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Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Kyiv – 4-1
D. Zagreb – FC Porto – 0-2
1º Paris St.-Germain e FC Porto, 3; 3º D. Zagreb e D. Kyiv, 0
Grupo B
Olympiakos – Schalke – 1-2
Montpellier – Arsenal – 1-2
1º Arsenal e Schalke, 3; 3º Montpellier e Olympiakos, 0
Grupo C
AC Milan – Anderlecht – 0-0
Málaga – Zenit – 3-0
1º Málaga, 3; 2º AC Milan e Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0
Grupo D
Real Madrid – Manchester City – 3-2
B. Dortmund – Ajax – 1-0
1º Real Madrid e B. Dortmund, 3; 3º Manchester City e Ajax, 0
Grupo E
Chelsea – Juventus – 2-2
Shakhtar Donetsk – Nordsjælland – 2-0
1º Shakhtar Donetsk, 3; 2º Chelsea e Juventus, 1; 4º Nordsjælland, 0
Grupo F
Bayern – Valencia – 2-1
Lille – BATE Borisov – 1-3
1º BATE Borisov e Bayern, 3; 3º Valencia e Lille, 0
Grupo G
Celtic – Benfica – 0-0
Barcelona – Spartak Moskva – 3-2
1º Barcelona, 3; 2º Benfica e Celtic, 1; 4º Spartak Moskva, 0
Grupo H
Sp. Braga – CFR Cluj – 0-2
Manchester United – Galatasaray – 1-0
1º CFR Cluj e Manchester United, 3; 3º Galatasaray e Sp. Braga, 0
No regresso da Liga dos Campeões, uma boa operação do FC Porto, vencendo fora, em Zagreb, podendo ainda vir a beneficiar da goleada sofrida pelo D. Kyiv, numa ronda inaugural em que se destaca o trepidante jogo de Madrid, com uma primeira parte em que o Manchester City se remeteu à defesa, para, no segundo tempo, o jogo ser “dinamitado”, com o aliciante extra de três golos nos derradeiros cinco minutos (todos os cinco golos foram marcados nos últimos 22 minutos), tendo o Real Madrid conseguido, “in-extremis”, inverter a posição de desvantagem (1-2) em que se encontrava a 3 minutos do termo da partida. Decepcionante foi a estreia do Zenit, goleado em Málaga.
Em Glasgow, não foi ainda desta vez que o Benfica quebrou o enguiço, não conseguindo marcar golos, frente a um Celtic actualmente mais débil do que o seu nível histórico. Muito mau foi o arranque do Sp. Braga, perdendo em casa com o CFR Cluj. Surpreendente também a derrota caseira do Lille, por números inequívocos, assim como as dificuldades que Barcelona e Manchester United experimentaram para levar de vencida os seus adversários nesta primeira jornada.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Celtic – Benfica
Celtic – Fraser Forster, Adam Matthews, Kelvin Wilson, Charlie Mulgrew, Mikael Lustig (63m – Thomas Rogne), Kris Commons, Victor Wanyama, Scott Brown, Emilio Izaguirre (66m – Gary Hooper), James Forrest e Miku Fedor
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Ezequiel Garay, Jardel, Melgarejo, Nemanja Matić, Pablo Aimar (63m – Óscar Cardozo), Enzo Peréz, Nico Gaitán (83m – Nolito), Eduardo Salvio e Rodrigo (70m – Bruno César)
Cartões amarelos – Victor Wanyama (21m), Emilio Izaguirre (34m) e Scott Brown (89m); Nemanja Matić (47m), Pablo Aimar (57m) e Bruno César (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Com uma verdadeira “revolução” no onze escalado para iniciar esta partida em Glasgow (na sequência da venda dos passes de Javi García e Witsel e dos castigos de Maxi Pereira e Luisão), e ainda com um lateral esquerdo tentativo, o Benfica começou por enfrentar um determinado e agressivo Celtic, demorando a conseguir encaixar no estilo de jogo adoptado pelos escoceses, que criaram, desde logo, alguns desequilíbrios, obtendo dois pontapés de canto nos minutos iniciais.
A partir do quarto de hora, o Benfica começou, gradualmente, a equilibrar o jogo, por via de um melhor controlo da posse de bola. Faltar-lhe-ia contudo, à medida que o tempo ia avançando, a confiança necessária para assumir o risco de procurar ganhar.
No segundo tempo, o jogo foi bastante mais animado, com sucessivas alternâncias de pendor ofensivo, ora com o Celtic na mó de cima, ora com o Benfica a responder afirmativamente, numa partida aberta, como o traduz o elevado número de cantos, repartidos praticamente de forma equitativa (10-9, para o Benfica).
