Posts filed under ‘Sociedade’

…5 DIAS – PATAGÓNIA

A Patagónia localiza-se na região sul da América do Sul, ocupando uma área de cerca de 800 000 km2, iniciando-se, no lado do Chile, a sul de Puerto Montt; na parte da Argentina, inicia-se a sul do Rio Colorado, incluindo Bariloche e a Península Valdes.

As partes argentina e chilena encontram-se separadas pelos Andes, num cenário caracterizado por montanhas, glaciares, lagos e florestas. A Patagónia tem o seu termo na famosa Terra do Fogo, extremo sul da América, no Cabo Horn.

A Patagónia chilena divide-se na parte Norte (onde se localiza a Laguna San Rafael e a famosa estrada Carretera Austral) e Sul (na província de Magallanes, onde se localiza o Parque Nacional Torres del Paine). A principal cidade da Patagónia chilena é a de Punta Arenas, de onde partem os cruzeiros para a Terra do Fogo e Antártida.

A Patagónia argentina – dividida em Patagónia Andina (área montanhosa), Patagónia Central (planalto) e Patagónia Atlântica (costa com penhascos) abrange cinco províncias (Tierra del Fuego, Santa Cruz, Chubut, Río Negro e Neuquén). As principais atracções localizam-se na Terra do Fogo, San Carlos de Bariloche, Parque Nacional Los Glaciares, Parque Nacional Lanín, Termas de Copahue, Parque Nacional Laguna Blanca e San Martin de Los Andes.

Com uma densidade populacional de menos de 2 habitantes/km2, a Patagónia é uma das regiões menos densamente povoadas do mundo.

Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a atravessar a região, em 1520. Não obstante, os primeiros a visitar a região foram Nuño Manuel e Cristóbal de Haro, numa viagem exploratória secreta, ao serviço da Coroa portuguesa. Apesar de os espanhóis apenas terem chegado dois anos depois, acabariam por tomar posse da terra que lhes pertencia de “direito”, de acordo com o Tratado de Tordesilhas; a colonização da região teria início em 1536.

Em 1832-33, no decurso da sua viagem de volta ao mundo no Beagle, Charles Darwin passou pela Patagónia, recolhendo fósseis, existindo ainda hoje a Cordilheira Darwin e o Canal Beagle, ambos na Terra do Fogo.

A Terra do Fogo é formada por um conjunto de ilhas (de que a maior é a Tierra del Fuego ou Isla Grande), entre canais e fiordes, envolvidos por altas montanhas do extremo sul da Cordilheira dos Andes, separadas do Continente pelo Estreito de Magalhães – encontra-se também dividida, desde 1881, entre a Argentina (parte leste) e o Chile. O ponto mais a sul do arquipélago, pertencente ao Chile, forma o Cabo Horn.

A capital da província (do lado argentino) é Ushuaia, a cidade mais ao sul no mundo, situada nas margens do Canal Beagle, rodeada pelos Montes Martial. A linha do “fim do mundo” (Tierra del Fuego Line) proporciona paisagens de “cortar a respiração” de montanhas cobertas de neve. Existe também um “Museu do Fim do Mundo”, dedicado à história e cultura da região. É um local ideal para praticar trekking, andar a cavalo, mountain bike, pesca e passeios pelos Canal Beagle (visitando lobos marinhos, corvos marinhos e pinguins), Cabo Horn e Antártida.

O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO. A sua maior atracção é o glacial Perito Moreno, com paredes até 60 metros de altura e mais de 500 km2 de superfície.

Há 1 ano no Memória Virtual – Carta aberta

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8 Agosto, 2004 at 1:55 pm

…6 DIAS – NOVA ZELÂNDIA

A Nova Zelândia é um país localizado na Oceania, no Sudoeste do Oceano Pacífico – nos antípodas de Portugal –, integrando duas ilhas principais – Ilha do Norte e Ilha do Sul, separadas pelo Estreito de Cook –, para além de diversas pequenas ilhas. Tem uma superfície total de cerca de 277 000 km2, equivalente à dimensão da Itália ou Grã-Bretanha, sendo que nenhum ponto do país dista mais de 180 km do mar.

