Liga Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)

Barcelona – Manchester United – 2-2
Juventus – Nantes – 1-1
Sporting – Midtjylland – 1-1
Shakhtar Donetsk – Rennes – 2-1
Ajax – Union Berlin – 0-0
Bayer Leverkusen – Monaco – 2-3
Sevilla – PSV Eindhoven – 3-0
Salzburg – Roma – 1-0

16 Fevereiro, 2023 at 11:04 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Club Brugge – Benfica

Club BruggeClub Brugge – Simon Mignolet, Clinton Mata, Jack Hendry, Brandon Mechele, Bjorn Meijer, Denis Odoi (65m – Casper Nielsen), Raphael Onyedika, Tajon Buchanan, Hans Vanaken, Kamal Sowah (79m – Ferran Jutglà) e Noa Lang

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Francisco “Chiquinho” Machado, Fredrik Aursnes, João Mário (90m – João Neves), Rafael “Rafa” Silva (65m – David Neres) e Gonçalo Ramos (65m – Gonçalo Guedes)

0-1 – João Mário (pen.) – 51m
0-2 – David Neres – 88m

Cartões amarelos – Denis Odoi (9m), Kamal Sowah (29m); Nicolás Otamendi (44m)

Árbitro – Davide Massa (Itália)

Na retoma da Liga dos Campeões, agora numa fase ainda “mais a doer”, já sem poder contar com Enzo Fernández (transferência “milionária” para o Chelsea – tendo a sua posição no terreno sido ocupada por Chiquinho), e com Rafa e Gonçalo Ramos de regresso ao “onze”, mesmo que ainda não a 100% (relegando David Neres e o entretanto “retornado” Gonçalo Guedes para o banco), o Benfica conseguiu um excelente resultado, em mais uma prova de afirmação europeia.

Foi uma equipa muito pragmática a que se apresentou esta noite na Bélgica: ciente da sua superioridade, e da importância de ganhar – no terreno do adversário – este jogo da 1.ª mão, teve uma actuação paciente, começando mesmo por ter de suster a pressão contrária, durante cerca de um quarto de hora, entre os 10 e os 25 minutos, para acabar, no cômputo global do desafio, por exibir amplo predomínio.

O Brugge só foi efectivamente ameaçador, num remate de Buchanan, logo aos cinco minutos, sem contar com o lance de golo invalidado, por fora-de-jogo, mesmo à beira do intervalo. Entretanto já a equipa portuguesa se tinha mostrado bastante perdulária, pelo menos em três oportunidades, aos 24 (Otamendi), 26 (António Silva) e 37 minutos, a que acresce o remate ao poste, por Rafa, à passagem da meia hora.

No recomeço, Gonçalo Ramos também não teria a eficácia devida, logo aos 47 minutos, mas estaria na origem do lance de que resultou a grande penalidade, que possibilitaria ao Benfica inaugurar o marcador, por João Mário, a marcar pelo quarto jogo consecutivo na prova.

Daí até final, ao longo de toda a segunda metade do desafio, “só deu” Benfica, tendo assumido por completo o controlo do jogo, mesmo que não tivesse construído soberanas ocasiões de golo. Num jogo parco em substituições, Roger Schmidt entendeu, aos 65 minutos, refrescar o seu sector atacante, com uma dupla substituição, fazendo sair os já desgastados Rafa e Ramos, por troca com Neres e Guedes.

A diferença de qualidade entre as duas equipas – bem evidenciada com os argumentos que cada uma delas tinha ao dispor, no banco de suplentes – ficaria mais apropriadamente traduzida, em termos do desfecho do encontro, com o segundo tento, de grande relevância, a conferir uma significativa vantagem, apontado por Neres, apenas a dois minutos do final, numa jogada precisamente com a intervenção da referida dupla de substitutos.

Num jogo em que pairou a sensação de nem sequer se ter empregado “a fundo”, o Benfica regressa de Brugges com “pé e meio” nos quartos-de-final. O que, não obstante, terá necessariamente de confirmar na segunda mão, na Luz, em que, caso a normalidade impere, será expectável novo triunfo benfiquista.

Com o resultado de hoje o Benfica fixa novo máximo de 12 jogos consecutivos sem perder nas competições europeias (desde 5 de Abril do ano passado – todos na Liga dos Campeões, mesmo que esta série inclua quatro partidas de eliminatórias prévias), nos quais defrontou, entre outros, o Liverpool (fora de casa), o D. Kyiv, a Juventus e o Paris Saint-Germain (duas vezes cada um deles, em casa e fora).

Este registo supera os 11 jogos sucessivos sem derrota na época de 2013-14 (os dois últimos encontros da fase de Grupos da Liga dos Campeões, e nove na Liga Europa, incluindo a final perdida com o Sevilla no desempate da marca de grande penalidade); os 10 jogos sem perder na Liga dos Campeões de 2011-12 (quatro de eliminatórias prévias e toda a fase de Grupos); e os 10 jogos de invencibilidade na excelente campanha até à final da Taça UEFA de 1982-83.

15 Fevereiro, 2023 at 10:52 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 09.02.2023)

Depois do (prematuro) afastamento da Taça do Ribatejo, no regresso ao campeonato, U. Tomar e Fazendense voltaram a não vacilar, continuando a somar vitórias, ganhando, respectivamente no Cartaxo e em Torres Novas. Mas não estão sós: tal como os dois primeiros, também o Alcanenense conta por triunfos os três desafios disputados na segunda volta, parecendo, pois, ir-se definindo (e restringindo) o leque de mais firmes candidatos ao título.

Isto porque o Amiense, empatando em Alpiarça, se atrasou; enquanto o Samora Correia, acumulando, de forma absolutamente imprevista, terceiro desaire sucessivo, se despediu de tais pretensões, já a onze pontos do líder (e a nove do segundo), quanto faltam disputar doze jornadas.

Destaques – O U. Tomar venceu categoricamente no Cartaxo, por 3-0, face a uma equipa a passar por fase muito difícil, tendo perdido seis das suas últimas sete partidas. Os tomarenses assumiram o controlo do jogo praticamente desde o início, dominando durante todo o jogo; só o facto de terem sido bastante perdulários proporcionou que o nulo subsistisse durante 55 minutos.

Depois, bastaram outros cinco minutos para decidir a contenda, com os dois tentos apontados, vindo a fechar a contagem já mesmo a finalizar o tempo regulamentar, com o “placard” a revelar-se escasso face à supremacia exercida pelos tomarenses.

Por seu lado, o Fazendense “resolveu” também a seu favor, rapidamente, e ainda bastante cedo, o que se afigurava um difícil compromisso, em Torres Novas, chegando ao 2-0 aos 23 minutos. Os torrejanos reduziriam para 1-2, à passagem da hora de jogo, intensificando ainda a pressão, mas, até final, os visitantes não concederiam maiores veleidades aos donos da casa.

De parabéns está Jorge Peralta, que, num encontro com simbolismo muito especial, atingiu a marca de 500 jogos como treinador, desde a estreia, há mais de 25 anos, em Novembro de 1997: com a sua actual equipa, Águias de Alpiarça, a receber aquele que tinha sido o anterior clube que representou, Amiense, o desafio saldou-se por um empate a uma bola, resultado que, não tendo agradado por completo a qualquer dos emblemas, permite manter alguma margem de segurança.

A deslocação do Ferreira do Zêzere a Benavente afigurava-se já como sendo de elevado grau de dificuldade, perante um adversário carenciado de pontos, bastante moralizado por ter afastado o líder na eliminatória inicial da Taça. Pois, os benaventenses venceram e convenceram, derrotando por inequívoca marca de 3-0 um conjunto ferreirense que parece como que, de alguma forma, conformar-se com a campanha desapontante que vem realizando, numa época que tanto prometia (integra agora, a par do Salvaterrense e At. Ouriense, um trio que reparte o 7.º ao 9.º posto).

