Eleições Legislativas 2022 – Resultados finais (Actualização)


(via MAI – clicar na imagem para ampliar)

23 Março, 2022 at 7:17 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 17.03.2022)

Superada que foi uma fase difícil, com importantes perdas de pontos (cinco no caso do Rio Maior, nas três rondas iniciais da segunda volta; nove por parte do U. Tomar, em três jornadas consecutivas – 18.ª à 20.ª –, a que acresce a eliminação de ambos da Taça do Ribatejo), os dois candidatos ao título não vacilaram – tendo os riomaiorenses alinhado entretanto já outros três triunfos sucessivos no campeonato, face a duas vitórias dos nabantinos na passada semana.

De facto, o desfecho das partidas disputadas em Benavente (3-1, na quarta-feira) e ante o Alcanenense (4-2, no Domingo) proporcionaram ao União continuar a depender de si próprio, na antecâmara do crucial embate do próximo fim-de-semana, em que visitará Rio Maior.

Costuma dizer-se, nestas ocasiões, que “nada ficará decidido” em tal confronto – subsistirão ainda oito rondas por realizar (ou seja, um total de 24 pontos em disputa para cada contendor) –, mas, em paralelo, será também um apelidado “jogo de seis pontos”: caso o U. Tomar venha a vencer, não só igualará o rival na liderança, como passaria a dispor de vantagem no confronto directo; ao invés, ganhando o Rio Maior, dilataria para seis pontos a margem face ao 2.º classificado.

Destaques – Ao contrário das últimas semanas, o realce da 21.ª jornada vai para o desaire sofrido pelo Fazendense na deslocação a Torres Novas, onde perdeu por 2-1, depois de ter chegado a estar em vantagem, voltando a ver os dois da frente distanciar-se (agora a nove pontos do U. Tomar), e sendo igualado no 3.º posto pelo Mação. Uma boa operação para os torrejanos – que até têm denotado alguma irregularidade em casa, onde ganharam apenas pela quarta vez em dez jogos –, integrando um quarteto que reparte o 7.º lugar, apenas um ponto abaixo do Alcanenense.

Em evidência esteve também o Samora Correia, vencendo em Salvaterra de Magos, igualmente por 2-1, ante um adversário que vinha somando bons resultados nas últimas semanas. Os samorenses são outro dos integrantes do tal quarteto (a par, ainda, de Amiense e Benavente), enquanto o Salvaterrense se segue de imediato na tabela, somente a um ponto.

Frente a um adversário (At. Ouriense) ainda em posição delicada (13.º, quatro pontos acima do U. Almeirim e com cinco de vantagem face ao Ferreira do Zêzere), o guia, Rio Maior, experimentou dificuldades para se impor por tangencial 1-0, ainda assim o suficiente para enfrentar o próximo desafio em posição privilegiada, no seu reduto, e com três pontos a mais.

Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, os resultados dos restantes cinco encontros vieram confirmar a “lógica” do futebol, com os emblemas mais credenciados a confirmar o seu superior potencial, a par de repartição de pontos noutro duelo mais equilibrado.

Tal como referido, o U. Tomar bateu (por 4-2) o Alcanenense, uma margem, porém, algo ilusória de “facilidades” que, efectivamente, não se verificaram. Ao contrário, dada a dificuldade dos unionistas em “entrar no jogo”, durante a sua primeira metade, foram os visitantes que, por duas ou três ocasiões, mais perto estiveram de inaugurar o marcador, não fosse a decisiva concentração do guardião tomarense, a par de situações em que os dianteiros adversários foram perdulários.

Na segunda parte, os donos da casa entraram de rompante, marcando logo a abrir (teriam, logo depois, um outro lance de golo invalidado pelo árbitro), mas vindo, contudo, a conceder o tento da igualdade. Já depois de ter sido desperdiçada outra boa oportunidade, valeria, então, a inspiração de Tiago Vieira – nesta fase, com posicionamento em campo diferente do habitual, mais avançado – para recolocar os tomarenses em vantagem, que ampliariam ainda para o 3-1.

Mas, fazendo o União sofrer (quase) até final, a turma de Alcanena reduziria ainda para a margem mínima (2-3), antes de Tiago Vieira completar um notável “hat-trick”, a fixar o “placard”.

O Abrantes e Benfica aproveitou a derrota alcanenense para, goleando o Benavente por 5-2, voltar a assumir a 5.ª posição, pese embora muito atrasado face ao quarteto da frente.

