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Taça UEFA – 1/8 Final (2ª mão) – act.
Bayern Munich – Anderlecht – 1-2 / 5-0 (6-2)
Everton – Fiorentina – 2-0 / 0-2 (2-2) – 2-4 g.p.
Zenit St.-Petersburg – Marseille – 2-0 / 1-3 (3-3)
Sporting – Bolton – 1-0 / 1-1 (2-1)
Werder Bremen – Glasgow Rangers – 1-0 / 0-2 (1-2)
Hamburger – Bayer Leverkusen – 3-2 / 0-1 (3-3)
PSV Eindhoven – Tottenham – 0-1 / 1-0 (1-1) – 6-5 g.p.
Getafe – Benfica – 1-0 / 2-1 (3-1)
Depois da eliminação do Benfica na partida de ontem, o Sporting tinha hoje a responsabilidade de (continuar a) ser a única equipa portuguesa em prova nas competições europeias da presente época.
Arriscando – e não obstante as declarações de intenções, de não pretender jogar para o nulo – a verdade é que o Sporting foi deixando o tempo correr, numa estranha apatia… à mercê de um eventual golo fortuito do Bolton.
Seria o jovem Bruno Pereirinha, numa atitude de claro inconformismo, a fazer despertar a equipa da letargia, curiosamente no quarto de hora final do encontro. Nessa fase, o Sporting partiria então, finalmente, de forma decidida, para o ataque, em busca do golo que confirmaria o apuramento.
Foi de inteira justiça que o (excelente) golo tivesse saído dos pés de Pereirinha, que, depois de – já em plena área, descaído sobre o lado direito – ter tirado o adversário directo do caminho, internando-se, rematou forte e colocado, num remate cruzado, ao poste mais distante, sem hipótese de defesa para o guarda-redes adversário.
Até final, seria ainda o Sporting a estar mais perto do segundo golo, mas o jogo chegaria ao seu termo com a vantagem mínima.
O Sporting prossegue para os 1/4 Final da Taça UEFA, consumando-se assim a eliminação das três equipas inglesas em prova até esta eliminatória (depois de duas delas, Everton e Tottenham, terem ontem conseguido anular importantes desvantagens trazidas da 1ª mão… para acabarem por ser vencidas no desempate por pontapés da marca de grande penalidade).
Taça UEFA – 1/8 Final (2ª mão)
Bayern Munich – Anderlecht – 1-2 / 5-0 (6-2)
Everton – Fiorentina – 2-0 / 0-2 (2-2) – 2-4 g.p.
Zenit St.-Petersburg – Marseille – 2-0 / 1-3 (3-3)
Sporting – Bolton – 13.03.2008 / 1-1 (—)
Werder Bremen – Glasgow Rangers – 1-0 / 0-2 (1-2)
Hamburger – Bayer Leverkusen – 3-2 / 0-1 (3-3)
PSV Eindhoven – Tottenham – 0-1 / 1-0 (1-1) – 6-5 g.p.
Getafe – Benfica – 1-0 / 2-1 (3-1)
Getafe – Roberto Abbondanzieri Pato, Cosmin Contra, Manuel Tena, Lucas Licht, Mario Cotelo (74m – Cortés), Fabio Celestini, Francisco Casquero, Jaime Gavilán (80m – Fuertes), Juan Albín, Kepa González (69m – Signorino) e Rubén De la Red
Benfica – Quim, Nélson, Edcarlos (74m – Sepsi), Katsouranis, Léo, Petit, Maxi Pereira (59m – Di María), Rui Costa, Cristián Rodríguez, Nuno Gomes (66m – Mantorras) e Makukula
1-0 – Juan Albín – 77m
Cartões amarelos – Roberto Abbondanzieri Pato (38m), Mario Cotelo (60m) e Lucas Licht (73m); Katsouranis (14m), Maxi Pereira (55m) e Edcarlos (68m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Numa partida insípida, o Benfica confirmou que a crise é bem real, possivelmente mesmo mais profunda do que poderia supor-se, não parecendo a chicotada psicológica proporcionada pela demissão de Camacho ter trazido qualquer ânimo à equipa.
