Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Juventus

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah (81m – Gilberto Moraes), António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado), Fredrik Aursnes, Rafael “Rafa” Silva (87m – Petar Musa) e Gonçalo Ramos (87m – David Neres)

Juventus – Wojciech Szczęsny, Danilo Silva, Leonardo Bonucci (60m – Alex Sandro), Federico Gatti, Juan Cuadrado (60m – Fabio Miretti), Weston McKennie, Manuel Locatelli, Adrien Rabiot, Filip Kostić (70m – Samuel Iling-Junior), Dušan Vlahović (70m – Matías Soulé) e Moise Kean (45m – Arkadiusz Milik)

1-0 – António Silva – 17m
1-1 – Moise Kean – 21m
2-1 – João Mário (pen.) – 28m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 35m
4-1 – Rafael “Rafa” Silva – 50m
4-2 – Arkadiusz Milik – 77m
4-3 – Weston McKennie – 79m

Cartões amarelos – Enzo Fernández (84m); Danilo Silva (62m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Tal como sucede noutras ocasiões é difícil destrinçar a análise de um jogo face ao seu resultado final. A verdade é que, neste caso em concreto, o desfecho acaba por ser bastante “mentiroso”, não traduzindo de modo nenhum a flagrante superioridade exercida pelo Benfica – pelo menos até aos 75 minutos -, em função do que o “placard” podia muito bem ter atingido números absolutamente históricos.

A golear por 4-1 aos 50 minutos, a contagem final poderia ter sido ampliada, pelo menos, até aos sete golos, sem que tal surpreendesse minimamente quem teve oportunidade de assistir a esta magnífica exibição do Benfica!

Depois, sofrendo dois golos em apenas dois minutos, seria impossível não vacilar – mesmo sabendo que o empate era o bastante para consumar o objectivo do apuramento para os 1/8 de final da “Champions” (e tal até poderia ter acontecido, mesmo a findar a partida…).

Isto na que terá sido, porventura, a melhor exibição de Rafa ao serviço do Benfica, fazendo “gato-sapato” da defesa da Juventus – mas desperdiçando, só à sua conta, pelo menos dois “golos feitos” (teriam sido o 5-1… ou, mais tarde, o 5-3) –, beneficiando da liberdade concedida pelo equilíbrio e solidez que Aursnes proporcionou ao meio-campo encarnado, e potenciando a sua velocidade, que, a dada altura, fez com que parecesse estar “por todo o lado”.

O primeiro quarto de hora do jogo até nem faria suspeitar da aceleração que viria a ter, com as duas equipas como que algo expectantes, não obstante a maior iniciativa benfiquista, com ambas as formações a procurar pressionar alto.

O golo inaugural, na estreia de António Silva a marcar (numa boa antecipação de cabeça), foi o desbloqueador perfeito para uma partida de alta intensidade. Mas não haveria muito tempo para saborear a vantagem, dado que a Juventus restabeleceria a igualdade apenas quatro minutos volvidos.

Pelo que a oportunidade de, sete minutos depois, voltar a posição de superioridade – na conversão de uma grande penalidade – constituiria determinante catalisador dos níveis de confiança e do acreditar que a vitória era bem plausível. A equipa italiana acusou o toque, e o ritmo imposto pelo Benfica fez com que nunca mais conseguisse organizar-se, incapaz de acompanhar e de encontrar antídoto face à alta rotação do adversário.

Começava então o “festival Rafa”, a ampliar a contagem, logo aos 35 minutos, para 3-1, numa excelente execução técnica, com um toque de calcanhar. E, a abrir a segunda metade, sentenciando a qualificação, a alargar ainda mais a vantagem benfiquista, “picando” a bola sobre o categorizado guardião contrário.

Frente a uma equipa desorientada, mesmo “perdida” dentro de campo, o mesmo Rafa, num lance de “baliza aberta”, mas de elevado grau de dificuldade, a receber uma bola que saíra algo alta, tentou, de primeira, fazer um desvio subtil, que, contudo, saiu ligeiramente por alto, gorando-se o que teria sido um fantástico “hat-trick”… e o 5.º golo do Benfica, estavam decorridos 75 minutos.

Aliás, já antes, à passagem da hora de jogo, também Gonçalo Ramos desfrutara de duas boas ocasiões para marcar, uma delas salva por instinto pelo guarda-redes, tendo, no outro caso, a bola saído ligeiramente ao lado.

Quando se pensava que Massimiliano Allegri tinha “entregue os pontos”, conformado com a derrota, fazendo entrar em campo dois “meninos” de 19 anos, Matías Soulé e Samuel Iling-Junior, em especial este último tiraria partido de alguma fadiga de Bah, para criar jogadas de grande perigo, que, num ápice – apenas dois minutos depois do tal desperdício de Rafa -, converteram a goleada num resultado tangencial.

O Benfica precisava de manter a serenidade, procurar recompor-se desse abalo, e preservar a vitória, nos derradeiros dez minutos. Só então Roger Schmidt mexeria na equipa, fazendo entrar de imediato, Gilberto, para procurar estancar a torrente imprimida por Iling-Junior, tendo as restantes substituições tido já mais por objectivo a quebra de ritmo de jogo.

