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Liga Europa – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Krasnodar - Celta de Vigo 0-2 1-2 1-4 Anderlecht - APOEL 1-0 1-0 2-0 B. Mönchengladbach - Schalke 04 2-2 1-1 3-3 Roma - Lyon 2-1 2-4 4-5 Manchester United - Rostov 1-0 1-1 2-1 Beşiktaş - Olympiakos 4-1 1-1 5-2 Genk - Gent 1-1 5-2 6-3 Ajax - København 2-0 1-2 3-2
Entre os apurados para os 1/4 de final da Liga Europa, destaque para a presença de dois clubes belgas, sendo os restantes de Espanha, Alemanha, França, Inglaterra, Turquia e Holanda.
Menção ainda à eliminação da Roma e do Olympiakos, assim como das duas equipas russas.
Dos clubes que transitaram da Liga dos Campeões subsistem em prova somente o Beşiktaş e o Lyon. Por seu lado, de entre os 12 vencedores de grupo na fase de grupos, avançam na competição apenas o Ajax, Genk e Schalke 04.
José Mourinho é agora o único treinador português que subsiste em prova. depois da rescisão contratual do Olympiakos com Paulo Bento ainda antes da disputa da 1.ª mão.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Monaco - Manchester City 3-1 3-5 6-6 Napoli - Real Madrid 1-3 1-3 2-6 B. Dortmund - Benfica 4-0 0-1 4-1 Arsenal - Bayern 1-5 1-5 2-10 Juventus - FC Porto 1-0 2-0 3-0 At. Madrid - B. Leverkusen 0-0 4-2 4-2 Barcelona - Paris St.-Germain 6-1 0-4 6-5 Leicester - Sevilla 2-0 1-2 3-2
O grande destaque desta eliminatória vai para a sensacional recuperação do Barcelona, culminada com três golos apontados depois dos 87 minutos da 2.ª mão, após o PSG ter reduzido para 1-3, parecendo ter então sentenciado o desfecho da eliminatória.
Realce ainda para a excelente campanha do Monaco, treinado por Leonardo Jardim, que, tendo sido infeliz na 1.ª mão, teve ainda a capacidade de reagir de forma cabal, impondo-se categoricamente à formação de Pep Guardiola.
Também o Bayern eliminou outra equipa inglesa, o Arsenal, com um duplo 5-1, de que resulta um humilhante desfecho global de 10-2!
Tal como a Inglaterra – que, ainda assim, subsiste representada pelo Campeão, Leicester – também Portugal viu os seus dois clubes ficarem pelo caminho.
Nos 1/4 de final teremos portanto um contingente de 3 clubes espanhóis (o Sevilla foi eliminado, depois de ter triunfado nas três últimas edições da Liga Europa), 2 da Alemanha, sendo os restantes de França, Itália e Inglaterra.
Liga Europa – 1/8 Final (1.ª mão)
Celta de Vigo – Krasnodar – 2-1
APOEL – Anderlecht – 0-1
Schalke 04 – B. Mönchengladbach – 1-1
Lyon – Roma – 4-2
Rostov – Manchester United – 1-1
Olympiakos – Beşiktaş – 1-1
Gent – Genk – 2-5
København – Ajax – 2-1
Liga dos Campeões – 1/8 final (2.ª mão) – B. Dortmund – Benfica
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos (88m – Matthias Ginter), Marc Bartra, Erik Durm, Julian Weigl, Gonzalo Castro, Marcel Schmelzer, Ousmane Dembélé (81m – Shinji Kagawa), Christian Pulišić e Pierre-Emerick Aubameyang (86m – André Schürrle)
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, André Almeida, Andreas Samaris (74m – Andrija Živković), Pizzi, Eduardo Salvio (64m – Jonas), Franco Cervi (82m – Raúl Jiménez) e Kostas Mitroglou
1-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 4m
2-0 – Christian Pulišić – 59m
3-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 61m
4-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 85m
Cartões amarelos – Gonzalo Castro (31m), Ousmane Dembélé (38m) e Łukasz Piszczek (65m); Andreas Samaris (33m)
Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)
O “sonho” começou a esfumar-se bem cedo, logo aos 4 minutos, quando o Borussia Dortmund, na primeira investida perigosa, igualou a eliminatória, na sequência de um pontapé de canto.
A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão, manteria, a custo, a desvantagem mínima, que lhe poderia ainda, em caso de conseguir chegar ao golo, fazer reverter a seu favor o desfecho deste confronto.
E, tendo conseguido ensaiar alguns lances de contra-ataque, o golo até poderia ter surgido, logo a abrir a segunda metade do encontro, quando um remate de Cervi foi bloqueado por Piszczek.
Porém, à passagem da hora de jogo, dois golos de “rajada” da formação alemã sentenciariam a eliminatória, a aproveitar da melhor forma as desatenções da defensiva benfiquista.
