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Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Zenit
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Eliseu, Enzo Pérez, Andreas Samaris (74m – André Almeida), Eduardo Salvio, Anderson Talisca (20m – Paulo Lopes), Nico Gaitán e Lima (74m – Derley)
Zenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Igor Smolnikov (45m – Aleksandr Anyukov), Nicolas Lombaerts, Ezequiel Garay, Domenico Criscito, Javi García, Axel Witsel, Hulk (85m – Andrey Arshavin), Oleg Shatov, Danny e José Rondón (76m – Pavel Mogilevets)
0-1 – Hulk – 5m
0-2 – Axel Witsel – 22m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (60m); Javi García (65m)
Cartão vermelho – Artur Moraes (18m)
Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)
O que dizer de um jogo em que se entra a perder, com pouco de mais de um quarto de hora se tem o guarda-redes expulso, e, pouco depois dos 20 minutos, praticamente no primeiro lance em que interveio, ainda “a frio”, o guardião suplente, se sofre o segundo golo?
Que a equipa entrou desconcentrada em campo, denotando dificuldades em compreender o posicionamento táctico do adversário e as rápidas desmarcações, com falhas defensivas que foram severamente penalizadas.
Depois, quando se poderia temer que o marcador se continuasse a avolumar, até atingir números pouco dignificantes, o Benfica teve o mérito de, não apenas estabilizar, recompondo-se a nível defensivo, como, inclusivamente, procurar reagir, indo á procura do golo, que, aliás, poderia ter alcançado, por mais de uma ocasião, num dia em que, contudo, “nada saiu bem”.
No segundo tempo, com o Zenit mais apostado em jogar pelo seguro, e em conservar a vantagem, o esforço e a atitude competitiva do grupo benfiquista seriam bem reconhecidos e merecidamente aplaudidos e incentivados com os incessantes cânticos de apoio, durante largos minutos, na fase final do jogo, com que os adeptos se despediram dos jogadores do seu clube, momento que, pela sua invulgaridade, dadas as circunstâncias, em particular o resultado adverso, nesta abertura da competição, ainda por cima jogando em casa, perdurará na memória, como um sinal de que futuras conquistas estarão à espreita.
Portugal – Albânia (Europeu 2016 – Qualif.)
Duas palavras: mau demais.
11 jogadores sem norte, sem rumo, à deriva, tão longe de formar uma equipa, mais parecia um grupo de perfeitos desconhecidos. A responsabilidade, obviamente, para o responsável técnico, Paulo Bento.
A selecção portuguesa ainda procurou começar por assumir a iniciativa do jogo, na fase inicial do encontro, mas sempre sem denotar ideias sobre a forma de construir lances que lhe pudessem proporcionar desequilíbrios e oportunidades de golo. Depois, ainda bem cedo, sem que o golo aparecesse, rapidamente foi começando a revelar-se desconexa, sem “fio de jogo”.
Com o golo albanês, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, não houve sequer a “chama” que devia ter surgido desse espicaçar do orgulho próprio de alguns jogadores com um nome a defender no futebol.
Vai ser necessário melhorar muito se Portugal quiser ter aspirações nesta fase de qualificação.
Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Ricardo Costa (73m – Miguel Veloso), Fábio Coentrão, William Carvalho (56m – Ricardo Horta), João Moutinho, André Gomes, Vieirinha (45m – Ivan Cavaleiro), Nani e Éder
Albânia – Etrit Berisha, Elseid Hysaj, Lorik Cana, Mërgim Mavraj, Ansi Agolli, Odise Roshi, Taulant Xhaka, Burim Kukeli (66m – Ergys Kaçe), Amir Abrashi, Ermir Lenjani (75m – Andi Lila) e Bekim Balaj (82m – Sokol Cikalleshi)
0-1 – Bekim Balaj – 52m
Cartões amarelos – Nani (69m); Roshi (4m), Amir Abrashi (21m), Taulant Xhaka (34m), Mërgim Mavraj (67m), Ergys Kaçe (69m) e Etrit Berisha (70m)
Árbitro – Ruddy Buquet (França)
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 1 1 - - 2 - 1 3 2º Albânia 1 1 - - 1 - 0 3 3º Sérvia - - - - - - - - 4º Arménia 1 - - 1 1 - 2 - 5º Portugal 1 - - 1 0 - 1 -
1ª jornada
07.09.14 – Dinamarca – Arménia – 2-1
07.09.14 – Portugal – Albânia – 0-1
Liga Europa – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Villarreal København Tottenham Salzburg B. M'gladbach Brugge Besiktas Celtic Zurich Torino Partizan D. Zagreb Apollon HJK Helsinki Asteras Tripolis Astra Giurgiu Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H PSV Inter Sevilla Lille Panathinaikos Dnipro Standard Liège Wolfsburg Estoril Saint-Étienne Feyenoord Everton D. Moskva Karabakh Rijeka Krasnodar Grupo I Grupo J Grupo K Grupo L Napoli D. Kyiv Fiorentina Metalist Sparta Praha Steaua PAOK Trabzonspor Young Boys Rio Ave Guingamp Legia Warsaw Slovan Bratisl. AaB Aalborg D. Minsk Lokeren
A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 18 de Setembro, estando agendado para 11 de Dezembro o termo desta fase de Grupos. A Final da Liga Europa será disputada em Varsóvia a 27 de Maio de 2015.
Liga dos Campeões – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D At. Madrid Real Madrid Benfica Arsenal Juventus Basel Zenit B. Dortmund Olympiakos Liverpool B. Leverkusen Galatasaray Malmö Ludogorets Monaco Anderlecht Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Bayern Barcelona Chelsea FC Porto Man. City P. St.-Germain Schalke 04 Shakhtar CSKA Moskva Ajax Sporting At. Bilbao Roma APOEL Nicosia Maribor BATE Borisov
A primeira jornada disputa-se já nos próximos dias 16 e 17 de Setembro, estando agendado para 9 e 10 de Dezembro o termo desta fase de Grupos. A Final da Liga dos Campeões desta temporada disputa-se em Berlim, a 6 de Junho de 2015.
Mundial 2014 – Portugal – Gana
2-1
Beto (89m – Eduardo); João Pereira (61m – Silvestre Varela), Pepe, Bruno Alves e Miguel Veloso; Nani, João Moutinho, William Carvalho e Rúben Amorim; Cristiano Ronaldo e Éder (69m – Vieirinha)
Abdul Fatawu Dauda; Harrison Afull, John Boye, Jonathan Mensah e Kwadwo Asamoah; Christian Atsu, Mohammed Rabiu (76m – Afriyie Acquah), Emmanuel Agyemang-Badu e André Ayew (81m – Wakaso Mubarak); Abdul Majeed Waris (71m – Jordan Ayew) e Asamoah Gyan
1-0 – John Boye (p.b.) – 31m
1-1 – Asamoah Gyan – 57m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 80m
Perante o conformismo que parecia ter-se instalado na selecção portuguesa, já (bastante) descrente na (remota) possibilidade de apuramento, pedia-se, em primeiro lugar, dignidade, e, preferencialmente, a vitória neste último jogo, frente ao Gana.
E foi o que sucederia, com uma exibição algo desequilibrada, com falta de consistência ao longo dos 90 minutos, mas com algumas fases positivas, principalmente na meia hora inicial… e no quarto de hora final, quando, inclusivamente, teve oportunidades que demonstraram que, afinal, teria sido possível…
Tal como acontecera na partida frente aos EUA, a equipa portuguesa podia ter inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, quando, num cruzamento/remate de Cristiano Ronaldo – um pouco à semelhança do cruzamento para o golo de Varela -, também descaído no flanco direito, junto à linha lateral, procurando explorar o adiantamento do guardião contrário, a bola embateu perigosamente na trave, ficando a centímetros do êxito.
E, ainda mais flagrante, seria a ocasião de perito criada aos 18 minutos, num bom centro de João Pereira, com Cristiano Ronaldo a surgir completamente desmarcado, isolado na pequena área, cara-a-cara com o guardião contrário, mas a cabecear à figura.