Trata-se de uma nação independente, membro da Commonwealth, cujo chefe de Estado é a Rainha Isabel II.

Os primeiros colonizadores do território, os Maoris, aportaram nas ilhas cerca de 1100, espalhando-se por toda a Polinésia. Deram-lhes o nome de Aotearoa (Terra da Grande Nuvem Branca). À actual cidade de Auckland chamaram-lhe Tamaki Makau Rau (A Cidade dos Cem Amantes). Ainda hoje representam cerca de 10 % da população.

Em 1644, o navegador holandês Abel Tasman chegou às terras habitadas pelos Maori, dando-lhe o nome de Staten Landt e, posteriormente, de Nieuw Zeeland, encantando-se os europeus com a variedade das paisagens, as praias e montanhas (Alpes da Ilha do Sul, cobertos de neve). Mais de 100 anos depois, em 1769, seria o Capitão Cook a aportar a Waitemata Harbour.

Em 1839, quando o governo britânico decidiu incorporar a Nova Zelândia no Império Britânico, o capitão William Hobson designaria a nova capital como Auckland; contudo, em 1865, a capital seria transferida para Welligton. A Nova Zelândia viria a alcançar a independência em 1931.

Graças ao seu isolamento, o país teve oportunidade de preservar a sua fauna e flora, dispondo de espécies animais raras como o Kiwi – símbolo do país –, uma ave que perdeu as asas ao longo do seu processo evolutivo, dada a ausência de predadores na região.

As principais cidades são: Wellington, Auckland e Christchurch.

Wellington, a capital da Nova Zelândia, apresenta a sofisticação dos grandes centros mundiais, ao mesmo tempo que beneficia de uma bela baía, sendo rodeada por grandes montanhas. A cidade é também a capital cultural do país. A conhecer também o antigo Palácio do Governo, o maior edifício de madeira do Hemisfério Sul e a Catedral de Old St. Paul.

Auckland, a maior cidade do país, com 1,5 milhão de habitantes, localizada entre o mar da Tasmânia e o Oceano Pacífico, é conhecida como a cidade do “melhor de dois mundos”, sendo o seu “ex-libris” os veleiros (mais de 80 000, ancorados nas marinas, cobrindo o mar quando saem. É uma cidade moderna, com o maior edifício do Hemisfério Sul, a Sky Tower, com 328 metros, mas que, ao mesmo tempo, combina influências ocidentais, asiáticas e polinésias. Sendo a metrópole menos densamente povoada do mundo, foi mesmo considerada, em 2000, a 3ª cidade com maior qualidade de vida do mundo.

Christchurch é a maior cidade da Ilha do Sul, sendo conhecida como “A Cidade Jardim”, proporcionando visitas às planícies de Canterbury, assim como observação de baleias em Kairoura, um dos poucos locais do mundo onde é ainda possível fazê-lo, assim como esquiar no Tasmanc Glacier, no Mount Cook.

O Bungee Jump foi inventado na cidade de Queenstown, mas são vários os desportos “radicais” à disposição: mountain bike, jet boating, rafting, esqui, paraquedismo, balonismo…

Há 1 ano no Memória Virtual – Blogues em África

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7 Agosto, 2004 at 2:48 pm 1 comentário

…7 DIAS – NOVA IORQUE

New York - Estátua da LiberdadeA “Big Apple” daria tema para um “blogue” inteiro e não apenas para uma “entrada”…

Considerada a capital cultural da América, Nova Iorque, “The City that Never Sleeps” reúne pessoas e culturas de todos os cantos do mundo, tenda uma oferta quase infinita de atracções, de que se destaca particularmente a grande variedade de museus.

