Archive for Junho, 2016

EURO 2016 – 1/8 de final – Suíça – Polónia

SuíçaPolónia1-1 (4-5 g.p.)

Suíça Yann Sommer, Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Johan Djourou, Ricardo Rodriguez, Xherdan Shaqiri, Valon Behrami (77m – Gelson Fernandes), Blerim Džemaili (58m – Breel Embolo), Granit Xhaka, Admir Mehmedi (70m – Eren Derdiyok) e Haris Seferović

Polónia Łukasz Fabiański, Łukasz Piszczek, Kamil Glik, Michał Pazdan, Artur Jędrzejczyk, Jakub Błaszczykowski, Grzegorz Krychowiak, Krzysztof Mączyński (101 – Tomasz Jodłowiec), Kamil Grosicki (104m – Sławomir Peszko), Arkadiusz Milik e Robert Lewandowski

0-1 – Jakub Błaszczykowski – 39m
1-1 – Xherdan Shaqiri – 82m

Desempate da marca de grande penalidade:

1-0 – Stephan Lichtsteiner
1-1 – Robert Lewandowski
Granit Xhaka – remate ao lado da baliza
1-2 – Arkadiusz Milik
2-2 – Xherdan Shaqiri
2-3 – Kamil Glik
3-3 – Fabian Schär
3-4 – Jakub Błaszczykowski
4-4 – Ricardo Rodríguez
4-5 – Grzegorz Krychowiak

“Melhor em campo” – Xherdan Shaqiri

Amarelos – Fabian Schär (55m) e Johan Djourou (117m); Artur Jędrzejczyk (58m) e Michał Pazdan (111m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

Stade Geoffroy Guichard – Saint-Étienne (14h00)

25 Junho, 2016 at 3:31 pm 1 comentário

Brexit

Daily Maildaily_telegrapheconomistguardianheraldthe_independentthe_nationalscotsmanthe_timesdiario_noticiasexpressojornal_noticiasPublico-20160625elmundoelpaislefigarolemondeliberationlesoircorriere_della_serastampabildsueddeutschenewyork_timeswashington_post

24 Junho, 2016 at 11:00 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – 1/8 Final

    1/8 FINAL              1/4 FINAL         1/2 FINAIS             FINAL

SuíçaPolónia--- Vencedor do Suíça vs. PolóniaVencedor do Croácia vs. Portugal--- CroáciaPortugal--- ......---

País de GalesI. Norte--- ...- Vencedor do País de Gales vs. I. NorteVencedor do Hungria vs. Bélgica--- HungriaBélgica---


AlemanhaEslováquia--- Vencedor Alemanha vs. EslováquiaVencedor Itália vs. Espanha--- ItáliaEspanha--- ...-

FrançaIrlanda--- ......--- Vencedor França vs. IrlandaVencedor Inglaterra vs. Islândia--- InglaterraIslândia---

