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Grandes clássicos das competições europeias – (5) Real Madrid – AC Milan

Real Madrid AC Milan

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1955-56 TCE   1/2  Real Madrid-Milan 4-2 Milan-Real Madrid 2-1
1957-58 TCE  Final Real Madrid-Milan 3-2 (Est.Heysel,Bruxelas)
1963-64 TCE   1/4  Real Madrid-Milan 4-1 Milan-Real Madrid 2-0
1988-89 TCE   1/2  Real Madrid-Milan 1-1 Milan-Real Madrid 5-0
1989-90 TCE   1/8  Milan-Real Madrid 2-0 Real Madrid-Milan 1-0
2002-03 LCE  Grupo Milan-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Milan 3-1
2009-10 LCE  Grupo Real Madrid-Milan 2-3 Milan-Real Madrid 1-1
2010-11 LCE  Grupo Real Madrid-Milan 2-0 Milan-Real Madrid 2-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - AC Milan             15    6    3    6   24 – 25

Real Madrid e AC Milan são “apenas” os dois clubes com maior número de galardões a nível das competições europeias, ostentando nas respectivas vitrines um total acumulado de 33 troféus, conquistados em 64 anos de provas da UEFA, dos quais 20 títulos de Campeão Europeu (ocupando, também, nesse particular, os dois primeiros postos da hierarquia)!

Não surpreende, pois, o (quase) absoluto equilíbrio nas partidas que entre si disputaram (seis vitórias para cada lado e três empates), com os italianos com uma ligeiríssima vantagem de um golo no “score global”.

Por curiosidade – como que a fazer antecipar as históricas carreiras de ambos os emblemas -, encontraram-se logo na edição inaugural da Taça dos Clubes Campeões Europeus, nas meias-finais, com o Real a levar a melhor, com um triunfo por 4-2 em Madrid a não dar hipótese de recuperação ao adversário, que não foi além de um escasso 2-1 em Milão. A turma espanhola venceria, na primeira Final da prova, disputada em Paris, no Parque dos Príncipes, o Stade de Reims, por 4-3.

Apenas dois anos volvidos, na época de 1957-58, Real Madrid e AC Milan disputaram a única Final em que “coabitaram” ao longo de todo o historial das provas da UEFA, com os “merengues” a conquistarem então o seu terceiro título sucessivo de Campeões da Europa, ganhando por tangencial 3-2 (com o tento decisivo, apontado por Francisco “Paco” Gento, já no prolongamento) no Estádio do Heysel.

Tendo todos os 15 desafios entre ambos sido realizados no âmbito da principal competição europeia, cruzaram-se quatro vezes em eliminatórias, sendo que cada uma das equipas seguiu em frente em duas ocasiões.

Para além do(s) confronto(s) de estreia (em 1955-56), o Real Madrid foi mais forte, de novo, agora nos 1/4 de final da temporada de 1963-64, goleando o então Campeão Europeu em título por 4-1 no “Santiago Bernabeu”, vantagem suficiente para encaixar a desfeita por 0-2 de “San Siro”. O Real golearia ainda o Zurich (6-0), nas meias-finais (depois de ter já vencido na Suíça), vindo, todavia, a perder a Final (a sua 7.ª, na Taça dos Campeões), ante o arqui-rival do AC Milan (o Inter).

Já no final da década de 80 – e após um interregno de cerca de 25 anos nos encontros entre ambos – o “dream team” do AC Milan (dirigido por Arrigo Sacchi) superiorizou-se também por duas vezes: nas meias-finais de 1988-89, após o empate a um golo na partida da 1.ª mão, goleando por 5-0 (golos de Ancelotti, Rijkaard, Gullit, Van Basten e Donadoni) – no que constitui a maior derrota de sempre do Real (então com Leo Beenhaker no banco) nas competições europeias, apenas igualada em jogo ante o Kaiserslautern, na Taça UEFA de 1982; e, de imediato, na época de 1989-90, nos 1/8 de final, defendendo com sucesso, em Espanha (derrota por 0-1), a preciosa vantagem de 2-0 averbada em casa.

Na primeira destas temporadas, um imbatível AC Milan sagrar-se-ia, de forma categórica, Campeão Europeu – obtendo o seu terceiro título, após um “jejum” de vinte anos -, goleando, na Final de Camp Nou, o Steaua, por 4-0, com Ruud Gullit e Marco van Basten ambos a bisar.

Em 1990, depois de afastar ainda o Mechelen (1/4 de final) e o Bayern (em ambos os casos, apenas após prolongamento), o AC Milan bisaria tal sucesso, conquistando o quarto troféu na prova, mercê de um tangencial triunfo face ao Benfica, por via de um solitário golo, apontado por Frank Rijkaard.