É preciso viver a cidade de New York – a sua atmosfera, o cosmopolitismo, o “glamour” e energia, os arranha-céus que quase escondem o sol – para poder senti-la e avaliar a sua mítica capacidade de encanto e atracção.

A cidade de New York localiza-se no Estado com o mesmo nome, já designado por George Washington como o “Empire State”.

Tendo por centro a ilha de Manhattan, a cidade de Nova Iorque é como que um arquipélago, formado por vários “bairros” (“districts”) que são também ilhas, como Queens, Brooklyn e Staten Island, sendo o único “district” continental o do Bronx.

New York

Manhattan (verdadeira “capital do mundo”) – não obstante os seus apenas 21 km de comprimento e 3,7 km de largura (na parte mais larga) –, com pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, congrega as mais luxuosas lojas (na famosa 5th Avenue), assim como o centro financeiro do mundo (Wall Street).

Uma cidade com uma infinidade de pontos de paragem “obrigatórios”: Estátua da Liberdade, Central Park, Empire State Building, Ellis Island, Ponte de Brooklin, Times Square, Battery Park, Wall Street, os teatros de Broadway, o edifício das Nações Unidas … mas também, o Harlem, a Chinatown, a Little Italy, o Soho, o Metropolitan Museum of Art, o MoMA – Museu de Arte Moderna, Museu Guggenheim…

Central Park – O “pulmão” da cidade, um vasto jardim com lagos, espaços para atracções culturais e área de prática de desporto.

Empire State Building – Construído na primeira metade do século XX, com 102 andares e mais de 400 metros de altura, dispõe de observatórios a partir do 86º andar (a 320 metros), proporcionando uma magnífica vista panorâmica da cidade, já experimentada por mais de 110 milhões de visitantes, desde 1931.

Ellis Island – Abriga o museu dedicado à história da imigração e ao papel fundamental desempenhado pela ilha durante as migrações em massa, no século XIX.

Estátua da Liberdade – Inaugurada em 1886, localiza-se na Ilha da Liberdade, frente ao Porto de Nova Iorque, a estátua foi doada pela França como prova da amizade entre os dois países, constituindo-se hoje como o próprio símbolo dos EUA. As 25 janelas da coroa simbolizam as jóias da terra; os sete raios representam os sete mares e continentes. No percurso a partir de Battery Park até à ilha (e no regresso), uma sumptuosa visão do “skyline” de Manhattan. Reabriu esta semana!

Time Square – A praça mais famosa de Nova Iorque, onde se concentram cinemas, teatros e fabulosos placards luminosos.

Battery Park – Situado no extremo sul de Manhattan, apresenta como atractivo principal o Castelo Clinton, servindo como ponto de partida para a Ilha da Liberdade e para a Ellis Island.

Ponte de Brooklin – Concluída em 1883, a ponte é uma obra prima da engenharia, ligando Manhattan a Brooklin, passando sobre o East River, proporcionando também uma magnífica vista da cidade.

Museu Guggenheim– Fantástico edifício de forma cónica, em que, numa espiral ao longo de 7 andares, podem ser vistas algumas das mais importantes obras de arte dos séculos XIX e XX.

Guggenheim - New York

Metropolitan Museum of Art – Maior museu de arte da América, alberga mais de 2 milhões de obras.

MoMA – The Museum of Modern Art

Metropolitan Museum of Art - New York

Há 1 ano no Memória Virtual – Volta a Portugal em Bicicleta

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6 Agosto, 2004 at 8:58 am

…8 DIAS – NIAGARA FALLS

As cataratas do Niagara – segundas maiores do mundo, depois das Victoria Falls, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe – são as mais famosas da América do Norte, localizando-se na fronteira do Canadá com os EUA, com as respectivas cidades com o nome Niagara Falls separadas pelo rio Niagara, que liga os lagos Erie e Ontário.

O nome Niagara tem origem no termo índio Onguiaahara (“grande trovão de águas”). As cataratas foram vistas pela primeira vez por um europeu em 1678, por Louis Hennepin, um padre francês, integrante de uma expedição de exploração do continente.

