Archive for Janeiro, 2006
MUNDIAL 2006 (LXIII) – 1974
Não obstante o título mundial para a poderosa RFA, jogando “em casa”, este foi o Mundial da “Laranja Mecânica”, com a Holanda – conduzida pelo “mago” Johan Cruyff, acolitado por nomes como Neeskens, Rep ou Rensenbrink – a deslumbrar o mundo com o seu “futebol total” (já revelado ao mundo pela célebre equipa do Ajax, tri-campeão europeu no início da década de 70), “esmagando” a Argentina por 4-0 e batendo claramente o tri-campeão do mundo (Brasil), por 2-0.
Mas a RFA tinha também os seus trunfos: começando pela baliza, com o fenomenal Sepp Maier, passando pela defesa, com o “kaiser” Franz Beckanbauer e o pendular Berti Vogts, Paul Breitner e, culminando no ataque, com o “bombardeiro” Gerd Muller, chegava, 20 anos depois, à conquista do seu segundo título mundial de futebol. Apesar da surpreendente derrota frente à RDA, numa fase em que ambas as selecções haviam já garantido a qualificação para a fase seguinte da prova.
Na final, um árbitro de coragem assinalaria, logo no primeiro minuto de jogo, um penalty a favor da Holanda, na sequência de uma iniciativa de Cruyff, convertido por Neeskens. A equipa da RFA ainda não havia tocado na bola e já perdia por 0-1. Não obstante, por intermédio de Breitner (também na conversão de uma grande penalidade) e Muller, os alemães dariam a “volta ao jogo”.
Do Leste da Europa viria também uma selecção poderosa, a Polónia, que – liderada por Gzregorz Lato e escudada no seu guarda-redes Tomaszewski – viria a alcançar o 3º lugar, derrotando os tri-campeões do mundo.
Esta prova marca o advento da chegada da televisão a cores!… Ao mesmo tempo que é assinalada pela introdução de um novo troféu “Taça do Mundo da FIFA” (estatueta em ouro maciço, encimada por uma representação do globo terrestre), na sequência da conquista definitiva da “alada” Taça Jules Rimet pelo Brasil (em 1970).
BLASFÉMIAS – 1 MILHÃO DE VISITANTES
Um milhão de visitantes traduz inequivocamente o interesse que os seus textos, comentários e análises despertam – concorde-se ou não com o seu conteúdo e opções ideológicas – e a importância relativa do blogue no panorama “blogosférico” português.
Os meus Parabéns à equipa do Blasfémias.
UMA VITÓRIA ANUNCIADA
Cavaco Silva obteve mais de 50 % dos votos, garantindo a eleição para o cargo de Presidente da República, ocupado, pela primeira vez em 31 anos, por um representante do centro-direita do espectro político português.
Todas as sondagens pré-eleitorais o indicavam; todas as projecções realizadas ontem o apontavam. Era uma vitória anunciada… mas, como agora se conclui, não “inevitável”.
Não é agora altura para procurar minorar a “tangencial” vitória de Cavaco Silva – para já (números ainda provisórios), com uma vantagem de cerca de 64 000 votos sobre o somatório dos restantes candidatos (ou seja, cerca de 32 000 votos acima do número mínimo para ser eleito); a legitimidade do vencedor é inquestionável. Tal como ontem afirmou, a maioria presidencial “dissolve-se” no próprio dia da eleição… tal como as “minorias presidenciais”.
Os portugueses decidiram em consciência; Cavaco Silva será o Presidente de todos os portugueses. Independentemente das diferenças de opinião, é mais que altura de todos “puxarmos” para o mesmo lado!
Tal como o indicavam as tendências das sondagens realizadas no decurso da campanha eleitoral (com uma clara erosão das percentagens que lhe eram atribuídas) a vitória de Cavaco foi difícil, acabando por aproximar-se bastante do que seria a sua votação mínima expectável (com um patamar mínimo que se intuia poder situar-se na ordem dos 49 %); alcançou 50,6 %, o suficiente para derrotar a “esquerda”.
