Posts filed under ‘Sociedade’

…11 DIAS – LHASA – TIBETE

O Tibete, “Tecto do mundo”, protegido pela colossal barreira natural dos Himalaias, com uma ancestral civilização de singular riqueza cultural e religiosa, foi contudo ocupado pela China em 1959.

O 14º (actual) Dalai Lama foi forçado a exilar-se, conquistando não obstante o seu povo para a sua causa.

A cidade sagrada de Lhasa (“O lugar dos Deuses”) – proibida aos estrangeiros até há poucas décadas – foi fundada no século VII, em torno do Templo de Jokhang, a construção mais antiga da região. Nessa época, os vários clãs que habitavam a zona uniram-se, consolidando um vasto império que chegou a incluir o Nepal, Cachemira, Butão e norte da Birmânia, que reinaria até ao século IX.

No século XIII, Gengis Khan dominou o território, convertendo-se o seu filho Kublai Khan, Imperador da China, ao budismo tibetano, entregando o controlo do Tibete aos grandes Lamas.

A intensa actividade espiritual teria como consequência uma estagnação da economia e do progresso num estado primitivo, até meados do século XX, quando metade da população era ainda nómada.

O Palácio de Potala (antiga residência de Inverno do Dalai Dama), construído em 1645, sobreviveu a vários ataques militares, continuando a impor-se em Lhasa.

Também no vale de Lhasa, locais de visita obrigatória são o Palácio de Verão do Dalai Lama, os mosteiros Será e Drepung.

Há 1 ano no Memória Virtual – “O dossier da vida”

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2 Agosto, 2004 at 8:25 am

…12 DIAS – KILIMANJARO

Localizado na África Oriental, no Norte da Tanzânia, próximo da fronteira com o Quénia, cerca de 300 km abaixo do Equador, o Monte Kilimanjaro, envolvendo o Kibo, um vulcão inactivo há cerca de 100 mil anos, eternamente coberto por gigantescos glaciares, com os seus 5 895 metros, é o ponto mais alto de África, erguendo-se subitamente no meio do planalto africano, imponente e majestoso, não integrando qualquer cadeia montanhosa.

Na savana africana que o envolve, pode ver-se uma vasta fauna, composta por zebras, macacos, girafas, gnus, elefantes, leões, antílopes, hipopótamos, búfalos e flamingos.

Na escalada, sem especial complexidade técnica (a mais fácil dos “Sete Cumes”), requerendo não obstante uma boa experiência de marcha, atravessa-se a verdejante e densa floresta tropical.

A subida é feita a uma “velocidade média” de cerca de 200 metros (de altitude) por hora, sendo necessárias algumas pausas para restabelecimento físico e alimentar, dado que os últimos metros de ascensão são feitos respirando metade do oxigénio a que estamos normalmente habituados.

O Kilimanjaro é uma montanha sagrada há milhares de anos para as tribos da região, sendo o seu pico ocidental chamado “Ngàge Ngài” – a Casa de Deus (segundo os “Chaagas”).

Também na Tanzânia, no seu extremo norte, a cidade de Arusha é ponto de partida dos mais famosos safaris, assim como das expedições ao Kilimanjaro, cuja base se centra em Moshi, a 80 km.

Há 1 ano no Memória Virtual – O melhor do rock português 1980-1984

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1 Agosto, 2004 at 9:55 am

…13 DIAS – JUKKASJARVI

Em Jukkasjärvi, uma pequena povoação Sami, na Lapónia Sueca (significando o nome da localidade, “ponto de encontro”), a 200 km do Círculo Polar Árctico, pode encontrar-se uma incrível obra de arte, o “maior igloo do mundo”, o Hotel de Gelo, esculpido em cerca de 10 mil toneladas de gelo e cerca de 30 mil toneladas de neve.

Um hotel “renovado” a cada ano… na verdade, um hotel efémero – apenas funcionando no Inverno (de meados de Dezembro a meados de Abril) –, dado que um novo tem de ser construído todos os anos, porque derrete sob os raios do Sol na Primavera, quando as temperaturas sobem acima dos 0 graus.

O tecto, as paredes, os pilares, as camas, as mesas, os sofás, até os copos do bar: tudo em neve e gelo!

A porta de entrada é coberta com peles de rena; ao entrar no hotel, passa-se de uma temperatura exterior de 15 a 20 graus negativos para apenas cerca de 7 graus abaixo de zero, graças ao isolamento proporcionado pelas paredes de gelo, construídas a partir de blocos extraídos das águas geladas do rio Torne.