22 Junho, 2016 at 8:55 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Classificações – 3.ª jornada

Grupo A               J     V     E     D    GM   GS     P
1º França      França    3     2     1     -     4 -  1     7
2º Suíça       Suíça    3     1     2     -     2 -  1     5
3º Albânia     Albânia    3     1     -     2     1 -  3     3
4º Roménia     Roménia    3     -     1     2     2 -  4     1
Grupo B               J     V     E     D    GM   GS     P
1º P. Gales    P. Gales    3     2     -     1     6 -  3     6
2º Inglaterra  Inglaterra    3     1     2     -     3 -  2     5
3º Eslováquia  Eslováquia    3     1     1     1     3 -  3     4
4º Rússia      Rússia    3     -     1     2     2 -  6     1
Grupo C               J     V     E     D    GM   GS     P
1º Alemanha    Alemanha    3     2     1     -     3 -  0     7
2º Polónia     Polónia    3     2     1     -     2 -  0     7
3º I. Norte    I. Norte    3     1     -     2     2 -  2     3
4º Ucrânia     Ucrânia    3     -     -     3     0 -  5     -
Grupo D               J     V     E     D    GM   GS     P
1º Croácia     Croácia    3     2     1     -     5 -  3     7
2º Espanha     Espanha    3     2     -     1     5 -  2     6
3º Turquia     Turquia    3     1     -     2     2 -  4     3
4º R. Checa    R. Checa    3     -     1     2     2 -  5     1
Grupo E               J     V     E     D    GM   GS     P
1º Itália      Itália    3     2     -     1     3 -  1     6
2º Bélgica     Bélgica    3     2     -     1     4 -  2     6
3º Irlanda     Irlanda    3     1     1     1     2 -  4     4
4º Suécia      Suécia    3     -     1     2     1 -  3     1
Grupo F               J     V     E     D    GM   GS     P
1º Hungria     Hungria    3     1     2     -     6 -  4     5
2º Islândia    Islândia    3     1     2     -     4 -  3     5
3º Portugal    Portugal    3     -     3     -     4 -  4     3
4º Áustria     Áustria    3     -     1     2     1 -  4     1

Melhores marcadores:

3 golos – Álvaro Morata (Espanha) e Gareth Bale (País de Gales)

2 golos – Dimitri Payet (França), Romelu Lukaku (Bélgica), Nani (Portugal), Bogdan Stancu (Roménia), Ivan Perišić (Croácia), Cristiano Ronaldo (Portugal) e Balázs Dzsudzsák (Hungria)

É o seguinte o alinhamento dos 1/8 de final:

25.06.2016 - Suíça - Polónia (Saint-Étienne - 14h00)
25.06.2016 - País de Gales - I. Norte (Paris - 17h00)
25.06.2016 - Croácia - Portugal (Lens - 20h00)
26.06.2016 - França - Irlanda (Lyon - 14h00)
26.06.2016 - Alemanha - Eslováquia (Lille - 17h00)
26.06.2016 - Hungria - Bélgica (Toulouse - 20h00) 
27.06.2016 - Itália - Espanha (Paris - 17h00)
27.06.2016 - Inglaterra - Islândia (Nice - 20h00)

22 Junho, 2016 at 8:54 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Fase de Grupos – Resultados

GRUPO A
10.06.2016 - França - Roménia (Paris - 20h00)               2-1
11.06.2016 - Albânia - Suíça (Lens - 14h00)                 0-1
15.06.2016 - Roménia - Suíça (Paris - 17h00)                1-1
15.06.2016 - França - Albânia (Marseille - 20h00)           2-0
19.06.2016 - Roménia - Albânia (Lyon - 20h00)               0-1
19.06.2016 - Suíça - França (Lille - 20h00)                 0-0

GRUPO B
11.06.2016 - P. Gales - Eslováquia (Bordeaux - 17h00)       2-1
11.06.2016 - Inglaterra - Rússia (Marseille - 20h00)        1-1
15.06.2016 - Rússia - Eslováquia (Lille - 14h00)            1-2
16.06.2016 - Inglaterra - P. Gales (Lens - 14h00)           2-1
20.06.2016 - Rússia - P. Gales (Toulouse - 20h00)           0-3
20.06.2016 - Eslováquia - Inglaterra (St.-Étienne - 20h00)  0-0

GRUPO C
12.06.2016 - Polónia - I. Norte (Nice - 17h00)              1-0
12.06.2016 - Alemanha - Ucrânia (Lille - 20h00)             2-0
16.06.2016 - Ucrânia - I. Norte (Lyon - 17h00)              0-2
16.06.2016 - Alemanha - Polónia (Paris - 20h00)             0-0
21.06.2016 - Ucrânia - Polónia (Marseille - 17h00)          0-1
21.06.2016 - I. Norte - Alemanha (Paris - 17h00)            0-1

