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Malta – Portugal (Mundial 2010 – Qualif.)
Teve hoje início a Fase de Qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2010, cuja Fase Final será disputada na África do Sul.
No Grupo A da Zona Europeia, Portugal venceu em Malta por 4-0, com as restantes equipas do Grupo a empatarem a zero: a Suécia na Albânia, e a Dinamarca na Hungria.
Numa boa estreia, com uma exibição segura, a equipa portuguesa beneficiou de um auto-golo para se colocar em vantagem, a meio da primeira parte. No segundo tempo, o marcador seria progressiva e naturalmente ampliado, até atingir a goleada.
Nesta jornada inaugural, destaque maior para a surpreendente vitória da Lituânia (selecção treinada pelo português José Couceiro) na Roménia, por 3-0; a Alemanha obteve o triunfo mais concludente, com 6-0 no Liechtenstein; a Áustria derrotou a França por 3-1; a Itália teve bastantes dificuldades para ganhar em Chipre por 2-1; a Escócia perdeu na Macedónia por 1-0; a Bulgária empatou 2-2 no Montenegro; por fim, no regresso à competição, a recente Campeã da Europa, Espanha, venceu tangencialmente (1-0) a selecção da Bósnia-Herzegovina.
Malta – Justin Haber, Roderick Briffa, Brian Said, Luke Dimech, Shaun Bajada, Kevin Sammut, Jamie Pace, Gilbert Agius (80m – Ryan Fenech), Ivan Woods (59m – George Mallia), Michael Mifsud e Terrence Scerri (70m – Etienne Barbara)
Portugal – Quim, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho, Antunes, Raul Meireles, Carlos Martins (63m – Maniche), Deco, Nani, Simão Sabrosa (75m – João Moutinho) e Hugo Almeida (67m – Nuno Gomes)
0-1 – Said (p.b.) – 25m
0-2 – Hugo Almeida – 61m
0-3 – Simão Sabrosa – 71m
0-4 – Nani – 79m
Cartões amarelos – Nada a assinalar
Árbitro – Bernie Raymond Blom (Holanda)
"Rir para não chorar"
“Acho que o contraste não podia ser mais flagrante: num dia terminou o Euro 2008, o grande futebol. No final da semana mergulhámos outra vez nos eternos casos do futebol português, a contas com novos figurantes.
[…]
O tempo em que os conselheiros podiam demorar o tempo que queriam a julgar processos terminou. Ninguém lhes explicou isso? Quem ocupa estes cargos deve ter a sensibilidade para entender que alguns casos exigem total disponibilidade. O que se passou com F.C. Porto, V. Guimarães, Benfica e Federação em Nyon, na UEFA, foi ridículo.”
(Ler o artigo completo de Luís Sobral, aqui).
EURO 2008 – 1/4 Final – Portugal-Alemanha

2-3
Depois de uma fase inicial de maior ascendente da Alemanha, Portugal – que tivera uma entrada algo intranquilo – começava, a partir dos 15 minutos, a equilibrar o jogo… quando, numa rápida de descida de Lukas Podolski pelo flanco, que Bosingwa não conseguiu acompanhar, conseguiu cruzar para o coração da pequena área, onde Bastian Schweinsteiger surgiu de rompante, antecipando-se a Paulo Ferreira, a desviar para o golo, sem hipóteses para Ricardo.
E, apenas mais 4 minutos volvidos, outra vez Schweinsteiger, a cobrar um livre, com um lançamento para a área, surgindo desta feita Miroslav Klose, fulgurante, a antecipar-se a toda a defesa, marcando de cabeça.
Numa fase em que tudo parecia correr mal, a equipa portuguesa ver-se-ia ainda obrigada a uma substituição forçada, por inferioridade física de João Moutinho, substituído por Raul Meireles.
Com uma alteração táctica, fazendo Ronaldo aproximar-se de Nuno Gomes, e, sobretudo, com Deco a “arrumar a casa”, organizando o jogo, Portugal conseguiria reequilibrar novamente a tendência da partida.
E seria precisamente numa superlativa jogada de Deco, pleno de esforço, arrancando do meio-campo português, tirando os adversários do caminho, com a bola a chegar a Ronaldo, surgindo isolado no flanco esquerdo, tentando bater Lehmann, mas este faria bem a mancha, provocando um ressalto de bola para Nuno Gomes, que, numa boa rotação, conseguiria impulsioná-la para a baliza desguarnecida da Alemanha, não obstante o esforço desesperado de um defesa alemão para tentar evitar… o inevitável. Portugal reentrava no jogo, faltavam poucos minutos para o intervalo.
