Archive for Novembro, 2012

«A Grécia à frente»

Ninguém sabe como lidar com a dívida soberana grega, porque as razões que levaram ao actual modelo de assistência financeira internacional na zona euro estão datadas. O critério do pagamento integral da dívida é irrealista, e está ultrapassado, embora fosse muito apelativo para os credores em plena crise dos pagamentos inter-bancários em 2009. O modelo de negociação com os credores mantendo os Estados sob-tutela criou a ilusão que não seria necessário renegociar com os credores o perfil da dívida, taxas de juro, maturidades, etc…

Esta noite percebeu-se mais uma vez que esse modelo só leva ao atraso das medidas que devem ser tomadas e que acabam por ser tomadas: baixa das taxas de juro, adiamento dos prazos, etc. Mas sempre às arrecuas, sem se passar à libertação negocial dos Estados. Assim isto vai acabar mal para o FMI, o Euro-Grupo e o BCE. Porque ninguém quer ser a Grécia quando a Grécia indica o caminho…

(José Medeiros Ferreira, Cortex Frontal)

27 Novembro, 2012 at 12:41 pm Deixe um comentário

Sebastian Vettel tri-campeão do Mundo de Fórmula 1 – 2012

Classificação final do Campeonato do Mundo de Pilotos – 2012

 1º Sebastian Vettel   Alemanha	     Red Bull Rac.-Renault 281
 2º Fernando Alonso    Espanha	     Ferrari	           278
 3º Kimi Räikkönen     Finlândia     Lotus-Renault         207
 4º Lewis Hamilton     Grã-Bretanha  McLaren-Mercedes	   190
 5º Jenson Button      Grã-Bretanha  McLaren-Mercedes	   188
 6º Mark Webber	       Austrália     Red Bull Rac.-Renault 179
 7º Felipe Massa       Brasil	     Ferrari	           122
 8º Romain Grosjean    França        Lotus-Renault          96
 9º Nico Rosberg       Alemanha	     Mercedes	            93
10º Sergio Perez       México	     Sauber-Ferrari         66
11º Nico Hulkenberg    Alemanha      Force India-Mercedes   63
12º Kamui Kobayashi    Japão	     Sauber-Ferrari	    60
13º Michael Schumacher Alemanha	     Mercedes	            49
14º Paul di Resta      Grã-Bretanha  Force India-Mercedes   46
15º Pastor Maldonado   Venezuela     Williams-Renault	    45
16º Bruno Senna	       Brasil	     Williams-Renault	    31
17º Jean-Eric Vergne   França        S. Toro Rosso-Ferrari  16
18º Daniel Ricciardo   Austrália     S. Toro Rosso-Ferrari  10

Em termos de vitórias individuais durante a época, o agora tri-campeão do Mundo, Sebastian Vettel venceu 5 Grande Prémios (Bahrain, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Índia) – face a 11 no ano anterior; tendo Lewis Hamilton (Canadá, Hungria, Itália e EUA) vencido 4; enquanto Fernando Alonso (Malásia, Europa e Alemanha) e Jenson Button (Austrália, Bélgica e Brasil) obtiveram 3 vitórias cada; Mark Webber venceu 2 (Mónaco e Grã-Bretanha); por fim, Kimi Räikkönen (Abu Dhabi), Nico Rosberg (China) e Pastor Maldonado (Espanha) alcançaram apenas 1 triunfo cada.

A nível de equipas, a Red Bull Racing-Renault revalidou também o título mundial de construtores, que conquista igualmente pela terceira vez consecutiva, com um total de 460 pontos, secundada pela Ferrari, com 400, com a McLaren-Mercedes a quedar-se na 3ª posição, com 378 pontos.

25 Novembro, 2012 at 7:41 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 11ª jornada

(“O Templário”, 22.11.2012)

Quem arrisca palpites “totobolísticos” tem praticamente garantida a certeza de, numa ou noutra aposta, acabar por falhar.

Foi o que sucedeu na última jornada da primeira volta do campeonato distrital, em que – em todos as seis partidas da ronda – se defrontavam as equipas teoricamente mais fortes com outras consideradas menos apetrechadas. E se, em quatro desses encontros, a força dos mais poderosos se impôs, noutros dois houve quem fizesse das fraquezas forças para contrariar a lógica.