Não entendo a “desunião” da esquerda (com 5 candidatos, dispersando votos entre si) como factor responsável pela derrota. Julgo que o facto do espectro de candidatos ser alargado terá contribuído, ainda assim, para que a abstenção não fosse ainda mais elevada.
O principal responsável pela derrota é, inequivocamente, o Partido Socialista (tal como nas eleições autárquicas com uma opção errada em termos de candidato). “A posteriori” é bem mais fácil perceber a dimensão do erro cometido; a derrota de Mário Soares (recolhendo apenas 14 % dos votos) é esmagadora! Não seria contudo difícil avaliar, logo à partida, que a opção Soares (ainda mais, depois do episódio com Manuel Alegre) não seria bem compreendida nem aceite pelos portugueses.
Ainda assim, uma palavra de apreço para o voluntarismo de Mário Soares, traído por um sonho anacrónico de “regresso ao passado”. Apesar da expressão da derrota, não merece ver diminuído o seu papel de estadista. O “fair-play” com que aceitou o desfecho é também digno de menção.
Votei em Manuel Alegre, porque entendia que – dos candidatos a estas eleições – era o que reunia condições que faziam dele o candidato com perfil mais adequado às funções de Presidente da República. Alegre, tendo uma expressiva votação (mais de 20 %), tem uma “vitória de Pirro”, uma vez que ficou a décimas (as décimas “a mais” conquistadas por Cavaco) do grande objectivo.
Deverá não obstante compreender o siginificado desta votação; começou por ser um voto de protesto contra a opção socialista, adquiriu alguma dinâmica de “esperança” que levou a que os indecisos “caíssem” preferencialmente para “o seu lado”. Mas, e assim o entendo pessoalmente, foi uma votação com especificidades próprias; esta “minoria” esgotou-se ontem; que Alegre não seja tentado a extrapolações indevidas dos resultados que obteve.
Jerónimo de Sousa sustém o peso relativo do eleitorado comunista (excendendo mesmo, com os seus 8,6 %, a votação da CDU nas legislativas), beneficiando do seu “perfil simpático”, e também da relativamente “boa imprensa” de que dispõe.
Francisco Louçã é – depois de Soares – o grande derrotado da noite eleitoral, “quedando-se” pelos 5,3 % (a determinada altura, pareceu chegar a estar no limiar da votação mínima para receber a comparticipação estatal, atribuída aos candidatos com mais de 5 % dos votos… o que terá sido um “grande susto”). O seu discurso repetitivo, com alguma “arrogância”, começa a cansar o eleitorado; esta sua campanha acaba por ser, de alguma forma, um “espelho” do que foi a campanha de Paulo Portas nas últimas legislativas.
Garcia Pereira teve uma votação residual (0,4 %), sem expressão, muito abaixo das percentagens do PCTP/MRPP.
Uma palavra final para o comportamento de José Sócrates ao longo de todo este processo. Não posso avaliar, em consciência, se Sócrates realmente “desejaria” este desfecho. Mas, o que parece claro é que é o responsável por uma estratégia errada, sendo portanto da sua responsabilidade, em primeira análise, a derrota da esquerda. O Partido Socialista pareceu “desistir cedo demais” de lutar pela vitória, parecendo “menorizar” a importância destas eleições. Não conseguindo mobilizar António Guterres primeiro, nem, de seguida, António Vitorino, deixou-se enredar na teia da candidatura de Manuel Alegre, o que levou os portugueses a não perdoarem a sua opção de última hora por Mário Soares.
O seu discurso de ontem foi “politicamente correcto”; o que é importante a partir de hoje é trabalhar pelo futuro de Portugal, num quadro de perfeita normalização institucional, com um Presidente que deverá exercer um papel de “árbitro imparcial”. Em democracia, o povo tem sempre razão; é essa a sua lógica subjacente inatacável. Sócrates esteve bem dizendo que a opção de Manuel Alegre foi legítima e que o Partido Socialista é plural. Ficou muito mal que a sua intervenção se tivesse sobreposto à de Manuel Alegre (mal estiveram também as televisões, privilegiando as palavras do Primeiro-Ministro, em detrimento das do candidato…); é difícil crer que tal tenha acontecido por casualidade.
