Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Valencia, Ludogorets, Salzburg, Esbjerg, Rubin Kazan, Fiorentina, Dnipro e Tottenham são as primeiras oito equipas que garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da Liga Europa.
Grupo E
Dnipro – Paços Ferreira – 2-0
Pandurii – Fiorentina – 1-2
1º Fiorentina, 12; 2º Dnipro, 9; 3º Pandurii e Paços Ferreira, 1
Grupo H
Sevilla – Slovan Liberec – 1-1
Estoril – Freiburg – 0-0
1º Sevilla, 8; 2º Slovan Liberec, 6; 3º Freiburg, 3; 4º Estoril, 2
Grupo I
Rijeka – Lyon – 1-1
Guimarães – Betis – 0-1
1º Betis, 8; 2º Lyon, 6; 3º Guimarães, 4; 4º Rijeka, 2
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Real Sociedad – Manchester United – 0-0
Shakhtar Donetsk – Bayer Leverkusen – 0-0
1º Manchester United, 8; 2º Bayer Leverkusen, 7; 3º Shakhtar Donetsk, 5; 4º Real Sociedad, 1
Grupo B
København – Galatasaray – 1-0
Juventus – Real Madrid – 2-2
1º Real Madrid, 10; 2º Galatasaray e København, 4; 4º Juventus, 3
Grupo C
Olympiakos – Benfica – 1-0
Paris St.-Germain – Anderlecht – 1-1
1º Paris St.-Germain, 10, 2º Olympiakos, 7; 3º Benfica, 4; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
Viktoria Plzeň – Bayern – 0-1
Manchester City – CSKA Moskva – 5-2
1º Bayern, 12; 2º Manchester City, 9; 3º CSKA Moskva, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo E
Chelsea – Schalke 04 – 3-0
Basel – Steaua – 1-1
1º Chelsea, 9; 2º Schalke 04, 6; 3º Basel, 5; 4º Steaua, 2
Grupo F
Napoli – Marseille – 3-2
B. Dortmund – Arsenal – 0-1
1º Arsenal e Napoli, 9; 3º B. Dortmund, 6; 4º Marseille, 0
Grupo G
At. Madrid – Austria Wien – 4-0
Zenit – FC Porto – 1-1
1º At. Madrid, 12; 2º Zenit, 5; 3º FC Porto, 4; 4º Austria Wien, 1
Grupo H
Barcelona – AC Milan – 3-1
Ajax – Celtic – 1-0
1º Barcelona, 10; 2º AC Milan, 5; 3º Ajax, 4; 4º Celtic, 3
Bayern (actual detentor do título), Manchester City, Atlético de Madrid e Barcelona são as primeiras quatro equipas que garantiram já o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Olympiakos – Benfica
Olympiakos – Roberto Jiménez; Leandro Salino, Kostas Manolas, Dimitris Siovas, José Holebas, Giannis Maniatis, Andreas Samaris, Sambou Yatabaré (56m – Delvin N’Dinga), Javier Saviola (45m – Alejandro Domínguez), David Fuster (74m – Bong) e Kostas Mitroglou
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Nemanja Matić, Enzo Pérez, Lazar Marković (74m – Filip Đjuričić), Ruben Amorim (78m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán e Óscar Cardozo (71m – Lima)
1-0 – Kostas Manolas – 13m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (33m), Nemanja Matić (37m) e Ruben Amorim (42m); Sambou Yatabaré (38m), Roberto (85m), Delvin N’Dinga (89m) e Alejandro Domínguez (90m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Num grande paradoxo em que o futebol é por vezes fértil, o Benfica, com uma excelente exibição, em que denotou flagrante superioridade face ao seu adversário, acabando por perder o jogo, vê praticamente esfumarem-se as suas possibilidades de apuramento para os 1/8 Final da competição.
A equipa benfiquista, sabendo do cariz determinante desta partida, bastante personalizada, teve muito boa entrada neste jogo, com duas ocasiões de perigo, logo aos cinco e aos sete minutos, respectivamente por Cardozo e Marković, a obrigarem Roberto a duas defesas apertadas, em que revelou grande concentração. Só que, na primeira investida do Olympiakos, aos 13 minutos, na sequência de um canto, Manolas surgiu completamente liberto de marcação, fulgurante, numa entrada de rompante, a cabecear para o fundo da baliza.