No século XXI, agora sob a égide da Liga dos Campeões, espanhóis e italianos cruzaram-se noutras três oportunidades, sempre integrando o mesmo grupo de qualificação, também aqui sob o signo do equilíbrio: duas vitórias para cada e duas igualdades.

Em 2002-03, já na segunda fase de grupos, cada equipa venceu o desafio realizado no respectivo terreno (1-0 em Milão, com uma fantástica assistência de Rui Costa para o golo de Shevchenko; e 3-1 em Madrid), avançando ambas na prova. O então Campeão em título, Real Madrid, suplantaria, de seguida, o Manchester United (nos 1/4 de final), antes de ver o seu percurso interrompido pela Juventus; quando ao AC Milan, depois de eliminar o Ajax e o rival Inter, alcançaria o seu sexto título de Campeão Europeu, ganhando na Final, em Old Trafford, à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade.

Na temporada de 2009-10, os “rossoneri” foram vencer ao “Santiago Bernabeu” (3-2), empatando depois, no seu estádio, a uma bola. Os dois conjuntos voltaram a averbar as duas primeiras posições do respectivo grupo, mas não iriam muito mais além: o AC Milan, goleado pelo Manchester United por 4-0 (score agregado de 7-2) e o Real Madrid, batido pelo Olympique de Lyon, quedavam-se ambos pelos 1/8 de final.

Por fim, na(s) última(s) vez(es) em que se confrontaram até à data, logo no ano seguinte (2010-11), outra igualdade (arrancada “a ferros”) em Itália, desta feita 2-2, tendo o Real (orientado por José Mourinho, e com Pepe, Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo no “onze”) vencido no seu reduto, por 2-0. Pela terceira vez em outras tantas ocasiões, ambos os clubes obtinham a qualificação para a fase a eliminar.

O AC Milan seria afastado logo nos 1/8 de final, pelo Tottenham; por seu lado, o Real começaria por se desforrar do Olympique de Lyon, tendo, por coincidência, afastado de seguida o Tottenham (ganhando os dois jogos, goleando por 4-0 em casa), antes de vir a cair, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão, Barcelona (0-2 no “Santiago Bernabeu” e 1-1 em “Camp Nou”).

18 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (6) Real Madrid – Inter

Real Madrid Internazionale

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1963-64 TCE  Final Inter-Real Madrid 3-1 (Est. Prater, Viena)
1965-66 TCE   1/2  Real Madrid-Inter 1-0 Inter-Real Madrid 1-1
1966-67 TCE   1/4  Inter-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Inter 0-2
1980-81 TCE   1/2  Real Madrid-Inter 2-0 Inter-Real Madrid 1-0
1982-83 TVT   1/4  Inter-Real Madrid 1-1 Real Madrid-Inter 2-1
1984-85 UEFA  1/2  Inter-Real Madrid 2-0 Real Madrid-Inter 3-0
1985-86 UEFA  1/2  Inter-Real Madrid 3-1 Real Madrid-Inter 5-1
1998-99 LCE  Grupo Real Madrid-Inter 2-0 Inter-Real Madrid 3-1

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Internazionale       15    6    2    7   20 – 19

Sem se defrontarem já há mais de vinte anos, Real Madrid e Inter pontuam um dos duelos mais empolgantes do historial das competições europeias, com uma Final e quatro meias-finais (para além de outros dois embates, nos 1/4 de final) entre estes dois emblemas, com tendência indefinida, pese embora a ligeiríssima vantagem italiana em número de vitórias.

Tendo começado por se sagrar Campeão Europeu em 1963-64batendo o Real Madrid, em Viena, por 3-1 (com bis de Sandro Mazzola) -, o Inter (então orientado por Helenio Herrera) viria, contudo, a ser afastado em todas as quatro meias-finais disputadas (as duas últimas, em 1985 e 1986, após notáveis “remontadas” do Real), apenas tendo superado uma das seis eliminatórias em que se cruzou com este adversário (na já distante temporada de 1966-67).

Em 1966, perante o então bi-Campeão da Europa (o Inter revalidara o título, em 1964-65, em casa, frente ao Benfica), o Real Madrid averbava – mercê de uma tangencial vitória caseira (1-0) e de uma igualdade a um golo em Milão – a sua oitava presença na Final da Taça dos Campeões Europeus (em onze edições da prova), para conquistar pela sexta vez o troféu, ao ganhar ao Partizan de Belgrado por 2-1.

No ano seguinte, o Inter (ainda com o “feiticeiro” Herrera “ao leme”) seria mais efectivo, triunfando nos jogos das duas mãos dos 1/4 de final, confirmando o 1-0 registado em casa com uma mais afirmativa vitória em Madrid, por 2-0. Acabaria, porém, por perder a Final da edição de 1966-67 da Taça dos Campeões Europeus, disputada no Estádio Nacional, em Lisboa, ante o Celtic.