Num dos casos, com foros de sensação, com o Pontével a golear, por categóricos 6-2, a formação de Fazendas de Almeirim, que tão boa recuperação vinha encetando (com três triunfos nas quatro jornadas mais recentes, e que, aliás, vinha de um não menos convincente 5-0 frente ao Moçarriense).

No outro, embora por margem bem mais equilibrada (2-1), não deixou de causar também alguma surpresa a vitória do Glória do Ribatejo ante o Amiense, que, novamente, se deixa atrasar face ao trio da frente.

Ao invés, correspondendo às expectativas, as equipas do Riachense, Mação e At. Ouriense venceram com naturalidade, respectivamente as turmas do Coruchense, U. Abrantina e U. Tomar, assim como, não obstante com maior dificuldade – colocando termo a uma sucessão de cinco jogos sem triunfar – o Benavente se impôs na Moçarria, ganhando pela margem mínima.

Concluída a primeira metade desta fase inicial da competição, é altura para um breve balanço…

Na frente da classificação, Riachense e Mação continuam a par, com o At. Ouriense apenas um ponto atrás, estando agora o Amiense a 3 pontos do duo da liderança.

A partir daí, começa a grande luta por um lugar nos seis primeiros, dispondo o Benavente de uma ligeiríssima folga de 3 pontos de vantagem face ao Fazendense (7.º classificado), tentando a U. Abrantina “manter-se à tona” – tendo somado apenas 2 pontos nas últimas seis jornadas, vem deslizando na pauta classificativa, ocupando agora a 6.ª posição.

Os “heróis da jornada”, Pontével e Glória do Ribatejo, aproveitaram para encurtar distâncias, estando, respectivamente, a 3 e a 5 pontos dos abrantinos, contribuindo para a formação de um grupo relativamente mais compacto a meio da tabela – não esquecendo que as equipas transportarão, para a segunda fase, apenas metade dos pontos angariados nesta primeira fase.

Por fim, as equipas do Coruchense (somando um único ponto nas cinco derradeiras jornadas) e do U. Tomar, afundam-se na classificação (agora a 6 pontos do 6.º lugar), apenas restando em pior posição o “lanterna vermelha” Moçarriense (também com quatro desaires nas últimas cinco rondas), a 4 pontos das equipas que imediatamente o precedem, e já com um enorme fosso de 10 pontos para o 6.º classificado.

Comparativamente à temporada precedente (em que, por desistência do Ouriquense, no final da primeira volta as equipas registavam apenas 10 jogos disputados) constata-se um maior equilíbrio, com o Mação (esta época com mais 6 pontos) a manter-se no topo (no ano passado, seguia em 3.º lugar, já a 8 pontos do duo da dianteira, formado por Torres Novas e Alcanenense, que viriam a ser as equipas promovidas à III Divisão Nacional).

Tal como agora, seguia-se, embora por ordem inversa à actual, o trio constituído por Benavente (este ano com menos 1 ponto), Amiense (com mais 6 pontos) e At. Ouriense (com uma excelente progressão, de 9 pontos, face ao ano anterior).

As equipas do Fazendense (mais 4 pontos), U. Tomar (com menos 1 ponto que na época transacta) e Moçarriense (igualmente perdendo 1 ponto) estavam também, já então, na segunda metade da tabela, mas enquanto o grupo de Fazendas de Almeirim progride de 9.º para 7.º, o União regrediu, desde essa 7.ª posição até ao penúltimo lugar que actualmente ocupa; a formação da Moçarria era 10.ª classificada (num campeonato então reduzido a 11 participantes).

