Posts filed under ‘Sociedade’

…1 DIA – VICTORIA FALLS

As Victoria Falls – maiores cataratas do mundo – gigantesca garganta de basalto, com 3,8 km de extensão e cerca de 100 metros de altura, situadas na fronteira da Zâmbia com o Zimbabwe, foram também declaradas pela UNESCO como Património da Humanidade.

Foram descobertas no século XIX por David Livingstone, que as baptizou com o nome de Victoria Falls, decorrendo da imponente queda do Zambeze, um dos mais importantes cursos de água africanos, cuja nascente surge a norte da Zâmbia, num local onde confluem países como o Zaire e Angola.

O Zambeze cruza a Zâmbia, seguindo na direcção da Namíbia, onde engrossa a massa de água que alimenta a zona de Caprivi, fazendo fronteira com Angola, onde recebe as águas do rio Chobe. No seu caminho para o Oceano Índico, num percurso de 2 700 km, atravessa ainda Moçambique.

Um rio onde se pode navegar à descoberta de hipopótamos ou crocodilos, ao mesmo tempo que se pode aproveitar para descer os rápidos ou, num momento de rara adrenalina, dar um “salto no vazio”, da Cleveland Bridge (a ponte que une os dois países fronteiriços), um local privilegiado para o bungee jumping.

O projecto de ligar o Cairo (Egipto) à Cidade do Cabo (África do Sul) por caminho-de-ferro foi imaginado por Cecil Rhodes (nunca vindo a ser concretizado), dele fazendo parte integrante a ponte metálica sobre a fenda onde o Rio Zambeze atravessa as Victoria Falls, unindo o Zimbabwe e a Zâmbia. A Cleveland Bridge foi construída em Inglaterra e enviada para Victoria por barco e depois de comboio, peça por peça, onde acabou de ser montada em 1905.

Na região, a visitar também o Zambezi National Park, local privilegiado para a realização de safaris.

Desejo a todos (os que tiverem essa oportunidade…) umas óptimas férias!

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12 Agosto, 2004 at 12:05 am 4 comentários

…2 DIAS – TAILÂNDIA

Desde o confuso cosmopolitismo de Banguecoque até às praias e à natureza selvagem do Sul, a Tailândia proporciona-nos também “imagens do Paraíso”, por via das suas águas cristalinas e da sua exuberante vegetação, saindo mesmo de enormes rochas / penhascos surgindo do meio do mar.

Destacam-se as praias das ilhas Phi Phi (Phi Phi Ley e Phi Phi Don), de fina areia branca, tépidas águas transparentes e muitos corais, com inúmeras palmeiras, mais um lugar de eleição para a prática do mergulho, num cenário idílico, onde Leonardo di Caprio filmou “A Praia”.

Não muito longe, a praia de Ko Khao Phing Kan, celebrizada como a ilha de James Bond, por nela ter sido rodado o filme “007 – O Homem da Pistola Dourada”.

Estas ilhas são acessíveis através de lanchas, partindo de Phuket, a “Pérola do Sul”, maior ilha da Tailândia, no mar de Andaman, no Sudoeste da Tailândia (ligada ao continente por uma ponte), com a sua exuberante paisagem tropical, com praias rochosas.

A cultura da ilha – diferente do restante país – decorre da mistura de influências chinesas e portuguesas, combinada com a cultura dos Chao Naam, população indígena que vivia no mar, sendo de destacar as construções de arquitectura sino-portuguesa.

Em Phuket, destacam-se as estâncias turísticas de Patong, Karon e Kata. No interior, podem visitar-se plantações de borracha e fazer safaris pela selva tropical. Imperdível: um passeio de Elefante!

Banguecoque (“A Cidade dos Anjos”) é a capital da Tailândia desde 1782, sendo hoje uma das cidades mais cosmopolitas da Ásia, com uma incomparável vida nocturna.

Uma cidade que proporciona também uma viagem por traços de uma cultura milenar, patente nos seus inúmeros templos e palácios, coabitando com arranha-céus de diversos estilos.

Banguecoque é uma mega-metrópole (cerca de 10 milhões de habitantes) em que, em paralelo a uma oração a Buda, se podem “ver outros prazeres” de grande exotismo, numa das mais excitantes cidades da Ásia.