Ainda assim, Federico Gatti ficaria, já em período de compensação, a escassos centímetros de chegar ao que seria um absolutamente incrível 4-4…

Antes disso já Rafa tivera, na sua derradeira acção no jogo, numa rápida transição, o tal “5-3” nos pés, depois de correr com a bola, de área a área, cerca de 70 metros, surgindo isolado frente a Szczęsny, mas, infeliz, rematando de forma excessivamente enquadrada, ao poste. Teria sido o culminar de uma noite brilhante a nível individual, em mais uma das históricas “grandes noites” europeias do Benfica.

Com o apuramento garantido, fica ainda em aberto, para a última jornada, a definição do vencedor do grupo, para o que o Benfica – igualado em pontos, mas com menor diferença de golos – necessitará fazer melhor resultado em Israel do que o que o Paris Saint-Germain fizer na deslocação a Turim (com a Juventus ainda em compita com o Maccabi Haifa pela vaga de consolação na Liga Europa).

25 Outubro, 2022 at 9:52 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 20.10.2022)

Pela primeira vez nesta temporada, ainda numa fase inicial do campeonato, há um líder isolado: na sequência de uma jornada (5.ª) muito favorável, o União de Tomar ascendeu ao comando, mas com o grupo da frente ainda muito compacto, com sete clubes separados por apenas três pontos. É agora secundado na tabela, só um ponto abaixo, pelos sensacionais At. Ouriense e Samora Correia – em paralelo, os únicos emblemas que subsistem ainda invictos –, a que se segue, outro ponto mais atrás, um trio de candidatos, formado por Fazendense, Amiense e Ferreira do Zêzere.

Numa jornada pouco profícua em golos (19), a menos produtiva até agora – tendo cinco desses tentos sido apontados pelos tomarenses – foram nada menos de sete as equipas a ficar em branco. Mas as principais “novidades” chegaram das Fazendas de Almeirim e dos Amiais de Baixo, onde os dois anteriores guias foram surpreendidos, concedendo inesperados desaires caseiros.

Recuperando ainda uma situação (significativa) da ronda anterior, confirma-se a formalização de protesto, por parte do U. Tomar, relativamente ao jogo disputado em Samora Correia, justificado por erro de julgamento do árbitro, que terá analisado incorrectamente o lance da conversão da grande penalidade, em grave prejuízo do clube nabantino (invalidando o golo apontado), dado ter sido legal a sua forma de execução, sem qualquer tipo de simulação que pudesse ser susceptível de infracção sancionável. Têm, pois, a palavra os órgãos competentes.

Destaques – Deixando os dois desfechos mais imprevistos do passado fim-de-semana para o segmento das “Surpresas”, começa por destacar-se a goleada (5-0) imposta pelo U. Tomar, na recepção a uma turma do Águias de Alpiarça, muito bem orientada, e que, à entrada para este jogo, partilhava o 3.º posto com os tomarenses (tendo baixado agora à 7.ª posição, mas, claro, somente com três pontos de desvantagem).

Com um inspirado Pedro Pires (autor de um “hat-trick”), o grupo nabantino resolveu a contenda na primeira meia hora; aliás, num intervalo de apenas cerca de 15 minutos, entre os 19 e os 35, em que apontou quatro golos: depois de abrir o marcador ainda relativamente cedo (numa fase em que as duas equipas repartiam a iniciativa de jogo), o segundo golo (aos 28 minutos) “desmontou” a estratégia da formação do Águias, que, acusando fortemente o “toque”, algo desestabilizada, viria a sofrer ainda mais dois tentos, separados somente por dois minutos.

Era um resultado bastante severo face ao que ambos os conjuntos tinham exibido em campo, o qual seria ainda ampliado, logo no início da segunda metade, com o 5.º golo dos unionistas; muito focados e com eficácia, os visitados reagiram da melhor forma à adversidade da semana anterior, não dando hipótese de resposta aos alpiarcenses. Daí até final, com as equipas “conformadas” com o desfecho da partida, o tempo foi-se escoando já em regime de gestão de esforço.

Outros dois realces da ronda vão para as estreias a vencer – depois de quatro derrotas nas quatro primeiras jornadas – de dois históricos: o Mação, recebendo um categorizado adversário, como é o Abrantes e Benfica, marcou um golo a finalizar cada uma das partes, impondo-se por 2-0; por seu lado, o Torres Novas (após a saída do treinador, com o novo responsável técnico, Eduardo Fortes, já a “assistir”) realizou também excelente operação, indo ganhar (2-1) a Salvaterra de Magos, operando, já no segundo tempo, reviravolta no marcador, com Persi Mamede a bisar.

Surpresas – Como acima aludido, o par que repartia o comando – Fazendense e Amiense, duas equipas de forte potencial – soçobrou quando menos se esperava. Ou, de outro prisma, há que enaltecer o desempenho dos visitantes, Samora Correia e Benavente, que arrebataram o triunfo.

Depois da vitória averbada ante o U. Tomar, o jovem grupo samorense deu mais uma cabal prova de competência, indo ganhar às Fazendas de Almeirim por 3-1! Demonstrando solidez defensiva, conseguiu aproveitar bem os espaços concedidos pelo adversário, para desferir golpes decisivos.