A próxima jornada, primeira da segunda volta, integra um conjunto de aliciantes desafios: desde logo, o Riachense – Amiense (um sério teste às efectivas capacidades e aspirações do grupo de Amiais de Baixo); mas também um “decisivo” Benavente – Fazendense (na definição da tal zona de fronteira, entre os seis primeiros e os restantes); e ainda um curioso duelo entre os protagonistas de surpresas na última ronda, Glória do Ribatejo – Pontével; assim como um interessante Moçarriense – U. Abrantina, que permitirá porventura aquilatar de alguma forma a tendência destas duas turmas para a segunda metade da prova; por fim, no At. Ouriense – Coruchense e no Mação – U. Tomar, qualquer outro resultado que não a vitória das formações da casa seria um novo desdizer da lógica – cá estou novamente a fazer apostas de “risco”… Esperemos que tal possa ocorrer em Mação, e que algo de positivo venha a ser alcançado pelo União.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Novembro de 2012)

25 Novembro, 2012 at 10:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Ainda com uma jornada por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da prova as equipas do Inter, Rubin Kazan, Lyon, B. Leverkusen, Metalist Kharkiv e Hannover (todas estas, já desde a ronda anterior), Anzhi Makhachkala, At. Madrid, Viktoria Plzen, Fenerbahce, B. Monchengladbach, Bordeaux, Newcastle, Dnipro, Napoli, Genk, Sparta Praha, Lazio e Levante.

Subsistem apenas cinco vagas por atribuir, a disputar entre: Liverpool, Young Boys ou Udinese; Steaua ou Stuttgart ou Kobenhavn (a apurar duas equipas); Basel ou Videoton; Tottenham ou Panathinaikos.

Em relação às equipas portuguesas, com campanhas decepcionantes – principalmente o Sporting, um pouco menos o Marítimo, com um grupo de maior dificuldade, tendo a Académica (no seu regresso às provas europeias, 41 anos depois da última participação) acabado por “cumprir”, obtendo um honroso triunfo sobre o At. Madrid, e empatando os outros dois jogos em Coimbra – estão, desde já, as três, eliminadas.

Grupo B
Académica -Viktoria Plzen – 1-1
At. Madrid – Happoel Tel-Aviv – 1-0

1º At. Madrid, 12; 2º Viktoria Plzen, 10; 3º Académica, 5; 4º Happoel Tel-Aviv, 1

Grupo D
Brugge – Bordeaux – 1-2
Newcastle – Marítimo – 1-1

1º Bordeaux, 10; 2º Newcastle, 9; 3º Brugge, 4; 4º Marítimo, 3

Grupo G
Basel – Sporting – 3-0
Videoton – Genk – 0-1

1º Genk, 11; 2º Basel, 8; 3º Videoton, 6; 4º Sporting, 2

(mais…)

22 Novembro, 2012 at 7:55 pm Deixe um comentário

O meu avô

O meu avô foi a pessoa mais tenaz, mais persistente, mais dedicada à causa do trabalho (trabalho árduo, duro, de “sol a sol”, no campo) que conheci na vida.

Quando penso quanto nos queixamos das dificuldades no trabalho, da pressão, do stress (e de até que ponto isso nos pode fazer mal), não posso deixar de recordar as agruras da sua vida (as maiores das quais decerto não conheci!), o quão pouco aproveitou da vida, cuja maior realização e orgulho foram as filhas e os netos (eu, o mais velho, era o preferido, mas, pelo menos, conseguiu satisfazer a “ambição” de rever o neto que, vivendo “tão longe”, em França, há mais tempo não via); infelizmente, não conseguiu resistir o tempo necessário para conhecer a bisneta, nascida pouco mais de um mês depois de ter partido.

Uma força de vontade imensa, um espírito de antes quebrar que torcer, não medindo nunca esforços nem sacrifícios, continuando activo, trabalhando nas suas terras, por orgulho próprio, até para além dos 90 anos!…

Nasceu, faz hoje 100 anos.

22 Novembro, 2012 at 9:45 am Deixe um comentário

O Acordo, outra vez

As questões de fundo relativas à aplicação do Acordo Ortográfico continuam por resolver. Não entrou em vigor, mas há sectores, tanto oficiais como privados, em que vigora sem rodeios especiais o princípio do faz-de-conta. Faz-se de conta que o Acordo já se aplica de pleno e estropia-se alegremente a nossa língua. Jornais e editoras continuam a fazê-lo da maneira mais bárbara. Há já alguns livros importantes que saem cheios dos correspondentes aleijões. E eles só não vieram ainda afectar uma série de clássicos da língua pela razão singela de que cada vez menos se cura de editá-los e pô-los ao alcance de toda a gente.

