Archive for Outubro, 2014

O pulsar do campeonato – Taça Ribatejo – 1.ª jornada

Pulsar-TRibatejo1

(“O Templário”, 23.10.2014)

Começou a “festa” da Taça Ribatejo, nesta primeira fase, em sistema de grupos – portanto ainda sem o aliciante dos jogos de eliminação directa –, compreendendo dez séries: quatro constituídas por quatro clubes cada, integrando as restantes seis apenas três clubes, num total de 34 participantes, 14 da I Divisão e 20 da II Divisão Distrital, apurando-se para os 1/8 de final os dez vencedores de série, e as seis equipas, de entre as classificadas no 2.º lugar, com melhor média ponderada de pontos obtidos nesta fase.

Um modelo de disputa da competição que se reveste de alguma complexidade e que não deixa de suscitar dúvidas de interpretação (até pelo facto de haver algumas séries de três equipas, e outras de quatro), acrescida ainda pela fórmula de desempate adoptada intra-série, baseada na marcação (no final de todos os desafios) de pontapés da marca de grande penalidade, mas a qual produz efeitos apenas em caso de igualdade pontual no conjunto dos jogos disputados pelos concorrentes empatados em cada série.

Por outro lado, é de notar que o sorteio caprichou em reunir três clubes da I Divisão nas Séries 1 (Torres Novas, Amiense e Rio Maior) e 6 (Fazendense, Pontével e Benavente); e duas nas Séries 5 (Empregados do Comércio e U. Chamusca) e 9 (Coruchense e Barrosense); enquanto, ao invés, as Séries 4 e 8 (ambas com três participantes) apenas agregam clubes a militar na II Divisão Distrital, portanto numa notória situação de desequilíbrio de forças.

Assim sendo, nesta ronda inaugural, temos de começar por destacar as goleadas aplicadas pelo Rio Maior (8-0 ao Alferrarede); Empregados do Comércio (5-0 ao Caxarias, continuando a sua campanha “imparável”, com cinco vitórias em cinco jogos disputados, com um impressionante score de 15-0); e do Fazendense (5-0 ao Pontével, repetindo a marca registada na semana anterior em Coruche, confirmando atravessar uma fase de grande forma). Depois, não se tratando propriamente – ainda – de “tomba-gigantes”, uma menção particular ao Muge, única equipa de escalão secundário a derrotar outra do principal (Benavente) por 3-1.

De resto, nos oito encontros entre equipas de Divisão diferente (tendo Coruchense e U. Chamusca folgado), apenas o União de Tomar, neste jogo com uma exibição menos conseguida, não venceu também, não conseguindo ir além da igualdade a uma bola (mais um tento apontado por Pelé), e depois de o guardião unionista ter já defendido uma grande penalidade.

Por fim, no “principal” jogo desta primeira jornada, Amiense-Torres Novas, os torrejanos, ganhando por 1-0, obtiveram a “desforra” do desaire sofrido na ronda inicial do campeonato. E, ainda, uma referência final a uma particularidade muito especial, porventura inédita: o regressado Rossiense – que acabou de fazer a sua estreia no campeonato da II Divisão no sábado, empatando a duas bolas com o Tramagal –, jogou, menos de 24 horas depois (!) para a Taça do Ribatejo, indo ganhar a Ferreira do Zêzere por 3-2!

A nível nacional, disputou-se a eliminatória correspondente aos 1/32 de final da Taça de Portugal, não tendo o Alcanenense podido resistir ao superior poderio do Nacional da Madeira, saindo goleado por 6-1; ao invés, o Riachense – recebendo a visita de um conjunto do mesmo escalão (Campeonato Nacional de Seniores), Benfica de Castelo Branco – conseguiu, mercê de um tento alcançado nos derradeiros minutos, vencer por 2-1, avançando assim para os 1/16 de final, fase em que não marcam já presença cinco clubes da I Liga (FC Porto, Estoril, Boavista, Arouca e Académica, surpreendido pelo “tomba-gigantes” Santa Maria).