Só que, no minuto imediato, o Gana ameaçaria também o golo, com Gyan a fugir a Pepe, a rematar com muito perigo, a obrigar Beto a uma defesa de recurso, com os pés.
Mas o golo surgiria mesmo, e para Portugal: num cruzamento de Miguel Veloso, da esquerda, o defesa contrário Boye, ao tentar interceptar a bola, tocou-a de forma defeituosa, com o joelho, impelindo-a involuntariamente para a sua própria baliza. O mesmo Boye reincidiria, a findar a primeira parte, com mais um corte imperfeito, com a bola a sair perto da baliza, com o guarda-redes fora do lance.
Ao intervalo, a ganhar por um golo, a margem era ainda demasiado curta face ao que a equipa portuguesa necessitaria, enquanto, no outro jogo, entre Alemanha e EUA, o nulo se mantinha teimosamente.
Curiosamente, no minuto seguinte ao golo da Alemanha, que colocava Portugal a três golos do objectivo, seria o Gana a marcar, restabelecendo a igualdade, a confirmar um período de abaixamento da intensidade do jogo português. Num ápice, eram os ganeses que passavam a estar em situação mais favorável, uma vez que necessitavam apenas de mais um golo para se colocarem em posição de apuramento.
E, apenas cinco minutos volvidos, aos 61, o Gana voltaria a assustar, criando muito perigo para a baliza portuguesa. Aos 72 minutos, um lance que suscitou alguma dúvida, na área ganesa, com uma carga (de ombro?) a derrubar Cristiano Ronaldo. E se fica o benefício da dúvida para o árbitro neste lance, não há dúvida que esteve mal ao não expulsar Jordan Ayew, que agrediu com uma cotovelada William Carvalho.
Paulo Bento arriscava então, enfim, tudo, colocando Varela e Vieirinha em campo, e tiraria frutos disso aos 80 minutos: na sequência de um cruzamento de Nani, da esquerda, pressionado pela proximidade de Varela, o guardião Daula, afastaria a bola com uma palmada para a frente, para o centro da área, onde Cristiano Ronaldo, sem dificuldade, empurrou para o segundo golo de Portugal, que, pelo menos, lhe proporcionava o triunfo, permitindo paralelamente ao jogador português marcar em seis fases finais consecutivas de grandes provas internacionais de selecções (Europeus de 2004, 2008 e 2012, Mundiais de 2006, 2010 e 2014), igualando o registo do seleccionador dos EUA, o alemão Klinsmann.
Faltavam dez minutos para o final… e três golos para a qualificação. Na melhor fase do jogo, em termos de intensidade e de ocasiões de perigo – não obstante se jogasse já mais com o coração do que com a cabeça – Portugal teria ainda… três oportunidades para marcar: primeiro, de novo por Cristiano Ronaldo, com uma flagrante possibilidade, na zona central, a rematar à figura de Dauda; e, já em período de compensação, ainda Cristiano Ronaldo, por mais duas vezes, a não conseguir concretizar, com um remate por cima da baliza, e, uma vez mais, com outra bola a ir à figura do guarda-redes ganês.
Portugal despedia-se do Mundial, numa campanha de menos a mais – beneficiando também de alguma subida de rendimento de Cristiano Ronaldo, a par de mais apropriadas opções tácticas, por via do refrescar da equipa, nomeadamente com a entrada de William Carvalho e Rúben Amorim para a zona nevrálgica do meio-campo -, conseguindo sair da prova com dignidade, ganhando esta última partida, acabando por igualar em pontos os EUA, sendo penalizado pelo desastre do jogo inicial.
