Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXVII 2016-2017 Benfica V. Guimarães 2-1 LXXVI 2015-2016 Sp. Braga FC Porto 2-2 (4-2 g.p.) LXXV 2014-2015 Sporting Sp. Braga 2-2 (3-1 g.p.) LXXIV 2013-2014 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-2013 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-2012 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-2011 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-2010 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-2009 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-2008 Sporting FC Porto 2-0 LXVII 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 LXIII 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 LIII 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 L 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-1988 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-1976 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 XXXIII 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 XXXI 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-1969 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 XXVI 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-1963 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-1951 Benfica Académica 5-1 X 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 V 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-1942 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-1939 Académica Benfica 4-3
Liga Europa – Final – Ajax – Manchester United
Na final da Liga Europa, hoje disputada em Estocolmo, o Manchester United, sob a direcção técnica de José Mourinho, claramente superior a uma (excessivamente) inexperiente equipa do Ajax (com média etária de menos de 23 anos, a mais baixa de sempre de um finalista europeu), conquistou o troféu, ao vencer por 2-0, com golos de Paul Pogba (18m) e Henrikh Mkhitaryan (48m).
Depois das três vitórias na Taça / Liga dos Campeões Europeus (1968, 1999 e 2008) e do triunfo na Taça dos Vencedores de Taças (1991), o clube inglês entra no restrito lote dos vencedores destas três competições da UEFA (a par do Bayern München, Ajax, Juventus e Chelsea).
Paralelamente, o Manchester United garante também o apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões da próxima temporada.
Por seu lado, este é o quarto título europeu de José Mourinho, em outras tantas finais, depois de ter vencido a Liga dos Campeões em 2004 (FC Porto) e 2010 (Inter) e a Taça UEFA em 2003 (FC Porto).
No Palmarés da prova, após as oito edições já disputadas sob o formato de Liga Europa, são os seguintes os vencedores: Sevilla (2014, 2015 e 2016), Chelsea (2013), At. Madrid (2010 e 2012), FC Porto (2011) e Manchester United (2017).
Nas 51 edições anteriores, com a designação de Taça Cidade das Feiras (até 1971) e de Taça UEFA (de 1972 a 2009), foram vencedores: Valencia (1962, 1963 e 2004), Liverpool (1973, 1976 e 2001), Inter (1991, 1994 e 1998), Juventus (1977, 1990 e 1993) e Barcelona (1958, 1960 e 1966), com três títulos cada; Sevilla (2006 e 2007), Feyenoord (1974 e 2002), Parma (1995 e 1999), Goteborg (1982 e 1987), Real Madrid (1985 e 1986), Tottenham (1972 e 1984), Borussia Mönchengladbach (1975 e 1979) e Leeds (1968 e 1971), cada um com dois troféus; Shakhtar Donetsk (2009), Zenit St. Petersburg (2008), CSKA Moscovo (2005), FC Porto (2003), Galatasaray (2000), Schalke 04 (1997), Bayern München (1996), Ajax (1992), Napoli (1989), Bayer Leverkusen (1988), Anderlecht (1983), Ipswich Town (1981), E. Frankfurt (1980), PSV Eindhoven (1978), Arsenal (1970), Newcastle (1969), D. Zagreb (1967), Ferencvaros (1965), Zaragoza (1964) e Roma (1961).
