O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

30 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

(“O Templário”, 27.10.2022)

Foi, por ora, de pouca dura a liderança isolada do U. Tomar, surpreendido em Alcanena, o que proporcionou a ascensão de um guia um tanto ou quanto imprevisto, agora o único clube que subsiste invicto, após as seis primeiras jornadas, o Samora Correia, o qual, tendo derrotado o At. Ouriense, quebrou tal estatuto que era, até então, também ostentado pelo grupo de Ourém.

Fazendense e Amiense rectificaram de pronto os desaires caseiros, averbando triunfos em terreno alheio, partilhando agora a vice-liderança, tendo os nabantinos baixado, pois, ao 4.º posto.

Num campeonato que vai prometendo grande equilíbrio, com um leque bastante alargado – de, pelo menos, oito a dez equipas (incluindo os, para já, ainda algo atrasados Abrantes e Benfica e Mação) – potencialmente capacitado para ganhar a qualquer adversário, em qualquer campo.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia, que, paulatinamente, quase sem se dar por ele, se alcandorou ao 1.º lugar (numa escalada contínua, a partir do 11.º posto que ocupava à segunda jornada – tendo iniciado o campeonato com dois empates –, passando por 8.º, 6.º e 3.º), fruto de quatro vitórias consecutivas.

Depois de bater, nas duas semanas anteriores, dois dos principais candidatos (U. Tomar e Fazendense, nas Fazendas de Almeirim), voltou a triunfar, em casa, ante o At. Ouriense, mesmo que por tangencial 2-1, com o golo decisivo já nos minutos finais, após “ter entrado a perder”, impondo assim a primeira derrota na prova ao adversário. Uma prova de força a acompanhar.

Em evidência estiveram também o Fazendense e o Amiense, ambos a ganhar na condição de visitante, nos terrenos de dois recém-promovidos: o conjunto das Fazendas, superiorizando-se, também por 2-1, em Alpiarça, depois de marcar logo no segundo minuto, tendo tido de sofrer bastante perante a boa réplica da turma do Águias, vindo a chegar igualmente ao tento da vitória já próximo do fim da partida; a formação de Amiais de Baixo, por mais afirmativo 2-0, em Fátima.

Realce ainda para o triunfo do Abrantes e Benfica ante o Ferreira do Zêzere, mercê de um solitário golo. Foi apenas o segundo êxito dos abrantinos, mas que prometem deixar em breve para trás a actual 11.ª posição; em reflexo, foi também o segundo desaire dos ferreirenses, já antes batidos em Salvaterra, repartindo o 6/7.º lugar com o Alcanenense, mas apenas a quatro pontos do líder.

Na mesma senda de recuperação parece estar o Mação: depois de ter vencido, precisamente, o grupo de Abrantes, deslocou-se a Torres Novas, onde aplicou categórica goleada, ganhando por 5-1. Os maçaenses estão já, “apenas”, seis pontos abaixo do U. Tomar, por exemplo. Quanto aos torrejanos, não conseguiram dar sequência à vitória obtida em Salvaterra, voltando a denotar grandes fragilidades defensivas (acumulam já 21 tentos sofridos em apenas seis jogos!).

Surpresa – Mesmo atendendo a que se enfrentavam dois clubes históricos do Distrito (sendo que o Alcanenense militou inclusivamente nos Nacionais há não muitos anos, de 2012 a 2018), não seria expectável a derrota do U. Tomar – vindo de concludente 5-0 ante o Águias – em Alcanena.

O favoritismo do conjunto unionista pareceu ser ainda reforçado com o tento inaugural, obtido logo nos minutos iniciais. Com uma forte entrada, os tomarenses desperdiçariam a oportunidade de ampliar a contagem, vindo a consentir o empate a finalizar a primeira metade. No recomeço, outra vez o União de imediato a recolocar-se em superioridade no marcador.

Porém, alguma apatia proporcionaria uma inesperada reviravolta, com o Alcanenense a marcar dois golos intervalados por escassos minutos, fixando o que seria o desfecho do desafio, em 3-2. Restava ainda algum tempo para procurar encetar a recuperação, mas, nessa fase, já sem a serenidade necessária, os visitantes não conseguiriam já alterar o “placard”.

Tendo ido vencer (com dificuldade) a Torres Novas, neste terceiro encontro em reduto alheio, em campos de relva natural, o U. Tomar somou o segundo desaire. Será determinante melhorar os níveis de eficácia, assim como, por outro lado, a consistência exibicional ao longo dos 90 minutos.

Confirmações – O Cartaxo deu boa resposta à derrota (0-3) sofrida em Ourém, ganhando pela mesma marca, na recepção ao Salvaterrense. Por seu lado, Benavente e Entroncamento AC dividiram os pontos, em função da igualdade a duas bolas, mantendo-se na cauda da tabela, apenas acima da decepção até agora protagonizada pelo Fátima, e do “lanterna vermelha”, Torres Novas.

II Divisão Distrital – Após as três rondas iniciais Riachense e Pego mantêm o pleno de vitórias: os homens dos Riachos ganharam, não sem dificuldade, por escasso 2-1, ao Vasco da Gama; tendo o Pego vencido por 4-2 no terreno do Vilarense. Têm os mais directos competidores já a cinco pontos, pese embora U. Atalaiense e Goleganense tenham folgado uma vez cada.

Na série mais a Sul o Moçarriense confirmou a liderança, ganhando em Pernes, num “derby” municipal, por 2-1. As equipas do Forense, Marinhais e Rebocho seguem de perto, a dois pontos.

Campeonato de Portugal – Será caso para dizer que se pode ver o “copo meio cheio” ou “meio vazio” nos empates registados pelos três emblemas do Distrito na ronda quatro – desde logo porque houve um confronto directo entre Coruchense e U. Santarém, que se saldou num golo para cada lado; o mesmo resultado averbado pelo Rio Maior em Loures.

Isto dito, tendo pontuado todos, pontuaram pelo valor mínimo, em função do que se posicionam todos, nesta altura, abaixo da “linha de água”: o U. Santarém, com 5 pontos, é 9.º classificado; o Coruchense, com 4, situa-se no degrau imediato abaixo; e o Rio Maior SC, que não conseguiu ir ainda além de dois empates nos quatro jogos realizados, está no 12.º e antepenúltimo lugar.

Os clubes da I Divisão Distrital, que disputem a manutenção, terão de tomar em consideração o desempenho dos representantes no Nacional, o que condicionará o número de vagas de descida.

Antevisão – Na 7.ª jornada da divisão principal, o realce vai, principalmente, para as partidas Salvaterrense-Samora Correia e Ferreira do Zêzere-Amiense. O Fazendense, sempre nas “deixas” do União, recebe o Alcanenense, que não se projecta possa surpreender de novo; cabendo ao U. Tomar receber o Benavente, com a responsabilidade de confirmar o favoritismo.

No escalão secundário o “jogo grande” coloca frente-a-frente os dois líderes da série mais a Norte, com o Pego a receber a visita do Riachense. Nota ainda para o Moçarriense-U. Almeirim e para o Rebocho-Espinheirense.

O Campeonato de Portugal prossegue o seu trajecto, com a disputa da 5.ª ronda, com o U. Santarém a receber o Pêro Pinheiro (um dos vice-líderes), enquanto o Rio Maior SC poderá estrear-se a ganhar, sendo visitado pelo Alcains, actual penúltimo classificado. O Coruchense viaja até Sintra, para defrontar o Sintrense, posicionado a meio da tabela.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Outubro de 2022)

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