Na próxima semana estarão de regresso os campeonatos. Na I Divisão Distrital, o destaque vai para o Fazendense-Amiense, com favoritismo para a formação de Fazendas de Almeirim, e para o Coruchense-Benavente (também com clara tendência para os donos da casa, necessitando recuperar do “trauma” da última jornada), para além dos três sérios testes que os três primeiros classificados enfrentarão, todos a enfrentar deslocações de elevado risco: os Empregados do Comércio ao Cartaxo; o União de Tomar a Mação; e o Torres Novas a Santarém, neste caso com maior dose de favoritismo a ter de ser atribuído aos torrejanos, frente ao U. Santarém.

Na II Divisão Distrital, a Norte, os quatro primeiros defrontam-se: dois dos líderes encontram-se no Pego-Alferrarede; enquanto o outro, U. Abrantina, se desloca a Minde. Mais a Sul, temos também um líder, Glória do Ribatejo, a receber um dos 2.ºs classificados, U. Almeirim, enquanto Goleganense e Moçarriense, que partilham a 2.ª posição, se encontram também na Golegã.

Por fim, no Campeonato Nacional de Seniores, os dois últimos classificados, Riachense e At. Ouriense, enfrentam-se nos Riachos, enquanto o Alcanenense recebe o Sertanense, tendo o Fátima uma difícil saída a Mafra, actual vice-líder.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Outubro de 2014)

26 Outubro, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo E
Estoril – D. Moskva – 1-2
PSV – Panathinaikos – 1-1

1º D. Moskva, 9; 2º PSV, 4; 3º Estoril, 3; 4º Panathinaikos, 1

Grupo J
AaB Aalborg – D. Kyiv – 3-0
Steaua – Rio Ave – 2-1

1º Steaua, D. Kyiv e AaB Aalborg, 6; 4º Rio Ave, 0

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23 Outubro, 2014 at 6:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
At. Madrid – Malmö – 5-0
Olympiakos – Juventus – 1-0

1º At. Madrid e Olympiakos, 6; 3º Juventus e Malmö, 3

Grupo B
Ludogorets – Basel – 1-0
Liverpool – Real Madrid – 0-3

1º Real Madrid, 9; 2º Ludogorets, Liverpool e Basel, 3

Grupo C
Bayer Leverkusen – Zenit – 2-0
Monaco – Benfica – 0-0

1º Bayer Leverkusen, 6; 2º Monaco, 5; 3º Zenit, 4; 4º Benfica, 1

Grupo D
Anderlecht – Arsenal – 1-2
Galatasaray – B. Dortmund – 0-4

1º B. Dortmund, 9; 2º Arsenal, 6; 3º Anderlecht e Galatasaray, 1

Grupo E
CSKA Moskva – Manchester City – 2-2
Roma – Bayern – 1-7

1º Bayern, 9; 2º Roma, 4; 3º Manchester City, 2; 4º CSKA Moskva, 1

Grupo F
APOEL – Paris St.-Germain – 0-1
Barcelona – Ajax – 3-1

1º Paris St.-Germain, 7; 2º Barcelona, 6; 3º Ajax, 2; 4º APOEL, 1

Grupo G
Schalke 04 – Sporting – 4-3
Chelsea – Maribor – 6-0

1º Chelsea, 7; 2º Schalke 04, 5; 3º Maribor, 2; 4º Sporting, 1

Grupo H
BATE Borisov – Shakthar Donetsk – 0-7
FC Porto – At. Bilbao – 2-1

1º FC Porto, 7; 2º Shakthar Donetsk, 5; 3º BATE Borisov, 3; 4º At. Bilbao, 1 

22 Outubro, 2014 at 8:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada (Monaco – Benfica)

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, Nabil Dirar, João Moutinho (82m – Bernardo Silva), Geoffrey Kondogbia, Lucas Ocampos (62m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Dimitar Berbatov (34m – Anthony Martial)

BenficaBenfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Lisandro López, Eliseu, André Almeida, Eduardo Salvio, Enzo Pérez (88m – Andreas Samaris), Anderson Talisca (68m – Tiago “Bebé”), Nico Gaitán (79m – César) e Lima

Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (71m), Layvin Kurzawa (78m) e Yannick Ferreira-Carrasco (90m); Eliseu (8m), Lisandro López (26m) e Eduardo Salvio (36m)

Cartão vermelho – Lisandro López (76m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Depois de alguma infelicidade no primeiro jogo – pagando caro as falhas de desconcentração cometidas – e da péssima apresentação em Leverkusen, o Benfica abordava este terceiro desafio da Liga dos Campeões já em posição delicada, condicionado pela necessidade imperiosa de  não poder perder a partida.

