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Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Paris St.-Germain

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Ljubomir Fejsa, Nemanja Matić, Enzo Pérez (90m – André Gomes), Lazar Marković (69m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán (77m – Miralem Sulejmani) e Lima

Paris St.-Germain – Salvatore Sirigu, Kalifa Traoré, Marquinhos, Zoumana Camara, Lucas Digne, Thiago Motta (61m – Blaise Matuidi), Adrien Rabiot, Lucas, Javier Pastore, Jérémy Ménez e Edinson Cavani (61m – Ezequiel Lavezzi)

0-1 – Edinson Cavani  37m
1-1 – Lima (pen.) – 45m
2-1 – Nico Gaitán  58m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (30m) e Sílvio (87m); Thiago Motta (50m), Jérémy Ménez (70m) e Adrien Rabiot (77m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

Denotando uma atitude mental, competitiva e física que não tem tido a constância desejada, superando-se a esses vários níveis, a equipa do Benfica realizou esta noite uma excelente exibição, aproveitando também a menor aplicação de um adversário já qualificado e com algumas “poupanças” de jogadores, como foi o caso mais notável de Ibrahimovic, obtendo uma tão justa quão insuficiente vitória.

Insuficiente nos números – à semelhança do que se passara em Atenas, na partida contra o Olympiakos, os dianteiros benfiquistas desperdiçaram inúmeras ocasiões de perigo, tanto procurando colocar a bola, subtraindo-a ao alcance do guardião contrário (depois de uma primeira defesa “afirmativa”), que ela acabava por sair invariavelmente ao lado, mesmo que muito próximo da baliza – e também amargamente insuficiente para o objectivo de apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, numa edição tão mais especial dado o simbolismo de a Final ser disputada no Estádio da Luz.

De facto, procurando ignorar que o seu destino dependia do que o Olympiakos fizesse, o Benfica entrou determinado a fazer a sua parte do contrato, ou seja, garantir a vitória. Com grande intensidade, assumindo o jogo, correndo riscos, ostensivamente remetendo os parisienses à sua defesa, a equipa benfiquista acabaria por vir a ser penalizada num dos raros momentos de desconcentração, com Cavani, muito oportuno, a não desaproveitar a oportunidade que se lhe deparou para inaugurar o marcador.

As notícias que chegavam de Atenas também não eram nada animadoras – o Olympiakos já ganhava por 1-0 – mas nem assim o Benfica se desuniu, mantendo a sua toada de jogo, que seria recompensada, mesmo ao cair do pano do primeiro tempo, com o golo do empate, obtido por Lima, na conversão irrepreensível de uma grande penalidade, a sancionar uma falta grosseira (e perigosa, dado ter-se tratado de uma cabeçada no jogador português) cometida sobre Sílvio, após uma magnífica simulação, a procurar tirar o adversário do seu caminho.

Entretanto, o Anderlecht empatara o jogo em Atenas; porém, logo a abrir a segunda parte, ficava em desvantagem numérica, reduzido a dez elementos, por expulsão. Até que, aos 58 minutos, Saviola, que, depois de ter inaugurado o marcador, falhara já uma grande penalidade, recolocava o Olympiakos em vantagem.

Com a dificuldade acrescida de ter de “jogar simultaneamente em dois campos”, com os “pés” na Luz e a “cabeça” em Atenas, a equipa portuguesa, muito motivada e altamente envolvida no jogo, prosseguia a sua bela exibição, com elementos a atingir elevada craveira, como os casos particulares de Matić, Enzo Pérez ou Gaitán. E, praticamente ao mesmo tempo do segundo golo dos gregos, o Benfica replicava o resultado, fazendo também o 2-1 a seu favor.

Até final, a tendência do jogo não se alteraria significativamente (o Paris St.-Germain teria uma flagrante ocasião de golo, com a bola a cruzar toda a linha de baliza, e a sair rente ao poste mais distante, num grande calafrio), mas foi sempre o Benfica a dar sinal mais.