O Mação venceu, também com naturalidade, por convincente 3-0, uma equipa do U. Almeirim, que tarda em conseguir afastar-se da zona perigosa (dependendo do desempenho do Coruchense na fase final do Campeonato de Portugal, poderá até estar, nesta altura, em situação de eventual despromoção). Quanto aos maçaenses, retomaram também o 3.º posto, a par do Fazendense.

O Cartaxo, ganhando por tangencial 2-1 ao “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, deu importante passo para a tranquilidade – dispõe agora de uma margem de segurança já de nove pontos em relação ao U. Almeirim; e dez pontos de vantagem face ao Ferreira do Zêzere. Em contraponto o grupo da Glória mantém sete pontos de atraso para a “linha de água” (onze pontos, no cenário de virem a ser três os clubes a despromover ao segundo escalão).

Nessa luta pela manutenção, o Ferreira do Zêzere não obteve o desfecho almejado, não indo além do nulo, na recepção ao Amiense. Encurtou, ainda assim, mesmo que ligeiramente, a distância face ao U. Almeirim e ao At. Ouriense, que se posicionam imediatamente acima na tabela.

II Divisão Distrital – O grande destaque da 15.ª jornada foi a surpreendente goleada (5-0) aplicada pela equipa da Ortiga ao Espinheirense, com o Tramagal (vencedor do Aldeiense, por 3-2) a reduzir para seis pontos o seu atraso face ao 2.º classificado da série.

O Águias de Alpiarça (vitória por 2-0 em Benfica do Ribatejo) aproveitou a folga do Forense para igualar pontualmente o líder, pese embora este tenha um jogo a menos. Por seu lado, o Marinhais (goleando, por 7-0, em Coruche, a equipa “B” do Coruchense) mantém-se a sete pontos dos alpiarcenses, contando igualmente um jogo a menos que esse rival na disputa pelo 2.º lugar.

O Fátima ganhou também, em Tomar, perante a equipa “B” do União, por 3-1, mantendo-se a par do Entroncamento em termos pontuais, no comando da série (com os fatimenses igualmente com um jogo a menos disputado) – ambas as equipas confirmaram já, matematicamente, o apuramento para a fase final, juntando-se ao Moçarriense (que folgou também nesta ronda).

Antevisão – De forma incontornável, todas as atenções estarão centradas no empolgante duelo entre Rio Maior e U. Tomar, que poderá ser determinante para o desfecho deste campeonato, com os dois candidatos a reencontrarem-se, depois da igualdade (1-1) registada na primeira volta.

Na II Divisão Distrital, teremos também um aliciante Águias de Alpiarça-Forense, sendo ainda de interesse o U. Atalaiense-Entroncamento AC e o Abrantes e Benfica “S23”-Tramagal.

No arranque da segunda fase (manutenção) da Liga 3 o U. Santarém recebe o Amora (5.º classificado da fase regular), que ficou somente a um ponto da qualificação para disputa da subida.

Também o Campeonato de Portugal tem a primeira jornada da fase final (manutenção), com o Coruchense a ter a visita do V. Sernache, sendo importante começar, desde já, a somar pontos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Março de 2022)

19 Março, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais

1/4 de final

Bodø/Glimt – Roma
Feyenoord – Slavia Praha
Olympique Marseille – PAOK
Leicester City – PSV Eindhoven

Os jogos da primeira mão serão disputados a 7 de Abril, estando a segunda mão agendada para 14 de Abril.

1/2 finais

Leicester City / PSV Eindhoven – Bodø/Glimt / Roma
Feyenoord / Slavia Praha – Olympique Marseille / PAOK

Os jogos das meias-finais estão agendados para 28 de Abril (1.ª mão) e 5 de Maio (2.ª mão).

18 Março, 2022 at 3:18 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais

1/4 de final

RB Leipzig – Atalanta
E. Frankfurt – Barcelona
West Ham – Olympique Lyon
Sp. Braga – Rangers

Os jogos da primeira mão serão disputados a 7 de Abril, estando a segunda mão agendada para 14 de Abril.

1/2 finais

RB Leipzig / Atalanta – Sp. Braga / Rangers
West Ham / Olympique Lyon – E. Frankfurt / Barcelona

Os jogos das meias-finais estão agendados para 28 de Abril (1.ª mão) e 5 de Maio (2.ª mão).

18 Março, 2022 at 1:46 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais

1/4 de final

Chelsea – Real Madrid
Manchester City – At. Madrid
Villarreal – Bayern
Benfica – Liverpool

Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 5 e 6 de Abril. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 12 e 13 de Abril.