No “Ice Hotel”, os hóspedes dormem em especiais sacos de dormir polares, sobre camas de gelo cobertas com pele de rena, despertando de manhã com bebidas quentes para relaxar o corpo, seguindo depois para a sauna. Existe também um “Teatro do Gelo”.

Para além de Jukkasjärvi, o primeiro hotel do género em todo o mundo, há já mais dois outros hotéis, em Montmorency, Quebec, no Canadá e na Gronelândia.

Há 1 ano no Memória Virtual – “Fatias de Cá”

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31 Julho, 2004 at 8:02 am 1 comentário

…14 DIAS – IUCATÃO

As civilizações mais avançadas da América Central foram a maia e a azteca. Os maias estabeleceram-se ao norte da península de Iucatão, construindo várias cidades-santuários, enquanto os aztecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco, onde edificaram a capital de seu império, México-Tenochtitlán.

O império maia tinha uma organização estatal e social bem definida, nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Os maias constituíram um dos mais cultos povos da América pré-colombiana, revelando grande sentido artístico e um elevado nível intelectual e cultural, patente nomeadamente nos grandes avanços nas áreas da matemática e da astronomia, por exemplo com o seu calendário de grande fiabilidade.

Deixariam também o testemunho da sua grandeza em colossais obras arquitectónicas, de que se destacam os templos e palácios em terraços piramidais, assim como os relevos e esculturas decorativas e pinturas.

Em 1841-42, o americano John Lloyd Stephens descobria, nas florestas do Noroeste do interior da península do Iucatão – na região de Puuc (“Terra das Colinas”) – maravilhas atrás de maravilhas, de que são exemplos: a fachada de um templo grandioso em Labná, a “Casa Grande” de Sayil (sumptuoso palácio).

Entre cerca dos anos 800 a 1000, a região de Puuc teria mais de 150 prósperas cidades, de que se destacavam Uxmal, Kabah e Sayil – locais actualmente considerados Património Mundial da Humanidade.

Localizado no sudeste do México, o Estado de Iucatão compõe, com mais dois estados (Campeche e Quintana Roo), a península de Iucatão. O Iucatão apenas seria tomado pelos espanhóis na década de 1540 a 1550, depois de vários reveses, por Francisco Montejo (filho), que viria a ser o seu primeiro governador. A sua casa, em Mérida (concluída em 1549), manteve-se como uma jóia, com elementos decorativos que imitam os que se encontram em peças de ourivesaria.

Mérida, a actual capital do Estado de Iucatão, é uma cidade charmosa, de ruas estreitas, edifícios coloniais e de estilo europeu, tendo sido também um importante centro da cultura maia no Iucatão antes da chegada dos conquistadores espanhóis. Não obstante ter sido edificada como uma importante cidade do Império Maia, não conserva já resquícios desse tempo, apresentando agora uma arquitectura colonial, influenciada pelas luzes europeias do século XVIII e pela Belle Époque dos finais de XIX, com o destaque para a Plaza Mayor e a Catedral de Santo Ildefonso, edificada na segunda metade do século XVI, a igreja mais antiga de toda a América continental. Constitui, ainda assim, um ponto de partida privilegiado para explorar os principais sítios arqueológicos da região: Uxmal (a 74 km) e Chichen Itzá (a 120 km).

Uxmal – A mais famosa das antigas cidades maias de Puuc – ou terra das colinas – no Iucatão, a capital da civilização maia, com a sua “Pirâmide do Mágico” (gigantesca, com 5 templos sobrepostos, a mais de 30 metros de altura) e o maravilhoso “Palácio do Governador”.

Mas a cidade mais importante do Iucatão, do tempo do Império dos maias, foi sem dúvida a cidade sagrada de Chichen Itzá (“Boca do Poço dos Itzaes”), que prosperou entre os anos 750 e 1200, onde ainda hoje é possível extasiar-nos com a cultura maia e com a sua grandeza colossal, expressa nomeadamente em construções como a Casa das Monjas, o Anexo, a Igreja, a Casa Colorada e a de Venado (estilo arquitectónico Maia Clássico, dos séculos IV a X); e, num estilo arquitectónico do período Toldeca, nos séculos X a XIII (com influência de outros povos mexicanos), os edifícios mais majestosos, da fase de maior pujança da cidade, como o Castelo ou Pirâmide de Kukulkán (o deus Sol) – com 24 metros de altura, 60 de base e uma escadaria de 91 degraus –, a Praça das Mil Colunas e o Templo dos Guerreiros.