Cartões amarelos – João Moutinho (90m); Harrison Afull (39m), Abdul Majeed Waris (55m) e Jordan Ayew (79m)
Árbitro – Nawaf Shukralla (Bahrein)
Estádio Nacional de Brasília – Brasília (17h00)
Mundial 2014 – EUA – Portugal
2-2
Tim Howard; Fabian Johnson, Geoff Cameron, Matt Besler, DaMarcus Beasley, Alejandro Bedoya (72m – DeAndre Yedlin), Kyle Beckerman, Michael Bradley, Jermaine Jones, Graham Zusi (90m – Omar Gonzalez) e Clint Dempsey (87m – Chris Wondolowski)
Beto; João Pereira, Bruno Alves, Ricardo Costa e André Almeida (45m – William Carvalho); Miguel Veloso, João Moutinho e Raul Meireles (69m – Silvestre Varela); Nani, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (16m – Éder)
0-1 – Nani – 5m
1-1 – Jermaine Jones – 64m
2-1 – Clint Dempsey – 81m
2-2 – Silvestre Varela – 90m
Se o jogo inaugural da selecção portuguesa neste Mundial dera já claros indícios – mesmo mitigados ou, noutra perspectiva, porventura mascarados, pelas características especiais dessa partida, e a forma como a mesma se desenrolou, com diversas incidências desfavoráveis, desde o penalty muito cedo, a expulsão e as lesões, logo de seguida – de que algo não estava bem, este segundo desafio veio efectivamente confirmar, agora já sem margem para o “benefício da dúvida”, que há, aliás, muitas coisas que não estão bem.
Começando por beneficiar, logo nos minutos iniciais, de um golo feliz, fruto de uma deficiente intervenção do defesa-central estado-unidense, que, ao procurar afastar a bola, a colocou de “bandeja” nos pés de Nani, que não se fez rogado, com frieza e eficácia, dando a melhor sequência ao lance, marcando o primeiro golo português – Portugal praticamente entrou em campo a ganhar.
O “mais difícil” parecia estar feito: um golo que pudesse dar confiança e serenidade ao grupo, e que o motivasse para a necessária vitória. Eis senão quando, de forma surpreendente, a equipa nacional rapidamente perdeu o controlo do jogo, não só cedendo a iniciativa ao adversário, como, mais, vendo-se mesmo empurrada para a sua zona defensiva, perante as sucessivas investidas americanas.
Durante meia hora, não conseguindo nunca acertar as marcações, dando sempre a sensação de estar em inferioridade na zona nevrálgica do meio-campo, a selecção portuguesa esteve à mercê do adversário, que, muito rematador, ameaçava o tento do empate, que Beto, atento e concentrado, por algumas vezes teve de negar.
Curiosamente, seria depois de uma inédita paragem do jogo, determinada pelo árbitro, cerca dos 37 minutos – para que os jogadores se pudessem refrescar e recuperar do ambiente sufocante de Manaus, em plena floresta da Amazónia, hidratando-se -, que os portugueses se conseguiriam libertar também da pressão contrária, criando duas flagrantes ocasiões de golo, desperdiçando o que seria o 2-0, praticamente a findar a primeira parte, primeiro com o guardião Howard a defender um bom remate de Nani, e, de seguida, depois de um remate, também de Nani, ao poste, na recarga, de Éder (que substituíra mais um jogador lesionado, Hélder Postiga), novamente o guarda-redes contrário, com uma soberba intervenção, a desviar miraculosamente para canto – dois lances que poderiam ter ditado uma história completamente diferente para este encontro.
Ao intervalo, André Almeida, que denotara já, ao longo da primeira parte, grandes dificuldades físicas, seria também substituído. E, no segundo tempo, a toada do jogo não teria grandes alterações, sempre com os EUA em superioridade, a ameaçar o golo, que Ricardo Costa, providencialmente, em cima da linha de baliza, ainda conseguiria salvar, a remate de Bradley. Mas o tento do empate acabaria mesmo por surgir, com um potente e colocado remate de fora da área de Jermaine Jones, a desviar a bola do alcance de Beto.
Consciente de que a igualdade era um resultado comprometedor, Portugal tentaria ainda reagir, com Raul Meireles a ver um remate perigoso travado por Howard. Até que, já nos derradeiros dez minutos, os estado-unidenses chegariam à posição de vantagem, com Dempsey a aproveitar da melhor forma a lentidão de Bruno Alves, que, depois de uma tentativa de corte, caindo no terreno, demoraria a erguer-se, possibilitando assim que o marcador do golo (obtido com um encostar da barriga à bola, completamente desmarcado, à boca da baliza) estivesse em posição regular.
