Taça das Confederações – 2ª Jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Rússia - N. Zelândia...2-0 1º México2 1 1 - 4-3 4 Portugal - México......2-2 2º Portugal
2 1 1 - 3-2 4 Rússia - Portugal......0-1 3º Rússia
2 1 - 1 2-1 3 México - N. Zelândia...2-1 4º N.Zelândia
2 - - 2 1-4 - México - Rússia........--- N. Zelândia - Portugal.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Camarões - Chile.......0-2 1º Chile2 1 1 - 3-1 4 Austrália - Alemanha...2-3 2º Alemanha
2 1 1 - 4-3 4 Camarões - Austrália...1-1 3º Austrália
2 - 1 1 3-4 1 Alemanha - Chile.......1-1 4º Camarões
2 - 1 1 1-3 1 Alemanha - Camarões....--- Chile - Austrália......---
X Torneio Internacional dos Templários

Cerca de três centenas de “traquinas”, nascidos em 2009 e 2010 (“sub-8”), em representação de 24 equipas, chegados de lés a lés de Portugal – desde o Minho ao Algarve, da Cova da Piedade até Viseu –, assim como da raia espanhola (Badajoz e Mérida), preencheram de cor não só o Estádio Municipal como a própria cidade de Tomar (conjuntamente com as respectivas “claques”, formadas preponderantemente pelos pais e outros familiares), a pretexto do X Torneio Internacional dos Templários em futebol, disputado no passado fim-de-semana, uma iniciativa e organização do União de Tomar que, iniciada em 2007, constitui já uma das principais referências a nível nacional neste escalão etário.
Sob um calor inclemente – no sábado, dia 17, foi batido o “record” de temperatura no mês de Junho em Tomar, com uns tórridos 42,6º –, o que implicou o reforço com “fontes de água” para refrescar os jovens desportistas, que aproveitaram também a zona verde do antigo Parque de Campismo, assim como toda a área envolvente do Parque do Mouchão / Várzea Pequena, junto ao Rio Nabão, nas pausas entre jogos (cada equipa disputou, em ambos os dias, três jogos de vinte minutos cada, com intervalos de cerca de três horas), o Estádio Municipal de Tomar foi palco para um total de 72 desafios.
Esta décima edição – na qual se regista a estreia de uma equipa representativa do F. C. Porto, completando assim o lote dos tradicionais “três clubes grandes” em Portugal –, teve a particularidade de contar, como “Patronos do Torneio”, com dois jovens futebolistas, que fizeram parte da respectiva formação no União de Tomar, que poderão ser exemplos a seguir entre os pequenos atletas, que sonham em fazer carreira nesta modalidade: Diogo Pinto e Vasco Oliveira (ambos com 17 anos), actualmente a representar o Benfica (equipa de juniores, “sub-19”) e o Cagliari, de Itália.
O município nabantino esteve representado por três equipas, duas do União de Tomar e outra da Escola de Futebol de Tomar, tendo o melhor desempenho alcançado consistido no apuramento para os 1/8 de final, pelo conjunto denominado União de Tomar-“Intermarché” (patrocinador principal do evento).
Embora a vertente competitiva não seja, nesta idade, necessariamente, a mais relevante – são predominantes o espírito de grupo, o convívio e a formação de jovens – na classificação final do Torneio, destaque para os cinco primeiros, com os três lugares do pódio a serem ocupados, por esta ordem, pelo Benfica, Sporting e FC Porto (com a turma portista a ser superada, nas meias-finais, pelo grupo leonino, por marca tangencial), seguidos de imediato pelo Louletano e pelo Fabril, do Barreiro.
A grande final do Torneio foi, uma vez mais – como se veio tornando hábito ao longo dos anos – disputada entre Benfica e Sporting, com a turma benfiquista a obter uma soberba goleada, tendo inclusivamente o guardião verde-e-branco, com um par de boas intervenções, evitado que o marcador [7-0] pudesse ter atingido os dois dígitos, o que constituiria excessivamente severa punição para uma equipa que, todavia, não teve possibilidade de contrariar a forte dinâmica do conjunto encarnado, constituído por meninos que revelaram não apenas inegável talento, como uma porventura inesperada “maturidade”, dominando o rival em todos os capítulos do jogo, durante a meia hora de jogo, desde os minutos iniciais até ao instante derradeiro.
