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Espanha – França – Liga das Nações da UEFA – Final

Espanha Espanha – Unai Simón, César Azpilicueta, Aymeric Laporte, Eric García, Marcos Alonso, Pablo Gavira “Gavi” (75m – Jorge Merodio “Koke”), Sergio Busquets, Rodrigo Hernández Cascante “Rodri” (84m – Pablo Fornals), Ferran Torres (84m – Mikel Merino), Mikel Oyarzabal e Pablo Sarabia (61m – Yéremi Pino)

França França – Hugo Lloris, Jules Koundé, Raphaël Varane (43m – Dayot Upamecano), Presnel Kimpembe, Benjamin Pavard (79m – Léo Dubois), Paul Pogba, Aurélien Tchouaméni, Theo Hernández, Antoine Griezmann (90m – Jordan Veretout), Kylian Mbappé e Karim Benzema

1-0 – Mikel Oyarzabal – 64m
1-1 – Karim Benzema – 66m
1-2 – Kylian Mbappé – 80m

Cartões amarelos – Aymeric Laporte (86m); Paul Pogba (46m), Jules Koundé (55m), Kylian Mbappé (90m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Stadio Giuseppe Meazza (San Siro), Milão

O Campeão do Mundo, França, sucede a Portugal como vencedor da “Liga das Nações”, na segunda edição desta novel competição da UEFA.

Numa partida jogada com altíssima intensidade competitiva – em determinadas fases um verdadeiro “hino ao futebol” -, a Espanha, fiel ao seu estilo de jogo, assumiu maior domínio e controlo durante a metade inicial, mas sem que tivessem sido registadas flagrantes ocasiões de golo.

Na segunda parte, apertando ainda mais o ritmo, a equipa francesa foi desgastando o adversário. Numa fase “louca”, à passagem dos 63 minutos, os franceses remataram ao poste, para, no lance imediato, ser a Espanha a inaugurar o marcador. Mas não estavam volvidos dois minutos quando a França restabeleceu a igualdade.

Quando se poderia começar a antecipar o prolongamento, à entrada dos derradeiros dez minutos, a turma gaulesa sentenciou o desafio, com Mbappé a beneficiar de uma controversa interpretação da lei do fora-de-jogo, uma vez que, encontrando-se em posição claramente mais avançada no terreno, acabou por receber a bola depois de um (algo inadvertido) toque de “raspão” de Eric García (que se esticara para tentar fazer a intercepção da bola). Na leitura que prevaleceu, a posição irregular do avançado francês teria sido sancionada caso o defesa espanhol não se tivesse feito ao lance…

Independentemente da forma como se materializou o triunfo, a selecção gaulesa demonstrou maior consistência, perante um adversário, de grande nível, mas ainda em construção, integrando muita (e muito promissora) juventude.

10 Outubro, 2021 at 9:55 pm 1 comentário

Itália – Bélgica – Liga das Nações da UEFA – 3.º/4.º lugar

Itália Itália – Gianluigi Donnarumma, Giovanni Di Lorenzo, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Emerson dos Santos, Nicolò Barella (70m – Bryan Cristante), Manuel Locatelli, Lorenzo Pellegrini (70m – Jorge Frello Filho “Jorginho”), Domenico Berardi (90m – Lorenzo Insigne), Federico Chiesa (90m – Federico Bernardeschi) e Giacomo Raspadori (65m – Moise Kean)

Bélgica Bélgica – Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jason Denayer, Jan Vertonghen, Timothy Castagne, Axel Witsel, Youri Tielemans (59m – Kevin De Bruyne), Alexis Saelemaekers (59m – Charles De Ketelaere), Hans Vanaken, Yannick Ferreira-Carrasco (87m – Leandro Trossard) e Michy Batshuayi

1-0 – Nicolò Barella – 46m
2-0 – Domenico Berardi (pen.) – 65m
2-1 – Charles De Ketelaere – 86m

Cartões amarelos – Giovanni Di Lorenzo (30m) e Emerson dos Santos (82m); Jan Vertonghen (14m), Axel Witsel (56m) e Toby Alderweireld (63m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Allianz Stadium, Turim

10 Outubro, 2021 at 7:00 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – 7ª Jornada

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       6   4   2   -  13 - 7  14
2º Portugal     5   4   1   -  11 - 4  13
3º Luxemburgo   5   2   -   3   5 - 9   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   6   -   1   5   3 -12   1

7ª jornada

09.10.2021 – Azerbaijão – Irlanda – 0-3
09.10.2021 – Luxemburgo – Sérvia – 0-1
(mais…)

