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Liga dos Campeões – 3ª Jornada – D. Kiev – Benfica

D. Kiev – Artur Rudko, Danilo Silva, Yevhen Khacheridi, Domagoj Vida, Antunes, Andriy Yarmolenko, Serhiy Sydorchuk (80m – Olexandr Gladkiy), Nikita Korzun, Valeriy Fedorchuk (56m – Vitaliy Buyalskiy), Derlis González (71m – Viktor Tsygankov) e Júnior Moraes

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (83m – Guillermo Celis), Gonçalo Guedes (90m – Eliseu) e Kostas Mitroglou (71m – Raúl Jiménez)

0-1 – Eduardo Salvio (pen.) – 9m
0-2 – Franco Cervi – 55m

Cartões amarelos – Nikita Korzun (34m); Kostas Mitroglou (45m)

Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)

Depois do “passo em falso” das duas rondas iniciais da competição, o Benfica foi esta noite arrancar uma determinante vitória ao terreno do D. Kiev – à partida o mais directo adversário na disputa pelo acesso aos 1/8 de final da Liga dos Campeões.

Adquirindo vantagem desde cedo, com um tento logo aos nove minutos, na sequência da conversão de uma grande penalidade, por Salvio, o Benfica teve então a possibilidade de actuar de forma concentrada, minimizando os riscos, controlando, em termos gerais, o jogo.

Beneficiou ainda da sua eficácia em termos de colectivo, sobretudo nas transições ofensivas, para sentenciar o desfecho do jogo, curiosamente à passagem do décimo minuto do segundo tempo, por Cervi, à “segunda tentativa”, ao passo que a equipa ucraniana desperdiçava as ocasiões de perigo criadas, também com realce para a exibição de Ederson Moraes e um corte providencial de Grimaldo.

Um triunfo alcançado com alguma felicidade, mas que se justifica pela forma como ambas as formações se apresentaram em campo, abrindo novas perspectivas à equipa portuguesa, sobretudo se conseguir voltar a superar este mesmo adversário, já na próxima jornada, em Lisboa.

19 Outubro, 2016 at 9:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Napoli – Benfica

Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol (11m – Nikola Maksimović), Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Jorginho, José Callejón (70m – Lorenzo Insigne), Marek Hamšík, Dries Mertens (82m – Emanuele Giaccherini) e Arkadiusz Milik

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Nélson Semedo, André Horta (56m – Eduardo Salvio), Ljubomir Fejsa (82m – José Gomes), Pizzi, André Carrillo (67m – Gonçalo Guedes) e Kostas Mitroglou

1-0 – Marek Hamšík – 20m
2-0 – Dries Mertens – 51m
3-0 – Arkadiusz Milik (pen.) – 54m
4-0 – Dries Mertens – 58m
4-1 – Gonçalo Guedes – 70m
4-2 – Eduardo Salvio – 86m

Cartões amarelos – Pepe Reina (86m); Lisandro López (50m), Júlio César (53m), Carrillo (65m) e Fejsa (76m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Após o “passo em falso” da ronda inicial, o Benfica enfrentava o mais difícil desafio, perante o opositor teoricamente mais cotado do Grupo, e em terreno alheio.

Não obstante, entrando bem no jogo, pertenceriam mesmo à equipa portuguesa as primeiras boas ocasiões de golo, porém não concretizadas.

A piorar as coisas, depois das falhas ofensivas, o acumular de sucessivos erros defensivos, começando, logo aos 20 minutos, com o primeiro tento sofrido, na sequência de um canto, com Hamšík a beneficiar da excessiva liberdade que lhe foi concedida, para se antecipar à defesa, desviando a bola, de cabeça, para a baliza.

A formação lusa acusou o golo sofrido, tendo demorado a recompor-se, de forma a que pudesse, de alguma forma, chamar a si o controlo do jogo.