I Liga / I Divisão – Historial de lugares de honra
Época Campeão 2º 3º 4º 2016-17 Benfica FC Porto Sporting V. Guimarães 2015-16 Benfica Sporting FC Porto Sp. Braga 2014-15 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 2013-14 Benfica Sporting FC Porto Estoril 2012-13 FC Porto Benfica P. Ferreira Sp. Braga 2011-12 FC Porto Benfica Sp. Braga Sporting 2010-11 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 2009-10 Benfica Sp. Braga FC Porto Sporting 2008-09 FC Porto Sporting Benfica Nacional 2007-08 FC Porto Sporting V. Guimarães Benfica 2006-07 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga 2005-06 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga 2004-05 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 2003-04 FC Porto Benfica Sporting Nacional 2002-03 FC Porto Benfica Sporting V. Guimarães 2001-02 Sporting Boavista FC Porto Benfica 2000-01 Boavista FC Porto Sporting Sp. Braga 1999-00 Sporting FC Porto Benfica Boavista 1998-99 FC Porto Boavista Benfica Sporting 1997-98 FC Porto Benfica V. Guimarães Sporting 1996-97 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga 1995-96 FC Porto Benfica Sporting Boavista 1994-95 FC Porto Sporting Benfica V. Guimarães 1993-94 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1992-93 FC Porto Benfica Sporting Boavista 1991-92 FC Porto Benfica Boavista Sporting 1990-91 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1989-90 FC Porto Benfica Sporting V. Guimarães 1988-89 Benfica FC Porto Boavista Sporting 1987-88 FC Porto Benfica Belenenses Sporting 1986-87 Benfica FC Porto V. Guimarães Sporting 1985-86 FC Porto Benfica Sporting V. Guimarães 1984-85 FC Porto Sporting Benfica Boavista 1983-84 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 1982-83 Benfica FC Porto Sporting V. Guimarães 1981-82 Sporting Benfica FC Porto V. Guimarães 1980-81 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1979-80 Sporting FC Porto Benfica Boavista 1978-79 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 1977-78 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 1976-77 Benfica Sporting FC Porto Boavista 1975-76 Benfica Boavista Belenenses FC Porto 1974-75 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1973-74 Sporting Benfica V. Setúbal FC Porto 1972-73 Benfica Belenenses V. Setúbal FC Porto 1971-72 Benfica V. Setúbal Sporting CUF 1970-71 Benfica Sporting FC Porto V. Setúbal 1969-70 Sporting Benfica V. Setúbal Barreirense 1968-69 Benfica FC Porto V. Guimarães V. Setúbal 1967-68 Benfica Sporting FC Porto Académica 1966-67 Benfica Académica FC Porto Sporting 1965-66 Sporting Benfica FC Porto V. Guimarães 1964-65 Benfica FC Porto CUF Académica 1963-64 Benfica FC Porto Sporting V. Guimarães 1962-63 Benfica FC Porto Sporting Belenenses 1961-62 Sporting FC Porto Benfica CUF 1960-61 Benfica Sporting FC Porto V. Guimarães 1959-60 Benfica Sporting Belenenses FC Porto 1958-59 FC Porto Benfica Belenenses Sporting 1957-58 Sporting FC Porto Benfica Belenenses 1956-57 Benfica FC Porto Belenenses Sporting 1955-56 FC Porto Benfica Belenenses Sporting 1954-55 Benfica Belenenses Sporting FC Porto 1953-54 Sporting FC Porto Benfica Belenenses 1952-53 Sporting Benfica Belenenses FC Porto 1951-52 Sporting Benfica FC Porto Belenenses 1950-51 Sporting FC Porto Benfica Atlético 1949-50 Benfica Sporting Atlético Belenenses 1948-49 Sporting Benfica Belenenses FC Porto 1947-48 Sporting Benfica Belenenses Estoril 1946-47 Sporting Benfica FC Porto Belenenses 1945-46 Belenenses Benfica Sporting Olhanense 1944-45 Benfica Sporting Belenenses FC Porto 1943-44 Sporting Benfica Atlético FC Porto 1942-43 Benfica Sporting Belenenses Unidos Lisboa 1941-42 Benfica Sporting Belenenses FC Porto 1940-41 Sporting FC Porto Belenenses Benfica 1939-40 FC Porto Sporting Belenenses Benfica 1938-39 FC Porto Sporting Benfica Belenenses 1937-38 Benfica FC Porto Sporting Carcavelinhos 1936-37 Benfica Belenenses Sporting FC Porto 1935-36 Benfica FC Porto Sporting Belenenses 1934-35 FC Porto Sporting Benfica Belenenses
