Archive for Maio, 2008
Campeonatos de futebol na Europa – Destaques da jornada

Depois de FC Porto, PSV Eindhoven e Olympiakos, esta jornada consagrou mais dois clubes históricos como campeões dos respectivos países (Espanha e Alemanha) – em ambos os casos ainda a 3 partidas do termo dos campeonatos -, respectivamente Real Madrid (31º título) e Bayern (20º título).
Em Itália, a derrota do Inter frente ao AC Milan permite à Roma continuar a exercer pressão, reduzindo a desvantagem para 3 pontos, a 2 jornadas do final da prova.
Também em França, o Lyon experimenta dificuldades inusuais na busca do seu 7º título consecutivo; cedendo novo empate, tem agora apenas 2 pontos de vantagem sobre o Bordeaux, também com duas jornadas por disputar.
Em Inglaterra, mais dois golos de Cristiano Ronaldo permitiram uma confortável vitória do Manchester United, transferindo a pressão para o lado do Chelsea, à entrada para a derradeira jornada.
Na Roménia, com a derrota do Steaua frente ao “eterno rival” Dínamo de Bucareste, o CFR Cluj pode conquistar, na próxima quarta-feira, o primeiro título da sua história, bastando-lhe para tal vencer… a outra equipa da cidade: Universitatea Cluj.
Na Rússia, depois de 7 triunfos consecutivos, o Rubin foi derrotado em casa por 0-3, pelo Spartak Moscovo.
Por fim, em Portugal, também o FC Porto viveu a experiência de ser derrotado em casa por 0-3, precisamente no jogo de despedida dos seus adeptos neste campeonato. O Sporting parece querer segurar o 2º lugar; o Guimarães parte em vantagem sobre o Benfica para o último encontro da competição.
EXPO'98 (IV)
Apenas em 1958, na Exposição Universal de Bruxelas, surgiu, pela primeira vez, a ideia de associação de um determinado tema à mostra, no caso, a utilização pacífica da energia atómica.
Mas, reforçando a inovação, em 1998, pela primeira vez na história, uma Exposição Mundial subordinava-se a um tema central, servindo como “fio condutor”, percorrendo todo o evento.
O tema oficial da EXPO’98 – “Os Oceanos, Um Património para o Futuro” – viria portanto a ser desenvolvido para além da mera evocação histórica do quinto centenário da descoberta do caminho marítimo para a Índia, por Vasco da Gama, sublinhando antes uma perspectiva de futuro, relacionando-a com a política, a tecnologia e a arte, propondo uma nova ética nas relações do homem com o meio ambiente, visando despertar consciências e sensibilizar para a responsabilidade de todos nós na preservação dos oceanos e do património que constituem, não só em termos físicos, mas também a nível cultural.
O tema central compreendia os seguintes subtemas:
- Conhecimento dos Mares, Recursos dos Oceanos
- Os Oceanos e o Equilíbrio Planetário
- Os Oceanos e os Lazeres
- Os Oceanos, Fonte de Inspiração Artística
Conhecimento dos Mares, Recursos dos Oceanos
- Da costa para o largo, da superfície para as grandes profundidades
- As evoluções naturais
- As redes de vida nos ecossistemas marinhos
- A dinâmica das correntes e a zona litoral
- A deriva dos continentes e a formação dos fundos marinhos
- Os recursos tradicionais (vivos e não vivos)
- Os recursos do futuro (energias renováveis). Vigilância (monitoring) do mar e troca de conhecimentos
- Oceanos e desenvolvimento (A empresa marinha do século XXI, conhecimento e know-how)
- O papel da cooperação internacional
Os Oceanos e o Equilíbrio Planetário
- Oceanos e mudanças climatéricas (previsão e impactos)
- Distribuição e fusão dos gelos polares
- As catástrofes naturais
- O estado de saúde dos oceanos: a poluição dos mares
- A gestão integrada das zonas costeiras
Os Oceanos e os Lazeres
- Democratização do oceano lúdico e dos lazeres
- Turismo de massas e turismo cultural
- Os novos “povos” do mar: Argonautas, Neptunos e Ícaros
- A tecnologia e os desportos aquáticos: os novos materiais
- Sonhos e evasões: cruzeiros e paquetes
- Os safaris marinhos: parques e reservas submarinas
- Arqueologia subaquática
Os Oceanos, Fonte de Inspiração Artística
- O Mar, paisagem dos pintores (A pintura)
- Os barulhos do mar e os cantos do homem (humanos)
- A representação do medo e dos medos marinhos (A religião, os mitos)
- A forma das ondas (A escultura)
- As marés-cheias e o sopro que anima o corpo (A dança)
- O mar em cena
- A iconografia popular (Ex-votos e artesanato)
- O mar dos poetas e o oceano da História (A literatura, a História)
- O mar que afasta, o labirinto dos oceanos (A ópera)
Referências bibliográficas
– “Guia Oficial da EXPO’98”
– http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
– http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
– http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
– http://www.bie-paris.org/
EXPO'98 (III)
A primeira Exposição Mundial propriamente dita tivera lugar em 1851, no Crystal Palace, em Londres; na sequência do seu sucesso, numerosas exposições – de início essencialmente feiras industriais e comerciais – foram realizadas, nomeadamente a Exposição de Paris de 1889, cujo ex-libris viria a ser a Torre Eiffel.