Porém, ambas as equipas continuariam a ser bastante inconsequentes, não conseguindo criar efectivas ocasiões de golo. O nulo no marcador final acaba por ser o resultado mais ajustado, num encontro em que o Benfica – a disputar o seu 200º jogo na competição (Taça / Liga dos Campeões Europeus) – deveria ter sido mais ousado.
Portugal – Azerbaijão (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso (63m – Silvestre Varela), Nani (76m – Ruben Amorim) e Hélder Postiga (87m – Eder)
Azerbaijão – Kamran Agayev, Ali Gokdemir (89m – Aleksandr Chertoganov), Mahir Shukurov, Elnur Allahverdiyev, Jihan Ozkara (72m – Branimir Subasic), Rashad Sadigov, Ruslan Abishov, Javid Huseynov (59m – Afran Ismailov), Maksim Medvedev, Rahid Amirguliyev e Volodimir Levin
1-0 – Silvestre Varela – 64m
2-0 – Hélder Postiga – 85m
3-0 – Bruno Alves – 88m
Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m); Kamran Agayev (45m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Avisada dos perigos que os adversários teoricamente (e na prática) mais fracos poderão provocar aos candidatos ao apuramento, a selecção nacional parece ter escutado Paulo Bento e assumiu este jogo com uma partida em que era necessário “arregaçar as mangas”, trabalhar, e procurar marcar cedo, para resolver desde logo a questão.
O problema foi que, por um lado, a pontaria não estava afinada (nada mais, nada menos que 5 remates nos ferros da baliza), e, por outro, o guardião adversário esteve numa noite verdadeiramente inspirada, com um lote de algumas soberbas defesas.
À medida que o tempo ia passando, o nervoso miudinho começava a aumentar e só a ansiedade, a vontade de antecipar o fim do sofrimento, objectou precisamente a que o golo surgisse mais cedo.
Mas, tanta era a insistência – num jogo de sentido único, praticamente disputado no meio-campo do Azerbaijão -, tantas eram os lances de ataque, a levar o perigo até à área defensiva, que o golo acabaria mesmo por acontecer, numa aposta ganha de Paulo Bento (um daqueles momentos de inspiração): Silvestre Varela tinha acabado de entrar e teve a capacidade de acreditar que, na sequência de mais um desses lances, a bola poderia sobrar para um espaço vazio, em que se conseguira isolar; e, no momento decisivo, com grande tranquilidade, não falhou.
A partir daí, logo se percebeu que o mais difícil estava feito, como quase sempre acontece neste tipo de jogos. O 2º e 3º golo (e mais poderiam ainda ter acontecido) foram o corolário lógico do domínio da selecção portuguesa, com uma excelente atitude, uma boa exibição, mas a precisar de aumentar os níveis de eficácia.
À 2ª jornada, situação bem rara: os 2 primeiros dispõem já de 5 (!) pontos de vantagem sobre as restantes selecções. É ainda tão cedo que pode parecer prematuro para tirar conclusões definitivas, mas, tudo o indica, Portugal e Rússia discutirão entre si, o 1º e 2º lugares. E já se vai percebendo que a margem de erro deverá ser mínima, uma vez que a equipa que ceder pontos perante as tais equipas menos poderosas poderá ficar irremediavelmente condenada ao play-off.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 2 2 - - 6- 0 6 2º Portugal 2 2 - - 5- 1 6 3º Luxemburgo 2 - 1 1 2- 3 1 4º I. Norte 2 - 1 1 1- 3 1 5º Azerbaijão 2 - 1 1 1- 4 1 6º Israel 2 - 1 1 1- 5 1
2ª jornada
11.09.12 – Israel – Rússia – 0-4
11.09.12 – I. Norte – Luxemburgo – 1-1
11.09.12 – Portugal – Azerbaijão – 3-0
Luxemburgo – Portugal (Mundial-2014 – Qualif.)
Luxemburgo – Jonathan Joubert, Guy Blaise, Tom Schnell, Gilles Bettmer, Daniel da Mota (79m – Maurice Deville), Ben Payal, Aurelien Joachim, Ante Bukvic, Mario Mutsch, Mathias Jaenisch e Lars Gerson
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles (67m – Custódio), Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso (45m – Silvestre Varela), Nani (81m – Ruben Micael) e Hélder Postiga
1-0 – Daniel da Mota – 14m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 27m
1-2 – Hélder Postiga – 54m
Cartões amarelos – Bruno Alves (78m) e Silvestre Varela (86m)
Árbitro – Kristo Tohver (Estónia)
No início da caminhada rumo ao Brasil, em 2014, tão avisada estava a selecção portuguesa sobre a necessidade de “levar a sério” este adversário, quão inevitável é algum relaxe, tão díspares as forças em presença.