Culminando uma péssima actuação, denotando grandes carências, Portugal estava virtualmente eliminado. Teria ainda um lance bem ilustrativo do estado de descrença e de desnorte, com cinco (!) jogadores portugueses a serem apanhados em situação de fora de jogo, num único lance.
O segundo golo português, obtido ao minuto 95, cairia literalmente “do céu”, com Silvestre Varela a finalizar na perfeição a melhor jogada de Cristiano Ronaldo em todo o desafio, com um cruzamento longo, pelo ar, da extrema direita, para o lado contrário da área americana. Um golo que – não obstante poder vir eventualmente a comprometer o apuramento dos EUA – mais não será que um paliativo para Portugal…
No final deste jogo, impunha-se como inevitável a sensação de amadorismo que toda a presença de Portugal neste Mundial denota, a nível de organização, planeamento e preparação, desde a escolha do local de estágio (Campinas), ao timing de chegada ao Brasil (praticamente em cima do arranque da prova) e de deslocação para os locais de jogo, passando pelas sucessivas lesões (Hugo Almeida, Fábio Coentrão, Rui Patrício, Hélder Postiga, André Almeida).
Uma selecção excessivamente dependente de Cristiano Ronaldo, que, pese embora o espírito de sacrifício que revela, não estando obviamente em condições, acaba por, mesmo que involuntariamente, ser mais prejudicial que benéfico ao grupo, que – envelhecido, em fim de ciclo, com notória falta de ritmo – não consegue suprir o sub-rendimento do seu capitão, o qual, inevitavelmente, acaba por provocar desequilíbrios na ocupação do espaço, em particular no controlo da zona intermediária, e nas tarefas defensivas, tornando a equipa vulnerável às investidas adversárias.
No imediato pós-jogo, o discurso derrotista do responsável técnico pela selecção (Paulo Bento), assim, como, antes, de Nani, é claro sintoma de que (já) ninguém acredita na selecção, nem os próprios…
As hipóteses matemáticas de apuramento – necessidade de reverter uma desvantagem de cinco golos, e no pressuposto, indispensável, que não haja empate no Alemanha-EUA – mais não passam do que de uma miragem; objectivamente, não seria impossível Portugal ganhar por três ao Gana, e que a Alemanha ganhasse aos EUA por dois golos de diferença, o que bastaria para concretizar tal qualificação – sendo que, por outro lado, subsiste inclusivamente o cenário de eventual necessidade de recurso a sorteio para desempatar as equipas, por exemplo, caso Portugal vencesse por 2-0 e os EUA perdessem por 0-3! Mas, no contexto presente, tal não deixaria de ser como que um milagre…
Cartão amarelo – Jermaine Jones (75m)
Árbitro – Nestor Pitana (Argentina)
Arena Amazónia – Manaus (23h00)
Mundial 2014 – Alemanha – Portugal
4-0
Manuel Neuer; Jérôme Boateng, Benedikt Höwedes, Mats Hummels (73m – Shkodran Mustafi) e Per Mertesacker; Philipp Lahm, Sami Khedira e Toni Kroos; Thomas Müller (82m – Lukas Podolski), Mario Götze e Mesut Özil (62m – Andre Schürrle)
Rui Patrício; João Pereira, Fábio Coentrão (65m – André Almeida), Pepe e Bruno Alves; Miguel Veloso (45m – Ricardo Costa), João Moutinho e Raul Meireles; Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (28m – Éder)
1-0 – Thomas Müller (pen.) – 12m
2-0 – Mats Hummels – 32m
3-0 – Thomas Müller – 45m
4-0 – Thomas Müller – 78m
Num jogo – de abertura da fase final de uma competição como o Campeonato do Mundo – em que se sofre uma tão pesada derrota, e em que a equipa se vê privada de quatro dos seus elementos para a partida seguinte (Pepe, por expulsão; Rui Patrício, Fábio Coentrão e Hugo Almeida, por lesão), é tarefa muito difícil encontrar algo de positivo, sendo a natural tendência a de colocar o enfoque nos aspectos negativos.