Perante um Getafe, privado de vários jogadores (por lesão e castigo), obrigado a remodelar meia-equipa, que pareceu adoptar como estratégia conceder a iniciativa ao adversário – a par de sistemáticas perdas de tempo, nas reposições de bola por parte do guarda-redes, e, inclusivamente, com mais de uma situação de duas bolas no campo em simultâneo –, para, de acordo com a sua matriz de jogo, replicar em rápidos contra-ataques, o Benfica nunca revelou capacidade para assumir de forma determinada a iniciativa.
Uma oportunidade desperdiçada (de forma incrível, rematando ao poste a um metro da baliza) por Makukula ainda no primeiro quarto de hora e uma outra, já na segunda parte, por intermédio de Rui Costa (rematando forte da zona central, à entrada da grande-área… mas à figura do guarda-redes), foi tudo o que a equipa portuguesa conseguiu construir.
Apesar das tentativas de Chalana, colocando em campo, primeiro, Di María, e, depois, Mantorras, o Benfica nunca conseguiria libertar-se da apatia.
Aproveitando uma falha, o Getafe não perdoaria, marcando o golo que lhe dá nova vitória, numa eliminatória que, desde cedo, controlou.
A partir daí – embora o golo não alterasse substancialmente a situação, uma vez que o Benfica necessitaria sempre, em qualquer circunstância, de marcar 2 golos – a equipa descreu, arrastando-se pelo campo, pouco mais do que limitando-se a esperar pelo escoar do tempo, vencida e convencida.
E assim, desta forma descolorida, se despede o Benfica de mais uma época de competições europeias, eliminado, pelo terceiro ano consecutivo, por equipas espanholas.
Demissão de Camacho
O treinador do Benfica, José Antonio Camacho acaba de pedir a demissão; no termo de um jogo em que empatou no seu Estádio, frente ao U. Leiria (último classificado da I Liga), terá solicitado a rescisão do vínculo laboral que o ligava ao clube ainda por mais uma época, sem exigência de qualquer compensação contratual.
Não tendo nunca – em cerca de seis meses! – conseguido que o Benfica jogasse como equipa (no que constitui o lema da modalidade, football association), sem um modelo de futebol organizado, sem um fio condutor (com a equipa a viver de iniciativas individuais), há muitos jogos atrás que Camacho parecia ter baixado os braços.
Não confiando nos seus jogadores (não acreditando no seu potencial), sentia-se, desde há várias semanas, o seu conformismo e impotência para injectar o sopro de moral e motivação de que a equipa carece, na aparente impossibilidade que denota de se auto-motivar na disputa dos objectivos que lhe restam ainda: garantir o 2º lugar no Campeonato (e consequente qualificação automática para a Liga dos Campeões); conquistar a Taça de Portugal; por que não vencer em Getafe, para prosseguir na Taça UEFA.
Sentia-se que o Benfica necessitava de se libertar de Camacho; que necessitava urgentemente de “sangue novo”, de um responsável (com um perfil de treinador jovem, ambicioso, numa fase de lançamento de carreira) que – no quadro das condicionantes orçamentais do clube – pudesse preparar, planear, programar tempestivamente a próxima época.
Hoje, consumada que está a saída de Camacho – num gesto de grande dignidade profissional -, é fundamental que a Direcção do Benfica não se precipite e que, sem pressas, faça a opção mais adequada para o futuro. No imediato, necessariamente, a equipa não deixará de dar uma resposta positiva a esta situação; mais importante que este final de época (o fundamental será mesmo conservar o 2º lugar…) será a próxima. O seu desfecho começará a desenhar-se agora, em função da decisão que for tomada.