Já na década de 80, logo na temporada de 1980-81, o Real Madrid (em cujo “onze” alinhavam Camacho e Del Bosque) como que “devolveria” o 2-0 com que fora batido em 1967, o suficiente para acomodar o efeito da derrota por 1-0 em Milão, proporcionando-lhe – após um interregno de 15 anos – regressar à Final da principal competição europeia de clubes, a qual, contudo, viria a perder, no Parque dos Príncipes, em Paris, ante o Liverpool.

Dois anos volvidos, Inter e Real Madrid voltavam a “medir forças”, desta vez na Taça dos Vencedores das Taças (1/4 de final), com os espanhóis quase a replicar o desfecho da eliminatória de 1966, empatando outra vez em Milão (1-1), ganhando em Madrid, na 2.ª mão, por tangencial 2-1. O Real afastaria de seguida (nas meias-finais) o Austria de Viena, tendo marcado presença na Final, em Gotemburgo, acabando, porém, por ser novamente desfeiteado, agora pelo sensacional Aberdeen, de Alex Ferguson.

Outros dois anos decorridos e espanhóis e italianos tornavam a cruzar-se, agora nas meias-finais da Taça UEFA da época de 1984-85, com o Real Madrid (tendo então por núcleo a “Quinta del Buitre”, com Butragueño, Martín Vázquez, Míchel ou Sanchís), depois de ter perdido em Milão por 2-0, a obter um convincente triunfo por 3-0 na 2.ª mão, o que lhe conferiu direito a mais uma Final, a qual os “merengues” – ganhando igualmente por categórico 3-0 na Hungria (golos de Michel, Santillana e Valdano), ante o Videoton – logo deixaram definida a seu favor (permitindo-se inclusivamente perder a 2.ª mão, no “Santiago Bernabeu”, por 0-1), conquistando o primeiro troféu nessa competição. Já antes, nos 1/8 de final, o Real Madrid invertera um 0-3 face ao Anderlecht com uma fantástica goleada por 6-1 em Madrid…

Culminando uma fase de frequentes embates, Real Madrid e Inter voltariam a encontrar-se logo na temporada imediata, de 1985-86, outra vez nas meias-finais da Taça UEFA. De facto, no decurso de um período de cinco anos, entre 1981 e 1986, defrontaram-se por oito vezes, em quatro eliminatórias.

Os “nerazzurri” venceriam, outra vez, a partida da 1.ª mão (por 3-1), desvantagem a que o Real daria, de novo, cabal resposta, goleando por 5-1… após prolongamento (com Hugo Sánchez e Santillana ambos a bisar no marcador). Uma recuperação que se seguia a uma outra fabulosa “remontada” do Real Madrid, também nos 1/8 de final, anulando uma desvantagem de 1-5 perante o Borussia Mönchengladbach, mercê de um impressionante 4-0 em Madrid.

Por curiosidade, tal como sucedera no ano anterior, a formação espanhola repetiria aquele mesmo “placard” (5-1) na 1.ª mão da Final, frente ao Köln, pelo que a vitória (2-0) dos alemães, em desafio disputado em Berlim, mais não seria que o atenuar da expressão do triunfo do Real Madrid, bisando assim a conquista da Taça UEFA, em dois anos consecutivos.

A última vez que Inter e Real se reencontraram foi já em 1998 – poucos meses depois de o emblema espanhol ter conquistado a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela sétima vez -, integrando o mesmo grupo da “Champions”, tendo cada clube vencido o jogo disputado no respectivo reduto: 2-0 em Madrid; 3-1 em Milão.

Ambas as equipas seguiriam em frente (o Real como um dos dois melhores segundos classificados de entre os seis grupos), vindo, todavia, a quedar-se logo na primeira ronda a eliminar (1/4 de final): os “merengues”, batidos pelo Dínamo de Kiev; o Inter, suplantado pelo Manchester United (que acabaria por vencer a épica final de Camp Nou,  em Maio de 1999, ante o Bayern).

17 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)

Istanbul Başakşehir – København – 1-0
Olympiakos – Wolverhampton – 1-1
Rangers – Bayer Leverkusen – 1-3
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk – 1-2
Inter – Getafe – (Adiado)
Sevilla – Roma – (Adiado)
E. Frankfurt – Basel – 0-3
LASK Linz – Manchester United – 0-5

12 Março, 2020 at 10:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
P. St.-Germain - B. Dortmund     2-0         1-2         3-2
Manchester City - Real Madrid    ---         2-1         ---
Valencia - Atalanta              3-4         1-4         4-8
Liverpool - At. Madrid           2-3 (a.p.)  0-1         2-4
Bayern - Chelsea                 ---         3-0         ---
Juventus - Lyon                  ---         0-1         ---
RB Leipzig - Tottenham           3-0         1-0         4-0
Barcelona - Napoli               ---         1-1         ---

