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FESTIVAL DE GASTRONOMIA

100 000 é o número de visitantes esperados no XXIII Festival Nacional de Gastronomia, a decorrer na Casa do Campino, em Santarém.

Cada um dos 19 dias do Festival é dedicado a uma diferente Região de Turismo.

Em 25 .tasquinhas., podem ser apreciados os .petiscos. de todas as regiões do país; sendo portanto possível fazer uma .viagem gastronómica., começando, por exemplo, pelo Minho e terminando no Algarve ou ilhas.

O preço do bilhete (entrada no recinto) é de 2,50 euros.

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20 Outubro, 2003 at 7:52 pm 1 comentário

"RETENÇÃO" vs. "PROMOÇÃO AUTOMÁTICA" – Comentários (II)

Ainda a propósito do tema que lancei a debate na semana passada, considero interessante “ouvir” o que tem a dizer – do outro lado do Atlântico – o César Valente (Carta Aberta):

“… embora não esteja há algum tempo acompanhando de perto o assunto (meus filhos estão ou na universidade ou formados), sempre que atuei como professor, no Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, fiz questão de avaliar meus alunos classificatoriamente.

Cobro-lhes a presença, registro a freqüência e dou notas. Como no colégio.

E reprovo, sem dó nem piedade, sempre que a nota mínima ou a freqüência mínima não foram alcançadas.

Claro que a nota, em si, não diz nada, ela precisa ser reflexo de um processo de avaliação que tenha um mínimo de seriedade. Como professor, sempre procurei acompanhar com testes, provas e trabalhos, a assimilação dos conteúdos dados. Ao mesmo tempo, com esses instrumentos, ia verificando a forma como esses conteúdos estavam sendo percebidos.

Porque eu posso perfeitamente ser um mau professor (às vezes ou sempre) ou ter explicado e exposto mal um assunto. Naturalmente, os alunos, nesse caso, não podem ser penalizados por não saberem uma coisa que não lhes foi corretamente passada.

E tudo isso sempre dá muito trabalho, bem acima do que os magros salários de professor cobrem.

Como não conheço em detalhe o sistema de progressão automática, fico muito curioso para saber como são feitas as avaliações e como resolvem o problema dos maus alunos, uma vez que o mau aproveitamento não significa a repetição daquele período.”.

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20 Outubro, 2003 at 1:58 pm

HOTEL SAVOY e REIDS PALACE

De acordo com uma votação promovida pelo jornal britânico Daily Telegraph, o Hotel Savoy e o Reids Palace (ambos na Madeira), foram classificados respectivamente como 2º e 5º melhores hotéis mundiais (tendo sido eleito como “melhor hotel do mundo” o Jumerah Beach, do Dubai).

P. S. Novos agradecimentos, ao Mar Salgado e ao Exacto.

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20 Outubro, 2003 at 1:54 pm 1 comentário

E AGORA? (III)

Hugo Marçal, que chegou a ser advogado do ex-funcionário da Casa Pia Carlos Silvino da Silva (“Bibi”), arguido num outro processo de pedofilia, sendo suspeito de 72 crimes de abuso sexual de menores, quatro de lenocínio (incentivo à prostituição com fins lucrativos), três de violação de segredo de justiça e um de violação de sigilo profissional, viu, à semelhança do anteriormente ocorrido com Paulo Pedroso, reduzir-se a medida de coacção que lhe fora aplicada do grau máximo (prisão preventiva), passando à de nível mais baixo (termo de identidade e residência) – isto após três dias de interrogatório.

Isto após outro Acórdão do Tribunal da Relação, contrariando um outro anterior, que originara a revisão da medida de coacção aplicada a Paulo Pedroso.

E agora?

O que é que “quem de direito” estará à espera para resolver urgentemente este caso? As investigações já duram há um ano!

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18 Outubro, 2003 at 10:31 am

"RETENÇÃO" vs. "PROMOÇÃO AUTOMÁTICA" – Comentários

Para além dos comentários directos no Memória Virtual, recebi adicionalmente alguns comentários via mail, dos quais saliento o do Fumaças e d’O Carimbo.

Diz o Fumaças a propósito do tema em debate:

“Muito sucintamente, acho que o facto de quase não existir possibilidade de reprovação é uma das principais causas da degradação do sistema de ensino.

Quer pelo facto de os alunos se desleixarem, quer pelos professores os deixarem passar por ser difícil, moroso e penalizador para eles chumbar um aluno (quase que necessitam de “meter” requerimento ao ministro para este autorizar!)”.

O Carimbo preparou um longo mas pertinente comentário, de que procurarei referir as passagens que me pareceram mais relevantes:

“Quanto às suas reflexões sobre o trabalho, o “manager” e as promoções, parecem-me interessantes e lembro que já foquei algumas das questões que aborda: post 10 – sobre o cruzamento de informação (24/07/03); post 61 – sobre o desemprego (28/08/03); post 66 – sobre o desemprego (04/09/03) e post 97 – sobre a avaliação do desempenho (29/09/03).