Entretanto, num jogo completamente atípico, em Atenas, o Olympiakos beneficiava – e desperdiçava – de uma segunda grande penalidade (aos 71 minutos). Já depois de uma fase de grande pressão do Anderlecht, com os gregos remetidos à defesa… e ao contra-ataque, aos 88 minutos, o Olympiakos ficaria a jogar contra nove, assim sentenciando as aspirações dos belgas (e dos portugueses). Mas a história não ficaria por aqui: já em período de descontos, e com as substituições já esgotadas, surgiria a terceira grande penalidade a favor da equipa grega, e a terceira expulsão, desta vez com o guarda-redes do Anderlecht (que defendera as duas anteriores), a ser substituído por um improvisado guardião, que não conseguiria evitar o 3-1 para o Olympiakos.

No Estádio da Luz, o Benfica despedia-se ingloriamente da Liga dos Campeões, severamente penalizado pela fraca exibição no jogo em casa com esta formação da Grécia, e pela infelicidade e falta de eficácia manifestadas em Atenas; numa cruel ironia, os seus antigos jogadores Roberto (em particular nesse jogo Olympiakos-Benfica) e Saviola (com os dois golos hoje apontados) teriam acção determinante nesta eliminação benfiquista, que, uma vez mais, terá de procurar alguma consolo na Liga Europa.

10 Dezembro, 2013 at 10:06 pm Deixe um comentário

Sorteio – Mundial 2014

Logo2014

   Grupo A        Grupo B          Grupo C       Grupo D
BRA Brasil     ESP Espanha     COL Colômbia  URU Uruguai
CRO Croácia    NED Holanda     GRE Grécia    CRC Costa Rica
MEX México     CHI Chile       CIV C. Marfim ENG Inglaterra
CMR Camarões   AUS Austrália   JPN Japão     ITA Itália

    Grupo E       Grupo F          Grupo G       Grupo H
SUI Suíça      ARG Argentina   GER Alemanha  BEL Bélgica
ECU Equador    BIH Bósnia-Herz POR Portugal  ALG Argélia
FRA França     IRN Irão        GHA Ghana     RUS Rússia
HON Honduras   NGA Nigéria     USA EUA       KOR Coreia Sul

Portugal jogará a sua partida de estreia na Fase Final do Mundial, a 16 de Junho, em Salvador, frente à Alemanha (13 horas locais, 17 horas em Portugal); defrontará de seguida, a 22 de Junho, em Manaus, a selecção dos EUA (18 horas locais, 23 horas em Portugal); e, a concluir o grupo de apuramento, a 26 de Junho, em Brasília, jogará com o Ghana (13 horas locais, 17 horas em Portugal continental).

O jogo de abertura do Mundial, a 12 de Junho, disputa-se entre o país anfitrião, Brasil, e a Croácia, em São Paulo (17 horas locais, 21 horas em Portugal).

6 Dezembro, 2013 at 5:57 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Depois de Valencia, Ludogorets, Salzburg, Esbjerg, Rubin Kazan, Fiorentina, Dnipro e Tottenham, também as equipas do E. Frankfurt, Genk, Sevilla, Lyon, Betis, Trabzonspor, Lazio, Anzhi, AZ e PAOK garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da Liga Europa, subsistindo portanto apenas seis vagas por atribuir. As três equipas portuguesas estão já virtualmente eliminadas.

Grupo E
Dnipro – Pandurii – 4-1
Paços Ferreira – Fiorentina – 0-0

1º Fiorentina, 13; 2º Dnipro, 12; 3º Paços Ferreira, 2; 4º Pandurii, 1

Grupo H
Sevilla – Estoril – 1-1
Slovan Liberec – Freiburg – 1-2

1º  Sevilla, 9; 2º Freiburg e Slovan Liberec, 6; 4º Estoril, 3

Grupo I
Rijeka – Guimarães – 0-0
Lyon – Betis – 1-0

Lyon, 9; 2º Betis, 8; 3º Guimarães, 5; 4º Rijeka, 3

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28 Novembro, 2013 at 8:27 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Shakhtar Donetsk – Real Sociedad – 4-0
Bayer Leverkusen – Manchester United – 0-5

