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RESPONSABILIDADE SOCIAL

Começa hoje o primeiro site português cuja temática é a responsabilidade social das empresas (“uma gestão norteada por objectivos relacionados não só com os proveitos, tal como era antigamente, mas também com uma preocupação com o planeta e com as pessoas“), desenvolvido pela Saír da Casca.

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18 Setembro, 2003 at 8:04 am

"RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PELO BEM COMUM" (I)

A Conferência Episcopal Portuguesa divulgou ontem uma carta pastoral com a denominação “Responsabilidade solidária pelo bem comum“, na qual é traçado um diagnóstico bastante detalhado da situação da sociedade portuguesa.

Começa assim:

“Criado por Deus para a felicidade, o ser humano encontra na sua dedicação ao bem da comunidade em que se insere os meios para realizar essa felicidade pessoal e social.

…

A crise que atinge o nosso mundo e, em particular, o nosso país e o espaço europeu em que se situa, não é apenas uma crise económica mas também, e sobretudo, uma crise espiritual e moral.

…

Ao olharmos o nosso país, com os problemas que o atravessam, na perspectiva da edificação de uma sociedade solidária, identificamos algumas atitudes e linhas de comportamento, a que podemos chamar “pecados sociais” e que exigem uma conversão à solidariedade responsável na construção do bem comum:

a) os egoísmos individualistas, pessoais e grupais, sem perspectiva do bem comum mais global;

b) o consumismo, fruto de um modelo de desenvolvimento, fomentado pelos próprios mecanismos da economia, que gera clivagens entre ricos e pobres e gera insensibilidade a valores espirituais;

c) a corrupção, verdadeira estrutura de pecado social, que se exprime em formas perversas, violadoras da dignidade humana e da consciência moral pelo bem comum;

d) a desarmonia do sistema fiscal, que sobrecarrega um grupo, e pode facilitar a irresponsabilidade no cumprimento das justas obrigações;

e) a irresponsabilidade na estrada, com as consequências dramáticas de mortes e feridos, que são atentado ao direito à vida, à integridade física e psicológica, ao bem-estar dos cidadãos e à solidariedade;

f) a exagerada comercialização do fenómeno desportivo, que tem conduzido à perda progressiva do sentido do “jogo” como autêntica actividade lúdica, e a falta de transparência nos negócios que envolvem muitos sectores e profissionais dalgumas áreas do desporto;

g) a exclusão social, gerada pela pobreza, pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas, e que atinge particularmente as famílias mais carenciadas, as crianças e as pessoas idosas, e determinados grupos sociais.

Os “pecados sociais” têm a sua origem primeira no coração da pessoa, quando exclusivamente fechada no seu egoísmo, sem qualquer abertura aos outros seres humanos. Podem concretizar-se em sectores vitais da sociedade, como a família, a escola e os meios de comunicação social, quando se demitem do seu papel de participar na construção do bem comum, respeitando a dignidade do ser humano.

Para contrariar ou combater estes “pecados sociais” exige-se a educação nos valores, o gosto do bem comum, a generosidade como atitude social, a paixão por um Portugal melhor.”

Havemos de lá voltar…

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17 Setembro, 2003 at 8:02 am 1 comentário

CURIOSO!

Recebido por mail:

“De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol csãofnuo que vcoê pdoe anida ler sem gnderas pobrlmeas. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Cosiruo não?”

P. S. – Mais agradecimentos, ao Almocreve das Petas e ao 300 000.

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16 Setembro, 2003 at 8:04 am

INCÊNDIOS, NOVAMENTE…

Socorro-me das questões da “Visão” desta semana: “Como é possível que os fogos lavrem mal o mercúrio sobe nos termómetros? É normal haver uma «época de fogos», tal como existem a época balnear e a de caça? Portugal aprendeu com a calamidade de há um mês? Que futuro para a nossa floresta? Quem é responsável?”