9 Outubro, 2021 at 9:58 pm Deixe um comentário

Bélgica – França – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

Bélgica Bélgica – Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jason Denayer, Jan Vertonghen, Timothy Castagne (90m – Michy Batshuayi), Axel Witsel, Youri Tielemans (70m – Hans Vanaken), Yannick Ferreira-Carrasco, Kevin De Bruyne, Eden Hazard (74m – Leandro Trossard) e Romelu Lukaku

França França – Hugo Lloris, Jules Koundé, Raphaël Varane, Lucas Hernández, Benjamin Pavard (90m – Léo Dubois), Paul Pogba, Adrien Rabiot (75m – Aurélien Tchouaméni), Theo Hernández, Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Karim Benzema (90m – Jordan Veretout)

1-0 – Yannick Ferreira-Carrasco – 37m
2-0 – Romelu Lukaku – 40m
2-1 – Karim Benzema – 62m
2-2 – Kylian Mbappé (pen.) – 69m
2-3 – Theo Hernández – 90m

Cartão amarelo – Jan Vertonghen (67m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

Allianz Stadium, Turim

De forma análoga ao sucedido no uencontro de ontem também estas duas selecções se tinham defrontado, há não muito tempo, neste caso nas meias-finais do Mundial 2018, então com os franceses a saírem vitoriosos mercê de um tento solitario.

Esta noite, a Bélgica, com dois golos de “rajada”, num intervalo de apenas três minutos, parecia ter os Campeões do Mundo à sua mercê. Porém, não se descompondo, os franceses voltaram para a segunda parte com grande atitude, em forte pressão, empurrando a formação belga para o seu meio-campo, conseguindo, também com dois golos apontados num curto espaço de tempo, restabelecer a igualdade.

Num jogo de grande intensidade, a equipa da Bélgica assustaria ainda o adversário, ao marcar, já muito próximo do final, o que teria sido o terceiro golo… invalidado pelo VAR. Cerca de três minutos volvidos, acabaria por ser a França a chegar ao golo, culminando uma espectacular reviravolta, vencendo de novo, garantindo, outra vez, o apuramento para a Final de uma grande competição.

7 Outubro, 2021 at 10:37 pm Deixe um comentário

Itália – Espanha – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

Itália Itália – Gianluigi Donnarumma, Giovanni Di Lorenzo, Leonardo Bonucci, Alessandro Bastoni, Emerson dos Santos, Nicolò Barella (72m – Davide Calabria), Jorge Frello Filho “Jorginho” (64m – Lorenzo Pellegrini), Marco Verratti (58m – Manuel Locatelli), Federico Chiesa, Lorenzo Insigne (58m – Moise Kean) e Federico Bernardeschi (45m – Giorgio Chiellini)

Espanha Espanha – Unai Simón, César Azpilicueta, Aymeric Laporte, Pau Torres, Marcos Alonso, Jorge Merodio “Koke” (75m – Mikel Merino), Sergio Busquets, Pablo Gavira “Gavi” (84m – Sergi Roberto), Pablo Sarabia (75m – Bryan Gil), Mikel Oyarzabal e Ferran Torres (49m – Yéremi Pino)

0-1 – Ferran Torres – 17m
0-2 – Ferran Torres – 45m
1-2 – Lorenzo Pellegrini – 83m

Cartões amarelos – Leonardo Bonucci (30m) e Manuel Locatelli (82m); César Azpilicueta (45m), Pablo Sarabia (65m), Yéremi Pino (71m) e Mikel Oyarzabal (89m)

Cartão vermelho – Leonardo Bonucci (42m)

Árbitro – Sergei Karasev (Rússia)

Stadio Giuseppe Meazza (San Siro), Milão

Na desforra da eliminação (no desempate da marca de grande penalidade) nas meias-finais do “EURO 2020”, a Espanha impôs-se categoricamente frente aos Campeões da Europa, em pleno San Siro, evidenciando ampla supremacia – mesmo antes de os italianos terem ficado em inferioridade numérica.

Depois de ter chegado ao intervalo a vencer por 2-0, a selecção espanhola dominou, por completo, o jogo durante praticamente toda a segunda parte. Não obstante, não virando a cara à luta, a Itália conseguiria reduzir a desvantagem e repor a incerteza sobre o desfecho, nos minutos finais da partida.

Muito personalizada, a equipa de Espanha, controlando a posse de bola, não concederia veleidades ao adversário, que vê assim interrompida uma fantástica série de 37 jogos consecutivos sem derrota, desde que, a 10 de Setembro de 2018, tinha sido desfeiteada por… Portugal!

