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Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXIV 2013-2014 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-2013 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-2012 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-2011 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-2010 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-2009 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-2008 Sporting FC Porto 2-0 LXVII 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 LXIII 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 LIII 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 L 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-1988 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-1976 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 XXXIII 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 XXXI 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-1969 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 XXVI 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-1963 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-1951 Benfica Académica 5-1 X 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 V 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-1942 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-1939 Académica Benfica 4-3
Liga Europa – Final – Sevilla – Benfica
Juventus Stadium, Turim – Itália
Sevilla – Beto, Coke, Nicolas Pareja, Federico Fazio, Alberto Moreno, Daniel Carriço, José Antonio Reyes (78m – Marko Marin) (104m – Kevin Gameiro), Stéphane Mbia, Vitolo (110m – Diogo Figueiras), Ivan Rakitić e Carlos Bacca
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira (99m – Óscar Cardozo), Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (25m – André Almeida), André Gomes, Nico Gaitán (119m – Ivan Cavaleiro), Rodrigo e Lima
Desempate da marca de grande penalidade
0-1 – Lima
1-1 – Carlos Bacca
Óscar Cardozo permitiu a defesa a Beto
2-1 – Stéphane Mbia
Rodrigo permitiu a defesa a Beto
3-1 – Coke
3-2 – Luisão
4-2 – Kevin Gameiro
Cartões amarelos – Fazio (11m), Moreno (13m) e Coke (98m); Siqueira (30m) e André Almeida (100m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
É fácil agora concluir que o Benfica começou a perder esta Final no momento em que ganhou o direito a nela participar, precisamente em Turim, há menos de duas semanas, quando Enzo Pérez, Lazar Marković e Eduardo Salvio, por motivos disciplinares, ficaram privados de a jogar.
Sobretudo no caso de Enzo Pérez, a sua ausência fez-se sentir de forma notória, pela incapacidade revelada pela equipa em “pensar” o jogo de forma serena, sendo sistematicamente traída pela ansiedade da procura do golo, acusando em demasia a condição – porventura inédita no seu historial, em dez Finais europeias disputadas – de favorita.
Mas o Benfica pode queixar-se de vários outros factores, que justificam esta oportunidade perdida – traduzindo-se na oitava Final sucessiva em que fica marcado pelo inêxito, igualando a Juventus em número de finais falhadas -, mas, neste caso, com a nítida sensação de desperdício, que, inevitavelmente, deixa, mais que um travo amargo, uma verdadeira “azia”.
Desde logo, a lesão sofrida por Sulejmani apenas com pouco mais de 10 minutos de jogo, o que fez com que Jorge Jesus hesitasse durante quase quinze minutos, até se decidir pela opção que entendeu ser a mais apropriada para o substituir (fazendo avançar Maxi Pereira no terreno, e colocando André Almeida como defesa direito – depois de ter chegado a equacionar fazer entrar, de imediato, Ivan Cavaleiro). Pior do que ter jogado esse período em “inferioridade numérica” (Sulejmani estava, então, apenas a fazer figura de “corpo presente”), foi a sensação de desnorte que transmitiu à equipa, completamente perdida em campo, passando por alguns “maus bocados” até cerca dos 35 minutos do primeiro tempo.
Só nos derradeiros cinco minutos desta metade inicial o Benfica voltou a crer em si próprio e nas suas possibilidades, empurrando o Sevilla para o seu reduto defensivo, e desperdiçando a oportunidade de marcar.
O que se intensificaria no primeiro quarto de hora da segunda parte, período em que – aliada a alguma falta de tranquilidade – a incapacidade de concretizar em golo as diversas ocasiões de perigo de que dispôs (quatro sucessivas, à passagem do terceiro minuto), com a bola a fazer várias “carambolas” na defensiva sevilhana, ou com Beto em intervenções de grande “aperto”.
Mas, para além dos erros próprios – de novo, na fase final do jogo, Jesus voltaria a hesitar, assim como, depois, já no prolongamento, não teria a capacidade de arriscar, de forma a procurar evitar o desempate da marca de grande penalidade (Ivan Cavaleiro apenas entraria em campo aos 119 minutos (!), demasiado tarde para aproveitar a debilidade física que a equipa do Sevilla patenteava) -, e de alguma “falta de competência” para ganhar esta Final, houve um outro factor determinante, que não é possível escamotear.