11 Março, 2020 at 10:52 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (7) Real Madrid – Ajax

Real Madrid Ajax

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1967-68 TCE  1ª El.Ajax-Real Madrid 1-1   Real Madrid-Ajax 2-1
1972-73 TCE   1/2  Ajax-Real Madrid 2-1   Real Madrid-Ajax 0-1
1995-96 LCE  Grupo Ajax-Real Madrid 1-0   Real Madrid-Ajax 0-2
2010-11 LCE  Grupo Real Madrid-Ajax 2-0   Ajax-Real Madrid 0-4
2011-12 LCE  Grupo Real Madrid-Ajax 3-0   Ajax-Real Madrid 0-3
2012-13 LCE  Grupo Ajax-Real Madrid 1-4   Real Madrid-Ajax 4-1
2018-19 LCE   1/8  Ajax-Real Madrid 1-2   Real Madrid-Ajax 1-4

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Ajax                 14    8    1    5   27 – 15

Num confronto entre dois verdadeiros “clássicos” do futebol europeu, a memória mais presente será a da última temporada, com o Ajax a golear categoricamente (4-1), na 2.ª mão dos 1/8 de final da “Liga dos Campeões”, em pleno Estádio Santiago Bernabéu, assim colocando termo ao reinado de três anos do Real Madrid, com um fantástico ciclo de outros tantos troféus consecutivos conquistados na mais importante prova de clubes da Europa.

Mas, de facto, não é de agora a capacidade do Ajax de surpreender em Madrid, onde vencera já noutras duas ocasiões, em 1973 e em 1995. Aliás, o Real não conseguiu ainda ser completamente “feliz” em nenhuma das sete épocas em que encontrou este adversário.

A primeira vez que os caminhos de ambos os clubes se cruzaram – então com dois lendários treinadores nos respectivos bancos (Miguel Muñoz e Rinus Michels) – data já de há mais de 50 anos, na época de 1967-68, na 1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, com a Real Madrid a seguir em frente, depois de empatar em Amesterdão, ganhando em casa por 2-1, apenas no prolongamento tendo conseguido desfazer a igualdade na eliminatória.

Os merengues – que, dois anos antes, tinham conquistado o sexto troféu na competição – afastariam ainda, de seguida, o Hvidovre (1/8 de final) e o Sparta de Praga, antes de caírem, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão Europeu, Manchester United. Quando ao Ajax, em que despontava Cruijff, ensaiava ainda os primeiros passos numa trajectória europeia que conduziria a quatro finais da prova nas cinco temporadas seguintes, com três títulos sucessivos conquistados.

Por curiosidade, o Real Madrid viria também a fazer parte desse percurso, precisamente no ano da conquista do terceiro troféu pelos holandeses (1972-73), tendo sido ultrapassado nas meias-finais, com duas vitórias do Ajax (liderado por Ștefan Kovács), por 2-1 em casa e por 1-0 em Madrid, com “os filhos de Deus” (Cruijff, Neeskens, Mühren ou Krol, entre outros, que estiveram na base da sensacional selecção da “laranja mecânica” de 1974) a ganharem, na Final de Belgrado, à Juventus, também mercê de um solitário golo, apontado por Johnny Rep.

Na sequência da já antes referida eliminatória da época passada, o Ajax voltaria a surpreender, indo ganhar também a Turim, frente à… Juventus (2-1), antes de acabar por ver o seu sonho ser abruptamente interrompido, nas meias-finais, pelo Tottenham, com um desaire caseiro, devido a um golo sofrido aos 96 minutos (depois de ter ido igualmente vencer a Londres, por 1-0)!

Ajax e Real Madrid integraram o mesmo grupo da “Liga dos Campeões” em quatro ocasiões: em 1995, e, depois, de forma sucessiva, em 2010, 2011 e 2012.

Na primeira dessas vezes, o grupo holandês (orientado por Louis van Gaal, com Kluivert, Seedorf, os gémeos De Boer, Davids, Litmanen ou Overmars) – então novamente detentor do título de Campeão da Europa, conquistado em Viena, ante o AC Milan (numa “desforra” da Final de 1969) – faria quase uma campanha “perfeita”, cedendo apenas um empate, tendo vencido ambos os desafios face ao Real Madrid: 1-0 em casa e 2-0 em Madrid, completando assim uma série de quatro triunfos em quatro jogos frente a este rival.

Os dois clubes avançariam para a fase a eliminar, com os espanhóis a ficar-se logo nessa primeira ronda (1/4 de final), batidos pela Juventus. Quando ao Ajax, começaria por eliminar o Borussia Dortmund, ganhando igualmente as duas partidas – completando então uma fantástica série (ainda hoje “record”, em termos de épocas sucessivas) de 21 jogos consecutivos de invencibilidade em competições europeias (incluindo a Supertaça) -, afastando de seguida o Panathinaikos, vindo, porém, a perder a Final de Roma, igualmente face à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade, após empate a um golo.

