Posts filed under ‘Sociedade’
"NO SMOKING"
Uma notícia que vai “irritar” muita gente: “Fumar em bares, cafés e restaurantes deveria ser proibido, afirmou o comissário de saúde da União Europeia“. O comissário diz suportar esta medida devido aos riscos do tabagismo para a saúde dos fumadores passivos.
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"ZX SPECTRUM"
Aviso prévio “à navegação”: o tema de hoje refere-se à “pré-história” (!); ainda nesta “onda” revivalista, desafia-me o Ricardo a recordar os jogos da nossa infância/adolescência, no ZX Spectrum (o “nosso” primeiro computador!).
Então, vêm-me à memória, nomes como: (i) Space invaders; (ii) Chequered flag; (iii) Football manager; (iv) Jet set willy; (v) Match point; (vi) o grande êxito Chuckie egg (os primeiros níveis eram muito fáceis, mas depois… a mensagem recorrente era “out of time”); e (vii) o “clássico dos clássicos”, Ms Pacman!
Lembram-se que estes jogos eram “carregados” a partir de fitas de cassetes normais de gravação de música; que demoravam uma eternidade (3 a 5 minutos) e, quantas vezes o processo terminava com um frustrante e desesperante “tape loading error”?
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RECORDAR… É VIVER
Ainda nos “desenhos”, mas desta vez nos “animados”, porque será que todos os meus “contemporâneos” se recordam “perfeitamente” da Heidi, do Marco (há quem, passados mais de 20 anos, saiba trautear a música!), da Abelha Maia (claro), do Vicky o Viking, dos Flinstones, do Calimero, dos filmes búlgaros e checoslovacos do Vasco Granja (no “Animação2” – era assim que se chamava? – às vezes também havia filmes canadianos!), mas ainda não consegui encontrar “ninguém” (!) que se lembre de um dos meus favoritos, que se chamava “Roman Holidays” (talvez por serem curtos episódios, de cerca de 5 minutos e que, salvo erro, passavam principalmente na RTP2 – era a história de uma família “romana”: pai, mãe, filho, filha e, como “bicho de estimação” doméstico, um “leãozinho” ternurento, mas um pouco desastrado; lembro-me que “circulavam” pelas estradas de quadriga…)? Haverá por aí alguém que tivesse visto estes “desenhos animados” , na segunda metade dos anos 70?
P.S. Graças à Catarina, que fez a pesquisa, podem ver aqui então os “famosos” Roman Holidays!!!
P.S.2 – Entretanto, apurei novas informações: trata-se de uma séria criada pela dupla Hanna e Barbera (os mesmos criadores dos Flinstones), apenas tendo sido produzida de 1972 a 1973; essencialmente, trata-se de uma “adaptação” dos Flinstones, tendo por cenário a Roma antiga (63 D.C.), centrada em Gus Holiday, um operário na construção do Fórum Romano, e na sua família; o “leãozinho” chamava-se “Brutus” (nome que em nada condizia com o seu carácter de “mansidão” e ternura…).
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"RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PELO BEM COMUM" (II)
Como o prometido é devido, volto às “grandes linhas” da carta pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa.
Nesse documento, na sequência do “diagnóstico” dos chamados “pecados sociais”, são enumerados os grandes princípios da doutrina social da Igreja:
– Primado da pessoa humana sobre as instituições sociais
– Busca do bem comum como horizonte da vida social
– Solidariedade no bem comum
– Subsidiariedade como defesa e promoção da pessoa e da sociedade civil
Mais adiante, é abordada a aplicação desses mesmos princípios a algumas áreas do “bem comum”:
– Trabalho digno, justo e reconhecido.
– Os media ao serviço do bem comum.
– O bem comum e a defesa do ambiente.
– Os acidentes na estrada e o bem comum.
– A responsabilidade comum pelos impostos.
– Saúde e bem-estar da comunidade.
– A educação ao serviço de todos.