Ninguém parece ter sequer acordado para a necessidade de uma revisão. As duas grafias coexistem, porque, felizmente, um quotidiano importante e uma grande parte dos colaboradores da imprensa lusitana se mantêm fiéis à grafia anterior e esta é, por enquanto, a única que, legalmente, pode e deve ser aplicada. Toda a gente sabe que é assim e não vale a pena repeti-lo.

É possível que o lobby das editoras, depois de se ter precipitado na adopção do Acordo em livros escolares, manuais, dicionários e agora noutras publicações, procure impor essa coisa sem nome em todos os sectores da vida nacional, em especial no escolar. Também é possível que o poder não saiba lá muito bem o que fazer, seguindo e alimentando, neste aspecto, a desorientação das escolas.

Os partidos políticos com assento parlamentar têm vindo a pactuar, sem excepção, com esse estado de coisas. Ninguém lucra absolutamente nada com ele. Mas tudo isso redundaria apenas num simples exercício de humor de gosto discutível, se não se traduzisse numa violência quotidiana contra a língua. E o certo é que, se as coisas continuarem assim, dentro de uma geração ninguém conseguirá pronunciar correctamente a língua portuguesa tal como ela é falada deste lado do Atlântico.

Por outro lado, o que interessa, para além da questão jurídica e cultural de fundo, é uma questão política assaz bizarra. E a questão política actualmente resume-se a isto: estão a ser aplicadas não uma, mas três grafias da língua portuguesa. A correcta, em países como Angola e Moçambique, a brasileira (no Brasil) e a pateta (em Portugal e não se sabe em que outras paragens). Os representantes dos Estados-membros na CPLP, esses, devem dar pulinhos de corça alvoroçada e do mais puro regozijo com tão portentoso contributo que a organização deu para unificar a grafia do português.

Enquanto se anda nestes preparos, toda a gente se esqueceu do famigerado vocabulário ortográfico comum. Onde pára o dito? Dele, ninguém sabe dizer nada, como da formosa Mariquinhas… Até agora, o vocabulário peca pela inexistência pura e simples e ninguém se preocupou com a superação de tão momentosa dificuldade. Ora não parece que actualmente, com as restrições que afectam tantas áreas da investigação e da diplomacia, haja qualquer possibilidade de ele ser concretizado.

Entre as consequências relevantes dessa inexistência conta-se a impossibilidade de aplicar o Acordo de cuja entrada em vigor o vocabulário comum é condição prévia, por muito que isso pese ao Prof. Evanildo Bechara, que lê a exigência correspondente como se ela unicamente se reportasse ao vocabulário técnico e científico. É de lamentar que, na pessoa do ilustre académico, a interpretação jurídica não consiga acompanhar o saber do linguista emérito.

Alem disso, é muito de estranhar que, no ano em que o Brasil se apresenta em Portugal e Portugal se apresenta no Brasil com tanta pompa e circunstância, nenhum dos países interessados tenha feito qualquer reparo à maneira como a grafia do português, que se pretende oficial e oficiosamente seja agora adoptada em Portugal, consagra uma série de enormidades que não estão, nem podem estar, a ser aplicadas no Brasil e que aumentam a desconformidade com a maneira como a língua se escreve de um lado e do outro.

Talvez tenhamos de esperar que se realize um ano de Angola em Portugal e de Portugal em Angola para o problema merecer atenção. E então não será de estranhar que tenhamos de agradecer aos angolanos um rigor na grafia da nossa língua de que, por cá, nós portugueses já não somos capazes.

(Vasco Graça Moura, Diário de Notícias)

21 Novembro, 2012 at 10:25 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
D. Kyiv – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Zagreb – 3-0

FC Porto, 13; 2º Paris St.-Germain, 12; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0