Resumo:
– Benfica – 36 vezes Campeão / 27 vezes 2º / 15 vezes 3º / 4 vezes 4º classificado
– FC Porto – 27 vezes Campeão / 26 vezes 2º / 13 vezes 3º / 11 vezes 4º classificado
– Sporting – 18 vezes Campeão / 21 vezes 2º / 27 vezes 3º / 12 vezes 4º classificado
– Belenenses – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 14 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
– Boavista – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 2 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– V. Setúbal – 1 vez 2º / 3 vezes 3º / 2 vezes 4º classificado
– Sp. Braga – 1 vez 2º / 1 vez 3º / 12 vezes 4º classificado
– Académica – 1 vez 2º / 2 vezes 4º classificado
– V. Guimarães – 4 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– Atlético – 2 vezes 3º / 1 vez 4º classificado
– CUF – 1 vez 3º / 2 vezes 4º classificado
– P. Ferreira – 1 vez 3º classificado
– Nacional – 2 vezes 4º classificado
– Estoril – 2 vezes 4º classificado
– Barreirense – 1 vez 4º classificado
– Olhanense – 1 vez 4º classificado
– Unidos Lisboa – 1 vez 4º classificado
– Carcavelinhos – 1 vez 4º classificado
I Liga – 2016-17 – Classificação final
Equipa J V E D GM GS P Benfica 34 25 7 2 72 - 18 82 FC Porto 34 22 10 2 71 - 19 76 Sporting 34 21 7 6 68 - 36 70 V. Guimarães 34 18 8 8 50 - 39 62 Sp. Braga 34 15 9 10 51 - 36 54 Marítimo 34 13 11 10 34 - 32 50 Rio Ave 34 14 7 13 41 - 39 49 Feirense 34 14 6 14 31 - 45 48 Boavista 34 10 13 11 33 - 36 43 Estoril 34 10 8 16 36 - 42 38 Chaves 34 8 14 12 35 - 42 38 V. Setúbal 34 10 8 16 30 - 39 38 Paços Ferreira 34 8 12 14 32 - 45 36 Belenenses 34 9 9 16 27 - 45 36 Moreirense 34 8 9 17 33 - 48 33 Tondela 34 8 8 18 29 - 52 32 Arouca 34 9 5 20 33 - 57 32 Nacional 34 4 9 21 22 - 58 21
Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – Sporting – “Play-off” de acesso à Fase Grupos Liga dos Campeões
4º classificado – V. Guimarães – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Sp. Braga – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
6º classificado – Marítimo – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Vencedor da Taça – Benfica
Despromovidos – Arouca e Nacional
Promovidos – Portimonense e D. Aves
Melhores marcadores:
1. Bas Dost – Sporting – 34
2. Tiquinho – FC Porto – 19
3. André Silva – FC Porto e Konstantinos Mitroglou – Benfica – 16
Portugal vence Festival Eurovisão da Canção – 2017

Pela primeira vez na história, Portugal – com uma música de Luísa Sobral, interpretada pelo irmão, Salvador Sobral, “Amar pelos dois” – sagrou-se vencedor do Festival Eurovisão da Canção, disputado em Kiev, na Ucrânia, com um total de 758 pontos, à frente da Bulgária (615 pontos), tendo vencido o voto do júri (com pontuação máxima de 18 dos países), assim como no voto popular (“tele-voto”) dos 42 países concorrentes.
Portugal recebeu 12 pontos do júri dos seguintes 18 países: Arménia, Eslovénia, Espanha, França, Geórgia, Hungria, Islândia, Israel, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Polónia, R. Checa, Reino Unido, S. Marino, Sérvia, Suécia e Suíça. Atribuíram o 2.º posto a Portugal (10 pontos) os seguintes sete países: Alemanha, Bielorrússia, Dinamarca, Macedónia, Malta, Noruega e Ucrânia. Por seu lado, classificaram a canção portuguesa na 3.ª posição (8 pontos) os seguintes seis países: Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Chipre, Estónia e Finlândia. Três países (Austrália, Croácia e Moldávia) deram 7 pontos a Portugal. Albânia e Roménia atribuíram à música de Luísa e Salvador Sobral, 6 pontos. Por fim, a Grécia, Irlanda e Itália atribuíram 5 pontos a Portugal. Apenas a Bulgária e Montenegro não concederam qualquer voto a Portugal.