(Artigo publicado em “O Templário”, de 22 de Junho de 2017)
Rússia – Portugal (Taça das Confederações – 2ª Jor.)
Rússia – Igor Akinfeev, Roman Shishkin (45m – Aleksandr Erokhin), Georgy Dzhikya, Viktor Vasin, Fedor Kudriashov (83m – Aleksandr Bukharov), Dmitry Kombarov (68m – Dmitry Poloz), Alexander Samedov, Denis Glushakov, Aleksandr Golovin, Yury Zhirkov e Fedor Smolov
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves, Raphaël Guerreiro (65m – Eliseu), Bernardo Silva, William Carvalho, Adrien Silva (83m – Danilo Pereira), André Gomes, Cristiano Ronaldo e André Silva (78m – Gelson Martins)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 8m
Cartões amarelos – Denis Glushakov (26m), Georgy Dzhikya (72m) e Alexander Samedov (76m); Pepe (57m) e Bernardo Silva (71m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Como “da noite para o dia”, tal foi a transformação da selecção portuguesa, entre o jogo com o México e o desta tarde – decorridos apenas três dias -, com as alterações tácticas determinadas por Fernando Santos – com a entrada, como titulares, para além de Bruno Alves, de três “Silvas”: Bernardo Silva, Adrien Silva e André Silva – a resultarem “em cheio”, nas várias vertentes de jogo, quer a atacar, quer a defender.
De facto, se, nas iniciativas de ataque, a equipa se mostrou muito mais solta, com Bernardo Silva, beneficiando da solidez de Adrien Silva, a pautar o jogo a meio-campo, gerando diversos jogadas de desequilíbrio da equipa adversário, e André Silva, assumindo uma posição de referência no ataque, a proporcionar espaços para que Cristiano Ronaldo pudesse surgir, liberto de oposição, como no lance que resultaria no único tento da partida, logo aos 8 minutos, já no sector defensivo, a dupla Pepe – Bruno Alves evidenciaria a consistência que falhara na partida anterior (em parte pela substancial melhoria exibicional de Pepe.
No final, Portugal até ficou aquém do primeiro jogo em número de golos, o que só foi possível pela superior intervenção de Akinfeev, a negar soberanas oportunidades a Cristiano Ronaldo e a André Silva, respectivamente, aos 32 minutos, com uma defesa com os pés, e aos 50 minutos. Acresce ainda o cabeceamento perdulário de Cristiano Ronaldo, aos 63 minutos, numa jogada de golo “fácil”. Não obstante, a dinâmica e controlo do jogo dos portugueses não permitiram que a equipa russa conseguisse esboçar a mínima ocasião de perigo, num primeiro tempo categoricamente dominado pela turma lusa.
Só na fase final da partida, com o meio-campo português a denotar algumas dificuldades a nível físico (em especial o esforçado Adrien Silva), o conjunto da casa conseguiria algumas investidas sobre a zona defensiva contrária, procurando apostar nas bolas bombeadas pelo ar, segmento de jogo em que os centrais portugueses não deram hipótese, curiosamente com a Rússia a criar os maiores momentos de perigo já em tempo de compensação.
Defrontando a equipa anfitriã do torneio – e do Mundial do próximo ano -, a formação nacional atingiu uma exibição categórica, de que resultou um justíssimo, pese embora tangencial, triunfo, o que lhe “entreabre” as portas das meias-finais: bastará empatar com a Nova Zelândia, na derradeira ronda, podendo mesmo vir a garantir o apuramento, em caso de derrota, por exemplo se o México vencer também os russos, ou, alternativamente, se a Rússia bater os mexicanos por maior diferença de golos.