Já “entregue”, a equipa do Benfica não evitaria o “hat-trick” de Aubameyang, a “desforrar-se” da inoperância que denotara no Estádio da Luz, consumando a goleada, um resultado pesado para a turma portuguesa, mas com um vencedor incontestado.
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Celta de Vigo – Krasnodar
APOEL – Anderlecht
Schalke 04 – B. Mönchengladbach
Lyon – Roma
Rostov – Manchester United
Olympiakos – Beşiktaş
Gent – Genk
København – Ajax
Os jogos da primeira mão serão disputados a 8 de Março de 2017, estando a segunda mão agendada para 15 de Março.
Destacam-se, em especial, a particularidade dos confrontos entre as duas formações alemãs ainda em prova, assim como de dois dos clubes belgas, para além do Lyon-Roma e do Olympiakos-Beşiktaş (opondo os portugueses Paulo Bento e Ricardo Quaresma).
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total APOEL - Athletic Bilbao 2-0 2-3 4-3 Ajax - Legia Warsaw 1-0 0-0 1-0 Zenit - Anderlecht 3-1 0-2 3-3 Genk - Astra Giurgiu 1-0 2-2 3-2 St.-Étienne - Manchester United 0-1 0-3 0-4 Roma - Villarreal 0-1 4-0 4-1 København - Ludogorets 0-0 2-1 2-1 Shakhtar Donetsk - Celta de Vigo 0-2 (a.p.) 1-0 1-2 Osmanlıspor - Olympiakos 0-3 0-0 0-3 Tottenham - Gent 2-2 0-1 2-3 Sparta Praha - Rostov 1-1 0-4 1-5 Fenerbahçe - Krasnodar 1-1 0-1 1-2 Fiorentina - B. Mönchengladbach 2-4 1-0 3-4 Lyon - AZ Alkmaar 7-1 4-1 11-2 Beşiktaş - Hapoel Beer-Sheva 2-1 3-1 5-2 Schalke 04 - PAOK 1-1 3-0 4-1
As grandes surpresas desta eliminatória foram as eliminações do Athletic Bilbao, Zenit e Tottenham, superados pelo APOEL, Anderlecht e Gent, destacando-se ainda a sensacional reviravolta obtida pelo B. Mönchengladbach em Florença, onde chegou a estar a perder por 2-0 (portanto, nessa altura, com desvantagem global de três golos). Realce igualmente para a(s) goleada(s) aplicada(s) pelo Lyon ao AZ Alkmaar.
Para os 1/8 de final avançam os seguintes contingentes principais: Bélgica (3), Alemanha (2) e Rússia (2), na mais aberta das edições da prova, com 12 países representados, entre os quais não consta Portugal…
Das equipas que transitaram da Liga dos Campeões subsistem em prova o Beşiktaş, B. Mönchengladbach, København, Lyon e Rostov. Por seu lado, de entre os 12 vencedores de grupo na fase anterior, avançam na competição apenas o Ajax, APOEL, Genk e Schalke 04.
De entre os treinadores portugueses que disputaram a eliminatória, somente José Mourinho (Manchester United) e Paulo Bento (Olympiakos) garantiram a continuidade na prova. Paulo Sousa (Fiorentina) e Paulo Fonseca (Shathar Donetsk) ficaram pelo caminho, este eliminado no prolongamento pelo agora único representante espanhol, Celta de Vigo (depois das eliminações de Athletic Bilbao e Villarreal).
Liga dos Campeões – 1/8 de Final (1.ª mão)
21.02.2017 – Manchester City – Monaco – 5-3
15.02.2017 – Real Madrid – Napoli – 3-1
14.02.2017 – Benfica – B. Dortmund – 1-0
15.02.2017 – Bayern – Arsenal – 5-1
22.02.2017 – FC Porto – Juventus – 0-2
21.02.2017 – B. Leverkusen – At. Madrid – 2-4
14.02.2017 – Paris St.-Germain – Barcelona – 4-0
22.02.2017 – Sevilla – Leicester – 2-1
Liga Europa – 1/16 de Final (1.ª mão)
Athletic Bilbao – APOEL – 3-2
Legia Warsaw – Ajax – 0-0
Anderlecht – Zenit – 2-0
Astra Giurgiu – Genk – 2-2
Manchester United – St.-Étienne – 3-0
Villarreal – Roma – 0-4
Ludogorets – København – 1-2
Celta de Vigo – Shakhtar Donetsk – 0-1
Olympiakos – Osmanlıspor – 0-0
Gent – Tottenham – 1-0
Rostov – Sparta Praha – 4-0
Krasnodar – Fenerbahçe – 1-0
B. Mönchengladbach – Fiorentina – 0-1
AZ Alkmaar – Lyon – 1-4
Hapoel Beer-Sheva – Beşiktaş – 1-3
PAOK – Schalke 04 – 0-3
Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Benfica – B. Dortmund
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, André Carrillo (45m – Filipe Augusto), Rafa Silva (67m – Franco Cervi) e Kostas Mitroglou (75m – Raúl Jiménez)
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos, Marc Bartra, Marcel Schmelzer, Erik Durm, Ousmane Dembélé, Julian Weigl, Raphaël Guerreiro (82m – Gonzalo Castro), Marco Reus (82m – Christian Pulišić) e Pierre-Emerick Aubameyang (62m – André Schürrle)
1-0 – Kostas Mitroglou – 48m
Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (63m); Marcel Schmelzer (74m), Christian Pulišić (85m) e Marc Bartra (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Foi uma vitória (muito) feliz a do Benfica…
Assim o dizem, friamente, os números: 35%/65% em termos de posse de bola, 4-14 em remates, 1(!)-4 em remates à baliza, 3-10 em cantos; todos os dados em favor da formação germânica.
