Archive for Setembro, 2017

Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo C
Sp. Braga – Başakşehir – 2-1
Ludogorets – Hoffenheim – 2-1

1º Sp. Braga, 6; 2º Ludogorets, 4; 3º Başakşehir, 1; 4º Hoffenheim, 0

Grupo I
Konyaspor – V. Guimarães – 2-1
Salzburg – Olympique Marseille – 1-0

1º Salzburg, 4; 2º Konyaspor e Marseille, 3; 4º V. Guimarães, 1

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28 Setembro, 2017 at 2:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
CSKA Moskva – Manchester United – 1-4
Basel – Benfica – 5-0

1º Manchester United, 6; 2º Basel e CSKA Moskva, 3; 4º Benfica, 0

Grupo B
Anderlecht – Celtic – 0-3
Paris St.-Germain – Bayern – 3-0

1º Paris St.-Germain, 6; 2º Bayern e Celtic, 3; 4º Anderlecht, 0

Grupo C
Qarabağ – Roma – 1-2
At. Madrid – Chelsea – 1-2

1º Chelsea, 6; 2º Roma, 4; 3º At. Madrid, 1; 4º Qarabağ, 0

Grupo D
Juventus – Olympiakos – 2-0
Sporting – Barcelona – 0-1

1º Barcelona, 6; 2º Sporting e Juventus, 3; 4º Olympiakos, 0

Grupo E
Spartak Moskva – Liverpool – 1-1
Sevilla – Maribor – 3-0

1º Sevilla, 4; 2º Liverpool e Spartak Moskva, 2; 4º Maribor, 1

Grupo F
Manchester City – Shakthar Donetsk – 2-0
Napoli – Feyenoord – 3-1

1º Manchester City, 6; 2º Napoli e Shakthar Donetsk, 3; 4º Feyenoord, 0

Grupo G
Monaco – FC Porto – 0-3
Beşiktaş – RB Leipzig – 2-0

1º Beşiktaş, 6; 2º FC Porto, 3; 3º RB Leipzig e Monaco, 1

Grupo H
APOEL – Tottenham – 0-3
B. Dortmund – Real Madrid – 1-3

1º Real Madrid e Tottenham, 6; 3º B. Dortmund e APOEL, 0

27 Setembro, 2017 at 9:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada (Basel – Benfica)

BaselBasel – Tomáš Vaclík, Marek Suchý, Manuel Akanji, Éder Balanta (80m – Serey Die), Michael Lang, Taulant Xhaka, Luca Zuffi, Raoul Petretta (68m – Blás Riveros), Renato Steffen, Ricky van Wolfswinkel e Dimitri Oberlin (74m – Mohamed Elyounoussi)

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Luisão, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Andrija Živković (74m – Andreas Samaris), Pizzi, Franco Cervi (45m – Eduardo Salvio), Jonas (67m – Haris Seferović) e Raúl Jiménez

1-0 – Michael Lang – 2m
2-0 – Dimitri Oberlin – 20m
3-0 – Ricky van Wolfswinkel (pen.) – 60m
4-0 – Dimitri Oberlin – 69m
5-0 – Blás Riveros – 76m

Cartões amarelos – Manuel Akanji (45m), Raoul Petretta (50m) e Taulant Xhaka (55m); Andrija Živković (55m), Eduardo Salvio (59m)

Cartão vermelho – André Almeida (63m)

Árbitro – Craig Thomson (Escócia)

Uma noite negra… O pior resultado de sempre do Benfica na Taça/Liga dos Campeões (igualando a marca que sofrera, na temporada de 1963-64, então face ao Borussia Dortmund).

Uma equipa desinspirada, a denotar crescente falha de confiança, praticamente entrou a perder em Basileia, o que acabaria por condicionar todo o desenrolar do jogo.

Frente a um adversário agressivo, rápido nos movimentos de ataque, a defesa benfiquista – pese embora a aposta de Rui Vitória na experiência da dupla de centrais, assim como do guarda-redes – teve uma actuação desastrada, sofrendo dois golos nos vinte minutos iniciais da partida, em outros tantos remates à baliza de Júlio César.