Em conclusão, apela-se a “todos os cidadãos, aos católicos e a todos os que partilham os princípios éticos da doutrina social da Igreja”, que promovam o bem comum, renovando nomeadamente os “seguintes dinamismos”:
– da esperança contra os pessimismos,
– da confiança contra os derrotismos,
– da participação contra os passivismos,
– do empenhamento responsável no bem comum contra os refúgios nos individualismos,
– da paz contra os terrorismos, conflitos e guerras,
– do cuidado pelo ambiente contra os desastres ecológicos e comportamentos irresponsáveis,
– da solidariedade e da subsidiariedade contra os egoísmos e injustiças.
P.S. Mais um agradecimento, à Catarina, que sabe que a leio desde o dia 28 de Junho (1º dia em que conheci a “blogosfera” e “inaugurei” o aaanumberone).
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RESPONSABILIDADE SOCIAL
Começa hoje o primeiro site português cuja temática é a responsabilidade social das empresas (“uma gestão norteada por objectivos relacionados não só com os proveitos, tal como era antigamente, mas também com uma preocupação com o planeta e com as pessoas“), desenvolvido pela Saír da Casca.
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"RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PELO BEM COMUM" (I)
A Conferência Episcopal Portuguesa divulgou ontem uma carta pastoral com a denominação “Responsabilidade solidária pelo bem comum“, na qual é traçado um diagnóstico bastante detalhado da situação da sociedade portuguesa.
Começa assim:
“Criado por Deus para a felicidade, o ser humano encontra na sua dedicação ao bem da comunidade em que se insere os meios para realizar essa felicidade pessoal e social.
…
A crise que atinge o nosso mundo e, em particular, o nosso país e o espaço europeu em que se situa, não é apenas uma crise económica mas também, e sobretudo, uma crise espiritual e moral.
…
Ao olharmos o nosso país, com os problemas que o atravessam, na perspectiva da edificação de uma sociedade solidária, identificamos algumas atitudes e linhas de comportamento, a que podemos chamar “pecados sociais” e que exigem uma conversão à solidariedade responsável na construção do bem comum:
a) os egoísmos individualistas, pessoais e grupais, sem perspectiva do bem comum mais global;
b) o consumismo, fruto de um modelo de desenvolvimento, fomentado pelos próprios mecanismos da economia, que gera clivagens entre ricos e pobres e gera insensibilidade a valores espirituais;
c) a corrupção, verdadeira estrutura de pecado social, que se exprime em formas perversas, violadoras da dignidade humana e da consciência moral pelo bem comum;
d) a desarmonia do sistema fiscal, que sobrecarrega um grupo, e pode facilitar a irresponsabilidade no cumprimento das justas obrigações;
e) a irresponsabilidade na estrada, com as consequências dramáticas de mortes e feridos, que são atentado ao direito à vida, à integridade física e psicológica, ao bem-estar dos cidadãos e à solidariedade;
f) a exagerada comercialização do fenómeno desportivo, que tem conduzido à perda progressiva do sentido do “jogo” como autêntica actividade lúdica, e a falta de transparência nos negócios que envolvem muitos sectores e profissionais dalgumas áreas do desporto;
g) a exclusão social, gerada pela pobreza, pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas, e que atinge particularmente as famílias mais carenciadas, as crianças e as pessoas idosas, e determinados grupos sociais.
Os “pecados sociais” têm a sua origem primeira no coração da pessoa, quando exclusivamente fechada no seu egoísmo, sem qualquer abertura aos outros seres humanos. Podem concretizar-se em sectores vitais da sociedade, como a família, a escola e os meios de comunicação social, quando se demitem do seu papel de participar na construção do bem comum, respeitando a dignidade do ser humano.
Para contrariar ou combater estes “pecados sociais” exige-se a educação nos valores, o gosto do bem comum, a generosidade como atitude social, a paixão por um Portugal melhor.”
Havemos de lá voltar…
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CURIOSO!
Recebido por mail:
“De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol csãofnuo que vcoê pdoe anida ler sem gnderas pobrlmeas. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Cosiruo não?”