1º Manchester United, 11; 2º Shakhtar Donetsk, 8; 3º Bayer Leverkusen, 7; 4º Real Sociedad, 1

Grupo B
Juventus – København – 3-1
Real Madrid – Galatasaray – 4-1

1º Real Madrid, 13; 2º Juventus, 6; 3º Galatasaray e København, 4

Grupo C
Paris St.-Germain – Olympiakos – 2-1
Anderlecht – Benfica – 2-3

1º Paris St.-Germain, 13, 2º Olympiakos e Benfica, 7; 4º Anderlecht, 1

Grupo D
Manchester City – Viktoria Plzeň – 4-2
CSKA Moskva – Bayern – 1-3

1º Bayern, 15; 2º Manchester City, 12; 3º CSKA Moskva, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0

Grupo E
Basel – Chelsea  – 1-0
Steaua – Schalke 04 – 0-0

Chelsea, 9; 2º Basel, 8; 3º Schalke 04, 7; 4º Steaua, 3

Grupo F
B. Dortmund – Napoli – 3-1
Arsenal – Marseille – 2-0

Arsenal, 12; 2º B. Dortmund e Napoli, 9; 4º Marseille, 0

Grupo G
Zenit – At. Madrid – 1-1
FC Porto – Austria Wien – 1-1

1º At. Madrid, 13; 2º Zenit, 6; 3º FC Porto, 5; 4º Austria Wien, 2

Grupo H
Ajax – Barcelona – 2-1
Celtic – AC Milan – 0-3

1º Barcelona, 10; 2º  AC Milan, 8; 3º Ajax, 7; 4º Celtic, 3

Depois de Bayern, Manchester City, Atlético de Madrid e Barcelona, também o Chelsea (mesmo tendo sido derrotado em Basileia), Manchester United, Real Madrid e Paris St.-Germain garantiram já o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.

27 Novembro, 2013 at 9:42 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Anderlecht – Benfica

AnderlechtAnderlecht – Silvio Proto, Anthony Vanden Borre, Chancel Mbemba, Bram Nuytinck (73m – Ronald Vargas), Olivier Deschacht (55m – Frank Acheampong), Cheikhou Kouyaté, Massimo Bruno, Guillaume Gillet, Dennis Praet, Fabrice N’Sakala e Aleksandar Mitrović

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, André Almeida, Nemanja Matić, Enzo Peréz (87m – Rodrigo), Lazar Marković (89m – Ivan Cavaleiro), Ljubomir Fejsa, Nico Gaitán (72m – Miralem Sulejmani) e Lima

1-0 – Chancel Mbemba – 18m
1-1 – Nemanja Matić – 34m
1-2 – Chancel Mbemba (p.b.) – 52m
2-2 – Massimo Bruno – 77m
2-3 – Rodrigo – 90m

Cartões amarelos – Massimo Bruno (29m), Bram Nuytinck (49m) e Aleksandar Mitrović (88m); André Almeida (78m) e Artur (90m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Procurando remediar os danos do desaire sofrido em Atenas, o Benfica entrava neste jogo de “2 em 1” (a vitória podia valer a continuidade das aspirações à passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões, sendo que, pelo menos o empate, garantia desde logo, no pior cenário, a passagem para a Liga Europa) sabendo que tinha – perante o actual potencial do adversário – a melhor oportunidade de sempre para vencer em Bruxelas.

Porém, denotando falta de clarividência no seu jogo, não só não conseguiria impor-se logo desde início, vindo, inclusivamente, num lance infeliz, na sequência de uma “carambola” entre o central do Anderlecht, Mbemba, e Luisão, a sofrer o primeiro golo. O Benfica reagiu então de forma positiva a este revés, não se descontrolando, mantendo a toada de jogo, necessariamente agora mais claramente estimulado pela necessidade de marcar.

