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Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo B
Viktoria Plzen – Happoel Tel-Aviv – 4-0
Académica – At. Madrid – 2-0
1º At. Madrid e Viktoria Plzen, 9; 3º Académica, 4; 4º Happoel Tel-Aviv, 1
Grupo D
Bordeaux – Marítimo – 1-0
Brugge – Newcastle – 2-2
1º Newcastle, 8; 2º Bordeaux, 7; 3º Brugge, 4; 4º Marítimo, 2
Grupo G
Sporting – Genk – 1-1
Basel – Videoton – 1-0
1º Genk, 8; 2º Videoton, 6; 3º Basel, 5; 4º Sporting, 2
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Spartak Moscovo
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (82m – André Gomes), Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, André Almeida, Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Rodrigo (45m – Óscar Cardozo) e Lima (74m – Bruno César)
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Kirill Kombarov (62m – Jano Ananidze), Nicolás Pareja, Juan Manuel Insaurralde, Evgeni Makeev, Rafael Carioca, Kim Källström (71m – Artem Dzyuba), Diniyar Bilyaletdinov (79m – Marek Suchý), José Manuel Jurado, Dmitri Kombarov e Ari
1-0 – Óscar Cardozo – 55m
2-0 – Óscar Cardozo – 69m
Cartões amarelos – André Almeida (29m); Artem Rebrov (32m), Evgeni Makeev (33m) e Nicolás Pareja (38m) e José Manuel Jurado (82m)
Cartão vermelho – Nicolás Pareja (76m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
Estando perfeitamente conhecedor do que tinha (e tem) a fazer, para manter aspirações ao apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o que passa(va) necessariamente por vencer os jogos em casa frente ao Spartak Moscovo e ao Celtic (esperando que, por seu lado, o Barcelona cumprisse também o seu “papel”, de vencer os mesmos adversários), a equipa do Benfica abordou porém o jogo desta noite sem grande convicção, com uma toada lenta, de jogadas denunciadas, permitindo à equipa russa uma primeira parte relativamente tranquila.
Depois de dar “uma parte de avanço” ao adversário, a formação benfiquista pareceu despertar no segundo tempo, por coincidência ou não, com a entrada de Óscar Cardozo, que acabaria por ser o marcador dos dois tentos da vitória, desperdiçando ainda, por outro lado, de forma incrível, outras três soberanas oportunidades, a última delas rematando à trave na conversão de uma grande penalidade.
Pelo que jogou na segunda parte, o Benfica, claramente superior ao adversário, dominando a toda a linha, perante um – pelo menos esta noite – aparentemente inofensivo opositor, justificou plenamente a vitória, mantendo-se na disputa da qualificação, a qual, todavia, poderá ter ficado algo comprometida com o surpreendente triunfo do Celtic face ao Barcelona.
Em síntese, após a vitória de hoje, a tarefa apresenta-se, paradoxalmente, mais complexa: para além da imperiosa necessidade de vencer o Celtic na próxima jornada, terá, na última ronda, de, no mínimo, obter em Barcelona o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na recepção ao Spartak de Moscovo… e isto, contando que a equipa russa não complique ainda mais coisas com um eventual resultado positivo frente à formação da Catalunha.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Zagreb – 4-0
D. Kyiv – FC Porto – 0-0
1º FC Porto, 10; 2º Paris St.-Germain, 9; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Olympiakos – Montpellier – 3-1
Schalke – Arsenal – 2-2
1º Schalke, 8; 2º Arsenal, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
AC Milan – Málaga – 1-1
Anderlecht – Zenit – 1-0
1º Málaga,10; 2º AC Milan, 5; 3º Anderlecht, 4; 4º Zenit, 3
Grupo D
Real Madrid – B. Dortmund – 2-2
Manchester City – Ajax – 2-2
1º B. Dortmund, 8; 2º Real Madrid, 7; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 2
Grupo E
Chelsea – Shakhtar Donetsk – 3-2
Juventus – Nordsjælland – 4-0
1º Shakhtar Donetsk e Chelsea, 7, 3º Juventus, 6; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – Lille – 6-1
Valencia – BATE Borisov – 4-2
1º Bayern e Valencia, 9; 2º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Celtic – Barcelona – 2-1
Benfica – Spartak Moskva – 2-0
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 7; 3º Benfica, 4; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Manchester United – 1-3
CFR Cluj – Galatasaray – 1-3
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 4; 4º Sp. Braga, 3
Com os empates alcançados, respectivamente em Kiev e em Milão, o FC Porto e o surpreendente Málaga são as primeiras equipas a garantir o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Na jornada de quarta-feira, o Manchester United, novamente a operar a reviravolta no marcador frente ao Sp. Braga, tal como sucedera em Manchester, somando o pleno de 4 vitórias, assegurou também a qualificação.