É dificilmente compreensível que se possa ter tratado de incompetência o facto de, uma, duas, três vezes, o árbitro (e seus auxiliares, incluindo os de baliza), não terem visto – ou, pelo menos, não tenham assinalado – outras três situações de grandes penalidades, reclamadas pelo Benfica, uma, a findar a primeira parte, por evidente toque em Gaitán, outra, por derrube a Lima, aos 56 minutos (ambas originariam, adicionalmente, a expulsão dos infractores, dado que veriam o segundo cartão amarelo, respectivamente Fazio e Moreno!), e, ainda, uma terceira, por toque com o braço de Carriço, a desviar remate benfiquista na área de rigor.
Tendo deixado a decisão chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, o ascendente passava automaticamente para a equipa espanhola – que, assim, alcançava o que pretendia desde há largos minutos, inclusivamente já no decurso do tempo regulamentar … -, pelo que nem valeria a pena referir a forma, à margem das regras, como Beto se posicionou para defender duas tentativas de conversão do Benfica, adiantando-se até à linha de pequena área; no fundo, beneficiando do “pavor” denotado por Cardozo, que, depois de ter ensaiado, por duas vezes, a “paradinha”, sem que o guardião português se deixasse enganar, ficou automaticamente “desarmado”, acabando por ter de rematar sem balanço, sem convicção, sem força, à figura, assim como da extrema fadiga que Rodrigo denotava já.
Depois de ter eliminado, nomeadamente, o Tottenham e a favorita Juventus, sem perder um único jogo na prova, o Benfica viu – uma vez mais – escapar-se a Taça, pela segunda vez consecutiva em dois anos. Muito duro de engolir… E, o pior, a inevitável sensação de uma flagrante oportunidade desperdiçada – face à notória superioridade demonstrada em relação ao adversário -, oportunidade que não sabemos quando poderá voltar a repetir-se… Há que continuar a porfiar!
Classificação Final – Campeonato Nacional Futebol 2013-14
Equipa J V E D GM GS P 1 Benfica 30 23 5 2 58 - 18 74 2 Sporting 30 20 7 3 54 - 20 67 3 FC Porto 30 19 4 7 57 - 25 61 4 Estoril 30 15 9 6 42 - 26 54 5 Nacional 30 11 12 7 43 - 33 45 6 Marítimo 30 11 8 11 40 - 44 41 7 V. Setúbal 30 10 9 11 41 - 41 39 8 Académica 30 9 10 11 25 - 35 37 9 Sp. Braga 30 10 7 13 39 - 37 37 10 V. Guimarães 30 10 5 15 30 - 35 35 11 Rio Ave 30 8 8 14 21 - 35 32 12 Arouca 30 8 7 15 28 - 42 31 13 Gil Vicente 30 8 7 15 23 - 37 31 14 Belenenses 30 6 10 14 19 - 33 28 15 Paços Ferreira 30 6 6 18 28 - 59 24 16 Olhanense 30 6 6 18 21 - 49 24
Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – FC Porto – “Play-off” de acesso à Fase Grupos Liga dos Campeões
4º classificado – Estoril – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Nacional – “Play-off” de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Finalista Taça – Rio Ave – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Vencedor Taça – Benfica
Despromovido – Olhanense
Promovidos – Moreirense, Penafiel e Boavista (reintegração na 1.ª Liga)
Paços de Ferreira – Manutenção via play-off
Melhores marcadores:
1. Jackson Martinez – FC Porto – 20
2. Derley – Marítimo – 16
3. Rafael Martins – V. Setúbal – 16
Palmarés – Campeões:
Benfica (33) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14
FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Juventus – Benfica
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci (73m – Sebastian Giovinco), Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Arturo Vidal (78m – Pablo Osvaldo), Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez e Fernando Llorente (78m – Claudio Marchisio)
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ruben Amorim, Lazar Marković (86m – Miralem Sulejmani), Enzo Pérez, Nicolás Gaitán (76m – Eduardo Salvio), Rodrigo (69m – André Almeida) e Lima
Cartões amarelos – Kwadwo Asamoah (64m); Rodrigo (56m), Enzo Pérez (61m) e Eduardo Salvio (90m)
Cartões vermelhos – Mirko Vučinić (89m – no banco); Enzo Pérez (67m) e Lazar Marković (89m – depois de ter sido substituído, por desentendimento com Vučinić)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Partindo para o que viria a ser a sua primeira viagem a Turim nesta edição da Liga Europa beneficiando da escassa vantagem de um golo adquirida na primeira mão, o Benfica terá de alguma forma começado por surpreender uma algo sobranceira Juventus – porventura excessivamente confiante no seu favoritismo – pela forma como entrou no desafio desta noite, com a equipa muito personalizada, assumindo a iniciativa do jogo, instalando-se, logo desde os primeiros minutos, próximo da baliza adversária.
