realce para o Vasco da Gama-Vilarense, assim como para um confronto entre dois clubes históricos: Tramagal-Alferrarede.

O Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, para disputa da eliminatória relativa aos 1/32 de final da Taça de Portugal – estreando-se os clubes da I Liga –, já sem representação do Distrito.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Outubro de 2022)

16 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 06.10.2022)

A jornada anterior (com um total de 28 golos apontados) tinha sido já bastante profícua, mas, a 3.ª ronda, disputada no passado Domingo, elevou a fasquia para 35 (uma média de quase 4,5 golos/jogo – sendo que o desafio de Tomar foi o único em que não se atingiram os três golos). Num arranque com algumas similitudes face ao da época passada, o par formado por União de Tomar e Fazendense (de novo muito afirmativo) partilha a liderança, tal como, na temporada precedente, ocupava também, por esta altura, os dois primeiros lugares da pauta classificativa.

Destaques – O primeiro destaque vai precisamente para a formação das Fazendas de Almeirim: se, há um ano, goleara o Torres Novas por 6-2, pois, voltou a aplicar “chapa 6”, desta feita sem resposta dos torrejanos – entrou em campo a ganhar, abrindo o activo logo no primeiro minuto; o 2-0, obtido ainda antes do quarto de hora, a definir a contenda, subsistiria até ao intervalo, sendo que, na segunda metade, a contagem continuaria a elevar-se paulatinamente, até à “meia-dúzia”.

Mantendo a sua baliza inviolada, somando já nove golos marcados, o Fazendense é, por ora, detentor dos registos de “melhor ataque” (a par do Amiense) e “melhor defesa”, com o pleno de nove pontos conquistados, nas três jornadas iniciais, do que decorre o inerente 1.º lugar.

O “jogo grande” do último fim-de-semana disputou-se no Campo da Azenha, em Amiais de Baixo, com o Amiense a travar o início vitorioso do recém-promovido Águias de Alpiarça, impondo-se, no termo de uma partida empolgante, por 5-3!

Os locais marcaram primeiro, ainda antes dos cinco minutos, mas o Águias ripostou de pronto, colocando-se mesmo em vantagem, iam decorridos 35 minutos, vindo a chegar-se ao intervalo com uma igualdade a duas bolas. No recomeço, ao terceiro golo do Amiense, logo no minuto inicial, respondeu de novo (só quatro minutos volvidos) a turma visitante, colocando o “placard” em 3-3. Por fim, entre os 63 e os 79 minutos, os dois tentos que desnivelariam o resultado.

A par do Amiense, o 3.º posto é repartido com o Salvaterrense – ambos com sete pontos, somente dois abaixo do duo da frente –, com a formação de Salvaterra de Magos, tal como sucedera na época passada, a ter um excelente começo de campeonato. Recebendo o Mação, que fazia o terceiro jogo sucessivo em terreno alheio, os donos da casa repetiram a marca de quatro golos registada ante esse mesmo adversário um ano antes (4-4 no jogo precedente), mas, desta feita, impuseram aos maçaenses o terceiro desaire (!) em outros tantos jogos, ganhando por 4-2.

Ainda uma nota final de realce para o triunfo do Samora Correia no Entroncamento, por 2-1, com o emblema da cidade ferroviária – promovido, tal como o Águias e Fátima, do escalão secundário –, depois de entrada forte no campeonato, a somar segunda derrota, caindo já até ao 10.º posto.

Surpresas – A maior surpresa da jornada terá sido a concludente vitória averbada pelo Alcanenense em Fátima, por 3-0 (“hat-trick” de Moises Iabna), com o recente Campeão da II Divisão Distrital, para já, com um único ponto obtido, posicionando-se no antepenúltimo lugar, aquém das expectativas. Ao invés, o conjunto de Alcanena somou segundo triunfo sucessivo pela mesma marca, partilhando agora o 6.º lugar com o Águias de Alpiarça.

Surpresa ainda maior esteve prestes a acontecer em Ferreira do Zêzere, onde o então “lanterna vermelha”, Benavente, chegou ao minuto 90, de forma absolutamente imprevista, a ganhar por 2-0… para, já em período de compensação, os ferreirenses conseguirem ainda, “do mal, o menos”, restabelecer o empate, com golos apontados por Fábio Vieira e Tiago Vieira, este com o tempo adicional concedido pela jovem árbitra, Ana Rita Marques, mesmo a expirar.