O melhor reflexo do péssimo posicionamento da equipa portuguesa seria precisamente o lance do segundo golo da turma suíça, nascido de um canto a favor do Benfica, de que resultou uma correria louca de dezenas de metros, por terreno completamente desguarnecido.

Denotando grande dificuldade em “pegar no jogo”, a formação portuguesa só mesmo ao findar do primeiro tempo provocaria perigo na zona defensiva contrária, mas sem a melhor concretização. Por seu lado, também o conjunto suíço desperdiçara já outra soberana ocasião de golo.

No recomeço, o guardião brasileiro ainda procurou suster o descalabro… mas mais não conseguiria que adiar – por pouco tempo – o inadiável.

Depois de ter chegado ao 3-0, na conversão de uma grande penalidade, o Basel beneficiaria ainda do descontrolo emocional de André Almeida, que se fez expulsar “gratuitamente”, para ampliar a marca até um escandaloso 5-0…

Números que poderiam ter sido ainda mais dilatados, não fossem as duas bolas que embateram nos postes da baliza do Benfica, assim como mais um par de intervenções de Júlio César.

Mau demais para ser verdade. Costuma dizer-se em ocasiões análogas que foi um jogo “para esquecer”… Não, é um jogo para recordar e não repetir. Mas, para tal, nesta altura, tudo parece por fazer, no sentido de reconstruir uma muito abalada equipa do Benfica, que – apenas com duas jornadas disputadas – praticamente hipotecou já as suas aspirações europeias nesta época.

27 Setembro, 2017 at 9:33 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

Pulsar-01

(“O Templário”, 21.09.2017)

No arranque do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, os principais candidatos ao título (atendendo ao respectivo histórico, por um lado, e, principalmente, à forma como se reforçaram durante a pré-temporada) – União de Tomar, Mação e U. Almeirim – começaram por confirmar o seu favoritismo, sendo de anotar como excepção o caso do Samora Correia, que não foi além do empate na recepção ao Fazendense.

Destaques – O destaque maior desta jornada inaugural vai para a forma categórica como o Mação se impôs frente a uma equipa com pergaminhos e, também, com aspirações a um bom desempenho nesta época, goleando por 4-0 o At. Ouriense. Uma verdadeira entrada “de leão” por parte dos maçaenses, a afirmar “alto e bom som” ao que vêm…

Também o Amiense – curiosamente, naquele que foi o jogo de despedida do seu treinador, que aceitou novo desafio, numa aliciante experiência internacional, ao nível da formação – obteve idêntica marca, mas, neste caso, numa partida entre dois contendores teoricamente mais desnivelados, tendo batido a recém-promovida formação da U. Abrantina.

Confirmações – Embora de forma menos assertiva, outros dois concorrentes que se perfilam para a disputa dos lugares de topo, União de Tomar e União de Almeirim, venceram, por coincidência, por igual marca: 3-1.

Quanto aos tomarenses, recebendo a visita do vizinho conjunto de Ferreira do Zêzere (outro clube promovido do escalão secundário, regressando ao campeonato principal nove anos depois da sua última participação anterior – esta temporada reforçado, nomeadamente com alguns jogadores que militavam na turma unionista no ano anterior, com saliência para os casos do guardião Telmo Rodrigues e de Tiago Vieira, com a particularidade de este ter encontrado, no lado contrário, os seus dois irmãos, Fábio e David Vieira), confirmaram o histórico dos embates entre os dois grupos, tendo obtido a sua sétima vitória em outros tantos jogos que disputaram para o campeonato, precisamente com uma média de três golos marcados por jogo.

Pese embora a rivalidade sempre existente, talvez não se esperasse porventura que os ferreirenses – com outras aspirações, necessariamente mais limitadas –, mesmo sem fazer exibição especialmente notável, tivessem oferecido importante resistência, mantendo tangencial desvantagem (1-2), e consequente incerteza no desfecho, até relativamente próximo do final.

Em Almeirim, o União local venceu também outro recém-promovido, o Moçarriense, precisamente o categórico Campeão Distrital da II Divisão da época anterior, pelos mesmos números, que não deixam de espelhar relativa tranquilidade.