Esse período inicial poderá ter sido determinante no desfecho que a eliminatória viria a ter, dado que possibilitou à equipa portuguesa refrear o que poderia ter sido um ímpeto avassalador da formação da casa, com a motivação suplementar de a Final da competição se disputar no seu próprio terreno. E, assim, mantendo a sua baliza inviolada nos primeiros vinte minutos, tradicionalmente os mais temidos nestas circunstâncias, o Benfica começaria a reforçar os seus níveis de confiança, na mesma medida em que a Juventus começaria, gradualmente, a ver aumentar os seus níveis de intranquilidade e ansiedade.
No último quarto de hora do primeiro tempo, a Juventus intensificaria a pressão, empurrando o Benfica para trás, quase encostando a equipa portuguesa às “cordas”, mas, paradoxalmente, sem que tivesse criado efectivas e flagrantes oportunidades de golo, para além do lance salvo por Luisão, de cabeça, em cima do risco de golo, e de uma ou outra situação em que Jan Oblak, extremamente confiante, concentrado e seguro, mostrou a sua frieza, com verdadeiros “nervos de aço” (de que daria ainda maior exemplo no segundo tempo, em função das vicissitudes do desafio, com o terreno pesado, pela inclemente chuva que caiu nesse período, com a bola molhada, mas em que o guardião benfiquista revelou um controlo absoluto da bola), com destaque para a resposta a um potente remate de Pilro, a desviar subtilmente a bola por cima da trave.
A segunda parte faria apelo à capacidade de sacrifício e superação do Benfica. A equipa italiana voltou a entrar muito forte, com alta pressão, quase sufocando o adversário, incapaz de ter posse de bola, obrigado a recuar para a sua linha de grande área, limitando-se a aliviar a bola, para nova e imediata investida da Juventus, que, não obstante, nunca revelou capacidade de contrariar a organização defensiva portuguesa, não conseguindo ultrapassar esse bloqueio.
A situação complicar-se-ia quando Enzo Pérez, vendo dois cartões amarelos num curtíssimo intervalo de tempo, provocou que a sua equipa – pela terceira vez nos últimos jogos (depois dos dois encontros contra o FC Porto, para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga) – ficasse em inferioridade numérica. Curiosamente, a jogar com dez, e tal como acontecera nesses dois desafios, a equipa benfiquista uniu-se, denotando um forte sentido de grupo e colectivismo, ao mesmo tempo que a Juventus se ia deixando trair pela crescente ansiedade, resultante da combinação de dois factores: por um lado, o facto de se encontrar com um homem a mais; por outro, de sinal contrário, o tempo que começava a fugir-lhe para inverter o rumo da eliminatória.
Seria nessa fase que o Benfica acabaria inclusivamente por conseguir libertar-se do espartilho a que se vira submetido, procurando a sua sorte, em dois ou três contra-ataques rápidos. E, já na entrada do tempo de compensação (estendido até aos oito minutos), quando Garay teve de sair de campo, depois de ter sido atingido por um pontapé na cara, passando a jogar apenas com nove elementos, a resistência benfiquista tornou-se então heróica, culminando com a eufórica satisfação do alcançar de uma Final europeia pelo segundo ano consecutivo – 10.ª Final da sua história –, no que se traduzirá no seu regresso a Turim, já no próximo dia 14 de Maio, para defrontar o Sevilla… infelizmente, sem poder contar com Enzo Pérez, Markovic (ambos expulsos, o segundo já após ter sido substituído) e Salvio, esperando-se que Garay possa recuperar em tempo útil.