A maior das quedas de água (por onde corre cerca de 90 % da água do rio) tem o nome de Horseshoe Falls (Queda da Ferradura), com 792 metros de largura e cerca de 55 metros de altura.

Uma das principais atracções é a de observar a queda de água a partir de uma das torres de observação, de que a mais famosa é a Skylon Tower (com 300 metros de altura e elevadores panorâmicos).

Imperdíveis também são o passeio na Maid of the Mist, uma embarcação turística que navega no lago, aproximando-se bastante das próprias quedas, onde os visitantes, não obstante a protecção de capas plásticas, não deixam de “tomar um duche”, assim como a visita sob as cataratas, em grutas / túneis por trás da queda de água. Há também (para “quem pode”) passeios de helicóptero sobre as cataratas.

No Inverno, a panorâmica das Cataratas muda radicalmente de “visual”, quando as águas do rio Niagara gelam, formando como que um grande bloco de gelo “em queda” – embora a volumosa torrente de água nunca cesse de fluir, formam-se “mini-icebergs” e até uma “ponte de gelo” ao longo do rio, pela qual chegou a ser (no início do século XX) autorizada a movimentação de pessoas. Em Março de 1848, durante algumas horas, a água chegou mesmo a soldificar por completo, interrompendo o seu curso.

Visitadas por mais de 12 milhões de pessoas por ano, as Niagara Falls são o “destino de lua-de-mel” preferido dos casais norte-americanos, numa região em que abundam também os Casinos.

Em ano de centenário, a cidade canadiana de Niagara Falls tem um vasto programa comemorativo em agenda.

As cataratas do Niagara situam-se também próximo das cidades norte-americana de Buffalo (junto da fronteira) e canadiana de Toronto (a cerca de uma hora de automóvel), também um local de visita “obrigatória”.

Há 1 ano no Memória Virtual – Ocupações

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5 Agosto, 2004 at 8:35 am 2 comentários

…9 DIAS – MÓNACO

Um mero rochedo no extremo leste da Provença, com uma cidade escarpada sobre o Mediterrâneo, que se tornaria num território de inevitável sedução, num “reino” / “principado de sonho”, um país quase “irreal”!

Um pequeno país, com um fenomenal desenvolvimento turístico, impulsionado pela dinastia Grimaldi (no trono há 700 anos), com base na Société des Bains de Mer e no Casino, exponenciado com o “glamour” da família real e com o Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1.

A região foi ocupada pelos Romanos no final do século II A.C., época em que prosperavam os marinheiros fenícios e cartagineses.

Com a queda do Império Romano no século V, o território sofreria sucessivos ataques de povos bárbaros. Só a partir do século X, após a expulsão dos Sarracenos pelo Conde da Provença, a actual “Côte d’Azur” começaria a ser repovoada.

A verdadeira história do Mónaco inicia-se a partir do século XIII, com o nascimento do futuro Principado a 10 de Junho de 1215, altura em que o território entrou na posse dos genoveses, com os Grimaldi a construir a Fortaleza que constitui actualmente o Palácio do Príncipe.

Fulco del Castello obteria então, do Imperador Henri VI, a soberania do conjunto das terras em torno do rochedo do Mónaco, atraindo população com uma política de concessão de terras e isenção de impostos.

Em 1269, os Guelfos e seus aliados (os Grimaldi) seriam expulsos de Génova, refugiando-se na Provença. Em 1297, François Grimaldi penetrava na Fortaleza do Mónaco, marcando a data de início da dinastia Grimaldi, na sequência da tomada de posse do território pela família.

A soberania do território seria reconhecida pelo Rei de França, Charles VIII, em 1489, enquanto que Louis XII, viria a reconhecer, 23 anos depois, a independência do Mónaco.

Não obstante, em 1793, o Mónaco seria reunido à França, sob o nome de “Fort Hercule”. Apenas em 1814, o primeiro Tratado de Paris atribuiria o Principado ao Príncipe.