O Amiense foi impotente para superar a acção defensiva do Benavente – equipa que, até então, somara um único ponto –, cuja estratégia viria a ser coroada de êxito, a vinte minutos do final, ao marcar o solitário golo do desafio. Uma tarde “em cheio” para as duas agremiações do município.

Confirmações – De entre as confirmações, no imediato a mais relevante terá sido a categórica vitória (3-0) do At. Ouriense face ao Cartaxo, a potenciar a “pontaria afinada” de Diogo Gameiro (somando já seis tentos), o que proporcionou ao conjunto de Ourém escalar até à vice-liderança.

Naturalmente, foi também importante o tangencial triunfo (1-0) do Ferreira do Zêzere na recepção a um desafiante com a capacidade do Fátima. No Entroncamento, o clube local voltou a pontuar, mercê de um nulo ante o Alcanenense, integrando agora um quinteto, entre o 10.º e o 14.º lugar.

II Divisão Distrital – Os destaques da 2.ª jornada vão para as goleadas (ambas por 4-0) do Moçarriense (frente ao Glória do Ribatejo) e do Riachense (derrotando a Ortiga). Num “clássico” do futebol distrital, o Tramagal goleou também (5-1) o Alferrarede.

Assinalam-se, por outro lado, as igualdades registadas nas partidas Forense-Marinhais (2-2) e Vasco da Gama-Vilarense (3-3).

Riachense e Pego, únicos que bisaram o triunfo, repartem o comando a Norte, enquanto, na série mais a Sul, temos um trio na liderança, com 4 pontos: Moçarriense, Espinheirense e Forense.

Taça de Portugal – Já sem representação do Distrito, a eliminatória relativa aos 1/32 de final da “prova rainha” ficou assinalada pelas proezas de clubes de escalões inferiores, que eliminaram oito (!) emblemas da I Liga, um “record” nas 83 edições da prova, numa só eliminatória: Mafra e Tondela (II Liga), Varzim, V. Setúbal, Länk Vilaverdense e Oliveira do Hospital (Liga 3), Machico e Valadares Gaia (Campeonato de Portugal) afastaram, respectivamente, Marítimo, Santa Clara, Sporting, Paços Ferreira, Portimonense, Rio Ave, Boavista e Chaves.

Antevisão – A 6.ª ronda da I Divisão Distrital volta a integrar um alargado lote de partidas que concitam, em especial, as atenções: desde logo o Alcanenense-U. Tomar, com o novo líder a ser colocado à prova; mas, também, necessariamente, o duelo entre os ainda invictos Samora Correia-At. Ouriense; o Águias de Alpiarça-Fazendense e o Fátima-Amiense, com os visitantes a procurar rectificar os desaires sofridos; para além do Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.

Na II Divisão teremos, a Sul, o Glória do Ribatejo-Forense, e um encontro entre os vizinhos Marinhais e Benfica do Ribatejo. A Norte, o Vilarense-Pego e o Riachense-Vasco da Gama.

Na retoma do Campeonato de Portugal, na sua 4.ª jornada, realce para o confronto Coruchense-U. Santarém, enquanto o Rio Maior se desloca a Loures, para defrontar o clube que o precede.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Outubro de 2022)

23 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 13.10.2022)

O U. Tomar somou quinta derrota sucessiva em Samora Correia, nas cinco últimas temporadas, não tendo o Fazendense conseguido melhor que a repartição de pontos no Cartaxo, o que – conjugado com os triunfos de Amiense, Águias de Alpiarça, At. Ouriense e Ferreira do Zêzere – resultou numa concentração dos oito primeiros classificados num intervalo de apenas três pontos, com os emblemas das Fazendas de Almeirim e Amiais de Baixo a repartirem agora a liderança.

Destaques – É, bastas vezes, quase irresistível a tentação – até por um inato instinto de auto-preservação – de procurar justificar os insucessos com supostas falhas de arbitragem, como que transferindo para outrem, pelo menos, uma quota-parte de responsabilidades próprias.

O U. Tomar saiu de Samora Correia, uma vez mais, a queixar-se fortemente da arbitragem, sobretudo devido ao “caso do jogo”, uma situação inaudita, de que não haverá memória: na conversão de uma grande penalidade o jogador unionista fez a chamada “paradinha”, tendo o árbitro sancionado a alegada infração, não só invalidando o golo, como transformando o “penalty” num livre indirecto a favor dos samorenses, assim se gorando uma ocasião suprema de marcar.

Ao tomar uma decisão deste rigor e grau de severidade (perante uma situação a que se assiste repetidamente) crê-se que o árbitro o tenha feito em consciência, e de acordo com as regras, uma vez que estava “em cima do lance”. Mas, para além disso, a verdade é que não conseguiu ter pulso para impedir que o Samora Correia, praticamente abdicando de jogar, em especial na meia-hora final, sistematicamente “queimasse tempo”, com ostensivas interrupções e quebras de ritmo, visando impedir que o União pudesse ter qualquer “fio de jogo”, com princípio, meio e fim.

Os seis minutos de tempo de compensação concedidos foram manifestamente exíguos face a mais de uma dúzia de minutos (estimativa a pecar por defeito) de paragens de jogo, na segunda parte.