Grupo B 
Schalke – Olympiakos – 1-0
Arsenal – Montpellier – 2-0

Schalke, 11; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1

Grupo C
Anderlecht – AC Milan – 1-3
Zenit – Málaga – 2-2

Málaga,11; 2º AC Milan, 8; Zenit e Anderlecht, 4

Grupo D
Manchester City – Real Madrid – 1-1
Ajax – B. Dortmund – 1-4

B. Dortmund, 11; 2º Real Madrid, 8; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3

Grupo E
Juventus – Chelsea – 3-0
Nordsjælland – Shakthar Donetsk – 2-5

Shakthar Donetsk, 10; 2º Juventus, 9; 3º Chelsea, 7; 4º Nordsjælland, 1

Grupo F
Valencia – Bayern – 1-1
BATE Borisov – Lille – 0-2

1º Bayern e Valencia, 10; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3

Grupo G
Benfica – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Barcelona – 0-3

1º Barcelona, 12; 2º Benfica e Celtic, 7; 4º Spartak Moskva, 3

Grupo H
CFR Cluj – Sp. Braga – 3-1
Galatasaray – Manchester United – 1-0

Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 7; 4º Sp. Braga, 3

Depois de FC Porto, Málaga e Manchester United (já na ronda anterior), confirmaram também já o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-GermainSchalke, Arsenal, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Shakthar Donetsk, Bayern, Valencia e Barcelona, subsistindo apenas por atribuir três vagas (em disputa entre Juventus e Chelsea; Benfica e Celtic; e Galatasaray e CFR Cluj).

Com a vitória frente ao Celtic, o Benfica adquiriu vantagem no confronto directo, necessitando contudo de obter (em Barcelona…), pelo menos, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na derradeira jornada, frente à equipa do Spartak de Moscovo. Garantiu já, alternativamente, a qualificação para a Liga Europa.

Por seu lado, o Sp. Braga, perdendo na Roménia, vê consumada a sua eliminação das provas europeias desta temporada.

Entretanto, garantiram também já a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, BATE Borisov, assim como as três equipas que, nos pares que disputam ainda o acesso à Liga dos Campeões, não vierem a ter êxito. As restantes duas vagas serão disputadas entre Zenit e Anderlecht, e Ajax e Manchester City.

21 Novembro, 2012 at 10:22 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada (Benfica – Celtic)

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (78m – Maxi Pereira), Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio (90m – Jardel), Lima (75m – Nicolas Gaitán) e Óscar Cardozo

CelticCeltic – Fraser Forster, Mikael Lustig, Kelvin Wilson, Efe Ambrose, Adam Matthews, Joe Ledley (80m – Tony Watt), Victor Wanyama, Scott Brown (64m – Kris Commons), Charlie Mulgrew (45m – Beram Kayal), Georgios Samaras e Gary Hooper

1-0 – Ola John – 7m
1-1 – Georgios Samaras – 32m
2-1 – Ezequiel Garay – 71m

Cartões amarelos – Melgarejo (77m) e André Almeida (90m); Georgios Samaras (38m), Joe Ledley (48m) e Victor Wanyama (85m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Entrando em campo conhecendo já o resultado do Barcelona em Moscovo, que garantia à equipa catalã o apuramento para os 1/8 Final, o Benfica via reforçado, para o seu jogo desta noite, o cariz decisivo, em que só a vitória lhe interessava, uma vez que, não só lhe garantia, desde já, a continuidade nas provas europeias, por via da Liga Europa, como, ao invés, não sendo obtida, tal significaria automaticamente a eliminação da Liga dos Campeões.

Em função destes factores, a equipa benfiquista denotou, desde o minuto inicial, uma óbvia predisposição atacante, mas que era prejudicada pela excessiva ansiedade revelada, pela urgência que os jogadores pareciam ter em marcar, para se colocar em vantagem.

Curiosamente, o golo acabaria mesmo por surgir numa fase bastante prematura da partida, na sequência de uma bela iniciativa de Ola John. Pensar-se-ia então que, uma vez em vantagem, a equipa serenaria, podendo explanar de forma mais pensada o seu futebol, criando bases para o que seria natural esperar deste jogo, o dilatar do marcador.

Mas, à medida que o tempo ia passando, não só o Benfica não conseguiu assentar o jogo, como, ao invés, o Celtic começou a organizar-se na sua zona intermediária. E, na primeira vez que desceu até à área contrária – pouco depois de Cardozo ter finalizado mal um lance que poderia ter resultado no 2-0 -, obteve um canto… do qual resultou, por falha de marcação, que permitiu a Samaras surgir isolado, a cabecear à vomtade, o golo do empate.