P. S. – Mais agradecimentos, ao Almocreve das Petas e ao 300 000.
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INCÊNDIOS, NOVAMENTE…
Socorro-me das questões da “Visão” desta semana: “Como é possível que os fogos lavrem mal o mercúrio sobe nos termómetros? É normal haver uma «época de fogos», tal como existem a época balnear e a de caça? Portugal aprendeu com a calamidade de há um mês? Que futuro para a nossa floresta? Quem é responsável?”
A origem dos incêndios “só pode ser o fogo posto”; trata-se portanto de um crime, que é imperioso evitar, prevenir, controlar, punir!
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OPTIMISMO vs. PESSIMISMO
O Instituto de Estradas de Portugal (IEP) não encontrou responsáveis da queda da passagem pedonal no IC-19, em Sintra, no domingo.
O Instituto aponta como causas do sucedido “defeitos de fabrico, falta de conservação, tendo a sua fragilidade sido agravada pelos repetidos embates de viaturas“, tendo sido ainda referida a”teoria do caos” para explicar o acidente!
Mais um episódio a dar razão ao .Pessimista. (um .blogue. que promete bastante) e a fazer-nos recear pela nossa segurança. E eu que queria (quero) continuar a acreditar que o .Optimista. poderá continuar a acrescentar situações positivas à sua lista.
P.S. O Companhia de Moçambique continua a desenvolver o tema das políticas coloniais do Estado Novo.
P.S.2 Outro “blogue” que, inevitavelmente, vai dar (muito) que falar: o barnabé nasceu hoje! Seja bem-vindo!
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VALE TUDO (?)
É um princípio filosófico que todas as acções podem ser analisadas como meios para obtenção de um fim, meta ou objectivo.
Quando, no século XVI, Nicolau Maquiavel escreveu o livro .O Príncipe., um .manual de política. susceptível de diferentes interpretações, deu origem a um conjunto de princípios, que apelidamos de .maquiavélicos. e que associamos usualmente à ideia de práticas .astuciosas ou traiçoeiras..
Maquiavel nunca terá chegado a escrever a sua frase mais famosa: .Os fins justificam os meios.; mas ela será o melhor resumo da sua forma de pensar (.um príncipe não deve medir esforços nem hesitar, mesmo que diante da crueldade, se o que estiver em jogo for a integridade nacional e o bem do seu povo.).
Porém, com aquela máxima, Maquiavel não quereria significar que qualquer atitude será justificável em função do objectivo; mas antes, que os fins determinam os meios; em função de um objectivo, serão traçados planos / etapas para os atingir.
Nos dias de hoje, os estímulos ao consumo e à competição (numa sociedade que, teoricamente, se fundamenta na .meritocracia.) levam a uma busca desenfreada de dinheiro, fama, poder e posição social.
No desporto, como na (competição da) vida, numa interpretação extensiva da referida máxima, os fins parecem justificar (todos) os meios.
A .pureza. do fair-play do futebol criado pelos ingleses .já lá vai. há quase dois séculos, mas, ainda assim, será possível ter a mesma satisfação/realização com uma vitória com recurso a artifícios .ilegais. (um golo com o braço) . mesmo que se reconheça que terá resultado de um .impulso momentâneo., de uma grande .vontade. ou anseio de ganhar, da .pressão. do cronómetro a aproximar-se do final . que com a que decorreria de uma vitória .justa.? Não ficará sempre aquele .pequeno nó na garganta., aquela .espinha cravada.? E se fosse .ao contrário.? O que iríamos dizer?
A finalizar, ainda mais uma pergunta (não inocente): será apenas por .brincadeira. que alguns .blogues. incluem .entradas. do tipo .neste blogue, não se fala deste e daqueloutro assunto.. (sendo o .assunto. os temas .sensacionalistas. ou com palavras-chave mais apelativas às buscas .googlianas.), ou .neste blogue, não encontrará fotos de.. ?
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