Confirmações – Nos outros dois encontros, os desfechos dos desafios eram de alguma forma expectáveis, embora se pudesse antever uma tarde mais tranquila por parte dos tomarenses.

De facto, o U. Tomar somou a terceira vitória por margem tangencial neste campeonato: após o 2-1 da estreia com o Abrantes e Benfica, e o apertado 3-2 em Torres Novas, ganhou agora ao Cartaxo mercê de um solitário tento – num jogo que nada teve a ver com o que, a 15 de Maio último, tinha culminado numa retumbante goleada por 10-0…

Os unionistas assumiram, naturalmente, o domínio do jogo, mas que, ao longo do tempo, não conseguiram traduzir em soberanas oportunidades para marcar, o que, em paralelo, proporcionou ao Cartaxo ir reforçando a confiança e a esperança em poder levar, pelo menos, um ponto de Tomar. O tento que ditou o vencedor, de belo efeito, numa “bicicleta” de José Maria, chegaria a meio da segunda parte, depois de os visitados terem criado já outra ocasião de grande perigo.

Em Ourém, com o Atlético local a disputar o terceiro jogo sucessivo em casa, voltou a registar-se um empate, a duas bolas, na recepção ao Abrantes e Benfica, com os abrantinos a estrear-se a pontuar no campeonato. Por duas ocasiões os forasteiros estiveram em vantagem no marcador, mas, de ambas as vezes, essa posição foi de muito curta duração, com a curiosidade de os quatro tentos terem sido marcador por dois “Diogos”, ambos a bisar: Diogo Mateus e Diogo Gameiro.

Taça do Ribatejo – Numa fase inicial, de grupos, reservada apenas aos clubes que militam na II Divisão Distrital, após a disputa da segunda jornada – sendo que a terceira e última foi agendada para o feriado de 5 de Outubro –, Glória do Ribatejo, Espinheirense e Caxarias (com o estreante treinador, Telmo Ferreira, a ter bons princípios), únicas equipas que bisaram o triunfo nas duas primeiras rondas iniciais, garantiram já o apuramento para a fase seguinte da competição.

Taça de Portugal – Não há já qualquer representante do Distrito na “prova rainha” do futebol em Portugal. Tal como sucedera na eliminatória inicial, não tendo deslustrado, U. Santarém e Coruchense viram-se impotentes para contrariar os superiores argumentos de adversários da II Liga: os escalabitanos perderam, pela margem mínima (0-1) na recepção ao Mafra; quanto ao grupo do Sorraia, foi batido, também no seu reduto, por 0-2, pelo Trofense.

Estiveram especialmente em evidência, nesta 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, as equipas do Belenenses, Caldas, Oliveira do Hospital e Varzim (todas da Liga 3), que eliminaram adversários da II Liga (respectivamente, Torreense, Sp. Covilhã, C. F. Estrela Amadora e Feirense). Resistem ainda em prova três clubes dos Distritais (dos 43 iniciais): Oriental, Courense e Sp. Pombal (após ter afastado, “nos penalties”, o U. Tomar, ganhou agora, por 2-0, ao Vigor da Mocidade).

Antevisão – Na 4.ª jornada da I Divisão Distrital as atenções estarão focadas, sobretudo, no Samora Correia-U. Tomar (recordando-se que os tomarenses perderam os seis pontos com este adversário na última época), Cartaxo-Fazendense (com favoritismo a pender para os visitantes) e Mação-Ferreira do Zêzere, prélio que assinala a estreia dos maçaenses em casa. Neste fim-de-semana arranca também o Distrital da II Divisão, destacando-se o jogo Marinhais-Moçarriense.

No Campeonato de Portugal, na sua 3.ª ronda, a curiosidade de dois dos representantes do Distrito receberem adversários do município de Sintra: U. Santarém-Sintrense; e Rio Maior-Pêro Pinheiro; cabendo ao Coruchense deslocar-se a Castelo Branco, para defrontar o Benfica local.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Outubro de 2022)

9 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 29.09.2022)

Respectivamente 2.º e 3.º classificados na época transacta, União de Tomar e Fazendense são já, logo à 2.ª jornada – e exactamente tal como, por curiosidade, sucedera há um ano, na mesma ocasião – líderes do Distrital da I Divisão, esta temporada acompanhados pelo surpreendente Águias de Alpiarça, únicas equipas a conseguir bisar o triunfo nas duas rondas iniciais. Mas a verdade é que está ainda por disputar “todo o campeonato”.