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Juventus - Benfica 0-0 1-2 1-2 Valencia - Sevilla 3-1 0-2 3-3
No termo de um heróico desafio, em que terminou com apenas nove elementos em campo, o Benfica garantiu a presença, pelo segundo ano consecutivo, na Final da Liga Europa, no que constitui a sua 10.ª Final Europeia, regressando a Turim já no próximo dia 14 de Maio, para defrontar o Sevilla, vencedor da Taça UEFA nas épocas de 2005-06 e 2006-07.
Os quatro lugares de finalistas europeus desta época ficaram assim reservados para os clubes ibéricos, com 3 equipas espanholas e uma portuguesa.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Chelsea - At. Madrid 1-3 0-0 1-3 Bayern - Real Madrid 0-4 0-1 0-5
Numa noite de luxo do Real Madrid, exponenciando a força do seu contra-ataque, em flagrante contraste com o tão estranho como total descontrolo do Bayern (e ainda mesmo antes de ter sofrido o segundo golo) – com uma atitude extremamente agressiva da parte dos seus jogadores, num comportamento deplorável do ainda Campeão Europeu em título, parecendo desconhecer por completo o conceito de fair-play, com uma entrada assassina de Dante sobre Cristiano Ronaldo, a justificar vermelho directo (que ficou por mostrar por parte de Pedro Proença) e uma severa sanção disciplinar, assim como a atitude inaceitável de Ribéry (agressão a um adversário), que devia ter sido também expulso – a equipa de Carlo Ancelotti deu uma lição táctica à de Pep Guardiola.
Cristiano Ronaldo, com dois golos (os dois primeiros do jogo tinham sido apontados por Sergio Ramos), culminou, no momento do primeiro tento, o seu 15.º nesta edição da Liga dos Campeões (record absoluto), uma magnífica campanha na prova – traduzida pela imagem de felicidade pura estampada no rosto na sua comemoração -, com o seu segundo golo (quarto do Real), a constituir-se verdadeiramente na “cereja no topo do bolo”, num lance de magnífica execução, a fazer passar a bola por baixo da barreira, com Manuel Neuer pregado ao relvado, sem sequer esboçar reacção.
O árbitro, Pedro Proença, teve muitas dificuldades em lidar com o jogo (a atitude dos jogadores do Bayern, em particular) durante a primeira parte, tendo falhado na cor do cartão exibido a Dante, e na falta de sanção (também expulsão) a Ribéry, e tendo sido excessivamente tolerante – corria o risco de o jogo não ter chegado ao fim, se tivesse mostrasse os cartões amarelos devidos, mas a culpa seria exclusivamente do Bayern, que não dignificou o estatuto que ostenta. O amarelo que retira Xabi Alonso da Final de Lisboa acabou por tornar-se notoriamente desproporcionado em relação à tolerância revelada perante as atitudes dos jogadores da equipa alemã (que pareceu não ser também capaz de colocar à distância regulamentar na formação da barreira, nomeadamente em dois livres perigosos, já no final da partida, o segundo dos quais acabaria por resultar no quarto golo da equipa espanhola). A segunda parte acabaria por ser bem mais tranquila e pacífica, contando com a colaboração dos jogadores, depois de terem serenado, também em função do facto de Pep Guardiola ter assumido, ao intervalo, que o jogo (e a eliminatória) tinham sido já perdidos na meia-hora inicial…
***
Depois de na, primeira mão, em Madrid, ter conseguido manietar as jogadas ofensivas do At. Madrid e de ter inclusivamente inaugurado o marcador na partida disputada em Londres, o Chelsea acabaria por ser incapaz de travar a sensacional reacção dos colchoneros, que, a partir do momento em que alcançaram o golo do empate, adquiriram níveis de confiança que os tornaram insuperáveis, sem que a formação inglesa tivesse, a partir daí, a capacidade de voltar a assumir o domínio do jogo.