A verdade é que este foi um jogo atípico, em que, não obstante, como tantas vezes sucede, o marcador se começa a avolumar, atingindo foros de goleada, que poderia – caso a Alemanha não tivesse notoriamente desacelerado no segundo tempo – ter atingido números ainda mais desastrosos.
A selecção portuguesa não entrou bem no encontro, deixando que a equipa alemã assumisse, logo desde os primeiros minutos, a iniciativa do jogo; nessa fase, uma primeira investida da equipa de Portugal, aos cinco minutos, teria como desfecho um tímido remate de Hugo Almeida, à figura de Manuel Neuer, um autêntico passe ao guarda-redes.
Apenas com dez minutos de jogo, num lance na área portuguesa, João Pereira, com uma abordagem algo ingénua, tocando em Mario Götze, o qual aproveitaria para forçar a grande penalidade, que o árbitro, com um critério apertado, concedeu. Estava feito o primeiro golo, a proporcionar o reforço da confiança alemã, na mesma proporção em que aumentava a “dúvida” e intranquilidade dos portugueses.
As coisas tinham já começado a correr mal, quando, apenas com 27 minutos de jogo, Hugo Almeida se lesionou, tendo de abandonar o desafio. E, somente cinco minutos volvidos – e na sequência de um pontapé de canto, após uma providencial intercepção de João Pereira, desviando pela linha de fundo a bola rematada por Mario Götze, que levava “selo de golo” -, Mats Hummels surgiria desmarcado na área, a cabecear sem apelo para o segundo golo germânico.
O minuto 36 registaria uma das poucas oportunidades da selecção nacional, todavia desaproveitada por Éder. Para, no minuto imediato, depois de um contacto entre Pepe e Thomas Müller, o jogador alemão – ignorando o conceito de “fair-play” – fazer uma simulação de agressão, contorcendo-se no chão (atitude que lhe poderia ter valido um cartão amarelo), de que o português iria “tirar satisfações”, encostando a cabeça ao adversário, o que levou o árbitro, uma vez mais rigoroso, a exibir-lhe o cartão vermelho. Foi o momento crucial do encontro.
Se já era muito complexa a tarefa da equipa portuguesa, a partir desse momento, tornou-se absolutamente irrealista qualquer expectativa de recuperação, sendo, ao invés, de surpreender que o resultado não tivesse continuado a dilatar-se. Sem que Paulo Bento tivesse feito qualquer substituição – Raul Meireles recuaria para a posição de defesa central -, no imediato, a equipa portuguesa até conseguiu aparentar alguma serenidade (a possível nas circunstâncias), sem que os alemães a tivessem asfixiado. O terceiro golo, sofrido ao cair do pano do primeiro tempo, surgiu de mais uma desconcentração, não tendo Rui Patrício, que ainda tocou na bola, tido a felicidade de a conseguir desviar da baliza.
Saindo para o intervalo já com uma pesada desvantagem, de 0-3, poderia recear-se que a derrota viesse a assumir ainda contornos mais esmagadores. Não obstante, na segunda metade do jogo – e depois de a defesa ter sido de alguma forma reconstituída, com a entrada de Ricardo Costa para a zona central, ocupando o lugar de Pepe – a selecção portuguesa, mesmo em inferioridade numérica, beneficiando do abaixamento da intensidade do jogo alemão, resistiria mais de meia hora sem sofrer golos.
E o resultado só se tornaria efectivamente severo, com o “hat-trick” de Thomas Müller, num lance incrível, com três falhas sucessivas na zona defensiva portuguesa – as duas primeiras, de forma inacreditável, sem que ninguém tivesse a frieza de despachar a bola da zona de perigo – sendo a terceira, menos censurável, a de Rui Patrício, que, numa defesa apertada, largou a bola para a sua frente, facilitando a acção do ponta-de-lança germânico, com a baliza à sua mercê.
Antes disso já Fábio Coentrão tinha saído também lesionado, e os portugueses tinham reclamado uma grande penalidade por nítido derrube a Nani, que o árbitro, agora, com um critério “mais largo”, não assinalou.