Mas, para além da absoluta eficácia concretizadora do Benfica, marcando o golo no seu único remate enquadrado com a baliza, fica também o registo do extraordinário desperdício do Borussia, que dispôs de diversas oportunidades de perigo / ocasiões de golo, de que se destacam:
- aos 11 minutos (na primeira de quatro perdidas de Aubameyang, isolado frente a Ederson, a rematar por cima);
- aos 24 minutos, com Lindelöf, “in-extremis”, a bloquear um remate de Dembélé;
- aos 39 minutos, novamente Aubameyang, a chegar atrasado a um passe de Raphaël Guerreiro, já com Ederson fora da baliza;
- já no segundo tempo, e depois do golo benfiquista, num período de extrema pressão alemã, aos 52, 54 (outra vez Aubameyang, na cara de Ederson, de novo por cima), 56 e 58 minutos (com Aubameyang a permitir a Ederson a defesa de uma grande penalidade, na sequência de um remate para o centro da baliza);
- aos 84 minutos, mais uma fantástica intervenção do guardião benfiquista, com magníficos reflexos, a negar o golo a Pulišić, após traiçoeiro desvio da bola em Raúl Jiménez.
No jogo n.º 500 de Luisão, a defesa do Benfica teve de evidenciar grande solidariedade, mas, acima, de tudo, contar com uma inspiradíssima exibição do guarda-redes brasileiro, para manter a sua baliza inviolada.
Com um Benfica excessivamente cauteloso e a denotar bastante passividade, acantonado no seu meio-campo, concedendo a iniciativa ao adversário, a primeira parte fora já de intenso sufoco, dada a dinâmica e intensidade de jogo do Borussia Dortmund, com Rui Vitória a ansiar pelo intervalo, como que um “time-out”, para rever posicionamentos e a organização táctica, dada a incapacidade revelada pela sua equipa em, sequer, sair para o contra-ataque.
Para a segunda metade, a troca de André Carrillo por Filipe Augusto, permitiria reforçar o segmento defensivo da equipa, com o brasileiro a apoiar Fejsa, possibilitando paralelamente alguma libertação a Pizzi, do que resultariam, ainda nessa fase inicial, dois cantos, após combinação com Salvio. No segundo deles, logo ao terceiro minuto, ao cruzamento de Pizzi, surgiria Luisão a desviar a bola de cabeça, com Mitroglou, em esforço, a conseguir fazer anichar o esférico nas malhas da baliza alemã.
Vendo-se em desvantagem, o Borussia intensificaria então ainda mais o seu “pressing”, encostando, nos dez minutos seguintes, o Benfica “às cordas”. Não obstante, após a sucessão de oportunidades desperdiçadas, culminando com a falha da grande penalidade, a moral benfiquista cresceu, enquanto, em paralelo, e à medida que o tempo ia correndo, os alemães começariam a descrer e, inevitavelmente, a baixar o ritmo.
A saída de Aubameyang era o reconhecimento de uma noite de incapacidade total, mas as substituições operadas pelo técnico alemão, Thomas Tuchel, acabariam mesmo por não resultar.
É bem evidente que o resultado não traduz, “com justiça”, o que se passou em campo durante os 90 minutos, nesta que foi a 400.ª partida disputada pelo Benfica em competições europeias (tendo em conta que, na época de 1987-88, foi suspenso o jogo da 2.ª mão ante o Partizan de Tirana) – e que a vitória resulta da conjugação de uma grande felicidade, com uma soberba actuação de Ederson, e, sobretudo, com a extrema ineficácia alemã -, mas, perante o notório desnível de argumentos entre ambas as equipas, poderia o Benfica ter tido sucesso com outro tipo de abordagem ao jogo?
O jogo da 2.ª mão terá decerto outra história, mas, entrando no Westfalenstadion em vantagem, sem ter sofrido golos no seu reduto, o Benfica poderá, com uma exibição muito concentrada e com o reforço dos níveis de confiança, e algum necessário atrevimento, que lhe possa proporcionar marcar em terreno alheio, sonhar com o “milagre”…