Destaques – O principal realce vai para a vitória alcançada pelo Fazendense em Abrantes, por 2-0. Depois de ter começado por bater o Mação em casa, a turma das Fazendas de Almeirim, derrotando o Abrantes e Benfica, impõe-se, sucessivamente, a dois dos mais fortes concorrentes da prova. Os visitantes entraram praticamente a ganhar, tendo inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, vindo a confirmar o resultado com o segundo tento, obtido já a findar a partida.

Vale o que vale numa fase ainda tão prematura da competição, mas o Fazendense é já a única equipa que subsiste com a sua baliza inviolada, ao fim das duas primeiras jornadas. Por curiosidade anota-se que todos os (16) concorrentes se estrearam já a marcar.

No grande clássico do futebol distrital, com Torres Novas e U. Tomar a defrontar-se pela 97.ª vez (agora com 41-37 em vitórias, a favor dos unionistas, para além de 19 empates), os tomarenses repetiram o triunfo da época passada, mas, desta feita, com bastante maiores dificuldades, por tangencial 3-2, com o golo decisivo a chegar apenas a seis minutos do termo.

Os nabantinos foram surpreendidos ainda antes dos dez minutos, tendo os torrejanos aberto o activo, o que implicou que tivessem de andar, toda a primeira parte, atrás do “prejuízo”. Pese embora o caudal ofensivo, o U. Tomar apenas conseguiria restabelecer a igualdade já no segundo tempo, operando a reviravolta no marcador em menos de dez minutos (entre os 52 e os 61).

Porém, nunca virando a cara à luta, e com um fantástico Miguel Miguel (destacado melhor marcador no campeonato passado, com 32 golos!) a bisar, o Torres Novas ameaçava mesmo vir a causar surpresa. Reagindo bem, aproveitando serenamente os dez minutos finais de que dispunha ainda, o União viria a chegar à vitória, confirmando o seu superior potencial.

Em destaque continua também o recém-promovido Águias de Alpiarça: depois de ter entrado no campeonato a ganhar, em Benavente, somou nova vitória, por 3-2, na recepção ao Campeão da II Divisão Distrital, Fátima, numa espécie de desforra relativamente à derrota que, no derradeiro jogo da época passada, ditara a conquista do título por parte dos fatimenses – num encontro que colocou frente-a-frente dois dos mais renomados técnicos do Distrito.

Surpresas – A segunda ronda fica marcada por duas mais relevantes surpresas, com as derrotas de dois dos candidatos aos lugares de topo neste campeonato, Ferreira do Zêzere e Mação.

No que respeita aos ferreirenses, deslocaram-se ao Sul do Distrito, até Salvaterra de Magos, tendo sido desfeiteados pelo Salvaterrense, por 2-0, com ambos os tentos apontados na conversão de grandes penalidades, a primeira, aos 35 minutos e, a segunda, mesmo a findar o jogo. A equipa de Ferreira porfiou, mas não conseguiu superar o jovem guardião contrário, em tarde inspirada.

Quanto ao Mação, e já depois do desaire (por tangencial 0-1) sofrido nas Fazendas de Almeirim, somou segunda derrota em outros tantos desafios – tal como sucedeu com outro emblema que visa os primeiros lugares, Abrantes e Benfica –, perdendo (5-3) em Ourém, ante o Atlético local.

Numa partida repleta de cambiantes, os visitados marcaram o primeiro golo, tendo os maçaenses operado a reviravolta. O At. Ouriense empatou a duas bolas ao minuto 44, mas o Mação iria ainda para o intervalo em posição de vantagem por 3-2. No período complementar “só deu” Ouriense: começando por beneficiar de um auto-golo, os donos da casa viriam a inverter o resultado, novamente a seu favor, fixando o “placard” com o 5.º tento, obtido ao minuto 80.

Após duas rondas, encontramos na cauda da tabela alguns emblemas em que tal não seria de todo expectável: Torres Novas, Mação, Abrantes e Benfica e Benavente continuam sem pontuar.

Confirmações – Os restantes três encontros tiveram desfechos que traduzem alguma lógica: começando pelo categórico triunfo (3-0) do Alcanenense, na recepção ao Benavente, por ora “lanterna vermelha”; enquanto o Cartaxo, potenciando o factor casa, ganhou por 1-0 ao que fora o primeiro “líder” do campeonato, Entroncamento AC; por fim, num embate entre dois conjuntos valorosos, Samora Correia e Amiense neutralizaram-se, empatando a um golo (marcaram, logo a abrir, os samorenses, tendo os visitantes restabelecido o empate a meio do segundo tempo).