GRUPO D
12.06.2016 - Turquia - Croácia (Paris - 14h00)              0-1
13.06.2016 - Espanha - R. Checa (Toulouse - 14h00)          1-0
17.06.2016 - R. Checa - Croácia (St.-Étienne - 17h00)       2-2
17.06.2016 - Espanha - Turquia (Nice - 20h00)               3-0
21.06.2016 - R. Checa - Turquia (Lens - 20h00)              0-2
21.06.2016 - Croácia - Espanha (Bordeaux - 20h00)           2-1

GRUPO E
13.06.2016 - Irlanda - Suécia (Paris - 17h00)               1-1
13.06.2016 - Bélgica - Itália (Lyon - 20h00)                0-2
17.06.2016 - Itália - Suécia (Toulouse - 14h00)             1-0
18.06.2016 - Bélgica - Irlanda (Bordeaux - 14h00)           3-0
22.06.2016 - Itália - Irlanda (Lille - 20h00)               0-1
22.06.2016 - Suécia - Bélgica (Nice - 20h00)                0-1

GRUPO F
14.06.2016 - Áustria - Hungria (Bordeaux - 17h00)           0-2
14.06.2016 - Portugal - Islândia (St.-Étienne - 20h00)      1-1
18.06.2016 - Islândia - Hungria (Marseille - 17h00)         1-1
18.06.2016 - Portugal - Áustria (Paris - 20h00)             0-0
22.06.2016 - Islândia - Áustria (Paris - 17h00)             2-1
22.06.2016 - Hungria - Portugal (Lyon - 17h00)              3-3

22 Junho, 2016 at 8:52 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Grupo E – 3ª jornada – Suécia – Bélgica

SuéciaBélgica0-1

Suécia Andreas Isaksson, Victor Lindelöf, Erik Johansson, Andreas Granqvist, Martin Olsson, Sebastian Larsson (70m – Jimmy Durmaz), Albin Ekdal, Kim Källström, Emil Forsberg (82m – Erkan Zengin), Marcus Berg (63m – John Guidetti) e Zlatan Ibrahimović

Bélgica Thibaut Courtois, Thomas Meunier, Toby Alderweireld, Thomas Vermaelen, Jan Vertonghen, Yannick Ferreira Carrasco (71m – Dries Mertens ), Radja Nainggolan, Axel Witsel, Eden Hazard (90m – Divock Origi), Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku (87m – Christian Benteke)

0-1 – Radja Nainggolan – 84m

“Melhor em campo” – Eden Hazard

Amarelos – Albin Ekdal (33m) e Erik Johansson (36m); Thomas Meunier (30m) e Axel Witsel (45m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Stade de Nice – Nice (20h00)

Num jogo em que se decidia a qualificação – a Bélgica corria ainda o risco de poder ser elminada, em caso de derrota -, seriam os belgas, não obstante a maior premência da Suécia, a carecer imprescindivelmente da vitória, a acabar por chegar ao triunfo, assim confirmando o apuramento, defrontando a Hungria nos 1/8 de final.

A Suécia fica assim afastada, constituindo-se numa das principais decepções da competição, em especial com a sua “estrela”, Zlatan Ibrahimović, a “passar ao lado” deste Europeu.

22 Junho, 2016 at 8:51 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Grupo E – 3ª jornada – Itália – Irlanda

ItáliaIrlanda0-1

Itália Salvatore Sirigu, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci, Angelo Ogbonna, Federico Bernardeschi (60m – Matteo Darmian), Stefano Sturaro, Thiago Motta, Alessandro Florenzi, Mattia De Sciglio (81m – Stephan El Shaarawy), Simone Zaza e Ciro Immobile (74m – Lorenzo Insigne)

Irlanda Darren Randolph, Seamus Coleman, Shane Duffy, Richard Keogh, Stephen Ward, Jeff Hendrick, James McClean, James McCarthy (77m – Wes Hoolahan), Robbie Brady, Daryl Murphy (70m – Aiden McGeady) e Shane Long (90m – Stephen Quinn)