Terá ainda, por outro lado, de anotar-se a coincidência de esta ter sido já a terceira vez, nos últimos cinco anos, que este mesmo árbitro dirigiu o Samora-União, sendo que, em ocasiões anteriores (em 2019 e 2020), tinham também ocorrido “casos de jogo”, pelo que mais esta nomeação teria sido – até para preservação do próprio árbitro – porventura desaconselhável, por pouco prudente, numa óptica de salvaguardar qualquer tipo de eventual (natural e humano) condicionamento.

Sobre o jogo propriamente dito (e resta, agora, pouco espaço disponível), foi repartido durante o primeiro tempo, sem grandes ocasiões de perigo (ambos os guardiões pouco mais foram que espectadores atentos), sendo que a melhor oportunidade de golo terá sido a desperdiçada pelo União, à passagem do quarto de hora. Cerca de dez minutos volvidos surgiria o único tento do desafio, a favor do Samora Correia, igualmente por via de uma grande penalidade, culminando um lance algo fortuito, com a bola – numa sequência muito rápida, com o jogador tomarense já em queda, em plena área – a embater no peito e, de imediato, com contacto com os braços.

Na segunda metade, os nabantinos esbanjariam outra soberana ocasião de golo, na marcação de um livre, com a bola a acabar por embater no poste (terá sido ainda desviada pelo guarda-redes). A partir do momento culminante da partida (estavam decorridos 72 minutos) pouco mais foi possível efectivamente jogar, com a equipa unionista a não conseguir evitar deixar-se arrastar na onda de desestabilização gerada pelas incidências do desafio, faltando então discernimento para finalizar com êxito, pelo menos, mais outro par de lances de grande perigo, na área adversária.

Num balanço final subsiste necessariamente um sentimento de forte injustiça pelo resultado negativo, como reconhecido pelo próprio treinador samorense, considerando mais justo o empate.

Outros destaques da 4.ª ronda vão para as importantes vitórias em terreno alheio, averbadas por Ferreira do Zêzere (em Mação, impondo aos maçaenses o quarto desaire consecutivo, num começo de temporada que não estaria, de todo, nas suas cogitações) e Amiense (em Alcanena), ambas pela mesma marca (3-2) – sendo que o Alcanenense apenas no derradeiro minuto sofreu o tento decisivo. Realce ainda para a goleada (4-0) aplicada pelo Fátima em Benavente, beneficiando ainda do facto de os locais se terem visto em inferioridade numérica.

Surpresas – Uma, pelo menos, “meia-surpresa” registou-se no Cartaxo (equipa que, já na semana anterior, em Tomar, oferecera forte réplica), com o grupo visitado a impor uma igualdade (2-2) ao líder, Fazendense (a sofrer, assim, os primeiros golos na presente edição da prova).

Pelo historial dos dois clubes será também de considerar-se algo surpreendente o desaire caseiro do Torres Novas ante o At. Ouriense, por 1-2, com os torrejanos, com quatro derrotas (acumulando já um preocupante total de 15 golos sofridos), a repartir o último lugar com o Mação.

Confirmações – Abrantes e Benfica (1-0, na recepção ao Salvaterrense) e Águias de Alpiarça (3-1, ante o Entroncamento AC) confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, com os alpiarcenses a reforçar o notável início de campeonato, partilhando o 3.º lugar com o U. Tomar.

II Divisão Distrital – No arranque da competição começam por destacar-se as goleadas impostas pelo Porto Alto (5-1 ao Benfica do Ribatejo) e Vilarense (4-0 à Ortiga), assim como o categórico triunfo (3-0) do Pego em Alferrarede. Por seu lado, alguns dos candidatos aos lugares cimeiros não foram além do empate: 0-0, no Marinhais-Moçarriense e no Caxarias-Vasco da Gama; e 2-2, no U. Almeirim-Espinheirense e, de forma mais surpreendente, no Glória do Ribatejo-Rebocho.

Campeonato de Portugal – Não foi positiva para os clubes do Distrito a 3.ª ronda da prova, com Rio Maior SC e Coruchense ambos a saírem derrotados – os riomaiorenses, em casa, ante o Pêro Pinheiro, por 0-1; e a turma do Sorraia, perdendo por 2-1 em Castelo Branco, face ao Benfica local –, não tendo o U. Santarém ido além do empate (1-1) frente ao Sintrense.

O campeonato está ainda na sua fase inicial, com o escalonamento dos concorrentes com escassas diferenças pontuais, mas Coruchense (10.º) e Rio Maior SC (12.º) começam já a posicionar-se abaixo da “linha de água” (serão despromovidos directamente os seis últimos de cada série).

Antevisão – A 5.ª jornada da divisão principal apresenta, em especial, quatro desafios de maior interesse: em primeiro lugar, o Fazendense-Samora Correia (com a curiosidade de ver qual a resposta que os samorenses conseguirão oferecer, depois do triunfo da passada semana), mas, também o U. Tomar-Águias de Alpiarça (colocando frente-a-frente os actuais 3.º classificados), o Ferreira do Zêzere-Fátima (entre dois bons conjuntos) e o Mação-Abrantes e Benfica (com os maçaenses a começar a “desesperar” pelos primeiros pontos). O co-líder, Amiense, terá, em teoria, tarefa de grau de dificuldade menor, recebendo o antepenúltimo classificado, Benavente.