Surpresas – Numa ronda na qual, em metade dos desafios, se registou triunfo dos visitantes (sendo que apenas Alcanenense e Benavente conseguiram ganhar em casa), dois desses desfechos constituíram grandes surpresas.

A maior de todas, a vitória arrancada pelo “lanterna vermelha”, Entroncamento AC, em Samora Correia, mesmo que mercê de um solitário tento. Foi a primeira vez que a formação da cidade ferroviária conseguiu vencer, desde a jornada inaugural, voltando, assim, a alimentar esperança de lutar ainda pela manutenção – numa disputa que poderá até vir a tornar-se menos difícil do que expectável, em função da situação do Rio Maior no Campeonato de Portugal.

Também inesperada foi a derrota (1-2) caseira do Abrantes e Benfica ante o At. Ouriense, turma que não conseguira ganhar nas sete rondas precedentes. Os abrantinos não souberam capitalizar a soberba goleada (12-0) aplicada na Taça e voltaram a ter resultado negativo (sétimo desaire em nove jogos) e especialmente comprometedor, perante um adversário directo, tendo-se visto igualados pelo penúltimo classificado, sendo muito preocupante a situação que atravessam.

Uma “meia-surpresa” ocorreu em Mação, onde o clube local – que mantém o 6.º lugar, apenas podendo aspirar, de forma realista, a vir eventualmente a chegar à 5.ª posição – cedeu igualdade (1-1) ante o Salvaterrense, que, depois de ter superado período de maior dificuldade, vai “levando a água ao seu moinho”, após ter empatado já, na jornada anterior, também em Ferreira do Zêzere.

Confirmação – A vitória (ainda que tangencial, por 1-0) do Alcanenense, na recepção ao Fátima, veio confirmar o favoritismo que lhe era atribuído – não obstante os fatimenses virem de resultados recentes muito positivos, tendo vencido nas três jornadas anteriores, duas delas fora de casa, em Samora e no Cartaxo. O grupo de Alcanena continua a tirar partido da sua solidez defensiva, sendo, agora, a defesa menos batida do campeonato (apenas 13 golos sofridos).

II Divisão Distrital – Depois de ter ido já golear à Moçarria o U. Almeirim voltou a surpreender um dos líderes, no seu próprio reduto, ganhando por 3-2 ao Forense. Com a difícil vitória do Moçarriense sobre o Espinheirense, por 3-2 (e contando também com o jogo antecipado, na semana anterior, em que a formação escalabitana goleara por 9-0 o Benfica do Ribatejo), o Moçarriense distanciou-se no comando; tendo aberto um fosso de nove pontos face ao 4.º classificado (o seu rival desta ronda), aproxima-se do apuramento para a fase final.

A Norte, no embate entre os dois primeiros, o Riachense, ganhando por 2-0 no Tramagal, cimentou a sua posição de guia – dispondo de igual vantagem, de nove pontos, sobre o 4.º lugar (ocupado pelo Caxarias, que foi ganhar à Atalaia por 2-1), segue as pisadas do Moçarriense. Quem beneficiou também de tal desfecho foi o Vasco da Gama, que, tendo goleado o Ortiga por 6-1, se isolou na 2.ª posição, a quatro pontos da formação dos Riachos.

Campeonato de Portugal – A equipa do Rio Maior fez segunda falta de comparência sucessiva (no desafio que deveria ter disputado, em casa, ante o Loures), pelo que, nos termos regulamentares, será desqualificada e inibida de voltar a disputar a prova por um período de um a três anos. Depreende-se que, a retomar a actividade, terá de o fazer – tal como sucedeu recentemente com o clube de Fátima – na II Divisão Distrital; o que, no imediato, significará que a sua despromoção não implicará qualquer descida adicional da I Divisão Distrital nesta época.

Tal terá, em paralelo, impacto a nível do escalonamento dos clubes no Campeonato de Portugal, uma vez que apenas serão mantidos os resultados dos jogos do Rio Maior no decurso da 1.ª volta: as vitórias averbadas pelo Sintrense e pelo Coruchense (na 14.ª e 15.ª jornadas) ficarão sem efeito.

U. Santarém e Coruchense neutralizaram-se, não tendo desfeito o nulo no marcador, em mais uma evidência do extremo equilíbrio desta série: os escalabitanos são vice-líderes, a dois pontos do 1.º de Dezembro; em função dos ajustes referidos, a turma do Sorraia descerá ao 9.º posto (outra vez abaixo da “linha de água”), apenas a sete pontos (mas, agora, com um jogo “a menos”) do guia.

Antevisão – O U. Tomar recebe um adversário do qual guarda más memórias, o Samora Correia, esperando poder aproveitar o mau momento dos samorenses, mas sempre “desconfiando”… Em qualquer caso, o jogo que poderá vir a revelar-se mais clarificador é o que coloca frente-a-frente Amiense e Alcanenense (equipas que partilham o 3.º lugar, a cinco pontos do comandante).

No escalão secundário, com o Moçarriense de folga, destacam-se, em especial, as partidas: Espinheirense-Forense (de cariz determinante); tal como o “derby” Glória do Ribatejo-Marinhais.

No Campeonato de Portugal o U. Santarém desloca-se a Pêro Pinheiro (3.º classificado, só um ponto abaixo), enquanto o Coruchense recebe o Sintrense (8.º), em desafio de grande importância.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Fevereiro de 2023)

12 Fevereiro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Pré-eliminatória

(“O Templário”, 02.02.2023)

A nota mais significativa desta “Pré-eliminatória” da Taça do Ribatejo (primeira ronda abrangendo clubes do principal escalão do futebol distrital) vai para o afastamento dos dois primeiros classificados do campeonato, U. Tomar e Fazendense, que, assim, falham – pela primeira vez nos últimos quinze anos, em ambos os casos – a presença nos 1/8 de final da competição, depois de 14 anos de apuramentos consecutivos dos dois clubes, desde 2009!

A outra nota vai para o extremo desnível registado em dois dos encontros entre equipas de escalão diferente, por números que “já não se usam” (14-0 e 12-0!), traduzindo uma situação que não é positiva para a modalidade, a suscitar a necessária reflexão – desde 2011 que não se verificava um resultado de 14-0 (goleada do Porto Alto, fora de casa, face ao Barrosense); o anterior 12-0 (vitória do U. Rio Maior ante o Mugense) tinha ocorrido já em 1998.

Por curiosidade, para além desses casos, as maiores goleadas da história da Taça do Ribatejo foram as seguintes: Riachense-Santanense (16-1, em 1994); Águias do Sorraia-Fazendense (0-15 – 1989); Pego-Olalhas (15-0 – 1989); U. Almeirim-Marianos e Murta (14-0 – 1992); Tramagal-C.A.D.C.A (12-0 – 1976); Vasco da Gama-Cercal (12-1 – 1992); U. Rio Maior-Moita do Norte (12-1 – 2001); e Ouriquense-Marianos e Murta (11-0 – 1991); afora oito vezes 10-0.

De resto, foi uma eliminatória sem surpresas significativas, não tendo emergido qualquer “tomba-gigantes”, avançando para os 1/8 de final: treze clubes da I Divisão (tendo os, apenas, três eliminados – para além de U. Tomar e Fazendense, também o Ferreira do Zêzere – sido afastados por clubes do mesmo escalão); e três da II Divisão (Moçarriense e Riachense, isentos; e Vasco da Gama, única equipa a apurar-se dentro de campo, frente ao Glória do Ribatejo).