Mas, uma vez mais, começaria mal, demorando a “entrar no jogo”, concedendo espaços e a iniciativa ao adversário – o que só não resultou em golo logo nos minutos iniciais devido a uma inacreditável deficiente execução de Ocampos, com a baliza escancarada à sua mercê -, denotando um complexo dificilmente compreensível (e aceitável) face à que é, indubitavelmente, a equipa menos forte do grupo, e, uma vez mais, uma indisfarçável falta de ambição.

Tal foi ainda mais flagrante quando, no segundo tempo, depois de a equipa ter conseguido enfim serenar, ter “pegado no jogo”, e levar o perigo até próximo da área monegasca, nunca se resolvendo contudo a correr maiores riscos, retardando as substituições – e, mesmo, independentemente disso -, a fazer alterações no sistema de jogo, que pudessem conferir maior dinâmica e provocar desequilíbrios na estrutura defensiva do adversário.

É verdade que, nessa fase do jogo, o Benfica dispôs também de ocasiões de perigo e, pelo menos, de uma soberana oportunidade de golo. Mas, uma vez mais, a imagem que transpareceu foi a de que o Benfica se contentaria com o empate.

Tal percepção reforçar-se-ia, inevitavelmente, a partir do minuto 76, com a equipa em inferioridade numérica, acabando os últimos vinte minutos (incluindo tempo de compensação) por ter de sofrer, recuar as linhas, em busca de preservar o pontinho, que, veremos mais adiante, se poderá ter servido de algo.

Para já, com a configuração que o grupo apresenta, a continuidade na Liga dos Campeões, para a fase de eliminatórias, parece à distância de um milagre, que corresponderia a uma segunda volta quase perfeita (no mínimo, 7 pontos, de duas vitórias e um empate, esperando uma conjugação favorável de resultados nos jogos entre os outros três concorrentes); mas, mais preocupante, a própria continuidade nas provas europeias (por via da transição para a Liga Europa) encontra-se seriamente ameaçada, e, previsivelmente, dependente de um indispensável triunfo, já no próximo jogo, perante este mesmo opositor.

Mas, para tal, o Benfica vai ter de jogar muito mais…

22 Outubro, 2014 at 8:40 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 4.ª jornada

Pulsar - 4

(“O Templário”, 16.10.2014)

Quando, na passada semana, aqui escrevi que o principal destaque da jornada teria de ir, inteirinho, para o grande desafio que colocava frente a frente, talvez os dois principais candidatos ao título, estava longe de imaginar que o desfecho do Coruchense-Fazendense pudesse ser uma extraordinária goleada (5-0) obtida pelos visitantes, dado o equilíbrio de forças que se poderia antever. Mas o futebol é fértil em “fenómenos” desta natureza, em que a equipa supostamente mais “confortável” (jogando em casa e em posição vantajosa na tabela classificativa), rapidamente deixa de o ser, após sofrer um golo, que a desestabiliza, na exacta medida em que, inversamente, o adversário, adquirindo confiança, se agiganta (veja-se o recente exemplo do Brasil-Alemanha do Mundial).

E, depois, outro cenário clássico nestas circunstâncias: quando uma equipa se vê em desvantagem por dois ou três golos, perante uma da sua igualha, o que fazer? Procurar evitar que o marcador se continue a avolumar? Ou continuar a correr riscos, em busca – mais com o “coração” do que com a cabeça – de um golo que possa de alguma forma suscitar uma inversão da tendência. Ou, mais simplesmente – não tendo assistido ao jogo –, possivelmente um dia em que tudo sai bem a um dos contendores, enquanto ao outro, pelo contrário, tudo corre mal.