Entretanto, o Benfica, embora cumprindo a sua parte, de vencer o Spartak de Moscovo, viu a sua missão muito complicada pelo desaire do Barcelona em Glasgow, a dar vantagem ao Celtic, precisamente o próximo adversário a visitar o Estádio da Luz, no próximo dia 20.
O Sp. Braga, com a dupla derrota ante o Manchester, desceu ao último lugar do seu Grupo, mantendo ainda, não obstante, tudo em aberto, uma vez que defrontará ainda o Galatasaray e CFR Cluj.
Reading, 5 – Arsenal, 7 (após prolongamento) – Taça da Liga de Inglaterra
Assistimos hoje a um dos mais loucos jogos da história do futebol, com o Reading a chegar aos 4-0, conseguindo o Arsenal (depois de começar por reduzir para 1-4 no último minuto da primeira parte) recuperar, obtendo, mesmo em cima dos 90 minutos, o empate a 4-4 (o 4º golo foi obtido efectivamente ao 96º minuto…), que lhe permitiu atingir o prolongamento, no qual acabaria por se impor por 7-5 (com mais dois golos obtidos mesmo a fechar)! Absolutamente inacreditável!
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo B
Happoel Tel-Aviv – Viktoria Plzen – 1-2
At. Madrid – Académica – 2-1
1º At. Madrid, 9; 2º Viktoria Plzen, 6; 3º Académica e Happoel Tel-Aviv, 1
Grupo D
Marítimo – Bordeaux – 1-1
Newcastle – Brugge – 1-0
1º Newcastle, 7; 2º Bordeaux, 4; 3º Brugge, 3; 4º Marítimo, 2
Grupo G
Genk – Sporting – 2-1
Videoton – Basel – 2-1
1º Genk, 7; 2º Videoton, 6; 3º Basel, 2; 4º Sporting, 1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
D. Zagreb – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Kyiv – 3-2
1º FC Porto, 9; 2º Paris St.-Germain, 6; 3º D. Kyiv, 3; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Montpellier – Olympiakos – 1-2
Arsenal – Schalke – 0-2
1º Schalke, 7; 2º Arsenal, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º Montpellier, 1
Grupo C
Málaga – AC Milan – 1-0
Zenit – Anderlecht – 1-0
1º Málaga, 9; 2º AC Milan, 4; 3º Zenit, 3; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
B. Dortmund – Real Madrid – 2-1
Ajax – Manchester City – 3-1
1º B. Dortmund, 7; 2º Real Madrid, 6; 3º Ajax, 3; 4º Manchester City, 1
Grupo E
Shakhtar Donetsk – Chelsea – 2-1
Nordsjælland – Juventus – 1-1
1º Shakhtar Donetsk, 7, 2º Chelsea, 4; 3º Juventus, 3; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Lille – Bayern – 0-1
BATE Borisov – Valencia – 0-3
1º Valencia, BATE Borisov e Bayern, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Barcelona – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Benfica – 2-1
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 4; 3º Spartak Moskva, 3; 4º Benfica, 1
Grupo H
Manchester United – Sp. Braga – 3-2
Galatasaray – CFR Cluj – 1-1
1º Manchester United, 9; 2º CFR Cluj, 4; 3º Sp. Braga, 3; 4º Galatasaray, 1
O Benfica fez um mau resultado em Moscovo, colocando-se na dependência do Barcelona (necessitando que este vença as suas partidas frente a Spartak Moscovo e Celtic)… desde que o Benfica consiga cumprir a sua “obrigação” de vencer também esses mesmos adversários.
Em Manchester, o Braga causou grande surpresa durante larga parte do tempo, tendo chegado a estar em vantagem por 2-0; ainda na primeira parte permitiria à equipa inglesa reduzir a desvantagem, para, na fase complementar, não resistir à reviravolta do United.