Já mesmo em cima dos 45 minutos, uma magnífica iniciativa de Ronaldo, rematando colocado, com a bola, em diagonal, a cruzar toda a área de baliza, saindo ligeiramente ao lado. Perdia-se uma ocasião soberana para empatar o jogo!
O balanço da primeira parte denotava equilíbrio entre as duas equipas, com as seguintes estatísticas: 7-6 em remates para Portugal; 3-3 em remates à baliza; 8-3 em faltas cometidas para a Alemanha; 4-1 em cantos para Portugal; 52% / 48% em termos de posse de bola, também com vantagem para Portugal. Em síntese, uma grande exibição de Deco, traída pela falta de concentração e de atenção aos detalhes, tal como prevenira Scolari.
A selecção portuguesa teria uma boa reentrada no encontro, arrancando dois cartões amarelos para os defesas laterais da Alemanha logo nos momentos iniciais. Para, nos minutos imediatos, Bosingwa conseguir ganhar dois pontapés de canto para Portugal, num deles a criar perigo, com Pepe a não conseguir dar a direcção certa à bola.
Até que, em jogada a “papel químico” do segundo golo, novo livre, com um lançamento longo para a área portuguesa, com a defesa portuguesa apática, surgindo Ballack a antecipar-se – empurrando, de forma subtil, Paulo Ferreira, afastando-o do lance -, cabeceando para o terceiro golo da Alemanha, repondo a diferença no marcador.
Portugal, vítima dos diversos erros defensivos cometidos, oferecia a vitória à Alemanha.
Daí até final, o desespero começou a apoderar-se da equipa portuguesa, jogando mais “com o coração do que com a cabeça”. Entretanto, a Alemanha recolhera ao seu meio-campo, concedendo a iniciativa a Portugal, que se defrontava com uma muralha intransponível, tendo muitas dificuldades em chegar à área alemã.
Uma das últimas imagens que fica na retina é o lance em que Deco tenta “inventar” uma jogada de perigo, picando a bola sobre a defesa… pouco antes do “canto do cisne”, com Hélder Postiga a conseguir ganhar entre os centrais alemães, aproveitando um bom cruzamento de Nani, no flanco esquerdo, reduzindo para a desvantagem mínima.
Nos 4 minutos de tempo de compensação, o sofrimento foi grande em ambas as partes… mas, não obstante a atitude esforçada dos portugueses, o resultado estava feito.
As estatísticas finais – 22-11 em remates para Portugal; 6-5 em remates à baliza; 8-3 em cantos; 57% – 43 % de tempo de posse de bola – não traduzem que a Alemanha formou um bloco mais consistente, face a uma equipa portuguesa em que prevaleceram sempre as iniciativas individuais (com destaque para o excelente trabalho de Deco), e em que as falhas cometidas se revelariam irreparáveis.
Ricardo, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Petit (73m – Hélder Postiga), João Moutinho (31m – Raul Meireles), Deco, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes (67m – Nani)
Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger (83m – Clemens Fritz), Simon Rolfes, Michael Ballack, Thomas Hitzlsperger (73m – Tim Borowski), Miroslav Klose (89m – Marcell Jansen) e Lukas Podolski
0-1 – Bastian Schweinsteiger – 22m
0-2 – Miroslav Klose – 26m
1-2 – Nuno Gomes – 40m
1-3 – Michael Ballack – 61m
2-3 – Hélder Postiga – 87m
“Melhor em campo” – Bastian Schweinsteiger
Amarelos – Petit (26m), Pepe (60m) e Hélder Postiga (90m); Arne Friedrich (47m) e Philipp Lahm (49m)
Árbitro – Peter Frojdfeldt (Suécia)
Estádio St. Jakob-Park – Basileia (19h45)
EURO 2008 – Grupo A – 3ª jornada

2-0
Num jogo em que, do habitual “onze titular”, apenas Ricardo, Pepe e Paulo Ferreira se mantiveram na equipa portuguesa – com Scolari a dar descanso a Bosingwa (único português advertido com um cartão amarelo nos dois primeiros jogos), Ricardo Carvalho, Petit, João Moutinho, Simão, Ronaldo, Deco e Nuno Gomes – a Suíça alcançou uma justa vitória sobre Portugal.