Campeonato de Portugal – Também na 2.ª jornada desta prova de âmbito nacional, registaram-se os primeiros triunfos dos clubes representantes do Distrito: o U. Santarém não teve dificuldades em “desembaraçar-se” do Arronches e Benfica, vencendo por clara marca de 3-0; no outro caso, cruzaram-se Coruchense e Rio Maior, com o grupo do Sorraia a ganhar por tangencial 1-0.

Antevisão – A 3.ª ronda do escalão principal a nível do Distrito tem como maiores atractivos os confrontos Salvaterrense-Mação, Amiense-Águias de Alpiarça e At. Ouriense-Abrantes e Benfica, em que os conjuntos teoricamente mais apetrechados (Mação, Amiense e Abrantes e Benfica) enfrentarão opositores que, decerto, lhes irão colocar bastantes dificuldades.

Quanto a Fazendense, U. Tomar e Ferreira do Zêzere, jogando em casa, serão claros favoritos a vencer, respectivamente ante o Torres Novas (assinale-se a particularidade de, nos termos do sorteio, a equipa das Fazendas encontrar, sucessivamente, o adversário que, na jornada precedente, defrontou o emblema tomarense), Cartaxo (o qual procurará rectificar o desfecho registado no campeonato anterior, em que sofreu, em Tomar, extremamente pesada goleada… depois de ali ter vencido, apenas dois meses antes, em partida da Taça do Ribatejo) e Benavente.

O Campeonato de Portugal terá uma pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, apenas com dois clubes do Distrito a subsistir em prova (após o afastamento de Rio Maior, U. Tomar e Fazendense), tendo-lhes calhado em sorte, em ambos os casos, receber adversário da II Liga: o U. Santarém terá a visita do Mafra, enquanto o Coruchense defronta o Trofense.

Pese embora se trate de clubes presentemente posicionados na segunda metade da pauta classificativa – o Mafra é 11.º classificado, ocupando o Trofense o lugar imediato, ambos com sete pontos, após sete jornadas – não deixarão de ser favoritos, podendo a surpresa estar à espreita.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Setembro de 2022)

2 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 22.09.2022)

Duas igualdades e quatro triunfos tangenciais deram a primeira nota do equilíbrio que se antecipa para esta temporada, a nível do Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém. Assinala-se, na estreia, o desempenho positivo dos emblemas recém-promovidos ao principal escalão, com duas vitórias (uma delas a única obtida extra-muros) e um empate.

Destaques – Os primeiros destaques da temporada, nesta ronda inaugural, vão para os triunfos de U. Tomar e Fazendense (2.º e 3.º classificados no campeonato findo), face a adversários de poderio comparável, respectivamente, Abrantes e Benfica (pese embora o 9.º posto em 2021-22) e Mação (5.º), também eles candidatos aos lugares cimeiros da prova.

Começando pelo Fazendense, um golo madrugador, logo ao 2.º minuto, foi quanto bastou para garantir a vitória, perante a incapacidade de ripostar dos maçaenses. Tal como na época passada, o grupo das Fazendas entra na competição com o “pé direito”, mostrando “ao que vem”.

Quanto ao U. Tomar, afigura-se que o resultado terá sido melhor do que a exibição. Os tomarenses procuraram assumir a iniciativa, mas os abrantinos, bastante consistentes, repartiram o jogo.

A turma unionista chegaria à vantagem mesmo a findar o primeiro tempo, mas, na etapa complementar, os visitantes controlaram, justificando o tento do empate, alcançado logo nos minutos iniciais, por João Marchão (jogador que fizera a segunda metade da temporada anterior em Tomar), tendo, adicionalmente, ameaçado marcar de novo, com a bola a embater nos ferros.

Só já, de novo, na parte final, beneficiando então de melhor condição física, os locais chegariam ao golo da vitória (2-1), num desafio em que, ao contrário do sucedido na semana anterior, tiveram bom nível de eficácia. Quanto ao Abrantes e Benfica promete ser competidor à altura.

Realce ainda para o Entroncamento AC, especialmente pela veia goleadora demonstrada, ganhando, neste seu regresso à I Divisão Distrital, por 4-2, na recepção ao Torres Novas – depois de, num único minuto, ter chegado a vantagem de 2-0, vindo a consentir o restabelecer da igualdade, para, no último quarto de hora, repor a diferença de dois tentos a seu favor –, assumindo, por isso, e para já, a condição de (inesperado) líder.