E, para ser verdadeiro – e embora tal nem se pudesse porventura legitimamente “exigir” – Portugal não teria grandes oportunidades de golo, com a principal ocasião a surgir já em tempo de compensação, com um potente e colocado remate de Cristiano Ronaldo, a que o concentrado Manuel Neuer respondeu da melhor forma, com uma tão atenta como eficaz defesa.
Voltando ao início: pouco há a dizer de bom sobre a exibição da equipa nacional; o resultado foi muito mau – o pior de sempre em fases finais de grandes competições -, mas terá de ser mitigado pelas condicionantes que estiveram na sua origem, principalmente por quase uma hora de inferioridade numérica.
Procurando fugir ao tradicional “8 e 80”, a selecção de Portugal é capaz de muito melhor, e deverá reagir à adversidade, em ordem a poder reverter esta “primeira má impressão”. Para já, as contas são relativamente fáceis de fazer: uma nova derrota, frente aos EUA, significaria automaticamente a eliminação; um empate reduziria drasticamente as possibilidades de apuramento, dado o saldo muito negativo de golos; duas vitórias, contra os estado-unidenses e o Gana, deverão proporcionar o seguir em frente, para os 1/8 Final.
Cartão amarelo – João Pereira (11m)
Cartão vermelho – Pepe (37m)
Árbitro – Milorad Mazic (Sérvia)
Arena Fonte Nova – Salvador (17h00)
Liga dos Campeões – Final – Real Madrid – At. Madrid
Estádio da Luz, em Lisboa
Real Madrid – Iker Casillas, Daniel Carvajal, Sergio Ramos, Raphaël Varane, Fábio Coentrão (59m – Marcelo), Luka Modrić, Sami Khedira (59m – Isco), Ángel Di Maria, Gareth Bale, Cristiano Ronaldo e Karim Benzema (79m – Álvaro Morata)
At. Madrid – Thibaut Courtois, Juanfran, João Miranda, Diego Godín, Filipe Luís (83m – Toby Alderweireld), Raúl Garcia (66m – José Sosa), Tiago, Gabi, Koke, Diego Costa (9m – Adrián López) e David Villa
0-1 – Godín – 36m
1-1 – Sergio Ramos – 90m
2-1 – Gareth Bale – 110m
3-1 – Marcelo – 118m
4-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 120m
Cartões amarelos – Sergio Ramos (27m), Khedira (45m), Marcelo (118m), Cristiano Ronaldo (120m) e Raphaël Varane (120m); Raúl Garcia (27m), João Miranda (53m), David Villa (72m), Juanfran (74m), Koke (86m), Gabi (100m) e Diego Godín (120m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
O fascínio do futebol em estado puro!… A explosão da esfuziante alegria da vitória, em completo contraste com o desespero da derrota.
Decorria o minuto 93 e o Atlético de Madrid tinha a Taça “nas mãos”, que, aliás, procurava segurar com “unhas e dentes” desde há cerca de vinte minutos, quando – depois de uma primeira parte muito “morna”, sem grandes momentos de futebol, em que os “colchoneros” haviam tido a eficácia de concretizar em golo uma das raras ocasiões de perigo – o Real Madrid, aproveitando a debilidade física do adversário, o vinha empurrando cada vez mais para a sua zona defensiva.
Foi feliz Carlo Ancelotti com a dupla aposta em Marcelo e Isco, a cerca de meia hora do final, dois jogadores que, com a velocidade que imprimiram ao futebol dos “merengues”, revolucionaram o jogo, acabando por “dinamitar” a já então cada vez mais frágil resistência dos adversários.
O Atlético de Madrid esteve a dois minutos (o árbitro tinha dado cinco minutos de tempo de compensação) de se sagrar, pela primeira vez no seu historial, Campeão Europeu. Mas, na verdade, o golo de Sergio Ramos, com excelente impulsão, a antecipar-se aos adversários, e a cabecear sem apelo nem agravo para o muito sereno Courtois, levando o jogo para prolongamento, vinha colocar justiça no marcador, em face do que ambas as equipas tinham produzido no decorrer dos noventa minutos.