E o golo do empate surgiria pouco depois, como corolário de uma melhor fase da equipa benfiquista. Já no segundo tempo, aproveitando a fragilidade do opositor, o Benfica chegaria, com alguma naturalidade, à vantagem. Durante um bom período, de cerca de vinte minutos, a equipa portuguesa deu a sensação de controlar o jogo, e de o triunfo não lhe escaparia.

Porém, quando se esperava que fosse o Benfica a explorar alguma situação de contra-ataque, aproveitando o adiantamento dos belgas, o Anderlecht restabeleceria o empate. A situação complicava-se bastante: já na fase derradeira do encontro – e tendo em consideração que o Olympiakos ia empatando também em Paris, a um golo -, até ao minuto noventa, o Benfica estava virtualmente afastado da Liga dos Campeões. E tinha de manter-se atento para que a própria eventual passagem para a Liga Europa não viesse a ficar também comprometida.

Depois de uma aparentemente estranha substituição, com a saída de Gaitán, Jorge Jesus, apostaria então na entrada em campo, já mesmo em cima do final do tempo de jogo,  de Rodrigo e Ivan Cavaleiro, alterações que pareciam ser feitas já em “desespero de causa”, e, sobretudo, demasiado tarde. Mas chegava então o momento de o Benfica ser feliz: aproveitando a velocidade de Rodrigo, muito bem desmarcado, a equipa portuguesa chegava, já no minuto noventa, ao terceiro golo, que lhe proporcionava enfim – sem que, contudo, tivesse feito uma exibição memorável – a primeira vitória no terreno do outrora bem poderoso Anderlecht (a Final da Taça UEFA de há trinta anos ainda perdura na memória…), uma equipa abnegada, lutadora, mas bem abaixo da qualidade que patenteou na Europa nas décadas de 70 e 80 do século passado.

Em paralelo, ligeiramente depois do golo benfiquista, o Paris St.-Germain marcava o segundo golo, que resultava na derrota do Olympiakos. No espaço de um minuto, um golo em Bruxelas e outro em Paris provocava uma reviravolta (parcial) na tendência pontual do Grupo: o Benfica passava de uma situação de eliminação, para uma posição de poder continuar ainda a agarrar-se ao “sonho” de prosseguir na Liga dos Campeões (embora bastante condicionado, uma vez que implica a necessidade de, na derradeira ronda, fazer melhor resultado ante o Paris St.-Germain do que o que o Olympiakos averbar frente ao Anderlecht…).

A continuidade na Europa ficou, não obstante, já garantida, quanto mais não seja via Liga Europa. Dada a impossibilidade de jogar em dois campos ao mesmo tempo (Lisboa e Atenas), ao Benfica só resta uma opção: a de tentar ganhar na última ronda, na recepção aos parisienses…

27 Novembro, 2013 at 9:37 pm Deixe um comentário

Suécia – Portugal – (Mundial-2014 – Play-off – 2ª mão)

Suécia Suécia – Andreas Isaksson, Mikael Lustig, Per Nilsson, Mikael Antonsson, Martin Olsson, Sebastian Larsson (90m – Alexander Gerndt), Rasmus Elm (45m – Anders Svensson), Kim Kallstrom, Alexander Kacaniklic (82m – Jimmy Durmaz), Johan Elmander e Zlatan Ibrahimovic

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão (52m – Antunes), Raul Meireles (73m – William Carvalho), Nani, João Moutinho, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (82m – Ricardo Costa)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 50m
1-1 – Zlatan Ibrahimovic – 68m
2-1 – Zlatan Ibrahimovic – 72m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 77m
2-3 – Cristiano Ronaldo – 79m

Cartões amarelos – Martin Olsson (54m), Anders Svensson (61m), Kim Kallstrom (69m) e Mikael Antonsson (84m); Nani (59m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Depois do desfecho da primeira mão, ambas as selecções encararam esta “segunda parte” da eliminatória com alguma cautela, dando a entender que “havia muito tempo” para as decisões. De facto, no primeiro tempo, e após alguma tomada de iniciativa dos suecos no arranque do jogo, rapidamente se passou a uma toada morna, com o jogo bem repartido, mas com a equipa portuguesa a manter a situação perfeitamente controlada.