Surpresas – As surpresas desta jornada inicial terão sido, em primeiro lugar, a vitória (2-1) averbada pelo Águias de Alpiarça (outro recém-promovido, comandado por Jorge Peralta), no terreno do Benavente; e, por outro lado, o empate (1-1) caseiro cedido pelo At. Ouriense face ao Salvaterrense – isto, pese embora se trate de dois clubes que terminaram o campeonato anterior igualados pontualmente, respectivamente no 11.º e 12.º lugares da tabela final.

Confirmações – O Amiense – com o reforço de alguns elementos que, recentemente, se sagraram Campeões Distritais em Rio Maior – confirmou o favoritismo de que era creditado, face à jovem formação do Cartaxo, ganhando por 3-1, repartindo, pois, a liderança com o Entroncamento. O grupo de Amiais de Baixo passou ainda por um pequeno “susto”, quanto, a abrir o segundo tempo, os cartaxeiros empataram a contenda, não tendo, contudo, conseguido suster a ofensiva contrária.

Também o muito reforçado Ferreira do Zêzere saiu vencedor ante o Alcanenense, pese embora mercê de um solitário golo, obtido também logo no recomeço (um remate potente e colocado, desferido à entrada da área), depois do nulo registado ao intervalo. Os ferreirenses, que se apresentam com forte ambição nesta temporada, desperdiçaram ainda ocasião soberana, não tendo convertido uma grande penalidade de que beneficiaram.

Por fim, o Fátima (clube regressado à divisão principal, depois de se ter visto forçado a recomeçar a competição pelo escalão secundário, de que conquistou o título de Campeão na última época), contando também com reforços angariados junto do Campeão Distrital da Associação de Futebol de Leiria (União da Serra) e o Samora Correia (notável 4.º classificado em 2021-22) neutralizaram-se, não tendo conseguido desfazer o nulo, repartindo, portanto, os pontos.

Campeonato de Portugal – Não começou bem esta competição de índole nacional para os três representantes do Distrito: U. Santarém (despromovido da Liga 3), Coruchense (que assegurou a manutenção no Campeonato de Portugal) e Rio Maior SC (Campeão Distrital, promovido aos Nacionais) – nenhum tendo conseguido vencer, tendo, aliás, somado dois desaires.

Terá surpreendido mais a derrota sofrida pelo U. Santarém em Castelo Branco, ante o Benfica local, por 1-0, pese embora os albicastrenses sejam equipa a levar em conta nesta prova.

Já a vitória (2-1) do Marinhense na recepção ao Coruchense, apenas foi obtida mesmo “ao cair do pano”, depois de os homens do Sorraia terem mantido o empate até aos derradeiros instantes.

Por seu lado, o Rio Maior SC, em jogo de estreia a este nível competitivo, recebendo o Sintrense, deixou escapar também o que teria sido uma importante vitória, nos cinco minutos finais, terminando com um empate a duas bolas – isto depois de ter operado reviravolta no marcador.

Antevisão – A 2.ª jornada da I Divisão Distrital apresenta-se repleta de embates de forte interesse.

Desde logo, os desafios envolvendo equipas com aspirações aos lugares da frente, como serão o Abrantes e Benfica-Fazendense e o Samora Correia-Amiense.

Por seu lado, U. Tomar e Ferreira do Zêzere enfrentarão saídas que não deixarão de constituir importantes testes: os tomarenses visitam Torres Novas, para reeditar o maior clássico do Distrito, defrontando-se, em jogos oficiais, a contar para campeonatos e taças (de Portugal e do Ribatejo), pela 97.ª vez; os ferreirenses vão de longada até ao sul do Distrito, a Salvaterra de Magos.

Salienta-se ainda o At. Ouriense-Mação (por inversão da ordem do sorteio), assim como a curiosidade do reencontro entre Águias de Alpiarça e Fátima, que, na última temporada, disputaram, praticamente até ao fim, o título de Campeão da II Divisão Distrital.

O Campeonato de Portugal terá também a sua segunda ronda, com o aliciante do confronto entre Coruchense e Rio Maior – por curiosidade, os dois últimos vencedores do Campeonato Distrital –, perfilando-se o U. Santarém com claro favoritismo, na recepção ao Arronches e Benfica.