As estreias de Miguel, Bruno Alves, Miguel Veloso, Hélder Postiga, e, mais tarde, de Jorge Ribeiro (entrando a substituir Paulo Ferreira, devido ao cartão amarelo com que este fora admoestado) não foram muito bem sucedidas – também com Nani e Quaresma desinspirados -, pese embora algumas ocasiões de perigo de que a equipa portuguesa dispôs, nomeadamente com duas bolas a embater nos ferros da baliza suíça.
O primeiro golo da Suíça viria dar expressão a um período de maior domínio da equipa helvética, que levara Scolari a fazer entrar em campo – no minuto precedente – João Moutinho.
Após o golo, Portugal, de forma mais ou menos desgarrada, procuraria ainda, por uma ou duas vezes, criar jogadas ofensivas, mas seria a Suíça a resolver o jogo, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar falta de Fernando Meira, numa fase em que os jogadores de Portugal de deixavam enredar em situações confusas que originariam diversos cartões amarelos.
A Suíça, penalizada por lesões de jogadores influentes, e infeliz em algumas outras situações de jogo, nas partidas com a R. Checa e a Turquia, despede-se desta competição com dignidade, alcançando a sua primeira vitória em 9 jogos disputados em 3 Fases Finais da prova, com Hakan Yakin a deixar a sua marca na presente edição, atingindo um registo de 3 golos marcados.
Portugal, já com a vitória no grupo garantida, perdulário na primeira hora de jogo, não revelaria a motivação necessária para encerrar esta fase sem derrotas, acabando por, na parte final do encontro, perder o controlo da partida e, um pouco, o auto-controlo. O EURO 2008 começa agora…
Pascal Züberbühler, Stephan Lichtsteiner (83m – Stéphane Grichting), Patrick Müller, Philippe Senderos, Ludovic Magnin, Valon Behrami, Gelson Fernandes, Gökhan Inler, Johan Vonlanthen (61m – Tranquillo Barnetta), Hakan Yakin (86m – Ricardo Cabanas) e Eren Derdiyok
Ricardo, Miguel, Pepe, Bruno Alves, Paulo Ferreira (41m – Jorge Ribeiro), Fernando Meira, Miguel Veloso (71m – João Moutinho), Raul Meireles, Quaresma, Nani e Hélder Postiga (73m – Hugo Almeida)
1-0 – Hakan Yakin – 71m
2-0 – Hakan Yakin – 83m (grande penalidade)
“Melhor em campo” – Hakan Yakin
Amarelos – Hakan Yakin (27m), Johan Vonlanthen (37m), Tranquillo Barnetta (81m) e Gelson Fernandes (92m); Paulo Ferreira (30m), Jorge Ribeiro (64m), Fernando Meira (78m) e Miguel (81m)
Árbitro – Konrad Plautz (Áustria)
Estádio St. Jakob-Park – Basileia (19h45)
EURO 2008 – Grupo A – 2ª jornada

3-1
Temos equipa!
Frente a uma das melhores selecções europeias, Portugal assumiu as despesas da partida, procurando sempre construir jogo, sendo premiado, logo aos 7 minutos, com o primeiro golo: uma iniciativa de Ronaldo, entrando na área, com o esférico a sobrar para Deco, numa jogada confusa, obrigando Čech a arrojar-se aos pés do médio português, que conseguiria afastar a bola do guarda-redes… assim como, com um remate enrolado, desviá-la do defesa checo que fazia a cobertura em cima da linha de baliza.
Os checos não se desconcentraram, continuando a jogar o seu futebol bem organizado, criando perigo aos 9, 15 e 16 minutos, acabando por chegar ao empate estavam decorridos apenas 17 minutos, precisamente na sequência de uma bola parada: um canto, em que Sionko, o jogador mais atrasado na linha ofensiva checa, foi o primeiro a chegar à bola, cabeceando para o fundo da baliza portuguesa.
Até final da primeira parte, o jogo foi repartido entre os dois meios-campos, eventualmente com a equipa checa a denotar, nesta fase, uma maior consistência. Portugal construiu algumas boas jogadas de ataque: aos 23 minutos, um excelente remate cruzado de Deco, de meia distância, a sair ligeiramente acima da trave; no minuto seguinte, novo remate de Ronaldo, de fora da área, com defesa segura de Čech; com a cena a repetir-se ao minuto 42, desta feita da zona central, com o guarda-redes checo a corresponder de forma soberana.