Por seu lado, o FC Porto, embora não isento de dificuldades – tendo permitido, por duas vezes, que o D. Kiev empatasse o jogo -, acabando por conseguir garantir o pleno de vitórias, perfila-se em posição privilegiada para garantir o apuramento para os 1/8 Final da competição.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Spartak Moscovo – Benfica
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Evgeni Makeev, Nicolás Pareja, Marek Suchý, Dmitri Kombarov, Rafael Carioca, Kim Källström (79m – Sergei Bryzgalov), José Manuel Jurado, Jano Ananidze (58m – Kirill Kombarov), Diniyar Bilyaletdinov (73m – Welliton) e Ari
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (89m – Ola John), Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Bruno César (65m – Nico Gaitán), Rodrigo (65m – Óscar Cardozo) e Lima
1-0 – Rafael Carioca – 3m
1-1 – Lima – 33m
2-1 – Jardel (p.b.) – 43m
Cartões amarelos – Suchý (45m), Welliton (90m) e Ari (90m); Óscar Cardozo (72m) e Nemanja Matić (75m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Um sério aviso logo no primeiro minuto do jogo, e um golo sofrido ao terceiro minuto traduzem a forma desastrada como o Benfica entrou neste jogo…
E o desacerto na zona defensiva e de meio-campo prosseguiria nessa fase inicial da partida (o Spartak remataria ainda à trave, numa oportunidade de “golo feito”, inacreditavelmente desperdiçada), até que, ainda sem ter feito muito por isso, Lima, sempre oportuno, conseguisse alcançar o empate.
O Benfica pareceu então acalmar, e começar a construir jogo, mas, em mais uma desconcentração, permitindo a um homem do Spartak estar perfeitamente preparado para receber a bola, vindo de um cruzamento, para concretizar, Jardel, em último recurso, procurando antecipar-se, seria infeliz, introduzido a bola na sua própria baliza.
Na segunda parte, o Benfica continuaria, durante largo tempo, alheado do jogo; apenas no último quarto de hora conseguiria, embora já com “pouca cabeça”, empurrar a equipa russa para a sua área, conseguindo uma sucessão de cantos a seu favor, mas sem conseguir obter pelo menos o golo do empate.
As contas continuam mais ou menos “na mesma” (isto é, difíceis), agora ainda mais claramente definidas: necessidade imperiosa de vencer as duas partidas em casa, frente ao Spartak e ao Celtic, portanto, sem qualquer margem de erro, e dependência de terceiros, isto é, que o Barcelona vença todos os seus jogos…
Lance Armstrong déchu de ses titres par l’UCI
Lance Armstrong n’est plus le septuple vainqueur du Tour de France. Le nom de l’ancien cycliste a été, une fois pour toute, rayé du palmarès de la Grande Boucle par l’Union cycliste internationale (UCI), qui a suivi le rapport cinglant de l’agence américaine antidopage (Usada) accusant le Texan de dopage systématique lors de sa carrière.
“Armstrong n’a pas sa place dans le cyclisme”, a ainsi déclaré le président de l’UCI, l’Irlandais Pat McQuaid, à l’occasion d’une conférence de presse organisée lundi à Genève. […]
L’UCI a annoncé qu’elle déciderait vendredi si les podiums du Tour de France de 1999 et 2005 seront réattribués. La tâche parait compliquée, et ressemble à un véritable casse-tête pour désigner vainqueur un coureur vierge de toute accusation de dopage… En 1999, le deuxième du Tour de France est le Suisse Alex Zülle. Impliqué dans l’affaire Festina l’année précédente, il avoue s’être dopé et sera suspendu sept mois. L’Allemand Jan Ullrich (deuxième en 2000, 2001 et 2003), l’Espagnol Joseba Beloki (deuxième en 2002) et l’Italien Ivan Basso (deuxième en 2005) ont tous été sanctionnés pour avoir été mêlés à l’affaire Puerto, vaste scandale de dopage mis au jour en 2006. Seul Andreas Klöden, deuxième en 2004, n’a jamais été pris par la patrouille même si plusieurs de ses coéquipiers l’ont accusé d’avoir procédé à des transfusions sanguines durant le Tour 2006 qu’il termine également à la deuxième place.
De son côté, Amaury sports Orgnaisation (ASO), propriétaire du Tour de France, a plaidé, par la voix de son directeur, Christian Prudhomme, pour laisser vide le palmarès des années Armstrong. “Ce que nous souhaitons, c’est qu’il n’y ait pas de vainqueur”, a-t-il déclaré.
(Le Monde)
Portugal – I. Norte (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira (74m – Eder), Bruno Alves, Pepe, Miguel Lopes (45m – Ruben Amorim), Ruben Micael (61m – Silvestre Varela), Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso, Nani e Hélder Postiga
I. Norte – Roy Carroll, Ryan McGivern, Craig Cathcart, Jonny Evans, Christopher Baird, Steven Davis, Kyle Lafferty, Corry Evans, Niall McGinn, Oliver Norwood e Aaron Hughes
0-1 – Niall McGinn – 30m
1-1 – Hélder Postiga – 79m
Cartões amarelos – Pepe (80m); Aaron Hughes (84m)
Árbitro – Thorsten Kinhöfer (Alemanha)
Uma péssima exibição de uma equipa desconexa, com uma surpreendente incapacidade de dominar a bola – fruto do temporal que se abateu sobre o Estádio do Dragão? – e um inesperado empate com uma selecção de fracos recursos, como a da Irlanda do Norte, a colocar o 1º lugar do Grupo bastante longe ainda antes de atingir a metade desta fase de qualificação.