No escalão secundário, na sua 2.ª ronda, avultam, a Sul, os embates Moçarriense-Glória do Ribatejo, Forense-Marinhais e Espinheirense-Porto Alto; a Norte, realce para o Vasco da Gama-Vilarense, assim como para um confronto entre dois clubes históricos: Tramagal-Alferrarede.

O Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, para disputa da eliminatória relativa aos 1/32 de final da Taça de Portugal – estreando-se os clubes da I Liga –, já sem representação do Distrito.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Outubro de 2022)

16 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Istanbul Başakşehir – RFS Riga – 3-0
Fiorentina – Heart Midlothian – 5-1

1º Istanbul Başakşehir, 10; 2º Fiorentina, 7; 3º Heart Midlothian, 3; 4º RFS Riga, 2

Grupo B
FCSB – Silkeborg – 0-5
West Ham – Anderlecht – 2-1

1º West Ham, 12; 2º Silkeborg, 6; 3º Anderlecht, 4; 4º FCSB, 1

Grupo C
Hapoel Beer-Sheva – Lech Poznań – 1-1
Austria Wien – Villarreal – 0-1

1º Villarreal, 12; 2º Lech Poznań, 5; 3º Hapoel Beer-Sheva, 3; 4º Austria Wien, 1

Grupo D
Partizan – Köln – 2-0
Nice – Slovácko – 1-2

1º Partizan, 8; 2º Nice, 5; 3º Köln e Slovácko, 4

Grupo E
Apollon Limassol – AZ Alkmaar – 1-0
Vaduz – Dnipro-1 – 1-2

1º AZ Alkmaar, 9; 2º Dnipro-1, 7; 3º Apollon Limassol, 4; 4º Vaduz, 2

Grupo F
Djurgårdens – Gent – 4-2
Shamrock Rovers – Molde – 0-2

1º Djurgårdens, 10; 2º Molde, 7; 3º Gent, 4; 4º Shamrock Rovers, 1

Grupo G
CFR Cluj – Slavia Praha – 2-0
Ballkani – Sivasspor – 1-2

1º CFR Cluj e Sivasspor, 7; 3º Ballkani e Slavia Praha, 4

Grupo H
Žalgiris Vilnius – Pyunik Yerevan – 2-1
Slovan Bratislava – Basel – 3-3

1º Basel, 7; 2º Pyunik Yerevan, 6; 3º Slovan Bratislava, 5; 4º Žalgiris Vilnius, 4

13 Outubro, 2022 at 10:02 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Bodø/Glimt – Arsenal – 0-1
PSV Eindhoven – Zürich – 5-0

1º Arsenal, 12; 2º PSV Eindhoven, 7; 3º Bodø/Glimt, 4; 4º Zürich, 0

Grupo B
Dynamo Kyiv – Rennes – 0-1
AEK Larnaca – Fenerbahçe – 1-2

1º Fenerbahçe e Rennes, 10; 3º AEK Larnaca, 3; 4º Dynamo Kyiv, 0

Grupo C
Betis – Roma – 1-1
Ludogorets – HJK Helsinki – 2-0

1º Betis, 10; 2º Ludogorets, 7; 3º Roma, 4; 4º HJK Helsinki, 1

Grupo D
Union Saint-Gilloise – Sp. Braga – 3-3
Union Berlin – Malmö – 1-0

1º Union St.-Gilloise, 10; 2º Sp. Braga, 7; 3º Union Berlin, 6; 4º Malmö, 0

Grupo E
Real Sociedad – Sheriff Tiraspol – 3-0
Manchester United – Omonia – 1-0

1º Real Sociedad, 12; 2º Manchester United, 9; 3º Sheriff Tiraspol, 3; 4º Omonia, 0