Depois de chegar ao intervalo com a desvantagem mínima, tudo se desmoronaria, com outros três golos sofridos num curtíssimo espaço de sete minutos, na sequência de um livre, de uma grande penalidade e, por fim, de uma comprometedora falha do guardião benfiquista – curiosamente, escolhido para este jogo pelo seu traquejo internacional, e conhecimento do futebol italiano, onde militou vários (sete) anos, ao serviço do Inter (sagrando-se penta-campeão).

Ainda com mais de meia hora para jogar, chegou então a recear-se o avolumar do resultado para números nada dignificantes, dado o desnorte que o grupo parecia atravessar.

Contudo, beneficiando de alguma natural baixa de intensidade e concentração do adversário, aproveitando então da melhor forma as oportunidades criadas, o Benfica apontaria ainda dois golos, reduzindo o desfecho final a uma mais tolerável marca de 2-4 (na deslocação anterior a Nápoles, tinha perdido por 2-3).

Em síntese, uma noite bastante negativa, com a equipa a ser fortemente penalizada pelos diversos erros individuais cometidos, sem que o conjunto tivesse revelado a necessária coesão para contrariar este poderoso adversário.

A decisão do posicionamento no Grupo fica reservada para o duplo confronto com o D. Kiev…

28 Setembro, 2016 at 9:39 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Beşiktaş

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Lisandro López, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, André Horta, Ljubomir Fejsa (89m – Guillermo Celis), Eduardo Salvio, Franco Cervi (70m – Andreas Samaris), Pizzi e Gonçalo Guedes

BeşiktaşBeşiktaş – Tolga Zengin, Andreas Beck, Marcelo, Duško Tošić, Adriano (63m – Cenk Tosun), Gökhan Inler, Atiba Hutchinson, Ricardo Quaresma, Oğuzhan Özyakup (45m – Anderson Talisca), Caner Erkin e Vincent Aboubakar (81m – Olcay Şahan)

1-0 – Franco Cervi – 12m
1-1 – Anderson Talisca – 90m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (78m) e Eduardo Salvio (87m); Caner Erkin (87m) e Andreas Beck (88m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Iniciando esta fase de grupos da Liga dos Campeões, recebendo, teoricamente, o concorrente menos difícil, o Benfica acabaria por vir a ser penalizado, já em período de descontos, deixando escapar uma vitória que tão importante poderia vir a revelar-se nas contas finais.

Privada de uma série de elementos fulcrais, quer na defesa, mas, sobretudo, na dianteira (nomeadamente com as forçadas ausências de Jardel, Rafa, Jiménez, Mitroglou e Jonas), a equipa portuguesa teve de recorrer a Franco Cervi e Gonçalo Guedes como homens mais adiantados no terreno.

Não obstante, a boa exibição de Fejsa e André Horta, a pautar o jogo a meio-campo, proporcionaram ao Benfica um absoluto controlo das operações, com sucessivas recuperações de bola a originar investidas para o ataque, rapidamente premiadas com o golo, obtido logo aos 12 minutos, por Cervi, muito oportuno, a antecipar-se à defesa, na recarga a uma defesa incompleta de Zengin a um primeiro remate de Salvio, bem desmarcado por André Horta.

Esta vantagem alcançada ainda numa fase inicial do encontro tranquilizou e motivou os jogadores benfiquistas, que beneficiariam então da possibilidade de procurar explorar rápidos lances de contra-ataque, em situações de superioridade numérica que, caso tivessem sido mais bem aproveitadas, poderiam ter possibilitado o ampliar da vantagem… e o consolidar do triunfo.

Para a segunda parte, a equipa turca fez entrar em campo o emprestado Anderson Talisca, a par de alterações tácticas de posicionamento, com Quaresma mais activo. Subindo gradualmente de rendimento, o Beşiktaş começaria a ameaçar, forçando Ederson Moraes a excelentes intervenções, a negar o tento do empate.