No que respeita ao “tele-voto” popular (dos 41 países que concorreram com a canção portuguesa), Portugal teve direito a mais 376 pontos (numa distribuição muito equitativa da pontuação nas duas vertentes), face a 337 da Bulgária – acrescendo à vantagem de 104 pontos decorrente do voto do júri, de que resulta a diferença total de 143 pontos favorável a Portugal, a segunda maior de sempre, entre os dois primeiros classificados, na história do Festival da Eurovisão (apenas superada pela Noruega, em 2009).
Portugal obteve 12 pontos do “tele-voto” do público dos seguintes doze países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Islândia, Israel, Lituânia, Noruega, Países Baixos e Suíça. Atribuíram o 2.º posto a Portugal (10 pontos) no “tele-voto” os seguintes oito países: Arménia, Croácia, Estónia, Irlanda, Letónia, Polónia, Suécia e Ucrânia. Por seu lado, classificaram a canção portuguesa na 3.ª posição (8 pontos) no voto popular os seguintes dez países: Azerbaijão, Albânia, Eslovénia, Geórgia, Grécia, Malta, Montenegro, R. Checa, Reino Unido e Sérvia. Oito países (Austrália, Bielorrússia, Bulgária, Chipre, Hungria, Macedónia, Roménia e S. Marino) deram 7 pontos a Portugal, no “tele-voto”. A Moldávia atribuiu à música portuguesa, 6 pontos. Por fim, a Dinamarca e a Itália atribuíram 5 pontos a Portugal.

Esta foi a 49.ª participação de Portugal no Festival, que, até agora, tinha como melhor resultado o 6.º lugar de Lúcia Moniz em 1996 (com “O meu coração não tem cor”).
Nas 62 edições do concurso, a Irlanda venceu por 7 vezes (1970, 1980, 1987, 1992, 1993, 1994 e 1996), seguindo-se a Suécia com 6 triunfos (1974, 1984, 1991, 1999, 2012 e 2015); França (1958, 1960, 1962, 1969 e 1977), Luxemburgo (1961, 1965, 1972, 1973 e 1983) e Reino Unido (1967, 1969, 1976, 1981 e 1997), 5 vitórias cada; Holanda (1957, 1959, 1969 e 1975), com 4; Israel (1978, 1979 e 1998), Noruega (1985, 1995 e 2009) e Dinamarca (1963, 2000 e 2013), 3 vezes cada; Espanha (1968 e 1969), Suíça (1956 e 1988), Itália (1964 e 1990), Alemanha (1982 e 2010), Áustria (1966 e 2014) e Ucrânia (2004 e 2016), duas vezes; Mónaco (1971), Bélgica (1986), Jugoslávia (1989), Estónia (2001), Letónia (2002), Turquia (2003), Grécia (2005), Finlândia (2006), Sérvia (2007), Rússia (2008), Azerbaijão (2011) e Portugal (2017), uma vitória.
Benfica Tetra-Campeão!


Palmarés – Campeões:
Benfica (36) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17
FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Lyon - Ajax 3-1 1-4 4-5 Manchester United - Celta de Vigo 1-1 1-0 2-1
Ajax e Manchester United confirmaram o apuramento para a Final da Liga Europa, numa segunda mão em que – depois de tudo parecer estar decidido -, já próximo do termo dos desafios, o terceiro golo do Lyon e o tento do empate do Celta de Vigo deixaram tudo em suspenso para os derradeiros minutos, com holandeses e ingleses a ter de sofrer muito, enquanto franceses e espanhóis desperdiçaram ocasiões soberanas para inverter o rumo da eliminatória.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total At. Madrid - Real Madrid 2-1 0-3 2-4 Juventus - Monaco 2-1 2-0 4-1
Real Madrid e Juventus garantiram o apuramento para a Final, fase que a equipa espanhola atinge pela terceira vez nas últimas quatro épocas, enquanto os italianos repetem a presença de há duas temporadas.