Apesar de ter perdido cerca de 80 % do seu território, o Mónaco viria finalmente a reconquistar a sua independência em 1861. Dois anos depois, seria concedido o monopólio do jogo à Société des Bains de Mer.

Em 1911, o Principado do Mónaco torna-se numa monarquia constitucional; este ano assinala também a organização do primeiro Rali Automóvel de Monte Carlo.

Em 1949, o Príncipe Rainier III sucedia ao seu avô, Louis II, vindo a casar em 1956 com a actriz americana Grace Kelly, de que resultaria a descendência “mais famosa da realeza europeia”: Príncipe Alberto e as Princesas Caroline e Stephanie. O Mónaco iniciava um período de grande prosperidade, sustentado no Casino e no facto de ser também um “paraíso fiscal”.

Há 1 ano no Memória Virtual – A Europa das Línguas

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4 Agosto, 2004 at 8:45 am

…10 DIAS – MACHU PICCHU

Machu Picchu, a mais visitada rota da América do Sul, localiza-se no sudoeste do Perú, 112 km a noroeste da cidade de Cusco, centro do Império Inca, que se estendeu desde a Colômbia ao Chile.

Segundo a lenda, Cusco teria sido fundada por Manco Cápac y Mama Ocllo, filhos do deus Sol, que sairam do Lago Titicaca com a missão de fundar a capital de um grande reinado.

Supõe-se que a cidade sagrada de Machu Picchu (“Montanha velha”, em idioma quechua) – Património Cultural e Natural da Humanidade –, situada a 2 400 metros de altitude, tenha sido criada (no século XV, por Pachacutec) para conquistar a floresta ou para proteger o império de eventuais ataques dela provenientes, não tendo nunca, contudo, sido decifrado o mistério da sua origem e finalidade.

Esta enorme riqueza cultural, histórica e natural dos povos andinos – um dos mais importantes monumentos arquitectónicos e arqueológicos do mundo, de surpreendente perfeição e beleza, cujas ruínas mantêm um impressionante grau de conservação –, seria descoberta para o mundo pelo professor americano Hiram Bingham em 1911.

A grande atracção decorre das suas praças, aquedutos e torres de vigilância, observatórios e relógio solar, colocando em evidência a avançada sabedoria dos povos andinos.

A caminho de Machu Picchu, pode ainda navegar-se no Lago Titicaca, que, com os seus 4 200 metros de altitude acima do nível do mar é o Lago mais alto do mundo.

Há 1 ano no Memória Virtual – Textos pré-blogues – DN Jovem

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3 Agosto, 2004 at 8:34 am

…11 DIAS – LHASA – TIBETE

O Tibete, “Tecto do mundo”, protegido pela colossal barreira natural dos Himalaias, com uma ancestral civilização de singular riqueza cultural e religiosa, foi contudo ocupado pela China em 1959.

O 14º (actual) Dalai Lama foi forçado a exilar-se, conquistando não obstante o seu povo para a sua causa.

A cidade sagrada de Lhasa (“O lugar dos Deuses”) – proibida aos estrangeiros até há poucas décadas – foi fundada no século VII, em torno do Templo de Jokhang, a construção mais antiga da região. Nessa época, os vários clãs que habitavam a zona uniram-se, consolidando um vasto império que chegou a incluir o Nepal, Cachemira, Butão e norte da Birmânia, que reinaria até ao século IX.

No século XIII, Gengis Khan dominou o território, convertendo-se o seu filho Kublai Khan, Imperador da China, ao budismo tibetano, entregando o controlo do Tibete aos grandes Lamas.

A intensa actividade espiritual teria como consequência uma estagnação da economia e do progresso num estado primitivo, até meados do século XX, quando metade da população era ainda nómada.

O Palácio de Potala (antiga residência de Inverno do Dalai Dama), construído em 1645, sobreviveu a vários ataques militares, continuando a impor-se em Lhasa.