Teria inclusivamente, por intermédio de Cristiano Ronaldo, aos 36 minutos, e Hugo Almeida, aos 39 minutos, duas soberanas ocasiões de golo, não aproveitadas. Só já na fase derradeira desta etapa inicial do jogo, a Suécia assustaria, em dois lances de bola parada, em particular num remate de Ibrahimovic, que, contudo, saiu bastante alto.

No recomeço, os suecos terão reconhecido que era chegada a altura de mudar a abordagem ao jogo, e de, finalmente arriscar; logo aos 4 minutos, a centro atrasado de Ibrahimovic, já na linha de fundo, surgiria Larsson a rematar à “queima-roupa”, com Rui Patrício, com excelente intervenção, positivamente a negar o que teria sido o primeiro golo da Suécia.

Só que, precisamente no lance imediato, Cristiano Ronaldo, lançado em profundidade, num passe “a rasgar”, para as costas da defesa sueca, embalaria em corrida, numa diagonal de algumas dezenas de metros, sempre perseguido pelos suecos, conseguindo isolar-se, rematando cruzado para a baliza do desamparado Isaksson, num golo à “matador”, que, pensava-se, proporcionava a Portugal uma confortável e decisiva vantagem de dois golos na eliminatória, até porque, no quarto de hora seguinte, a selecção portuguesa conseguiria gerir, de forma tranquila, essa situação de vantagem.

Chegaria então o momento em que o desafio sofreria uma brutal aceleração, numa fase da partida de enorme intensidade: no espaço de apenas quatro minutos, a Suécia, na sequência de dois lances de bola parada, operaria uma reviravolta no marcador, com dois tentos de Ibrahimovic: primeiro, dando a melhor finalização a um pontapé de canto, antecipando-se à defensiva portuguesa, com um cabeceamento cruzado, a desviar a bola do alcance do guardião português; logo de seguida, na conversão de um livre, com um remate forte, a “furar” a barreira (pelo chão), passando por baixo de Rui Patrício.

Temeu-se que a equipa portuguesa se pudesse de alguma forma descontrolar. Paulo Bento concretizaria então uma substituição, já planeada antes do segundo golo sueco, trocando Raul Meireles pelo estreante William Carvalho; uma opção de risco, no momento mais difícil do desafio e da eliminatória. Não haveria contudo tempo sequer para uma “ambientação” do novo recruta, pois, aos dois golos de Ibrahimovic em quatro minutos, responderia Cristiano Ronaldo, de imediato, com dois golos… num intervalo de apenas dois minutos! Fantástico!

Aproveitando o entusiasmo sueco e o balanceamento da equipa para o ataque, em busca do terceiro golo, que colocaria a Suécia em posição de apuramento, Cristiano Ronaldo conseguiria concretizar mais um rapidíssimo lance de contra-ataque, controlando a bola, na recepção, com um toque de joelho, acabando por rematar, já algo em desequilíbrio, sem hipóteses para Isaksson. E se o 2-2 voltava já a colocar Portugal no Mundial, Ronaldo não se ficaria por aí, consumando nova sensacional reviravolta, garantindo a vitória da equipa portuguesa, com um também fantástico terceiro golo, a contornar o guarda-redes adversário, desferindo um forte remate, já quase sem ângulo..