Uma má forma de recordar a centésima internacionalização de Cristiano Ronaldo, num encontro em que, nos últimos 20 minutos, a selecção portuguesa mais não conseguiu que bombear bolas para a área do adversário, mas de forma absolutamente inconsequente.
Segue-se, apenas já no próximo ano, uma dupla – e porventura a assumir cariz de decisiva – jornada, com deslocações a Israel e ao Azerbaijão.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 4 4 - - 8- 0 12 2º Israel 4 2 1 1 10- 5 7 3º Portugal 4 2 1 1 6- 3 7 4º I. Norte 4 - 3 1 3- 5 3 5º Azerbaijão 4 - 2 2 2- 6 2 6º Luxemburgo 4 - 1 3 2-12 1
4ª jornada
16.10.12 – Rússia – Azerbaijão – 1-0
16.10.12 – Israel – Luxemburgo – 3-0
16.10.12 – Portugal – I. Norte – 1-1
(mais…)
O “caso Armstrong” e José Azevedo
Desde 2003, ano em que iniciei a publicação deste blogue, por várias vezes aqui tive a oportunidade de enaltecer as grandes proezas obtidas por Lance Armstrong, e, em particular, de vibrar intensa e orgulhosamente com os feitos do português José Azevedo:
- 05.12.2003 – José Azevedo, o ciclista português com melhor palmarés depois do mítico Joaquim Agostinho (5º no “Giro de Itália” e 6º no “Tour de France”), acaba de ser contratado pela equipa norte-americana “US Postal”, que tem por “chefe-de-fila” Lance Armstrong, o penta-vencedor da maior prova mundial de ciclismo (“Tour”). Esta contratação insere-se no âmbito de uma estratégia da equipa de proporcionar a Armstrong a 6ª vitória consecutiva na prova, o que constituiria um “record” inédito, devendo Azevedo assumir o principal papel no apoio ao norte-americano, sendo esta selecção uma prova de confiança nas capacidades do português e uma inegável honra desportiva.
- 03.07.2004 – Lance Armstrong tem perante si um (último?) grande desafio: o de, vencendo pela sexta vez consecutiva, se tornar no maior campeão de sempre.
- 19.07.2004 – Porque, se Lance Armstrong – obviamente com grande mérito – se prepara para definitivamente entrar na “lenda do TOUR”, aproximando-se, dia a dia, de uma inédita 6ª vitória consecutiva, há que atribuir uma parcela dessa vitória à brilhante prestação do português. Quem teve a oportunidade de acompanhar a “épica” etapa de Sábado, com a chegada ao Plateau de Beille, não pode ter deixado de se entusiasmar com o trabalho de José Azevedo, abrindo caminho ao seu “chefe-de-fila” para uma extraordinária vitória, “destroçando” toda a concorrência (resta o italiano Ivan Basso como último obstáculo para Armstrong).
- 21.07.2004 – Aproveitando a oportunidade, para destacar (mais uma vez) o magnífico desempenho de José Azevedo, hoje no “Tour de France”, em contra-relógio individual com o final no cume do Alpe d’Huez, “etapa-rainha” da maior prova de ciclismo do mundo. José Azevedo foi 4º classificado, logo após as maiores figuras do ciclismo mundial da actualidade: Lance Armstrong, Jan Ullrich, Andreas Kloden – uma proeza ao nível das realizadas por Joaquim Agostinho! – tendo ascendido ao 5º lugar da classificação geral. Brilhante!