Teremos assim, no próximo dia 24 de Maio, no Estádio da Luz, uma fantástica Final da Liga dos Campeões Europeus, com uma invasão espanhola, para o derby de Madrid, entre Real e Atlético, com os primeiros em busca da 10.ª Taça dos Campeões, e os segundos, no regresso a uma Final, 40 anos depois, à procura do primeiro título máximo a nível europeu. Uma Final, em Lisboa, com a presença de quatro portugueses: de um lado, Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão; do outro, Tiago, com os dois últimos a “regressar a casa”.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão) – Benfica – Juventus
Benfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, André Gomes (82m – Ivan Cavaleiro), Lazar Marković, Enzo Pérez, Miralem Sulejmani (60m – André Almeida), Rodrigo e Óscar Cardozo (62m – Lima)
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Claudio Marchisio, Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez (82m – Pablo Osvaldo) e Mirko Vučinić (65m – Sebastian Giovinco)
1-0 – Ezequiel Garay – 3m
1-1 – Carlos Tévez – 73m
2-1 – Lima – 84m
Cartões amarelos – André Gomes (34m), Artur (71m) e André Almeida (88m); Pogba (45m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Enfrentando um adversário poderosíssimo, a fazer um campeonato verdadeiramente “à parte” em Itália (8 pontos de vantagem sobre a Roma, 22 em relação ao 3.º classificado, Napoli, com as equipas de Milão, Inter e AC Milan, respectivamente a 34 e a 39 pontos!), o Benfica – agora finalmente aureolado com o título de Campeão Nacional, já virtualmente garantido – teve uma entrada em jogo de sonho, quando, apenas com dois minutos decorridos, na sequência de um pontapé de canto, Garay, de cabeça, deu a melhor sequência, desviando a bola do alcance do guardião italiano, Buffon, inaugurando o marcador.
Sem poder contar com os lesionados Gaitán, Fejsa e Salvio, três elementos fulcrais na manobra da equipa, o golo logo a abrir constituiria decisivo tónico para uma excelente exibição do colectivo benfiquista durante o primeiro tempo, não dando grandes oportunidades ao adversário de criar perigo.
Contudo, na etapa complementar do desafio, começando a indiciar alguns sinais de desgaste, o Benfica foi perdendo o controlo do jogo, começando a ser ameaçado por sucessivas investidas da Juventus. A equipa portuguesa ia procurando resistir, mas começara já a adivinhar-se o golo… que acabaria por surgir já próximo da meia hora.
Entretanto já o Benfica tivera razões de queixa da arbitragem, ao não assinalar uma notória grande penalidade, com o árbitro a pecar também no critério disciplinar, bastante largo para os jogadores da equipa italiana.
Desta forma, acabaria por ser com alguma felicidade que o Benfica chegaria, a cerca de cinco minutos do termo da partida, ao segundo golo, numa magnífica execução do Lima, proporcionando à turma portuguesa um excelente triunfo, com a formação italiana a sofrer o primeiro desaire na presente edição da prova (nas eliminatórias anteriores, ante Trabzonspor, Fiorentina e Lyon, nos seis encontros disputados, apenas cedera um único empate).
Uma vitória que poderá significar o abrir do caminho para a 10.ª final europeia do historial do Benfica, a qual seria disputada… em Turim. Antes disso, a formação portuguesa terá de deslocar-se a Turim, sabendo que terá de registar concentração máxima e, se possível, marcar, para alcançar tal objectivo, no que seria um fantástico reeditar da campanha do ano passado, em que atingiu também a Final.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
Benfica – Juventus – 2-1
Sevilla – Valencia – 2-0
Também nas 1/2 Finais da Liga Europa o equilíbrio promete ser a nota dominante, pese embora a posição vantajosa adquirida pelo Sevilla, sendo que o Benfica, com uma vitória feliz, mas com o handicap de ter consentido um golo em casa, terá de aplicar-se a fundo em Turim, para poder alcançar a sua 10.ª final europeia.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
22.04.2013 – At. Madrid – Chelsea – 0-0
23.04.2013 – Real Madrid – Bayern – 1-0
Na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, dois jogos muito disputados, de risco mínimo, em particular da parte do Chelsea, mas, também, do Real Madrid, traduzidos num único golo, que deixa tudo em aberto para a segunda mão, sem que se possa dizer categoricamente que estas duas equipas tenham clara vantagem; podendo parecer algo contraditório, nem o At. Madrid parte em desvantagem com o empate cedido em casa, nem o Bayern deixará de procurar reverter a situação.