6 Outubro, 2021 at 10:04 pm Deixe um comentário

Portugal Campeão do Mundo de Futsal

Ao ganhar a Final, disputada em Kaunas, na Lituânia, ante a Argentina, por 2-1, Portugal sagrou-se esta noite Campeão do Mundo de Futsal, título máximo da modalidade, que junta ao de Campeão da Europa, conquistado em 2018.

No seu percurso para o título Mundial, Portugal começou por ganhar 4-1 à Tailândia e 7-0 às Ilhas Salomão e empatar 3-3 com Marrocos, na fase de Grupos, tendo terminado em 1.º lugar do seu grupo de apuramento. Seguiram-se triunfos frente à Sérvia (4-3, após prolongamento, nos 1/8 de final), Espanha (4-2, também após prolongamento, nos 1/4 de final) e Cazaquistão (no desempate da marca de grande penalidade, após empate 1-1 no tempo regulamentar e 2-2 após prolongamento).

Integraram a selecção portuguesa os seguintes jogadores, sob a direcção técnica de Jorge Braz: Euclides Vaz “Bebé”, André Sousa e Vítor Hugo (guarda-redes), Erick Mendonça, João Matos, Anilton “Pany” Varela, Afonso Jesus, Fábio Cecílio, Bruno Coelho, Ricardo Braga “Ricardinho”, Tiago Brito, Miguel Ângelo, Paulo Mendes “Pauleta”, André Coelho, Tomás Paçó e Izaquel “Zicky” Té. Pany foi o melhor marcador, com 8 golos, seguido por André Coelho (4) e Bruno Coelho (3). Ricardinho foi eleito o melhor jogador do torneio.

Anteriormente a equipa nacional obtivera já um 3.º lugar (em 2000) e um 4.º lugar (na edição precedente do Mundial, em 2016).

Palmarés da competição (vencedores):

  • Brasil – 5 (1989, 1992, 1996, 2008 e 2012)
  • Espanha – 2 (2000 e 2004)
  • Argentina – 1 (2016)
  • Portugal – 1 (2021)

3 Outubro, 2021 at 10:23 pm Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Alashkert – HJK Helsinki – 2-4
LASK Linz – Maccabi Tel-Aviv – 1-1

1º Maccabi Tel-Aviv e LASK Linz, 4; 3º HJK Helsinki, 3; 4º Alashkert, 0

Grupo B
Partizan – Flora Tallinn – 2-0
Gent – Anorthosis – 2-0

1º Partizan e Gent, 6; 3.º Flora Tallinn e Anorthosis, 0

Grupo C
CSKA-Sofia – Bodø/Glimt – 0-0
Zorya Luhansk – Roma – 0-3

1º Roma, 6; 2º Bodø/Glimt, 4; 3º CSKA-Sofia, 1; 4º Zorya Luhansk, 0

Grupo D
CFR Cluj – Randers – 1-1
AZ Alkmaar – Jablonec – 1-0

1º AZ Alkmaar, 4; 2º Jablonec, 3; 3º Randers, 2; 4º CFR Cluj, 1

Grupo E
Feyenoord – Slavia Praha – 2-1
Union Berlin – Maccabi Haifa – 3-0

1º Feyenoord, 4; 2º Slavia Praha e Union Berlin, 3; 4º Maccabi Haifa, 1

Grupo F
København – Lincoln Red Imps – 3-1
PAOK – Slovan Bratislava – 1-1

1º København, 6; 2º PAOK, 4; 3º Slovan Bratislava, 1; 4º Lincoln Red Imps, 0

Grupo G
Vitesse – Rennes – 1-2
Tottenham – Mura Murska – 5-1

1º Tottenham e Rennes, 4; 3º Vitesse, 3; 4º Mura Murska, 0

Grupo H
Basel – Kairat Almaty – 4-2
Omonia – Qarabağ – 1-4

1º Qarabağ e Basel, 4; 3º Kairat Almaty e Omonia, 1

30 Setembro, 2021 at 10:15 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Sparta Praha – Rangers – 1-0
O. Lyon – Brøndby – 3-0