Depois, aos 27 minutos, também na marcação de um canto, Luisão procurou dar a melhor resposta, de cabeça, mas falhou por pouco a baliza adversária.
Na segunda parte o domínio benfiquista intensificou-se, tendo chegado a ser avassalador. Logo no primeiro minuto deste segundo tempo, Roberto faria uma “defesa impossível”, ao estilo de guarda-redes de andebol, a remate quase “à queima roupa” de Marković.
E, novamente aos 54 minutos, Roberto a estirar-se todo para evitar o golo, a remate cruzado de Sílvio. Aos 58 minutos, foi Enzo Pérez a colocar o guardião espanhol uma vez mais à prova.
À medida que o tempo avançava, o Benfica ia perdendo serenidade, tendo deixado de criar tantas situações de perigo. Só já na parte derradeira, aos 89 minutos, voltaria a criar outra flagrante situação de golo, com Đjuričić, na cara de Roberto, mas pressionado pelo defesa, que o desequilibrou, a acabar por atrapalhar-se, não conseguindo desviar a bola do alcance do guarda-redes.
O Olympiakos, que foi mero espectador durante todo o jogo, só no 93º minuto teria nova oportunidade, com Leandro Salino a surgir isolado, mas a atrapalhar-se também, acabando por perder a bola para a defesa contrária.
O Benfica acaba por ser penalizado pela sua desconcentração defensiva, e, também, pela falta de eficácia na concretização, possibilitando a Roberto, com uma magnífica exibição, redimir-se do jogo da primeira volta.
Agora só um “milagre” poderia ainda permitir ao Benfica apurar-se: necessita vencer os dois jogos (em Bruxelas, com o Anderlecht, e, em casa, com o Paris St.-Germain) e esperar que o Olympiakos não consiga melhor que o empate nos dois jogos finais, com esses mesmos adversários; ou, em alternativa, se o Benfica somar quatro pontos (uma vitória e um empate), os gregos teriam de perder esses dois desafios.
U. Tomar – Centenário (VI)
(“O Templário”, 31.10.2013)
A 28 de Dezembro de 1941, dando sequência a uma progressão gradual encetada nos anos mais recentes, o União, pela primeira vez na sua história, conquistava o título de vencedor da sua zona (Norte) do Distrital, da época de 1941-42, no termo de um muito disputado campeonato, com uma espécie de final, na derradeira ronda, entre os dois grandes rivais tomarenses:
«O Estád[i]o Municipal, vulgarmente conhecido pelo «Campo do Sporting» registou no passado domingo uma considerável assistência, talvez a maior da presente época. O União e o Sporting, velhos rivais, poderiam ganhar o título máximo da prova e em qualquer deles ficava bem, visto que são, sem contestação, os melhores «teams» da região.
Ganhou o União por 4-0. Resultado que não traduz fielmente o desenrolar da partida, pois ela decorreu, de uma maneira geral, equilibrada, demonstrando o União mais conjunto. […]
Os grupos alinharam:
União – Aníbal; Marques e Alberto; Cardoso, Machado e César; Inácio, Terras, Victor Hugo, Tôrres e Firmo.
Sporting – Carlos Lanceiro; Souto e Basso; Armando, António Silva e Elísio; Henriques, Rui Silva, Apleton, Fernandes e Silvestre.»(1)
Culminando uma temporada a todos os títulos notáveis, a 26 de Abril de 1942, goleando o U. Entroncamento pela categórica marca de 6-0, na última jornada da prova, o União de Tomar sagrar-se-ia também vencedor da sua série (“Província do Ribatejo”) do Campeonato Nacional da II Divisão – apenas na sua segunda participação na competição, após a estreia no ano anterior – assim obtendo o seu primeiro título de Campeão Provincial do Ribatejo:
«Sob a arbitragem do Sr. Carlos Mariano da A. F. S. os «teams» alinharam da seguinte forma: União do Entroncamento – Fernando; Cipriano e Calado; Afonso, Madeira e Carreiro; Tavares, Américo, Louro, Varandas e Lacueva. União de Tomar – Aníbal; Marques e C. Alberto; Mário, Cardoso e César; Sousa, Terras, Vitor, Tôrres e Firmo.