0-1 – Robbie Brady – 85m

“Melhor em campo” – Robbie Brady

Amarelos – Salvatore Sirigu (39m), Andrea Barzagli (78m), Simone Zaza (87m) e Lorenzo Insigne (90m); Shane Long (39m) e Stephen Ward (73m)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Stade Pierre Mauroy – Lille (20h00)

Frente a uma equipa italiana de “reservistas”, a Irlanda acabou por tirar o melhor benefício, obtendo um precioso tento, a cinco minutos do final, que lhe proporcionou o indispensável triunfo para alcançar a qualificação para os 1/8 de final – a expensas da Turquia -, fase em que defrontará a selecção do país organizador, França.

22 Junho, 2016 at 8:50 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Grupo F – 3ª jornada – Islândia – Áustria

IslândiaÁustria2-1

Islândia Hannes Halldórsson, Birkir Sævarsson, Kári Árnason, Ragnar Sigurdsson, Ari Skúlason, Johann Gudmundsson (86m – Sverrir Ingason), Aron Gunnarsson, Gylfi Sigurdsson, Birkir Bjarnason, Jón Dadi Bödvarsson  (71m – Elmar Bjarnason) e Kolbeinn Sigthórsson (80m – Arnor Ingvi Traustason)

Áustria Robert Almer, Aleksandar Dragović, Sebastian Prödl (45m – Alessandro Schöpf), Martin Hinteregger, Christian Fuchs, Florian Klein, Stefan Ilsanker (45m – Marc Janko), Julian Baumgartlinger, Marko Arnautović, David Alaba e Marcel Sabitzer (78m – Jakob Jantscher)

1-0 – Jón Dadi Bödvarsson – 18m
1-1 – Alessandro Schöpf – 60m
2-1 – Arnor Ingvi Traustason – 90m

“Melhor em campo” – Kári Árnason

Amarelos – Ari Skúlason (36m), Kolbeinn Sigthórsson (51m), Kári Árnason (78m) e Hannes Halldórsson (82m); Marc Janko (70m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Stade de France – Paris (17h00)

Continuando a fazer surpresa, a estreante selecção da Islândia confirma o apuramento para os 1/8 de final, fase em que defrontará a Inglaterra.

Num desafio em que os austríacos depositavam todas as esperanças (a vitória dar-lhes-ia a qualificação), os islandeses entravam com a vantagem de lhes bastar o empate. E seria até a Islândia a marcar primeiro, colocando ainda maior pressão sobre a Áustria, numa altura em que, em paralelo, no outro jogo, a Hungria se adiantava no marcador, frente a Portugal.

Sem que o resultado se alterasse até final do primeiro tempo – a Áustria desperdiçaria uma grande penalidade, com um remate ao poste, tal como se registara no jogo com Portugal, então com Cristiano Ronaldo a não conseguir marcar -, os austríacos viriam a chegar ao empate à passagem da hora de jogo.

Na meia hora restante, naturalmente, intensificaram a ofensiva, com a Islândia cada vez mais a ter de remeter-se à defesa, mas sem contudo abdicar de procurar explorar o contra-ataque.

E – já o jogo de Portugal tinha terminado, posicionando-se então a equipa portuguesa no 2.º lugar do Grupo (que a levaria a ter por adversário a Inglaterra) – quando, no quarto e último minuto do período de compensação, a Islândia, precisamente num rápido lance de contra-ataque, aproveitando o facto de o adversário estar totalmente balanceado no ataque, marcaria o segundo golo, da vitória, assim recuperando o 2.º posto, relegando Portugal para a 3.ª posição…

Estranhamente, um golo que os portugueses de alguma forma festejaram, dado que remete a selecção nacional para a parte alta do quadro, afastada das maiores potências do futebol europeu, mas, para já, com um difícil compromisso, frente à Croácia.

