Archive for 8 Dezembro, 2013

U. Tomar – Centenário (X)

Centenario-10

(“O Templário”, 05.12.2013)

Tendo regressado à I Divisão Distrital em 1958, o União de Tomar demoraria três anos até conseguir, pela primeira vez na sua história, apurar-se para o Campeonato Nacional da III Divisão, o que alcançaria na época de 1960-61, na sequência do 5.º lugar obtido no Distrital (atrás dos então “quatro grandes” do Distrito, Tramagal, Torres Novas, “Os Leões” de Santarém e Coruchense).

Tal como sucedera, vinte anos antes, na temporada de 1940-41 – então na estreia do clube no Campeonato Nacional da II Divisão –, o União teria uma excelente estreia no Nacional da III Divisão, a 15 de Janeiro de 1961, indo vencer a Coruche, por 4-3, num jogo frenético, alcançando o golo da vitória a dois minutos do fim, depois de a equipa Coruchense por três vezes ter estado em vantagem, com os dois últimos tentos a serem apontados por Eduardo Corona, antiga glória do Benfica, integrante da equipa que venceu a Taça Latina de 1949-50.

Mas, chegados a este patamar, seria necessário porfiar ainda, ao longo de cinco anos, para, enfim, a turma unionista conquistar um título de Campeão Nacional, matéria para uma próxima coluna. Antes disso, também na época de 1964-65, o União reconquistaria o título de Campeão Distrital. O calendário da prova ditara como adversário, para a antepenúltima ronda, o Alferrarede, que fora derrotado em Tomar com uma concludente goleada (8-1). E, naturalmente, com margem substancialmente mais reduzida, os “rubro-negros” voltariam a vencer:

«Dentro do critério que ultimamente vem utilizando, o União ganhou mais um encontro, fazendo uma exibição calma e sem preocupações no resultado.

O resultado de 2-0 é justo na medida em que o União, sem qualquer problema de classificação, se preocupou apenas com a vitória, actuando os jogadores em descontracção absoluta.»(1)

Em paralelo, a formação do Matrena era derrotada, em Santa Cita, pelo Tramagal, passando ambas estas equipas a registar um atraso de cinco pontos face ao guia. Assim, a 7 de Março de 1965, culminando uma bela campanha, o União de Tomar confirmava matematicamente a conquista do título – o terceiro do seu historial, no principal escalão do futebol distrital, depois dos títulos de Campeão Provincial alcançados nas já distantes épocas de 1941-42 e 1942-43:

«Se é certo que a vitória da equipa tomarense, mercê de uma carreira a todos os títulos brilhante no Campeonato Distrital era aguardada como consequência lógica de uma superioridade demonstrada em todo o Campeonato, a verdade é que beneficiando da derrota da Matrena, o União aumentou para cinco pontos o seu avanço sobre o segundo classificado, a duas jornadas do fim sagrando-se campeão mais cedo do que esperava.»(2)

____________

(1) Cf. “Cidade de Tomar”, 14 de Março de 1965
(2) Cf. Idem, Ibidem

8 Dezembro, 2013 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – Taça Ribatejo – 2ª jornada

Pulsar-TRibatejo-2

(“O Templário”, 05.12.2013)

Os campeonatos distritais registaram mais um breve interregno, para disputa da segunda ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, em que os principais destaques vão para a goleada do Assentis frente ao Goleganense (6-0) e, uma vez mais, em “maré alta” goleadora, para o categórico triunfo do União de Tomar em Pernes, perante o Atlético local, por 5-0.

Curiosamente, os Empregados do Comércio, que haviam sido vítimas da turma unionista na derradeira jornada do campeonato, “desforraram-se”, num derby muito especial, na cidade de Santarém, goleando por 4-0 o U. Santarém! O que, paralelamente, proporciona desde já àquele grupo escalabitano, a par das formações do Amiense, At. Ouriense, Assentis e Mação, matematicamente, a garantia do apuramento para os 1/8 Final.

De facto, tendo o Amiense batido a U. Abrantina (no único confronto entre equipas primodivisionárias) por 4-2, o At. Ouriense vencido na Sabacheira por 3-0 e o Mação derrotado o Mindense (2-0), todas as equipas antes mencionadas – tendo registado duas vitórias nas duas jornadas iniciais, somando portanto os correspondentes seis pontos –, serão vencedoras das respectivas séries (situação já confirmada pelo Amiense e pelos Empregados do Comércio), ou, no pior dos cenários, serão sempre um dos seis melhores segundos classificados.

Ao invés, estão já virtualmente eliminadas as formações da Sabacheira, Mindense, Goleganense, Atalaiense, At. Pernes, Rio Maior e Vale da Pedra, pelo que os restantes 22 clubes disputarão na última ronda desta fase inicial, a 29 de Dezembro, as onze vagas ainda em aberto.