Correram menos bem para os holandeses as “experiências” de 2010 a 2012 – coincidindo com as três épocas de José Mourinho ao comando técnico do Real Madrid -, com o emblema espanhol a sair vencedor de todos os seis encontros disputados, quase sempre com goleadas: 4-0, 3-0 e 4-1 em Amesterdão; 3-0 e 4-1 em Madrid (o resultado menos desequilibrado foi o 2-0 de Madrid, em 2010) – o que acabaria por resultar na eliminação do Ajax, em todas essas três temporadas, ainda na fase de grupos.

Na época de 2010-11, após golear por 4-0 em Amesterdão, o Real Madrid superaria o Lyon (1/8 de final) e Tottenham, antes de ser batido nas meias-finais pelo Barcelona, de Pep Guardiola (com um 0-2 no Santiago Bernabéu e empate em Camp Nou).

Na temporada seguinte, após um duplo 3-0 ante o Ajax – e uma rota 100% vitoriosa na fase de grupos -, o Real transporia, sem dificuldade, as duas primeiras rondas a eliminar, afastando CSKA de Moscovo e APOEL, quedando-se, outra vez, pelas meias-finais, perdendo no desempate da marca de grande penalidade ante o Bayern (de Heynckes), com Cristiano Ronaldo, Kaká e Sergio Ramos perdulários.

Por fim, em 2012-13 (num grupo fortíssimo, com Borussia Dortmund e Manchester City), outras duas vitórias do Real Madrid, desta feita por duplo 4-1 (com um “hat-trick” de Cristiano Ronaldo em Amesterdão), repetindo-se a história: os merengues ultrapassariam, nas duas eliminatórias iniciais, o Manchester United e o Galatasaray, vindo a baquear, pela terceira vez consecutiva, nas meias-finais (depois de uma incrível série de seis eliminações nos 1/8 de final, entre 2005 e 2010), no reencontro com o Borussia Dortmund, em função da goleada (1-4) sofrida na Alemanha (a tal partida do “poker” de Lewandowski), de nada valendo o 2-0 de Madrid.

11 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (8) Real Madrid – Borussia Dortmund

Real Madrid Borussia Dortmund

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1997-98 LCE   1/2  R.Madrid-B.Dortm. 2-0 B.Dortm.-R.Madrid 0-0
2002-03 LCE  Grupo R.Madrid-B.Dortm. 2-1 B.Dortm.-R.Madrid 1-1
2012-13 LCE  Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-2
2012-13 LCE   1/2  B.Dortm.-R.Madrid 4-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-0
2013-14 LCE   1/4  R.Madrid-B.Dortm. 3-0 B.Dortm.-R.Madrid 2-0
2016-17 LCE  Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-2 R.Madrid-B.Dortm. 2-2
2017-18 LCE  Grupo B.Dortm.-R.Madrid 1-3 R.Madrid-B.Dortm. 3-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Borussia Dortmund    14    6    5    3   24 – 19

Real Madrid e Borussia Dortmund apenas há pouco mais de vinte anos se cruzaram pela primeira vez nas competições europeias, tendo todos os 14 jogos que disputaram sido realizados já no âmbito da Liga dos Campeões.

Tal como registado entre Barcelona e Celtic, também neste caso os dois clubes se cruzaram em eliminatórias por três ocasiões (duas delas nas meias-finais), tendo integrado o mesmo grupo da Liga dos Campeões em quatro temporadas, com a particularidade de se terem defrontado por quatro vezes na época de 2012-13.

O balanço global é claramente favorável ao Real Madrid (seis vitórias a três), tendo, paralelamente, ganho duas das três eliminatórias entre ambos.

Em 1997-98, a meia-final ante o então Campeão Europeu em título, B. Dortmund, foi o passaporte do Real – ganhando 2-0 em casa (com uma história caricata pelo meio) e empatando na Alemanha – para a Final de Amesterdão, na qual (batendo a Juventus por 1-0) conquistaria (então sob o comando técnico de Jupp Heynckes, contando com nomes como os de Roberto Carlos, Seedorf e Morientes) a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela 7.ª vez, assim colocando, enfim, termo a um prolongado jejum, que perdurava há 32 anos.

Na temporada de 2012-13 – já depois de se terem cruzado na fase de Grupos, com triunfo caseiro do Borussia e empate em Madrid, tendo seguido ambos os clubes em frente, para a fase a eliminar -, a formação de Dortmund impôs-se nas meias-finais, após uma goleada por 4-1 no Westfalenstadion, assinalada com um magnífico “poker” de Robert Lewandowski, com Jürgen Klopp a bater José Mourinho e… Cristiano Ronaldo (autor do “tento de honra” dos merengues). O emblema germânico viria, contudo, a perder a Final, no Estádio de Wembely, ante a também equipa alemã do Bayern.