Destaques – No “jogo-grande”, em Mação, cruzavam-se dois clubes que somavam um agregado total de 29 qualificações consecutivas (!) para os 1/8 de final da Taça: 15 por parte do Mação, desde o ano de 2007 (sendo que não participara na edição de 2018-19, dado ter disputado, nessa temporada, o Campeonato de Portugal); 14 do Fazendense, desde 2009.

Por curiosidade, repetiam o embate de quinze dias antes, para o campeonato (que os visitantes venceram por 1-0); desta feita as equipas neutralizaram-se, não tendo desfeito o nulo no marcador. No desempate da marca de “penalty” os maçaenses foram mais eficazes, conseguindo, pois, uma espécie de desforra, afastando – logo na ronda inicial –, o “Rei” da Taça, Fazendense (com o máximo de cinco troféus conquistados e actual detentor do título).

Em Benavente, o actual penúltimo classificado do campeonato recebia o líder, U. Tomar, emblemas separados por 26 pontos (13 vs. 39). Porém, dentro de campo, tal diferença não foi, de modo algum, tão notória: o jogo foi repartido durante larga fase da primeira parte, sendo que os donos da casa se colocaram em vantagem logo ao minuto 25, não tendo o União – mesmo beneficiando de algumas ocasiões de perigo – conseguido evitar sair para o intervalo a perder.

Na segunda metade os tomarenses intensificaram a pressão, assenhoreando-se do jogo, vindo a restabelecer a igualdade aos 65 minutos; até final, mantendo o domínio, desperdiçariam pelo menos um par de oportunidades flagrantes para vencer. No desempate da marca de “penalty”, tal como sucedera, no início da época, na Taça de Portugal (em Pombal), e, por coincidência, na véspera, com a equipa de juniores do clube (no Entroncamento), acabariam por ser eliminados.

Ferreira do Zêzere e Alcanenense tinham como que um “tira-teimas”, voltando a encontrar-se após o confronto de duas semanas antes, em Alcanena. Pois, se dúvidas tivessem ficado sobre a superioridade do Alcanenense, elas foram “esclarecidas”, repetindo-se – agora em reduto alheio – o desfecho a seu favor (3-1), confirmando a boa fase que vem atravessando.

Quanto aos ferreirenses – “recordistas” de participações na Taça (presença em 45 das 46 edições da prova, apenas tendo falhado na edição inaugural, na época de 1976-77) –, viram-se também prematuramente arredados de outro objectivo, a juntar à irregular carreira no campeonato.

Há, depois, a história de dois desafios “sem história”, consubstanciando jogos de sentido único: as estrondosas goleadas de 14-0, infligida pelo Amiense ao Paço dos Negros, com destaque para os cinco golos de Cristiano Aniceto “Ganso”, e quatro de Luís Torres “Moleiro”; e 12-0, aplicada pelo Abrantes e Benfica ao At. Pernes (com um total de oito jogadores a marcar) – averbadas justamente ante os dois últimos classificados da série Sul da II Divisão.

Surpresa – Em bom rigor, não chegou a consumar-se a surpresa “total”, que teria constituído a eliminação do Samora Correia, mas o empate (3-3) concedido pelos samorenses na recepção ao Espinheirense (actual 3.º classificado da série Sul do escalão secundário) não estaria nas expectativas. Valeu aos donos da casa serem mais efectivos na fórmula de desempate definida.

Confirmações – Nos outros quatro jogos, confirmou-se o favoritismo de Torres Novas (3-0 ao Caxarias), Salvaterrense (2-0 no Pego), At. Ouriense (por “apertado” 3-2, nos Foros de Salvaterra, sendo que reverteu, num minuto, uma desvantagem de 1-2), e – no único embate entre clubes da II Divisão – do Vasco da Gama (4-1, frente ao Glória do Ribatejo, clube de tradição na Taça, vencedor há duas épocas, este ano a realizar campanha muito aquém).

Anota-se que, por sorteio prévio, tinham ficado isentos, apurando-se para a ronda seguinte, seis clubes: Águias de Alpiarça, Cartaxo, Entroncamento AC, Fátima, Moçarriense e Riachense.

Campeonato de Portugal – Sinais positivos, na ronda 16, e um extremamente negativo: o Coruchense surpreendeu, batendo o anterior líder, B. C. Branco, por 2-0, enquanto o U. Santarém obteve um, apesar de tudo, favorável empate a zero em Sintra; quanto ao Rio Maior, fez “falta de comparência” em Pêro Pinheiro, dado os jogadores terem decidido “cessar a actividade”, devido aos sucessivos incumprimentos da SAD, com reiteradas situações de vencimentos em atraso. Uma situação de gravidade, comprometedora da verdade desportiva.

Os escalabitanos integram agora um quarteto que reparte a vice-liderança, a três pontos do 1.º de Dezembro; tendo a turma do Sorraia ascendido à 6.ª posição, somente dois pontos abaixo!

Antevisão – No regresso às emoções do campeonato, os três primeiros, U. Tomar, Fazendense e Amiense, voltam a jogar fora de casa, com “ameaçadoras” deslocações, respectivamente, ao Cartaxo, a Torres Novas e a Alpiarça, para defrontar adversários posicionados na segunda metade da pauta classificativa, apostados em amealhar alguns preciosos pontos.

Alcanenense (4.º) e Samora Correia (5.º), actuando nos respectivos terrenos, terão maior dose de favoritismo, recebendo o Fátima e o “lanterna vermelha”, Entroncamento AC – mas, em especial, os fatimenses (com uma série em curso de três triunfos) não deixarão de procurar surpreender de novo, como, aliás, o fizeram já, em jornadas recentes, de forma repetida.

Na II Divisão destacam-se as seguintes partidas: Moçarriense-Espinheirense (com o 2.º a receber o 3.º); e, a Norte, o Tramagal-Riachense, colocando frente-a-frente os dois primeiros.

No Campeonato de Portugal, teremos um entusiasmante embate U. Santarém-Coruchense; ficando por saber se o Rio Maior (que deverá receber o Loures) consumará ou não a desistência.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Fevereiro de 2023)

5 Fevereiro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 26.01.2023)

São os actuais quatro primeiros classificados e, também, os clubes que (a par do Fátima) ganharam os dois jogos já disputados na segunda volta do Campeonato Distrital da I Divisão da presente época: U. Tomar, Fazendense, Amiense e Alcanenense confirmam-se – numa altura em que o grau de exigência da competição vai crescentemente “apertando” – como os candidatos ao título.

Para além das vitórias próprias, beneficiam também dos deslizes alheios: se, na semana passada, tinha sido o Mação a ficar irremediavelmente para trás, desta feita foi o Samora Correia a atrasar-se, tendo averbado derrotas nas duas últimas rondas, sendo que os seus quatro desaires na prova foram registados, todos, nos sete encontros mais recentes, dos quais, aliás, ganhou apenas dois.

Destaques – Tal como se antecipava pudesse vir a acontecer, o embate entre Amiense e Samora Correia revelou-se clarificador, com os samorenses a serem os principais derrotados desta jornada, perdendo por 2-1, vendo, pois, ampliar-se o atraso face aos primeiros da tabela, com amplitudes já dificilmente reversíveis – dado reportar-se a vários concorrentes: oito pontos em relação ao U. Tomar; seis para o Fazendense; cinco face ao adversário do passado fim-de-semana, Amiense, que regista a melhor série em curso, tendo somado quarto triunfo consecutivo.