Localiza-se na leste do rio Chao Phraya, sendo dividida em duas áreas distintas pela linha ferroviária que faz a ligação Norte-Sul. A antiga Banguecoque espraia-se entre o rio e a linha férrea, albergando a maioria dos templos mais antigos e o palácio original. A nova Banguecoque encontra-se a leste da linha férrea.

Visitas imperdíveis são: o Wat Phra Kaew, o Grande Palácio e os templos Wat Pho e Wat Traimit (Templo do Buda de ouro).

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11 Agosto, 2004 at 8:55 am

…3 DIAS – TAHITI E BORA BORA

O Tahiti localiza-se no Oceano Pacífico, a mais de 17 000 km do território continental da França, ficando a 8 000km do Chile, 6 200 km da Califórnia e 5 700 km da Austrália, estendendo-se as suas ilhas por uma região com a superfície de 4 milhões de km2, equivalente à da Europa. Repartem-se por 5 arquipélagos (Société, Tuamotu, Gambier, Marquises e Australes), compreendendo um total de 118 ilhas de origem vulcânica.

Tahiti

As principais ilhas são as de Tahiti, Bora Bora, Moorea, Huahine e Raiatea, sendo bastante montanhosas e cercadas por recifes, formando lagoas de um azul transparente, uma imagem do “Paraíso”.

Foram descobertas pelos navegadores Maohi, vagueando pelo oceano em longas pirogas, aí se instalando. Os primeiros europeus a descobrir a região foram Wallis (em 1767), a que se seguiram Bougainville e o Capitão Cook.

Tahiti

O “Protectorado Francês” seria instaurado em 1842, sendo então designada como capital a cidade de Papeete, espraiando-se ao longo de uma vasta frente de mar.

As ilhas do Tahiti dispõem de inúmeras praias, lagos e uma grande variedade de vida marinha.

Apresentam condições ideais para a prática de mergulho – em especial em Rangiroa e Tuamotus –, com águas claras e tépidas.

É também um local de privilégio para os surfistas, com magníficas ondas, principalmente em Papenoo, Punaauia e Paea.

Outras formas de “turismo activo” são as caminhadas, escaladas de montanha, passeios a cavalo, o Parapente e Asa Delta.

A ilha de Bora Bora, 140 km a Noroeste do Tahiti, constitui mais uma imagem do “paraíso na Terra”, sendo visitada por um infindável número de casais em lua-de-mel. É rodeada de “motus” (pequenas ilhotas formadas por corais – desabitadas e com praias desertas), dando-lhe uma aparência de lagoa azul, ideal para a prática de snorkel.

A principal localidade da ilha é Vaitapé, onde se localiza o porto mais importante. A ilha de Bora Bora pode ser visitada em passeio a pé ou de bicicleta, dado que a estrada que a circunda tem apenas cerca de 30 km.

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10 Agosto, 2004 at 1:32 pm

…4 DIAS – PRAGA

Uma das mais belas capitais da Europa, conhecida como “Pérola do Oriente”, Praga sobreviveu às duas Guerras Mundiais, representando hoje um renascimento cultural, conjugando a arquitectura de catedrais góticas, palácios do barroco e edifícios de arte nova, constituindo cada bairro ou até mesmo, cada rua, uma “obra de arte”.

A capital da R. Checa é atravessada pelo rio Vltava, podendo repartir-se em cinco partes, todas próximas, e visitáveis em passeios a pé: três delas na margem direita (Josefov – Bairro Judeu; Staré Mésto – “Cidade Velha”, incluindo a zona central; e Nové Mésto – “Cidade Nova”); na margem esquerda, encontram-se Malá Strana (cujas construções são anteriores ao século XIX) e Prazský Hrad a Hradcany (onde se localiza o Castelo de Praga, local onde foi fundada a cidade).

Destacam-se alguns principais motivos de interesse:

Praça Central – O centro de Praga, constituindo o ponto de partida ideal para explorar o resto da cidade. Ponto de paragem obrigatório nos inúmeros bares e restaurantes sob as arcadas.

Josefov – Um dos mais famosos bairros de Praga, o Bairro judeu, próximo da Praça Central, reunindo 6 das mais antigas Sinagogas da Europa, como a Staronová, a mais antiga da Europa (1270).