1/2 finais

Manchester City / At. Madrid – Chelsea / Real Madrid
Benfica / Liverpool – Villarreal / Bayern

Os jogos das meias-finais estão agendados para 26 e 27 de Abril (1.ª mão) e 3 e 4 de Maio (2.ª mão).

18 Março, 2022 at 12:17 pm Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 1/8 de Final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Basel - Olympique Marseille      1-2         1-2         2-4
Rennes - Leicester City          2-1         0-2         2-3
Gent - PAOK                      1-2         0-1         1-3
Roma - Vitesse                   1-1         1-0         2-1
København - PSV Eindhoven        0-4         4-4         4-8
LASK Linz - Slavia Praha         4-3         1-4         5-7
AZ Alkmaar - Bodø/Glimt          2-2 (a.p.)  1-2         3-4
Feyenoord - Partizan             3-1         5-2         8-3

Das quatro equipas dos Países Baixos apenas duas (PSV e Feyenoord) seguem em frente, ainda assim o maior contingente, a que se junta um representante de Inglaterra (Leicester), Itália (Roma), França (Marseille), Grécia, R. Checa e Noruega.

17 Março, 2022 at 10:56 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 de Final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Crvena zvezda - Rangers          2-1         0-3         2-4
Monaco - Sp. Braga               1-1         0-2         1-3
Olympique Lyon - FC Porto        1-1         1-0         2-1
Bayer Leverkusen - Atalanta      0-1         2-3         2-4
West Ham - Sevilla               2-0 (a.p.)  0-1         2-1
Galatasaray - Barcelona          1-2         0-0         1-2
Spartak Moskva - RB Leipzig *    ---         ---         ---
E. Frankfurt - Betis             1-1 (a.p.)  2-1         3-2

* Não foram disputados os jogos da eliminatória entre RB Leipzig – Spartak Moskva, devido ao facto de o Spartak ter sido suspenso da competição, no âmbito das sanções aplicadas à Rússia pela invasão da Ucrânia.

As duas equipas de Sevilha ainda forçaram o prolongamento, mas acabaram ambas eliminadas, portanto afastadas da Final, que se disputará… em Sevilha. Nos 1/4 de final teremos como maior contingente o da Alemanha (RB Leipzig e E. Frankfurt), subsistindo um único representante de Portugal (Sp. Braga), Inglaterra (West Ham), Espanha (Barcelona), Itália (Roma), França (Lyon) e Escócia (Rangers).

17 Março, 2022 at 10:54 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 de final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Bayern - Salzburg                7-1         1-1         8-2
Manchester City - Sporting       0-0         5-0         5-0
Ajax - Benfica                   0-1         2-2         2-3
Lille - Chelsea                  1-2         0-2         1-4
Manchester United - At. Madrid   0-1         1-1         1-2
Juventus - Villarreal            0-3         1-1         1-4
Liverpool - Inter                0-1         2-0         2-1
Real Madrid - Paris St.-Germain  3-1         0-1         3-2

Três equipas inglesas, outras tantas espanholas (esta época sem o Barcelona, mas com a “novidade” Villarreal), uma portuguesa e outra alemã, compõem o alinhamento dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Pelo caminho ficaram, para além dos galácticos do Paris Saint-Germain (com Messi, Mbappé e Neymar), o Manchester United (de Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Diogo Dalot) e os dois representantes italianos (Inter e Juventus), tendo a França ficado igualmente sem representação, também em função da eliminação do Lille.

16 Março, 2022 at 10:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 final (2.ª mão) – Ajax – Benfica

AjaxAjax – André Onana, Noussair Mazraoui, Jurriën Timber (90m – Mohammed Kudus), Lisandro Martínez, Daley Blind, Edson Álvarez (81m – Brian Brobbey), Steven Berghuis (81m – Davy Klaassen), Ryan Gravenberch, Antony Matheus dos Santos, Dušan Tadić e Sébastien Haller

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (90m – Valentino Lazaro), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Adel Taarabt (45m – Soualiho Meïté), Julian Weigl, Everton Soares (72m – Roman Yaremchuk), Rafael “Rafa” Silva, Gonçalo Ramos (90m – Paulo Bernardo) e Darwin Núñez (81m – Diogo Gonçalves)

0-1 – Darwin Núñez – 77m

Cartões amarelos – Jurriën Timber (83m), Daley Blind (90m) e Ryan Gravenberch (90m); Gonçalo Ramos (67m)

Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)

Não foi, claro, uma exibição de “encher o olho”, no sentido em que o Benfica esteve muito longe – antes pelo contrário – de exercer o domínio do jogo. Precisamente, perante um adversário com cariz muito mais talhado para assumir a iniciativa atacante, a equipa benfiquista soube unir-se, de forma solidária, atingindo, nesse aspecto, desempenho de grande competência em termos defensivos, ao mesmo tempo que viu coroado de plena eficácia o seu único remate enquadrado com a baliza adversária!