Em evidência, continuando a dar indícios de grande solidez, continua o Alcanenense, que superou de forma convincente um teste de elevada dificuldade, ganhando em Benavente por 2-0, especialmente com dois elementos em realce: os jovens guineenses, Moisés Iabna, melhor marcador da prova, com 14 golos, e Botche Candé (respectivamente com 20 e 19 anos). A que se alia a robustez defensiva, apenas com quatro golos sofridos nas últimas nove partidas, que lhe confere, nesta altura, o estatuto de equipa menos batida do campeonato, a par do Fazendense.

Depois de uma série muito negativa, de cinco desaires sucessivos, o Cartaxo esteve em destaque pela positiva, indo ganhar ao reduto do “lanterna vermelha”, Entroncamento, por tangencial 1-0, mercê de um tento apontado já em período de compensação. Um resultado de grande importância, não só na aritmética presente do campeonato, como, especialmente, em termos anímicos.

O qual, em paralelo, pode ter começado a sentenciar o destino do emblema da cidade ferroviária, que, somando oito escassos pontos, subsiste a nove pontos de distância da “linha de água”, zona delimitadora definida precisamente por este último adversário, Cartaxo, agora no 13.º posto – mas que, dependendo do desempenho do Coruchense no Nacional, poderá até subir para doze pontos.

Surpresas – A principal surpresa da jornada foi a igualdade (2-2) cedida pelo Mação, na recepção ao At. Ouriense, conjunto que seguia com quatro derrotas sucessivas, não vencendo há sete jogos. E a surpresa poderia ter sido maior ainda, dado que os maçaenses chegaram a estar em posição de desvantagem no marcador. Uma actuação que poderá estar de alguma forma relacionada com o facto de os visitados terem deixado de crer na possibilidade de chegar ao topo da tabela.

Outra meia-surpresa ocorreu em Ferreira do Zêzere, também a consentir empate (3-3) ante o Salvaterrense – por três vezes tendo deixado escapar a vantagem de que usufruía –, em contexto de alguma forma análogo: os ferreirenses não terão já, nesta fase ainda relativamente prematura do campeonato, objectivos muito palpáveis, ocupando a 7.ª posição, mas distando oito pontos do 5.º lugar. Viram, assim, a turma de Salvaterra colar-se, somente a um ponto, partilhando o 8.º posto com o Torres Novas; assim como, mais abaixo, Fátima e At. Ouriense estão mais próximos.

Confirmações – Nos restantes três encontros, os visitados confirmaram o seu favoritismo, sendo que o Fátima só chegaria à vitória (2-1) ante o Águias de Alpiarça mesmo no derradeiro instante.

Por seu lado, U. Tomar e, em especial, Fazendense, ganharam mais “facilmente” do que seria expectável: o grupo das Fazendas cedo resolveu a contenda (primeiro golo ao terceiro minuto; e o segundo à meia hora), “despachando” o Abrantes e Benfica por claro 3-0, com os abrantinos (que caíram no antepenúltimo lugar) a terem, prontamente, de “arrepiar caminho”, sob pena de poderem vir a ter surpresa bem desagradável no balanço final da prova; quanto aos unionistas, bateram o Torres Novas por 4-1, margem excessiva face à actuação das duas equipas em campo.

No “clássico dos clássicos”, os tomarenses também inauguraram o marcador ainda em fase inicial (à passagem do quarto de hora), mas viram, logo de seguida, a bola a embater nos ferros da sua baliza. O jogo continuou repartido, com os tomarenses, mais eficazes, a ampliar para 2-0.

No recomeço os torrejanos chegaram a exercer algum ascendente, com o União a defender-se bem, vindo, contudo, a sofrer o golo quando conseguira reequilibrar já o desafio. Até final, não se descompondo, confirmaria o triunfo com dois tentos em dois minutos, entre os 78 e os 80, frente a um adversário que mostrou a razão de ser da bela recuperação que tem vindo a realizar.

Para além de Pedro Pires, melhor marcador da equipa, realce para Diogo Ismail, que aproveitou da melhor forma a oportunidade que se lhe proporcionou, bisando na partida. O U. Tomar mantém-se como equipa com mais golos (36 – dois a mais que o Fazendense), tendo, em paralelo, a terceira defesa menos batida (16 golos sofridos – mais três que Fazendense e Alcanenense).

II Divisão Distrital – Não houve surpresas na 15.ª jornada, com os quatro primeiros de cada série a vencer: a Sul, o Forense (3-0 em Pernes) e Moçarriense (2-1 em Almeirim, rectificando o desaire da primeira volta) partilham o comando, mantendo seis pontos de vantagem em relação a Espinheirense (1-0 ao Rebocho) e Marinhais (também vitorioso por 1-0, ante o Paço dos Negros).

A Norte o Riachense impôs-se por categórico 4-1 face ao Pego, liderando com quatro pontos de vantagem sobre o par formado por Tramagal (vitória “à justa”, por 4-3, em Vilar dos Prazeres) e Vasco da Gama (4-1 em Abrantes, ante a equipa “sub-23” do Abrantes e Benfica). O Caxarias (4.º classificado, a cinco pontos do duo que o precede na tabela) ganhou por 2-1 ao Goleganense.

Campeonato de Portugal – Foi uma ronda favorável a 15.ª desta competição, com o U. Santarém a ir ganhar a Arronches por 2-0, ascendendo à 3.ª posição, somente a um ponto de B. C. Branco e 1.ª Dezembro, que repartem a liderança; enquanto, no embate entre Rio Maior e Coruchense, se registou o desfecho que, de forma pragmática, se afigurará mais vantajoso para os clubes do Distrito, com vitória difícil, após operar reviravolta no marcador, do grupo do Sorraia, por 3-2.

O Coruchense conseguiu, enfim, pela primeira vez nesta época, subir acima da “linha de água”, ascendendo ao 7.º posto; porém, em igualdade pontual com Sertanense e União da Serra, agora a primeira equipa em lugar de despromoção. Por seu lado, o Rio Maior (que conta uma única vitória) voltou a cair na última posição, a 17 pontos de tal linha, cada vez mais próximo da descida.

Antevisão – Os campeonatos distritais estarão em pausa neste fim-de-semana, para dar lugar à Taça do Ribatejo, prova da qual se disputa uma “pré-eliminatória”, com dez jogos, tendo ficado isentos, por sorteio, seis clubes. Destacam-se os seguintes confrontos: Benavente-U. Tomar, Mação-Fazendense, Ferreira do Zêzere-Alcanenense e Forense-At. Ouriense.

No Campeonato de Portugal antecipa-se uma jornada de grandes dificuldades: o U. Santarém viaja até Sintra, para defrontar o seu actual parceiro no 3.º lugar, Sintrense; o Coruchense recebe o líder, B. C. Branco; cabendo ao Rio Maior deslocar-se a Pêro Pinheiro (actual 5.º classificado).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Janeiro de 2023)

29 Janeiro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 19.01.2023)

U. Tomar e Fazendense reagiram da melhor forma ao duplo desaire sofrido na ronda precedente, superando “com distinção” as exigentes provas a que foram submetidos, em Abrantes e em Mação, retomando o trilho das vitórias, reafirmando o estatuto de principais candidatos ao título.

Mais, em função da derrota sofrida pelo emblema maçaense, numa partida que se afigurava de “tudo ou nada” para as suas cores, foi bastante efémera a sua reentrada na disputa pelo 1.º lugar, da qual – agora, de novo, com dez pontos de atraso – deverá ter ficado definitivamente arredado.