A origem dos incêndios “só pode ser o fogo posto”; trata-se portanto de um crime, que é imperioso evitar, prevenir, controlar, punir!

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13 Setembro, 2003 at 8:21 pm

OPTIMISMO vs. PESSIMISMO

O Instituto de Estradas de Portugal (IEP) não encontrou responsáveis da queda da passagem pedonal no IC-19, em Sintra, no domingo.

O Instituto aponta como causas do sucedido “defeitos de fabrico, falta de conservação, tendo a sua fragilidade sido agravada pelos repetidos embates de viaturas“, tendo sido ainda referida a”teoria do caos” para explicar o acidente!

Mais um episódio a dar razão ao .Pessimista. (um .blogue. que promete bastante) e a fazer-nos recear pela nossa segurança. E eu que queria (quero) continuar a acreditar que o .Optimista. poderá continuar a acrescentar situações positivas à sua lista.

P.S. O Companhia de Moçambique continua a desenvolver o tema das políticas coloniais do Estado Novo.

P.S.2 Outro “blogue” que, inevitavelmente, vai dar (muito) que falar: o barnabé nasceu hoje! Seja bem-vindo!

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10 Setembro, 2003 at 9:14 pm

VALE TUDO (?)

É um princípio filosófico que todas as acções podem ser analisadas como meios para obtenção de um fim, meta ou objectivo.

Quando, no século XVI, Nicolau Maquiavel escreveu o livro .O Príncipe., um .manual de política. susceptível de diferentes interpretações, deu origem a um conjunto de princípios, que apelidamos de .maquiavélicos. e que associamos usualmente à ideia de práticas .astuciosas ou traiçoeiras..

Maquiavel nunca terá chegado a escrever a sua frase mais famosa: .Os fins justificam os meios.; mas ela será o melhor resumo da sua forma de pensar (.um príncipe não deve medir esforços nem hesitar, mesmo que diante da crueldade, se o que estiver em jogo for a integridade nacional e o bem do seu povo.).

Porém, com aquela máxima, Maquiavel não quereria significar que qualquer atitude será justificável em função do objectivo; mas antes, que os fins determinam os meios; em função de um objectivo, serão traçados planos / etapas para os atingir.

Nos dias de hoje, os estímulos ao consumo e à competição (numa sociedade que, teoricamente, se fundamenta na .meritocracia.) levam a uma busca desenfreada de dinheiro, fama, poder e posição social.

No desporto, como na (competição da) vida, numa interpretação extensiva da referida máxima, os fins parecem justificar (todos) os meios.

A .pureza. do fair-play do futebol criado pelos ingleses .já lá vai. há quase dois séculos, mas, ainda assim, será possível ter a mesma satisfação/realização com uma vitória com recurso a artifícios .ilegais. (um golo com o braço) . mesmo que se reconheça que terá resultado de um .impulso momentâneo., de uma grande .vontade. ou anseio de ganhar, da .pressão. do cronómetro a aproximar-se do final . que com a que decorreria de uma vitória .justa.? Não ficará sempre aquele .pequeno nó na garganta., aquela .espinha cravada.? E se fosse .ao contrário.? O que iríamos dizer?

A finalizar, ainda mais uma pergunta (não inocente): será apenas por .brincadeira. que alguns .blogues. incluem .entradas. do tipo .neste blogue, não se fala deste e daqueloutro assunto.. (sendo o .assunto. os temas .sensacionalistas. ou com palavras-chave mais apelativas às buscas .googlianas.), ou .neste blogue, não encontrará fotos de.. ?

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10 Setembro, 2003 at 8:33 am 1 comentário

No Janela para o rio

No Janela para o rio, desafia-nos o Nuno P. a comentar a sua “entrada” com o título “Reflexões”, em que questiona nomeadamente:

a) Porque não pode um comunista ser católico praticante? A igualdade entre todos é incompatível com a fé em Deus?

b) Como é que as estatísticas demonstram que mais de 75% da população é católica, mas pelo menos metade da população vota à esquerda? Quer isto dizer que a abstenção é quase toda crente?

c) E as outras religiões, alguém que é budista, judeu, muçulmano, protestante ou outra religião qualquer, também é tendencialmente de direita?”

