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Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester United – Benfica – 2-0
Basel – CSKA Moskva – 1-2
1º Manchester United, 12; 2º Basel e CSKA Moskva, 6; 4º Benfica, 0
Grupo B
Celtic – Bayern – 1-2
Paris St.-Germain – Anderlecht – 5-0
1º Paris St.-Germain, 12; 2º Bayern, 9; 3º Celtic, 3; 4º Anderlecht, 0
Grupo C
Roma – Chelsea – 3-0
At. Madrid – Qarabağ – 1-1
1º Roma, 8; 2º Chelsea, 7; 3º At. Madrid, 3; 4º Qarabağ, 2
Grupo D
Olympiakos – Barcelona – 0-0
Sporting – Juventus – 1-1
1º Barcelona, 10; 2º Juventus, 7; 3º Sporting, 4; 4º Olympiakos, 1
Grupo E
Liverpool – Maribor – 3-0
Sevilla – Spartak Moskva – 2-1
1º Liverpool, 8; 2º Sevilla, 7; 3º Spartak Moskva, 5; 4º Maribor, 1
Grupo F
Shakhtar Donetsk – Feyenoord – 3-1
Napoli – Manchester City – 2-4
1º Manchester City, 12, 2º Shakhtar Donetsk, 9; 3º Napoli, 3; 4º Feyenoord, 0
Grupo G
FC Porto – RB Leipzig – 3-1
Beşiktaş – Monaco – 1-1
1º Beşiktaş, 10; 2º FC Porto, 6; 3º RB Leipzig, 4; 4º Monaco, 2
Grupo H
Tottenham – Real Madrid – 3-1
B. Dortmund – APOEL – 1-1
1º Tottenham, 10; 2º Real Madrid, 7; 3º B. Dortmund e APOEL, 2
Paris St.-Germain, Bayern, Manchester City e Tottenham são as primeiras equipas a garantir, ainda com duas rondas por disputar, o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Manchester United – Benfica
Manchester United – David de Gea, Matteo Darmian, Eric Bertrand Bailly, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (68m – Ander Herrera), Nemanja Matić, Scott McTominay, Anthony Martial (75m – Marcus Rashford), Jesse Lingard (45m – Henrikh Mkhitaryan) e Romelu Lukaku
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Jardel, Rúben Dias, Álex Grimaldo (64m – Eliseu), Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Andreas Samaris, Pizzi (78m – Jonas), Diogo Gonçalves e Raúl Jiménez (74m – Haris Seferović)
1-0 – Mile Svilar (p.b.) – 45m
2-0 – Daley Blind (pen.) – 78m
Cartões amarelos – Eric Bertrand Bailly (24m) e Jesse Lingard (24m); Rúben Dias (6m), Eduardo Salvio (69m) e Andreas Samaris (77m)
Árbitro – Gediminas Mažeika (Lituânia)
Parecendo continuar a procurar “reinventar-se”, o Benfica voltou a apresentar “mexidas” no seu onze inicial, com as entradas de Jardel e Samaris, ficando Jonas, uma vez mais, no banco.
A estratégia de Rui Vitória começou por resultar, pelo menos a nível de controlo do jogo e posse de bola, com a equipa portuguesa pressionante, de alguma forma surpreendendo o Manchester United, no seu próprio reduto.
Mas, uma vez mais, cedo se perceberia que continuava a faltar profundidade ao futebol benfiquista, com bola sim, mas em zonas relativamente recuadas, longe da baliza adversária. Ao invés, era a turma inglesa a procurar avançar em transições rápidas.
Estava decorrido apenas o quarto de hora inicial e já o Manchester United beneficiava de uma grande penalidade, numa infantilidade de Douglas, que, depois de se embrulhar com um contrário, em plena grande área, ao cair no chão, tocou a bola com o braço. O jovem guardião do Benfica, Svilar, com excelente estirada, defenderia o remate de Martial, evitando o golo.
Mas o golo chegaria, mesmo ao findar o primeiro tempo, na sequência de um potente remate de meia distância de Matić, a embater no poste e a ressaltar, embatendo nas costas de Svilar… e anichando-se na baliza. Desta feita, um lance de extrema infelicidade para o guarda-redes benfiquista.
Na segunda metade, já em desvantagem no marcador, o Benfica sentiu-se de alguma forma “desarmado”, vendo o controlo do jogo passar para os pés do opositor, denotando alguma impotência para procurar alterar o rumo dos acontecimentos.