Há 1 ano no Memória Virtual – 1º mês

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30 Julho, 2004 at 8:57 am

…15 DIAS – ITÁLIA

Um dos principais destinos turísticos do planeta, com dezenas de milhar de monumentos históricos – mais uma visita inevitável, abarcando desde as neves eternas do cume dos Alpes até às quentes praias das ilhas no Mediterrâneo.

Em breve, referências às cidades de Roma, Florença, Veneza e Milão.

Roma – “A cidade eterna”, com mais de 3 000 anos, destruída e reconstruída por sete vezes, com incontáveis atracções:

– Coliseu – O mais famoso monumento da Roma antiga, iniciado sob o domínio do imperador Vespasiano, entre 70 e 76 D.C. e completado pelo seu filho Titus, quatro anos depois.

– Praça de S. Pedro, no Vaticano – a par do Coliseu, a maior atracção de Roma, albergando a magnífica Basílica de S. Pedro, a maior igreja do mundo.

– Pantheon – Originalmente o templo romano de “todos os deuses”, uma das construções mais extraordinárias do mundo.

– Arco de Constantino – Monumento em estilo corintiano, é uma homenagem à vitória (em 312) do imperador Constantino sobre Maxentius na batalha da ponte de Milvia, às portas de Roma.

– Fontana de Trevi, Piazza Navone, Piazza de Spagna…

Florença – Uma obra-prima da humanidade; a “cidade museu” por excelência, com a maior concentração de arte renascentista do mundo, presente nos monumentos que se encontram a cada passada, ao “dobrar de cada esquina” – desde Leonardo da Vinci, Dante, Michelângelo, a Galileu ou Maquiavel – a influência dos Médici, que tornaram a cidade no “centro do mundo”.

A “angústia” de não ter tempo para ver tudo!… Não perder portanto o seu maior símbolo, a Catedral Santa Maria dei Fiore ou “Duomo de Firenze”, com a sua cúpula a “desafiar uma impossibilidade física”, assim como o Campanário de Giotto, que, 463 degraus depois, permite uma soberba vista da cidade; ou, a finalizar, a Ponte Vecchio.

Veneza – Outra grande atracção turística, numa vertente romântica, com os seus canais e gôndolas e a famosa Praça de S. Marcos, com a esplendorosa Basílica. No Campanário, uma vista panorâmica sobre a cidade.

Milão – A sua Catedral é considerada o mais belo monumento gótico católico de Itália, com cerca de 3 500 estátuas. Pode visitar-se também, na igreja de Santa Maria Delle Grazie, a “Última Ceia”, de Leonardo da Vinci.

Há 1 ano no Memória Virtual – Acontece-nos

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29 Julho, 2004 at 8:37 am

…16 DIAS – ÍNDIA

Visitar a Índia será uma experiência tão inesquecível que dela se pode ouvir dizer “dever ser a última viagem a fazer”, dado que “depois de se conhecer a Índia, já nada haverá para ver de mais esplendoroso”…

Uma peculiar e fascinante cultura, preservada ao longo de mais de 5 000 anos, o hinduísmo como filosofia de vida, na qual a religião está sempre presente.

Rodeada pelos majestosos Himalaias a Norte e confinando a sul com uma espectacular linha de costa de 3 diferentes mares, a Índia oferece um caleidoscópio único de paisagens, locais de interesse histórico e religioso, praias douradas, e uma pluralidade de festividades. Os principais pontos de atracção são:

– A cidade de Delhi, capital da Índia, dividida em Velha Delhi (em que se destaca a imponente mesquita Jama Masjid ou o Forte Vermelho) e Nova Delhi, criada pelos ingleses em 1911, onde impera a arquitectura britânica, nomeadamente no Palácio do Governo e na “Indian Gate”.

– Agra, próxima da capital, no Norte da Índia, junto das margens do rio Jamuna, com o principal ponto turístico (a “jóia da coroa”), o Taj Mahal (mausoléu de mármore branco com pedras preciosas incrustadas nas paredes), mandado construir pelo Imperador muçulmano Shah Jahan, em homenagem à sua esposa favorita, Mumatz Mahal (conhecida também como Arjumand), morta ao dar à luz o 14º filho do casal, em 1631, tendo a sua construção sido concluída em 1648.

Foi considerado como o mais belo edifício do mundo, combinando estilos arquitectónicos indiano, persa e islâmico; é também Património Mundial da Humanidade, por deliberação da UNESCO de 1983.

Integra cinco elementos principais: a entrada principal (Darwaza), o jardim (Bageecha), a mesquita (Masjid), o Naqqar Khana e o mausoléu (Rauza). Compreende ainda 4 minaretes de 40 metros de altura, nos cantos da estrutura.