Por seu lado, a R. Checa criou dificuldades à equipa nacional, aos 29 e 36 minutos, respectivamente por intermédio de Plasil e Baros. No reinício, logo aos 48 minutos, Sionko centrou, com a bola a cruzar toda a zona da pequena área, sem que ninguém aparecesse a desviar. E, a “papel químico”, aos 63 minutos, com Plasil a surgir novamente a cruzar, com a bola a percorrer toda a zona de pequena área portuguesa.
Entretanto, talvez na melhor fase da equipa checa, aos 63 minutos Portugal colocava-se na “mó de cima”, com um golaço: o trabalho foi de João Moutinho, no lado direito, a assistir Ronaldo, que, vindo de trás, de primeira, rematou cruzado para o poste mais distante; Čech bem se esticou, procurando aproveitar o seu 1,97m de altura… mas não conseguiria chegar à bola.
Aos 66 e 70 minutos, aproveitando alguma insegurança denotada por Ricardo, a R. Checa ainda criaria novas situações de perigo. A partir daí, a equipa portuguesa, de forma inteligente, procurou garantir o controlo da partida, fazendo acalmar a intensa pressão da equipa checa, aproveitando também as paragens decorrentes das 6 substituições efectuadas entre os 68 e os 85 minutos para quebrar o ritmo de jogo. A última oportunidade dos checos surgira entretanto aos 83 minutos, com Ricardo a redimir-se, com uma excelente estirada, salvando a cabeçada para golo de Sionko.
Até que, tal como acontecera no primeiro jogo, frente à Turquia, já com 91 minutos, aproveitando o balanceamento ofensivo do adversário, num rapidíssimo contra-ataque, Ronaldo isolou-se… podia ter marcado, mas preferiu assistir “de bandeja” para Quaresma, que só teve de empurrar para o golo.
Em síntese, mais uma muito boa exibição de Portugal, com algumas excelentes iniciativas individuais, marcando nos momentos certos, não obstante ter passado por alguns momentos de apuro, dada a categoria do adversário.
Para já, a equipa portuguesa está praticamente apurada para os 1/4 Final; só um cataclismo afastaria a selecção nacional, com 2 vitórias em 2 jogos e 4 golos de vantagem em termos de diferença de golos. Se conseguir prosseguir numa evolução em crescendo, afinando rotinas e reforçando o jogo colectivo em detrimento do individual, Portugal poderá atingir um excelente desempenho neste Europeu…
A classificação actualizada, aqui.
Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho (74m – Fernando Meira), Deco, Cristiano Ronaldo, Simão (80m – Quaresma) e Nuno Gomes (79m – Hugo Almeida)
Petr Čech, Zdeněk Grygera, Tomáš Ujfaluši, David Rozehnal, Marek Jankulovski, Tomáš Galásek (73m – Jan Koller), Marek Matějovský (68m – Stanislav Vlček), Libor Sionko, Jan Polák, Jaroslav Plašil (85m – David Jarolím) e Milan Baroš
1-0 – Deco – 8m
1-1 – Sionko – 17m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 63m
3-1 – Quaresma – 91m
“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo
Amarelos – Bosingwa (31m); Polák (22m)
Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)
Stade de Genève – Genève (17h00)
EURO 2008 – Grupo A – 1ª jornada

2-0
E, tenho já de começar a retractar-me, e ainda bem! A abrir, uma excelente vitória de Portugal!
Numa partida jogada a ritmo intenso, sempre a alta velocidade, Portugal assumiu desde início a condição de favorito, procurando de forma constante o golo, quase sufocando a equipa turca, de que é melhor exemplo a sucessão de quatro cantos consecutivos, por volta dos 40 minutos.
Algo ansiosa, por vezes precipitada, sem conseguir manter a calma necessária para construir jogadas estruturadas, a equipa portuguesa conseguiria, não obstante, criar várias situações de perigo, com a bola a embater por três vezes nos ferros da baliza do guarda-redes turco: primeiro, aos 37 minutos, com um fantástico remate cruzado de Cristiano Ronaldo, com Demirel a tocar ainda na bola, desviando-a para o poste esquerdo da baliza; de seguida, aos 50 minutos, já depois de Simão ter sido carregado em falta à entrada da área – com o árbitro a dar a lei da vantagem -, a bola sobrou para Nuno Gomes, que rematou ao poste; e, finalmente, o mesmo Nuno Gomes a cabecear à barra, iam decorridos 65 minutos.