1º O. Lyon, 6; 2º Sparta Praha, 4; 3º Brøndby, 1; 4º Rangers, 0

Grupo B
Sturm Graz – PSV – 1-4
Real Sociedad – Monaco – 1-1

1º PSV e Monaco, 4; 3º Real Sociedad, 2; 4º Sturm Graz, 0

Grupo C
Napoli – Spartak Moskva – 2-3
Legia Warsaw – Leicester – 1-0

1º Legia Warsaw, 6; 2º Spartak Moskva, 3; 3º Napoli e Leicester, 1

Grupo D
Antwerp – E. Frankfurt – 0-1
Fenerbahçe – Olympiakos – 0-3

1º Olympiakos, 6; 2º E. Frankfurt, 4; 3º Fenerbahçe, 1; 4º Antwerp, 0

Grupo E
Lazio – Lokomotiv Moskva – 2-0
O. Marseille – Galatasaray – 0-0

1º Galatasaray, 4; 2º Lazio, 3; 3º O. Marseille, 2; 4º Lokomotiv Moskva, 1

Grupo F
Sp. Braga – Midtjylland – 3-1
Ludogorets – Crvena zvezda – 0-1

1º Crvena zvezda, 6; 2º Sp. Braga, 3; 3º Ludogorets e Midtjylland, 1

Grupo G
Ferencváros – Betis – 1-3
Celtic – B. Leverkusen – 0-4

1º B. Leverkusen e Betis, 6; 3º Ferencváros e Celtic, 0

Grupo H
West Ham – Rapid Wien – 2-0
Genk – D. Zagreb – 0-3

1º West Ham, 6; 2º D. Zagreb e Genk, 3; 4º Rapid Wien, 0

30 Setembro, 2021 at 10:10 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Paris Saint-Germain – Manchester City – 2-0
RB Leipzig – Brugge – 1-2

1º Paris Saint-Germain e Brugge, 4; 3º Manchester City, 3; 4º RB Leipzig, 0

Grupo B
FC Porto – Liverpool – 1-5
AC Milan – Atlético Madrid – 1-2

1º Liverpool, 6; 2º Atlético Madrid, 4; 3º FC Porto, 1; 4.º AC Milan, 0

Grupo C
Ajax – Beşiktaş – 2-0
Borussia Dortmund – Sporting – 1-0

1º Ajax e Borussia Dortmund, 6; 3º Beşiktaş e Sporting, 0

Grupo D
Shakhtar Donetsk – Inter – 0-0
Real Madrid – Sheriff Tiraspol – 1-2

1º Sheriff Tiraspol, 6; 2º Real Madrid, 3; 3º Inter e Shakhtar Donetsk, 1

Grupo E
Benfica – Barcelona – 3-0
Bayern München – Dynamo Kyiv – 5-0

1º Bayern München, 6; 2º Benfica, 4; 3º Dynamo Kyiv, 1; 4º Barcelona, 0

Grupo F
Manchester United – Villarreal – 2-1
Atalanta – Young Boys – 1-0

1º Atalanta, 4; 2º Manchester United e Young Boys, 3; 4º Villarreal, 1

Grupo G
Salzburg – Lille – 2-1
Wolfsburg – Sevilla – 1-1

1º Salzburg, 4; 2º Sevilla e Wolfsburg, 2; 4º Lille, 1

Grupo H
Zenit – Malmö – 4-0
Juventus – Chelsea – 1-0

1º Juventus, 6; 2º Zenit e Chelsea, 3; 4º Malmö, 0

29 Setembro, 2021 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Valentino Lazaro (45m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (75m – André Almeida), Rafael “Rafa” Silva (86m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (86m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (75m – Adel Taarabt)

Barcelona – Marc-André ter Stegen, Eric García, Gerard Piqué (33m – Pablo Gavira “Gavi”), Ronald Araújo, Sergi Roberto (89m – Óscar Mingueza), Frenkie de Jong, Sergio Busquets (68m – Nicolás “Nico” González), Pedro “Pedri” González (68m – Philippe Coutinho), Sergiño Dest, Luuk de Jong (68m – Anssumane “Ansu” Fati) e Memphis Depay

1-0 – Darwin Núñez – 3m
2-0 – Rafael “Rafa” Silva – 69m
3-0 – Darwin Núñez (pen.) – 79m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (33m), Rafael “Rafa” Silva (56m), Alejandro “Álex” Grimaldo (62m) e Julian Weigl (72m); Gerard Piqué (12m), Eric García (54m), Sergiño Dest (78m) e Nicolás “Nico” González (86m)

Cartão vermelho – Eric García (87m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Era preciso já recuar alguns anos para encontrar uma vitória do Benfica sobre um gigante do futebol europeu: 1-0 ao Borussia Dortmund em Fevereiro de 2017 (numa eliminatória da “Champions” que, na 2.ª mão, não deixou boas memórias); 2-1 no Vicente Calderón, frente ao At. Madrid, há precisamente seis anos (a 30 de Setembro); 2-1 à Juventus em Abril de 2014, nas meias-finais da Liga Europa.