No “derby” do município torrejano, confirmaram-se também as expectativas, com triunfo do Torres Novas sobre um, esta temporada, teoricamente menos ambicioso Riachense, pese embora pela diferença mínima, de 2-1.

Surpresas – A principal surpresa da ronda terá sido a vitória obtida pelo Cartaxo na deslocação à Ribeira de Santarém, ganhando, também por 2-1, aos Empregados do Comércio, num confronto entre as duas equipas que, na época passada, ficaram à beira da despromoção, imediatamente acima da “linha de água”, que visarão, este ano, evitar repetir tais aflições.

Menos surpreendente, foi o empate caseiro (1-1) cedido pelo candidato Samora Correia na recepção ao Fazendense, num confronto entre duas das principais formações do sul do Distrito, que, para já, começa por atrasar os samorenses em relação aos mais directos concorrentes, mas numa fase em que, obviamente, haverá ainda mais que tempo para recuperar…

Campeonato de Portugal – Já na sua 4.ª jornada desta prova de índole nacional, este ano com novo formato, com os 80 clubes concorrentes repartidos em cinco séries de 16 equipas cada, em que, em cada uma delas, os seis últimos classificados serão despromovidos aos Distritais, o destaque maior, pela negativa, vai para o Fátima, actual “lanterna vermelha”, com um único ponto somado, batido no seu reduto pelo Caldas, por 0-1.

Os outros dois representantes do Distrito tiveram comportamentos distintos: o Coruchense ganhou por 3-1 ao Praiense, tendo ascendido a um positivo 5.º lugar, porém, por agora, apenas três pontos acima da “linha de água”; por seu lado, o Alcanenense, foi batido nos Açores (ilha da Graciosa) pelo Guadalupe, perdendo por 1-2, baixando assim ao 7.º posto, apenas um ponto abaixo da turma do Sorraia.

Antevisão – Na próxima ronda do Distrital da I Divisão, os desafios de maior cartaz serão o At. Ouriense-U. Tomar e o Cartaxo-U. Almeirim, com os visitantes a enfrentar primeiros sérios testes às suas capacidades. O mesmo sucederá com o Samora Correia na deslocação a Riachos, duas equipas a pretender rectificar os resultados menos positivos da estreia no campeonato.

O Mação perfila-se como favorito na visita a Abrantes, para defrontar a U. Abrantina, mas a rivalidade entre os dois emblemas poderá fazer com que os “donos da casa” se superem e possam, eventualmente, provocar alguma surpresa. Também o Amiense terá uma saída a campo tradicionalmente difícil, viajando até à Moçarria.

O Nacional estará em pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, com o contingente representante do Distrito reduzido já, somente, a dois clubes: Fátima (que eliminou, na ronda prévia, o Mação, clube vencedor da Taça do Ribatejo, e que, entretanto, conquistou também já a Supertaça Distrital), que terá a visita do Eléctrico de Ponte de Sôr; e Coruchense, este beneficiando de “repescagem”, depois de ter perdido na eliminatória inicial (tal como sucedera com Alcanenense e Riachense), recebendo agora o Mondinense, de Mondim de Basto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Setembro de 2017)

24 Setembro, 2017 at 11:05 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo C
Hoffenheim – Sp. Braga – 1-2
Başakşehir – Ludogorets – 0-0

1º Sp. Braga, 3; 2º Başakşehir e Ludogorets, 1; 4º Hoffenheim, 0

Grupo I
Olympique Marseille – Konyaspor – 1-0
V. Guimarães – Salzburg – 1-1

1º Marseille, 3; 2º Salzburg e V. Guimarães, 1; 4º Konyaspor, 0

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14 Setembro, 2017 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Benfica – CSKA Moskva – 1-2
Manchester United – Basel – 3-0