Quanto à questão que me coloca sobre a aplicação ao ensino da confrontação retenção vs promoção automática – a nível escolar essa questão não se coloca. Só há uma opção: “conseguir aprovação em todas as disciplinas com a melhor nota possível”. A reprovação só é opção se o estudante não desejar terminar os seus estudos. A avaliação de um estudante baseia-se apenas no cumprimento de critérios que foram estabelecidos à priori pelo professor. Quem cumprir esses critérios obtém a nota correspondente e ponto final. Não há necessidade de comparar dois alunos com a mesma nota e estabelecer uma diferenciação em função de outros parâmetros, os quais, não estando definidos à priori, serão sempre injustos e, provavelmente, subjectivos.

…

Depois de os estudantes iniciarem uma licenciatura, já não têm limitações administrativas (leia-se: vagas) à sua progressão.

Essa situação só se altera quando o estudante termina ou abandona os estudos e procura um lugar no mercado de trabalho. Daqui em diante o limite de vagas passará a ser uma constante da sua vida profissional.

Assim, parece-me lógico que os patrões ou as chefias estipulem critérios de produtividade e qualidade no serviço e no relacionamento humano. Se existirem vários elementos a merecer a promoção, existem duas possibilidades. Se essa promoção corresponder apenas a uma regalia financeira, sem grande alteração do serviço que vinha sendo desempenhado pelo funcionário, poderá ser proposto pelo empregador uma distribuição dessa regalia (aquela que a empresa, pública ou privada, puder pagar) pelos empregados que mereceriam a promoção. Se a promoção corresponder à ascensão a um cargo (único) de direcção, torna-se necessário encontrar parâmetros de desempate.

…

No fundo, o que deve garantir as promoções nas carreiras profissionais deve ser o mérito, o qual deve ser avaliado em termos de produtividade, qualidade (do serviço e do relacionamento humano) e CAPACIDADE DE INICIATIVA”.

[415]

17 Outubro, 2003 at 12:30 pm

PAPA JOÃO PAULO II – 25 ANOS

O Papa João Paulo II celebra hoje 25 anos de Pontificado, em que realizou 102 viagens ao estrangeiro, tendo visitado 131 países, incluindo (por 4 vezes) Portugal.

Karol Wojtila nasceu em Wadovice, Cracóvia (Polónia) em 18 de Maio de 1920, tendo sido ordenado sacerdote em 1946. Viria a ser eleito bispo em 1958 e, de seguida, promovido a arcebispo de Cracóvia em 1964, ascendendo a Cardeal em 1967. Por fim, foi eleito sumo-pontífice, em Roma, em 16 de Outubro de 1978.

Este é já, nesta altura, o terceiro mais longo pontificado da história, após o do Beato Pio IX (1846-1878), Papa durante cerca de 32 anos e o de Leão XIII (1878-1903), Pontífice por 25 anos e 5 meses.

Independentemente da situação actual de saúde do Papa e da sua eventual “resignação”, há que relembrar o seu inegável papel de pacificação e conciliação ao longo destas décadas de “grande turbulência” internacional.

[408]

16 Outubro, 2003 at 2:25 pm

"RETENÇÃO" vs. "PROMOÇÃO AUTOMÁTICA" (II)

Ao invés, será a “retenção” escolar um “mal necessário”? A “passagem de ano automática” avolumará/agravará os problemas/dificuldades dos alunos até atingir um nível incomportável e impeditivo do efectivo sucesso (aproveitamento) escolar, dada a absoluta falta de preparação?

Poderá a repetição de ano constituir uma oportunidade suplementar ao aluno? Possibilitando-lhe suprir, no curto prazo, as suas limitações escolares e, a longo prazo, prosseguir, com maior grau de êxito, os seus estudos?

Traduzirá de forma mais adequada os diferentes ritmos de aprendizagem de cada aluno? Poderá contribuir para que, por via da recuperação das bases em falta, o aluno adquira maior auto-confiança para os anos seguintes?

E a que níveis escolares será a “retenção” mais pertinente, necessária ou útil? No limite, a que soluções alternativas poderão os professores e responsáveis escolares recorrer?

A reacção dos pais face à reprovação dos filhos tenderá a divergir, consoante a sua condição social, oscilando entre a “recusa” (nos meios sociais favorecidos) – traduzindo-se, por exemplo, no abandono do ensino público (por ser apercebido como ineficaz) e passagem ao ensino privado – e a “resignação” nas camadas sociais mais baixas (acabando, muitas vezes, no abandono escolar).