Também em notória quebra de rendimento, com onze pontos perdidos nas seis últimas jornadas, o Samora Correia parece dar sinais de começar a descolar, pelo que, para além do Amiense, o Alcanenense (clube com a maior série de invencibilidade actualmente em curso, acumulando nove jogos sem perder) se perfila como o outro potencial desafiante ainda com aspirações em tal luta.

Destaques – No “jogo grande” do passado Domingo, em Mação, o Fazendense impôs-se mercê de um solitário tento, obtido logo ao quarto de hora de jogo, preciosa vantagem que soube preservar até final, assim quebrando uma série de sete jogos sem perder dos donos da casa.

Em Abrantes, o U. Tomar deu mostras de ter estudado bem a lição na sequência da derrota em Mação, adoptando abordagem de grande pragmatismo e contando com boa dose de “estrelinha”: os unionistas abriram o marcador logo aos dez minutos, tendo depois beneficiado do desacerto da turma abrantina na finalização, a desperdiçar três claras oportunidades ainda na primeira parte.

Tendo conseguido ajustar o seu posicionamento dentro de campo, de forma a conter as ofensivas contrárias, os tomarenses ampliaram a contagem com vinte minutos decorridos no segundo tempo, fixando o que viria a ser o resultado. O União teria ainda um pequeno susto, já em período de compensação, quando foi sancionado com uma grande penalidade… defendida por Ivo Cristo.

Numa jornada com quatro triunfos dos forasteiros, o Amiense, prosseguindo o belo campeonato que vem realizando, somou terceiro triunfo consecutivo (melhor série em curso de entre todos os concorrentes), ganhando no Cartaxo por 1-0, ascendendo a lugar no pódio, somente a um ponto do Fazendense, e a três pontos do comandante (pela quarta jornada sucessiva), U. Tomar. Sofrendo quinta derrota em outros tantos jogos a formação cartaxeira caiu no antepenúltimo lugar.

Noutro desafio de especial interesse, colocando frente-a-frente os então 5.º e 7.º classificados, o Alcanenense derrotou a equipa de Ferreira do Zêzere por 3-1, operando reviravolta no marcador apenas na segunda metade, depois de os ferreirenses praticamente terem entrado a ganhar. O jovem grupo de Alcanena igualou o Samora Correia no 4.º posto; quanto ao conjunto de Ferreira, foi igualado pontualmente pelo Torres Novas, a realizar notável recuperação na tabela.

Surpresas – O Fátima repete e reforça o estatuto de equipa surpresa: depois da vitória averbada no Cartaxo, foi, desta feita, ganhar, de forma ainda mais retumbante, a Samora Correia, por absolutamente inesperada marca de 4-2: os visitantes começaram por inaugurar o marcador, tendo os samorenses recuperado a vantagem logo a abrir a etapa complementar.

Até final, os fatimenses marcariam por mais três vezes, garantindo um importante triunfo, que lhes permite ascender ao 12.º lugar, saindo da zona de despromoção. Por seu lado o Samora Correia denota ter aberto brechas no esteio defensivo que o caracterizava, tendo sofrido mais golos (dez) nos cinco últimos jogos, que nas primeiras onze jornadas (apenas oito).

Em Alpiarça, após ter adquirido vantagem por duas vezes, não se esperaria que o Águias acabasse por deixar escapar a vitória, ante uma equipa do Benavente em inferioridade numérica, o que não impediu os benaventenses de vir a restabelecer a igualdade a duas bolas.

Confirmações – O Salvaterrense confirmou o seu favoritismo, ganhando por 3-1 na recepção ao At. Ouriense, equipa que segue sem vencer há seis rondas, tendo somado quarto desaire sucessivo.

O mesmo sucedeu no Torres Novas-Entroncamento AC, com os torrejanos a somar o sexto triunfo (2-0) nas últimas nove jornadas, assinalável desempenho – depois de ter acumulado cinco desaires nas seis rondas iniciais. A formação da cidade ferroviária ofereceu boa resistência, mas não evitou completar toda uma volta do campeonato sem ganhar, depois de ter somado o único triunfo no jogo de abertura do campeonato, precisamente ante este mesmo adversário.

II Divisão Distrital – Forense (vitória por tangencial 1-0 frente ao Glória do Ribatejo) e Moçarriense (2-0 ante o At. Pernes) reforçaram a posição de liderança, beneficiando do facto de o mais imediato perseguidor, Espinheirense, ter folgado, distando agora seis pontos. O Marinhais, ganhando por 2-0 em Benfica do Ribatejo, igualou a turma do Espinheiro em termos pontuais.

Na outra série, o confronto entre os dois primeiros, Vasco da Gama-Riachense, saldou-se por um empate (1-1). O grupo dos Riachos mantém a liderança, agora com quatro pontos de vantagem sobre o par formado por Vasco da Gama e Tramagal (vencedor, face ao Caxarias, por 3-1).

Campeonato de Portugal – Nenhum dos clubes do Distrito conseguiu somar os três pontos na ronda (14.ª) de abertura da segunda volta da competição: o U. Santarém empatou (1-1) com o guia, B. C. Branco, não tendo o Coruchense conseguido desfazer o nulo na recepção ao Marinhense; pior esteve o Rio Maior, goleado (4-0) pelo Sintrense.

Na pauta classificativa os escalabitanos baixaram à 4.ª posição, mantendo-se três pontos abaixo dos albicastrenses; dispõem, por outro lado, de curta margem de quatro pontos sobre a formação do Sorraia (9.º lugar), primeira abaixo da “linha de água”. Os riomaiorenses continuam no 13.º e penúltimo posto, agora já a 16 pontos dos lugares de manutenção…

Antevisão – Superados que foram os testes da passada semana, em terrenos tradicionalmente difíceis, U. Tomar e Fazendense voltam a actuar em casa, perante adversários que, porém, não lhes oferecerão facilidades: o União recebe o Torres Novas, no maior clássico do futebol distrital (os dois clubes defrontam-se pela 98.ª vez em jogos oficiais, de Campeonatos nacionais e distritais, Taça de Portugal e Taça do Ribatejo); o Fazendense terá a visita do Abrantes e Benfica, que tão forte oposição apresentou frente aos unionistas.

As partidas Benavente-Alcanenense e, em especial, Amiense-Samora Correia, poderão ser de alguma forma clarificadoras sobre o futuro deste campeonato a nível dos lugares de topo.

Na II Divisão realce para os jogos: U. Almeirim-Moçarriense (com o conjunto da Moçarria a pretender rectificar o incrível 0-5 da primeira volta), Riachense-Pego e Vilarense-Tramagal.

No Campeonato de Portugal teremos um encontro entre Rio Maior e Coruchense, que, nesta fase, assumirá maior relevância para o grupo de Coruche; por seu lado, o U. Santarém desloca-se a Arronches, esperando-se que possa averbar desfecho positivo ante o actual 12.º classificado.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Janeiro de 2023)

22 Janeiro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 12.01.2023)

Pela segunda vez nesta primeira metade do Campeonato Distrital da I Divisão os dois primeiros classificados foram, ambos, derrotados na mesma ronda: tal sucedera já, ainda numa fase inicial da competição, à 5.ª jornada, com os desaires das equipas que, então, partilhavam a liderança, Fazendense (batido em casa pelo Samora Correia) e Amiense (desfeiteado, também no seu reduto, pelo Benavente); voltou a ocorrer agora, a concluir a primeira volta, com o U. Tomar e (outra vez) o Fazendense, a perderem, respectivamente, em Mação e em Salvaterra de Magos.