Já depois de ter visto uma jogada de golo não validada pelo árbitro (aos 17 minutos), Pepe conseguiria mesmo marcar, a cerca de meia-hora do fim do encontro. Uma excelente combinação, tabelando com Nuno Gomes, isolando-se na área turca e, frente a Demirel, não obstante ser ainda “abalroado” por um defesa turco, com muita calma, a conseguir desviar a bola do alcance do guarda-redes.
Mesmo a perder, a Turquia – sempre muito passiva, como que incapaz de reagir ao turbilhão em que a equipa portuguesa a envolvera – manteve a toada de expectativa e de risco mínimo, apenas lançando esporádicos contra-ataques. Apenas aos 73 minutos, Ricardo, sempre bastante seguro, teria uma intervenção mais apertada, para, aos 81 minutos, num outro ataque perigoso, a bola sair ligeiramente ao lado da baliza portuguesa.
A finalizar o jogo – e já depois de Scolari ter dado, por via das 3 substituições efectuadas, claros sinais de que o fundamental era preservar a vitória – Portugal, na sequência de uma excelente iniciativa de Cristiano Ronaldo (um contra-ataque rapidíssimo, abrindo para João Moutinho, desmarcado no centro da área, o qual, não conseguindo visar a baliza, teria ainda tempo de assistir Raul Meireles, que, liberto à direita, empurrou para o fundo da baliza), conseguiria assim alcançar finalmente o golo da tranquilidade… que lhe conferiu uma vitória plenamente justa, a par da liderança do Grupo. Pode consultar a classificação aqui.
Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho, Deco (92m – Fernando Meira), Cristiano Ronaldo, Simão (82m – Raul Meireles) e Nuno Gomes (68m – Nani)
Volkan Demirel, Hamit Altıntop (75m – Semih Şentürk), Servet Çetin, Hakan Balta, Gökhan Zan (55m – Emre Aşık), Kazım Kazım, Emre Belözoglu, Mehmet Aurélio, Mevlüt Erdinç (45m – Sabri Sarıoğlu), Tuncay Sanlı e Nihat Kahveci
1-0 – Pepe – 61m
2-0 – Raul Meireles – 93m
“Melhor em campo” – Pepe
Amarelos – Kazım Kazım (4m), Gökhan Zan (51m), Sabri Sarıoğlu (72m)
Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)
Stade de Genève – Genève (19h45)
EURO 2008 – Listas de convocados
Expirado o prazo determinado pela UEFA, são já conhecidas as listas de convocados de cada selecção participante no Campeonato da Europa de Futebol, que pode consultar aqui:
– Grupo A
– Grupo B
– Grupo C
– Grupo D
Entretanto, a selecção nacional dispõe também de um blogue: “Tudo por todos“… tendo também associada uma conta de twitter.
P. S. Vale também a pena acompanhar o dia a dia da comitiva portuguesa no EURO, em versão fotográfica, por Luís Vieira, jornalista do Record.
Manchester United Campeão Europeu
Num jogo pleno de intensidade, altamente competitivo, o Manchester United acaba de sagrar-se Campeão da Europa de clubes pela terceira vez no seu historial.
Entre duas equipas com um perfeito conhecimento mútuo, o Manchester United entrou melhor no jogo, assumindo o controlo e uma toada ofensiva, que seria coroada com o primeiro golo, ainda antes da meia hora, na sequência de uma excelente jogada de envolvência, com um magnífico trabalho de Paul Scholes, a cruzar para o poste mais longe, onde surgiu, nas costas da defesa, um desmarcado Cristiano Ronaldo, a impulsionar a bola com um soberbo golpe de cabeça, desviando-a do alcance de Petr Cech.
E, poucos minutos volvidos, a equipa de Ronaldo poderia ter mesmo ampliado o marcador, com uma sequência de dois remates de grande perigo no mesmo lance, com Cech a fazer uma defesa impossível à recarga.
Só que, com alguma felicidade – que lhe faltaria na segunda parte e, novamente no prolongamento, quando, por duas vezes, a bola embateu nos ferros da baliza -, ao findar a primeira parte, aproveitando um ressalto num defesa do Manchester, o Chelsea conseguiria, por intermédio de Lampard, igualar a partida.