Reflexos imediatos deste resultado: para além do mais evidente – o facto de o Coruchense se ter visto igualado na classificação pelo Fazendense, portanto voltando praticamente à “estaca zero” neste duelo particular (com a vantagem anímica agora a pender para o grupo de Fazendas de Almeirim) –, o União de Tomar, mercê de um triunfo categórico (goleando também, por 4-0) no tradicional clássico frente à agora ainda relativamente inexperiente equipa do U. Santarém, isolou-se no segundo lugar. Com uma campanha bastante segura, é agora, a par dos Empregados do Comércio, um dos únicos dois clubes a manter a invencibilidade. A destacar o pendor goleador de Pelé (quarto golo apontado) e de Nuno Rodrigues, a marcar em dois jogos sucessivos.

Por falar em Empregados do Comércio, continua a afirmar a sua liderança, tendo vencido com tranquilidade o Barrosense (3-0); quatro jogos, quatro vitórias, 10-0 em golos (ataque mais concretizador, a par do Torres Novas; defesa menos batida), tem os candidatos Fazendense e Coruchense já a cinco pontos de distância… Por curiosidade, um desempenho perfeitamente simétrico face ao do rival escalabitano, U. Santarém, este, para já, somando por derrotas todos os quatro desafios disputados.

Nesta ronda, uma nota de saliência também para o Torres Novas, que depois de um arranque “em falso” – se assim se pode chamar à derrota tangencial em Amiais de Baixo –, somou o terceiro triunfo consecutivo, ascendendo ao 3.º posto, a um ponto do União de Tomar, e a três do comandante, com a tal particularidade de ser uma das duas equipas mais concretizadoras.

Esta era uma jornada repleta de aliciantes, incluindo ainda o derby municipal do Cartaxo, com o Pontével a impor-se, no seu também difícil terreno (em função das suas reduzidas dimensões), ganhando por 1-0, dando um pulo na pauta classificativa, ascendendo ao 6.º lugar. Falta-nos apenas referir os empates (2-2 em ambos os casos) registados no Benavente-Mação e no U. Chamusca-Amiense, jogos em que era já antevisto o equilíbrio, que acabaria por predominar.

Em função dos resultados desta ronda, as equipas do Cartaxo e do Amiense ocupam posições abaixo das expectativas, partilhando o 10.º posto, ambos com quatro pontos. Os três novos primodivisionários estão, para já, instalados nos indesejáveis três lugares da cauda da tabela.

Na II Divisão Distrital, que teve a sua segunda jornada, a Norte, temos três equipas que somaram segundo triunfo (Alferrarede – considerando a vitória administrativa da ronda inaugural, no Rossio ao Sul do Tejo –, Pego e U. Abrantina), enquanto, a Sul, apenas o Glória do Ribatejo conseguiu tal feito. O regressado (?) Rossiense continua sem comparecer nos campos, tendo adiado a sua partida (desta feita no Tramagal). Os grupos de Assentis, Sabacheira, Porto Alto e Pernes registaram segundo desaire.

Subindo até ao Campeonato Nacional de Seniores, o destaque vai para um empolgante desafio entre Fátima e Riachense (que somou o primeiro ponto, graças ao empate a três bolas). O At. Ouriense, que continua de “casa às costas”, foi goleado pelo Caldas (0-4), afundando-se na classificação (regista também, somente, um ponto) – estando portanto riachenses e ourienses já a cinco pontos dos mais próximos competidores (sendo um deles o Fátima); por fim, o Alcanenense foi derrotado em casa pelo líder (U. Leiria), por 1-2, repartindo agora a 3.ª posição com Eléctrico de Ponte de Sôr e Caldas, todos com dez pontos.

No próximo fim-de-semana, os campeonatos estarão em pausa, para disputa dos 1/32 avos de final da Taça de Portugal (ainda com dois “sobreviventes” do distrito, Alcanenense, que se desloca à Madeira, para defrontar o Nacional, da I Liga, e Riachense, que recebe a visita do Benfica de Castelo Branco, numa ronda em que se destaca o FC Porto-Sporting) e da 1.ª jornada da fase de grupos da Taça Ribatejo, neste caso, com algumas partidas de particular interesse, como o União de Tomar-Assentis, a reedição do Amiense-Torres Novas, o Fazendense-Pontével, e, espera-se, a estreia do Rossiense, em Ferreira do Zêzere.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Outubro de 2014)