Acresce ainda, por outro lado, a situação verificada na 12.ª ronda, com as derrotas sofridas pelo U. Tomar e pelo Samora Correia, numa altura em que ocupavam a 1.ª e a 3.ª posição, ambas cedidas nos seus próprios terrenos, respectivamente ante o… Fazendense e o Ferreira do Zêzere.

Numa análise comparativa à pontuação dos clubes que se posicionam no topo da tabela face às registadas, também a meio da competição, na época precedente – assinalando-se a particularidade de o U. Tomar “bisar” a liderança que alardeava igualmente há um ano –, apuramos os seguintes dados: 1.º U. Tomar (33 pontos em 2023 vs. 40 em 2022); 2.º Samora Correia (31) vs. Rio Maior (39); 3.º Fazendense (31) vs. Mação (27); 4.º Amiense (30 em 2023) vs. Fazendense (25 em 2022).

Do que rapidamente se constata – tal como vem sendo assinalado no decurso da prova –, por um lado, um muito maior equilíbrio este ano; por outro, um importante acréscimo do total de pontos perdidos pelos dois primeiros: 12 (decorrendo de quatro derrotas) em 2022-23, face a apenas 5 (uma derrota e um empate) em 2021-22, por parte do U. Tomar; 14 (quatro empates e duas derrotas), o que compara com 6 (três empates cedidos) pelo 2.º classificado, nestas duas épocas.

Aliás, não só voltámos a ter o quarteto da frente concentrado num intervalo de três pontos (!), finda a primeira volta, como, em paralelo, só quatro pontos separam o 12.º do 15.º classificados, no que se antecipa uma tenaz disputa pela permanência, até final, num cenário em que o número de clubes a despromover oscilará entre um mínimo de dois e um máximo que poderá ir até cinco.

Mais, ainda, e de particular relevância, a aguçar o apetite para uma aliciante segunda volta: em função dos pontos perdidos nas seis jornadas mais recentes pelos emblemas no pódio (nove pontos cedidos pelo Fazendense; oito pelo Samora Correia; e seis pelo U. Tomar), a disputa pelo 1.º lugar surge potencialmente reaberta aos seis primeiros classificados, com o Alcanenense (5.º) só a cinco pontos do guia; e o Mação (6.º, tendo perdido quatro pontos nas tais seis rondas), a sete pontos…

Destaques – O principal realce da 15.ª ronda vai para a vitória (3-2) do Salvaterrense ante o Fazendense, num encontro “taco-a-taco”, com os visitantes a ripostar, por duas vezes, a situações de desvantagem, mas a não conseguir já recuperar após o notável “hat-trick” de António Pereira.

A par com este desfecho, destaca-se, claro, o triunfo do Mação frente ao comandante, U. Tomar, por inequívoca marca de 3-0. Muito eficaz, marcando em três lances de bola parada (um canto e dois livres), praticamente entrando a ganhar (abrindo o activo logo aos oito minutos), a turma maçaense não deu qualquer hipótese de reacção ao adversário, pese embora os tomarenses tenham, durante largos períodos, assumido a iniciativa do jogo.

Ao contrário de outras partidas em que o resultado terá sido melhor que a exibição, desta feita foram os unionistas a sofrer esse contraponto, impotentes, apesar de o desempenho apresentado em campo poder ter sido de molde a justificar outro resultado, pelo menos, não tão contundente.

O Ferreira do Zêzere voltou a estar em evidência, pela positiva, ganhando em Ourém, face ao Atlético local, por 3-1, isolando-se no 7.º posto, continuando a aspirar subir na classificação, mesmo que o atraso seja de alguma amplitude (quatro pontos para o 6.º lugar; seis face ao 5.º).

Em “pezinhos de lã”, quase sem se dar por ele – mas a realizar muito boa campanha –, o Amiense, ganhando em Torres Novas por tangencial 1-0, não só firmou o seu 4.º lugar, como, tal como antes aludido, recolou aos primeiros, somente a três pontos do líder.

Surpresa – A principal surpresa terá sido a vitória averbada pelo Fátima no Cartaxo, também mercê de um solitário golo, a dar claro sinal de inconformismo, igualando esse rival na 13.ª posição, e, mais importante, recolocando-se bem dentro da luta pela manutenção, numa trajectória em contra-ciclo com a dos cartaxeiros, que não deixarão de preocupar-se com a actual série de quatro desaires, com a agravante de três deles terem sido registados contra “adversários directos”.

Confirmações – Outra “sapatada” na crise foi dada pelo Abrantes e Benfica, a golear, por 4-0, o “lanterna vermelha”, Entroncamento AC, que se vai atrasando pontualmente face à concorrência.

Águias de Alpiarça e Alcanenense repartiram os pontos, empatando a uma bola, com o tento do empate, por parte dos alpiarcenses, obtido já em tempo de compensação.

No “derby” municipal, o Samora Correia confirmou o favoritismo, ganhando por tangencial 3-2 ao Benavente, que chegou a assustar, tendo começado mesmo por se colocar em vantagem, como, ao longo do confronto, até final, nunca abdicou de procurar melhor sorte.

II Divisão Distrital – As primeiras notas de realce vão para o triunfo (2-1) do Forense em Marinhais, e, por outro lado, para o imprevisto empate (3-3) cedido pelo Riachense face ao Ortiga.

O Moçarriense goleou (4-0) na Glória do Ribatejo, continuando a partilhar a liderança da série mais a Sul com o Forense, beneficiando do empate (1-1) cedido pelo Espinheirense no Porto Alto.

Mais a Norte, o Vilarense, ganhando por 3-1 ao Vasco da Gama, vem imiscuir-se também na disputa pelas três primeiras posições, assinalando-se ainda a goleada (6-1) aplicada pelo Tramagal no “derby”, em Alferrarede, e a importante vitória (3-1) do Caxarias ante o Pego.

Campeonato de Portugal – A fechar a primeira volta o U. Santarém goleou por categórico 5-1 o Rio Maior, enquanto o Coruchense não conseguiu ir além do 2-2 na recepção ao 1.º Dezembro.

Os escalabitanos integram um trio que reparte o 3.º lugar, a um ponto do 1.º Dezembro e a três do líder, B. C. Branco. Por seu lado, o Coruchense é 9.º (primeiro abaixo da “linha de água”), a dois pontos de um trio que ocupa o 6.º ao 8.º posto… e a quatro pontos do U. Santarém. Quanto ao Rio Maior SC, mantém-se em penúltimo, agora já a quinze pontos de tal linha delimitadora, atraso que, salvo alguma espécie de “milagre”, se afigura irrecuperável, nos 13 jogos que resta disputar.

Antevisão – Na viragem para a segunda volta do Distrital, adivinham-se novas emoções fortes, com U. Tomar e Fazendense, outra vez, a jogar em terreno alheio, e com compromissos de elevado grau de dificuldade. O jogo de maior cartel será o Mação-Fazendense, cabendo ao U. Tomar defrontar o revigorado Abrantes e Benfica. De interesse será igualmente o Alcanenense-F. Zêzere.

Na II Divisão, Forense e Moçarriense recebem os dois últimos classificados da sua série, respectivamente Glória do Ribatejo e At. Pernes. A Norte, o guia, Riachense, visita o seu perseguidor mais próximo, Vasco da Gama; defrontam-se ainda 3.º e 4.º: Tramagal-Caxarias.

No Campeonato de Portugal o U. Santarém terá a visita do guia, B. C. Branco, recebendo o Coruchense o Marinhense; o Rio Maior SC viaja até Sintra, para defrontar o 3.º, Sintrense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Janeiro de 2023)

15 Janeiro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

(“O Templário”, 22.12.2022)

A I Divisão Distrital subsiste muito competitiva, com acesa disputa, não só pelos lugares de topo, como, especialmente, pela permanência, que, nesta altura (prestes a findar a metade inicial da prova), parece poder estender-se ainda a dez dos 16 clubes (com cinco pontos a separar o 7.º do 12.º classificado). Na frente, U. Tomar e Fazendense não vacilaram, afastando-se dos demais.