Para encontrar uma vitória por três (ou mais) golos ante um desses colossos é necessário recuar ainda muito mais: 5-1 ao Feyenoord em Março de 1972; ou, igualmente, 5-1 ao Real Madrid em Fevereiro de 1965. Para encontrar uma (a única, até à data) vitória face ao Barcelona, teremos de regressar no tempo, até 31 de Maio de 1961 (há mais de 60 anos!), à final de Berna, na qual o Benfica se sagrou Campeão Europeu pela primeira vez.

Só isto já permitirá bem dar uma noção da grandeza do feito alcançado pelo Benfica esta noite. É verdade que foi obtido ante uma equipa do Barcelona a atravessar uma enorme crise, desfalcada de Messi, e, porventura ainda mais importante que isso, forçada, por motivos financeiros, a reestruturar o seu plantel, recorrendo à sua formação. Mas o Benfica teve o grande mérito de, em mais uma gloriosa noite europeia, materializar – de forma categórica – o seu “favoritismo” (de que muitos desconfiámos) para este jogo.

As coisas não poderiam ter começado melhor (para o Benfica), nem pior (para um Barcelona, por estes dias, a duvidar imenso de si próprio): estavam apenas completos os dois minutos iniciais quando Darwin, no seu jeito muito “em força”, rompeu a defesa contrária, descaído sobre o lado esquerdo, ultrapassando um frágil Eric García, antes de se internar ligeiramente e rematar junto ao poste mais próximo, sem hipótese de defesa para Ter Stegen. O Benfica entrava a ganhar e adquiria, desde logo, um fantástico suplemento anímico, a reforçar a sua confiança.

Não obstante, no imediato, o Barcelona não se descompôs, assumindo até o controlo da posse de bola, evidenciando a qualidade individual dos seus jogadores, em especial Frenkie de Jong e, sobretudo, Pedri, fazendo a equipa portuguesa sofrer durante bastantes largos minutos. A turma catalã criou, pelo menos, três soberanas ocasiões para marcar, mas a desinspiração de Luuk de Jong, a par da grande concentração de Lucas Veríssimo, proporcionaram que a baliza benfiquista se mantivesse inviolada. Um período em que o Benfica foi feliz, com a sorte do jogo pelo seu lado.

Entretanto Piqué, já a começar a acusar alguma natural veterania, vira, logo aos 12 minutos, um cartão amarelo, tendo beneficiado do indulto do árbitro, que lhe poupou, ainda antes da meia hora de jogo, o segundo amarelo e consequente expulsão. Koeman, avisado, retirou-o de campo logo aos 33 minutos, optando por fazer baixar Frenkie de Jong para o eixo da defesa. Tal revelar-se-ia um fulcral erro estratégico.

Privado da influência do neerlandês na condução da manobra da equipa na zona nevrálgica do meio-campo, o Barcelona possibilitaria então ao Benfica começar a “ter bola”, com a dupla Weigl-João Mário em destaque, procurando explorar a potência física de Darwin, no ataque à profundidade, assim como a velocidade de Rafa, a baralhar a defesa contrária. Numa saída intempestiva de Ter Stegen da baliza, o uruguaio contornou o guardião, mas, de bastante longe e com ângulo apertado, mais não conseguiu que rematar à base do poste.

Koeman voltaria a ser infeliz quando, precisamente a meio da segunda parte, optou por fazer uma tripla substituição, em simultâneo, fazendo sair de campo um já muito desgastado Pedri. Os três substitutos não tinham entrado há mais de um minuto, portanto, procurando ainda posicionar-se no terreno, quando o Benfica ampliou a vantagem: João Mário, à entrada da área, contemporizou, tabelando no momento preciso com Yaremchuk, que lhe devolveu a bola de imediato; João Mário rematou, mas Ter Stegen fez a mancha, rechaçando a bola para a zona central, onde, muito oportuno, Rafa, de primeira, não perdoou, desferindo um míssil teleguiado para o fundo da baliza. O Barcelona estava derrotado.

Dez minutos volvidos, um subtil contacto de Dest com o braço na bola foi sancionado com grande penalidade, que Darwin, imperturbável, converteu no terceiro tento benfiquista. Estava consumada a goleada. A finalizar mais uma noite terrível, a formação da Catalunha ficaria reduzida a dez elementos, mas já não havia tempo para mais.

O Benfica, que teve, esta noite, a possibilidade de exponenciar as suas maiores qualidades – e beneficiando da inconsistência exibicional do adversário -, vencia de forma incontestável, por números expressivos, ante um Barcelona, com jogadores de indiscutível qualidade, mas que – repleto de equívocos tácticos, apresentando-se de forma desorganizada e em enorme crise de confiança – necessitará de muito trabalho para se poder constituir numa efectiva equipa.

29 Setembro, 2021 at 9:52 pm Deixe um comentário

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