Grupo F
Feyenoord – Midtjylland – 2-2
Lazio – Sturm Graz – 2-2

1º Feyenoord, Midtjylland, Lazio e Sturm Graz, 5

Grupo G
Qarabağ – Olympiakos – 0-0
Nantes – Freiburg – 0-4

1º Freiburg, 12; 2º Qarabağ, 7; 3º Nantes, 3; 4º Olympiakos, 1

Grupo H
Trabzonspor – Monaco – 4-0
Ferencváros – Crvena zvezda – 2-1

1º Ferencváros, 9; 2º Trabzonspor e Monaco, 6; 4º Crvena zvezda, 3

13 Outubro, 2022 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Rangers – Liverpool – 1-7
Napoli – Ajax – 4-2

1º Napoli, 12; 2º Liverpool, 9; 3º Ajax, 3; 4º Rangers, 0

Grupo B
Bayer Leverkusen – FC Porto – 0-3
Atlético Madrid – Brugge – 0-0

1º Brugge, 10; 2º FC Porto, 6; 3º At. Madrid, 4; 4º Bayer Leverkusen, 3

Grupo C
Viktoria Plzeň – Bayern München – 2-4
Barcelona – Inter – 3-3

1º Bayern München, 12; 2º Inter, 7; 3º Barcelona, 4; 4º Viktoria Plzeň, 0

Grupo D
Sporting – Marseille – 0-2
Tottenham – E. Frankfurt – 3-2

1º Tottenham, 7; 2º Marseille e Sporting, 6; 4º E. Frankfurt, 4

Grupo E
AC Milan – Chelsea – 0-2
D. Zagreb – Salzburg – 1-1

1º Chelsea, 7; 2º Salzburg, 6; 3º D. Zagreb e AC Milan, 4

Grupo F
Shakhtar Donetsk – Real Madrid – 1-1
Celtic – RB Leipzig – 0-2

1º Real Madrid, 10; 2º RB Leipzig, 6; 3º Shakhtar Donetsk, 5; 4º Celtic, 1

Grupo G
København – Manchester City – 0-0
B. Dortmund – Sevilla – 1-1

1º Manchester City, 10; 2º B. Dortmund, 7; 3º Sevilla e København, 2

Grupo H
Maccabi Haifa – Juventus – 2-0
Paris Saint-Germain – Benfica – 1-1

1º Paris St.-Germain e Benfica, 8; 3º Juventus e Maccabi Haifa, 3

Ainda com duas jornadas por disputar garantiram já o apuramento para os 1/8 de final os seguintes cinco clubes: Napoli, Brugge, Bayern München, Real Madrid e Manchester City.

12 Outubro, 2022 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Paris Saint-Germain – Benfica

Paris Saint-Germain Paris Saint-Germain – Gianluigi Donnarumma, Danilo Pereira, Marcos Corrêa “Marquinhos”, Sergio Ramos, Achraf Hakimi, Vítor Ferreira “Vitinha” (85m – Fabián Ruiz), Marco Verratti, Juan Bernat (85m – Nordi Mukiele), Pablo Sarabia (74m – Hugo Ekitiké), Kylian Mbappé (90m – Carlos Soler) e Neymar Júnior

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah (63m – Gilberto Moraes), António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís (77m – Diogo Gonçalves), Fredrik Aursnes, Enzo Fernández, João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado), Rafael “Rafa” Silva (77m – Julian Draxler) e Gonçalo Ramos (77m – Rodrigo Pinho)

1-0 – Kylian Mbappé (pen.) – 40m
1-1 – João Mário (pen.) – 62m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (21m), João Mário (43m), Florentino Luís (45m), Enzo Fernández (69m) e Gilberto Moraes (83m); Pablo Sarabia (29m) e Marco Verratti (61m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Se a exibição e o resultado já tinham sido positivos em Lisboa, o Benfica reafirmou em Paris o seu estatuto de “grande” europeu, com uma equipa personalizada, a enfrentar o poderoso Paris Saint-Germain “olhos nos olhos”, com capacidade de reacção à adversidade, confiante, não se conformando com a desvantagem.

Privado de Neres, por lesão, o técnico alemão apostou em Aursnes, que teve papel importante de forma a suster – em zonas avançadas do terreno – as investidas adversárias, num encontro bastante mais “táctico” do que o da semana passada, mais fechado e sem grandes oportunidades de golo (do outro lado, também Messi ficou na bancada…).

O jogo começou repartido, tendo o Benfica tido até a primeira finalização, aos 17 minutos, com Rafa a rematar por cima. À passagem da meia hora, Donnarumma, pressionado por Gonçalo Ramos, teve de afastar a bola para fora. Do lado contrário, Vlachodimos apenas seria chamado a intervir aos 34 minutos, a remate fraco de Sarabia.

Porém, poucos minutos volvidos, surgiria o lance que originaria a sanção com “penalty”, de que resultou o tento inaugural da formação francesa: António Silva chegou atrasado para evitar uma incursão de Bernat na área, e o contacto faltoso foi inevitável.

Não parecendo acusar o toque, o Benfica teve nova investida, ainda antes do intervalo, outra vez com Rafa a não dar a melhor sequência. Em paralelo, Mbappé, ameaçador, obrigaria ainda a nova intervenção do guardião benfiquista.

No recomeço, com cinco minutos decorridos, Rafa fez cruzamento largo, para Aursnes, que não conseguiu finalizar da forma pretendida. Logo depois, outra vez Mbappé, a rematar em arco, com a bola quase a rasar o poste.

Contrariamente ao que poderia supor-se, o Benfica não se “escondeu” e passou a ser mais efectivo na saída de bola para o ataque. Aos 55 minutos, Gonçalo Ramos, a centro de João Mário, desviou de cabeça, mas com a bola a sair ao lado da baliza parisiense.

E, pouco depois da hora de jogo, seria Verratti a pisar Rafa, quando esta até inflectia para fora da grande área. Com a assistência do “VAR”, foi validada a grande penalidade, que proporcionaria ao Benfica restabelecer a igualdade, com João Mário a manter excelente grau de acerto.

Já depois de um arranque de Mbappé ter sido bem travado por Florentino, estavam decorridos 65 minutos, Roger Schmidt procurou refrescar a equipa, preparando-a para uma expectável ofensiva final do clube de Paris, mas seria ainda o Benfica a criar perigo, já nos derradeiros dez minutos, com Draxler, com boa iniciativa, mas pouco lesto no remate, a fazer a bola embater contra o corpo de Marquinhos, bloqueando o que poderia ter sido o tento da vitória benfiquista.

Este desfecho, conjugado com o surpreendente desaire da Juventus em Israel, deixa o Benfica a um empate, em casa, na partida frente à “vechia signora”, do apuramento (no pressuposto de que o Maccabi Haifa não vá ganhar a Paris…).