Antecipava-se já a forte entrada do Ajax, empurrando o adversário para o seu reduto defensivo, com a bola a percorrer as imediações da área, nessa fase inicial com a equipa da casa, com forte pressão, a ameaçar cada vez com maior veemência, fazendo recear a possibilidade de chegada do golo (ganhando vários cantos, com sucessivos cabeceamentos, mas, efectivamente, sem grande perigo iminente).

O volumoso trabalho que a dupla Otamendi-Vertonghen ia tendo pela frente, foi auxiliado pelo recuo de Weigl, enquanto Taarabt era uma espécie de “duplo” de Gilberto, na lateral direita. Numa partida que requeria enorme dose de paciência – e quase absoluto rigor defensivo -, o Benfica conseguiu alcançar um equilíbrio mental, gradualmente reforçado à medida que o tempo ia avançando.

Ao intervalo, Nélson Veríssimo substituiria o marroquino por Meïté, visando controlar de forma mais eficaz as ofensivas pelo flanco esquerdo adversário, que, no decurso do segundo tempo, ia começando a denotar indícios de algum bloqueio – fazendo, de alguma forma, recordar o que se passara em Eindhoven, com o PSV, na 2.ª mão do play-off.

Conforme então sucedera, com o rolar dos minutos, viria, progressivamente, a instalar-se a dúvida na mente dos jogadores do Ajax, em contraponto a um crescente acreditar por parte dos benfiquistas. A missão era simples: com o tempo a começar correr a seu favor, o Benfica procurava, em primeira instância, ir assegurando a inviolabilidade da sua baliza, de forma a levar o mais longe possível a discussão da eliminatória… na expectativa de que pudesse, por acréscimo, vir a alcançar ainda algo mais.

O tal “acreditar” ou maior confiança no que a equipa ia desenvolvendo dentro de campo – a par da necessidade de refrescar o “onze”, submetido a intenso desgaste – levou o treinador português a fazer entrar em campo o ucraniano Yaremchuk, por troca com Everton, visando suster a subida no terreno dos defesas contrários, procurando, de alguma forma, manter o adversário “em sentido”.

E o bónus, do golo do Benfica, acabaria mesmo por chegar, apenas cinco minutos volvidos: num livre, ao estilo de um canto mais curto, Grimaldo fez um centro com “conta, peso e medida” para a zona da pequena área, onde, muito oportuno, surgiu Darwin, a antecipar-se ao guardião contrário, desviando a bola, de cabeça, para o fundo das redes.

Logo se percebeu que – ante tal rude golpe anímico – muito dificilmente o Ajax conseguiria reagir da forma de que necessitaria, porque, então, era já impraticável manter a serenidade, ao mesmo tempo que a crença se mudara por completo para o lado oposto. No (já escasso) tempo que restava o Campeão dos Países Baixos não teria “arte” para construir o que, afinal, em cerca de 80 minutos, não conseguira: efectivas ocasiões de perigo.

De facto, num balanço global, tendo o Ajax evidenciado manifesta superioridade em termos de posse de bola (69/31%), assim como em número de pontapés de canto (10/4), o duelo foi muito mais equilibrado a nível de remates à baliza (2/1), com os jogadores locais a não conseguirem esconder, no período final, a frustração pela impotência revelada – seria, aliás, Yaremchuk a desaproveitar a mais flagrante oportunidade de golo de todo o desafio, isolado frente a Onana, já no 97.º e derradeiro minuto…

Muito competente na execução do plano de jogo, tendo conseguido anular por completo o reconhecido poderio ofensivo do adversário (depois das partidas de Moscovo, Eindhoven, Kiev e Barcelona, esta foi a 5.ª vez, em seis desafios fora de casa nesta edição da prova, que preservou a “clean sheet” da sua baliza), a equipa portuguesa foi premiada, necessariamente com felicidade, pela grande eficácia.