O jogo foi disputado quási sempre debaixo de chuva tendo na primeira parte caído duas fortes bátegas que transformaram por completo o rectângulo numa lamaçal onde os jogadores se moviam com visível dificuldade
O jogo foi disputado quási sempre debaixo de chuva tendo na primeira parte caído duas fortes bátegas que transformaram por completo o rectângulo numa lamaçal onde os jogadores se moviam com visível dificuldade.»(2)
O União faria ainda mais nesta brilhante época de 1941-42, vencendo os três Campeonatos em disputa: o Regional (Zona Norte do Distrital), o Provincial (II Divisão Nacional) e o Distrital da II Divisão.
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O pulsar do campeonato – 5ª jornada
(“O Templário”, 31.10.2013)
Num campeonato (I Divisão Distrital) este ano com maior extensão (26 jornadas) do que vinha sendo habitual nos últimos anos (considerando apenas a primeira fase das épocas anteriores), pode dizer-se que “ainda a procissão vai no adro”… mas, também, continuando nos provérbios, que “a candeia que vai à frente alumia duas vezes”.
E a verdade é que, pelo menos até agora, a formação do Torres Novas – e não obstante aproveitar do facto de ter disputado já quatro partidas em casa, o que poderá não ser despiciendo – tem revelado plena eficácia, somando cinco triunfos noutros tantos encontros realizados, liderando destacada, com 15 pontos, tendo, nesta última ronda, vencido pela categórica marca de 3-0 o até então 3.º classificado, Pontével – contando também com o ataque mais concretizador (13 golos) e a defesa menos batida (apenas 2 golos sofridos).
Pelo que começou a cavar um fosso face à concorrência mais directa, com o Fazendense agora já a quatro pontos, Amiense e Pontével ambos a seis, At. Ouriense a sete, e Coruchense e Mação já a oito longínquos pontos!
Efectivamente, a turma de Fazendas de Almeirim, que apenas registara um empate nas quatro jornadas iniciais, cedeu nova igualdade na deslocação a Tomar, numa partida em que chegou a dispor de vantagem no marcador, mas na qual, o União de Tomar, denotando uma boa capacidade de reacção – tal como revelara já no desafio contra o Benavente – conseguiria restabelecer a igualdade a uma bola. Para os tomarenses foi um pequeno passo, um simples ponto, mas que poderá ter reflexos positivos bem mais amplos, a nível da confiança que poderá proporcionar ao grupo.
Também o Amiense não conseguiu fazer melhor na visita a Assentiz, empatando, igualmente a um tento, somando já o terceiro empate na competição, contando apenas duas vitórias em cinco jogos. De entre os candidatos ao título, pior está o Mação, que, contrariando a lógica, cedeu um imprevisto desaire caseiro (e logo por 0-2) ante o conjunto dos Empregados do Comércio, de Santarém.
Depois da goleada da pretérita semana, frente ao U. Chamusca (5-0, em encontro da Taça do Ribatejo), o Cartaxo, principal decepção da prova até ao momento (recorde-se que militava, na época transacta, no Nacional da III Divisão, onde, porém, teve desempenho bastante fraco), não foi além do nulo na recepção a um seguro Coruchense; os cartaxenses são os únicos ainda sem ganhar, tendo-se isolado na posição de “lanterna vermelha”, contando apenas três pontos; ao invés, a equipa de Coruche (apenas com três golos sofridos, segunda melhor defesa, a par do Fazendense), continua invicta (à semelhança de Torres Novas, Fazendense e Amiense), apesar de apenas por uma vez ter ganho.
Falando do U. Chamusca, voltou a registar um mau resultado, perdendo em casa ante o At. Ouriense (equipa sempre a disputar os lugares da frente) por 0-2; pior indício: em cinco jornadas marcou apenas um golo. Por fim, numa partida entre duas agremiações que, até agora, têm estado algo aquém das expectativas, a U. Abrantina conseguiu obter a primeira vitória, derrotando o Benavente por 3-2.
Diversamente do que se verifica nos lugares de topo da tabela, na metade de baixo da pauta classificativa assiste-se a um grande equilíbrio, com o primeiro e o último destes sete concorrentes separados por apenas dois pontos, cabendo ao Assentiz (com cinco pontos) liderar este “mini-pelotão”, que, curiosamente, agrega nada menos de cinco equipas com desempenho idêntico – todas com uma vitória e um empate, e três derrotas: Benavente, Empregados do Comércio, U. Tomar, U. Abrantina e U. Chamusca.