Também em Agra, o Forte Agra, palácio e forte militar, mandado construir em 1565 pelo Imperador Akbar.

– Rajastão, com o deserto de Thar, contrastando com as exuberantes roupas e turbantes dos habitantes locais e a capital Jaipur (conhecida como “cidade cor-de-rosa”, devido às suas construções de arenito rosa: Amber Fort, Palácio dos Ventos).

– No Rajastão Central, a cidade sagrada de Pushkar, com um lago sagrado, em redor do qual foram construídos inúmeros templos dedicados a Shiva.

– Varanasi, a capital religiosa, situada nas margens do Rio Ganges, em cujas águas milhares de indianos se banham diariamente, num rito purificador.

– Darjeeling, no nordeste, região montanhosa dos Himalaias preferida dos britânicos, com os seus mosteiros budistas.

– Khajuraho, com os seus templos diversificados, desde os deuses do sol, a touros sagrados, passando pelos mais famosos, os do sexo, nos quais são esculpidas posições do Kama Sutra.

– Ilhas Andaman e Nicobar; na Baía de Bengala, localizam-se 300 ilhas tropicais, cobertas por florestas, com praias de areia branca e água cristalina, com recifes de corais, convidando ao mergulho.

Há 1 ano no Memória Virtual – Itália

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28 Julho, 2004 at 8:22 am

…17 DIAS – ILHA DE PÁSCOA

A Ilha de Páscoa, com um formato triangular, de apenas 180 km2, com “cabalísticos” 22 km de base e 11 km de largura, constituída por terras áridas, originárias de erupções de quatro vulcões (actualmente inactivos), é como um ponto perdido no meio do Oceano Pacífico, a meio caminho entre a costa da América do Sul e o Tahiti, distando 3 700 km do Chile (país a que pertence) e 4 050 km de Papeete (Tahiti), sendo a parcela de terra mais isolada do resto da humanidade!

Foi descoberta casualmente pelo Almirante holandês Jacob Roggeven, num domingo de Páscoa de 1722; foi entretanto rebaptizada pelos espanhóis com o nome de Ilha de São Carlos, sendo designada pelos locais por Rapa-Nui.

É a terra dos “Moais”, mais de 1 000 esculturas gigantes, construídas com lava vulcânica petrificada, de 3 a 10 metros de altura, pesando dezenas de toneladas, estimando-se o seu período de construção entre os séculos VIII e XIII.

À luz do conhecimento de hoje, a sua movimentação até aos extremos da Ilha, na sua faixa costeira, é uma “impossibilidade”, tendo em atenção o seu peso e a natureza do terreno – um dos mais inexplicáveis mistérios do Planeta.

As colossais estátuas, com formas humanas, apresentam a mesma expressão, parecendo perscrutar o horizonte – embora estejam geralmente de costas para o mar, olhando para o interior, tendo sido encontradas mais de 200 estátuas inacabadas.

Uma teoria defende que estas estátuas monolíticas teriam sido construídas pelos antigos nativos funcionando como pára-raios, por via dos chapéus na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvendo os raios. Até então, supunha-se que as estátuas poderiam ter inspiração religiosa.

Na verdade, as interrogações e a controvérsia subsistem; ninguém pode dizer com certeza por que e como foram erigidas estas estátuas gigantes, das mais incríveis descobertas do homem.

Há 1 ano no Memória Virtual – Lance Armstrong

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27 Julho, 2004 at 8:25 am

RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (VI)

Em relação a outro dos factores determinantes nesta classificação – “Gastos Públicos com Educação” / “Literacia” – destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, Gastos Públicos com Educação (% do PIB); Taxa de literacia de adultos; Taxa de literacia população entre 15 e 24 anos; Ratio de estudantes no ensino secundário:

– Noruega: 6,8 / 100 / 100 / 95
– Suécia: 7,4 / 100 / 100 / 99
– Austrália: 5,1 / 100 / 100 / 88
– Canadá: 6,5 / 100 / 100 / 98
– Holanda: 6,0 / 100 / 100 / 90
– Bélgica: 5,0 / 100 / 100 / …
– Islândia: 5,4 / 100 / 100 / 82
– EUA: 5,2 / 100 / 100 / 85
– Japão: / 100 / 100 / 100
– Irlanda: 5,2 / 100 / 100 / 82

– Portugal: 4,2 / 92,5 / 100 / 85

Realce positivo para a recuperação que Portugal tem conseguido ao nível da taxa de literacia, que se espera esteja a caminho dos 100 % (de notar que a Taxa de literacia de adultos indicada é a do estudo anterior, não se encontrando disponíveis dados actualizados).