De facto, só depois do segundo golo, resultante de outra grande penalidade, desta feita a sancionar acção de Samaris, Rui Vitória faria entrar Jonas, por troca com Pizzi, uma substituição que não resultou qualquer efeito.
Em síntese, o Benfica apresentou melhorias exibicionais, chegou a impor respeito em Old Trafford, mas, para além da falta de acutilância patenteada, não teve a dose mínima de felicidade, com um árbitro extremamente rigoroso, a não hesitar em apontar a marca de grande penalidade por duas vezes, e, sobretudo, com o primeiro tento sofrido, que, inevitavelmente, fez “mossa” em termos anímicos.
Paradoxalmente, dada a conjugação de resultados desta ronda, o Benfica mantém hipóteses – meramente académicas – de qualificação, em caso de vencer os dois jogos que faltam (e num eventual cenário de igualdade pontual a seis pontos com Basel e CSKA Moscovo, entrando então em acção a “máquina de calcular”, relativamente às diferenças de golos). Ao invés, o triunfo do CSKA na Suíça veio ainda dificultar a possibilidade de o Benfica transitar para a Liga Europa. Por seu lado, o Manchester United, com vitórias em todas as quatro jornadas já disputadas, não garantiu ainda, matematicamente, o apuramento!
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Benfica – Manchester United – 0-1
CSKA Moskva – Basel – 0-2
1º Manchester United, 9; 2º Basel, 6; 3º CSKA Moskva, 3; 4º Benfica, 0
Grupo B
Bayern – Celtic – 3-0
Anderlecht – Paris St.-Germain – 0-4
1º Paris St.-Germain, 9; 2º Bayern, 6; 3º Celtic, 3; 4º Anderlecht, 0
Grupo C
Chelsea – Roma – 3-3
Qarabağ – At. Madrid – 0-0
1º Chelsea, 7; 2º Roma, 5; 3º At. Madrid, 2; 4º Qarabağ, 1
Grupo D
Barcelona – Olympiakos – 3-1
Juventus – Sporting – 2-1
1º Barcelona, 9; 2º Juventus, 6; 3º Sporting, 3; 4º Olympiakos, 0
Grupo E
Maribor – Liverpool – 0-7
Spartak Moskva – Sevilla – 5-1
1º Liverpool e Spartak Moskva, 5; 3º Sevilla, 4; 4º Maribor, 1
Grupo F
Feyenoord – Shakhtar Donetsk – 1-2
Manchester City – Napoli – 2-1
1º Manchester City, 9, 2º Shakhtar Donetsk, 6; 3º Napoli, 3; 4º Feyenoord, 0
Grupo G
RB Leipzig – FC Porto – 3-2
Monaco – Beşiktaş – 1-2
1º Beşiktaş, 9; 2º RB Leipzig, 4; 3º FC Porto, 3; 4º Monaco, 1
Grupo H
Real Madrid – Tottenham – 1-1
APOEL – B. Dortmund – 1-1
1º Real Madrid e Tottenham, 7; 3º B. Dortmund e APOEL, 1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Manchester United
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Luisão, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (83m – Franco Cervi), Pizzi (59m – Andrija Živković), Filipe Augusto, Diogo Gonçalves (69m – Jonas) e Raúl Jiménez
Manchester United – David de Gea, Antonio Valencia, Victor Lindelöf, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (83m – Jesse Lingard), Ander Herrera, Nemanja Matić, Marcus Rashford (76m – Anthony Martial), Henrikh Mkhitaryan (90m – Scott McTominay) e Romelu Lukaku
0-1 – Marcus Rashford – 64m
Cartões amarelos – Luisão (5m) e Diogo Gonçalves (54m); Antonio Valencia (41m) e Jesse Lingard (90m)
Cartão vermelho – Luisão (90m)
Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)
Uma equipa do Benfica distante da sua melhor forma, ainda à procura dos melhores “acertos tácticos”, mas sobretudo carenciada de confiança, que só as vitórias podem proporcionar, enfrentava hoje uma difícil missão, atendendo à conjuntura – duas derrotas das duas rondas iniciais da prova – e ao adversário.
Rui Vitória praticamente operou uma “revolução” no onze inicial, confiando a baliza a um jovem guarda-redes, acabado de fazer 18 anos, que se estreava ao mais alto nível (o guardião mais jovem de sempre em jogos da Liga dos Campeões), para além de ter apostado também em Douglas (que ainda não jogara no campeonato) e nos jovens Rúben Dias e Diogo Gonçalves.