À medida que o segundo tempo ia decorrendo, o Chelsea parecia mais forte fisicamente, começando gradualmente a impor o seu ritmo e o seu jogo. Não obstante, o marcador não sofreria alteração, sendo as equipas forçadas ao prolongamento.
No qual o Chelsea começaria por enviar uma bola ao ferro, para, à passagem dos 100 minutos, John Terry salvar o golo adversário, num espectacular corte de cabeça, na sequência de um rápido contra-ataque do Manchester, culminado com um remate de Giggs… com a equipa do norte de Inglaterra parecendo querer reincidir nessa toada, chegando novamente com perigo à baliza dois minutos depois, desta feita com uma intervenção segura de Cech.
Com 120 minutos jogados em “alta rotação”, os jogadores de ambas as equipas começavam a denotar sinais de esgotamento, indiciando falta de discernimento para conseguir elaborar jogadas que permitissem chegar ao golo da vitória… de que seria cabal exemplo o desentendimento que ditaria a expulsão de Drogba a cerca de 4 minutos do final do prolongamento. O desempate por via de pontapés da marca da grande penalidade revelar-se-ia uma inevitabilidade.
E o dilema recorrente: uma Final assim não merecia ser decidida desta forma algo aleatória vs. nenhuma das equipas merecia sair derrotada… (seria muito duro ver a tristeza e o rito de desilusão na face do capitão John Terry, com uma falha que não deixará de lhe marcar a carreira, tornando “inútil” – fazendo esquecer? – a intervenção “miraculosa” que tivera anteriormente).
Uma Final emocionante, de alta tensão, definida da seguinte forma:
1-0 – Tévez
1-1 – Ballack
2-1 – Carrick
2-2 – Belletti
– Cristiano Ronaldo fez a paradinha, Cech não se deixou enganar… e defendeu o remate fraco (sem balanço)
2-3 – Lampard
3-3 – Hargreaves
3-4 – Ashley Cole
4-4 – Nani
– John Terry escorrega no momento do remate, perdendo apoio, com a bola a sair ligeiramente ao lado da baliza, deixando o Chelsea a centímetros do título de Campeão Europeu
5-4 – Anderson
5-5 – Kalou
6-5 – Giggs
– Anelka permite a defesa a van der Sar… o Manchester United é Campeão!
Quanto à participação dos portugueses, jogaram de início apenas Cristiano Ronaldo e Ricardo Carvalho. Entrando bem na partida – à semelhança da sua equipa – Cristiano Ronaldo teria o auge no lance do golo, para, na parte complementar do jogo, ir perdendo fulgor, acabando em plano relativamente discreto… não fora a falha no pontapé da marca de grande penalidade. Ricardo Carvalho teria uma intervenção mais arrojada sobre Cristiano Ronaldo (que o poderia ter lesionado…), sendo mesmo admoestado com o cartão amarelo. Nani apenas entraria em campo perto da hora de jogo, procurando dinamizar o ataque do Manchester, mas a equipa apresentava já bastante fadiga.
Pode consultar o palmarés completo (Finalistas e semi-finalistas da Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões) aqui.
Campeonatos de futebol na Europa – Destaques da jornada

Terminaram neste fim-de-semana os principais campeonatos de futebol na Europa, sem surpresas quanto aos campeões que faltava ainda definir.
Em França, numa jornada repleta de golos (43, em 10 jogos!), o Olympique de Lyon conquistou o 7º título de Campeão do seu historial, todos eles obtidos, consecutivamente, desde 2002, com o brasileiro Juninho a sagrar-se hepta-campeão.
Também em Itália, o Inter (equipa em que militam os portugueses Figo, Maniche e Pelé), que liderara o campeonato praticamente de início a fim, garantiu o seu primeiro tri-campeonato, conquistando pela 16ª vez o scudetto.
Concluídos os campeonatos nacionais, intensifica-se a contagem decrescente para o arranque do EURO 2008, já no próximo dia 7 de Junho…
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Benfica 24 9 Sporting 15 10 FC Porto 13 12 Boavista 5 1 Setúbal 3 7 Belenenses 3 5 Braga 1 3 Académica 1 3 Leixões 1 1 Beira-Mar 1 1 E. Amadora 1 - Guimarães - 4 Marítimo - 2 Atlético - 2 U. Leiria - 1 Campomaiorense - 1 Farense - 1 Rio Ave - 1 Covilhã - 1 Torreense - 1 Olhanense - 1 Estoril - 1