Ao invés, o sinal dado pelo Benfica era, nesta fase final, o de procurar a contenção, com a entrada de Andreas Samaris para reforço do meio-campo defensivo. Ainda assim, poderia ter “matado” o jogo, caso Gonçalo Guedes tivesse materializado em golo uma soberana oportunidade de que dispôs, isolado face ao guardião contrário, mas permitindo-lhe uma defesa “in-extremis”, com os pés.

Já numa fase em que geria as substituições (Fejsa saíra aos 89 minutos, por troca com Celis, e José Gomes preparava-se para entrar, em cima do minuto 90) – a culminar uma prestação algo desequilibrada do Benfica, entre as duas partes do jogo -, uma falta cometida próxima da área daria o melhor pretexto para Talisca se “vingar”, não perdoando, rematando sem apelo, na cobrança do livre, convertendo-o em golo, que retirava os tais dois pontos de uma vitória que parecia adquirida…

13 Setembro, 2016 at 9:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão) – Benfica – Bayern

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu (88m – Luka Jović), Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Eduardo Salvio (68m – Anderson Talisca), Mehdi Carcela-González, Pizzi (58m – Gonçalo Guedes) e Raúl Jiménez

BayernBayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich, Javi Martínez, David Alaba, Thiago Alcântara, Xabi Alonso (90m – Juan Bernat), Arturo Vidal, Douglas Costa, Thomas Müller (84m – Robert Lewandowski) e Franck Ribéry (90m – Mario Götze)

1-0 – Raúl Jiménez – 27m
1-1 – Arturo Vidal – 38m
1-2 – Thomas Müller – 52m
2-2 – Anderson Talisca – 76m

Cartões amarelos – Mehdi Carcela-González (70m) e André Almeida (90m); Javi Martínez (74m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Numa conclusão sumária, confirmou-se que a “missão era impossível”.

E, todavia – mesmo privado do concurso de Jonas (castigado), Nico Gaitán, Mitroglou (para além de Júlio César ou Luisão), por lesão -, o Benfica até começou por conseguir o que parecia mais difícil, ao colocar-se em vantagem no marcador, numa excelente antecipação, em voo, de Raúl Jiménez, a aproveitar uma saída em falso de Neuer, a cabecear sem hipóteses para o guardião bávaro, igualando assim a eliminatória.

Mas, efectivamente – e pese embora nova boa exibição do guarda-redes Ederson -, o mais difícil era mesmo manter a baliza benfiquista inviolada, tal a expressão de posse de bola da equipa alemã (a aproximar-se, no final da partida, dos 70%), e a pressão imposta sobre o meio campo e zona defensiva contrária, qual “rolo compressor”.

Poderiam as coisas ter sido diferentes, em termos de desfecho da eliminatória? Quem sabe, se o Benfica tivesse concretizado a soberana oportunidade de que dispôs para ampliar o resultado para 2-0 (negada por Neuer), apenas quatro minutos volvidos após o primeiro tento… talvez pudesse prolongar o sonho.

Como se receava, o golo do Bayern – novamente por Vidal, numa recarga de “baliza aberta”, após um deficiente desvio de Ederson, para a frente, e para a zona central -, empatando o jogo, poucos minutos antes do intervalo, praticamente sentenciou tal desfecho.

Depois, com a obtenção do segundo tento pelos alemães, num lance estudado de bola parada (canto), chegou a poder recear-se que algum desânimo se apoderasse da equipa portuguesa, que veria ainda uma bola embater no poste da baliza de Ederson.

Mas não, o grupo soube reagir da melhor forma à desilusão, não virando a cara à luta, enfrentando o adversário “olhos nos olhos”, conseguindo, na sequência de uma soberba execução de Talisca, na conversão de um livre, marcar novamente, restabelecendo a igualdade.

E o mesmo Talisca teria ainda nos pés, também na marcação de um outro livre, a cinco minutos do final, a possibilidade de dar a vitória ao clube português, com a bola, contudo, a sair ligeiramente ao lado da baliza. Até final, seria o conjunto benfiquista a procurar com mais insistência chegar ainda ao golo.