A estratégia adoptada foi a de reforçar o meio-campo (com Filipe Augusto junto a Fejsa), procurando ganhar em segurança defensiva, o que, porém, teria contraponto, na enorme dificuldade patenteada em estender o jogo, o que, no final da partida, se saldaria por nenhum remate enquadrado com a baliza adversária!
Para além disso, depois de uma meia-hora inicial em que o Benfica ainda procurou repartir a iniciativa, viria a baixar as linhas, cedendo o controlo do jogo ao Manchester United, começando, nos últimos dez minutos, a sofrer uma intensa pressão na sua zona defensiva.
Na segunda metade os contornos do jogo não se alterariam muito, com a turma inglesa confiante que o golo acabaria por surgir, mais tarde ou mais cedo.
E acabaria mesmo por chegar, da forma porventura mais inesperada, pelo caricato da situação: depois de ter já ensaiado dois cantos directos, Rashford, na sequência de um livre, rematou em profundidade, aproveitando o adiantamento de Svilar, que, inadvertidamente, ao recuar para conseguir segurar a bola, entraria notoriamente pela baliza dentro, numa infantilidade incrível, própria de um guarda-redes sem qualquer experiência…
Até final, o marcador não se alteraria, dado que o Manchester United estava satisfeito com o resultado.
A derrota benfiquista ficava indelevelmente associada ao erro de Svilar, mas, a verdade, é que, ao longo dos noventa minutos, a ideia que prevaleceu sempre foi de que, em qualquer outra oportunidade, os ingleses acabariam por marcar.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
CSKA Moskva – Manchester United – 1-4
Basel – Benfica – 5-0
1º Manchester United, 6; 2º Basel e CSKA Moskva, 3; 4º Benfica, 0
Grupo B
Anderlecht – Celtic – 0-3
Paris St.-Germain – Bayern – 3-0
1º Paris St.-Germain, 6; 2º Bayern e Celtic, 3; 4º Anderlecht, 0
Grupo C
Qarabağ – Roma – 1-2
At. Madrid – Chelsea – 1-2
1º Chelsea, 6; 2º Roma, 4; 3º At. Madrid, 1; 4º Qarabağ, 0
Grupo D
Juventus – Olympiakos – 2-0
Sporting – Barcelona – 0-1
1º Barcelona, 6; 2º Sporting e Juventus, 3; 4º Olympiakos, 0
Grupo E
Spartak Moskva – Liverpool – 1-1
Sevilla – Maribor – 3-0
1º Sevilla, 4; 2º Liverpool e Spartak Moskva, 2; 4º Maribor, 1
Grupo F
Manchester City – Shakhtar Donetsk – 2-0
Napoli – Feyenoord – 3-1
1º Manchester City, 6; 2º Napoli e Shakhtar Donetsk, 3; 4º Feyenoord, 0
Grupo G
Monaco – FC Porto – 0-3
Beşiktaş – RB Leipzig – 2-0
1º Beşiktaş, 6; 2º FC Porto, 3; 3º RB Leipzig e Monaco, 1
Grupo H
APOEL – Tottenham – 0-3
B. Dortmund – Real Madrid – 1-3
1º Real Madrid e Tottenham, 6; 3º B. Dortmund e APOEL, 0
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Basel – Benfica
Basel – Tomáš Vaclík, Marek Suchý, Manuel Akanji, Éder Balanta (80m – Serey Die), Michael Lang, Taulant Xhaka, Luca Zuffi, Raoul Petretta (68m – Blás Riveros), Renato Steffen, Ricky van Wolfswinkel e Dimitri Oberlin (74m – Mohamed Elyounoussi)
Benfica – Júlio César, André Almeida, Luisão, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Andrija Živković (74m – Andreas Samaris), Pizzi, Franco Cervi (45m – Eduardo Salvio), Jonas (67m – Haris Seferović) e Raúl Jiménez
1-0 – Michael Lang – 2m
2-0 – Dimitri Oberlin – 20m
3-0 – Ricky van Wolfswinkel (pen.) – 60m
4-0 – Dimitri Oberlin – 69m
5-0 – Blás Riveros – 76m
Cartões amarelos – Manuel Akanji (45m), Raoul Petretta (50m) e Taulant Xhaka (55m); Andrija Živković (55m), Eduardo Salvio (59m)
Cartão vermelho – André Almeida (63m)
Árbitro – Craig Thomson (Escócia)
Uma noite negra… O pior resultado de sempre do Benfica na Taça/Liga dos Campeões (igualando a marca que sofrera, na temporada de 1963-64, então face ao Borussia Dortmund).