Taça UEFA – 1/8 Final
Anderlecht – Bayern Munich – 0-5
Fiorentina – Everton – 2-0
Marseille – Zenit St.-Petersburg – 3-1
Bolton – Sporting – 1-1
Glasgow Rangers – Werder Bremen – 2-0
Bayer Leverkusen – Hamburger – 1-0
Tottenham – PSV Eindhoven – 0-1
Benfica – Getafe – 1-2
Benfica – Quim, Nélson, Luisão (29m – Zoro), Edcarlos, Léo, Katsouranis, Cristián Rodríguez, Di María (62m – Mantorras), Rui Costa, Sepsi e Óscar Cardozo
Getafe – Óscar Ustari, Cosmin Contra, Belenguer, Cata Díaz, Lucas Licht, Albín, Casquero, Pablo Hernández, Esteban Granero (45m – Mario Cotelo), De la Red (73m – Celestini) e Braulio (61m – Manu)
0-1 – De la Red – 25m
0-2 – Pablo Hernández – 67m
1-2 – Mantorras – 76m
Cartões amarelos – Braulio (21m), De la Red (35m), Lucas Licht (82m), Casquero (85m) e Pablo Hernández (90m)
Cartão vermelho – Óscar Cardozo (9m)
Árbitro – Grzegorz Gilewski (Polónia)
Numa partida em que parecia querer demonstrar uma coesão e um futebol colectivo que tem estado arredado do clube nesta época, o Benfica, por culpas próprias, conjugadas com alguma infelicidade, cedo ofertou vantagem ao seu oponente.
Quando – logo aos 9 minutos – o seu único avançado, Óscar Cardozo, repetindo um gesto que já esboçara no último jogo contra o Sporting (face a Tonel), agrediu com uma cotovelada um jogador adversário, sendo expulso com cartão vermelho directo, o Benfica tomou consciência que este seria um desafio difícil, perante uma equipa (estreante nas provas europeias) que, em 8 jogos na edição desta época na Taça UEFA, sempre marcara (sendo o seu resultado típico o… 2-1).
O aviso chegaria logo aos 17 minutos, com Quim a responder com uma excelente defesa, adiando o golo… até aos 25 minutos, em que uma desatenção de Léo, perdendo a bola em zona proibida, e um ressalto (in)feliz do remate de De la Red em Edcarlos trairia inapelavelmente o guardião benfiquista.
E, quando, decorridos apenas mais 4 minutos, Luisão teve de abandonar o relvado, ressentindo-se de uma lesão, receou-se o pior. Nessa fase, o que se pedia era que o Benfica procurasse manter a serenidade, não se entregando.
Beneficiando do facto de o Getafe – especializado num sistema de jogo que explora velozes contra-ataques – não assumir deliberadamente uma toada ofensiva, a equipa benfiquista conseguiria controlar o jogo, dispondo mesmo de uma soberana ocasião para empatar a partida, ainda na fase inicial da segunda parte.
Como que adormecendo o jogo, sem criar oportunidades de perigo, o Getafe acabaria por – pouco depois de, com a entrada de Mantorras, o Benfica parecer querer assumir, não obstante a inferioridade numérica, uma toada ofensiva -, em nova jogada rápida, chegar ao segundo golo, iam decorridos 66 minutos, colocando alguma injustiça no marcador.
Para, no minuto seguinte, Edcarlos, a um metro da linha de golo, colocar o pé por baixo da bola, fazendo-a subir e embater no poste, em mais um momento de grande infelicidade… e imperícia.
O sinal de inconformismo perante a adversidade sairia dos pés de Mantorras, num remate potente, de meia-distância, com o Benfica finalmente a chegar ao golo.
Com o golo e com o apoio do (escasso) público, a equipa animar-se-ia, à entrada dos dez minutos finais, superando-se em termos de atitude e entrega ao jogo, acreditando, indo em busca do golo do empate.