No conjunto das duas mãos, o tangencial diferencial de 2-3, espelha bem a oposição que o Benfica ofereceu ao amplamente favorito Bayern, dispondo de meios e recursos largamente superiores.

Não aconteceu a desejada “noite mágica” no Estádio da Luz, mas foi de forma honrosa que a equipa portuguesa se despediu da Liga dos Campeões, concluindo uma bela campanha nesta temporada.

Uma palavra, para definir a atitude e o comportamento do Benfica nestes dois jogos: Dignidade!

13 Abril, 2016 at 8:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão) – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer,  Philipp Lahm, Joshua Kimmich (60m – Javi Martínez), David Alaba, Juan Bernat, Thiago Alcântara, Arturo Vidal, Douglas Costa (70m – Kingsley Coman), Thomas Müller (85m – Mario Götze), Franck Ribéry e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (90m – Andreas Samaris), Nico Gaitán, Jonas (83m – Eduardo Salvio) e Konstantinos Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)

1-0 – Arturo Vidal – 2m

Cartões amarelos – Franck Ribéry (22m) e Juan Bernat (42m); Jonas (58m) e Victor Lindelöf (62m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Ainda não se tinha esgotado o primeiro minuto de jogo e já o Bayern “dizia” ao que vinha, dando largura ao seu jogo ofensivo, ameaçando, desde logo, a baliza benfiquista.De imediato, a equipa portuguesa procuraria ainda ripostar, numa primeira jogada ofensiva, como que a querer dar “prova de vida”.

Contudo, ainda antes de completado o segundo minuto, uma falha defensiva da equipa portuguesa, deixando caminho aberto no flanco esquerdo do ataque bávaro, proporcionando o cruzamento, a que Arturo Vidal daria a melhor sequência para as suas cores, colocando o Bayern, desde logo, em vantagem no marcador.

Imprimindo grande intensidade ao seu jogo, a equipa alemã forçou o Benfica a acantonar-se na sua zona defensiva, submetida a enorme pressão, com muita dificuldade em ter bola, e, ainda mais, em esboçar qualquer lance de ataque. Uma fase, de cerca de vinte minutos, em que se receou o pior. Valeria a concentração do guarda-redes Ederson, a opor-se com eficácia às investidas contrárias.

Ainda antes do final do primeiro tempo, a formação portuguesa, passando a acertar as marcações, conseguiria refrear a intensidade do Bayern, começando a conseguir pegar no jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de confiança para ser mais consequente nas saídas para o meio-campo contrário.

O que não obstaria a que, numa dessas saídas, quando Gaitán tentava cruzar para a área, a trajectória da bola tivesse sido interrompida pelo contacto com o braço do defesa alemão, Lahm, em queda, num lance passível de grande penalidade, que o critério do árbitro entendeu não sancionar.

Na segunda parte, ao invés do que sucedera na fase inicial da partida, seria o Bayern a ver-se surpreendido pela personalidade evidenciada pelo Benfica, a ganhar, gradualmente, a tal confiança, colocando um “pauzinho” na engrenagem alemã, que – não obstante ter criado mais alguns lances de perigo – não só não conseguiria manter o ritmo que impusera na fase inicial do encontro, como denotava então dificuldades para desenvolver uma toada atacante.

Mais, seria o Benfica a beneficiar inclusivamente de algumas soberanas oportunidades para marcar, não tendo contudo Jonas conseguido ultrapassar Manuel Neuer, num primeiro lance, enquanto, noutra ocasião, seria Javi Martínez a evitar o golo benfiquista.

Depois de ter colocado como que “em sentido” o adversário, a turma encarnada teria ainda de suportar o assédio final do Bayern, em busca do ampliar de uma (inesperadamente) magra vantagem. E o Benfica continuaria a ser competente, acabando os alemães por se conformar, pensando certamente que seria preferível não sofrer o golo do empate, do que arriscar na procura do segundo tento.