- 24.07.2004 – O norte-americano Lance Armstrong, alcançando a sua 6ª vitória consecutiva no “Tour de France” – maior prova de ciclismo do mundo – converte-se no maior campeão de sempre, superando as grandes “lendas” Eddy Merckx, Miguel Indurain, Bernard Hinault e Jacques Anquetil. Uma proeza histórica, porventura irrepetível. Desde 1999, ano após ano, mostrando sucessivamente ser o ciclista mais completo do pelotão, tornou-se praticamente imbatível em contra-relógios e muitas vezes vencedor de etapas de montanha (onde nunca denotou sintomas de que pudesse “fraquejar”), uma combinação perfeita para o sucesso. […] Por fim, o “nosso grande campeão”, José Azevedo. Uma prova magnífica, de esforço, trabalho, dedicação e glória. Não só deu todo o apoio que Armstrong necessitou para vencer esta prova – ganhando direito a “saborear” um pouco da magnífica proeza de Armstrong – , como conseguiu ainda marcar presença de destaque entre os melhores (com um magnífico 4º lugar no mítico Alpe d’Huez), finalizando num brilhante 5º lugar na classificação geral, imediatamente após Jan Ullrich. Uma proeza ao nível de Joaquim Agostinho; a melhor classificação de sempre de um português, desde o 3ºlugar de Agostinho de há 25 anos atrás. A propósito, leiam-se as palavras do Director da Equipa: “Le directeur sportif de l’US.Postal Johan Bruynel ne tarit pas d’éloges sur son équipe. Hincapie d’abord, Beltran ensuite, Landis hier qui a fournit un travail considérable pour Lance Armstrong, notamment ont contribué à son sixième sacre. Mais surtout Bruynel salue les performances de José Azevedo, le Portugais, omniprésent aux côtés du patron dans toutes les ascensions des Pyrénées et des Alpes, et par ailleurs cinquième au classement général. « S’il était leader dans une autre équipe, Azevedo aurait les moyens de jouer le podium” explique-t-il.”
- 24.07.2005 – 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7! Nasce o mito Armstrong. Hoje, Lance Armstrong encerrou a sua carreira de ciclista com “chave de ouro”, conquistando a 7ª vitória consecutiva na Volta a França em Bicicleta, assim entrando na lenda do desporto. Imbatível desde 1999, Armstrong fez, neste seu “Tour de despedida”, uma prova confiante, serena, tranquila, convicto de que, mais uma vez, a vitória não lhe escaparia.
- 01.07.2006 – Tem início hoje na “Capital da Europa”, Strasbourg, o “Tour de France“, este ano com a particularidade de o ciclista que envergará a camisola com o nº 1 ser o português José Azevedo, sucessor do “campioníssimo” Lance Armstrong (hepta-vencedor da prova – de 1999 a 2005 -, entretanto retirado da competição) como “chefe-de-fila” da equipa “Discovery Channel”.
- 23.07.2006 – José Azevedo efectuou uma boa prova, embora sem deslumbrar, terminando no 19º lugar. Poderia ter feito melhor… ainda assim finalizaria como o melhor ciclista da Discovery, a equipa que, tendo ficado sem o hepta-vencedor Lance Armstrong, procura ainda o seu “herdeiro”.
Hoje, conhecido o relatório da USADA – United States Anti-Doping Agency sobre a investigação do caso Lance Armstrong, é impossível deixar de me colocar a interrogação sobre qual o envolvimento que terá tido José Azevedo no âmbito deste processo? Para reflexão, aqui transcrevo alguns excertos de tal relatório, relativamente ao ano de 2004, em que o ciclista português, não só obteve a sua melhor classificação no “Tour de France”, como foi preponderante na conquista da vitória na prova por parte do seu “chefe-de-fila” na equipa US Postal:
Floyd Landis reported that Ferrari attended the training camp in Puigcerdà to monitor the team members’ blood values and that Ferrari “administered EPO and testosterone as needed to ensure the team was ready for the Tour de France.” […]
By this time, the use of testosterone patches was quite prevalent on the U.S. Postal Service cycling team. Michele Ferrari and Johan Bruyneel both advised that testosterone patches could be used for short periods with little risk of detection.
Landis testified that, “[o]n or about July 12, 2004, blood was transfused into me and a few other members of the team,” including, Lance Armstrong and George Hincapie. […]
Floyd Landis also testified regarding a second transfusion received by Armstrong, Landis and other members of the team. Landis testified that this transfusion occurred on the team bus between the finish of a stage and the hotel and that the driver had pretended to have engine trouble and stopped on a mountain road for an hour so that the team could have blood infused.
George Hincapie confirms that, “[a]fter a stage during the 2004 Tour de France blood transfusions were given on the team bus to most of the riders on the team.” […]
The administration of EPO in small doses to stimulate the production of immature red blood cells known as reticulocytes in order to mask the transfusion was standard practice on the USPS/Discovery Channel Team as Tom Danielson has indicated.
P.S. Um retrato, tão triste, como fiel, do que foi o ciclismo de competição ao mais alto nível, desde 1996, é expresso neste quadro, com as ligações ao doping dos 3 primeiros classificados de cada edição do “Tour”. Arrepiante!