19 Outubro, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

Dinamarca – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)

Dinamarca Dinamarca –  Kasper Schmeichel, Lars Jacobsen, Simon Kjær, Daniel Agger, Nicolai Boilesen (58m – Simon Poulsen), Pierre Højbjerg, William Kvist, Christian Eriksen (84m – Thomas Kahlenberg), Michael Krohn-Dehli,  Lasse Vibe (45m – Uffe Bech) e Nicklas Bendtner

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric, Pepe, Ricardo Carvalho, Eliseu, William Carvalho, Tiago (84m – Quaresma), Moutinho, Danny (77m – Éder), Ronaldo e Nani (68m – João Mário)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 90m

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Qualquer análise e percepção que se possa associar a um jogo de futebol é sempre, inevitavelmente, condicionada pelo seu resultado final.

Tal ficou bem patente neste desafio, repleto de particularidades de interesse, desde logo com a estreia, a nível oficial, de um novo seleccionador nacional, Fernando Santos, em substituição de Paulo Bento, traduzindo-se paralelamente na abertura de um novo ciclo, com o regresso à selecção de um conjunto de jogadores que há vários anos andavam dela afastados, casos de Tiago ou Ricardo Carvalho (e, há menos tempo, Danny), mas também, com a novidade do debute ao mais alto nível de Cédric ou João Mário, dando corpo à tão falada renovação da selecção.

Ou, por outra, mais que uma renovação, teremos tido uma golfada de “ar fresco”, bem a propósito para o recomeço que se revelava necessário, depois da “falsa partida” do jogo inaugural nesta fase de qualificação, com a fracassada recepção à Albânia.

Perante este enquadramento, ainda que a “margem de erro” estivesse longe de se esgotar – até em função do novo sistema de apuramento, e do número de países a qualificar para a fase final (23), abrindo a porta a cinco dos 3.º classificados -, era naturalmente de toda a conveniência sair da Dinamarca com um resultado positivo.

E, a verdade é que não seria necessário um grande decurso de tempo, para se aceitar que o empate poderia – no mínimo, claro está… – ser uma forma de resultado positivo. Desde logo porque a equipa portuguesa – receosa, algo desconfiada ainda de si própria, em particular a nível defensivo (depois das falhas evidenciadas no particular com a França de apenas três dias antes – demorou algum tempo a encaixar-se no sistema dinamarquês, que começou por assumir o controlo do jogo e algumas iniciativas de maior pendor ofensivo.

Depois, à medida que o grupo foi conseguindo estabilizar psicologicamente e os índices de confiança começaram a melhorar – uma palavra para a excelente exibição de Ricardo Carvalho, o veterano desta selecção, já com os seus 36 anos, mas com uma actuação praticamente sem falhas, a par da cobertura que William Carvalho e Tiago possibilitaram, no sentido de resguardar de situações de maior risco, a defesa, em particular o flanco esquerdo, a cargo de Eliseu, que com tantas dificuldades se debatera em Paris – Portugal como que “tomou conta” do jogo, passando a assumir a iniciativa, controlando e dominando, e podendo ter chegado, numa ou noutra oportunidade, ao golo.

Que, não surgindo, vinha avolumando – à medida que o desafio se aproximava do seu termo -, a tal percepção de que o empate poderia ser um resultado positivo.

E isto leva-nos de volta ao início… Quando já se pensaria talvez que a prioridade seria a de salvaguardar o nulo, Fernando Santos acabaria por ser feliz nas substituições por que optou – as quais transmitiram sinais para dentro do campo, de que, até ao último segundo, se poderia acreditar ainda em algo de mais positivo: primeiro, a entrada de um avançado, Éder, para o lugar de um Danny ainda em sub-rendimento, à procura de se reencontrar com a selecção; e, já na fase final, Quaresma a render Tiago.

Sobre o resto da história, foi o perfeito “happy ending”: virtualmente no derradeiro momento do encontro – já com 4 minutos e 50 segundos decorridos dos cinco minutos de tempo de compensação determinado pelo árbitro -, Quaresma a fazer um excelente cruzamento, Éder a atrair os defesas contrários, abrindo espaço para a entrada fulgurante de Cristiano Ronaldo, de cabeça, ainda num lance dividido com um outro defesa, a introduzir a bola na baliza da Dinamarca, garantindo a vitória e três importantíssimos pontos, que, praticamente, permitem desde já anular o efeito do malfadado jogo com a Albânia.