E a verdade é que – tendo a equipa de Portugal adoptado uma toada lenta no quarto de hora inicial – o Luxemburgo começaria por provocar grande surpresa, ao inaugurar o marcador, colocando-se em vantagem, com um remate indefensável do luso-descendente Daniel da Mota.
A equipa nacional percebeu então que teria de trabalhar ainda mais do que porventura suspeitava, acabando por beneficiar do facto de o golo do empate não ter demorado em demasia, com Ronaldo a aproveitar da melhor forma uma desconcentração da defensiva luxemburguesa, a perder a bola em “zona proibida”, perante a insistência dos centro-campistas portugueses.
Sem nunca elevar de forma significativa o ritmo de jogo, Portugal, depois de obtido o segundo golo, pouco depois do recomeço, não iria além da margem mínima, nesta sua primeira vitória.
Em regime de “serviços mínimos”, a selecção portuguesa não evitaria persistir, até final do jogo, à mercê de um qualquer lance fortuito, que pudesse eventualmente hipotecar a necessária conquista dos 3 pontos. Segue-se o Azerbeijão, esperando-se exibição e resultado mais convincentes.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 1 1 - - 2- 0 3 2º Portugal 1 1 - - 2- 1 3 3º Azerbaijão 1 - 1 - 1- 1 1 4º Israel 1 - 1 - 1- 1 1 5º Luxemburgo 1 - - 1 1- 2 - 6º I. Norte 1 - - 1 0- 2 -
1ª jornada
07.09.12 – Rússia – I. Norte – 2-0
07.09.12 – Azerbaijão – Israel – 1-1
07.09.12 – Luxemburgo – Portugal – 1-2
Liga Europa – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Liverpool At. Madrid Marseille Bordeaux Udinese H. Tel-Aviv Fenerbahçe Brugge Young Boys V. Plzeň B. M'gladbach Newcastle Anzhi Académica AEL Limassol Marítimo Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Stuttgart PSV Sporting Inter København Napoli Basel Rubin Kazan Steaua Dnipro Genk Partizan Molde AIK Stockolm Videoton Neftçi Baku Grupo I Grupo J Grupo K Grupo L Lyon Tottenham B. Leverkusen Twente Athletic Bilbao Panathinaikos Metalist Hannover Sparta Praha Lazio Rosenborg Levante H.Kiryat Shmona Maribor Rapid Wien Helsingborg
A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 20 de Setembro, estando agendado para 6 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
Na ronda inaugural, o Sporting recebe o Basel, enquanto o Marítimo recebe o Newcastle; por sua vez, a Académica desloca-se à Rep. Checa, para defrontar o Viktoria Plzeň.
Liga dos Campeões – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D FC Porto Arsenal AC Milan Real Madrid D. Kyiv Schalke Zenit Man. City PSG Olympiakos Anderlecht Ajax D. Zagreb Montpellier Málaga B. Dortmund Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Chelsea Bayern Barcelona Man. United Shakhtar Valencia Benfica Sp. Braga Juventus Lille Sp. Moskva Galatasaray Nordsjælland BATE Borisov Celtic CFR Cluj
A primeira jornada disputa-se já nos próximos dias 18 e 19 de Setembro, estando agendado para 4 e 5 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
Na ronda inaugural, o FC Porto desloca-se à Croácia, para defrontar o D. Zagreb (a 18 de Setembro), o Benfica visita Glasgow, para jogar com o Celtic, enquanto o Sp. Braga recebe o CFR Cluj (ambos os jogos a realizar no dia 19)
Desempate por grandes penalidades nos Mundiais e Europeus – 2004-2012

(clicar na imagem para ampliar)
A propósito da polémica suscitada pelo facto de Cristiano Ronaldo ter sido reservado para marcar o quinto pontapé da marca de grande penalidade, no desempate do jogo Portugal-Espanha (acabando, por força das circunstâncias, por ficar privado da sua tentativa), procedi a levantamento das situações de desempate verificadas nos Campeonatos da Europa de 2004, 2008 e 2012, e dos Campeonatos do Mundo de 2006 e 2010.
No total, registaram-se 12 casos de empate no final do prolongamento, com o consequente desempate por via desta fórmula: 2 em cada uma das competições de 2004, 2008, 2010 e 2012; 4 em 2006.
Das 111 tentativas, 77 foram convertidas em golo (69,4%); 19 foram defendidas pelos guarda-redes (17,1%) – o que significa um total de 96 remates enquadrados com a baliza (86,5%) – apenas tendo 15 remates tido outra direcção: 5 a embater na trave e 2 no poste; 4 ao lado, e outros 4 por alto.