Um verdadeiro recital de Cristiano Ronaldo, que, com o “hat-trick” registado, igualou Pauleta como o melhor marcador de sempre da selecção de Portugal, podendo inclusivamente ter chegado ao quarto golo logo depois, com mais um remate cruzado, a sair a milímetros do poste (já nos derradeiros minutos, ainda ensaiaria mais um remate perigoso). Mas o resultado estava feito…

Não tendo conseguido evitar as “horas extras” do play-off, e, neste, acabando também por passar por alguns momentos de apuro e de sofrimento, durante cerca de dez minutos (entre os dois golos dos empates, a 1-1, e a 2-2), Portugal teve, na “Hora H”, de maior pressão, o discernimento que lhe permitiu ser feliz, respondendo de forma extraordinariamente afirmativa quando tal era requerido, deixando agora sem (segunda possibilidade de) reacção a Suécia, confirmando assim um justo apuramento para o Mundial, a oitava fase final de uma grande competição internacional em que marca presença, de forma consecutiva, desde 2000.

Nos outros duelos do “play-off” de apuramento na Europa, a Grécia confirmou o apuramento, empatando a um golo na Roménia; a Croácia eliminou a Islândia, vencendo por 2-0; por fim, a França conseguiria reverter a desvantagem da primeira mão, ganhando à Ucrânia por 3-0.

Estão já apurados 30 dos 32 finalistas do Mundial: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Alemanha, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Rússia, Suíça, Costa Rica, EUA, Honduras, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Ghana, Nigéria, Austrália, Coreia do Sul, Irão e Japão. Uruguai e México deverão completar amanhã o lote.

Um destaque final para a presença de três treinadores portugueses na fase final do Mundial, ao comando das selecções de Portugal (Paulo Bento), Grécia (Fernando Santos) e Irão (Carlos Queirós).

19 Novembro, 2013 at 10:33 pm Deixe um comentário

Portugal – Suécia (Mundial-2014 – Play-off – 1ª mão)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Raul Meireles (78m – Josué), Nani, João Moutinho, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (66m – Hugo Almeida)

Suécia Suécia – Andreas Isaksson, Mikael Lustig, Per Nilsson, Mikael Antonsson, Martin Olsson, Sebastian Larsson, Rasmus Elm (72m – Pontus Wernbloom), Kim Kallstrom (77m – Anders Svensson), Alexander Kacaniklic, Johan Elmander (88m – Alexander Gerndt) e Zlatan Ibrahimovic

1-0 – Cristiano Ronaldo – 83m

Cartões amarelos – João Pereira (42m) e Cristiano Ronaldo (76m); Sebastian Larsson (71m); Johan Elmander (76m – Anders Svensson)

Árbitro – Nicola Rizolli (Itália)

Numa partida que se antevia equilibrada, decidida por detalhes, Portugal entraria em campo com excelente atitude, a todo o “gás”, com o primeiro lance de perigo a surgir logo aos cinco minutos, com João Moutinho a contornar o guarda-redes, mas alargando a trajectória, acabaria por perder o ângulo, rematando à malha lateral. Porém, no lance imediato, Elmander conseguiu soltar-se na zona de perigo da área portuguesa, rematando ligeiramente ao lado, provocando um susto à equipa portuguesa que, de imediato, como que se retrairia.

Seria então a Suécia a criar mais perigo: aos 20 minutos, Rui Patrício seria colocado à prova, respondendo de forma concentrada e segura, depois de Ibrahimovic ter iludido a defesa portuguesa, abrindo espaço para o remate de Larsson. Logo de seguida, os suecos provocariam “frisson” de novo, num livre directo,  por Kallstrom, com a bola a sair junto ao poste.

Aos 24 minutos, seria a vez do guardião Isaksson revelar também atenção, saindo a defender a soco, uma bola lançada para a área, à espera da entrada de Ronaldo…

Mas, efectivamente, numa primeira parte que acabaria por ser de fraco nível, dado a intensidade de jogo ter baixado muito depois dos minutos iniciais, o primeiro remate da selecção portuguesa à baliza contrária só surgiria aos 45 minutos, por Pepe.

Já no segundo tempo, logo aos 48 minutos, seria Hélder Postiga a rematar, mas por cima da baliza. Apenas dois minutos depois, num lance em que Pepe surgiu isolado frente ao guarda-redes adversário, ligeiramente descaído sobre o lado direito, haveria uma espécie de carambola, com vários ressaltos, sem que ninguém conseguisse impelir a bola para dentro da baliza, acabando por sobrar para Cristiano Ronaldo, que remataria, de primeira, muito por alto.