Teria ainda uma oportunidade para tal, num livre marcado por Rui Costa, com a bola a ser desviada para canto, numa fase de grande confusão nas imediações da área da equipa espanhola, então algo desconcentrada e perdendo o controlo do jogo. Contudo, nos derradeiros cinco minutos, o Benfica acusaria o desgaste de um encontro pratcamente disputado na íntegra com um jogador a menos.
Numa das melhores e mais esforçadas exibições dos últimos meses – a par do jogo em Guimarães – o Benfica acaba por averbar uma derrota com algum travo de injustiça, tornando muito complexas as possibilidades de apuramento nesta eliminatória.
Em Inglaterra, o Sporting conseguiu alcançar um promissor empate a um golo (mais uma vez com Vukcevic a resolver), partindo para a 2ª mão em vantagem na eliminatória, em busca do almejado apuramento para os 1/4 Final da Taça UEFA.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – act.
Barcelona – Celtic – 1-0 / 3-2 (4-2)
Manchester United – Lyon – 1-0 / 1-1 (2-1)
FC Porto – Schalke – 1-0 / 0-1 (1-1) – 1-4 g.p.
Inter – Liverpool – 0-1 / 0-2 (0-3)
Real Madrid – Roma – 1-2 / 1-2 (2-4)
AC Milan – Arsenal – 0-2 / 0-0 (0-2)
Chelsea – Olympiakos – 3-0 / 0-0 (3-0)
Sevilla – Fenerbahce – 3-2 / 2-3 (5-5) – 2-3 g.p.
Numa partida intensa de emoção, jogando cerca de 40 minutos em inferioridade (por expulsão de Fucile, aos 82 minutos), o FC Porto conseguiria – já com um jogador a menos, e a apenas cerca de 5 minutos do termo da partida – escapar ao espartilho que constituía a necessidade imperiosa de marcar… sem sofrer. A equipa portuguesa, então com alguma felicidade (não obstante as oportunidades de golo antes desperdiçadas ou anuladas pelo guarda-redes alemão), anulava a desvantagem, forçando o prolongamento.
Não havendo alteração do marcador nesse período extra de 30 minutos – com mais uma incrível perdida de Quaresma -, tornou-se inevitável o recurso ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade… no qual o FC Porto acabaria por não ser feliz, muito por mérito de Manuel Neuer, com duas excelentes defesas (a segunda delas estupenda) opondo-se aos remates de Bruno Alves e Lisandro López.
Depois das eliminações de equipas como o AC Milan (Campeão Europeu em título), Real Madrid e Sevilla, ou o Lyon, subsistem em prova 3 equipas inglesas (Manchester United, Chelsea e Arsenal… com o Liverpool bem colocado para se formar um quarteto), Barcelona, Roma, Schalke e o surpreendente Fenerbahce.
P. S. Actualização a 11.03.2008 – O Liverpool, vencendo novamente, desta vez em Itália, completa o fabuloso quarteto inglês nos 1/4 Final da Liga dos Campeões, ao mesmo tempo que dita a eliminação da segunda das equipas de Milão a quedar-se pelos 1/8 Final da prova.
Benfica, Porto e Sporting nas 1/2 Finais da Taça de Portugal
Pela primeira vez desde 1996/97 – ou seja, após 10 anos de interregno – Benfica, Porto e Sporting marcam presença simultânea nas 1/2 Finais da Taça de Portugal, depois de terem eliminado hoje, respectivamente o Moreirense (2-0), Gil Vicente (1-0) e E. Amadora (1-0). O outro semi-finalista deste ano será o V. Setúbal (vencedor, na Figueira da Foz, frente à Naval, por 2-1).