Na sequência de remates (sendo que apenas por duas vezes se completaram as 10 tentativas previstas regulamentarmente) – e exceptuando o 9º remate, pela sua particularidade de ter sido a tentativa decisiva em 7 dos casos, com 100% (!) de aproveitamento, nas 9 situações em que ocorreu (daí alguma lógica em procurar reservar o melhor rematador para a 5ª tentativa da equipa, que pode vir a revelar-se determinante – o remate mais bem sucedido tem sido o 3º (83% de eficácia); no pólo oposto, aqueles em que se tem verificado maior propensão ao erro são o 6º (apenas 50% de eficácia) e, sobretudo, o 8º (com apenas 30% de aproveitamento, surgindo os guarda-redes particularmente “inspirados”, com 50% de defesas!).
O que nos conduz a uma outra conclusão: a de as equipas que iniciam a marcação parecerem ser de alguma forma beneficiadas (pelo efeito psicológico da tensão nervosa que se gera em que vai rematar em desvantagem, pelo menos momentânea); efectivamente, em 9 destes 12 casos, a equipa que marcou primeiro acabou por vencer!
Apenas conseguiram superar tal tendência: Portugal e Holanda (no EURO 2004, respectivamente frente à Inglaterra e Suécia); e Turquia (no EURO 2008, frente à Croácia).
Em termos aritméticos, o pior resultado foi o da Suíça, frente à Ucrânia, no Mundial 2006, perdendo por 0-3, tendo permitido, nas três tentativas de que dispôs, duas defesas do guarda-redes, e rematado uma vez à trave.
Os jogos em que os rematadores foram mais eficazes foram o Itália-França (Mundial 2006) e o Paraguai-Japão (Mundial 2010), em ambos os casos apenas com uma falha (remates à trave). Ao invés, aqueles em que estiveram mais desastrados foram, para além do referido Ucrânia-Suíca (4 falhas em 7 tentativas), o Portugal-Inglaterra (5 falhas, em 9 – com destaque para as 3 defesas de Ricardo aos 4 remates ingleses, um record) e o Croácia-Turquia (3 falhas, em 7).
A Inglaterra é a principal “vítima” deste sistema de desempate, derrotada por 3 vezes (nos Europeus de 2004 e 2012 e no Mundial de 2006), sendo que duas dessas vezes foram frente a Portugal.
A selecção portuguesa caiu agora pela primeira vez (face à Espanha), depois dos dois êxitos anteriores (em 2004 e 2006), contra os ingleses.
Tal como Portugal, também a Itália regista dois triunfos (um deles na Final do Mundial 2006, contra a França) e um desaire (em 2008, com a Espanha).
A Espanha regista 100% de aproveitamento, nas duas ocasiões em que enfrentou a marca dos pontapés de grande penalidade (nos Europeus de 2008 e 2012), de ambas as vezes, selando a vitória no 9º remate, ou seja, no 5º da sua série… e ambos transformados por Cesc Fàbregas.
EURO 2012 – 1/2 Finais – Portugal – Espanha

0-0 (2-4 g.p.)
Num jogo de grandes cautelas, de parte a parte, com ambas as selecções a evidenciarem respeito mútuo, o primeiro lance de sensação ocorreu aos 10 minutos, com um remate de ressaca de Arbeloa, depois de um alívio incompleto da defesa portuguesa, a levar muito perigo à baliza portuguesa, mas, felizmente, a bola a sair algo por cima.
No minuto 13 seria Portugal a responder “à letra”: Cristiano Ronaldo, numa excelente iniciativa, a ir até à linha de fundo, no flanco esquerdo, e a cruzar de forma perfeita para Nani, que ainda ameaçou Casillas… com o guardião espanhol a retirar-lhe o “pão da boca” (no caso, a bola da cabeça).
À passagem do quarto de hora, Portugal, como que tendo despertado de alguma timidez incicial, levaria novamente o perigo até à área espanhola, uma vez mais por intermédio de Cristiano Ronaldo: sofrendo uma falta de Piqué, outra vez no flanco esquerdo, quase sobre a linha de área, próximo da linha de fundo… mas, do livre, nada resultaria, com a bola a quedar-se na barreira.
Até aos 29 minutos, Portugal, com uma exibição muito personalizada, não só emperrou o tradicional sistema de jogo espanhol, como teve o controlo do jogo, e o predomínio da iniciativa atacante. Até que, num rápido contra-ataque, um momento de desconcentração permitiu que bola chegasse a um liberto Iniesta, que visaria a baliza, com muito perigo, com a bola a sair ligeiramente por alto.
Respondendo de imediato, aos 31 minutos seria a selecção portuguesa a estar muito perto do golo, na sequência de um roubo de bola de João Moutinho, que assistiu Cristiano Ronaldo, para um remate rasteiro, sesgado, a rasar o poste da baliza de Casillas, provocando inevitável calafrio.