Aos 62 minutos, a principal ocasião de golo esteve nos pés de João Moutinho, também descaído na direita, mas não conseguiria rematar para o fundo da baliza; na sequência do canto, um remate forte de Hélder Postiga levou também perigo, mas saiu por cima. No melhor período de Portugal no jogo, Nani, aos 69 minutos, conseguiu um drible, rematando com algum perigo, mas à figura do guardião sueco.

Até que, aos 82 minutos, dando perfeita sequência a um excelente cruzamento de Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, numa espécie de “salto de peixe”, de cabeça, a desviar a bola do alcance de Isaksson, marcaria enfim o tão ansiado golo. E, apenas, três minutos decorridos, Cristiano Ronaldo cabecearia de novo, com muito perigo, com a bola a embater na trave.

O jogo chegava ao fim, com um importante triunfo de Portugal, com a vantagem de não ter sofrido golos, o que lhe deixa boas opções para a 2.º mão, mas num desafio em que terá de aplicar-se a fundo para garantir o apuramento para o Mundial.

Nos outros jogos da 1.ª mão do play-off, a Islândia empatou a zero, em casa, com a Croácia; a Grécia venceu a Roménia por 3-1; e a Ucrânia bateu a França por 2-0.

15 Novembro, 2013 at 9:42 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Valencia, Ludogorets, Salzburg, Esbjerg, Rubin Kazan, Fiorentina, Dnipro e Tottenham são as primeiras oito equipas que garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da Liga Europa.

Grupo E
Dnipro – Paços Ferreira – 2-0
Pandurii – Fiorentina – 1-2

1º Fiorentina, 12; 2º Dnipro, 9; 3º Pandurii e Paços Ferreira, 1

Grupo H
Sevilla – Slovan Liberec – 1-1
Estoril – Freiburg – 0-0

1º  Sevilla, 8; 2º Slovan Liberec, 6; 3º Freiburg, 3; 4º Estoril, 2

Grupo I
Rijeka – Lyon – 1-1
Guimarães – Betis – 0-1

1º Betis, 8; 2º Lyon, 6; 3º Guimarães, 4; 4º Rijeka, 2

(mais…)

7 Novembro, 2013 at 10:12 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Real Sociedad – Manchester United – 0-0
Shakhtar Donetsk – Bayer Leverkusen – 0-0

1º Manchester United, 8; 2º Bayer Leverkusen, 7; 3º Shakhtar Donetsk, 5; 4º Real Sociedad, 1

Grupo B
København – Galatasaray – 1-0
Juventus – Real Madrid – 2-2

1º Real Madrid, 10; 2º Galatasaray e København, 4; 4º Juventus, 3

Grupo C
Olympiakos – Benfica – 1-0
Paris St.-Germain – Anderlecht – 1-1

1º Paris St.-Germain, 10, 2º Olympiakos, 7; 3º Benfica, 4; 4º Anderlecht, 1

Grupo D
Viktoria Plzeň – Bayern – 0-1
Manchester City – CSKA Moskva – 5-2

1º Bayern, 12; 2º Manchester City, 9; 3º CSKA Moskva, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0

Grupo E
Chelsea  – Schalke 04 – 3-0
Basel – Steaua – 1-1

Chelsea, 9; 2º Schalke 04, 6; 3º Basel, 5; 4º Steaua, 2

Grupo F
Napoli – Marseille – 3-2
B. Dortmund – Arsenal – 0-1

Arsenal e Napoli, 9; 3º B. Dortmund, 6; 4º Marseille, 0

Grupo G
At. Madrid – Austria Wien – 4-0
Zenit – FC Porto – 1-1

1º At. Madrid, 12; 2º Zenit, 5; 3º FC Porto, 4; 4º Austria Wien, 1

Grupo H
Barcelona – AC Milan – 3-1
Ajax – Celtic – 1-0

1º Barcelona, 10; 2º  AC Milan, 5; 3º Ajax, 4; 4º Celtic, 3

Bayern (actual detentor do título), Manchester City, Atlético de Madrid e Barcelona são as primeiras quatro equipas que garantiram já o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.