Taça das Confederações – 1ª Jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt Rússia - N. Zelândia...2-0 1º Rússia1 1 - - 2-0 3 Portugal - México......2-2 2º México
1 - 1 - 2-2 1 Rússia - Portugal......--- 2º Portugal
1 - 1 - 2-2 1 México - N. Zelândia...--- 4º N.Zelândia
1 - - 1 0-2 - México - Rússia........--- N. Zelândia - Portugal.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Camarões - Chile.......0-2 1º Chile1 1 - - 2-0 3 Austrália - Alemanha...2-3 2º Alemanha
1 1 - - 3-2 3 Camarões - Austrália...--- 3º Austrália
1 - - 1 2-3 - Alemanha - Chile.......--- 4º Camarões
1 - - 1 0-2 - Alemanha - Camarões....--- Chile - Austrália......---
Portugal – México (Taça das Confederações – 1ª Jor.)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, João Moutinho (58m – Adrien Silva), Ricardo Quaresma (82m – André Silva), André Gomes, Nani (58m – Gelson Martins) e Cristiano Ronaldo
México – Guillermo Ochoa, Carlos Salcedo (67m – Néstor Araujo), Diego Reyes, Hector Moreno, Miguel Layun, Jonathan dos Santos, Hector Herrera, Andres Guardado, Carlos Vela (57m – Giovani dos Santos), Javier Hernández “Chicharito” e Raúl Jiménez (79m – Oribe Peralta)
1-0 – Ricardo Quaresma – 34m
1-1 – Javier Hernández “Chicharito” – 42m
2-1 – Cédric Soares – 86m
2-2 – Hector Moreno – 90m
Cartões amarelos – Adrien Silva (68m) e André Gomes (90m); Andres Guardado (73m)
Árbitro – Néstor Pitana (Argentina)
Não foi uma boa exibição da selecção nacional, no seu jogo de estreia na participação inaugural na Taça das Confederações, prova que reúne os actuais campeões continentais ao Campeão do Mundo em título (Alemanha), para além do país organizador do próximo Mundial (Rússia).
Falhou, sobretudo, o colectivo, denotando falta de coesão do “onze”, numa partida em que as individualidades estiveram acima do conjunto, em que foram patentes – para além de algum desacerto nos lances de finalização -, especialmente, os lapsos e a pouca concentração defensiva, num tão flagrante quão imprevisto contraste face ao encontro de há apenas nove dias, na Letónia.
E, não obstante, Portugal até poderia ter ganho: por duas vezes esteve em vantagem; por outras tantas vezes a podia ter inclusivamente ampliado; por duas vezes consentiu a igualdade, em ambos os casos já na parte final do tempo de jogo (em cada uma das partes), com o derradeiro tento da equipa mexicana a surgir já em tempo de compensação…
Mas, como reconheceu o próprio Fernando Santos, foi a selecção do México a que melhor entrou no jogo, de forma mais incisiva, disputando com garra a generalidade dos lances, e levando a melhor na maior parte deles, pese embora, depois, acabasse também por ser algo inconsequente na sua conversão em jogadas de ataque.
Apenas recorrendo às suas individualidades, Portugal se começaria a impor no jogo, chegando ao golo na sequência de uma excelente abertura de Cristiano Ronaldo, a desmarcar por completo Ricardo Quaresma, a surgir isolado em plena área, com grande frieza, com uma finta de corpo, a tirar do lance o guardião contrário, para, de imediato, praticamente entrar pela baliza dentro.
Uma posição de liderança no marcador que, contudo, apenas perduraria por oito minutos, com a formação lusa a ser penalizada por desatenções defensivas.
Na segunda metade, com os mexicanos, à medida que o tempo ia avançando e o jogo se ia aproximando do seu termo, a mostrarem satisfação com o empate, seria então a equipa portuguesa a arriscar, em busca da vitória, com a opção pela entrada de André Silva – somente a oito minutos do final -, a proporcionar a Cristiano Ronaldo soltar-se mais, configuração táctica que, quase de imediato, apenas quatro minutos volvidos, resultaria no segundo golo da turma lusa.
Quando se pensava que o triunfo estava garantido, acabaria por ser de alguma forma inesperado o restabelecimento da igualdade por parte do campeão da zona da América do Norte, na sequência de um pontapé de canto, uma vez mais com a defensiva portuguesa a conceder demasiadas facilidades, numa altura em que se aguardava já o apito derradeiro do árbitro.
Um encontro que, apesar de tudo, poderá revelar-se útil na construção da caminhada que se pretende nesta competição, pelos ensinamentos que do mesmo poderão ser extraídos. Mas, para que a mesma possa ser bem sucedida, é preciso que a equipa seja muito mais equipa, já no próximo desafio, frente aos anfitriões.