Uma equipa desinspirada, a denotar crescente falha de confiança, praticamente entrou a perder em Basileia, o que acabaria por condicionar todo o desenrolar do jogo.
Frente a um adversário agressivo, rápido nos movimentos de ataque, a defesa benfiquista – pese embora a aposta de Rui Vitória na experiência da dupla de centrais, assim como do guarda-redes – teve uma actuação desastrada, sofrendo dois golos nos vinte minutos iniciais da partida, em outros tantos remates à baliza de Júlio César.
O melhor reflexo do péssimo posicionamento da equipa portuguesa seria precisamente o lance do segundo golo da turma suíça, nascido de um canto a favor do Benfica, de que resultou uma correria louca de dezenas de metros, por terreno completamente desguarnecido.
Denotando grande dificuldade em “pegar no jogo”, a formação portuguesa só mesmo ao findar do primeiro tempo provocaria perigo na zona defensiva contrária, mas sem a melhor concretização. Por seu lado, também o conjunto suíço desperdiçara já outra soberana ocasião de golo.
No recomeço, o guardião brasileiro ainda procurou suster o descalabro… mas mais não conseguiria que adiar – por pouco tempo – o inadiável.
Depois de ter chegado ao 3-0, na conversão de uma grande penalidade, o Basel beneficiaria ainda do descontrolo emocional de André Almeida, que se fez expulsar “gratuitamente”, para ampliar a marca até um escandaloso 5-0…
Números que poderiam ter sido ainda mais dilatados, não fossem as duas bolas que embateram nos postes da baliza do Benfica, assim como mais um par de intervenções de Júlio César.
Mau demais para ser verdade. Costuma dizer-se em ocasiões análogas que foi um jogo “para esquecer”… Não, é um jogo para recordar e não repetir. Mas, para tal, nesta altura, tudo parece por fazer, no sentido de reconstruir uma muito abalada equipa do Benfica, que – apenas com duas jornadas disputadas – praticamente hipotecou já as suas aspirações europeias nesta época.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Benfica – CSKA Moskva – 1-2
Manchester United – Basel – 3-0
1º Manchester United e CSKA Moskva, 3; 3º Benfica e Basel, 0
Grupo B
Bayern – Anderlecht – 3-0
Celtic – Paris St.-Germain – 0-5
1º Paris St.-Germain e Bayern, 3; 3º Anderlecht e Celtic, 0
Grupo C
Chelsea – Qarabağ – 6-0
Roma – At. Madrid – 0-0
1º Chelsea, 3; 2º At. Madrid e Roma, 1; 4º Qarabağ, 0
Grupo D
Barcelona – Juventus – 3-0
Olympiakos – Sporting – 2-3
1º Barcelona e Sporting, 3; 3º Olympiakos e Juventus, 0
Grupo E
Maribor – Spartak Moskva – 1-1
Liverpool – Sevilla – 2-2
1º Liverpool, Sevilla, Maribor e Spartak Moskva, 1
Grupo F
Feyenoord – Manchester City – 0-4
Shakhtar Donetsk – Napoli – 2-1
1º Manchester City e Shakhtar Donetsk, 3; 3º Napoli e Feyenoord, 0
Grupo G
RB Leipzig – Monaco – 1-1
FC Porto – Beşiktaş – 1-3
1º Beşiktaş, 3; 2º Monaco e e RB Leipzig, 1; 4º FC Porto, 0
Grupo H
Real Madrid – APOEL – 3-0
Tottenham – B. Dortmund – 3-1
1º Real Madrid e Tottenham, 3; 3º B. Dortmund e APOEL, 0
Duas derrotas caseiras, face a adversários teoricamente ao alcance das equipas portuguesas constituem – não obstante o triunfo em terreno alheio do Sporting (que, inclusivamente, chegou até ao minuto 90 com uma vantagem de 3-0, que mantinha já desde o primeiro tempo, não tendo evitado um pequeno susto no período de compensação) – um bastante mau arranque na edição deste ano da Liga dos Campeões.