Um bom recomeço…

GRUPO I        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Albânia      2   1   1   -   2 - 1   4
2º Dinamarca    3   1   1   1   3 - 3   4
3º Portugal     2   1   -   1   1 - 1   3
4º Sérvia       1   -   1   -   1 - 1   1
5º Arménia      2   -   1   1   2 - 3   1

3ª jornada

14.10.14 – Dinamarca – Portugal – 0-1
14.10.14 – Sérvia – Albânia – Jogo interrompido aos 41m (0-0)

(mais…)

14 Outubro, 2014 at 8:40 pm 1 comentário

Prémio Nobel da Economia – 2014

O prémio Nobel da Economia 2014 foi hoje atribuído ao francês Jean Tirole, pela sua «análise do poder de mercado e da regulação».

13 Outubro, 2014 at 2:41 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 3.ª jornada

Pulsar - 3

(“O Templário”, 09.10.2014)

Antes da realização dos jogos correspondentes à 3.ª ronda da I Divisão Distrital poderia até esperar-se que, no seu final, emergisse um líder isolado, mas seriam muito poucos certamente os que apostariam nos Empregados do Comércio (em detrimento do favorito Coruchense), os quais enfrentavam quase como que uma “missão impossível” – passe o natural excesso –, a de ganhar em Amiais de Baixo.

Pois, foi isso mesmo que os “Caixeiros” de Santarém conseguiram, e de uma forma absolutamente categórica, triunfando por 3-0! Três jogos, três vitórias (duas delas em terreno alheio – além da partida de Amiais de Baixo, também em Fazendas de Almeirim, no campo de outro dos principais candidatos), sete golos marcados (ataque mais concretizador, a par do da turma de Mação), nenhum golo sofrido (única equipa a manter a inviolabilidade das suas balizas); numa palavra: sensacional! Teremos candidato? Ou o “primeiro milho é dos pardais”?

Não se esperaria que fosse, para já, o Coruchense a “descolar” – agora dois pontos abaixo do guia –, mas, não obstante ter chegado a dispor de dois golos de vantagem, acabaria por permitir a reacção do grupo maçaense, que restabeleceria a situação de igualdade, a duas bolas, não conseguindo portanto “passar” no também difícil terreno de Mação.

O que, paralelamente, proporcionou ao União de Tomar a subida ao 2.º lugar (partilhado com o conjunto de Coruche), depois, também, de averbar o segundo triunfo fora de portas, desta feita em Rio Maior, igualmente por 1-0, num desafio no qual, à semelhança do que se passara na Barrosa, os nabantinos tiveram de apelar a um sentido de realismo, privilegiando o resultado em relação ao “espectáculo”, sabendo sofrer quando necessário, em ordem a preservar até final a vantagem alcançada quase no termo do primeiro tempo, num golo de Nuno Rodrigues. Uma boa campanha unionista, até agora, que se espera possa prosseguir no mesmo rumo.

Outras duas equipas ganharam também fora de casa (para além de Empregados do Comércio e U. Tomar) – numa jornada particularmente adversa para as equipas da casa, dado que apenas uma delas, o Barrosense, conseguiu vencer… –, o Torres Novas, com um excelente resultado no Cartaxo (vitória por 1-0), a isolar-se no 4.º posto, apenas um ponto abaixo do duo que reparte a 2.ª posição; e o Benavente, em Santarém, frente ao União (duas equipas que ocupavam os lugares da cauda da tabela), por 3-2, o que permitiu ao grupo vitorioso integrar agora um “mini-pelotão” de cinco equipas, a meio da tabela, “afundando” os escalabitanos na indesejada posição de “lanterna vermelha”.