Na minha opinião, em muitos casos, e um pouco à semelhança da “escolha” do clube a que pertencemos – e tal como diz o Nuno – a escolha religiosa é de facto, numa primeira análise, determinada pela opção familiar. Não concordarei porventura na totalidade com a sua asserção de que a escolha política seja uma decisão do foro racional.

Não obstante haver “n” exemplos que irão contrariar a minha ideia (por exemplo, os irmãos Portas – Miguel, Paulo e Catarina – que, salvo erro, eram, ou são, afectos a três partidos diferentes; embora, também neste caso, a maior convivência com o pai – “de esquerda” – ou com a mãe – “de direita” – não tenha, inevitavelmente, deixado de fazer sentir as “suas marcas”), penso igualmente que a escolha “primária” (muitas vezes na adolescência) de um partido / área política não será tão consciente quanto isso, dependendo também, em larga medida, da inserção social e, mais uma vez, da influência familiar.

Talvez seja mais “fácil”, isso sim (e temos também muitos exemplos disso, desde logo o primeiro-ministro Durão Barroso…) uma evolução nas orientações políticas, ao longo da vida, a qual não será possivelmente tão marcada (e portanto muitas vezes não acompanhada) a nível religioso.

Isto, claro, sem prejuízo, de logo à partida, qualquer “família” poder ser “de esquerda” e manter convicções católicas (por exemplo, António Guterres), uma vez que – concluindo – não me parece que seja necessária ou implícita tal correlação de “ideais”.

P.S. Podem ver este “manual” de como “fazer um bom weblog“.

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8 Setembro, 2003 at 7:33 pm 4 comentários

AS RELIGIÕES NO MUNDO (II)

4. .Crentes.:
– Judaísmo . 14 milhões (concentram-se sobretudo em Israel e nos EUA, mas também na Europa e na Rússia).
– Hinduísmo . 733 milhões (concentram-se no subcontinente indiano).
– Budismo . 320 milhões (concentram-se na Ásia oriental, mas em franco crescimento na Europa e nos EUA).
– Cristianismo . 1 800 milhões (55 % católicos; 35 % protestantes; 10 % ortodoxos), espalhados por todos os continentes.
– Islamismo . 980 milhões (83 % sunitas e 17 % xiitas), repartem-se pela África, Ásia e, crescentemente, pela Europa.

5. .Princípios.:

– Judaísmo . Deus é único, eterno e abstracto; o Seu povo é o povo judeu e, no final dos tempos, o Messias libertá-lo-á da opressão; existe vida para além da morte, com uma recompensa para os justos e um castigo para os pecadores.

– Hinduísmo . Existem muitos deuses, como Brahma, Vishnu e Shiva, mas uma só realidade subjacente; as pessoas que levem vida justa reencarnarão numa forma de vida superior; os maus reencarnarão numa forma de vida inferior.

– Budismo . A vida é uma sequência de nascimento, morte e reencarnação [“Renascimento“, segundo o comentário de um leitor atento]; a plenitude atinge-se com bons pensamentos e boas acções; o sábio deve libertar-se dos desejos e das paixões, que só produzem sofrimento.

– Cristianismo . Deus é único, eterno e abstracto; Jesus Cristo é o Seu filho, e fez-se homem para redimir a humanidade; existe uma vida para além da morte e, depois do juízo final, justos e pecadores, serão separados para a eternidade.

– Islamismo . Só há um Deus e Maomé é o seu único profeta; é necessário rezar na direcção de Meca, praticar a caridade, jejuar no mês do Ramadão e peregrinar uma vez na vida à cidade santa de Meca.