Em qualquer caso, um embate a reavivar as noites europeias de glória do Benfica, superando, em terreno alheio – com o apoio entusiástico de cerca de três milhares de adeptos –, um rival mítico como é o Ajax (sagrado Campeão Europeu por quatro vezes), como que numa desforra face à história das eliminações de 1969 (nos quartos-de-final) e de 1972 (nas meias-finais), ambas sob a égide da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

O Benfica alcança os quartos-de-final da maior prova de clubes do Mundo pela 18.ª vez no seu historial – num total de 41 participações –, a que acresce ainda a presença, em 1992, nos “últimos 8” (então com a fase final da competição, no ano “pré-Champions”, como que num ensaio para a reformulação do modelo competitivo, a ser disputada por dois grupos de quatro clubes, tendo-se apurado os vencedores para a Final).

Na era “Champions” será a 5.ª presença, após as eliminações sofridas em 1995 (AC Milan), 2006 (Barcelona), 2012 (Chelsea) e 2016 (Bayern); nas 13 ocasiões em que atingiu tal fase na Taça dos Campeões Europeus, o Benfica apurou-se para as meias-finais por oito vezes (1961, 1962, 1963, 1965, 1968, 1972, 1988 e 1990).

15 Março, 2022 at 10:59 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 10.03.2022)

Aqueles que eram os dois principais favoritos à conquista da Taça do Ribatejo – e, em paralelo, ainda os dois candidatos ao título de Campeão Distrital – quedaram-se pelos quartos-de-final da “prova rainha”, superados pelo Cartaxo e pelo Fazendense.

Se, no caso do Rio Maior, afastado por via do desempate da marca de grande penalidade, tal acaba por traduzir-se na perspectiva de o Fazendense poder vir a ampliar o seu palmarés já “record” na competição (é o único clube com quatro troféus conquistados), a eliminação do U. Tomar, no seu próprio reduto, pelo Cartaxo, não deixa de consubstanciar uma indisfarçável crise de confiança.

Destaques – O primeiro realce desta ronda da Taça do Ribatejo vai, pois, de novo, para o Fazendense, que continua a confirmar a excelente fase que vem atravessando: depois de, há três semanas, ter derrotado o Rio Maior, e de, na semana passada, ter feito o mesmo ante o U. Tomar, o grupo das Fazendas voltou a levar a melhor sobre o agora líder do campeonato.

Desta feita, após igualdade a um golo no tempo regulamentar (os donos da casa colocaram-se em vantagem à entrada dos derradeiros dez minutos, vindo contudo a consentir o empate aos riomaiorenses apenas três minutos volvidos), o Fazendense impor-se-ia no desempate da marca de grande penalidade, perfilando-se agora como o principal candidato à conquista de novo troféu (defrontará nas meias-finais, a disputar a duas mãos, o Amiense).

Precisamente, a turma de Amiais de Baixo esteve também em destaque, goleando por convincente 4-1 no terreno do Forense, até então o último resistente do escalão secundário (de que é líder de série) na Taça, tornando fácil, por via da sua atitude e desempenho, o que, noutras circunstâncias, poderia eventualmente ter-se revelado mais complexo (recordando-se que o conjunto dos Foros de Salvaterra tinha começado por eliminar, na ronda preliminar, o At. Ouriense, da I Divisão).

Surpresas – O U. Tomar voltou a protagonizar a grande surpresa, e de forma bem negativa. O inesperado desaire caseiro ante o Samora Correia (já depois da derrota sofrida em Mação, onde os nabantinos chegaram a estar em vantagem, que, contudo, viram escapar-se) deixou “mossa”. Nas Fazendas de Almeirim alguma “infelicidade” ditara terceira desfeita sucessiva. Quando se esperava que a equipa pudesse reencontrar-se, acabou por sofrer mais um surpreendente desfecho desfavorável, a custar a eliminação da prova, na qual tinha também legítimas aspirações.

O Cartaxo começou por inaugurar o marcador em Tomar, à passagem dos vinte minutos, sendo que os unionistas ainda conseguiram a “benesse” de, no lance imediato, restabelecer o empate. Todavia, no decurso da partida, não foram capazes de manter a serenidade necessária para impor sobre o terreno a sua superior qualidade individual e colectiva, ficando à mercê das transições adversárias, expondo fragilidades defensivas.

O segundo tento dos cartaxeiros, outra vez sobre os vinte minutos, mas do segundo tempo, pôs a nu a falta de confiança que o grupo denota por estes dias. Haveria ainda bastante tempo para tentar recuperar e reverter a situação, mas, alguma precipitação, associada também à maior assunção de risco, revelar-se-ia fatal, apenas mais cinco minutos decorridos. O Cartaxo chegava ao 3-1, que seria o resultado final, com todas as tentativas dos tomarenses (já mais “com o coração do que com a cabeça”) de ripostar à adversidade a mostrarem-se infrutíferas.