Deverá atentar-se que, dos 14 clubes que compõem cada uma das quatro séries na presente edição, apenas os dois primeiros se qualificam para a fase final, de promoção e apuramento de Campeão, sendo que os seis últimos de cada série serão automaticamente despromovidos aos regionais.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Setembro de 2022)

25 Setembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal (1.ª eliminatória)

(“O Templário”, 15.09.2022)

No arranque da nova temporada, com o início da 83.ª edição da “prova rainha” – correspondendo, em paralelo, à 100.ª edição de provas a eliminar de âmbito nacional, desde a criação, em Junho de 1922, do então designado “Campeonato de Portugal”, disputado em moldes idênticos, durante 17 épocas –, não tendo estado propriamente mal, a verdade é que, das quatro equipas do Distrito que disputaram a eliminatória inaugural da Taça de Portugal, apenas uma (U. Santarém) logrou avançar para a ronda seguinte.

Nesta jornada inicial tinham ido a sorteio 118 clubes (21 da Liga 3, excluindo-se as três equipas “B”, de Sporting, Sp. Braga e V. Guimarães; 54 do actual Campeonato de Portugal; e 43 dos Distritais), tendo ficado isentos 34 emblemas (entre eles os históricos Belenenses, Académica, V. Setúbal, Atlético e Fabril), sendo que também o Coruchense beneficiou de tal sorte.

Entraram, pois, em campo, os outros quatro representantes do Distrito: U. Santarém e Rio Maior SC (clubes que militam, nesta época de 2022-23, no Campeonato de Portugal), U. Tomar (vice-campeão distrital) e Fazendense (na sua condição de vencedor da Taça do Ribatejo).

Destaque – Reencontrando um adversário que não defrontava há mais de duas décadas (o último desafio entre ambos datava já de 1999), o U. Tomar deslocou-se a Pombal, oponente frente ao qual tinha um histórico animador a nível da Taça, com duas eliminatórias ganhas, nas temporadas de 1994-95 (1-0 em Pombal, a favor dos unionistas) e de 1995-96 (2-0 em Tomar).

Frente a um rival de escalão idêntico, o Sp. Pombal, também vice-campeão distrital, na Associação de Futebol de Leiria, as coisas até começaram bem, com os tomarenses a assumir, desde cedo, o controlo do jogo, colocando-se em vantagem à passagem dos vinte minutos, com um tento de Wemerson Silva (já o 4.º melhor marcador de sempre do União, com um total de 67 golos apontados), a estrear-se a marcar nesta competição nacional.

Ao intervalo o técnico dos pombalenses procurou inverter o rumo dos acontecimentos, operando três substituições de assentada, mas a tendência de jogo não se alteraria substancialmente, tendo os nabantinos desperdiçado ocasião de ampliar a contagem. Aguardava-se já o derradeiro apito do árbitro, mesmo a findar o 5.º e último minuto do tempo de compensação, quando a equipa da casa viria a conseguir restabelecer a igualdade, a uma bola, forçando assim o prolongamento.

O U. Tomar tivera o “pássaro na mão”, mas deixou-o escapar. No tempo extra, os visitantes, exibindo superior condição, tiveram ainda o benefício de se ver em superioridade numérica, logo aos seis minutos, situação que, contudo, perduraria por escassos dez minutos. Quando se esperaria que os tomarenses aproveitassem para sentenciar o desfecho da eliminatória, tendo sido desperdiçada essa outra situação vantajosa, as duas equipas acabariam como que por “conformar-se” com a decisão da marca de grande penalidade, evitando correr maiores riscos.

Nesse desempate – tal como ocorrera no momento derradeiro do tempo regulamentar, e, de novo, já no prolongamento – voltou a faltar alguma “fortuna” aos unionistas: o seu guardião, Ivo Cristo, defendera já, no final da primeira parte do jogo, uma grande penalidade; agora, seria a vez do guarda-redes local sair como herói, detendo todas as três tentativas dos nabantinos, em absoluto contraponto aos três remates com êxito dos pombalenses.

O U. Tomar foi a única das 42 equipas eliminadas da Taça de Portugal, nesta 1.ª eliminatória, que não foi derrotado dentro de campo, nos 120 minutos do tempo (extraordinário) de jogo…

Confirmações – Os outros três clubes do Distrito confirmaram a tendência esperada, com duas eliminações, ante adversários de escalão superior, e um apuramento, face a rival de nível abaixo.