Letónia – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)
Letónia – Andris Vaņins, Vitālijs Maksimenko, Kaspars Gorkšs, Nikita Kolesovs, Vitālijs Jagodinskis, Aleksandrs Solovjovs, Oļegs Laizāns, Jevgenijs Kazacoks (72m – Edgars Vardanjans), Glebs Kļuškins (62m – Davis Indrans), Valērijs Šabala e Dāvis Ikaunieks (68m – Deniss Rakels)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares (71m – Nélson Semedo), José Fonte, Bruno Alves, Raphaël Guerreiro, Gelson Martins (58m – Ricardo Quaresma), William Carvalho, João Moutinho, André Gomes, Cristiano Ronaldo e André Silva (79m – Nani)
0-1 – Cristiano Ronaldo – 41m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 63m
0-3 – André Silva – 67m
Cartões amarelos – Glebs Kluskins (39m) e Oļegs Laizāns (76m); Gelson Martins (55m) e Ricardo Quaresma (90m)
Árbitro – István Kovács (Roménia)
A equipa portuguesa estava, à entrada para este jogo, perfeitamente consciente do que necessitava fazer – ganhar, imperiosamente -, assim como das dificuldades que poderia enfrentar.
A mentalidade ganhadora e a concentração defensiva terão sido factores-chave para que o conjunto luso tivesse superado uma fase inicial menos afirmativa do que se poderia esperar, com vários jogadores aparentemente alheados do jogo, sem conseguir construir jogadas de ataque consequentes.
Mas o grupo nunca de desuniu, nem denotou qualquer sinal de desconfiança, antes sabendo que, com o decorrer do tempo, o seu rendimento tenderia a subir.
Acabou por de alguma forma um lance fortuito a proporcionar a inauguração do marcador, já à beira do termo do primeiro tempo, momento que seria decisivo, uma vez que colocava em causa a estratégia da turma letã, apostada em manter o nulo na sua baliza, na expectativa que pudesse surgir um lance de contra-ataque a seu favor.
O central José Fonte, muito bem colocado, já em plena área contrária, conseguiu desferir um forte cabeceamento, obrigando o guardião da Letónia a defesa de recurso, surgindo, muito oportuno, Cristiano Ronaldo, na recarga, a não perdoar, no que, não obstante, era já a sua terceira tentativa de remate à baliza. O mais difícil estava alcançado.
Curiosamente, a Letónia até começaria por, de alguma forma, surpreender, na fase inicial da segunda metade, aparecendo mais espevitada em campo, a procurar o ensejo de alguma desatenção da defesa lusa, chegando mesmo a colocar à prova Rui Patrício, com intervenção notável, a defender um perigoso remate, na sequência de um livre.
Mas seria “sol de pouca dura” para a selecção da casa; já após uma boa entrada em jogo de Ricardo Quaresma, bastariam cerca de cinco minutos, para, apontando mais dois tentos, o desfecho do encontro ficar sentenciado, com destaque para o 12.º tento de Cristiano Ronaldo (outra de vez de cabeça, praticamente em cima da linha de baliza) – e quinto de André Silva – nos últimos cinco jogos de Portugal nesta fase de qualificação, em que somou outros tantos triunfos.
Até final, o ritmo e intensidade de jogo decairiam naturalmente, não obstante Cristiano Ronaldo ter ainda, por duas ou três ocasiões, procurado chegar ao “hat-trick”.
Sem ter feito uma exibição deslumbrante, a equipa de Portugal mostrou a sua coesão e forte competitividade, ganhando com inteira justiça, de forma categórica, mantendo a sua caminhada rumo à fase final, que, todavia, continua a pressupor vitórias nos quatro desafios que restam, que incluem, em particular, a deslocação à Hungria, e a recepção à Suíça.
Mas, neste grupo, nesta ronda, o grande acontecimento foi mesmo a fantástica vitória de Andorra na recepção à Hungria, com a selecção do principado pirenaico a conseguir alcançar tal proeza, em jogos de cariz oficial, pela primeira vez nos últimos 13 anos (o último triunfo anterior datava de 2004, frente à Macedónia, na fase de qualificação para o Mundial de 2006)!