Pese embora se tenha tratado apenas da ronda inaugural, os objectivos de Benfica e FC Porto poderão, de alguma forma, começar a ficar desde já comprometidos, salvo a cabal “rectificação” nos jogos de ida, respectivamente à Rússia e à Turquia, o que, contudo, não se afigura fácil.
Nos restantes desafios desta primeira jornada, destaque para as goleadas impostas pelo Paris St.-Germain em Glasgow, do Manchester City, em Roterdão, assim como do Chelsea, em casa, fazendo antecipar desde já fortes disparidades entre os vários clubes concorrentes.
A outro nível, merecem ainda referência os categóricos triunfos do Barcelona frente à Juventus, assim como do Bayern, ante o Anderlecht.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – CSKA Moskva
Benfica – Bruno Varela, André Almeida, Luisão, Lisandro López (89m – Rafa Silva), Alex Grimaldo (77m – Gabriel Barbosa), Filipe Augusto, Eduardo Salvio, Pizzi, Andrija Živković, Jonas (70m – Raúl Jiménez) e Haris Seferović
CSKA Moskva – Igor Akinfeev, Mário Fernandes, Viktor Vasin, Vasili Berezutski, Aleksei Berezutski, Georgi Shchennikov, Aleksandr Golovin (87m – Konstantin Kuchaev), Pontus Wernbloom, Alan Dzagoev (77m – Bibras Natcho), Vitinho e Aaron Olanare (68m – Timur Zhamaletdinov)
1-0 – Haris Seferović – 50m
1-1 – Vitinho (pen.) – 63m
1-2 – Timur Zhamaletdinov – 71m
Cartões amarelos – André Almeida (62m) e Haris Seferović (80m); Aleksandr Golovin (43m), Alan Dzagoev (73m) e Pontus Wernbloom (75m)
Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)
A atravessar uma fase em que vem denotando algumas carências, o Benfica estreou-se na edição deste ano da Liga dos Campeões com uma exibição sombria, e, pior que isso, com um algo imprevisto revés – e, logo, frente a um “rival directo” -, principalmente depois de ter, inclusivamente, começado por chegar à vantagem, logo no início da segunda metade do encontro.
Com uma equipa que ainda não conseguiu provar ser um efectivo conjunto, revelando falta de ligação entre os sectores, com a defesa pouco consistente, a equipa portuguesa não aproveitaria as “facilidades” concedidas por uma também sofrível defesa russa em algumas fases do jogo. A primeira parte seria quase que um “deserto” a nível de efectivas ocasiões de golo, se exceptuarmos um ensaio de Grimaldo, rematando ao poste.
No reinício, o Benfica acabaria por chegar ao golo, numa das primeiras jogadas com sequência, com Živković a cruzar para a eficaz conclusão de Seferović. Porém, ao contrário do que se poderia supor, este tento, em vez de dar ânimo aos benfiquistas, viria a provocar uma reacção da equipa russa, que colocaria então a defensiva contrária em apuros, por mais de uma vez, obrigando Bruno Varela a aturado trabalho.
Numa decisão controversa do árbitro (assinalando grande penalidade, na sequência de um remate em que a bola embateria no braço de André Almeida), o CSKA restabeleceria a igualdade.
Para, menos de dez minutos volvidos, os russos, sem muito terem feito para tal, consumarem a reviravolta no marcador, surpreendendo um Benfica como que aturdido pela evolução que o jogo estava a ter.
Nos cerca de vinte minutos que faltava ainda jogar, Rui Vitória arriscou tudo, primeiro, substituindo o regressado Grimaldo pelo estreante Gabriel Barbosa, para, já nos derradeiros instantes, fazer sair um defesa central, para a entrada de Rafa.
Mas, nesse período, faltava já a serenidade e “cabeça” aos jogadores benfiquistas, a jogar de forma precipitada, facilitando a tarefa defensiva da formação russa, novamente reagrupada junto à sua área (tal como iniciara o jogo).