O Real Madrid (agora liderado por Carlo Ancelotti, com Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo na equipa) voltaria a ter sucesso após eliminar o B. Dortmund, em 2013-14 (vitória por 3-0 em casa, tendo sofrido em Dortmund, onde perdeu 0-2, com Iker Casillas a “salvar” a eliminatória) – desforrando-se assim da desfeita da edição precedente -, numa época em que tornou a afastar nas meias-finais o então detentor do título, neste caso o Bayern, com um categórico 4-0 em Munique, antes de conquistar a “10.ª”, na Final de Lisboa (Estádio da Luz), batendo o At. Madrid por 4-1 (depois de ter chegado ao empate já em tempo de compensação, marcando mais três golos no prolongamento).

Antes, em 2002-03, Real e Borussia tinham-se encontrado na segunda fase de Grupos, com uma vitória dos espanhóis (2-1) e uma igualdade (1-1), o que ditaria o apuramento do conjunto de Madrid, em detrimento do de Dortmund (3.º classificado, num grupo vencido pelo AC Milan). O Real Madrid afastaria, nos 1/4 de final, o Manchester United, vindo, todavia, interrompida a sua campanha nas meias-finais, eliminado pela Juventus.

Em anos mais recentes, registam-se dois empates a duas bolas, em 2016-17, e duas vitórias do Real Madrid, na edição imediata da “Champions”.

Na primeira destas duas temporadas, o Borussia Dortmund afastaria o Benfica (1/8 de final), antes de ser eliminado pelo Monaco, tendo, surpreendentemente, perdido os jogos das duas mãos. Por seu lado, o Real Madrid daria seguimento a mais uma campanha de êxito, coroada com a conquista do seu 12.º título de Campeão Europeu, tendo suplantado, sucessivamente: Napoli (dois triunfos, nos 1/8 de final), Bayern (ganhando também os dois desafios, o segundo após prolongamento) e At. Madrid (batido por 3-0 no “Santiago Bernabéu”), goleando a Juventus, na Final de Cardiff, por convicente marca de 4-1.

Em 2017-18, os dois desaires sofridos pela turma alemã custar-lhe-iam a eliminação na fase de Grupos (3.º lugar, num grupo vencido pelo Tottenham). O Real Madrid voltaria a ter um percurso triunfal, que lhe proporcionaria sagrar-se vencedor da “Liga dos Campeões” pela 7.ª vez (passando a somar um fantástico total de 13 títulos de Campeão Europeu!), tendo afastado o Paris Saint-Germain (2 vitórias nos 1/8 de final), a Juventus (com um 3-0 em Turim, com um assombroso golo de Cristiano Ronaldo, tendo sofrido em Madrid, onde somente ao 98.º minuto, conseguiu desempatar a eliminatória, outra vez por Cristiano) e o Bayern (ganhando em Munique e empatando em casa), culminando na vitória na Final, em Kiev, ante o Liverpool (3-1), no jogo de despedida do português do clube branco, assim como do treinador Zinédine Zidane (entretanto já regressado), ambos também aureolados com a conquista de três títulos europeus consecutivos.

10 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2020/21

LIGA A

Grupo 1 – Países Baixos, Itália, Bósnia-Herzegovina e Polónia
Grupo 2 – Inglaterra, Bélgica, Dinamarca e Islândia
Grupo 3 – Portugal, França, Suécia e Croácia
Grupo 4 – Suíça, Espanha, Ucrânia e Alemanha

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, de que Portugal conquistou o título da edição inaugural. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).

LIGA B

Grupo 1 – Áustria, Noruega, I. Norte e Roménia
Grupo 2 – R. Checa, Escócia, Eslováquia e Israel
Grupo 3 – Rússia, Sérvia, Turquia e Hungria
Grupo 4 – P. Gales, Finlândia, Irlanda e Bulgária

Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga A de 2022/23. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga C (edição de 2022/23).

LIGA C

Grupo 1 – Montenegro, Chipre, Luxemburgo e Azerbaijão
Grupo 2 – Geórgia, Macedónia Norte, Estónia e Arménia
Grupo 3 – Grécia, Kosovo, Eslovénia e Moldávia
Grupo 4 – Albânia, Bielorrússia, Lituânia e Cazaquistão

Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga B de 2022/23. Os últimos classificados de cada grupo disputarão “play-out”, sendo duas selecções despromovidas à Liga D (edição de 2022/23).

LIGA D

Grupo 1 – I. Faroé,  Letónia, Andorra e Malta
Grupo 2 – Gibraltar, Liechtenstein e S. Marino

Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga C de 2022/23.