1º Manchester United e CSKA Moskva, 3; 3º Benfica e Basel, 0

Grupo B
Bayern – Anderlecht – 3-0
Celtic – Paris St.-Germain – 0-5

1º Paris St.-Germain e Bayern, 3; 3º Anderlecht e Celtic, 0

Grupo C
Chelsea – Qarabağ – 6-0
Roma – At. Madrid – 0-0

1º Chelsea, 3; 2º At. Madrid e Roma, 1; 4º Qarabağ, 0

Grupo D
Barcelona – Juventus – 3-0
Olympiakos – Sporting – 2-3

1º Barcelona e Sporting, 3; 3º Olympiakos e Juventus, 0

Grupo E
Maribor – Spartak Moskva – 1-1
Liverpool – Sevilla – 2-2

1º Liverpool, Sevilla, Maribor e Spartak Moskva, 1

Grupo F
Feyenoord – Manchester City – 0-4
Shakthar Donetsk – Napoli – 2-1

1º Manchester City e Shakthar Donetsk, 3; 3º Napoli e Feyenoord, 0

Grupo G
RB Leipzig – Monaco – 1-1
FC Porto – Beşiktaş – 1-3

1º Beşiktaş, 3; 2º Monaco e e RB Leipzig, 1; 4º FC Porto, 0

Grupo H
Real Madrid – APOEL – 3-0
Tottenham – B. Dortmund – 3-1

1º Real Madrid e Tottenham, 3; 3º B. Dortmund e APOEL, 0

Duas derrotas caseiras, face a adversários teoricamente ao alcance das equipas portuguesas constituem – não obstante o triunfo em terreno alheio do Sporting (que, inclusivamente, chegou até ao minuto 90 com uma vantagem de 3-0, que mantinha já desde o primeiro tempo, não tendo evitado um pequeno susto no período de compensação) – um bastante mau arranque na edição deste ano da Liga dos Campeões.

Pese embora se tenha tratado apenas da ronda inaugural, os objectivos de Benfica e FC Porto poderão, de alguma forma, começar a ficar desde já comprometidos, salvo a cabal “rectificação” nos jogos de ida, respectivamente à Rússia e à Turquia, o que, contudo, não se afigura fácil.

Nos restantes desafios desta primeira jornada, destaque para as goleadas impostas pelo Paris St.-Germain em Glasgow, do Manchester City, em Roterdão, assim como do Chelsea, em casa, fazendo antecipar desde já fortes disparidades entre os vários clubes concorrentes.

A outro nível, merecem ainda referência os categóricos triunfos do Barcelona frente à Juventus, assim como do Bayern, ante o Anderlecht.

13 Setembro, 2017 at 9:41 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada (Benfica – CSKA Moskva)

Benfica – Bruno Varela, André Almeida, Luisão, Lisandro López (89m – Rafa Silva), Alex Grimaldo (77m – Gabriel Barbosa), Filipe Augusto, Eduardo Salvio, Pizzi, Andrija Živković, Jonas (70m – Raúl Jiménez) e Haris Seferović

CSKACSKA Moskva – Igor Akinfeev, Mário Fernandes, Viktor Vasin, Vasili Berezutski, Aleksei Berezutski, Georgi Shchennikov, Aleksandr Golovin (87m – Konstantin Kuchaev), Pontus Wernbloom, Alan Dzagoev (77m – Bibras Natcho), Vitinho e Aaron Olanare (68m – Timur Zhamaletdinov)

1-0 – Haris Seferović – 50m
1-1 – Vitinho (pen.) – 63m
1-2 – Timur Zhamaletdinov – 71m

Cartões amarelos – André Almeida (62m) e Haris Seferović (80m); Aleksandr Golovin (43m), Alan Dzagoev (73m) e Pontus Wernbloom (75m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

A atravessar uma fase em que vem denotando algumas carências, o Benfica estreou-se na edição deste ano da Liga dos Campeões com uma exibição sombria, e, pior que isso, com um algo imprevisto revés – e, logo, frente a um “rival directo” -, principalmente depois de ter, inclusivamente, começado por chegar à vantagem, logo no início da segunda metade do encontro.