Uma adversidade que foi muito sentida pela equipa benfiquista, que, ao contrário do que se esperaria, se via subitamente mais intranquila, demorando a reagir e a retomar o controlo do jogo.

Na segunda parte, o Benfica, sabendo que nada tinha a perder, voltou a ir, ainda mais decididamente, para o ataque, mas sempre com dificuldades a nível de controlo de bola, com muitos passes transviados, despropositadas tentativas de remate à baliza, que, invariavelmente, saíam ao lado (o estado do terreno, com a intensa chuva que caía, a bola pesada e a relva escorregadia, também não ajudavam…).

Começava a atingir-se o limite do lapso de tempo a partir do qual a equipa, necessariamente, acabaria por entrar em desespero, quando, com alguma felicidade, o Benfica chegou novamente ao golo, num lance com a intervenção dos dois centrais, com Luisão a assistir, de cabeça, Garay, que concluiu da melhor forma.

Consciente da importância do resultado, a equipa benfiquista, sempre algo tensa, acabaria por passar ainda por um ou outro calafrio, na fase derradeira, quando o Celtic, finalmente, se libertou da atitude de barreira defensiva que adoptara durante larga fase do jogo, com Artur a garantir o triunfo, respondendo com segurança a dois remates perigosos.

Colocando-se em vantagem no confronto directo com o Celtic, o Benfica parte para a jornada decisiva no 2º lugar, necessitando apenas obter, em Barcelona, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem frente ao Spartak de Moscovo… Uma tarefa árdua.

20 Novembro, 2012 at 10:00 pm Deixe um comentário

O Acordo Ortográfico e a lei

Ora o designado «Acordo Ortográfico» não está em vigor. A ortografia do português rege-se pelo Decreto 35 228 de 8 de Dezembro de 1945, com as alterações do D.L. 32/73 de 2 de Fevereiro. São, estas, as leis da República plenamente em vigor.

O designado «Acordo Ortográfico» é um tratado internacional. Malogrado pelo voluntarioso II Protocolo Modificativo nos termos da Convenção de Viena (art. 10.º – interdição de alterar o texto; e n.º 4 do art. 24.º — obrigação das cláusulas de entrada em vigor logo desde a adopção do texto – ; cf. J. Faria Costa e F. Ferreira de Almeida, «O chamado ‘novo acordo ortográfico’: um descaso político e jurídico», D.N., 13/2/12). Nulo que é, não vigora na ordem jurídica internacional. Não tem, assim, como suster-se na nacional. A menos que emanasse de lei da Assembleia ou de decreto do Governo. Tal não é o caso. – E no caso o que vemos? – Vemos as duas resoluções (R.A.R 35/2008, de 29 de Julho e R.C.M 8/2011 de 11 de Janeiro) alcatruzando o designado «Acordo Ortográfico» ilegitimamente como que com força de lei, fazendo tábua rasa das verdadeiras leis em vigor. Um verdadeiro descaso jurídico, para não dizer pior…

(BIC Laranja)

18 Novembro, 2012 at 11:57 am Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 10ª jornada

(“O Templário”, 15.11.2012)

Uma outra forma de expressão do equilíbrio patente entre as várias equipas que, na presente temporada, disputam o principal campeonato da Associação de Futebol de Santarém é a incerteza sobre a tendência do desfecho do resultado até aos derradeiros minutos, ou, mesmo, até já em período de compensação.

Tal ficou bem evidenciado na jornada do passado fim-de-semana, a 10.ª, penúltima da primeira volta, em que – em quatro das seis partidas – houve alteração dessa tendência mesmo no termo dos encontros, tendo sido obtidos golos determinantes para a fixação do resultado.

O que sucedeu com a máxima extensão no caso do U. Tomar – Riachense, tendo sido necessário “esperar” – até ao 8.º (!) dos 6 minutos de tempo de compensação que haviam sido determinados pelo árbitro – pelo que viria a ser o tento do triunfo da turma de Riachos, assim desfazendo a igualdade a um golo até então registada, depois de o União ter começado por inaugurar o marcador, também a findar o primeiro tempo.