Destaques – No desafio que concitava maior interesse na 14.ª ronda, Alcanenense e Samora Correia (respectivamente 4.º e 3.º classificados) neutralizaram-se, não tendo conseguido desfazer o nulo no “placard”, atrasando-se, pois, em relação ao dois primeiros, com os samorenses agora já a cinco pontos do U. Tomar, distando a turma de Alcanena seis pontos do guia.

Em evidência continua o Mação, somando mais uma vitória, mesmo que “arrancada a ferros”, no terreno do “lanterna vermelha”, Entroncamento: o grupo da cidade ferroviária marcou primeiro, aos 41 minutos, mas durou muito pouco a sua vantagem, consentindo o tento do empate ainda antes do intervalo. O golo decisivo (1-2) surgiria ao minuto 90+5, na conversão de um “penalty”.

Numa trajectória com algumas similitudes com a dos maçaenses segue o Torres Novas, que registou também importante triunfo, em Fátima, igualmente por 2-1, e, por curiosidade, operando a reviravolta nos derradeiros cinco minutos da partida, com o tento da vitória obtido… aos 90+5.

Beneficiando, em paralelo, da grande surpresa da jornada (derrota caseira do Ferreira do Zêzere), a turma torrejana – após notável recuperação na tabela – chega a esta fase da prova igualada em pontos com o At. Ouriense e o emblema ferreirense, posicionados entre o 7.º e o 9.º lugar.

Realce, por fim, para o resultado obtido pelo Benavente, ganhando por 3-1 ao Cartaxo, voltando a somar os três pontos, depois de um ciclo de quatro jogos sem vencer, tendo mesmo perdido os três anteriores. Em contraponto, é agora o Cartaxo a seguir com três desaires sucessivos.

Este resultado deixa tudo “embrulhado” na cauda da pauta classificativa, com cinco equipas separadas por quatro pontos, entre o 11.º (Salvaterrense) e o 15.º lugar (Fátima), com Cartaxo, Abrantes e Benfica e Benavente em situação intermédia, mas, todos, em zona muito aflitiva.

Surpresa – O desempenho do Ferreira do Zêzere nesta temporada continua a caracterizar-se por “altos e baixos”: depois de duas sensacionais vitórias, em Samora Correia, e ante o Fazendense, os ferreirenses voltam a sofrer mais um extremamente comprometedor desaire caseiro, perdendo por 1-2 com o Águias de Alpiarça, aliás, apenas marcando o “ponto de honra” no final do desafio.

Com um grupo recheado de jogadores de grande valor e muita experiência, afigura-se dificilmente “compreensível” a campanha que vem realizando, nesta altura com mais derrotas (sete) do que vitórias (seis), e com saldo negativo de golos, em posição (8.ª) muito aquém das expectativas.

Ao invés, o Águias, com um grupo muito solidário, continua a amealhar preciosos pontos. Trata-se, por outro lado, de mais um desfecho a atestar a grande competitividade deste campeonato.

Confirmações – O duo da dianteira cumpriu, ganhando os seus encontros, de forma bem mais folgada no caso do Fazendense, a golear por categórico 4-0 o At. Ouriense; já o U. Tomar, recebendo o Salvaterrense, entrou praticamente a vencer, marcando logo aos 7 minutos… estabelecendo o que viria a ser o resultado final (1-0).

Com duas partes muito desiguais, os unionistas, apesar de desinspirados na finalização, criaram várias situações que poderiam ter proporcionado, ainda na metade inicial, um tranquilo e amplo selar da vitória. Estranhamente, a equipa como que “desapareceu em combate” no segundo tempo, fazendo com que os homens de Salvaterra acreditassem que era possível pontuar, originando mais uma tarde de “sofrimento” para os tomarenses, de forma a assegurar o essencial: os três pontos.

O Amiense venceu, também por 2-1 (desfecho registado em metade das partidas), agravando ainda mais a crise do Abrantes e Benfica (uma única vitória nos últimos oito jogos), por ora envolvido numa luta que, de todo, não se projectava pudesse dizer-lhe respeito, pela manutenção.

II Divisão Distrital – Na jornada de abertura da segunda volta da divisão secundária realce para o triunfo do Marinhais na Moçarria, por 2-0, a provocar um reagrupamento na frente. O 1.º posto é agora partilhado por Forense (goleou, por 8-1, o Paço dos Negros) e Moçarriense, com o Espinheirense somente a um ponto… e o Marinhais (4.º classificado) a três pontos do par da liderança, antecipando-se uma disputa intensa pelos três lugares de apuramento para a fase final.

Na série mais a Norte, o comandante, Riachense, não foi além do nulo em Abrantes, face à equipa “sub-23” do Abrantes e Benfica, vendo o Vasco da Gama (vitória por 2-0 ante o Caxarias) aproximar-se, agora apenas a três pontos. O Tramagal (empate 1-1 com a U. Atalaiense) mantém o 3.º posto, a oito pontos da turma dos Riachos.

Campeonato de Portugal – Os clubes do Distrito registaram os três desfechos possíveis, desta vez com o U. Santarém a sair derrotado, na Marinha Grande, por tangencial 1-0. Em evidência esteve o Coruchense, indo ganhar a Mortágua, por 2-1; por seu lado o Rio Maior obteve um resultado animador, empatando a uma bola na recepção ao líder, B. C. Branco.

Faltando disputar apenas uma ronda para concluir a primeira volta, assinala-se uma situação de extremo equilíbrio na pauta classificativa: B. C. Branco e 1.º Dezembro lideram, com 23 pontos, só dois mais que o Marinhense, seguindo-se, um ponto mais abaixo, um “pelotão” formado por U. Santarém, Sertanense, Sintrense, Mortágua e Pêro Pinheiro, todos com 20 pontos!

O Coruchense, primeira equipa abaixo da “linha de água” vem logo de imediato (no 9.º lugar), agora apenas a dois pontos daquele quinteto, portanto com tudo em aberto para a segunda metade do campeonato. Mais problemática se mantém a situação do Rio Maior, penúltimo classificado, com apenas seis pontos averbados em doze jornadas.

Antevisão – Os campeonatos têm agora um interregno de duas semanas, no âmbito das festividades de Natal e Ano Novo, apenas sendo retomados no fim-de-semana de 8 de Janeiro.

Na I Divisão Distrital, a concluir a primeira volta, teremos um aliciante embate entre Mação e U. Tomar (os dois emblemas com maior número de pontos somados nas dez últimas jornadas da prova, respectivamente 23 e 24), cabendo também ao Fazendense uma difícil visita a Salvaterra de Magos. Sempre de interesse é também o “derby” Samora Correia-Benavente.

No escalão secundário teremos um empolgante Marinhais-Forense, assim como o Glória do Ribatejo-Moçarriense. A Norte, realce para o Caxarias-Pego (muito importante para as contas do apuramento para a fase final) e o reencontro de dois históricos, no Alferrarede-Tramagal.