Com uma equipa que ainda não conseguiu provar ser um efectivo conjunto, revelando falta de ligação entre os sectores, com a defesa pouco consistente, a equipa portuguesa não aproveitaria as “facilidades” concedidas por uma também sofrível defesa russa em algumas fases do jogo. A primeira parte seria quase que um “deserto” a nível de efectivas ocasiões de golo, se exceptuarmos um ensaio de Grimaldo, rematando ao poste.

No reinício, o Benfica acabaria por chegar ao golo, numa das primeiras jogadas com sequência, com Živković a cruzar para a eficaz conclusão de Seferović. Porém, ao contrário do que se poderia supor, este tento, em vez de dar ânimo aos benfiquistas, viria a provocar uma reacção da equipa russa, que colocaria então a defensiva contrária em apuros, por mais de uma vez, obrigando Bruno Varela a aturado trabalho.

Numa decisão controversa do árbitro (assinalando grande penalidade, na sequência de um remate em que a bola embateria no braço de André Almeida), o CSKA restabeleceria a igualdade.

Para, menos de dez minutos volvidos, os russos, sem muito terem feito para tal, consumarem a reviravolta no marcador, surpreendendo um Benfica como que aturdido pela evolução que o jogo estava a ter.

Nos cerca de vinte minutos que faltava ainda jogar, Rui Vitória arriscou tudo, primeiro, substituindo o regressado Grimaldo pelo estreante Gabriel Barbosa, para, já nos derradeiros instantes, fazer sair um defesa central, para a entrada de Rafa.

Mas, nesse período, faltava já a serenidade e “cabeça” aos jogadores benfiquistas, a jogar de forma precipitada, facilitando a tarefa defensiva da formação russa, novamente reagrupada junto à sua área (tal como iniciara o jogo).

Numa partida em que o Benfica esteve muito abaixo do que seria expectável, fica ainda a nota das queixas de uma infeliz arbitragem, que não sancionou dois lances passíveis de grande penalidade, por faltas sobre Seferović (ainda no primeiro tempo) e Gabriel (já a menos de dez minutos do termo do desafio). Porém, aqui terá estado apenas uma parte da justificação para o desaire sofrido…

12 Setembro, 2017 at 9:35 pm Deixe um comentário

Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – Final

Final – Espanha – Portugal – 3-3 (3-3 a.p.) (2-1 g.p.)

3.º / 4.º lugar – Argentina – Itália – 4-2

5.º / 6.º lugar – Angola – Colômbia – 5-1

7.º / 8.º lugar – Chile – Moçambique – 5-5 (9-7 a.p.)

9.º / 10.º lugar – França – Alemanha – 6-4

11.º / 12.º lugar – Holanda – Áustria – 5-3

13.º / 14.º lugar – África do Sul – Macau – 7-2

15.º / 16.º lugar – EUA – Egipto – 6-1

Foi uma final de contornos verdadeiramente dramáticos a que opôs Portugal e Espanha, com o conjunto português a não ter aquela pequena dose de felicidade que lhe poderia ter proporcionado a reconquista do título de Campeão do Mundo.

O encontro começou com algumas similitudes face ao de ontem, frente à Argentina, com o nulo a manter-se praticamente até aos 20 minutos – também com Portugal a procurar jogar em ataque organizado, e os espanhóis sempre mais perigosos no contra-ataque -, altura em que uma desconcentração defensiva permitiu à Espanha inaugurar o marcador, por Albert Casanovas.

Os espanhóis viriam a ampliar a marca ainda antes do termo da primeira parte, com Jordi Adroher a aproveitar da melhor forma outra falha da defesa portuguesa, saindo para o intervalo com uma importante vantagem, que acabaria por condicionar toda o tempo restante.

De facto, apesar de Portugal ter revelado excelente capacidade de reacção, restabelecendo a igualdade a dois golos, ainda antes de estarem decorridos os cinco primeiros minutos do segundo tempo, graças a tentos apontados por Hélder Nunes e Gonçalo Alves, a verdade é que a turma portuguesa teria de andar sempre a “correr atrás do prejuízo”…

A expectativa seria então a de que a formação lusa, na “mó de cima” em termos de ascendente motivacional, concretizasse a reviravolta no marcador. Mas a Espanha recompor-se-ia, sempre a procurar impor uma toada lenta, mais de contenção, mantendo o empate durante mais dez minutos, até que viria mesmo a recolocar-se em vantagem, por Eduard Lamas.