Fonte: “Notícias do Milénio”

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7 Setembro, 2003 at 9:17 am 2 comentários

AS RELIGIÕES NO MUNDO (I)

Na sequência dos excertos editados ao longo da semana, deixo por fim um muito rápido relance, com as seguintes notas sobre as principais religiões:

1..Fundador.:
– Judaísmo . Abraão, no ano 2000 a.C., e Moisés, no ano 1200 a.C.
– Hinduísmo . tem vários fundadores.
– Budismo . Siddharta Gautama, dito o Buda (563 a.C.).
– Cristianismo . Jesus Cristo, nascido em Belém no ano 4 antes da era cristã.
– Islamismo . Maomé, nascido em Meca; o seu chamamento deu-se no ano 622, momento do início do calendário islâmico.

2..Texto sagrado.:
– Judaísmo . a Tora (os cinco primeiros livros da Bíblia), escritos por volta de 900 a.C.
– Hinduísmo . o Rigveda, no ano 1400 a.C.
– Budismo . o cânone de Pali, de 100 a.C., e os sutras, escritos em 20 d.C.
– Cristianismo . a Bíblia dos Judeus (Antigo Testamento), os quatro Evangelhos, as Epístolas e outros livros (Novo Testamento, escrito entre 40 e 100 d.C.).
– Islamismo . o Corão, ditado por Deus a Maomé, através do anjo Gabriel, no ano 622.

3..Cidade sagrada.:
– Judaísmo . Jerusalém, cidade do templo de Salomão.
– Hinduísmo . Benarés (Índia), onde desagua o rio Ganges.
– Budismo . o grande pagode de Skwue Dagon, em Rangoon (Birmânia).
– Cristianismo . Jerusalém e, para os católicos, Roma (Vaticano).
– Islamismo . Meca, Medina e Jerusalém.

Fonte: “Notícias do Milénio”

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6 Setembro, 2003 at 8:34 pm

CARLOS FINO NO IRAQUE

Carlos Fino não precisará de .advogado., nem eu seria a pessoa indicada para desempenhar tal papel.

Vejo, na .blogosfera., algumas referências e comentários ao seu estilo, forma de abordagem e mesmo à sua suposta .falta de objectividade. (em particular, no Abrupto).

Acho que talvez valha a pena recordar o seguinte: Carlos Fino é um profissional de vasta experiência, com provas dadas, correspondente durante muitos anos na ex-URSS, depois nos EUA, também na Europa e, nos últimos tempos, sempre disponível para estas .missões de risco. (na sequência das suas reportagens durante a guerra do Iraque, foi até objecto de reconhecimento internacional, em especial no Brasil, que lhe prestou homenagem pelo seu trabalho).

E é aqui (nas .missões de risco.) que .bate o ponto.: é verdade que Carlos Fino, presente no .teatro das operações., tem a responsabilidade de ser os .nossos olhos. e de narrar o mais fielmente possível os acontecimentos. Mas é também importante sublinhar isto mesmo: é talvez fácil, e seguramente mais cómodo, para nós, confortavelmente instalados nas nossas casas, frente à televisão, criticar a abordagem, as .tendências., os .excessos. do repórter; mas, a quem .vive. os acontecimentos .por dentro., no preciso instante em que eles ocorrem (.no calor do momento.), não será talvez exigir demasiado que o repórter seja absolutamente isento, .frio., racional e .sem emoções.?

Quanto à falta de objectividade, esta será uma matéria que, porventura, será apreciada também em função da perspectiva em que se coloca o espectador; ser objectivo será talvez . no contexto em causa . algo próximo de uma abstracção; o que se pede (.exige.) é que o repórter seja .verdadeiro..

P.S. – Já agora, uma outra “visão” do Iraque, por Mario Vargas Llosa, através de um conjunto de artigos publicados no “El Pais” e “Le Monde”: “La liberté sauvage“; “Les croyants“; “Des pillards et des livres“; “Les haricots blancs“; “Othello à l’envers“; e “Chez les Kurdes“.

[186]

25 Agosto, 2003 at 10:05 am

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