22 Junho, 2016 at 5:52 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Grupo F – 3ª jornada – Hungria – Portugal

HungriaPortugal3-3

Hungria Gábor Király, Ádám Lang, Richárd Guzmics, Roland Juhász, Mihály Korhut, Balázs Dzsudzsák, Zoltán Gera (45m – Barnabás Bese), Ákos Elek, Ádám Pintér, Gergő Lovrencsics  (83m – Zoltán Stieber) e Ádám Szalai (71m – Krisztián Németh)

Portugal Rui Patrício, Vieirinha, Pepe, Ricardo Carvalho, Eliseu, André Gomes (61m – Ricardo Quaresma), William Carvalho, João Moutinho (45m – Renato Sanches),  João Mário, Nani (81m – Danilo Pereira) e Cristiano Ronaldo

1-0 – Zoltán Gera – 19m
1-1 – Nani – 42m
2-1 – Balázs Dzsudzsák – 47m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 50m
3-2 – Balázs Dzsudzsák – 55m
3-3 – Cristiano Ronaldo – 62m

“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Richárd Guzmics (13m), Roland Juhász (28m), Zoltán Gera (34m) e Balázs Dzsudzsák (56m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Stade de LyonLyon (17h00)

Por onde começar? Como qualificar esta campanha da selecção portuguesa?

Para já, o objectivo mínimo foi atingido, pese embora “arrancado a ferros” – estranhamente, sem ter obtido qualquer vitória (mas, também, sem derrotas) -, avançando para a fase a eliminar, como terceiro melhor dos 3.º classificados dos seis grupos (ou seja, como 15.ª equipa da hierarquia, de entre as 16 apuradas), assim acabando por consumar a eliminação… da Albânia.

Sobre esta partida em concreto, não é fácil destrinçar os efeitos da aleatoriedade do jogo dos da falta de competência denotada. Se, nos dois desafios anteriores, fora a acção ofensiva que se mostrara absolutamente ineficaz (um único golo apontado em 50 remates!), desta feita foi a defesa a claudicar  de forma bastante comprometedora (também como reflexo da estrutura táctica adoptada e do balanceamento ofensivo do meio-campo?).

A verdade é que, para um encontro em que o empate (0-0) servia perfeitamente as pretensões de ambos os contendores, o ritmo foi, desde início, bastante acelerado, jogando-se em “alta rotação”, de parte a parte.

Assumindo o que fora prometido pelos seus responsáveis, Portugal entrou em campo com a disposição de procurar o triunfo, mas com a Hungria, com grande mobilidade, a ripostar em toada de “parada e resposta”. E, na sequência de um dos únicos três cantos de que dispôs, tirando partido de um alívio incompleto de Eliseu, surgiu Gera, com um colocado remate de ressaca, de fora da área, com a trajectória perfeita, a passar por uma “floresta de pernas” e a entrar junto ao poste da baliza, sem hipóteses para o guardião nacional.

Contrariamente ao que seria expectável, a selecção portuguesa começava, ainda cedo, por se ver em posição de desvantagem e ter de “correr atrás do prejuízo”. Seguiu-se uma fase em que a equipa acusou o tento sofrido, tendo demorado algum tempo até se (re)encontrar.

Mas, sem baixar os braços – havia muito tempo para jogar ainda -, acabaria por, na sequência de uma excelente desmarcação de Cristiano Ronaldo, a “rasgar” a defesa contrária, para as suas costas, surgindo Nani isolado, que, de primeira, fez o golo do empate (o segundo da sua conta pessoal), com Király a parecer não ter feito tudo o que deveria para deter a bola.

O golo surgia em momento ideal, antes do intervalo, sendo portanto de prever que, no recomeço, a atitude e disposição do conjunto português fosse bem mais confiante e segura. Contudo, logo no segundo minuto, os húngaros beneficiaram de um livre perigoso, que viria a dar origem a que o remate de Dzsudzsák, ressaltando num jogador luso, atraiçoasse Rui Patrício.