Em 1996/97, o quarto semi-finalista fora o Boavista, que – depois de eliminar o Sporting nas 1/2 Finais – venceria a final frente ao Benfica (que eliminara o FC Porto por 2-0), com vitórias por 3-2 em ambas as partidas. Os três grandes atingiram também (em conjunto) as 1/2 Finais da Taça de Portugal nas épocas de 1995/96, 1986/87, 1973/74, 1971/72, 1959/60, 1958/59, 1951/52, 1942/43 e 1938/39.
Taça UEFA – 1/16 Final
Bayern – Aberdeen – 5-1 / 2-2 (7-3)
Getafe – AEK – 3-0 / 1-1 (4-1)
At. Madrid – Bolton – 0-0 / 0-1 (0-1)
Villarreal – Zenit – 2-1 / 0-1 (2-2)
B. Leverkusen – Galatasaray – 5-1 / 0-0 (5-1)
Bordeaux – Anderlecht – 1-1 / 1-2 (2-3)
Everton – Brann – 6-1 / 2-0 (8-1)
Hamburgo – Zurich – 0-0 / 3-1 (3-1)
Panathinaikos – Gl. Rangers – 1-1 / 0-0 (1-1)
Helsingborg – PSV – 1-2 / 0-2 (1-4)
Tottenham – Slavia Praga – 1-1 / 2-1 (3-2)
Fiorentina – Rosenborg – 2-1 / 1-0 (3-1)
Basileia – Sporting – 0-3 / 0-2 (0-5)
Braga – Werder Bremen – 0-1 / 0-3 (0-4)
Nuremberga – Benfica – 2-2 / 0-1 (2-3)
Spartak Moscovo – Marseille – 2-0 / 0-3 (2-3)
Nuremberga – Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Tomás Galásek, Jawhar Mnari (87m – Abardonado), Marco Engelhardt, Angelos Charisteas, Ivan Saenko e Jan Koller
Benfica – Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos (70m – Óscar Cardozo), Léo, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira (70m – Sepsi), Rui Costa, Nuno Assis (81m – Di María) e Makukula
1-0 – Charisteas – 59m
2-0 – Saenko – 66m
2-1 – Cardozo – 89m
2-2 – Di María – 90m
Cartões amarelos – Pinola (89m); Léo (28m), Nuno Assis (45m), Luís Filipe (56m), Makukula (67m) e Petit (77m)
Árbitro – Ivan Bebek (Croácia)
Em mais uma (muito) pobre exibição, frente a uma equipa alemã sem nível europeu (6º classificado no campeonato da época passada, mas que luta agora para evitar a despromoção), o Benfica acabou por ser bafejado pela sorte, conseguindo, in extremis, um lisonjeiro empate, que lhe permitiu prosseguir para os 1/8 Final da Taça UEFA, onde enfrentará o Getafe, de Espanha.
Voltando a optar por um modelo de um único avançado, Camacho apostaria em Makukula, em detrimento de Cardozo, porventura mais desgastado nesta fase da época.
Não obstante, a equipa do Benfica entraria no jogo com boa atitude, beneficiando do retraimento voluntário do seu adversário, que parecia querer jogar na expectativa. De tal forma que, assumindo o controlo da partida, ainda antes dos 10 minutos, já a equipa portuguesa criara três situações de perigo na área do Nuremberga, contudo sem aproveitamento.
À medida que o tempo ia passando, o Benfica foi perdendo o fulgor inicial, enquanto, qual sistema de vasos comunicantes, o Nuremberga ia-se soltando e tornando mais afoito, com Charisteas, já próximo do intervalo, a desperdiçar a maior oportunidade de golo do primeiro tempo.
Na etapa complementar, a equipa benfiquista pareceu desaparecer do jogo, recuando no terreno, atravessando mesmo um período de 10 minutos de descontrolo total, com uma extrema apatia da defesa, permitindo aos alemães marcar dois golos e colocar-se em vantagem na eliminatória… até ao último minuto.
Até aí demasiado passivo, Camacho faria então, aos 70 minutos, uma dupla substituição, arriscando – já sem nada a perder – ao trocar um defesa central (Edcarlos) por um avançado (Cardozo), com Katsouranis a recuar no terreno.