No pior cenário, mesmo em caso de “deslize” que pudesse adiar a decisão para a última ronda, também uma eventual igualdade em Israel poderia chegar, desde que a Juventus não batesse o PSG, ou, mesmo ganhando, salvo se tivesse também vencido na Luz por mais de um golo (se a Juventus triunfar em Lisboa por um golo, teria de, simultaneamente, derrotar os franceses por, pelo menos, três golos…).

11 Outubro, 2022 at 9:54 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2022

O prémio Nobel da Economia 2022 foi hoje atribuído a Ben S. Bernanke, Douglas W. Diamond e Philip H. Dybvig, “pela investigação sobre bancos e crises financeiras”.

Os três economistas estado-unidenses – entre os quais Ben Bernanke, que foi presidente da Reserva Federal (Banco Central dos EUA) – froam distinguidos pelos seus trabalhos que “melhoraram significativamente a nossa compreensão do papel dos bancos na nossa economia, particularmente durante as crises financeiras, bem como a forma de regular os mercados financeiros“.

10 Outubro, 2022 at 11:27 am Deixe um comentário

EURO 2024 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Frankfurt, o sorteio da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de Futebol de 2024, cuja fase final será disputada na Alemanha, agendada entre 14 de Junho e 14 de Julho. É a seguinte a constituição dos 10 Grupos:

Grupo A          Grupo B          Grupo C          Grupo D
Espanha          Países Baixos    Itália           Croácia
Escócia          França           Inglaterra       País Gales
Noruega          Irlanda          Ucrânia          Arménia
Geórgia          Grécia           Macedónia Norte  Turquia
Chipre           Gibraltar        Malta            Letónia

Grupo E               Grupo F               Grupo G
Polónia               Bélgica               Hungria
R. Checa              Áustria               Sérvia
Albânia               Suécia                Montenegro
I. Faroé              Azerbaijão            Bulgária
Moldova               Estónia               Lituânia

Grupo H               Grupo I               Grupo J
Dinamarca             Suíça                 Portugal
Finlândia             Israel                Bósnia-Herzegovina
Eslovénia             Roménia               Islândia
Cazaquistão           Kosovo                Luxemburgo
I. Norte              Bielorrússia          Eslováquia
S. Marino             Andorra               Liechtenstein

Serão apurados para a fase final os dois primeiros classificados de cada Grupo – decorrendo a fase de qualificação em cinco jornadas duplas, agendadas para os meses de Março, Junho, Setembro, Outubro e Novembro de 2023 –, sendo as restantes três vagas a atribuir por via de play-off, também associados ao desempenho na “Liga das Nações”, previstos para Março de 2024.

9 Outubro, 2022 at 11:57 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 06.10.2022)

A jornada anterior (com um total de 28 golos apontados) tinha sido já bastante profícua, mas, a 3.ª ronda, disputada no passado Domingo, elevou a fasquia para 35 (uma média de quase 4,5 golos/jogo – sendo que o desafio de Tomar foi o único em que não se atingiram os três golos). Num arranque com algumas similitudes face ao da época passada, o par formado por União de Tomar e Fazendense (de novo muito afirmativo) partilha a liderança, tal como, na temporada precedente, ocupava também, por esta altura, os dois primeiros lugares da pauta classificativa.

Destaques – O primeiro destaque vai precisamente para a formação das Fazendas de Almeirim: se, há um ano, goleara o Torres Novas por 6-2, pois, voltou a aplicar “chapa 6”, desta feita sem resposta dos torrejanos – entrou em campo a ganhar, abrindo o activo logo no primeiro minuto; o 2-0, obtido ainda antes do quarto de hora, a definir a contenda, subsistiria até ao intervalo, sendo que, na segunda metade, a contagem continuaria a elevar-se paulatinamente, até à “meia-dúzia”.

Mantendo a sua baliza inviolada, somando já nove golos marcados, o Fazendense é, por ora, detentor dos registos de “melhor ataque” (a par do Amiense) e “melhor defesa”, com o pleno de nove pontos conquistados, nas três jornadas iniciais, do que decorre o inerente 1.º lugar.

O “jogo grande” do último fim-de-semana disputou-se no Campo da Azenha, em Amiais de Baixo, com o Amiense a travar o início vitorioso do recém-promovido Águias de Alpiarça, impondo-se, no termo de uma partida empolgante, por 5-3!

Os locais marcaram primeiro, ainda antes dos cinco minutos, mas o Águias ripostou de pronto, colocando-se mesmo em vantagem, iam decorridos 35 minutos, vindo a chegar-se ao intervalo com uma igualdade a duas bolas. No recomeço, ao terceiro golo do Amiense, logo no minuto inicial, respondeu de novo (só quatro minutos volvidos) a turma visitante, colocando o “placard” em 3-3. Por fim, entre os 63 e os 79 minutos, os dois tentos que desnivelariam o resultado.

A par do Amiense, o 3.º posto é repartido com o Salvaterrense – ambos com sete pontos, somente dois abaixo do duo da frente –, com a formação de Salvaterra de Magos, tal como sucedera na época passada, a ter um excelente começo de campeonato. Recebendo o Mação, que fazia o terceiro jogo sucessivo em terreno alheio, os donos da casa repetiram a marca de quatro golos registada ante esse mesmo adversário um ano antes (4-4 no jogo precedente), mas, desta feita, impuseram aos maçaenses o terceiro desaire (!) em outros tantos jogos, ganhando por 4-2.