Valeu então, quase de pronto, menos de três minutos volvidos, um lance de magia de Cristiano Ronaldo, a dar a melhor conclusão a um bom centro de João Mário, desviando a bola para o fundo da baliza, com um toque subtil de calcanhar, restabelecendo a igualdade. Um momento fulcral, pela prontidão com que a equipa foi capaz de reagir, pela segunda vez, à adversidade.

Mas a história do jogo estava ainda longe de estar contada… Mais cinco minutos decorridos, novo livre a favor da Hungria, dando desde logo a sensação de algum pânico instalado na defesa portuguesa. Uma vez mais, com grande (in)felicidade, o remate de Dzsudzsák embateria num jogador português, desviando a trajectória da bola, impossibilitando, outra vez, o nosso guarda-redes de reagir a tempo de evitar o golo.

Era demais! Pela terceira vez a selecção de Portugal via-se “fora do EURO”… mas, não virando a cara à luta, não desistindo, culminaria este frenético período de vinte minutos, com o justo e merecido prémio, o do terceiro golo, que lhe permitia, pela terceira vez, reerguer-se: Quaresma entrara em campo há um minuto, acabara de marcar um canto, e, ao segundo toque na bola, fez um excelente cruzamento para a área, onde Cristiano Ronaldo, imperial, com um cabeceamento perfeito, voltou a resgatar a equipa portuguesa das “profundezas” para que se ia vendo empurrada.

A Hungria provocaria ainda mais um grande susto, rematando ao poste, mas, no quarto de hora entre os 65 e os 80 minutos, efectivamente só Portugal pretendeu ainda tentar chegar à vitória. Até que, já nos últimos dez minutos, Fernando Santos optaria por colocar “trancas à porta”, fazendo entrar Danilo Pereira por troca com Nani. Para, nos derradeiros três minutos, a Hungria acabar mesmo por abdicar de jogar, limitando-se a trocar a bola, em passes muito curtos, de pé para pé, na sua zona intermediária, sem que os portugueses quisessem então arriscar ainda.

O apuramento estava “garantido”; não era altura de deitar tudo a perder. Pouco depois, o árbitro daria o jogo por findo; e, uma vez mais, foi o adversário a festejar com exuberância o empate – tal como sucedera já nos anteriores dois jogos de Portugal…

As estatísticas do jogo poderão ser uma pista para compreender tal contentamento húngaro (a par, naturalmente, do facto de, deste modo, terem mantido o 1.º lugar no Grupo): 19-10 em remates (pese embora uma tangencial vantagem de apenas 6-5 em remates à baliza); 9-3 em cantos (8 deles, a favor de Portugal, na primeira parte); 58-42% em termos de posse de bola.

Só que, com tantos golos marcados, Portugal acabara então por (em função da fórmula de desempate, de maior número de golos marcados) ultrapassar a Islândia – que, quando a nossa partida terminou, defendia acerrimamente o empate a um golo ante a Áustria, que lhe proporcionava também a qualificação -, ascendendo assim ao 2.º lugar da classificação, o que colocava a selecção nacional na indesejada parte baixa do quadro da fase a eliminar.

Até que, no outro jogo, surgia o “golpe de teatro”: no quarto e último minuto do tempo de compensação, aproveitando o total balanceamento ofensivo dos austríacos, numa desesperada tentativa de chegar ao golo, a Islândia, num rápido lance de contra-ataque, com vários jogadores a galgar terreno completamente livre, sem qualquer oposição, surgindo isolados na cara do guardião da Áustria, marcava um esfuziantemente celebrado golo, que lhe dava o triunfo e, por consequência, permitia retomar a 2.º posição.

Nunca uma baixa do 2.º ao 3.º lugar, como então sucedeu a Portugal, foi tão festejada (pelos portugueses!), que, assim, defrontarão nos 1/8 de final a Croácia (em vez da Inglaterra), mas, mais importante – caso consigam ultrapassar o duro obstáculo que se lhes coloca – poderão ter um percurso menos “espinhoso” nas eliminatórias seguintes.