Bastaram três minutos para Cardozo, numa excelente desmarcação, em diagonal, surgir isolado frente ao guarda-redes adversário, embora do seu lado menos forte, rematando cruzado, ligeiramente ao lado, na que era a melhor oportunidade de golo do Benfica.
Já sem grande convicção, e sempre “mais com o coração do que com a cabeça”, seria ainda Cardozo, em cima do nonagésimo minuto, num remate enrolado, a fazer ressaltar a bola no chão, para se anichar nas redes contrárias, junto ao poste, sem hipóteses de defesa. O Benfica salvava a eliminatória.
Haveria ainda tempo para momentos de apuro, com a bola a sofrer vários ressaltos na área benfiquista, terminando com um canto. Na sequência, num rápido contra-ataque, ultrapassando a defesa alemã que – balanceada para a frente – não recuperara, Di María beneficiaria de uma situação de “um para zero”, rodeando o guarda-redes e praticamente entrando pela baliza dentro, fazendo o golo do empate.
Numa partida muito sofrida – e quando talvez já não acreditasse – o Benfica conseguia eliminar o Nuremberga, única das 5 equipas alemãs ainda em prova a ser afastada.
O Sporting, defrontando também uma débil equipa do Basileia, conseguiu alcançar, não obstante, uma excelente e clara vitória, por 3-0, num dos melhores resultados da equipa em jogos europeus fora de casa. E pode não ficar por aqui, já que defrontará o Bolton (vencedor do Atlético de Madrid) na próxima eliminatória.
O sorteio dos 1/8 Final (antecipadamente realizado) ditou os seguintes confrontos:
Anderlecht – Bayern
Gl. Rangers – Werder Bremen
Bolton – Sporting
B. Leverkusen – Hamburgo
Getafe – Benfica
Fiorentina – Everton
Tottenham – PSV
Marseille – Zenit
Liga dos Campeões – 1/8 Final (act.)
Celtic – Barcelona – 2-3
Lyon – Manchester United – 1-1
Schalke – FC Porto – 1-0
Liverpool – Inter – 2-0
Roma – Real Madrid – 2-1
Arsenal – AC Milan – 0-0
Olympiakos – Chelsea – 0-0
Fenerbahce – Sevilla – 3-2
Um golo sofrido logo aos 3 minutos de jogo – ditando o resultado final da partida – como que tolheria a equipa portista que, durante cerca de meia hora pareceu perdida em campo, podendo inclusivamente ter visto a desvantagem aumentada. Na segunda parte, com outra disposição, o FC Porto procurou controlar o jogo e ir em busca de um golo que seria muito importante no contexto da eliminatória. Não o tendo conseguido (dispôs basicamente de uma forte oportunidade), transporta para a 2ª mão uma tarefa árdua, nomeadamente pelo facto de, necessitando marcar, dever, adicionalmente, procurar assegurar a manutenção da inviolabilidade da sua baliza.
Liga dos Campeões – 1/8 Final
Celtic – Barcelona (20.02.2008)
Lyon – Manchester United (20.02.2008)
Schalke – FC Porto – 1-0
Liverpool – Inter – 2-0
Roma – Real Madrid – 2-1
Arsenal – AC Milan (20.02.2008)
Olympiakos – Chelsea – 0-0
Fenerbahce – Sevilla (20.02.2008)
Um golo sofrido logo aos 3 minutos de jogo – ditando o resultado final da partida – como que tolheria a equipa portista que, durante cerca de meia hora pareceu perdida em campo, podendo inclusivamente ter visto a desvantagem aumentada. Na segunda parte, com outra disposição, o FC Porto procurou controlar o jogo e ir em busca de um golo que seria muito importante no contexto da eliminatória. Não o tendo conseguido (dispôs basicamente de uma forte oportunidade), transporta para a 2ª mão uma tarefa árdua, nomeadamente pelo facto de, necessitando marcar, dever, adicionalmente, procurar assegurar a manutenção da inviolabilidade da sua baliza.