Também no vale de Lhasa, locais de visita obrigatória são o Palácio de Verão do Dalai Lama, os mosteiros Será e Drepung.

Há 1 ano no Memória Virtual – “O dossier da vida”

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2 Agosto, 2004 at 8:25 am

…12 DIAS – KILIMANJARO

Localizado na África Oriental, no Norte da Tanzânia, próximo da fronteira com o Quénia, cerca de 300 km abaixo do Equador, o Monte Kilimanjaro, envolvendo o Kibo, um vulcão inactivo há cerca de 100 mil anos, eternamente coberto por gigantescos glaciares, com os seus 5 895 metros, é o ponto mais alto de África, erguendo-se subitamente no meio do planalto africano, imponente e majestoso, não integrando qualquer cadeia montanhosa.

Na savana africana que o envolve, pode ver-se uma vasta fauna, composta por zebras, macacos, girafas, gnus, elefantes, leões, antílopes, hipopótamos, búfalos e flamingos.

Na escalada, sem especial complexidade técnica (a mais fácil dos “Sete Cumes”), requerendo não obstante uma boa experiência de marcha, atravessa-se a verdejante e densa floresta tropical.

A subida é feita a uma “velocidade média” de cerca de 200 metros (de altitude) por hora, sendo necessárias algumas pausas para restabelecimento físico e alimentar, dado que os últimos metros de ascensão são feitos respirando metade do oxigénio a que estamos normalmente habituados.

O Kilimanjaro é uma montanha sagrada há milhares de anos para as tribos da região, sendo o seu pico ocidental chamado “Ngàge Ngài” – a Casa de Deus (segundo os “Chaagas”).

Também na Tanzânia, no seu extremo norte, a cidade de Arusha é ponto de partida dos mais famosos safaris, assim como das expedições ao Kilimanjaro, cuja base se centra em Moshi, a 80 km.

Há 1 ano no Memória Virtual – O melhor do rock português 1980-1984

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1 Agosto, 2004 at 9:55 am

…13 DIAS – JUKKASJARVI

Em Jukkasjärvi, uma pequena povoação Sami, na Lapónia Sueca (significando o nome da localidade, “ponto de encontro”), a 200 km do Círculo Polar Árctico, pode encontrar-se uma incrível obra de arte, o “maior igloo do mundo”, o Hotel de Gelo, esculpido em cerca de 10 mil toneladas de gelo e cerca de 30 mil toneladas de neve.

Um hotel “renovado” a cada ano… na verdade, um hotel efémero – apenas funcionando no Inverno (de meados de Dezembro a meados de Abril) –, dado que um novo tem de ser construído todos os anos, porque derrete sob os raios do Sol na Primavera, quando as temperaturas sobem acima dos 0 graus.

O tecto, as paredes, os pilares, as camas, as mesas, os sofás, até os copos do bar: tudo em neve e gelo!

A porta de entrada é coberta com peles de rena; ao entrar no hotel, passa-se de uma temperatura exterior de 15 a 20 graus negativos para apenas cerca de 7 graus abaixo de zero, graças ao isolamento proporcionado pelas paredes de gelo, construídas a partir de blocos extraídos das águas geladas do rio Torne.

No “Ice Hotel”, os hóspedes dormem em especiais sacos de dormir polares, sobre camas de gelo cobertas com pele de rena, despertando de manhã com bebidas quentes para relaxar o corpo, seguindo depois para a sauna. Existe também um “Teatro do Gelo”.

Para além de Jukkasjärvi, o primeiro hotel do género em todo o mundo, há já mais dois outros hotéis, em Montmorency, Quebec, no Canadá e na Gronelândia.

Há 1 ano no Memória Virtual – “Fatias de Cá”

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31 Julho, 2004 at 8:02 am 1 comentário

…14 DIAS – IUCATÃO

As civilizações mais avançadas da América Central foram a maia e a azteca. Os maias estabeleceram-se ao norte da península de Iucatão, construindo várias cidades-santuários, enquanto os aztecas se estabeleceram nas ilhotas do lago de Texcoco, onde edificaram a capital de seu império, México-Tenochtitlán.