A fase regular da Liga das Nações será disputada em três jornadas duplas, em Setembro, Outubro e Novembro de 2020, estando a fase final agendada para Junho de 2021.

Esta 2.ª edição da Liga das Nações terá também relação com a fase de qualificação para o “Mundial 2022”: às 10 selecções que se classifiquem em 2.º lugar nos respectivos grupos de apuramento juntar-se-ão as duas selecções que tenham obtido melhor “ranking” na Liga das Nações e que não se tenham classificado nos dois primeiros lugares daqueles grupos – portanto, num total de 12 selecções -, para disputa de 3 vagas para a fase final do Mundial (sendo o apuramento directo unicamente para os vencedores de cada um dos dez grupos).

3 Março, 2020 at 6:42 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final

Istanbul Başakşehir – København
Olympiakos – Wolverhampton
Rangers – Bayer Leverkusen
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk
Inter – Getafe
Sevilla – Roma
E. Frankfurt/RB Salzburg – Basel
LASK Linz – Manchester United

Os jogos da primeira mão serão disputados a 12 de Março, estando a segunda mão agendada para 19 de Março.

28 Fevereiro, 2020 at 1:17 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2.ª mão)

                                2ª mão      1ª mão       Total
Espanyol - Wolverhampton          3-2         0-4         3-6
Istanbul Başakşehir - Sporting    4-1 (a.p.)  1-3         5-4
Ajax - Getafe                     2-1         0-2         2-3
FC Porto - Bayer Leverkusen       1-3         1-2         2-5
Celtic - København                1-3         1-1         2-4
Basel - APOEL                     1-0         3-0         4-0
Sevilla - CFR Cluj                0-0         1-1         1-1
Arsenal - Olympiakos              1-2 (a.p.)  1-0         2-2
LASK Linz - AZ Alkmaar            2-0         1-1         3-1
Manchester United - Brugge        5-0         1-1         6-1
Inter - Ludogorets                2-1         2-0         4-1
RB Salzburg - E. Frankfurt        2-2         1-4         3-6
Benfica - Shakhtar Donetsk        3-3         1-2         4-5
Malmö - Wolfsburg                 0-3         1-2         1-5
Gent - Roma                       1-1         0-1         1-2
Sp. Braga - Rangers               0-1         2-3         2-4

Um (inesperado) descalabro total, com as quatro equipas portuguesas a serem eliminadas!

Seguem para os 1/8 de final três clubes da Alemanha; dois da Espanha, Inglaterra e da Itália; e um da Áustria, Dinamarca, Escócia, Grécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.

Assinalam-se também as surpreendentes eliminações do Ajax, finalista da Liga Europa em 2017 e semi-finalista da Liga dos Campeões da época passada, e do Arsenal, também finalista na última edição da Liga Europa, duas das equipas que tinham fortes aspirações nesta competição.

27 Fevereiro, 2020 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Shakhtar Donetsk

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Francisco “Chiquinho” Machado (67m – Haris Seferović), Julian Weigl, Adel Taarabt, Rafael “Rafa” Silva, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – João Filipe “Jota”) e Dyego Sousa (79m – Carlos Vinícius)

Shakhtar DonetskShakhtar Donetsk – Andriy Pyatov, Domilson dos Santos “Dodô”, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Ismaily dos Santos, Marcos Antônio, Taras Stepanenko, Marlos Bonfim (62m – Mateus “Tetê” Martins), Alan Patrick Lourenço (90m – Davit Khocholava), Taison Freda (86m – Yevhen Konoplyanka) e Júnior Moraes

1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 9m
1-1 – Rúben Dias (p.b.) – 12m
2-1 – Rúben Dias – 36m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 47m
3-2 – Taras Stepanenko – 49m
3-3 – Alan Patrick Lourenço – 71m

Cartões amarelos – Rafael “Rafa” Silva (50m); Ismaily dos Santos (43m), Taison Freda (83m) e Yevhen Konoplyanka ((87m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Frustração e apreensão são as palavras que prevalecem no fim deste jogo, desta eliminatória e de mais uma campanha europeia do Benfica.

Ser eliminado assim – por um adversário supostamente ao alcance, de nível reconhecidamente inferior, e de forma tão prematura (logo no primeiro confronto a eliminar) – custa bastante.