Mas, igualmente, no Benavente – Mação (com a equipa da casa a conseguir o ponto da igualdade, próximo do final, por via de grande penalidade); o mesmo acontecendo no Amiense – Pontével (neste caso, com o grupo de Amiais de Baixo a obter o solitário golo que lhe conferiu a vitória, também na conversão de grande penalidade, a concluir o jogo); e, ainda, no Coruchense – Glória do Ribatejo (em que a formação da Glória viu escapar o triunfo também já na fase derradeira do encontro).

A acrescer a estas situações de incerteza no marcador praticamente até ao expirar do tempo de jogo, noutra partida, entre U. Abrantina e At. Ouriense, o equilíbrio foi tal que o marcador foi continuamente sendo alterado, com sucessivas cambiantes de tendência: marcou primeiro o conjunto abrantino; responderam com dois golos, invertendo o marcador a seu favor, os oureenses; voltou a empatar a equipa da casa; para, finalmente, os forasteiros virem a confirmar a vitória, por 3-2.

Como qualquer “regra” tem sempre, necessariamente, a sua excepção, ela veio, nesta jornada, de Fazendas de Almeirim, onde o Fazendense goleou, por 5-0, o Moçarriense (que tantas dificuldades provocara ao líder, em Mação, na ronda anterior…).

Isto dito, o que traduz a tabela classificativa?

Assiste-se a um dilatar do fosso do grupo dos quatro primeiros (ainda muito iguais entre si, formando dois pares: Riachense e Mação, partilhando agora o comando; At. Ouriense e Amiense a apenas um ponto) face aos restantes, sendo agora já de 5 pontos a margem pontual entre o 4.º e o 5.º classificado (U. Abrantina).

Na “zona de fronteira” que delimitará os 6 primeiros, a equipa abrantina (confirmando uma tendência de queda) surge agora já praticamente equiparada com o Benavente (que, não obstante o resultado positivo, face ao anterior líder isolado, aumenta a sua série de jogos sem vitória para cinco, à semelhança aliás da formação de Abrantes) e com o Fazendense, este em franca ascensão.

Na segunda metade da tabela, o trio formado por Coruchense, U. Tomar e Pontével viu aumentar a distância para o 6.º lugar, que começa a parecer ir ficando cada vez mais “inacessível”, distando agora já 5 pontos. Glória do Ribatejo e Moçarriense, ainda mais abaixo, continuam a ocupar as últimas posições.

À medida que a prova vai avançando – e não obstante faltar ainda muito campeonato (não esquecer que haverá uma 2.ª fase!) – algumas posições parecem ir-se consolidando: a disputa do 1.º lugar surge agora reduzida a quatro concorrentes; Fazendense e Benavente perfilam-se como favoritos a ocupar as duas restantes vagas na primeira metade da classificação; a U. Abrantina, em quebra, depois do excelente arranque de campeonato, será potencialmente uma das seis equipas que deverá ter de vir a jogar para procurar evitar a despromoção.

A próxima jornada, última da primeira volta, poderá (ou não?) confirmar estas tendências, com as equipas teoricamente mais poderosas a defrontarem as de mais limitados recursos, surgindo portanto com algum favoritismo o Benavente (com deslocação difícil, à Moçarria), Mação (recebendo os vizinhos de Abrantes), At. Ouriense (adversário do U. Tomar), Riachense (visitado pelo Coruchense) e Amiense (que se desloca à Glória do Ribatejo). Mas, sabemos todos, quantas vezes o futebol ignora a lógica?

A concluir, sobre as aspirações que o União de Tomar terá de continuar a manter, teria sido muito importante a nível anímico – porventura até mais do que em termos “aritméticos” – não ter perdido o jogo com o Riachense. O desempenho atingido ao longo da partida e a forma e circunstância como tal desfecho acabou por ocorrer não deixarão de constituir um incentivo para que a equipa continue a lutar até ao fim, mesmo sabendo que, no imediato, terá mais dois encontros de alto grau de dificuldade, em Ourém e em Mação. Mas, quaisquer ponto(s) que possa(m) ser somado(s) serão sempre positivo(s).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Novembro de 2012)

18 Novembro, 2012 at 11:11 am Deixe um comentário

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