Nos jogos da 2.ª mão, a Juventus rapidamente confirmou a qualificação, com dois tentos, ampliando a vantagem já adquirida no Mónaco, não tendo os monegascos conseguido melhor que apontar o golo de honra.
Hoje, o Atlético Madrid, com dois golos de “rajada”, aos 12 e aos 16 minutos, ainda chegou a dar a sensação de poder discutir a eliminatória frente ao Real Madrid, mas tinha sempre, sobre si, qual “espada de Dâmocles”, a eventualidade de sofrer um golo que sentenciaria as suas esperanças, o que acabaria por vir a consumar-se, praticamente a concluir a primeira parte.
09.05.1917 – 09.05.2017 – 100 anos da constituição da sociedade Manuel Mendes Godinho & Filhos
Pela mão do patriarca, Manuel Mendes Godinho, foi constituída, a 9 de Maio de 1917 – cumprem-se esta semana cem anos –, a sociedade em nome colectivo Manuel Mendes Godinho & Filhos, tendo por sócios os seus filhos, genros e noras, sedeada em Tomar, cujos fins e objecto eram a continuação da exploração comercial, industrial e agrícola dos estabelecimentos e das propriedades que constituíam o capital comum do sócio fundador e de sua esposa, que estaria na génese do maior grupo empresarial de Tomar e um dos principais em Portugal.
Nascido em Cem Soldos em 1849, Manuel Mendes Godinho daria, com 18 anos – há precisamente 150 anos – os primeiros passos na edificação do empreendimento que se viria a consubstanciar num verdadeiro império industrial (chegando a empregar, nos seus tempos áureos, mais de duas mil pessoas), tendo por capital um burro, iniciando-se nos negócios pela compra e venda de barro cozido, loiças e utensílios para guardar azeite e cereais.
Com notável lucidez, cedo compreendendo a importância da transformação dos cereais em farinha para produção de pão, montou de seguida um moinho, abrindo também uma casa comercial para venda de vinho, aguardente e azeite. Mas o seu primeiro grande “golpe de asa”, em 1888, seria a construção da estrada de Paialvo a Tomar, cujos proventos lhe proporcionariam desenvolver a actividade.
Já depois de ter assegurado a obra de canalização de água da fonte de Marmelais para a Fonte da Prata (1895), viria a realizar, a partir de 1908, grande investimento na aquisição, a João Torres Pinheiro, de todo o conjunto da Levada, em Tomar, compreendendo os lagares e moinhos, a moagem “A Nabantina” (inaugurada em 1883), para além do Açude dos Frades, da levada, e do direito ao uso da água.
Em 1909 deu início à construção da moagem “A Portuguesa” (inaugurada em 1912, manteria ininterrupta a sua laboração até 1999), no terreno do “Lagar d’El-Rei”, para, em 1910, adquirir o edifício e mecanismos da central eléctrica (inaugurada no final de 1900), assim como a concessão da distribuição de energia eléctrica à cidade de Tomar, que manteria até ao início dos anos 50.
Já nos anos 20, viria ainda a iniciar-se nos negócios bancários, numa primeira fase em associação com a Casa Espírito Santo Silva (que estaria na origem da criação do Banco Espírito Santo) e, de seguida, em nome próprio, por via da denominada “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”, na sequência da obtenção do respectivo alvará, em 1925.
Após o falecimento do fundador, em 1924, sucedeu-lhe o filho João Mendes Godinho, que consolidou os negócios, possibilitando superar a grave crise económica mundial de 1929.
Seria já sob a liderança de João Mendes Godinho Júnior, um empreendedor de larga visão estratégica, nascido no final do ano de 1913, neto de Manuel Mendes Godinho, que o “Grupo Mendes Godinho” viria a sofrer decisivo impulso na sua expansão, integrando, na década de 60 do século XX, três fábricas de cerâmica (Tomar – após a aquisição da Cerâmica Prista, em 1950 –, Portela e Palença/Almada), uma fábrica de rações para animais (Vale Florido – Rações Sol), uma fábrica de extração de óleos de bagaço de azeitona (Vale Florido) – sendo o bagaço utilizado como combustível nos fornos das cerâmicas –, duas fábricas de Platex (indústria de placas de fibra de madeira, em Tomar e Nazaré, inauguradas respectivamente em 1961 e em 1967, introduzindo este produto no mercado português), uma fábrica de extracção de óleo de girassol, uma fábrica de colas para construção (Guia, Leiria).