Numa partida em que o Benfica esteve muito abaixo do que seria expectável, fica ainda a nota das queixas de uma infeliz arbitragem, que não sancionou dois lances passíveis de grande penalidade, por faltas sobre Seferović (ainda no primeiro tempo) e Gabriel (já a menos de dez minutos do termo do desafio). Porém, aqui terá estado apenas uma parte da justificação para o desaire sofrido…
Liga dos Campeões – 2017-18 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Benfica Bayern Chelsea Juventus M. United P. St.-Germain At. Madrid Barcelona Basel Anderlecht Roma Olympiakos CSKA Moskva Celtic Qarabag Sporting Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Spartak Moskva Shakhtar Monaco Real Madrid Sevilla Man. City FC Porto B. Dortmund Liverpool Napoli Beşiktaş Tottenham Maribor Feyenoord RB Leipzig APOEL
A primeira jornada disputa-se já nos próximos dias 12 e 13 de Setembro, estando agendado para 5 e 6 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga dos Campeões desta temporada disputa-se no Estádio “Olimpiyski”, em Kiev, na Ucrânia, a 26 de Maio de 2018.
Liga dos Campeões – Final – Juventus – Real Madrid
Juventus – Gianluigi Buffon, Andrea Barzagli (66m – Juan Cuadrado), Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Dani Alves, Miralem Pjanić (71m – Claudio Marchisio), Sami Khedira, Alex Sandro, Paulo Dybala (78m – Mario Lemina), Gonzalo Higuaín e Mario Mandžukić
Real Madrid – Keylor Navas, Daniel Carvajal, Sergio Ramos, Raphaël Varane, Marcelo, Toni Kroos (89m – Álvaro Morata), Casemiro, Luka Modrić, Isco (82m – Marco Asensio), Karim Benzema (77m – Gareth Bale) e Cristiano Ronaldo
0-1 – Cristiano Ronaldo – 20m
1-1 – Mario Mandžukić – 27m
1-2 – Casemiro – 61m
1-3 – Cristiano Ronaldo – 64m
1-4 – Marco Asensio – 90m
Cartões amarelos – Paulo Dybala (12m), Miralem Pjanić (66m), Alex Sandro (70m) e Juan Cuadrado (72m); Sergio Ramos (31m), Daniel Carvajal (42m), Toni Kroos (53m) e Marco Asensio (90m)
Cartão vermelho – Juan Cuadrado (84m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Confirmando a sua supremacia global na principal prova de futebol de clubes, o Real Madrid, conquistando o seu terceiro troféu nos últimos quatro anos, atravessa novo período hegemónico, tendo sido, paralelamente, o primeiro emblema a conseguir repetir a vitória em duas edições da Liga dos Campeões, sob o seu formato actual.
O marcador final é algo ilusório de facilidades que, apenas na derradeira meia hora se manifestaram. Efectivamente, numa primeira metade bem repartida, e não obstante os espanhóis tenham começado por inaugurar o marcador, a Juventus rapidamente restabeleceria a igualdade, resultado justo com que se chegaria ao intervalo.
No segundo tempo, a toada parecia continuar a ser de equilíbrio, com Keylor Navas a ser colocada a prova, até que, num remate feliz de Casemiro (de longa distância, com um desvio a trair Buffon), o Real Madrid voltou a colocar-se em vantagem.
O segundo tento de Cristiano Ronaldo – que lhe proporcionou o título de melhor marcador da prova pela sexta vez, as cinco últimas de forma consecutiva -, apontado apenas três minutos volvidos, sentenciaria o desfecho desta final.
A expulsão de Cuadrado – forçada por Sérgio Ramos -, a seis minutos do final, numa fase em que a Juventus já se tinha “entregue”, não teve outras implicações que o poder ter contribuído para facilitar o atingir da goleada, por parte dos vencedores.
Com um conjunto muito sólido, que teve a capacidade para contrariar a forte organização italiana (viria a sofrer mais golos neste jogo decisivo do que nos 12 encontros disputados anteriormente, até chegar à final de Cardiff), o Real Madrid foi um justo vencedor, possibilitando também a Cristiano Ronaldo – em grande destaque esta noite – sagrar-se Campeão Europeu pela quarta vez (2008, 2014, 2016 e 2017).
A lista de vencedores, nas 62 edições já disputadas da competição, passou a ser assim ordenada: Real Madrid, 12 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16 e 2016-17); AC Milan, 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07); Liverpool, 5 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84 e 2004-05); Bayern München, 5 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01 e 2012-13); Barcelona, 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15); Ajax, 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95); Inter, 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10); Manchester United, 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08); Benfica, 2 (1960-61 e 1961-62); Nottingham Forest, 2 (1978-79 e 1979-80); Juventus, 2 (1984-85 e 1995-96); FC Porto, 2 (1986-87 e 2003-04); Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Chelsea (2011-12).