Na próxima ronda, o guia, Torres Novas, terá um “teste” mais sério à efectividade da supremacia que vem evidenciando, deslocando-se a Benavente. Outro desafio de interesse será o Pontével-Mação, com os maçaenses já com margem de erro muito estreita, na perspectiva de encetar uma recuperação que os possa conduzir até aos primeiros lugares.
No Coruchense-U. Chamusca, a expectativa, pelo menos em teoria, será a de um prélio com poucos golos, porventura a tender para a igualdade. Também o Empregados do Comércio-Cartaxo deverá permitir aquilatar melhor sobre a real valia destes dois grupos.
Por fim, no Fazendense-Assentiz, Amiense-U. Abrantina e At. Ouriense-U. Tomar, as formações da casa gozam de amplo favoritismo. Assim tal possa ser desmentido em Ourém, como foi, na última jornada, em Mação…
Na II Divisão Distrital, os anteriores líderes a Norte, Atalaiense e Pernes foram ambos derrotados (respectivamente por Caxarias e Pego), tendo o Tramagal aproveitado para se guindar ao comando isolado da série, agora seguido pelo Pego, a um ponto. A Sul, nada de novo: U. Almeirim e Porto Alto continuam a ganhar, somando quatro triunfos consecutivos, dispondo já de quatro pontos de vantagem sobre o mais imediato perseguidor, Barrosense.
No Campeonato Nacional de Seniores, uma ronda positiva para as equipas do Distrito, com os triunfos do Alcanenense sobre o Portomosense, e do Fátima perante o Caldas (ambos por 1-0) – ocupando agora tranquilos 3.º e 4.º lugar, respectivamente; por seu lado, o Riachense continua com dificuldade em adaptar-se ao ritmo competitivo desta prova, tendo somado mais uma derrota (1-4) na Lourinhã, pelo que continua no último posto, a par da equipa de Porto de Mós.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Outubro de 2013)
U. Tomar – Centenário (V)
(“O Templário”, 24.10.2013)
Depois da extraordinária recuperação protagonizada na partida de estreia em provas oficiais da A. F. Santarém, em encontro disputado no Tramagal, com o desfecho final a saldar-se por um empate a quatro golos, o União de Tomar teria ainda de esperar mais de um ano até, por fim – a 7 de Novembro de 1937 –, obter a sua primeira vitória em jogos oficiais, desde a retoma da competição na temporada anterior, batendo o novel Grupo Desportivo de Matrena por 2-1.
«Os números estão longe de traduzir a marcha do jogo, porque, se todas as oportunidades de “goal” feito fossem transformadas, o resultado seria outro muito maior e sempre a favor do União. […]
O União de Tomar aguentou-se bem, ganhando merecidamente um jogo em que, durante quási todo o tempo comandou e foi superior ao adversário. […]
Os «teams» alinharam:
União: Crisógono, Raúl e Coelho; Adriano, Torrão e Nunes; Alves, Isidro, Jaime, Padeiro e Eurico.
Matrena – Lopes, Guilherme e Tomaz; José Carlos, Silva e Ferreira; Zeferino, Patrocínio, Reis, Pedrosa e Lacueva.»(1)
Premiando a boa carreira unionista na Zona Norte do Campeonato Distrital da temporada de 1940-41, em que concluíra a prova no 2.º posto, apenas atrás do G. D. Matrena, o União de Tomar apurava-se, pela primeira vez no seu historial, para o Campeonato Nacional da II Divisão (série “Província do Ribatejo”) – competição instituída em 1938-39 (depois de quatro edições “experimentais” da II Liga), portanto apenas na sua 3.ª edição.
Na sua estreia em competições de âmbito nacional, a 19 de Janeiro de 1941, o União recebia em Tomar a equipa do Águia Vilafranquense, e – não obstante a inexperiência em provas a este nível – obteria uma sensacional vitória por 5-3:
«O União de Tomar teve um baptismo auspicioso no Campeonato Nacional de Futebol (II Divisão) vencendo, merecidamente, embora vitória inesperada, o Águia de Vila Franca de Xira por 5-3.