Portão de Pólvora – Um dos mais conhecidos símbolos de Praga, na “Cidade Velha”, tendo origem numa das 13 entradas da muralha que cercava a cidade.

Ponte Carlos – Ponte gótica, com 520 metros de comprimento, cuja construção foi iniciada em 1357, por Carlos IV, é um dos principais símbolos de Praga, unindo as duas margens do rio Vltava, sendo ornamentada com estátuas de diversos santos e, nas extremidades, por torres seculares.

Igreja Tyn – Um perfeito exemplo da arquitectura gótica, cuja construção se iniciou em 1461.

Castelo de Praga – Localizado no alto de uma colina, a sua construção original data do século IX, tendo sido objecto de várias remodelações. Tratava-se de uma fortificação que dominava a região, permitindo controlar as embarcações que navegavam no rio. É praticamente uma “cidade”. Foi residência oficial do Presidente da República desde 1918. Também Franz Kafka viveu algum tempo numa das casas do Castelo.

Catedral de São Vito – Integrada no conjunto do Castelo, trata-se da principal construção da cidade, de estilo gótico, iniciada em 1344, apenas concluída no século XIX. Destaca-se a grande Capela de São Venceslau (do século XIV), compreendendo mais de 1 000 pedras semi-preciosas, a par de frescos de temas bíblicos.

Palácio Real – Antiga residência dos príncipes e reis da Boémia entre os séculos XI e XVII, abrange efectivamente três palácios sobrepostos, construídos em épocas diferentes.

Basílica de São Jorge – Igreja ligada a um convento beneditino, reunindo arte gótica, barroca e renascentista.

Praça Venceslau – Não se trata efectivamente de uma verdadeira praça, mas de uma larga avenida (60 metros de largura e 750 metros de comprimento, com um jardim na faixa central), sendo hoje o “coração da cidade”, com os principais hotéis, lojas e restaurantes; famosa por ter sido o cenário de dois dos principais eventos da história recente: o final da “Primavera de Praga” e a “Revolução de Veludo”.

Praça de Kafka – Franz Kafka viveu grande parte da vida em Praga, tendo nascido junto às ruas Maislova e U Radnice, próximo da Praça Central. Numa casa reconstruída, mantendo apenas o portal original, pode ver-se uma exposição sobre o célebre escritor.

Igreja de São Nicolau – Antiga igreja jesuíta, construída em 1755, traduzindo um dos mais perfeitos exemplos do barroco em Praga.

Há 1 ano no Memória Virtual – Esperanto

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9 Agosto, 2004 at 1:58 pm

…5 DIAS – PATAGÓNIA

A Patagónia localiza-se na região sul da América do Sul, ocupando uma área de cerca de 800 000 km2, iniciando-se, no lado do Chile, a sul de Puerto Montt; na parte da Argentina, inicia-se a sul do Rio Colorado, incluindo Bariloche e a Península Valdes.

As partes argentina e chilena encontram-se separadas pelos Andes, num cenário caracterizado por montanhas, glaciares, lagos e florestas. A Patagónia tem o seu termo na famosa Terra do Fogo, extremo sul da América, no Cabo Horn.

A Patagónia chilena divide-se na parte Norte (onde se localiza a Laguna San Rafael e a famosa estrada Carretera Austral) e Sul (na província de Magallanes, onde se localiza o Parque Nacional Torres del Paine). A principal cidade da Patagónia chilena é a de Punta Arenas, de onde partem os cruzeiros para a Terra do Fogo e Antártida.

A Patagónia argentina – dividida em Patagónia Andina (área montanhosa), Patagónia Central (planalto) e Patagónia Atlântica (costa com penhascos) abrange cinco províncias (Tierra del Fuego, Santa Cruz, Chubut, Río Negro e Neuquén). As principais atracções localizam-se na Terra do Fogo, San Carlos de Bariloche, Parque Nacional Los Glaciares, Parque Nacional Lanín, Termas de Copahue, Parque Nacional Laguna Blanca e San Martin de Los Andes.

Com uma densidade populacional de menos de 2 habitantes/km2, a Patagónia é uma das regiões menos densamente povoadas do mundo.

Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a atravessar a região, em 1520. Não obstante, os primeiros a visitar a região foram Nuño Manuel e Cristóbal de Haro, numa viagem exploratória secreta, ao serviço da Coroa portuguesa. Apesar de os espanhóis apenas terem chegado dois anos depois, acabariam por tomar posse da terra que lhes pertencia de “direito”, de acordo com o Tratado de Tordesilhas; a colonização da região teria início em 1536.

Em 1832-33, no decurso da sua viagem de volta ao mundo no Beagle, Charles Darwin passou pela Patagónia, recolhendo fósseis, existindo ainda hoje a Cordilheira Darwin e o Canal Beagle, ambos na Terra do Fogo.

A Terra do Fogo é formada por um conjunto de ilhas (de que a maior é a Tierra del Fuego ou Isla Grande), entre canais e fiordes, envolvidos por altas montanhas do extremo sul da Cordilheira dos Andes, separadas do Continente pelo Estreito de Magalhães – encontra-se também dividida, desde 1881, entre a Argentina (parte leste) e o Chile. O ponto mais a sul do arquipélago, pertencente ao Chile, forma o Cabo Horn.

A capital da província (do lado argentino) é Ushuaia, a cidade mais ao sul no mundo, situada nas margens do Canal Beagle, rodeada pelos Montes Martial. A linha do “fim do mundo” (Tierra del Fuego Line) proporciona paisagens de “cortar a respiração” de montanhas cobertas de neve. Existe também um “Museu do Fim do Mundo”, dedicado à história e cultura da região. É um local ideal para praticar trekking, andar a cavalo, mountain bike, pesca e passeios pelos Canal Beagle (visitando lobos marinhos, corvos marinhos e pinguins), Cabo Horn e Antártida.

O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO. A sua maior atracção é o glacial Perito Moreno, com paredes até 60 metros de altura e mais de 500 km2 de superfície.

Há 1 ano no Memória Virtual – Carta aberta

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8 Agosto, 2004 at 1:55 pm

…6 DIAS – NOVA ZELÂNDIA

A Nova Zelândia é um país localizado na Oceania, no Sudoeste do Oceano Pacífico – nos antípodas de Portugal –, integrando duas ilhas principais – Ilha do Norte e Ilha do Sul, separadas pelo Estreito de Cook –, para além de diversas pequenas ilhas. Tem uma superfície total de cerca de 277 000 km2, equivalente à dimensão da Itália ou Grã-Bretanha, sendo que nenhum ponto do país dista mais de 180 km do mar.

Trata-se de uma nação independente, membro da Commonwealth, cujo chefe de Estado é a Rainha Isabel II.

Os primeiros colonizadores do território, os Maoris, aportaram nas ilhas cerca de 1100, espalhando-se por toda a Polinésia. Deram-lhes o nome de Aotearoa (Terra da Grande Nuvem Branca). À actual cidade de Auckland chamaram-lhe Tamaki Makau Rau (A Cidade dos Cem Amantes). Ainda hoje representam cerca de 10 % da população.

Em 1644, o navegador holandês Abel Tasman chegou às terras habitadas pelos Maori, dando-lhe o nome de Staten Landt e, posteriormente, de Nieuw Zeeland, encantando-se os europeus com a variedade das paisagens, as praias e montanhas (Alpes da Ilha do Sul, cobertos de neve). Mais de 100 anos depois, em 1769, seria o Capitão Cook a aportar a Waitemata Harbour.

Em 1839, quando o governo britânico decidiu incorporar a Nova Zelândia no Império Britânico, o capitão William Hobson designaria a nova capital como Auckland; contudo, em 1865, a capital seria transferida para Welligton. A Nova Zelândia viria a alcançar a independência em 1931.

Graças ao seu isolamento, o país teve oportunidade de preservar a sua fauna e flora, dispondo de espécies animais raras como o Kiwi – símbolo do país –, uma ave que perdeu as asas ao longo do seu processo evolutivo, dada a ausência de predadores na região.

As principais cidades são: Wellington, Auckland e Christchurch.