Um resultado tangencial que deixa tudo em aberto para a 2.ª mão, premiando a dignidade e a entrega do Benfica, e a forma concentrada como soube resistir nos períodos de maior dificuldade. Enfrentando uma grande desproporção de meios, a equipa portuguesa terá consciência de que será necessário fazer ainda melhor, superar-se, se quiser continuar a sonhar.

Perante o poderio do adversário, parece difícil perspectivar que o mesmo possa ser contido, de forma a manter a baliza benfiquista inviolada – um golo do Bayern em Lisboa praticamente definiria o desfecho da eliminatória -, em paralelo com a imperiosa necessidade de correr riscos acrescidos, que possam proporcionar o(s) indispensável(is) golo(s) do Benfica… mas sabemos que não há vencedores antecipados, e que o futebol tem uma magia única…

5 Abril, 2016 at 8:39 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – Zenit – Benfica

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov (58m – Igor Smolnikov), Nicolas Lombaerts, Luís Neto, Yuri Zhirkov, Axel Witsel, Maurício (82m – Artur Yusupov), Hulk, Danny, Aleksandr Kokorin (58m – Oleg Shatov) e Artem Dzyuba

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Victor Lindelöf, Andreas Samaris, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (73m – Salvio), Nico Gaitán, Jonas (90m – Anderson Talisca) e Konstantinos Mitroglou (67m – Raúl Jiménez)

1-0 – Hulk – 69m
1-1 – Nico Gaitán – 85m
1-2 – Anderson Talisca – 90m

Cartões amarelos – Konstantinos Mitroglou (36m) e Pizzi (49m); Hulk (90m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Chegando à Rússia com uma tão preciosa quão magra vantagem de um único golo, da primeira mão, o Benfica visava replicar o desfecho da eliminatória – em análoga fase da competição – que opôs ambas as equipas há quatro anos (e, assim reverter, a imagem que ficara dos dois desaires da temporada anterior, então ainda na “Fase de Grupos”).

Enfrentando este jogo da 2.ª mão com serenidade, a equipa portuguesa procurou posicionar-se de forma a jogar em todo o campo, encarando o Zenit sem excessivas cautelas defensivas – actuando com uma dupla de centrais improvisada, com o recuo do grego Samaris -, consciente da importância de marcar neste desafio.

Ainda no primeiro quarto de hora já Jonas testara, por duas vezes, o guardião contrário, Lodygin,tendo também a formação russa ameaçado a baliza benfiquista, numa fase em que Samaris se adaptava ainda à nova posição. Até final do primeiro tempo, apenas num livre de Hulk, os visitados conseguiriam criar nova situação de perigo.

Com o decorrer do tempo, e a manutenção do nulo, o Benfica começava a tornar-se mais conservador, ao mesmo tempo que, paralelamente, o Zenit arriscava mais, pressionando sobre o meio-campo português.

À passagem do quarto de hora da segunda metade, a turma benfiquista perdera o controlo do jogo, com os russos então bastante ameaçadores, por duas ou três ocasiões. Pouco depois de Jonas ter desperdiçado uma oportunidade perante Lodygin, Hulk chegaria mesmo ao golo, na sequência de um lance algo controverso, em que o defesa Nélson Semedo foi “abalroado” por um adversário.

Reagindo bem, o Benfica acabaria por ser premiado, já na fase derradeira da partida, com o ambicionado tento, que, praticamente, selava o desfecho da eliminatória, com Nico Gaitán, muito concentrado, a empurrar para a baliza uma bola devolvida pela trave, após excelente remate de Raúl Jiménez.

Tal como no Estádio da Luz, o conjunto português voltaria a ser feliz, chegando mesmo, já em período de compensação, ao golo da vitória. Um resultado que confirma a superioridade benfiquista no conjunto das duas mãos, voltando assim, quatro anos depois, a marcar presença nos 1/4 de final da “Liga dos Campeões”.