O império maia tinha uma organização estatal e social bem definida, nas quais se diferenciavam classes sociais e profissões. Os maias constituíram um dos mais cultos povos da América pré-colombiana, revelando grande sentido artístico e um elevado nível intelectual e cultural, patente nomeadamente nos grandes avanços nas áreas da matemática e da astronomia, por exemplo com o seu calendário de grande fiabilidade.

Deixariam também o testemunho da sua grandeza em colossais obras arquitectónicas, de que se destacam os templos e palácios em terraços piramidais, assim como os relevos e esculturas decorativas e pinturas.

Em 1841-42, o americano John Lloyd Stephens descobria, nas florestas do Noroeste do interior da península do Iucatão – na região de Puuc (“Terra das Colinas”) – maravilhas atrás de maravilhas, de que são exemplos: a fachada de um templo grandioso em Labná, a “Casa Grande” de Sayil (sumptuoso palácio).

Entre cerca dos anos 800 a 1000, a região de Puuc teria mais de 150 prósperas cidades, de que se destacavam Uxmal, Kabah e Sayil – locais actualmente considerados Património Mundial da Humanidade.

Localizado no sudeste do México, o Estado de Iucatão compõe, com mais dois estados (Campeche e Quintana Roo), a península de Iucatão. O Iucatão apenas seria tomado pelos espanhóis na década de 1540 a 1550, depois de vários reveses, por Francisco Montejo (filho), que viria a ser o seu primeiro governador. A sua casa, em Mérida (concluída em 1549), manteve-se como uma jóia, com elementos decorativos que imitam os que se encontram em peças de ourivesaria.

Mérida, a actual capital do Estado de Iucatão, é uma cidade charmosa, de ruas estreitas, edifícios coloniais e de estilo europeu, tendo sido também um importante centro da cultura maia no Iucatão antes da chegada dos conquistadores espanhóis. Não obstante ter sido edificada como uma importante cidade do Império Maia, não conserva já resquícios desse tempo, apresentando agora uma arquitectura colonial, influenciada pelas luzes europeias do século XVIII e pela Belle Époque dos finais de XIX, com o destaque para a Plaza Mayor e a Catedral de Santo Ildefonso, edificada na segunda metade do século XVI, a igreja mais antiga de toda a América continental. Constitui, ainda assim, um ponto de partida privilegiado para explorar os principais sítios arqueológicos da região: Uxmal (a 74 km) e Chichen Itzá (a 120 km).

Uxmal – A mais famosa das antigas cidades maias de Puuc – ou terra das colinas – no Iucatão, a capital da civilização maia, com a sua “Pirâmide do Mágico” (gigantesca, com 5 templos sobrepostos, a mais de 30 metros de altura) e o maravilhoso “Palácio do Governador”.

Mas a cidade mais importante do Iucatão, do tempo do Império dos maias, foi sem dúvida a cidade sagrada de Chichen Itzá (“Boca do Poço dos Itzaes”), que prosperou entre os anos 750 e 1200, onde ainda hoje é possível extasiar-nos com a cultura maia e com a sua grandeza colossal, expressa nomeadamente em construções como a Casa das Monjas, o Anexo, a Igreja, a Casa Colorada e a de Venado (estilo arquitectónico Maia Clássico, dos séculos IV a X); e, num estilo arquitectónico do período Toldeca, nos séculos X a XIII (com influência de outros povos mexicanos), os edifícios mais majestosos, da fase de maior pujança da cidade, como o Castelo ou Pirâmide de Kukulkán (o deus Sol) – com 24 metros de altura, 60 de base e uma escadaria de 91 degraus –, a Praça das Mil Colunas e o Templo dos Guerreiros.

Há 1 ano no Memória Virtual – 1º mês

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30 Julho, 2004 at 8:57 am

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