Wellington, a capital da Nova Zelândia, apresenta a sofisticação dos grandes centros mundiais, ao mesmo tempo que beneficia de uma bela baía, sendo rodeada por grandes montanhas. A cidade é também a capital cultural do país. A conhecer também o antigo Palácio do Governo, o maior edifício de madeira do Hemisfério Sul e a Catedral de Old St. Paul.

Auckland, a maior cidade do país, com 1,5 milhão de habitantes, localizada entre o mar da Tasmânia e o Oceano Pacífico, é conhecida como a cidade do “melhor de dois mundos”, sendo o seu “ex-libris” os veleiros (mais de 80 000, ancorados nas marinas, cobrindo o mar quando saem. É uma cidade moderna, com o maior edifício do Hemisfério Sul, a Sky Tower, com 328 metros, mas que, ao mesmo tempo, combina influências ocidentais, asiáticas e polinésias. Sendo a metrópole menos densamente povoada do mundo, foi mesmo considerada, em 2000, a 3ª cidade com maior qualidade de vida do mundo.

Christchurch é a maior cidade da Ilha do Sul, sendo conhecida como “A Cidade Jardim”, proporcionando visitas às planícies de Canterbury, assim como observação de baleias em Kairoura, um dos poucos locais do mundo onde é ainda possível fazê-lo, assim como esquiar no Tasmanc Glacier, no Mount Cook.

O Bungee Jump foi inventado na cidade de Queenstown, mas são vários os desportos “radicais” à disposição: mountain bike, jet boating, rafting, esqui, paraquedismo, balonismo…

Há 1 ano no Memória Virtual – Blogues em África

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7 Agosto, 2004 at 2:48 pm 1 comentário

…7 DIAS – NOVA IORQUE

New York - Estátua da LiberdadeA “Big Apple” daria tema para um “blogue” inteiro e não apenas para uma “entrada”…

Considerada a capital cultural da América, Nova Iorque, “The City that Never Sleeps” reúne pessoas e culturas de todos os cantos do mundo, tenda uma oferta quase infinita de atracções, de que se destaca particularmente a grande variedade de museus.

É preciso viver a cidade de New York – a sua atmosfera, o cosmopolitismo, o “glamour” e energia, os arranha-céus que quase escondem o sol – para poder senti-la e avaliar a sua mítica capacidade de encanto e atracção.

A cidade de New York localiza-se no Estado com o mesmo nome, já designado por George Washington como o “Empire State”.

Tendo por centro a ilha de Manhattan, a cidade de Nova Iorque é como que um arquipélago, formado por vários “bairros” (“districts”) que são também ilhas, como Queens, Brooklyn e Staten Island, sendo o único “district” continental o do Bronx.

New York

Manhattan (verdadeira “capital do mundo”) – não obstante os seus apenas 21 km de comprimento e 3,7 km de largura (na parte mais larga) –, com pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, congrega as mais luxuosas lojas (na famosa 5th Avenue), assim como o centro financeiro do mundo (Wall Street).

Uma cidade com uma infinidade de pontos de paragem “obrigatórios”: Estátua da Liberdade, Central Park, Empire State Building, Ellis Island, Ponte de Brooklin, Times Square, Battery Park, Wall Street, os teatros de Broadway, o edifício das Nações Unidas … mas também, o Harlem, a Chinatown, a Little Italy, o Soho, o Metropolitan Museum of Art, o MoMA – Museu de Arte Moderna, Museu Guggenheim…

Central Park – O “pulmão” da cidade, um vasto jardim com lagos, espaços para atracções culturais e área de prática de desporto.

Empire State Building – Construído na primeira metade do século XX, com 102 andares e mais de 400 metros de altura, dispõe de observatórios a partir do 86º andar (a 320 metros), proporcionando uma magnífica vista panorâmica da cidade, já experimentada por mais de 110 milhões de visitantes, desde 1931.

Ellis Island – Abriga o museu dedicado à história da imigração e ao papel fundamental desempenhado pela ilha durante as migrações em massa, no século XIX.

Estátua da Liberdade – Inaugurada em 1886, localiza-se na Ilha da Liberdade, frente ao Porto de Nova Iorque, a estátua foi doada pela França como prova da amizade entre os dois países, constituindo-se hoje como o próprio símbolo dos EUA. As 25 janelas da coroa simbolizam as jóias da terra; os sete raios representam os sete mares e continentes. No percurso a partir de Battery Park até à ilha (e no regresso), uma sumptuosa visão do “skyline” de Manhattan. Reabriu esta semana!