Faltavam então dez minutos para o termo da contenda e Portugal teria então de porfiar muito, numa “luta contra o tempo” que começava, rapidamente, a esgotar-se. Até que, a dez segundos do fim, o guardião português, Ângelo Girão, procurando recuperar de forma algo precipitada a bola, numa disputa fora da área, já atrás da baliza, se envolveria com um contrário, fazendo falta, que seria sancionada com cartão azul e consequente livre directo.

Tudo parecia perdido. Só que, nesse momento, a Espanha não tomou a opção que seria mais inteligente nas circunstâncias e que lhe garantiria de imediato o triunfo, de rematar à tabela final e recuperar a bola para a conter nos segundos derradeiros. Falhando a conversão de tal livre directo, tal viria a suscitar novo choque junto à tabela de fundo, que originaria, desta feita, a punição com livre directo contra a Espanha, faltavam apenas quatro segundos para acabar o desafio!

Assumindo a responsabilidade por este momento crucial, Hélder Nunes não vacilaria; depois de permitir a defesa ao guarda-redes a um primeiro remate, recuperaria a bola, para o desfeitear, empatando o jogo a três, somente a dois segundos do final do tempo regulamentar. Portugal parecia ter conseguido o “milagre”: a final ia para prolongamento.

Só que aí, tendo de enfrentar ainda 1m50s em situação de inferioridade numérica (pela exclusão de Ângelo Girão, sendo que a Espanha, tendo sofrido o golo, voltava a estar completa), a equipa portuguesa viu-se condicionada, acabando por adoptar uma táctica de risco mínimo, que se prolongaria até final destes dez minutos suplementares, sem que tivesse sido obtido qualquer golo… tendo falhado então a sorte a Portugal, num remate de longe de Diogo Rafael, a embater no poste, no último segundo!

Chegava-se assim ao desempate da marca de grande penalidade. Depois de quatro tentativas falhadas (duas para cada lado), João Rodrigues colocaria Portugal, pela primeira vez nesta final, em vantagem. Porém, nas duas últimas tentativas, os portugueses não conseguiriam desfeitear o guardião contrário (Xavi Malian), tendo, ao invés, a Espanha marcado por duas vezes (por Lamas e Casanovas, os “carrascos”, que tinham já apontado dois dos três golos), assim se sagrando Campeã do Mundo de Hóquei em Patins, reconquistando o título que havia perdido para a Argentina há dois anos…

No palmarés da prova, a Espanha reforçou a liderança, agora com 17 títulos (1951, 1954, 1955, 1964, 1966, 1970, 1972, 1976, 1980, 1990, 2001, 2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2017), seguida de perto por Portugal, com 15 campeonatos ganhos (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1960, 1962, 1968, 1974, 1982, 1991, 1993 e 2003), a Argentina conquistou a prova por 5 vezes (1978, 1984, 1995, 1999 e 2015); a Itália obteve 4 títulos (1953, 1986, 1988 e 1997); e, por fim, a Inglaterra foi 2 vezes Campeã Mundial, nas duas edições inaugurais da competição (1936 e 1939).

A selecção de Portugal, pela décima vez no seu historial vice-campeã do Mundo, soma agora 42 lugares de honra (em todas as edições, à excepção da de 2007, em que se quedou na 6.ª posição):

               Campeão      2.º      3.º      4.º      Total
Portugal          15         10       15        2        42
Espanha           17         12        7        4        40
Itália             4          9       10        8        31
Argentina          5          8       10        4        27
Suíça              -          1        1        4         6
Bélgica            -          1        -        5         6 
Alemanha           -          -        -        6         6
Chile              -          -        -        4         4
Inglaterra         2          1        -        -         3
Holanda            -          1        -        2         3
Brasil             -          -        -        3         3
Moçambique         -          -        -        1         1

9 Setembro, 2017 at 1:42 pm Deixe um comentário

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