Até final da primeira parte, em especial nos derradeiros dez minutos, a Espanha retomaria algum ascendente, acercando-se com mais insistência da zona defensiva portuguesa, mas a equipa mantinha muito acerto nas marcações.
Com um desempenho muito bom do conjunto de Portugal, haveria ainda oportunidade para Cristiano Ronaldo (quem mais poderia ser?…) “fabricar” um cartão amarelo, numa arrancada em que começava a embalar, sendo travado em falta por Sergio Ramos. Também Fabio Coentrão veria o amarelo, já em período de compensação, talvez devido a um desentendimento com o banco espanhol (com o guarda-redes suplente Reina).
Os primeiros minutos do segundo tempo seriam jogados em toada ainda mais morna, apenas com dois ensaios de remate de Hugo Almeida a procurar despertar da sonolência em que a partida ameaçava poder cair.
Com Del Bosque insatisfeito com o rumo que o jogo vinha tomando, faria duas substituições relativamente cedo. E a verdade é que, nos minutos imediatos, a Espanha começaria a apertar o cerco, com Pepe e João Pereira a terem de recorrer à falta, vendo amarelos; na sequência do livre a sancionar a falta de João Pereira, haveria a primeira sensação de perigo desta etapa complementar. Pouco depois, um remate de longe de Xavi saiu à figura de Rui Patrício, que encaixou com segurança.
Aos 72 minutos, conseguindo libertar-se, Portugal teria uma boa iniciativa, que originaria mais uma falta sobre Cristiano Ronaldo; o próprio marcaria o livre, em posição quase frontal, mas ainda longe da baliza; o remate, potente, seria ligeiramente acima do travessão.
De forma incrivelmente rápida, sem que se desse por isso, o tempo voava: estávamos já no derradeiro quarto de hora! Portugal continuava a somar cantos (6-2, nessa altura), mas sem a imperiosa eficácia que esse tipo de lances exigia.
Ao minuto 80, novo livre para Portugal, com Miguel Veloso a rematar relativamente fraco, para a defesa fácil de Casillas. A Espanha parecia cair de rendimento em termos físicos.
Mais três minutos, e mais um livre para Portugal; nova tentativa de Cristiano Ronaldo, com a bola a embater na barreira, considerando o árbitro que Arbeloa fez contacto com o braço… o que originaria novo livre, um pouco mais à frente. Ronaldo com a mira alta, rematou, uma vez mais, por cima da baliza.
No último minuto, a Espanha beneficiaria de um livre descaído sobre o lado esquerdo, que a defesa portuguesa rechaçaria, lançando um rápido contra-ataque, com Cristiano Ronaldo, isolado no flanco esquerdo, a receber a bola de Raúl Meireles, beneficiando de uma soberana ocasião de golo, mas, ainda afastado da baliza, pressionado por Piqué, remataria de forma algo precipitada, não conseguindo acertar no alvo. Gorava-se uma oportunidade que seria decisiva.
Sem que nenhuma das equipas tivesse sido capaz de fazer muito por o evitar, íamos para prolongamento… com o senão de os cinco elementos mais recuados da equipa portuguesa terem visto já, todos, o cartão amarelo.
No prolongamento, quando talvez já não esperasse muito, o “momento do jogo” surgiria ao minuto 104, quando, na sequência de um bom domínio de bola de Pedro Rodríguez, no flanco esquerdo, passando para Jordi Alba, liberto de marcação, a cruzar para Iniesta, já na zona da pequena área, tentar desviar a bola do alcance do guardião luso, mas Rui Patrício, muito atento, com excelentes reflexos, a responder à altura.
Haveria ainda tempo, a fechar a primeira parte do prolongamento, para um livre para Espanha, sendo agora a vez de Xabi Alonso rematar por alto…
Aos 107 minutos, num roubo de bola de Fábio Coentrão, originou mais um lance de contra-ataque, mas Sergio Ramos antecipou-se ao remate de Cristiano Ronaldo.
Mais três minutos decorridos, um remate perigoso de Jesús Navas, com Rui Patrício a defender, e Pepe a evitar a recarga.
Aos 114 minutos, a Espanha teria a última grande oportunidade de golo, num rápido contra-ataque de Pedro Rodríguez, muito perigoso, a surgir isolado, mas com Fábio Coentrão, vindo de trás, “in extremis”, a conseguir fazer o desarme, na “Hora H”!
A selecção espanhola, aparentando dispor de maiores reservas em termos físicos, fora bastante mais perigosa no prolongamento, com a equipa portuguesa a desunir-se um pouco. A decisão iria para os pontapés da marca de grande penalidade!