O Rio Maior SC – na sua estreia em desafios de provas de âmbito nacional, após curta passagem de três temporadas na II Divisão Distrital e outras tantas no principal escalão do Distrito, de que acabou de se sagrar Campeão, isto desde a fundação do clube em Julho de 2016 – tinha a exigente tarefa de se deslocar ao terreno do Alverca, da Liga 3 (equipa que perdera recentemente, em play-off disputado com o Sp. Covilhã, a possibilidade de promoção à II Liga), acabando por ser desfeiteado, com alguma naturalidade, por 2-0.

Também o Fazendense, na sua 15.ª presença na Taça de Portugal, não conseguiu aumentar o seu curto pecúlio de seis triunfos na competição, sendo derrotado, em Sintra, pelo Sintrense (do Campeonato de Portugal), pese embora por tangencial 1-0.

Já o U. Santarém, recebendo a visita de opositor de escalão inferior, Gavionenses (apenas 4.º classificado na última edição do Distrital de Portalegre, tendo, não obstante, conquistado a respectiva Taça), venceu por escasso 1-0, em tarde deveras perdulária, frente a um opositor que, pela sétima vez em outras tantas presenças, foi afastado na ronda inicial da Taça de Portugal.

Num balanço, em termos gerais, uma eliminatória com desfechos muito de acordo com a lógica, com o Juventude de Évora a ter a honra de ser o único a conseguir afastar adversário de escalão superior, batendo, por categórico 3-0, o Moncarapachense, da Liga 3.

Foram apurados 13 clubes da Liga 3 (mais sete que tinham ficado isentos no sorteio) – o único eliminado foi o referido emblema algarvio –, 24 do Campeonato de Portugal (mais os 14 isentos) e cinco do Distrital (mais 13 isentos); aos quais se juntarão, na 2.ª ronda, 16 da II Liga.

Antevisão – Após este “aperitivo”, começa no fim-de-semana mais uma edição do Distrital da I Divisão, competição sempre de renovado interesse, esta época com várias agremiações a apostar forte, num contexto em que, em paralelo, não houve qualquer despromoção do Nacional.

De entre as equipas melhor posicionadas na última temporada, o U. Tomar (2.º) abre a prova com a recepção ao credenciado Abrantes e Benfica, que, a par com o Fazendense-Mação (opondo o 3.º e 5.º classificados do último campeonato) merecem honras de cartaz da jornada.

Samora Correia (4.º) e Torres Novas (6.º) deslocam-se ao reduto de dois dos recém-promovidos ao principal escalão, Fátima (aureolado com o título de Campeão da II Divisão Distrital) e Entroncamento AC; cabendo ao outro promovido, Águias de Alpiarça, visitar Benavente.

Em Amiais de Baixo encontram-se dois dos clubes com maior historial, Amiense e Cartaxo. Por seu lado, o Ferreira do Zêzere, a prometer grande ambição, em função dos significativos reforços angariados, recebe outro dos clubes de maiores pergaminhos, o Alcanenense.

Por fim, a partida entre At. Ouriense e Salvaterrense será a primeira oportunidade de ambos para começar a somar importantes pontos visando um campeonato o mais “tranquilo” possível.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Setembro de 2022)

18 Setembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Final da Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 09.06.2022)

O Fazendense sagrou-se vencedor da “Prova Rainha” da Associação de Futebol de Santarém, a Taça do Ribatejo, ao superar (no desempate da marca de grande penalidade) na Final o Abrantes e Benfica, conquistando o seu quinto troféu – quarto nas últimas dez edições –, destacando-se ainda mais como clube com maior número de triunfos nesta competição.

Destaque – Tendo concluído o campeonato num assertivo 3.º lugar – impondo ao novo Campeão (Rio Maior) a única derrota sofrida em toda a temporada, ganhando igualmente, no seu reduto, ao vice-campeão (U. Tomar) – o Fazendense perfilava-se como favorito para esta final, perante uma formação do Abrantes e Benfica que, aquém das expectativas, se quedara por modesta 9.ª posição no Distrital.

No Domingo, outra vez em horário matinal (início do desafio pelas 11 horas), em Santarém, no Campo Chã das Padeiras, estavam decorridos apenas os dez minutos iniciais quando os abrantinos se colocaram em vantagem no marcador. Mas os homens das Fazendas ripostaram de pronto, restabelecendo a igualdade somente mais um quarto de hora volvido.

Num jogo repartido, com alternância de momentos de superioridade de cada uma das equipas, o desfecho podia ter pendido para um ou outro lado, mas o “placard” acabaria por não se alterar até final da segunda parte, ainda assim com o Fazendense a parecer mais satisfeito com o resultado.