Ainda uma nota final de realce para o triunfo do Samora Correia no Entroncamento, por 2-1, com o emblema da cidade ferroviária – promovido, tal como o Águias e Fátima, do escalão secundário –, depois de entrada forte no campeonato, a somar segunda derrota, caindo já até ao 10.º posto.

Surpresas – A maior surpresa da jornada terá sido a concludente vitória averbada pelo Alcanenense em Fátima, por 3-0 (“hat-trick” de Moises Iabna), com o recente Campeão da II Divisão Distrital, para já, com um único ponto obtido, posicionando-se no antepenúltimo lugar, aquém das expectativas. Ao invés, o conjunto de Alcanena somou segundo triunfo sucessivo pela mesma marca, partilhando agora o 6.º lugar com o Águias de Alpiarça.

Surpresa ainda maior esteve prestes a acontecer em Ferreira do Zêzere, onde o então “lanterna vermelha”, Benavente, chegou ao minuto 90, de forma absolutamente imprevista, a ganhar por 2-0… para, já em período de compensação, os ferreirenses conseguirem ainda, “do mal, o menos”, restabelecer o empate, com golos apontados por Fábio Vieira e Tiago Vieira, este com o tempo adicional concedido pela jovem árbitra, Ana Rita Marques, mesmo a expirar.

Confirmações – Nos outros dois encontros, os desfechos dos desafios eram de alguma forma expectáveis, embora se pudesse antever uma tarde mais tranquila por parte dos tomarenses.

De facto, o U. Tomar somou a terceira vitória por margem tangencial neste campeonato: após o 2-1 da estreia com o Abrantes e Benfica, e o apertado 3-2 em Torres Novas, ganhou agora ao Cartaxo mercê de um solitário tento – num jogo que nada teve a ver com o que, a 15 de Maio último, tinha culminado numa retumbante goleada por 10-0…

Os unionistas assumiram, naturalmente, o domínio do jogo, mas que, ao longo do tempo, não conseguiram traduzir em soberanas oportunidades para marcar, o que, em paralelo, proporcionou ao Cartaxo ir reforçando a confiança e a esperança em poder levar, pelo menos, um ponto de Tomar. O tento que ditou o vencedor, de belo efeito, numa “bicicleta” de José Maria, chegaria a meio da segunda parte, depois de os visitados terem criado já outra ocasião de grande perigo.

Em Ourém, com o Atlético local a disputar o terceiro jogo sucessivo em casa, voltou a registar-se um empate, a duas bolas, na recepção ao Abrantes e Benfica, com os abrantinos a estrear-se a pontuar no campeonato. Por duas ocasiões os forasteiros estiveram em vantagem no marcador, mas, de ambas as vezes, essa posição foi de muito curta duração, com a curiosidade de os quatro tentos terem sido marcador por dois “Diogos”, ambos a bisar: Diogo Mateus e Diogo Gameiro.

Taça do Ribatejo – Numa fase inicial, de grupos, reservada apenas aos clubes que militam na II Divisão Distrital, após a disputa da segunda jornada – sendo que a terceira e última foi agendada para o feriado de 5 de Outubro –, Glória do Ribatejo, Espinheirense e Caxarias (com o estreante treinador, Telmo Ferreira, a ter bons princípios), únicas equipas que bisaram o triunfo nas duas primeiras rondas iniciais, garantiram já o apuramento para a fase seguinte da competição.

Taça de Portugal – Não há já qualquer representante do Distrito na “prova rainha” do futebol em Portugal. Tal como sucedera na eliminatória inicial, não tendo deslustrado, U. Santarém e Coruchense viram-se impotentes para contrariar os superiores argumentos de adversários da II Liga: os escalabitanos perderam, pela margem mínima (0-1) na recepção ao Mafra; quanto ao grupo do Sorraia, foi batido, também no seu reduto, por 0-2, pelo Trofense.

Estiveram especialmente em evidência, nesta 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, as equipas do Belenenses, Caldas, Oliveira do Hospital e Varzim (todas da Liga 3), que eliminaram adversários da II Liga (respectivamente, Torreense, Sp. Covilhã, C. F. Estrela Amadora e Feirense). Resistem ainda em prova três clubes dos Distritais (dos 43 iniciais): Oriental, Courense e Sp. Pombal (após ter afastado, “nos penalties”, o U. Tomar, ganhou agora, por 2-0, ao Vigor da Mocidade).

Antevisão – Na 4.ª jornada da I Divisão Distrital as atenções estarão focadas, sobretudo, no Samora Correia-U. Tomar (recordando-se que os tomarenses perderam os seis pontos com este adversário na última época), Cartaxo-Fazendense (com favoritismo a pender para os visitantes) e Mação-Ferreira do Zêzere, prélio que assinala a estreia dos maçaenses em casa. Neste fim-de-semana arranca também o Distrital da II Divisão, destacando-se o jogo Marinhais-Moçarriense.

No Campeonato de Portugal, na sua 3.ª ronda, a curiosidade de dois dos representantes do Distrito receberem adversários do município de Sintra: U. Santarém-Sintrense; e Rio Maior-Pêro Pinheiro; cabendo ao Coruchense deslocar-se a Castelo Branco, para defrontar o Benfica local.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Outubro de 2022)

9 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

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