Entretanto, em 10 de Novembro de 1960, por imposição legal, dava-se uma reestruturação societária que viria a ter impacto determinante, com a cisão das actividades industriais do Grupo, transferidas para a nova sociedade então constituída, Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L., passando a Manuel Mendes Godinho & Filhos a centrar-se na actividade bancária (“Casa Bancária”), ao mesmo tempo que detinha participação maioritária na sociedade então constituída (inicialmente, de 90%, passando depois a 75%, sendo as restantes acções detidas pelos membros da família), e mantinha a propriedade de diversos imóveis, nomeadamente os utilizados na actividade da sua participada.
Na sequência da aquisição (em 1964) da cerâmica de Palença, na margem sul do Tejo, viria a ser lançado o ambicioso projecto da unidade industrial de extracção de soja, com silo e cais de embarque/desembarque em águas profundas – um complexo industrial e terminal portuário, possibilitando a acostagem de navios de grande porte, até 80.000 toneladas; a 26 de Outubro de 1973 era constituída a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L., que, iniciando a sua laboração em Setembro de 1975, viria a ser a grande e última “jóia da coroa” do Grupo.
Logo após o 11 de Março de 1975 (por Decreto-Lei de 14 de Março), processava-se a nacionalização da banca em Portugal, arrastando a empresa Fábricas Mendes Godinho – por via da nacionalização da sua sociedade-mãe, a “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”, que nela participava em 75%, a qual, em 1976, seria incorporada por fusão no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, E.P. –, vindo a sociedade a ser ocupada em Julho de 1975, o que viria a gerar um longo período de indefinição e de paralisia a nível de decisões estratégicas, com o Grupo a ser tutelado pelo Banco Espírito Santo e pelo Estado, o que viria a ter graves e irreversíveis efeitos, decorrentes também de uma conjuntura adversa, caracterizada por elevadas taxas de juro, numa fase em que o endividamento cresceu exponencialmente.
A 18 de Maio de 1978, por escritura pública, nascia a “Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho”, que deixaria também marca vincada a nível cultural e desportivo em Tomar.
Após mais de dez anos de gestão pública – e depois de o B.E.S.C.L. ter entretanto procurado alienar a participação de 75% em Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L. na Bolsa de Lisboa, operação que viria a ser anulada pelo Primeiro-Ministro –, em paralelo com uma longa disputa judicial com o Banco e com o Estado, os sócios privados (da família Mendes Godinho) conseguiriam, a 10 de Maio de 1986, em Assembleia Geral, retomar a administração das empresas do Grupo.
Mas os danos provocados pelos anos de indefinição acabariam por determinar a inviabilidade da recuperação das sociedades, até que, em 1993, a falência das unidades industriais de Fábricas Mendes Godinho, S.A. e da sua subsidiária TAGOL levaria à intervenção judicial por parte do líder dos bancos credores (Banco Português do Atlântico).
Ficaria ainda por concretizar um outro grande projecto impulsionado por João Mendes Godinho Júnior nos seus últimos anos de vida, o da navegabilidade do Tejo, que previa a construção de barragens em Almourol e na foz do Alviela (próximo de Vale de Figueira, no município de Santarém) – e ainda, possivelmente, uma terceira, de pequena altura, em Muge –, de forte capacidade de produção de energia, a par de proporcionar a navegação fluvial de grande gabarito europeu (embarcações até cinco mil toneladas), por via de eclusas a construir, com extensão de cerca de 200 metros, largura de 12 metros e profundidade até cinco metros, que possibilitariam significativos ganhos em termos de economia no consumo de combustível, paralelamente a favoráveis implicações de ordem ambiental.
(Artigo publicado nos jornais: “O Templário”, de 11 de Maio de 2017; e “Cidade de Tomar, de 12 de Maio de 2017)