Onde – entre a bola que bate na trave e sai e a bola que bate no poste e entra, com a felicidade, caprichosamente, a pender para o lado dos Campeões da Europa e Campeões do Mundo -, a equipa portuguesa, com uma excelente campanha na prova, com exibições de grande categoria, demonstrando um verdadeiro conjunto, acabaria por ver-se arredada da Final, tendo de se satisfazer com mais um 3º lugar, repetindo a classificação dos Europeus de 1984 e 2000, e do Mundial 1966.
Desempate da marca de grande penalidade
Xabi Alonso permitiu a defesa a Rui Patrício
João Moutinho permitiu a defesa a Iker Casillas
0-1 – Andrés Iniesta
1-1 – Pepe
1-2 – Gerard Piqué
2-2 – Nani
2-3 – Sergio Ramos
Bruno Alves rematou à trave
2-4 – Cesc Fàbregas – rematou ao poste, mas a bola acabou por entrar…
Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fábio Coentrão, Miguel Veloso (105m – Custódio), Raul Meireles (113m – Varela), João Moutinho, Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (81m – Nélson Oliveira)
Iker Casillas, Álvaro Arbeloa, Gerard Piqué, Sergio Ramos, Jordi Alba, Xavi Hernández (87m – Pedro Rodríguez), Sergio Busquets, Xabi Alonso, Andrés Iniesta, David Silva (60m – Jesús Navas) e Álvaro Negredo (54m – Cesc Fàbregas)
“Melhor em campo” – Sergio Ramos (Espanha)
Amarelos – Fábio Coentrão (45m), Pepe (61m), João Pereira (64m), Bruno Alves (86m) e Miguel Veloso (90m); Sergio Ramos (40m), Sergio Busquets (60m), Álvaro Arbeloa (84m) e Xabi Alonso (113m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Donbass Arena – Donetsk (19h45)
EURO 2012 – 1/4 Final – R. Checa – Portugal

0-1
Atingidos novamente os 1/4 Final, tal como no Europeu anterior, nesta primeira partida a eliminar, a selecção portuguesa denotou alguma dificuldade em “agarrar o jogo” logo de entrada, permitindo à R. Checa as primeiras iniciativas de ataque, ganhando dois cantos logo nos minutos iniciais.
Mas rapidamente inverteria a tendência do jogo, passando a bola a rondar, de forma mais insistente, a zona defensiva checa, que, até meio da primeira parte, foi ainda ensaiando alguns lances de contra-ataque, procurando provocar ocasiões de perigo, com destaque para uma situação em que Pepe cortou no último instante.
A partir dos 25 minutos, a R. Checa começou, instintivamente, a recuar no terreno, formando como que duas linhas defensivas, separadas por pouco mais de dez metros, uma praticamente em cima da linha de área, a outra um pouco mais à frente no terreno. Em paralelo, começavam a rarear as suas tentativas de saída em contra-ataque.
A equipa de Portugal, procurando um tipo de futebol directo, com lançamentos em profundidade, teria então muitas dificuldades em controlar a bola nos metros finais do seu ataque, perante os dois blocos defensivos da R. Checa, que não deixavam espaços livres.
Não obstante, Fábio Coentrão ia desenvolvendo uma boa exibição, muito esforçado, sempre muito em jogo, ao mesmo tempo que Cristiano Ronaldo procurava também dar “prova de vida”, com um pontapé de bicicleta na zona da pequena área, a sair ao lado, e na marcação de um livre.
Já em período de compensação do primeiro tempo, um momento de pura magia de Cristiano Ronaldo, a dominar a bola de forma magnífica, com excelente “nota artística”, retirando o adversário do lance, acabando por rematar… ao poste.
Ao intervalo, a leitura que se proporcionava era de que Portugal necessitava jogar com mais cabeça, pensar melhor o jogo, dominar a bola, evitando a forma algo precipitada com que actuou, para, quando tal se proporcionar, imprimir então maior velocidade, no momento das transições ofensivas.
Logo no reinício do encontro, Hugo Almeida (que entrara a substituir o lesionado Hélder Postiga), na sequência de um bom cruzamento de Raul Meireles, cabeceou de primeira, mas ligeiramente ao lado, desperdiçando mais uma excelente ocasião de golo.
E, ao quarto minuto, num livre, marcado ainda à distância, um remate em potência de Cristiano Ronaldo, novamente a acertar… no poste!
Aos nove minutos, Cristiano Ronaldo, a conseguir desmarcar-se, “encheu o pé”, mas não apanhou a bola “a jeito”, pelo que acabou por sair ao lado da baliza.
Os cantos a favor de Portugal sucediam-se (já em número de sete, aos 55 minutos). Perante uma como que atordoada R. Checa, Portugal tinha uma excelente reentrada em jogo; parecia adivinhar-se o golo.