9 Março, 2016 at 6:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Zenit

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi (71m – Mehdi Carcela-Gonzalez), Nico Gaitán, Jonas e Konstantinos Mitroglou (63m – Raúl Jiménez)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin; Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts, Domenico Criscito; Axel Witsel, Javi García, Oleg Shatov (81m – Yuri Zhirkov), Hulk, Danny (87m – Maurício) e Artem Dzyuba (74m – Aleksandr Kokorin)

1-0 – Jonas – 90m

Cartões amarelos – André Almeida (16m), Jardel (35m), Pizzi (43m) e Jonas (90m); Axel Witsel (32m), Javi García (59m) e Domenico Criscito (67m)

Cartão vermelho – Domenico Criscito (90m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Encarando esta partida da 1.ª mão dos 1/8 de final com a necessária precaução, o Benfica privilegiou mais a segurança defensiva, na procura de manter a sua baliza inviolada, que, propriamente, uma acção continuada de ataque, em busca do golo.

Não quer isto dizer que não tenha sido dos benfiquistas a iniciativa maior de assumir o jogo, e o controlo / domínio, num desafio muito “fechado”, em que também o Zenit não pareceu disposto a correr riscos, pensando também, em primeira análise, em manter o nulo, e levar a decisão da eliminatória para S. Petersburgo.

Aliás, da parte da equipa russa, num balanço geral, nem sequer se pode considerar que tenha procurado explorar com efectividade o contra-ataque, tal a prudência e conservadorismo revelados, sem ameaçar a baliza contrária, apenas visada uma vez por Hulk.

Só na segunda parte a equipa portuguesa pareceu ter interiorizado, de forma mais convicta, a importância de se colocar em vantagem, atacando então com maior insistência. Nessa fase o Benfica construiria então algumas situações de perigo, em especial à passagem dos 70 minutos, quando Gaitán teve a maior oportunidade, negada pelo guardião da equipa russa.

Logo de seguida, também Jardel podia ter inaugurado o marcador. Mas, na verdade, notava-se alguma falta de discernimento por parte dos benfiquistas no momento da finalização, que impedia o concretizar do objectivo.

Pelo que acabaria por ser com alguma felicidade – pelo menos em termos de “timing” – que o Benfica conseguiria chegar ao golo, que consumaria o triunfo, num bom desvio de cabeça de Jonas, dando a melhor sequência a um livre apontado por Gaitán.

Um tento que poderá revelar-se precioso para o desfecho desta contenda… desde que o Benfica se consciencialize que, tão ou ainda mais importante que este golo, será marcar na Rússia…

16 Fevereiro, 2016 at 10:18 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – At. Madrid

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Jardel, Eliseu, Lubjomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán (76m – Mehdi Carcela-González), Gonçalo Guedes (45m – Kostas Mitroglou) e Jonas (61m – Raúl Jiménez)

At. MadridAt. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, Stefan Savić, Diego Godín, Filipe Luís, Koke, Saúl Ñíguez, Gabi, Yannick Ferreira-Carrasco (73m – Óliver Torres), Luciano Vietto  (63m – Fernando Torres) e Antoine Griezmann (90m – José María Giménez)

0-1 – Saúl Ñíguez – 33m
0-2 – Luciano Vietto – 55m
1-2 – Kostas Mitroglou – 75m

Cartões amarelos – Lubjomir Fejsa (77m); Diego Godín (68m), Saúl Ñíguez  (70m) e Óliver Torres (89)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Entrando em campo, para a derradeira ronda, em posição privilegiada, já com o apuramento garantido, e em 1.º lugar – pelo que o empate lhe bastaria para o manter -, o Benfica enfrentava, não obstante, uma tarefa de muito elevado grau de dificuldade, perante o actual vice-líder do campeonato espanhol, a um único ponto do líder Barcelona, e à frente do Real Madrid.