Surpreendente foi também o empate caseiro cedido pelo Fazendense ante o U. Chamusca, não tendo conseguir desfazer o nulo no marcador, integrando ambos o tal grupo de cinco clubes (como sucede também com Cartaxo e Mação) que, em apenas três jogos, já “fizeram de tudo” neste campeonato: ganharam, empataram e perderam; um comportamento algo decepcionante para os adeptos da turma de Fazendas de Almeirim, cujo técnico terá já colocado o lugar à disposição, não obstante a fase muito prematura da prova em que nos encontramos ainda… e o facto de o atraso face ao Coruchense ser de apenas 3 pontos.

Já antes ficou dito que o Barrosense foi o único visitado a triunfar, e fê-lo, também, de forma convincente, por 4-1, sobre o Pontével, que, a par do Amiense – estas três equipas agora com três pontos – se posicionam, para já, bastante aquém do que serão as suas legítimas expectativas, apenas superando os recém-promovidos Rio Maior e U. Santarém.

Na próxima jornada, o principal destaque terá de ir, inteirinho, para o grande desafio que colocará frente a frente, porventura, os dois principais candidatos ao título, Coruchense e Fazendense, com os visitantes a começarem a ver escassear a sua margem de erro. Do líder, Empregados do Comércio, espera-se agora, naturalmente, a vitória, na recepção ao Barrosense; veremos se a “pressão do 1.º lugar” será virtuosa. Haverá também um derby no Cartaxo-Pontével; e, ainda, o reeditar de um grande clássico do Ribatejo, tantas vezes disputado noutros escalões: U. Tomar – U. Santarém (com os tomarenses a defrontarem, ao fim de apenas quatro jornadas, a terceira equipa promovida no final da temporada passada). Aliciantes não faltam…

Na II Divisão Distrital, o aspecto mais saliente da ronda inaugural acabaria mesmo por ser a inusitada falta de comparência no que seria o regresso do Rossiense à competição, recebendo o Alferrarede… Para além disso, no duelo entre as duas equipas despromovidas, a U. Abrantina foi vencer ao terreno do Assentis, por 1-0; tendo o Pego ganho também fora de casa, na Sabacheira, pela clara margem de 3-0. A sul, destaque para o triunfo do Glória sobre o Porto Alto (3-2) e para o empate (1-1) entre U. Almeirim e Samora Correia.

Subindo até ao Campeonato Nacional de Seniores, tivemos um fim-de-semana muito negativo para os representantes do Distrito, acumulando quatro desaires: o At. Ouriense em Leiria (0-2), o Fátima nas Caldas (0-1), o Riachense, em casa, frente ao Torreense (1-2), e, mais inesperado, o até então líder, Alcanena, em Ponte de Sôr (1-2). Na próxima jornada, os dois primeiros defrontam-se em Alcanena, com a equipa da casa a procurar destronar o agora comandante U. Leiria, recebendo o já algo “aflito” At. Ouriense a visita do Caldas; por fim, as outras duas equipas do Distrito, cruzam-se em Fátima, com o Riachense a necessitar começar a pontuar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Outubro de 2014)

12 Outubro, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

Prémio Nobel da Paz – 2014

O prémio Nobel da Paz 2014 foi hoje atribuído a Kailash Satyarthi (Índia) e a Malala Yousafzay (Paquistão), pela sua «luta contra a supressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação».

10 Outubro, 2014 at 9:06 am Deixe um comentário

Prémio Nobel da Literatura – 2014

O prémio Nobel da Literatura 2014 foi hoje atribuído ao escritor francês Patrick Modiano, pela «arte da memória que utilizou para evocar os destinos humanos mais inalcançáveis e para revelar o universo da ocupação».

Modiano, nascido em 1945, é filho de um italiano judeu, sendo a ocupação nazi o tema do seu primeiro livro: La Place de l’Étoile, publicado em 1968.

Encontram-se publicadas em Portugal as seguintes obras de Modiano:

– A Rua das Lojas Escu­ras (1978) – Reló­gio d’Água (1987)
– Domin­gos de Agosto (1986) –  Dom Qui­xote (1988)
– Um Circo que Passa (1992) – Dom Qui­xote (1994)
– Dora Bru­der (1997) –  Edi­ções ASA (1998)
– No Café da Juven­tude Per­dida (2007) –  Edi­ções ASA (2009)
– O Horizonte (2010) – Porto Editora (2011).

9 Outubro, 2014 at 4:40 pm Deixe um comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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