6 Novembro, 2013 at 9:38 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Olympiakos – Benfica

OlympiakosOlympiakos – Roberto Jiménez; Leandro Salino, Kostas Manolas, Dimitris Siovas, José Holebas, Giannis Maniatis, Andreas Samaris, Sambou Yatabaré (56m – Delvin N’Dinga), Javier Saviola (45m – Alejandro Domínguez), David Fuster (74m – Bong) e Kostas Mitroglou

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Nemanja Matić, Enzo Pérez, Lazar Marković (74m – Filip Đjuričić), Ruben Amorim (78m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán  e Óscar Cardozo (71m – Lima)

1-0 – Kostas Manolas – 13m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (33m), Nemanja Matić (37m) e Ruben Amorim (42m); Sambou Yatabaré (38m), Roberto (85m), Delvin N’Dinga (89m) e Alejandro Domínguez (90m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Num grande paradoxo em que o futebol é por vezes fértil, o Benfica, com uma excelente exibição, em que denotou flagrante superioridade face ao seu adversário, acabando por perder o jogo, vê praticamente esfumarem-se as suas possibilidades de apuramento para os 1/8 Final da competição.

A equipa benfiquista, sabendo do cariz determinante desta partida, bastante personalizada, teve muito boa entrada neste jogo, com duas ocasiões de perigo, logo aos cinco e aos sete minutos, respectivamente por Cardozo e Marković, a obrigarem Roberto a duas defesas apertadas, em que revelou grande concentração. Só que, na primeira investida do Olympiakos, aos 13 minutos, na sequência de um canto, Manolas surgiu completamente liberto de marcação, fulgurante, numa entrada de rompante, a cabecear para o fundo da baliza.

Depois, aos 27 minutos, também na marcação de um canto, Luisão procurou dar a melhor resposta, de cabeça, mas falhou por pouco a baliza adversária.

Na segunda parte o domínio benfiquista intensificou-se, tendo chegado a ser avassalador. Logo no primeiro minuto deste segundo tempo, Roberto faria uma “defesa impossível”, ao estilo de guarda-redes de andebol, a remate quase “à queima roupa” de Marković.

E, novamente aos 54 minutos, Roberto a estirar-se todo para evitar o golo, a remate cruzado de Sílvio. Aos 58 minutos, foi Enzo Pérez a colocar o guardião espanhol uma vez mais à prova.

À medida que o tempo avançava, o Benfica ia perdendo serenidade, tendo deixado de criar tantas situações de perigo. Só já na parte derradeira, aos 89 minutos, voltaria a criar outra flagrante situação de golo, com Đjuričić, na cara de Roberto, mas pressionado pelo defesa, que o desequilibrou, a acabar por atrapalhar-se, não conseguindo desviar a bola do alcance do guarda-redes.

O Olympiakos, que foi mero espectador durante todo o jogo, só no 93º minuto teria nova oportunidade, com Leandro Salino a surgir isolado, mas a atrapalhar-se também, acabando por perder a bola para a defesa contrária.

O Benfica acaba por ser penalizado pela sua desconcentração defensiva, e, também, pela falta de eficácia na concretização, possibilitando a Roberto, com uma magnífica exibição, redimir-se do jogo da primeira volta.

Agora só um “milagre” poderia ainda permitir ao Benfica apurar-se: necessita vencer os dois jogos (em Bruxelas, com o Anderlecht, e, em casa, com o Paris St.-Germain) e esperar que o Olympiakos não consiga melhor que o empate nos dois jogos finais, com esses mesmos adversários; ou, em alternativa, se o Benfica somar quatro pontos (uma vitória e um empate), os gregos teriam de perder esses dois desafios.

5 Novembro, 2013 at 11:55 pm Deixe um comentário

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