Sob a direcção do sr. António da Silva Pereira, de Lisboa, que fazia também o seu baptismo em campeonatos desta natureza, os grupos alinharam da seguinte forma:
União de Tomar – Narciso; Santos (depois Marques) e Carmo; Gonçalves (depois Santos), Marques (depois Gonçalves) e Torrão; Inácio, Boniné, Malaquias, Barata e Firmo.
Águias de Vila Franca – Délio; António da Silva e Florentino; Vieira, Augusto Santos e Inácio Silva; Lúcio, Manuel João, Conceição, Barquinha e Pereira.»(2)
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O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo
(“O Templário”, 24.10.2013)
Em fim-de-semana de pausa nos campeonatos, para entrada em cena da(s) Taça(s) – do Ribatejo e de Portugal –, teve lugar apenas o acerto de calendário, com a realização do jogo em atraso da 1.ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, que opunha U. Tomar e Torres Novas.
Confirmando-se o favoritismo da equipa torrejana – que conta por vitórias os (quatro) encontros disputados na competição –, o desfecho seria desfavorável aos unionistas, perdendo por 1-3. Uma vez mais, a formação tomarense foi penalizada por falhas de concentração, sofrendo os três golos na sequência de lances de bola parada (cantos e livres).
Já em desvantagem de dois golos ao intervalo, o União teria, no segundo tempo, algumas ocasiões de perigo junto da baliza do Torres Novas, mas continua a revelar alguma falta de tranquilidade para concretizar tais oportunidades. Como recorrentemente sucede, seria em “contra-golpe” que os visitantes marcariam o seu terceiro golo. Depois de tanto porfiar, a turma nabantina conseguiria enfim o seu “ponto de honra” já na fase final dos cinco minutos de tempo de compensação concedidos pelo árbitro.
Agora com as “contas em dia”, completa que está a quarta jornada do campeonato, o Torres Novas assumiu a liderança isolada, com 12 pontos, mais dois que o Fazendense, com o Pontével a três pontos, Amiense a quatro, e o Mação a registar já um atraso de cinco pontos. Nos lugares da parte baixa da tabela, o U. Tomar mantém o 11.º posto, com três pontos, um a mais que o Cartaxo, enquanto o duo que partilha a “lanterna vermelha”, formado por Empregados do Comércio e U. Abrantina apenas obteve um ponto.
Passando então à(s) Taça(s), começando pela Taça de Portugal, as equipas representantes do Distrito despediram-se da prova na sua 3.ª eliminatória (1/32 Final), sendo eliminadas por duas equipas da I Liga, curiosamente os dois Vitórias: o Fátima foi batido em casa, pelo Guimarães, por 0-3, tendo o Alcanenense perdido em Setúbal, por 1-3.
Na Taça do Ribatejo – disputada nesta fase inicial, em dez séries (quatro de quatro clubes cada, e seis com três concorrentes) –, que teve a ronda inaugural da sua fase de grupos, o destaque vai os desafios entre equipas do principal escalão do futebol distrital, com o Cartaxo – que tão má conta de si tem dado até agora no campeonato – a golear o U. Chamusca por 5-0, não tendo, na outra partida, Coruchense e Fazendense desfeito o nulo inicial.
De resto, cumpriu-se a lógica, com os grupos teoricamente mais cotados a fazerem valer a sua superioridade, com os primodivisionários a imporem-se, nos seguintes encontros: Benavente – Muge (5-1); At. Ouriense – Ferreira do Zêzere (4-0); Goleganense – Mação (0-4); Tramagal – Amiense (0-3); Glória do Ribatejo – Empregados do Comércio (1-3); Pontével – Samora Correia (2-1); e Mindense – Assentiz (0-1). As equipas do U. Tomar, Torres Novas e U. Abrantina folgaram nesta primeira jornada.
Nas restantes cinco partidas, entre formações da II Divisão Distrital, o U. Almeirim (guia da Zona Sul do seu campeonato, que somou o quarto triunfo em outros tantos jogos disputados nesta temporada) foi a Rio Maior golear por 5-1; o Moçarriense bateu o Porto Alto (que partilha também o comando da Zona Sul) por 4-1; o Pego ganhou 2-0 ao Atalaiense (um dos líderes da Zona Norte); o Caxarias venceu a Sabacheira (2-1); por fim, Alferrarede e Pernes (o outro guia da Zona Norte) ambos integrando a série de que faz também parte o U. Tomar) empataram a zero.