Minuto doze: João Moutinho a recuperar a bola a meio-campo, e remate perigoso de Nani, a obrigar Petr Čech a uma defesa de recurso, para a frente.
No lance imediato, Hugo Almeida, de cabeça, conseguiria mesmo introduzir a bola na baliza checa, dando boa sequência a um cruzamento; só que estava em posição de fora-de-jogo…
Apenas ao quarto de hora da segunda parte a R. Checa conseguiria, pela primeira vez, libertar-se do sufoco, provocando um calafrio na defesa portuguesa, quando Pepe escorregou (possivelmente consequência do mau estado do terreno, que, ao longo do jogo, originou inúmeros deslizes).
Aos 63 minutos, Nani, na sequência de uma jogada envolvente, hesitou em rematar, a bola sobrou para João Moutinho, que de meia-distância, fez um potente remate, novamente com o guardião checo a ter de aplicar-se, defendendo para canto.
Aos 71 minutos, já em plena área, Cristiano Ronaldo, em acção esforçada, para se conseguir coordenar com a bola, conseguiu um passe ligeiramente atrasado, para a entrada de Raul Meireles, que, na passada, rematou por alto.
Mais três minutos, uma boa jogada de envolvência, agora com Meireles a libertar para Nani, que, de primeira, remataria ligeiramente ao lado.
Aproximava-se a fase derradeira do encontro, num jogo de enorme desgaste físico para a selecção portuguesa (com os checos praticamente sempre acantonados nas imediações da sua zona defensiva)… e, ainda, sem a mais que merecida recompensa.
Que, depois de tanto porfiar, acabaria mesmo por chegar… na “melhor altura”: um lance de antologia, com João Moutinho, excelente, a “furar” a defesa checa, a ir à procura do espaço para cruzar da direita, já perto da linha de fundo, e Cristiano Ronaldo, absolutamente pujante, numa espécie de “salto de peixe”, cabeceando de cima para baixo, com a bola ainda a bater no chão, fulminava a baliza, sem hipóteses para Petr Čech. Fazia-se finalmente justiça no marcador!
Aos 82 minutos, numa boa execução de Nani, a desmarcar João Pereira, que, também em força, tentou a sua sorte, mas o atento Čech fez o habitual: defesa, e mais um canto (o 11º!).
Até final, os checos, já em desespero, tentariam finalmente sair da defesa, mas Portugal não permitira tal veleidade, à excepção de uma situação pontual, em que a R. Checa conseguiu um canto, já no último minuto do período de compensação, sem consequências… nem as que poderiam ter decorrido do facto de Čech também ter ido “lá à frente”, até à zona da pequena área (!) portuguesa, abandonando a sua baliza. Tendo assentado o seu jogo, Portugal dominara por completo, em todas as vertentes, a etapa complementar da partida.
Depois de 2004 (e 2000 e 1984), Portugal volta a marcar presença nas 1/2 Finais do Campeonato da Europa!

(Foto AFP – Via galeria no Jornal de Notícias)
Petr Čech, Theodor Gebre Selassie, Tomás Sivok, Michal Kadlec, David Limberský, Tomáš Hübschman (86m – Tomáš Pekhart), Jaroslav Plašil, Petr Jirácek, Vladimír Darida (61m – Jan Rezek), Václav Pilař e Milan Baroš
Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Raul Meireles (88m – Rolando), João Moutinho, Nani (84m – Custódio), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (40m – Hugo Almeida)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 79m
“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo
Amarelos – Nani (26m) e Miguel Veloso (27m); David Limberský (90m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Estádio Nacional Narodowy – Varsóvia (19h45)
EURO 2012 – Grupo B – 3ª jornada – Portugal – Holanda

2-1
Parecendo confiar na (vitória da) Alemanha, e escudado na possibilidade de, inclusivamente, poder perder por um golo de diferença, Portugal entrou em campo, frente à Holanda, numa toada expectante, de “esperar para ver”, assim concedendo a iniciativa atacante aos adversários.
Que não se fizeram rogados, empurrando, logo desde início, a equipa portuguesa para as imediações da sua área. E, depois de dois “avisos”, acabariam mesmo por chegar ao golo, apenas com 11 minutos decorridos.
Parece que foi o melhor que poderia acontecer à selecção de Portugal… A partir daí (tal como sucedera nos dois jogos anteriores, quando em posição desvantajosa) mudou radicalmente de atitude, passando a assumir o controlo de bola e, também, o domínio do jogo.
Com a Holanda a continuar a ter de arriscar, começaram a surgir espaços para as ofensivas portuguesas, perante uma defesa holandesa com muitas dificuldades “em se encontrar”.