Time Square – A praça mais famosa de Nova Iorque, onde se concentram cinemas, teatros e fabulosos placards luminosos.

Battery Park – Situado no extremo sul de Manhattan, apresenta como atractivo principal o Castelo Clinton, servindo como ponto de partida para a Ilha da Liberdade e para a Ellis Island.

Ponte de Brooklin – Concluída em 1883, a ponte é uma obra prima da engenharia, ligando Manhattan a Brooklin, passando sobre o East River, proporcionando também uma magnífica vista da cidade.

Museu Guggenheim– Fantástico edifício de forma cónica, em que, numa espiral ao longo de 7 andares, podem ser vistas algumas das mais importantes obras de arte dos séculos XIX e XX.

Guggenheim - New York

Metropolitan Museum of Art – Maior museu de arte da América, alberga mais de 2 milhões de obras.

MoMA – The Museum of Modern Art

Metropolitan Museum of Art - New York

Há 1 ano no Memória Virtual – Volta a Portugal em Bicicleta

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6 Agosto, 2004 at 8:58 am

…8 DIAS – NIAGARA FALLS

As cataratas do Niagara – segundas maiores do mundo, depois das Victoria Falls, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe – são as mais famosas da América do Norte, localizando-se na fronteira do Canadá com os EUA, com as respectivas cidades com o nome Niagara Falls separadas pelo rio Niagara, que liga os lagos Erie e Ontário.

O nome Niagara tem origem no termo índio Onguiaahara (“grande trovão de águas”). As cataratas foram vistas pela primeira vez por um europeu em 1678, por Louis Hennepin, um padre francês, integrante de uma expedição de exploração do continente.

A maior das quedas de água (por onde corre cerca de 90 % da água do rio) tem o nome de Horseshoe Falls (Queda da Ferradura), com 792 metros de largura e cerca de 55 metros de altura.

Uma das principais atracções é a de observar a queda de água a partir de uma das torres de observação, de que a mais famosa é a Skylon Tower (com 300 metros de altura e elevadores panorâmicos).

Imperdíveis também são o passeio na Maid of the Mist, uma embarcação turística que navega no lago, aproximando-se bastante das próprias quedas, onde os visitantes, não obstante a protecção de capas plásticas, não deixam de “tomar um duche”, assim como a visita sob as cataratas, em grutas / túneis por trás da queda de água. Há também (para “quem pode”) passeios de helicóptero sobre as cataratas.

No Inverno, a panorâmica das Cataratas muda radicalmente de “visual”, quando as águas do rio Niagara gelam, formando como que um grande bloco de gelo “em queda” – embora a volumosa torrente de água nunca cesse de fluir, formam-se “mini-icebergs” e até uma “ponte de gelo” ao longo do rio, pela qual chegou a ser (no início do século XX) autorizada a movimentação de pessoas. Em Março de 1848, durante algumas horas, a água chegou mesmo a soldificar por completo, interrompendo o seu curso.

Visitadas por mais de 12 milhões de pessoas por ano, as Niagara Falls são o “destino de lua-de-mel” preferido dos casais norte-americanos, numa região em que abundam também os Casinos.

Em ano de centenário, a cidade canadiana de Niagara Falls tem um vasto programa comemorativo em agenda.

As cataratas do Niagara situam-se também próximo das cidades norte-americana de Buffalo (junto da fronteira) e canadiana de Toronto (a cerca de uma hora de automóvel), também um local de visita “obrigatória”.

Há 1 ano no Memória Virtual – Ocupações

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5 Agosto, 2004 at 8:35 am 2 comentários

…9 DIAS – MÓNACO

Um mero rochedo no extremo leste da Provença, com uma cidade escarpada sobre o Mediterrâneo, que se tornaria num território de inevitável sedução, num “reino” / “principado de sonho”, um país quase “irreal”!

Um pequeno país, com um fenomenal desenvolvimento turístico, impulsionado pela dinastia Grimaldi (no trono há 700 anos), com base na Société des Bains de Mer e no Casino, exponenciado com o “glamour” da família real e com o Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1.