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Suíça 6 6 - - 12 - 3 18 2º Portugal 6 5 - 1 22 - 3 15 3º Hungria 6 2 1 3 8 - 7 7 4º I. Faroé 6 1 2 3 2 -10 5 5º Andorra 6 1 1 4 2 -13 4 6º Letónia 6 1 - 5 2 -12 3
6ª jornada
09.06.2017 – Andorra – Hungria – 1-0
09.06.2017 – I. Faroé – Suíça – 0-2
09.06.2017 – Letónia – Portugal – 0-3
Liga dos Campeões – Final – Juventus – Real Madrid
Juventus – Gianluigi Buffon, Andrea Barzagli (66m – Juan Cuadrado), Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Dani Alves, Miralem Pjanić (71m – Claudio Marchisio), Sami Khedira, Alex Sandro, Paulo Dybala (78m – Mario Lemina), Gonzalo Higuaín e Mario Mandžukić
Real Madrid – Keylor Navas, Daniel Carvajal, Sergio Ramos, Raphaël Varane, Marcelo, Toni Kroos (89m – Álvaro Morata), Casemiro, Luka Modrić, Isco (82m – Marco Asensio), Karim Benzema (77m – Gareth Bale) e Cristiano Ronaldo
0-1 – Cristiano Ronaldo – 20m
1-1 – Mario Mandžukić – 27m
1-2 – Casemiro – 61m
1-3 – Cristiano Ronaldo – 64m
1-4 – Marco Asensio – 90m
Cartões amarelos – Paulo Dybala (12m), Miralem Pjanić (66m), Alex Sandro (70m) e Juan Cuadrado (72m); Sergio Ramos (31m), Daniel Carvajal (42m), Toni Kroos (53m) e Marco Asensio (90m)
Cartão vermelho – Juan Cuadrado (84m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Confirmando a sua supremacia global na principal prova de futebol de clubes, o Real Madrid, conquistando o seu terceiro troféu nos últimos quatro anos, atravessa novo período hegemónico, tendo sido, paralelamente, o primeiro emblema a conseguir repetir a vitória em duas edições da Liga dos Campeões, sob o seu formato actual.
O marcador final é algo ilusório de facilidades que, apenas na derradeira meia hora se manifestaram. Efectivamente, numa primeira metade bem repartida, e não obstante os espanhóis tenham começado por inaugurar o marcador, a Juventus rapidamente restabeleceria a igualdade, resultado justo com que se chegaria ao intervalo.
No segundo tempo, a toada parecia continuar a ser de equilíbrio, com Keylor Navas a ser colocada a prova, até que, num remate feliz de Casemiro (de longa distância, com um desvio a trair Buffon), o Real Madrid voltou a colocar-se em vantagem.
O segundo tento de Cristiano Ronaldo – que lhe proporcionou o título de melhor marcador da prova pela sexta vez, as cinco últimas de forma consecutiva -, apontado apenas três minutos volvidos, sentenciaria o desfecho desta final.
A expulsão de Cuadrado – forçada por Sérgio Ramos -, a seis minutos do final, numa fase em que a Juventus já se tinha “entregue”, não teve outras implicações que o poder ter contribuído para facilitar o atingir da goleada, por parte dos vencedores.
Com um conjunto muito sólido, que teve a capacidade para contrariar a forte organização italiana (viria a sofrer mais golos neste jogo decisivo do que nos 12 encontros disputados anteriormente, até chegar à final de Cardiff), o Real Madrid foi um justo vencedor, possibilitando também a Cristiano Ronaldo – em grande destaque esta noite – sagrar-se Campeão Europeu pela quarta vez (2008, 2014, 2016 e 2017).
A lista de vencedores, nas 62 edições já disputadas da competição, passou a ser assim ordenada: Real Madrid, 12 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16 e 2016-17); AC Milan, 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07); Liverpool, 5 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84 e 2004-05); Bayern München, 5 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01 e 2012-13); Barcelona, 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15); Ajax, 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95); Inter, 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10); Manchester United, 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08); Benfica, 2 (1960-61 e 1961-62); Nottingham Forest, 2 (1978-79 e 1979-80); Juventus, 2 (1984-85 e 1995-96); FC Porto, 2 (1986-87 e 2003-04); Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Chelsea (2011-12).
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 26 10 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14; 2016-17 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13 FC Porto 16 13 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16 Sporting 16 11 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Braga 2 4 1965-66; 2015-16 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 6 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11; 2016-17 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10