Benfica – 100 vitórias europeias em casa
O Benfica atingiu ontem, no jogo com o Nuremberga, a marca de 100 vitórias em jogos das provas europeias disputados “em casa”:
10-0 (1) – Dudelange (1965-66)
8-1 (2) – Valur (1968-69); Olimpija Ljubliana (1970-71)
7-0 (2) – Fenerbahce (1975-76); Honved (1989-90)
6-0 (2) – Nuremberg (1961-62) ; Beitar Jerusalém (1998-99)
5-0 (3) – Distillery (1963-64); La Chaux Fonds (1964-65); D. Kiev (1991-92)
6-2 (1) – Ujpest Dosza (1960-61)
5-1 (7) – Austria Wien (1961-62); Norrkoping (1962-63); Aris Bonnevoie e Real Madrid (1964-65); Feyenoord (1971-72); Vac Izzo (1992-93); Ruch Chorzow (1996-97)
4-0 (7) – Vasas Gyor (1964-65); Vanlose (1974-75); Altay Izmir (1980-81); Zurich (1982-83); Partizan Tirana (1987-88); Derry City (1989-90); Hamrun (1991-92)
5-2 (1) – Ujpest Dosza (1975-76)
4-1 (1) – Malmoe (1972-73)
3-0 (11) – Hearts e Rapid Wien (1960-61); Spartak Plovdiv (1966-67); Vasas Budapest (1967-68); Celtic (1969-70); Omonia Nicósia (1981-82); Linfield e Olympiakos (1983-84); Belvedur Izola (1992-93); Austria Wien e Celtic (2006-07)
4-2 (1) – Heerenveen (2004-05)
3-1 (10) – Aahrus (1960-61); Tottenham (1961-62); Feyenoord (1962-63); Tirol (1971-72); Montpellier (1988-89); CSKA Sofia (1993-94); Anderlecht (1994-95); Molde (2003-04); Copenhaga e P. St.-Germain (2006-07)
2-0 (15) – Saint-Etienne e Juventus (1967-68); BK Kopenhague (1969-70); Vorwaerts (1970-71); D. Zagreb e Malmoe (1980-81); Lokeren (1982-83); Crvena Zvezda (1984-85); Sampdoria (1985-86); Lillestroem (1986-87); Anderlecht e Steaua Bucuresti (1987-88); D. Moscovo (1992-93); Banska Bystrica e D. Zagreb (2004-05)
3-2 (1) – Levski Sofia (1965-66)
2-1 (16) – Dukla Praha (1962-63); B. Dortmund (1963-64); Lok. Leipzig (1966-67) ; CSKA Sofia (1971-72); Aris Salonica (1979-80); Betis (1982-83); Dukla Praha (1985-86); Juventus (1992-93); Parma (1993-94); Hajduk Split e Steaua Bucuresti (1994-95); Lierse (1995-96); Kaiserslautern e PSV Eindhoven (1998-99); Manchester Utd. (2005-06); Copenhaga (2007-08)
1-0 (19) – Olympiakos (1973-74); BK 1903 (1977-78); F. Dusseldorf e Carl Zeiss Jena (1980-81); Liverpool (1984-85); Aahrus (1987-88); Dniepr e Marseille (1989-90); Katowice (1993-94); Roda (1995-96); Lok. Moscovo (1996-97); La Louvière e Rosenborg (2003-04); Anderlecht (2004-05); Lille e Liverpool (2005-06); D. Bucuresti (2006-07); Celtic e Nuremberg (2007-08)
Pode consultar aqui todos os resultados do Benfica nas provas europeias. E, aqui, as fichas dos jogos disputados nas últimas 3 épocas.