Compreende-se portanto as cautelas com que a equipa portuguesa encarou este desafio, sabendo do fortíssimo potencial do seu opositor. E, durante os primeiros vinte minutos, o Benfica foi equilibrando a contenda, que arrancou em toada morna, sem grandes ocasiões de perigo.

Porém, ainda antes da meia hora, já o At. Madrid havia tomado conta das operações, e não só controlava o jogo, como passara a ameaçar com insistência a baliza benfiquista, antecipando-se o que acabaria por suceder aos 33 minutos, como corolário lógico do intensificar da pressão, que a formação portuguesa não conseguia então suster: o golo dos espanhóis.

Até final do primeiro tempo, agora já com as posições invertidas, ou seja, já com o At. Madrid a assumir a liderança do grupo, o ritmo e intensidade de jogo acalmaria bastante.

Na segunda parte, forçado a arriscar, o Benfica reforçaria o ataque, com a entrada de Mitroglou, que, logo nos minutos iniciais, teria boa iniciativa, como que um “aviso” a Oblak.

Contudo, em mais uma jogada rápida, surpreendendo a ala direita da defesa benfiquista, o At. Madrid ampliaria a vantagem para 2-0. Pensou-se, então, que o resultado estava feito, e que, aliás, poderia vir a agravar-se para as cores lusas.

Foi então que, num assomo de grande dignidade, o Benfica revelaria grande capacidade de reacção, que seria recompensada com o golo de Mitroglou.

A partir daí, e praticamente até final, com os níveis de confiança substancialmente reforçados, a turma benfiquista conseguiria mesmo empurrar a equipa espanhola para o seu reduto defensivo, criando bons lances, e tendo beneficiado de uma oportunidade soberana, num remate de cabeça de Raúl Jiménez que ficou muito perto do êxito. Curiosamente, assistia-se, nesta fase, como que a um reflexo espelhado do período de domínio espanhol da primeira parte.

De forma pragmática, evitando correr riscos – traduzindo também, paralelamente, um indício de respeito face ao desempenho que o Benfica vinha patenteando -,  o At. Madrid finalizaria o encontro “queimando tempo”, bem patente nos derradeiros minutos, em situações como um pontapé de canto que “ninguém” parecia querer marcar, assim como na substituição efectuada já em período de compensação.

Com uma actuação colectiva que não envergonha ninguém, e em que merece especial realce a soberba exibição do jovem (18 anos) Renato Sanches, ao Benfica faltou a “estrelinha” que lhe possibilitasse repetir a evolução do marcador que se registara na partida anterior, em Astana, o que lhe teria proporcionado a vitória no grupo…

8 Dezembro, 2015 at 9:36 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Astana – Benfica

AstanaAstana – Nenad Erić, Branko Ilic, Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Patrick Twumasi (90m – Denys Dedechko), Roger Cañas, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama (87m – Georgi Zhukov), Junior Kabananga (84m – Aleksei Schetkin) e Serikzhan Muzhikov

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio (65m – André Almeida), Lisandro López, Jardel, Eliseu, Renato Sanches, Andreas Samaris (65m – Anderson Talisca), Gonçalo Guedes, Pizzi, Jonas (80m – Bryan Cristante) e Raúl Jiménez

1-0 – Patrick Twumasi – 19m
2-0 – Marin Anicic – 31m
2-1 – Raúl Jiménez – 40m
2-2 – Raúl Jiménez – 72m

Cartões amarelos – Roger Cañas (50m) e Aleksei Schetkin (90m); Raúl Jiménez (23m) e Lisandro López (44m) e Jonas (48m)

Árbitro – Ruddy Buquet (França)

Na mais longa deslocação das história das competições europeias, até à capital do Cazaquistão (quase 6.200 km), o Benfica conhecia, à partida, os riscos e dificuldades que se lhe ofereciam, num terreno em que nem o Galatasarary, nem sequer o At. Madrid, haviam conseguido melhor que o empate.