A percentagem de estudantes no ensino secundário (incidindo sobre a totalidade da população em idade de frequentar esse grau de escolaridade) será um dos aspectos ainda a melhorar, isto apesar de outros países evidenciarem também opções que não apontam exclusivamente para esta orientação (casos da Islândia e dos EUA, por exemplo).

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26 Julho, 2004 at 1:50 pm

…18 DIAS – IGUAÇU (CATARATAS)

As Cataratas do Iguaçu – situadas num ponto de tripla fronteira entre o Brasil, Argentina e Paraguai (próximo das cidades de Paraná, Puerto Iguazú e Ciudad del Este) – formaram-se há cerca de 150 milhões de anos, sendo constituídas por um complexo de 275 quedas que se estendem por cerca de 5 km, que, em época de cheias, formam uma frente única.

Compreendem 19 grandes saltos (apenas 3 do lado brasileiro, Floriano, Deodoro e Benjamim Constant – embora os 16 do lado argentino, voltados para o Brasil, sejam preferencialmente visíveis da fronteira brasileira), precipitando-se a parte principal das Cataratas na profunda fenda provocada pela erosão ao longo de milhões de anos, na chamada “Garganta do Diabo”.

Na etimologia tupi-guarani, Iguaçu significa “água grande”.

O Rio Iguaçu nasce próximo da Serra do Mar, percorrendo 1320 km até à foz, desaguando no Rio Paraná; antes das Cataratas, mede 1 200 metros de largura, estreitando até cerca de 65 metros na fenda tectónica.

A largura das Cataratas no lado brasileiro é de 800 metros, sendo de 1 900 metros no lado argentino, ou seja um total de 2 700 metros de frente semi-circular, com um desnível entre 40 e 82 metros.

As Cataratas foram vistas pela primeira vez por europeus em 1542, quando a expedição de Dom Alvar Nunez Cabeza de Vaca descia o Rio Iguaçu em canoa, na tentativa de alcançar o Rio Paraná, tendo então sido baptizadas com o nome de “Salto de Santa Maria”, embora o termo guarani Iguaçu acabasse por prevalecer.

Cerca de 700 000 pessoas visitam anualmente o local, Património Mundial da Humanidade, enquadrado no Parque Nacional do Iguaçu.

Há 1 ano no Memória Virtual – Pablo Casals

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26 Julho, 2004 at 8:43 am

…19 DIAS – HOLANDA

A Holanda – cuja denominação oficial é a de Países Baixos, compreendendo a Holanda do Norte e a Holanda do Sul – faz fronteira com a Bélgica a Sul, a Alemanha a Leste e o Mar do Norte, a Norte e Oeste, sendo um país “conquistado ao mar”.

A capital política do país localiza-se em Haia, mas a principal cidade é a de Amesterdão, construída sobre diques na foz do Rio Amstel, com o seu famoso porto e os inúmeros canais, que a transformam numa das mais belas e românticas cidades da Europa.

Haia dista pouco mais de 50 km de Amesterdão, destacando-se o Museu Mauritshuis, com famosas obras de Johannes Vermeer (nomeadamente “A Vista do Delft” e “Rapariga com Brinco de Pérola”).

Amesterdão – uma cidade de “espírito aberto e moderno”, também famosa pelos seus cafés “liberais”, tem ainda como grandes atracções turísticas, os museus, albergando obras dos maiores pintores do mundo.

Destacam-se os Museus Van Gogh (com uma vasta colecção de obras do artista), o Rijksmuseum (com uma excelente colecção de pintores flamengos, em particular Rembrandt), para além do Museu Stedelijk de arte moderna. A visitar também o “Escher in Het Paleis” ou, se preferirmos, Museu Escher. A casa de Anne Frank é também um ponto de visita “obrigatório”.

Os mais de 100 canais que atravessam a cidade e as fachadas dos edifícios fronteiros, repletas de janelas de diferentes tonalidades são um outro “espectáculo” a não perder, transportando-nos para uma atmosfera do século XVII, concorrendo com Veneza.

Uma cidade onde os passeios são feitos principalmente de bicicleta. A aproveitar também as inúmeras esplanadas. Não esquecendo claro, a visita às famosas tulipas holandesas.

Roterdão, a cidade com o maior porto holandês, capital da arquitectura moderna, alberga 34 museus, 42 galerias de arte, 25 salas de cinemas, meia centena de festivais e eventos anuais e mais de mil e quinhentos cafés e restaurantes.

Há 1 ano no Memória Virtual – Bitácoras

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25 Julho, 2004 at 11:10 am

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