A forma como se consumou o desfecho – depois de, por três vezes, o Benfica ter estado em vantagem na eliminatória (a primeira delas ainda na Ucrânia, aquando do golo do empate), e, de igualmente, ter visto esfumar-se tal posição em menos de cinco minutos, em cada uma dessas três ocasiões -, a par do histórico recente na Europa, suscita dupla inquietude: de forma mais lata, sobre a dificuldade que o clube vem manifestando em se afirmar a este nível competitivo; no imediato, para o que resta desta temporada, e depois de um mês de Fevereiro bastante negativo, se será possível a equipa “regenerar-se” a tempo de conseguir ainda segurar o 1.º lugar no campeonato…

Vindo da Ucrânia com uma desvantagem, mesmo que pela margem mínima, mas, pelo menos, tendo marcado fora, o Benfica sabia que o 1-0 seria suficiente para seguir em frente, mas também estava consciente – o próprio Bruno Lage o reconheceu – dos riscos que a equipa adversária (uma bem trabalhada miscelânea ucraniano-brasileira) apresentava, pelo que, em bom rigor, seria expectável a necessidade de marcar mais do que o tal golo solitário.

E as coisas até começaram da melhor forma, com uma entrada assertiva, com uma equipa a procurar mostrar-se “mandona”, e, melhor que isso, a conseguir resultados práticos ainda não estavam decorridos dez minutos, com o golo de Pizzi, num remate que surpreendeu a defensiva contrária – sendo que, já antes, Taarabt dispusera de oportunidade flagrante para ameaçar a baliza contrária.

Contudo, logo de seguida, começaria a manifestar-se o que, afinal, seria a tónica desta eliminatória: a incapacidade benfiquista em preservar a vantagem. Apenas três minutos volvidos, na primeira descida do Shakhtar, na sequência de um cruzamento perigoso, numa embrulhada na área com Júnior Moraes e Ferro, Rúben Dias acabaria por ser infeliz, com o contacto na bola a provocar que ela se introduzisse na sua própria baliza.

O Benfica acusou o toque, passou por uma fase de alguma instabilidade, que o Shakthar aproveitou para voltar a criar perigo – Ismaiy rematou ao poste -, valendo então, principalmente, as intervenções atentas de Vlachodimos.

Conseguindo serenar, e voltando a assumir a iniciativa do jogo, o Benfica veria os seus esforços recompensados com o segundo golo, com o mesmo Rúben Dias a redimir-se, marcando de novo, desta vez na “baliza certa”, com um excelente cabeceamento, na sequência de um canto. A eliminatória estava empatada.

Até final do primeiro tempo, o Benfica manteria a toada ofensiva, mas Dyego Sousa permitira a defesa a Pyatov, quanto tinha Pizzi na expectativa da assistência.

Após uma boa exibição do conjunto benfiquista, jogando com intensidade, o resultado tangencial ao intervalo era até algo lisonjeiro para a formação ucraniana…

E se o jogo tinha começado sob bons auspícios, seria difícil que a segunda parte tivesse melhor início, com o Benfica a ampliar a vantagem para 3-1, logo ao segundo minuto!

Num atraso mal medido para o guardião, surgiu, muito oportuno, Dyego Sousa, a interceptar a bola, e, tendo perdido o “timing” para visar as redes, teve ainda a lucidez para, num centro atrasado, solicitar o remate fulgurante de Rafa.

Porém, este “desafogo” do Benfica – com a eliminatória então ganha, e quando se esperaria que pudesse continuar a dominar e, porventura, voltar a marcar, um pouco à imagem do jogo precedente, com o Zenit – não duraria outros dois minutos, altura em que sucedeu o momento determinante da partida e, consequentemente, da eliminatória; Vlachodimos ainda começou por sacudir para canto uma bola que levava muito perigo, mas – há sempre um “mas”… -, também na sequência desse lance de bola parada, Stepanenko voltou a colocar a diferença num tangencial 3-2, o que acabaria por ser decisivo.

O Benfica voltava a necessitar marcar – e, bem vistas as coisas, até tinha quase toda a segunda parte para tal -, mas a verdade é que nunca mais conseguiu explanar o futebol que apresentara na metade inicial do encontro, ao mesmo tempo que continuava a denotar intranquilidade no sector defensivo.

A meio desssa etapa complementar, Bruno Lage arriscou, fazendo entrar Seferović – que, de imediato, até teria uma boa ocasião para chegar ao tal ansiado quarto golo, todavia cabeceando ao lado -, e, desta feita, não obstante o Benfica não tenha marcado, bastariam dois minutos para, em mais um de vários contra-ataques rápidos, o Shakhtar marcar o seu terceiro golo, num cruzamento atrasado de Taison, com Alan Patrick a empatar a 3-3, e, virtualmente, a sentenciar o desfecho da eliminatória.

As apostas ofensivas do Benfica para os derradeiros dez minutos seriam já em “desespero de causa” e, como é regra nestas situações, não frutificariam (pese embora Vinícius pudesse ter sido mais feliz). Chegou, aliás, a pairar a eventual ameaça de a turma portuguesa poder mesmo acabar por vir a perder o jogo, o que, a ter ocorrido, seria castigo excessivo. O empate já foi suficientemente amargo…

27 Fevereiro, 2020 at 10:53 pm Deixe um comentário

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