CAVACO SILVA, PRESIDENTE
Aníbal António Cavaco e Silva foi hoje eleito como 18º Presidente da República Portuguesa, com cerca de 50,6 % dos votos (resultados provisórios, quando faltam apurar apenas 2 das 4 260 freguesias):
CAVACO SILVA - 2.745.491 - 50,59 % MANUEL ALEGRE - 1.124.662 - 20,72 % MÁRIO SOARES - 778.389 - 14,34 % JERÓNIMO SOUSA - 466.428 - 8,59 % FRANCISCO LOUÇÃ - 288.224 - 5,31 % GARCIA PEREIRA - 23.650 - 0,44 %
Inscritos – 8.812.305
Votantes – 5.516.885 – 62,60 %
Brancos – 58.701 – 1,06 %
Nulos – 43.329 – 0,79%
Avei Beja Brag Bgça C.Br Coim Évor Faro Guar Leir Cavaco Silva 59,7 27,3 57,0 67,3 49,7 49,3 31,5 48,7 60,3 62,3 Manuel Alegre 17,8 26,7 16,5 15,9 23,1 27,3 27,2 23,2 19,6 17,4 Mário Soares 13,5 13,4 15,7 10,7 15,9 13,1 14,4 13,1 11,9 10,3 Jerónimo Sousa 4,2 27,5 5,7 2,7 6,0 5,7 22,2 7,6 4,1 5,1 Francisco Louçã 4,4 4,6 4,9 3,0 4,9 4,3 4,5 6,9 3,7 4,6 Garcia Pereira 0,3 0,4 0,3 0,3 0,4 0,4 0,3 0,6 0,5 0,4
Lisb Ptg. Port Sant Setú V.Ca V.Re Vise Açor Made Cavaco Silva 44,6 37,8 51,3 47,8 32,1 60,5 64,7 65,7 55,6 58,5 Manuel Alegre 23,9 26,5 17,8 23,5 27,2 16,1 14,5 16,3 16,6 15,7 Mário Soares 14,5 16,3 17,7 13,0 12,3 13,7 14,1 11,1 19,7 11,9 Jerónimo Sousa 10,7 14,4 6,9 9,7 21,2 4,8 3,3 3,2 2,8 5,2 Francisco Louçã 5,8 4,6 5,9 5,6 6,7 4,5 3,1 3,4 5,0 7,8 Garcia Pereira 0,6 0,4 0,3 0,5 0,5 0,4 0,3 0,3 0,4 1,0
(Resultados via STAPE)
PRESIDENCIAIS – PROJECÇÕES DE RESULTADOS
RTP SIC TVI Cavaco Silva 49,0 - 54,0 50,4 - 54,6 50,0 - 54,8 Manuel Alegre 20,0 - 23,0 17,7 - 21,5 18,4 - 22,4 Mário Soares 11,0 - 14,0 12,5 - 16,3 11,0 - 15,0 Jerónimo Sousa 8,0 - 10,0 6,4 - 8,6 7,0 - 10,0 Francisco Louçã 4,0 - 6,0 4,1 - 6,3 3,4 - 6,4 Garcia Pereira 0,0 - 1,0 0,5 - 1,1 0,3 - 1,5
Cavaco Silva deverá ser portanto – tudo o indica – eleito Presidente da República, logo à primeira volta.
RESULTADOS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
A consultar aqui… a partir das 20 horas.
DECLARAÇÃO DE VOTO
As ilações que retiro das reflexões anteriores traduzem-se numa opção de voto, que aqui deixo expressa, por um princípio de transparência que julgo devido a quem faz o favor de me ler (numa altura em que seria porventura “mais fácil” optar por não expressar esse sentido de voto ou, alternativamente, optar pela adesão à corrente aparentemente vitoriosa(!)). Não se trata de um apelo ao voto num candidato, mas tão só de uma espécie de “declaração de interesses”.
Porque vou votar Manuel Alegre?
– Porque estas eleições são “demasiado” importantes (muito mais do que se possa pensar!).