Não estando prevista no regulamento a realização de prolongamento, avançou-se de imediato para o desempate da marca de grande penalidade: ambas as formações falharam a respectiva segunda tentativa, permitindo a defesa aos jovens guardiões Ricardo Canais e João Sardinha, tendo, portanto, a primeira série de cinco remates terminado com um empate a 4-4. No sexto pontapé do Abrantes e Benfica, Sardinha conseguiu nova defesa, com a bola a ressaltar para o poste, dando início à festa dos homens das Fazendas, que assim consumavam a vitória (5-4).

Ausente da final desde 2016, o Fazendense – que, para chegar a esta partida decisiva, eliminara o Porto Alto e o Benavente (em ambos os casos ganhando por 2-1, em terreno alheio), assim como, nos quartos-de-final, o vencedor do campeonato, Rio Maior (também no desempate da marca de grande penalidade), e, nas meias-finais, o Amiense – repete as conquistas de 2012, 2014 e 2016 (a que soma ainda a vitória alcançada na edição de 2006).

No palmarés da competição, após as 44 edições entretanto concluídas, o emblema das Fazendas de Almeirim soma agora, pois, cinco títulos conquistados, seguido por um quarteto (constituído por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense), cada um com três troféus, e um pequeno “pelotão” de sete clubes, cada qual com duas vitórias na Taça do Ribatejo.

O Fazendense acompanhará assim o U. Tomar (para além de U. Santarém, Coruchense e Rio Maior – clubes que disputarão o Campeonato de Portugal) na próxima edição da Taça de Portugal, formando o contingente em representação do Distrito.

Campeonato de Portugal – Numa Final, disputada no sábado no Estádio do Jamor, bastante mais desequilibrada do que seria expectável, o Paredes sagrou-se Campeão, goleando o Fontinhas (vencedor da Zona Sul) por categórico 4-0, tirando partido de, praticamente, ter entrado a ganhar, inaugurando o marcador longo nos segundos iniciais – vindo a ampliar a marca com mais três tentos averbados no segundo tempo (o último deles, aliás, já em período de compensação).

As equipas do Paredes, Länk Vilaverdense, Fontinhas e Moncarapachense (dois primeiros de cada uma das séries da fase final) garantiram a promoção à Liga 3, para a próxima época, de 2022-23 – subsistindo ainda pendente a confirmação da atribuição de uma eventual quinta vaga de subida ao Belenenses (3.º classificado da Zona Sul), por presumível impedimento de inscrição do Cova da Piedade em provas de âmbito nacional.

Antevisão – Para concluir a temporada a nível distrital restam apenas por disputar – para além da Supertaça Dr. Alves Vieira (que é retomada, após dois anos de interrupção), agendada já para o feriado, de dia 10 de Junho, colocando frente-a-frente o Campeão, Rio Maior, e o vencedor da Taça, Fazendense – as três últimas rondas da fase final do campeonato da II Divisão, agendadas para os próximos dias 12, 16 e 19 de Junho.

Com o Águias de Alpiarça isolado na liderança, dispondo de vantagem de três pontos sobre o Entroncamento AC, e de uma importante margem, já de cinco pontos, em relação a Moçarriense e Fátima, são, pois, ainda quatro os candidatos, em acesa disputa pelas três vagas disponíveis de promoção ao escalão principal.

Os alpiarcenses, sob o comando técnico de Jorge Peralta, poderão até, desde já, carimbar a subida à I Divisão Distrital (campeonato de que estão arredados há quinze épocas) no próximo fim-de-semana, caso confirmem o favoritismo que lhes é creditado, na recepção ao Espinheirense, e venham a somar os três pontos em jogo.

Por seu lado Moçarriense e Entroncamento AC terão um embate de crucial importância na definição do posicionamento final, enquanto o Fátima procurará manter-se também na discussão, para o que será importante ganhar no terreno do Forense.

Nas duas derradeiras jornadas sobressaem ainda os seguintes três confrontos, entre candidatos, nos quais tudo se deverá decidir: Fátima-Moçarriense, Entroncamento AC-Águias de Alpiarça (9.ª ronda) e, a fechar esta fase de apuramento de Campeão, o Águias de Alpiarça-Fátima.

Quanto ao “Pulsar do Campeonato”, após um total de 300 artigos publicados, ao longo de quase dez anos (desde Novembro de 2012), entrará agora em período de “férias”…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Junho de 2022)

10 Junho, 2022 at 10:00 am Deixe um comentário

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