Logo aí se percebeu que seria muito difícil ao Atlético ir buscar forças para reagir, mas, o Real Madrid teve então o mérito de procurar evitar que a Final chegasse ao desempate da marca de grande penalidade, indo em busca do golo. E, então, aconteceu futebol, de alta qualidade, grande intensidade e emoção.
O melhor momento desta Final surgiu aos 110 minutos quando Di Maria, velocíssimo, descaído no flanco esquerdo, passou por toda a – já bastante passiva – defesa contrária, culminando com um remate de belo efeito, para uma fantástica defesa de Courtois, perfeitamente “in-extremis”, a oferecer o corpo a bola, e a conseguir desviá-la com o pé… só que, atravessando toda a linha da pequena área, iria ter com Gareth Bale, que, com boa execução, num gesto técnico de dificuldade, conseguiria encostar a cabeça e consumar a reviravolta no marcador.
O Atlético de Madrid desapareceu então por completo do jogo, arrastando-se penosamente – não obstante Tiago ter tido ainda uma oportunidade para visar a baliza, e empatar a partida, mas o remate não saiu enquadrado com a baliza -, permitindo a Marcelo avançar sem qualquer oposição, apontando o terceiro golo. Outra vez no último minuto, haveria tempo ainda para uma grande penalidade, e para Cristiano Ronaldo – a meio gás – marcar o seu 17.º golo nesta edição da Liga dos Campeões.
Uma equipa que acaba por perder por 4-1 (o Benfica já passou por situação idêntica, na Final de 1968, depois de ter desperdiçado a oportunidade de ganhar no tempo regulamentar) fica sem grandes argumentos para se “queixar”, pelo que é dificilmente aceitável a forma exuberante como Diego Simeoni, o treinador do Atlético de Madrid entrou em campo no final da primeira parte do prolongamento (reclamando do tempo de compensação atribuído), e, de novo, logo após o apito final do árbitro, que, por seu lado, foi demasiado complacente (até no exagerado tempo de paragem que concedeu entre as duas partes do prolongamento).
As felicitações ao justo vencedor, Real Madrid, que conquista pela 10.ª vez a Taça de Campeão Europeu; uma palavra de apreço pelo esforço do Atlético de Madrid, que esteve tão perto do sonho…
Convocados para o Mundial 2014
Guarda-redes – Beto (Sevilla), Eduardo (Sp. Braga) e Rui Patrício (Sporting)
Defesas – André Almeida (Benfica), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valencia), Luís Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid), Ricardo Costa (Valencia)
Médios – João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting)
Avançados – Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (Sp. Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Nani (Manchester United), Rafa (Sp. Braga), Silvestre Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).
O seleccionador nacional Paulo Bento anunciou esta noite o nome dos 23 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar no Brasil, a partir do próximo dia 12 de Junho.
Em relação à anterior competição (Europeu 2012), mantendo-se o trio de guarda-redes, constata-se alguma remodelação, com a entrada de 7 jogadores: André Almeida, Luís Neto, Rúben Amorim, William Carvalho, Éder, Rafa e Vieirinha. Ao invés, deixam de integrar os seleccionados: Miguel Lopes, Rolando, Carlos Martins, Ruben Micael, Ricardo Quaresma, Custódio e Nélson Oliveira.
Comparando com o Mundial de há quatro anos, na África do Sul, a remodelação é, naturalmente, mais profunda, dado que se mantêm apenas os seguintes onze: os guardiões Beto e Eduardo, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Pepe, Ricardo Costa, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Nani.
Na convocatória hoje anunciada, o novo campeão nacional, Benfica, conta com apenas dois jogadores, tal como o Sporting, tendo sido seleccionado somente um jogador do FC Porto; sendo o Sp. Braga a equipa portuguesa com mais convocados (três). Há portanto um contingente de 15 elementos a actuar em clubes estrangeiros, com destaque para Real Madrid (três), Fenerbahçe (dois) e Valencia (dois).
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 25 10 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13 FC Porto 16 12 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08 Sporting 15 11 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 5 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11 Braga 1 3 1965-66/ 1976-77; 1981-82; 1997-98 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10