Com a multiplicação desordenada destes eventos, surgiria, por Convenção internacional de 1928, o BIE – Bureau International des Expositions, organismo que agrega actualmente cerca de 140 Estados membros.
Tendo por missão o desenvolvimento do papel destas exposições enquanto meios de promoção da cooperação internacional e de exploração dos limites da experiência e do saber humanos, viria a estabelecer algumas regras básicas, restringindo a frequência das exposições e definindo as suas características, distinguindo entre: (i) “Exposições Universais” (a realizar todos os cinco anos, com uma duração até seis meses); e (ii) “Exposições Internacionais” (realizadas no período entre duas “Exposições Universais”, com duração máxima de 3 meses e uma superfície até 25 hectares).
As Exposições Internacionais reconhecidas pelo BIE foram realizadas em diversas cidades de vários (19) países e (4) continentes, com destaque para Paris e para os EUA:
Inglaterra – Londres (1851 / 1862)
França – Paris (1855 / 1867 / 1878 / 1889 / 1900 / 1937 / 1947); Lyon (1949) ; Lille (1951)
Áustria – Viena (1873)
EUA – Filadélfia (1876); Chicago (1893 / 1933); Saint Louis (1904); San Francisco (1915); New York (1939); Seattle (1962); San Antonio (1968); Spokane (1974); Knoxville (1982); New Orleans (1984)
Austrália – Melbourne (1880); Brisbane (1988)
Espanha – Barcelona (1888 / 1929); Sevilla (1992); Zaragoza (2008)
Bélgica – Bruxelas (1897 / 1910 / 1935 / 1958); Liège (1905 / 1939); Gand (1913)
Itália – Milão (1906); Roma (1953); Nápoles (1954); Turim (1955 / 1961); Génova (1992)
Suécia – Estocolmo (1936 / 1949); Helsingborg (1955)
Finlândia – Helsínquia (1938)
Haiti – Port-au-Prince (1949)
Israel – Jerusalém (1953); Beit Dagon (1956)
Alemanha – Berlim (1957); Munique (1965); Hannover (2000)
Canadá – Montreal (1967); Vancouver (1986)
Japão – Osaka (1970); Okinawa (1975); Tsukuba (1985); Aichi (2005)
Hungria – Budapeste (1971)
Bulgária – Plovdiv (1981 / 1985 / 1991)
Coreia do Sul – Taejon (1993)
Portugal – Lisboa (1998)
Tendo a primeira exposição do século decorrido em Paris em 1900, Lisboa acolhia a última exposição do século XX.
Referências bibliográficas
– “Guia Oficial da EXPO’98”
– http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
– http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
– http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
– http://www.bie-paris.org/
EXPO’98 (II)
De 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998, a cidade de Lisboa acolheu a EXPO’98 – Exposição Mundial de Lisboa de 1998, realizada no âmbito do BIE – Bureau International des Expositions, tendo por tema central “Os Oceanos, Um Património para o Futuro”, recebendo cerca de 10 milhões de visitantes, ao mesmo tempo que trouxe o mundo a Portugal, por via de quase centena e meia de países participantes, com mostras da sua cultura e diversidade, uma utopia tornada realidade.

(imagem via Wikipedia)
Uma forma de evocar a epopeia dos Descobrimentos portugueses – coincidindo a data da abertura ao público com o dia em que, 500 anos antes, a expedição de Vasco da Gama fundeara em Calecute –, mas procurando ir mais além, num ano proclamado pela ONU como “Ano Internacional dos Oceanos” (na sequência de iniciativa de Portugal, com o lançamento da ideia, na UNESCO, no final de 1994).
Efectivamente a ideia de realização desta Exposição, enquanto evento de carácter universal, celebrando os encontros civilizacionais proporcionados pelos Descobrimentos, ponto de viragem na História Universal, surgira – nos primeiros meses de 1989 – no âmbito da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, por intermédio de António Mega Ferreira e Vasco Graça Moura.
O projecto seria apresentado ao BIE (sedeado em Paris), vindo a vencer, face à candidatura de Toronto, na sequência de votação realizada em 23 de Junho de 1992, com 23 votos contra os 18 da cidade canadiana.
Referências bibliográficas
– “Guia Oficial da EXPO’98”
– http://www.parquedasnacoes.pt/pt/expo98/default.asp
– http://pt.wikipedia.org/wiki/Expo_98
– http://www.civilium.net/infocil/expo98.shtml
– http://www.bie-paris.org/