– Porque os resultados eleitorais dependem do voto (dos portugueses que decidam mobilizar-se, fazendo o “esforço” de se deslocarem às assembleias de voto, para exercerem o seu direito de cidadania), não sendo determinados pelas sondagens. E, em particular, nestas eleições, cada voto “conta”!
– Porque as funções presidenciais se centram na representação do país, na política externa, no acompanhamento (“suivi” na expressão em francês, traduzindo uma dualidade que integra também alguma componente de “fiscalização”) da acção do Governo. Manuel Alegre é hoje, a meu ver, o candidato com o perfil claramente mais adequado a estas funções.
– Porque as eleições presidenciais se destinam a eleger um Presidente da República e não um Governo. Durante a campanha eleitoral (uma campanha “morna”, sem grande debate de ideias), subsistiu a sensação de que o Presidente pode conduzir o país “para a frente”, tomando decisões; em Portugal, o órgão executivo é o Governo. Ao Presidente compete apreciar e validar essas decisões, mas não procurar de alguma forma influenciar a política governamental; é, acima de tudo, um moderador e um “árbitro” imparcial. Manuel Alegre, integrando o Partido Socialista, beneficia hoje da independência e autonomia necessárias para exercer uma magistratura de acompanhamento, sem ser “paternalista”, mas também sem “afrontar” / “bloquear” a acção governativa.
– Porque Portugal – depois dos anos atribulados que tem passado, com sucessivas alterações de Governo e, necessariamente, de políticas governamentais e, mais que isso, de orientações estratégicas (parecendo em alguns períodos não ter definido qualquer rumo futuro) – necessita, mais do que nunca nos últimos 10 anos, de garantir estabilidade. Manuel Alegre é o candidato que melhores garantias de estabilidade pode dar ao país, o que melhor pode contribuir para a “governabilidade”, evitando mais atrasos na evolução de Portugal, que não tem condições para continuar a ser um país “adiado”.
Os portugueses decidirão em consciência e, como é habitual dizer-se, a sua vontade será soberana; o candidato eleito será o Presidente de todos os portugueses. Independentemente das diferenças de opinião, é mais que altura de todos “puxarmos” para o mesmo lado!
ELEICÕES PRESIDENCIAIS – SONDAGENS (CONT.)
Porém, numa análise “mais fina” – ressalvo desde já que não sou, de forma alguma, “especialista” em sondagens, mas há alguns elementos que parecem relevar do “bom senso” – o que nos dizem as sondagens?
Será necessário começar por pensar que se trata de estudos “laboratoriais”, pressupondo condições “estáveis”, não podendo prever o impacto que teria, por exemplo, um hipotético Domingo de intempérie. A própria selecção das amostras, obedecendo necessariamente a regras estatísticas, não poderá de alguma forma enfermar de (involuntário) “enviesamento”, por via da enorme dificuldade em prever o comportamento dos potenciais abstencionistas (o comportamento do eleitorado “urbano” e do litoral é necessária e historicamente diverso do eleitorado “rural” e do interior)?
Até que ponto o desfasamento entre a data de realização dos estudos e a sua publicação (todos, com pelo menos 2 dias de antecedência – ou seja, um mínimo de 4 dias de antecedência face ao acto eleitoral) poderá afectar a tendência de evolução das sondagens durante o período de campanha (com Cavaco a ver a sua votação projectada a reduzir-se quase diariamente)? Poderá essa tendência prosseguir para além do período de realização dos estudos? Poderá, ao invés, a anunciada vitória de Cavaco e, por outro lado, a aparentemente garantida derrota de Soares, desmobilizar alguma parte do eleitorado? Qual?
Num cenário de grande incerteza (hoje mesmo, haverá talvez ainda 15 a 20 % de indecisos, com a sua redistribuição a constituir um “quebra-cabeças” para os responsáveis pelas sondagens), com particular incidência à esquerda do espectro eleitoral – o eleitorado socialista debate-se ainda com a indecisão entre votar Alegre, Soares, ou “ficar em casa” -, nada pode ser dado por garantido. Nem a vitória de Cavaco, nem a derrota de Soares (na relação de forças face a Alegre, bastaria uma “pequena” transferência de votantes entre um e outro, na ordem dos 4 %, para inverter a tendência).