Serão apurados para os 1/8 Final da prova – no final das três jornadas desta fase –, os 10 vencedores de série, e os 6 melhores 2.º classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos.
Na próxima semana está de regresso o campeonato. Na I Divisão Distrital, com a realização da quinta jornada da prova, realce para alguns prélios a suscitar particular interesse: desde logo, para os tomarenses, o União de Tomar, jogando novamente em casa, prossegue na sua série de jogos de elevado grau de dificuldade, recebendo a visita do Fazendense, agora 2.º classificado.
Por seu lado, o líder Torres Novas defronta, no seu terreno, o Pontével, ocupando um surpreendente 3.º lugar na pauta classificativa, não obstante os torrejanos sejam, de novo, favoritos.
O aparentemente “revigorado” Cartaxo é anfitrião do Coruchense; em jogos de “tripla”, o Amiense desloca-se a Assentiz, enquanto o U. Chamusca é visitado pelo At. Ouriense; e a U. Abrantina recebe o Benavente. Por fim, salvo grande surpresa, o Mação reúne amplo favoritismo na recepção aos Empregados do Comércio.
No Campeonato Nacional de Seniores, já na sua 7.ª ronda (de um total de 18 jornadas), o Fátima (3.º) joga em casa com o Caldas (6.º), enquanto o Alcanenense (5.º) recebe uma das equipas que reparte a posição de “lanterna vermelha”, Portomosense, pelo que estes dois conjuntos do Distrito poderão somar os três pontos. Mais difícil deverá ser a tarefa do Riachense (a outra formação que se posiciona no fundo da classificação), em deslocação à Lourinhã, para defrontar o Lourinhanense, actual 7.º classificado.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Outubro de 2013)
150 anos da FA (“Football Association”)
Comemoram-se hoje os 150 anos da instituição da FA (“Football Association”) em Inglaterra, a mais antiga associação de futebol do Mundo, constituída numa histórica reunião, realizada em Londres, na “Freemasons’ Tavern”, na Great Queen Street, entre os representantes de 12 clubes (11 dos quais viriam a ser os fundadores), da cidade de Londres e arredores, tendo por objectivo o estabelecimento de um código de regras para a regulação do futebol (até então praticado sob diferentes versões, de clube para clube):
- Barnes FC
- War Office (actual Civil Service FC, o único clube sobrevivente dos 11 fundadores que participaram na reunião inaugural de 1863, tendo celebrado também o seu 150.º aniversário em 2013)
- Crusaders
- Forest (de Leytonstone – posteriormente denominado Wanderers)
- No Names (de Kilburn)
- Crystal Palace (clube distinto do actualmente existente com a mesma denominação, que disputa esta época a “Premier League” inglesa)
- Blackheath
- Kensington School
- Perceval House (de Blackheath)
- Surbiton
- Blackheath Proprietory School
- Charterhouse (clube que, tendo sido representado na reunião, pelo seu capitão, declinaria a adesão à FA).
A FA instituiria, a “FA Cup” (comummente conhecida como Taça de Inglaterra – mais antiga competição de futebol do mundo) oito anos depois, a 20 de Julho de 1871, com a primeira final da competição a ser disputada a 16 de Março de 1872, com vitória dos Wanderers sobre os Royal Engineers por 1-0. Seria necessário esperar ainda mais 16 anos, para, em 1888, ter início a edição inaugural da Liga inglesa de futebol.
A propósito, celebraram-se também, precisamente anteontem, os 156 anos da fundação do mais antigo clube de futebol do Mundo, o Sheffield Foot-Ball Club.
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Paços Ferreira – Dnipro – 0-2
Fiorentina – Pandurii – 3-0
1º Fiorentina, 9; 2º Dnipro, 6; 3º Pandurii e Paços Ferreira, 1
Grupo H
Slovan Liberec – Sevilla – 1-1
Freiburg – Estoril – 1-1
1º Sevilla, 7; 2º Slovan Liberec, 5; 3º Freiburg, 2; 4º Estoril, 1
Grupo I
Lyon – Rijeka – 1-0
Betis – Guimarães – 1-0
1º Betis e Lyon, 5; 3º Guimarães, 4; 4º Rijeka, 1