Em Abrantes aconteceu “meia surpresa”: o Salvaterrense, que estivera já em evidência, na semana precedente, tendo indo vencer a Mação, impôs um empate (1-1) ao Abrantes e Benfica, vindo contudo a ser afastado no desempate da marca de grande penalidade, no qual os abrantinos foram mais eficazes. Assim, na outra das meias-finais, o Cartaxo defrontará o Abrantes e Benfica.

Liga 3 – Na última jornada da primeira fase desta prova o U. Santarém empatou (2-2) na recepção à equipa “B” do Sporting, não tendo conseguido materializar em vantagem a inferioridade numérica do adversário em larga parte do encontro (tendo a equipa leonina acabado mesmo reduzida a nove elementos, nos últimos dez minutos de jogo e no período de compensação).

Os escalabitanos terminam assim esta fase no penúltimo lugar (em igualdade pontual com o último classificado, Oriental Dragon, ambos com 18 pontos). Independentemente do resultado do passado fim-de-semana, acabou por revelar-se determinante o desaire sofrido na ronda anterior ante o Oliveira do Hospital, emblema que, em função desse desfecho, acabou por garantir o 10.º posto, dois pontos acima, com reflexos a nível do escalonamento dos clubes para a segunda fase.

Campeonato de Portugal – Também o Coruchense enfrentava tarefa árdua, na visita ao Estádio do Restelo, igualmente para disputa da derradeira jornada da fase inicial da competição, sendo que apenas a vitória garantiria ao Belenenses não ficar dependente de resultados de terceiros.

Com uma exibição bastante personalizada – dando boa réplica, mesmo reduzido a dez durante cerca de uma hora – o grupo de Coruche, tendo-se visto a perder à entrada para os cinco minutos finais da primeira metade, conseguiria surpreender o adversário, restabelecendo a igualdade logo no arranque da segunda parte. Só uma grande penalidade, a sancionar um lance em que o avançado belenense se isolava frente ao guardião, permitiu aos “azuis do Restelo” a tangencial vitória por 2-1, garantindo assim o 1.º lugar da série E e confirmando o apuramento para a fase de promoção – não sem, já em tempo de compensação, terem sofrido enorme susto, com uma magnífica defesa do seu guarda-redes a evitar o que poderia ter sido o segundo golo da turma do Sorraia.

O Coruchense termina esta fase no 7.º lugar (em igualdade pontual – 21 pontos – com o 6.º classificado, Operário de Lagoa), vendo-se, pois, relegado para a disputa da fase de manutenção.

Antevisão – Quando esta edição do jornal chegar aos leitores será já conhecido o desfecho do jogo de acerto de calendário – agendado para esta quarta-feira, dia 9 de Março –, entre Benavente e U. Tomar, crucial para as aspirações dos unionistas, sobretudo em termos de demonstração de capacidade de reacção e do imprescindível restabelecimento dos níveis de confiança.

Para o fim-de-semana, na 21.ª ronda, o União continuará a ter a pressão de ganhar, em casa, ao Alcanenense (5.º classificado), sendo o Rio Maior igualmente favorito na deslocação a Ourém, para defrontar o At. Ouriense (actual 13.º). De interesse será também o Torres Novas-Fazendense.

No escalão secundário, com os líderes Forense e Moçarriense de folga, anota-se que o U. Tomar “B” receberá o guia da sua série, Fátima. As atenções estarão ainda focadas nos jogos: Benfica do Ribatejo-Águias de Alpiarça; Coruchense “B”-Marinhais; e Ortiga-Espinheirense.

A Liga 3 e o Campeonato de Portugal tinham previsto para dia 8 o sorteio da 2.ª fase, com os representantes do Distrito ambos em séries de disputa de manutenção: o U. Santarém (11.º) partirá com 2 pontos, integrando também a sua série os 5.º, 7.º e 9.º da fase inicial, respectivamente Amora (8), Caldas (6) e Cova da Piedade (4 pontos), sendo o último classificado despromovido; quanto ao Coruchense, irá disputar a permanência nos nacionais com Marinhense, V. Sernache e Peniche (3.º, 5.º e 6.º classificados da série D) – descendo aos Distritais os dois últimos da série.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Março de 2022)

13 Março, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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