Cavaco pode ainda vir a ampliar a margem que as sondagens hoje lhe atribuem e chegar, por exemplo, até aos 56 %. Mas, se porventura alguma parte do seu eleitorado der por adquirida a vitória e, se ao invés, o eleitorado de esquerda encarar estas eleições não como um “proforma”, mas como umas eleições importantes para o país, a surpresa pode acontecer ou, pelo menos, a incerteza poderá prolongar-se durante a noite, até final da contagem (a hipótese de um desfecho similar ao das eleições norte-americanas de há 5 anos, com um “empate técnico” entre Bush e Gore não pode ser colocada de parte! Ou, como sucedeu mais recentemente, uma situação análoga à verificada nas eleições na Alemanha… Ou seja, numa hipótese académica, o resultado das eleições de Domingo poderia até ficar eventualmente em suspenso – dependente de recontagens -, caso Cavaco viesse a ter uma votação muito aproximada aos 50,0 %…).
(a continuar)
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS – SONDAGENS
Universidade Católica / RTP / Antena 1 / Público
Cavaco Silva – 52 %
Manuel Alegre – 19 %
Mário Soares – 15 %
Jerónimo de Sousa – 7 %
Francisco Louçã – 6 %
Garcia Pereira – 1 %
Eurosondagem / SIC / Rádio Renascença / Expresso
Cavaco Silva – 53,0 %
Mário Soares – 16,9 %
Manuel Alegre – 16,2 %
Jerónimo de Sousa – 7,2 %
Francisco Louçã – 5,8 %
Garcia Pereira – 0,9 %
Marktest – TSF / Diário de Notícias
09/1 10/1 11/1 12/1 13/1 14/1 15/1 16/1 17/1 18/1 19/1 20/1 Cavaco Silva 61,0 60,2 60,3 58,8 56,8 56,6 56,7 56,4 54,6 53,2 52,7 53,0 Manuel Alegre 11,5 13,1 13,9 13,8 15,6 16,0 18,2 19,5 18,4 19,0 19,2 20,6 Mário Soares 14,3 14,0 13,5 13,8 12,8 11,7 10,5 11,4 13,2 13,4 14,1 12,4 Jerónimo Sousa 6,9 7,2 5,3 6,0 6,5 6,0 6,8 5,5 6,4 7,2 7,2 7,0 Francisco Louçã6,1 5,5 6,7 7,2 7,8 9,3 7,3 6,8 6,6 6,3 6,1 6,5 Garcia Pereira 0,2 0,0 0,2 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,8 0,9 0,6 0,5
A avaliar pelas diferentes sondagens – com tendências claramente definidas e, de alguma forma, apresentando consistência entre si – Cavaco Silva deverá ser eleito Presidente da República, já à primeira volta. É o que dizem, sem excepção, todas as (inúmeras) sondagens realizadas ao longo dos últimos meses.
Não obstante o estreitamento da margem de Cavaco Silva relativamente à percentagem necessária para garantir a vitória (50 % dos votos, mais 1), em “condições normais” (que reflictam os pressupostos dos diversos estudos) não haveria a grande surpresa que os candidatos de esquerda ainda acalentam. A vantagem de Cavaco surge agora no limiar da margem de erro das sondagens, o que significa que muito dificilmente deixaria de alcançar a tal votação mínima.
Tudo parece portanto decidido. Até o 2º lugar de Manuel Alegre, que se foi “afastando” de Mário Soares (a única excepção é o estudo da Eurosondagem). Até as posições relativas de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã.
Assim será?
Porquê ir então votar no próximo Domingo? E em quem?…
(a continuar)
P. S. A visita ao Margens de Erro será hoje, necessariamente, “obrigatória”!
MUNDIAL 2006 (LXII) – 1974

A “Laranja Mecânica” ao ataque, mas sem que Neeskens conseguisse bater o grandioso Sepp Maier