O que não invalida que tivesse constituído surpresa, ver-se em posição desfavorável no marcador ainda antes dos vinte minutos, e pouco depois de ter sido já antes ameaçada a baliza portuguesa. E, ainda mais, como resultado de um mau desempenho defensivo, com várias desconcentrações, que o Astana tivesse chegado ao 2-0, à passagem da meia hora. Era mau demais!

Valeu então, para que a equipa portuguesa se conseguisse recompor, o golo de Raúl Jiménez, obtido ainda antes do termo do primeiro momento, crucial para que os benfiquistas pudessem serenar e voltar a entrar no jogo.

Na segunda parte, a tendência do jogo foi bastante distinta;  o Astana já não era tão ameaçador, e, à medida que o tempo decorria, era o Benfica que ia forçando, na tentativa de chegar ao empate.

O que viria a alcançar, novamente pelo mexicano Jiménez, ainda com cerca de vinte minutos por jogar. Não obstante, até final, depois de restabelecida a igualdade, concretizando uma boa recuperação, depois do “choque” inicial, a equipa portuguesa como que se terá considerado satisfeita, preferindo jogar pelo seguro.

Era um desfecho que constituía como que “meio caminho andado” para o apuramento para os 1/8 de final – no caso de uma expectável vitória do At. Madrid na recepção ao Galatasaray, o que se viria a confirmar poucas horas depois -, ao mesmo tempo que garantia ao Benfica chegar à última jornada no 1.º lugar do grupo.

25 Novembro, 2015 at 4:54 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Galatasaray

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio, Jardel, Luisão, Eliseu, Gonçalo Guedes (73m – Mehdi Carcela-González), André Almeida, Talisca (90m – Bryan Cristante), Nico Gaitán, Raúl Jiménez e Jonas (81m – Pizzi)

GalatasarayGalatasaray – Fernando Muslera, Jason Denayer (74m – Emre Çolak), Aurélien Chedjou, Hakan Balta, Olcan Adın, Sabri Sarıoğlu, Selçuk İnan, Bilal Kisa (69m – Yasin Öztekin), Lukas Podolski, Wesley Sneijder e Burak Yılmaz (74m – Umut Bulut)

1-0 – Jonas – 52m
1-1 – Lukas Podolski – 58m
2-1 – Luisão – 67m

Cartões amarelos – André Almeida (31m), Gonçalo Guedes (43m), Nico Gaitán (44m) e Sílvio (56m); Burak Yılmaz (41m), Selçuk İnan (55m) e Olcan Adın (90m)

Cartão vermelho – Nico Gaitán (85m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Depois do desaire sofrido em Istambul, a equipa do Benfica tinha plena consciência de que este era o “jogo-chave” da qualificação, que lhe permitiria “rentabilizar” o excelente triunfo alcançado em Madrid, face ao favorito At. Madrid.

Pretendendo assumir a iniciativa do jogo, a equipa portuguesa revelar-se-ia contudo falha de velocidade e intensidade, com reduzida dinâmica, facilitando a tarefa defensiva da formação turca.

Já no segundo tempo, e logo na sua fase inicial, o Benfica conseguiria desbloquear a situação, inaugurando o marcador, colocando-se em importante posição de vantagem.

Todavia, tal posição seria de muito curta duração; em mais uma falha defensiva, o oportuno Lukas Podolski não perdoaria, voltando a marcar, como fizera já em Istambul, restabelecendo a igualdade.

Receou-se que a equipa portuguesa pudesse acusar o tento sofrido e passar por fase de alguma intranquilidade. Valeria então a decisão de Luisão, de forma determinada, a dar novamente preciosa vantagem ao Benfica.

Que, então, a equipa benfiquista conseguiria preservar, de forma mais concentrada, não permitindo grandes veleidades ao Galatasaray.

Um desfecho que deixa caminho aberto para o apuramento, podendo chegar, para consumar tal objectivo, um empate no Cazaquistão.

3 Novembro, 2015 at 9:34 pm Deixe um comentário

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