Dos jogos disputados no passado fim-de-semana, saliência ainda para a dificuldade com que o líder da I Divisão Distrital, Torres Novas, venceu frente ao Atalaiense, por tangencial margem de 2-1, tendo de discutir com o Pego, na derradeira jornada, o apuramento (sendo que o empate deverá permitir a qualificação de ambas as equipas); assim como para a vitória pela diferença mínima (1-0) do Fazendense sobre o Barrosense; para além do triunfo, também por 2-1, da U. Chamusca sobre o Moçarriense; com o Cartaxo a não ir além do empate a duas bolas no Porto Alto. Os restantes encontros tiveram os seguintes desfechos: Ferreira Zêzere-Caxarias, 0-0; Samora Correia-Rio Maior, 2-0; U. Almeirim-Pontével, 0-0; e Muge-Vale da Pedra, 3-2.

Em relação ao União de Tomar, com a concludente vitória averbada, encontra-se em posição privilegiada para alcançar o apuramento para os 1/8 Final, para o que lhe deverá bastar o empate em casa com o Alferrarede, na partida que resta disputar na respectiva série de qualificação.

O Campeonato Nacional de Seniores não teve, ao contrário, qualquer pausa, tendo-se realizado já a 11.ª jornada, uma ronda muito negativa para as equipas do Distrito de Santarém, acumulando três desaires: o Alcanenense, perdendo 0-1 na Lourinhã; o Fátima, batido em casa, no derradeiro minuto, pelo Torreense, por 2-3; e, o Riachense, pese embora a “chicotada psicológica”, com Paulo Costa a substituir Pedro Monserrate no comando técnico da equipa, não evitou nova derrota (a nona, em onze jogos), perdendo em casa, com o Carregado, por 0-2.

A formação de Alcanena, apesar deste resultado (apenas a segunda derrota sofrida) mantém-se no 2.º posto, que continua a partilhar com o U. Leiria (também derrotado nesta jornada, em casa, pelo Portomosense, num desfecho surpreendente), mas agora ambos a seis pontos do guia, Mafra. O Fátima continua a ser 4.º, mas agora com apenas sete pontos de vantagem sobre o antepenúltimo; enquanto o grupo de Riachos está mais distante do penúltimo (a turma de Porto de Mós), já a seis pontos.

Antes de perspectivar a próxima jornada do Distrital, e tendo por mote as goleadas do União de Tomar nas suas duas últimas partidas, aqui fica o registo da memória dos mais volumosos resultados obtidos em todo o historial unionista: 13-1 frente ao Alcanenense (1942); 11-1 com o Tramagal (Taça de Honra de 1971); 10-0 perante o Operário de Tomar (Liga Tomarense, em 1925); 10-0 ao Vitória de Lisboa (1965); 9-0 com a Ac. Santarém (1942); 10-2 ante o Sporting de Tomar (1943); 9-1 face ao Condestável (Taça de Portugal, em 1977); 8-0 contra o Operário Vilafranquense (1943); 8-0 ao U. Almeirim (1963); 8-0 perante o Atouguiense (1982); 8-0 aos Empregados do Comércio (na semana passada, na tal maior goleada fora de casa); 8-1 ao Alferrarede (1964); 8-1 frente ao Beira-Mar (1973, na maior goleada obtida na I Divisão Nacional); e 8-1 com o At. Ouriense (Taça Ribatejo, em 1986).

Neste fim-de-semana, na retoma dos campeonatos distritais, as equipas do topo da classificação enfrentam tarefas árduas, com destaque para as duas partidas em que se defrontam quatro dos actuais cinco primeiros classificados (Torres Novas-At. Ouriense e Pontével-Fazendense); mas também o Amiense terá um difícil teste, na deslocação a Benavente.

Nos restantes desafios, o União de Tomar, em fase muito afirmativa a nível de golos – e registando, por outro lado, três encontros sucessivos sem sofrer qualquer tento –, recebe a visita do Cartaxo, esperando-se que, serenamente, possa confirmar o favoritismo que no momento actual se lhe reconhece. O Mação é também favorito na recepção à formação da U. Chamusca; de tendência mais repartida poderão ser os prélios entre U. Abrantina e Coruchense, por um lado, e, por outro, entre Assentiz e Empregados do Comércio, pressupondo que a turma da capital do Distrito terá já recuperado do desaire frente aos tomarenses, como parece decorrer da categórica vitória obtida na Taça do Ribatejo.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Dezembro de 2013)

8 Dezembro, 2013 at 10:00 am Deixe um comentário


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