Primeiro, aos 18 minutos, Hélder Postiga a surgir completamente isolado na cara do guardião holandês, mas a não ter o discernimento para concretizar o golo, rematando ligeiramente ao lado. Para, pouco depois – e quando a Alemanha, inaugurando o marcador no outro jogo, aos 19 minutos, voltara a recolocar Portugal em posição de apuramento – ser Cristiano Ronaldo, também numa boa posição para poder marcar, a cabecear à figura de Stekelenburg.
O mesmo Cristiano Ronaldo não vacilaria contudo, apenas com 28 minutos (e, com a Dinamarca já empatada a um golo, desde o minuto 24, empurrando Portugal novamente para “fora do EURO”), dando a melhor conclusão a uma excelente desmarcação, culminando uma magnífica abertura de João Pereira, com um remate fora do alcance do guarda-redes adversário, dirigindo a bola para o fundo das redes.
Com a igualdade a um em ambos os campos, Portugal voltava a “entrar” na prova. E o jogo prosseguiria com a mesma toada, com Portugal a dominar por completo a batalha a meio-campo, sem que os holandeses conseguissem “pegar no jogo”, e, a criar mais oportunidades: ao minuto 32, uma “bomba” de Cristiano Ronaldo – hoje a dar sinais de maior motivação, e sobretudo, mais confiança – a obrigar Stekelenburg a aplicar-se a fundo, com uma defesa de recurso, para a frente.
Depois de um primeiro tempo a alta rotação, com o “jogo partido”, com ambas as equipas com os olhos apenas no ataque, a segunda parte iniciar-se-ia em ritmo bastante mais moderado.
A Holanda, a necessitar de ganhar por dois para manter algumas aspirações ao apuramento, ia procurando acelerar o ritmo de jogo, com dois “avisos” quase consecutivos, a findar o primeiro quarto de hora.
Portugal jogava então, assumidamente, em contra-ataque, com rápidas transições. Aos 72 minutos, Nani teria uma soberana ocasião de desempatar a partida, mas não teve a frieza necessária para ultrapassar o guarda-redes contrário, bem a arrojar-se ao chão, fazendo uma enorme “mancha”.
O melhor exemplo da forma de jogo de Portugal culminaria, de forma excelente, no segundo golo: bola recuperada na defesa por Pepe, a passar a Cristiano Ronaldo (que fora lá atrás dar uma ajuda), o qual, ao mesmo tempo que, de imediato, colocava a bola em João Moutinho, fazia uma veloz aceleração em direcção à área contrária, seguido de um rápido lançamento para Nani, na direita, e de um cruzamento de primeira, a rasgar toda a defesa holandesa, numa magnífica assistência para… Ronaldo, que, com a frieza que faltara dois minutos antes a Nani, dominou a bola, passou para o outro pé, sentou os defesas e rematou fora do alcance de Stekelenburg.
Nos minutos imediatos, Portugal provocaria ainda dois enormes sustos à defesa contrária, mas sem consequências. Já com a Dinamarca a perder, desde os 80 minutos, Portugal teria a sorte de ver um cabeceamento adversário a embater no poste da baliza de Rui Patrício.
Para, num minuto 90, um agora já super-confiante Cristiano Ronaldo, a entrar em drible, tirando os adversários do caminho, para rematar, com estrondo… ao poste!
Com uma estratégia inicial algo arriscada, Portugal teve a capacidade de compreender que as lacunas da defesa holandesa poderiam proporcionar golos, mas foi o domínio do meio-campo que se revelou crucial para assumir as rédeas da partida, e libertar a linha avançada para levar, por sucessivas vezes, o perigo até junto da baliza holandesa.
Com uma exibição muito bem conseguida, Portugal (novamente a afastar a Holanda, agora aureolada com o título de vice-campeã mundial, mas muito distante do seu melhor rendimento) garante o apuramento para os 1/4 Final, onde tem encontro marcado com a R. Checa, para uma desforra do EURO 96…
Precisamente desde 1996, foi esta a primeira vez que Portugal não ganhou o seu grupo de apuramento, o que, contudo, não assume relevância particular, face à quinta qualificação consecutiva para os 1/4 Final!
Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Raul Meireles (72m – Custódio), João Moutinho, Nani (87m – Rolando), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (64m – Nélson Oliveira)
Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, Ron Vlaar, Joris Mathijsen, Jetro Willems (67m – Ibrahim Afellay), Nigel de Jong, Rafael van der Vaart, Arjen Robben, Robin van Persie, Wesley Sneijder e Klaas-Jan Huntelaar
0-1 – Rafael van der Vaart – 11m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 28m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 74m
“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo (Portugal)
Amarelos – João Pereira (90m); Jetro Willems (51m) e Robin van Persie (69m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Estádio Metalist – Kharkiv (19h45)