Por outro lado, serão os professores os maiores defensores do sistema de “retenção”, entendido como uma medida indispensável ou “necessária”?

Na Europa, o sistema é adoptado nomeadamente em Portugal (com uma das maiores taxas de reprovação da Europa, 14 %), Alemanha, Bélgica (maior taxa de reprovação, 16 %), Espanha, França, Holanda, Itália e Suíça.

Por fim, esta questão cruza-se directamente com a política de orientação / diferenciação dos estudos, na sua dupla vertente, de formação “académica” e formação técnico-profissional.

[407]

16 Outubro, 2003 at 7:06 am 2 comentários

"RETENÇÃO" vs. "PROMOÇÃO AUTOMÁTICA" (I)

A “retenção” escolar (como agora se chama à reprovação, vulgo “chumbo”) poderá constituir um antídoto para fazer face ao insucesso?

Ou será, como defendem investigadores do fenómeno, um instrumento dispendioso e ineficaz no plano pedagógico?

Apercebida também como uma forma de “sanção”, deverá ser limitada a casos muito específicos? Aplicável apenas no final de cada ciclo escolar? Ou, em cada ano do percurso escolar?

Poderá – considerando o grau de subjectividade da apreciação / avaliação de professores, com diferentes critérios ou gradações – ter eventualmente um carácter de injustiça?

Terá como consequência “fazer perder um ano na vida dos alunos”? Será um factor penalizador, quer em termos escolares, quer a nível psicológico (podendo, no limite, ser mesmo traumatizante, com perda de auto-estima, sobretudo quando acontece de forma precoce), contribuindo também, de forma significativa, a prazo, para o abandono do sistema escolar?

O custo da “retenção” (por via da repetição de ano) poderia ser, alternativamente, aplicado de forma mais “produtiva”?

Face a estes casos, a solução será, não a “reprovação maciça”, mas, preferencialmente, o trabalho em pequenos grupos ou o acompanhamento individual?

Na generalidade, os países do Norte da Europa, como a Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, mas também o Reino Unido e a Irlanda (como, noutra área, o Japão) são contrários à adopção da política de “retenção”, praticando a promoção automática (“passagem de ano”), com um sistema de acompanhamento dos alunos em maior dificuldade.

[402]

15 Outubro, 2003 at 7:12 am 2 comentários

O TRABALHO (III)

Podemos, ao invés, interrogar-nos sobre o que faríamos se ficássemos .libertos. (todos) de ter uma actividade profissional.

Seria errado pensar que talvez apenas uma relativamente pequena parte da população utilizaria esse .novo tempo livre. para se instruir, para aprender, para inovar, inventar um .novo mundo.; e que, uma parte relevante da população mundial não faria nada mais que .preguiçar. indefinidamente (optando pela via da .facilidade. e, consequentemente, da .mediocridade.)?

Será legítima a interrogação se a “sociedade”, pelos constrangimentos que determina . impondo ao homem uma espécie de trabalho .compulsivo. . terá acabado por .fazer a agulha., orientando-nos de forma a contornar a que seria eventualmente a tendência .natural. do género humano?

[397]

14 Outubro, 2003 at 7:44 am 2 comentários

O TRABALHO (II)

Apesar de, em 1900, o trabalho ocupar cerca de um terço da vida e, hoje, apenas cerca de 20 % (considerando os fins-de-semana, férias e feriados), passou a ser visto como um prolongamento da existência, a concretização (forma de .realização.) da vida, um meio de expressão pelo qual nos tornamos assimiláveis aos outros, sem o qual nos sentiríamos excluídos socialmente.

Mas a realidade efectiva é que o trabalho nos acompanha muito para além das instalações físicas em que é desenvolvido, ocupando parte muito relevante das nossas mentes.

Em determinadas actividades, demasiadamente absorventes, entra-se num ciclo, simultaneamente .virtuoso. e .vicioso.: por um lado, numa sociedade que se fundamentará na .meritocracia., o bom desempenho traduz-se em feedback (reconhecimento), re-alimentando, por sua vez, a necessidade de continuar a .investir. e a progredir na carreira (com subsequente .acréscimo. de reconhecimento); por outro, tal gera uma engrenagem da qual é difícil à pessoa individual conseguir libertar-se, a .vontade. / .necessidade. (de afirmação pessoal) tem reflexos numa espiral de dedicação ou envolvimento, cada vez mais consumidora de tempo e de disponibilidade mental.

A sobrevalorização do papel do trabalho, a competitividade exacerbada, fez-nos esquecer (!?) que uma sociedade, para se desenvolver, necessita também de outra coisas, desde a participação social activa, às actividades familiares, ao cultivar de um ciclo de amizades, até à vertente amorosa e, in fine, pessoal.

[396]

14 Outubro, 2003 at 7:20 am 1 comentário

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