A região foi ocupada pelos Romanos no final do século II A.C., época em que prosperavam os marinheiros fenícios e cartagineses.

Com a queda do Império Romano no século V, o território sofreria sucessivos ataques de povos bárbaros. Só a partir do século X, após a expulsão dos Sarracenos pelo Conde da Provença, a actual “Côte d’Azur” começaria a ser repovoada.

A verdadeira história do Mónaco inicia-se a partir do século XIII, com o nascimento do futuro Principado a 10 de Junho de 1215, altura em que o território entrou na posse dos genoveses, com os Grimaldi a construir a Fortaleza que constitui actualmente o Palácio do Príncipe.

Fulco del Castello obteria então, do Imperador Henri VI, a soberania do conjunto das terras em torno do rochedo do Mónaco, atraindo população com uma política de concessão de terras e isenção de impostos.

Em 1269, os Guelfos e seus aliados (os Grimaldi) seriam expulsos de Génova, refugiando-se na Provença. Em 1297, François Grimaldi penetrava na Fortaleza do Mónaco, marcando a data de início da dinastia Grimaldi, na sequência da tomada de posse do território pela família.

A soberania do território seria reconhecida pelo Rei de França, Charles VIII, em 1489, enquanto que Louis XII, viria a reconhecer, 23 anos depois, a independência do Mónaco.

Não obstante, em 1793, o Mónaco seria reunido à França, sob o nome de “Fort Hercule”. Apenas em 1814, o primeiro Tratado de Paris atribuiria o Principado ao Príncipe.

Apesar de ter perdido cerca de 80 % do seu território, o Mónaco viria finalmente a reconquistar a sua independência em 1861. Dois anos depois, seria concedido o monopólio do jogo à Société des Bains de Mer.

Em 1911, o Principado do Mónaco torna-se numa monarquia constitucional; este ano assinala também a organização do primeiro Rali Automóvel de Monte Carlo.

Em 1949, o Príncipe Rainier III sucedia ao seu avô, Louis II, vindo a casar em 1956 com a actriz americana Grace Kelly, de que resultaria a descendência “mais famosa da realeza europeia”: Príncipe Alberto e as Princesas Caroline e Stephanie. O Mónaco iniciava um período de grande prosperidade, sustentado no Casino e no facto de ser também um “paraíso fiscal”.

Há 1 ano no Memória Virtual – A Europa das Línguas

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4 Agosto, 2004 at 8:45 am

…10 DIAS – MACHU PICCHU

Machu Picchu, a mais visitada rota da América do Sul, localiza-se no sudoeste do Perú, 112 km a noroeste da cidade de Cusco, centro do Império Inca, que se estendeu desde a Colômbia ao Chile.

Segundo a lenda, Cusco teria sido fundada por Manco Cápac y Mama Ocllo, filhos do deus Sol, que sairam do Lago Titicaca com a missão de fundar a capital de um grande reinado.

Supõe-se que a cidade sagrada de Machu Picchu (“Montanha velha”, em idioma quechua) – Património Cultural e Natural da Humanidade –, situada a 2 400 metros de altitude, tenha sido criada (no século XV, por Pachacutec) para conquistar a floresta ou para proteger o império de eventuais ataques dela provenientes, não tendo nunca, contudo, sido decifrado o mistério da sua origem e finalidade.

Esta enorme riqueza cultural, histórica e natural dos povos andinos – um dos mais importantes monumentos arquitectónicos e arqueológicos do mundo, de surpreendente perfeição e beleza, cujas ruínas mantêm um impressionante grau de conservação –, seria descoberta para o mundo pelo professor americano Hiram Bingham em 1911.

A grande atracção decorre das suas praças, aquedutos e torres de vigilância, observatórios e relógio solar, colocando em evidência a avançada sabedoria dos povos andinos.

A caminho de Machu Picchu, pode ainda navegar-se no Lago Titicaca, que, com os seus 4 200 metros de altitude acima do nível do mar é o Lago mais alto do mundo.

Há 1 ano no Memória Virtual – Textos pré-blogues – DN Jovem

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3 Agosto, 2004 at 8:34 am

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