No Campeonato de Portugal, no reinício, no novo ano, o fecho da primeira volta tem agendado um U. Santarém-Rio Maior, enquanto o Coruchense terá a visita de um dos guias, 1.º Dezembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Dezembro de 2022)

24 Dezembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Mundial 2022 – Final

Melhores Marcadores:

  • 8 golos – Kylian Mbappé (França)
  • 7 golos – Lionel Messi (Argentina)
  • 4 golos – Julián Álvarez (Argentina) e Olivier Giroud (França)
  • 3 golos – Álvaro Morata (Espanha), Bukayo Saka (Inglaterra), Cody Gakpo (Países Baixos), Enner Valencia (Equador), Gonçalo Ramos (Portugal), Marcus Rashford (Inglaterra) e Richarlison (Brasil)
  • 2 golos – Aleksandar Mitrović (Sérvia), Andrej Kramarić (Croácia), Breel Embolo (Suíça), Bruno Fernandes (Portugal), Cho Gue-sung (Coreia do Sul), Ferrán Torres (Espanha), Giorgian De Arrascaeta (Uruguai), Harry Kane (Inglaterra), Kai Havertz (Alemanha), Mehdi Taremi (Irão), Mohammed Kudus (Ghana), Neymar (Brasil), Niclas Füllkrug (Alemanha), Rafael Leão (Portugal), Ritsu Dōan (Japão), Robert Lewandowski (Polónia), Salem Al-Dawsari (A. Saudita), Vincent Aboubakar (Camarões), Wout Weghorst (Países Baixos) e Youssef En-Nesyri (Marrocos)

18 Dezembro, 2022 at 6:56 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Final – Argentina – França

Argentina França 2-2 (3-3 a.p.) (4-2 g.p.)

Argentina Emiliano Martínez, Nahuel Molina (91m – Gonzalo Montiel), Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico (120m – Paulo Dybala), Rodrigo de Paul (102m – Leandro Paredes), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister (116m – Germán Pezzella), Lionel Messi, Ángel Di María (64m – Marcos Acuña) e Julián Álvarez (102m – Lautaro Martínez)

França Hugo Lloris, Jules Koundé (120m – Axel Disasi), Raphaël Varane (113m – Ibrahima Konaté), Dayot Upamecano, Theo Hernández (71m – Eduardo Camavinga), Aurélien Tchouaméni, Ousmane Dembélé (41m – Randal Kolo Muani), Antoine Griezmann (71m – Kingsley Coman), Adrien Rabiot (96m – Youssouf Fofana), Kylian Mbappé e Olivier Giroud (41m – Marcus Thuram)

1-0 – Lionel Messi (pen.) – 23m
2-0 – Ángel Di María – 36m
2-1 – Kylian Mbappé (pen.) – 80m
2-2 – Kylian Mbappé – 81m
3-2 – Lionel Messi – 108m
3-3 – Kylian Mbappé (pen.) – 118m

Desempate da marca de grande penalidade
0-1 – Kylian Mbappé
1-1 – Lionel Messi
Kingsley Coman permitiu a defesa a Emiliano Martínez
2-1 – Paulo Dybala
Aurélien Tchouaméni rematou ao lado
3-1 – Leandro Paredes
3-2 – Randal Kolo Muani
4-2 – Gonzalo Montiel

Cartões amarelos – Enzo Fernández (45m), Marcos Acuña (90m), Leandro Paredes (114m), Gonzalo Montiel (116m) e Emiliano Martínez (desempate “penalties”); Adrien Rabiot (55m), Marcus Thuram (87m) e Olivier Giroud (90m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Lusail Stadium – Lusail, Al Daayen (18h00 / 15h00)

Este foi um Mundial em que, de alguma forma, nos foi “roubado” o prazer do futebol, não sendo possível separar a envolvente em que foi realizado. Foi como que uma prova “clandestina”, da qual, por opção própria, muitos se afastaram, ou reduziram ao mínimo a ligação.

Paradoxalmente, viria a ter, porventura, a mais épica das finais da história da competição. Um jogo fantástico, verdadeiramente o cume da modalidade, sobretudo no último quarto de hora dos 90 minutos e no prolongamento.

Uma final extraordinária que, verdadeiramente, nenhuma equipa merecia perder, em que, caso tal fosse possível, seria muito apropriada uma salomónica partilha do troféu.

A Argentina começou por ter o enorme mérito de enfrentar, “olhos nos olhos”, a detentora do título, não especulando, assumindo, desde o início, que queria ganhar o jogo. Lionel Scaloni surpreendeu, com a aposta (ganha) em Di María, actuando no flanco esquerdo, bem junto à linha, constituindo-se num “quebra-cabeças” para a defesa contrária.

Numa primeira parte praticamente sem falhas da selecção sul-americana, com uma exibição de grande versatilidade, conquistando, ainda relativamente cedo, uma preciosa vantagem, de dois golos, que conseguiu gerir durante quase toda a partida, não seria expectável o que viria a suceder a partir dos 75 minutos.

Seria o próprio Di María a dar o primeiro sinal, desperdiçando uma grande ocasião, pouco passava dos quinze minutos de jogo. Mas não demoraria até “arrancar” uma grande penalidade a favor da sua equipa (tendo o árbitro considerado faltoso o contacto de Dembélé). Para, menos de um quarto de hora volvido, num lance exemplar de contra-ataque, o antigo benfiquista, face a face com Lloris, não perdoar, ampliando a contagem.

Deschamps reagiu prontamente, com duas alterações no “onze” ainda antes do intervalo. Mas a Argentina continuaria a controlar o jogo, durante cerca de meia hora, já na segunda parte.

Eis quando, traduzindo o “forcing” final da França, num ápice – em menos de dois minutos, entre os 80 e os 81 – surgiria Mbappé a vincar a sua posição, restabelecendo, de forma empolgante, a igualdade a dois golos, o segundo deles uma “obra-prima”, a coroar a explosividade que a equipa soubera, nessa fase, fazer vir ao de cima.

Pensou-se que a saída de Di María (já sem “gás” para mais) teria sido prematura, e que dificilmente a Argentina conseguiria suster o ascendente psicológico que a França conseguira resgatar.

Ainda antes do final do tempo regulamentar, Rabiot podia ter consumado a reviravolta, o que lhe foi negado por Emiliano Martínez; para, de imediato, ser Messi a ver Lloris salvar a sua equipa.

Tal constituiria, ainda assim, um importante tónico para os argentinos no prolongamento, que voltaram a acreditar. Já depois de Lautaro Martínez ter desperdiçado outra boa oportunidade, Messi bisaria (numa pouco ortodoxa recarga a remate de Lautaro, defendido pelo guardião francês), recolocando a sua equipa na frente.

Mas a França não se entregava: faltavam dois escassos minutos para o termo do tempo extra quando Mbappé completou um excepcional “hat-trick” (chegando aos oito golos neste Mundial)!

Daí até final – inclusivamente já depois dos 120 minutos –, com o “jogo partido”, qualquer das equipas podia ainda ter evitado o desempate por “penalties”: primeiro, foi Martínez, com uma “espargata”, a bloquear, com o pé, um remate com “selo de golo” de Kolo Muani, numa sensacional “defesa do Mundial”; havendo ainda tempo para, na resposta, Lautaro falhar outra ocasião soberana. Um verdadeiro thriller!

O resto é história: a formação sul-americana teve absoluta competência, convertendo em golo todas as suas quatro tentativas; apesar de Mbappé ter marcado por quatro vezes nesta final (três delas da marca de grande penalidade, incluindo a do desempate), mais uma brilhante defesa de Martínez e o remate ao lado de Tchouaméni fizeram pender a decisão para a Argentina, na definitiva consagração de Lionel Messi: Campeão Olímpico, Campeão Sul-Americano, vencedor da “Finalíssima” (frente ao Campeão Europeu), enfim Campeão do Mundo!

18 Dezembro, 2022 at 6:55 pm Deixe um comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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