Mas, para tal, será necessário jogar de forma bem mais concentrada e rigorosa, importando assegurar os equilíbrios necessários para poder ombrear com uma equipa tão poderosa como a croata, com um futebol de grande qualidade, que, sem integrar o lote dos grandes “colossos”, será, hoje por hoje, de nível similar ao da selecção portuguesa, porventura mesmo superior.

Será importante evitar que volte a permitir-se a ocorrência de um “jogo louco” como o de hoje, com a equipa portuguesa – uma vez mais infeliz, desta feita, nos lances algo fortuitos que originaram os três golos do adversário, mas que, em primeira análise, decorrem da excessiva liberdade de espaço que foi concedida à formação húngara, que teve oportunidade de manobrar mais ou menos “à vontade” – a ter de, por vezes, já algo em desespero, ir em busca da “salvação”, num jogo de nervos à flor da pele, pleno de sofrimento e ansiedade até ao último minuto.

E, ainda, é fundamental colocar termo a esta pulsão para uma espécie de auto-flagelação, que a equipa portuguesa vem experimentando, em que parece apostada em colocar-se a si própria obstáculos injustificados.

Fica uma nota final positiva para a capacidade de reacção demonstrada pelo grupo português, que nunca “se entregou”, acreditando sempre que era possível superar-se e avançar.

22 Junho, 2016 at 5:49 pm 1 comentário

EURO 2016 – Grupo D – 3ª jornada – R. Checa – Turquia

R. ChecaTurquia0-2

R. Checa Petr Čech, Pavel Kadeřábek, Tomáš Sivok, Roman Hubník, Daniel Pudil, Bořek Dočkal (71m – Josef Šural), David Pavelka (57m – Milan Škoda), Vladimír Darida, Jaroslav Plašil (90m – Daniel Kolář), Ladislav Krejčí e Tomáš Necid

Turquia Volkan Babacan, Gökhan Gönül, Mehmet Topal, Hakan Balta, İsmail Köybaşı, Emre Mor (69m – Olcay Şahan), Ozan Tufan, Arda Turan, Selçuk Inan, Volkan Şen (61m – Oğuzhan Özyakup) e Burak Yılmaz (90m – Cenk Tosun)

0-1 – Burak Yılmaz – 10m
0-2 – Ozan Tufan – 65m

“Melhor em campo” – Burak Yılmaz

Amarelos – Jaroslav Plašil (36m), David Pavelka (39m) e Josef Šural (87m); İsmail Köybaşı (35m) e Hakan Balta (50m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

Stade Bollaert-Delelis – Lens (20h00)

Ao terceiro jogo a Turquia consegue enfim chegar ao triunfo, que dita a eliminação da R. Checa, permitindo aos turcos manter-se na expectativa de poder vir a ser um dos quatro melhores 3.º classificados.

Paralelamente, este desfecho concede a Portugal a possibilidade de se apurar, bastando para tal empatar com a Hungria (mesmo que a zero), ao mesmo tempo que garante a qualificação da Irlanda do Norte.

À entrada para o derradeiro dia da fase de grupos, temos já doze selecções apuradas: França, Suíça, País de Gales, Inglaterra, Eslováquia, Alemanha, Polónia, I. Norte, Croácia, Espanha, Itália e Hungria.

Subsistem portanto por atribuir apenas quatro vagas: entre: Bélgica/Suécia/Irlanda (1 ou 2), Islândia/Portugal/Áustria (1 ou 2), Turquia/Albânia (0, 1 ou 2).

Estão já eliminadas quatro selecções: Roménia, Rússia, Ucrânia e R. Checa .

21 Junho, 2016 at 8:53 pm Deixe um comentário

Artigos Mais Antigos Artigos mais recentes


Autor – Contacto

Destaques

Benfica - Quadro global de resultados - Printscreen Tableau
Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade União de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Junho 2016
S T Q Q S S D
« Maio   Jul »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Eleições EUA 2008

Twitter

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.