Grandes clássicos das competições europeias – (12) AC Milan – Ajax

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1968-69 TCE Final AC Milan-Ajax 4-1 (Sant.Bernabéu,Madrid) 1972-73 STE Final AC Milan-Ajax 1-0 Ajax-AC Milan 6-0 1994-95 LCE Grupo Ajax-AC Milan 2-0 AC Milan-Ajax 0-2 1994-95 LCE Final Ajax-AC Milan 1-0 (Ernst Happel, Viena) 2002-03 LCE 1/4 Ajax-AC Milan 0-0 AC Milan-Ajax 3-2 2003-04 LCE Grupo AC Milan-Ajax 1-0 Ajax-AC Milan 0-1 2010-11 LCE Grupo Ajax-AC Milan 1-1 AC Milan-Ajax 0-2 2013-14 LCE Grupo Ajax-AC Milan 1-1 AC Milan-Ajax 0-0 Balanço global J V E D GM GS AC Milan - Ajax 14 5 4 5 12 – 18
Completaram-se já 50 anos do embate inaugural entre estes dois históricos do futebol europeu – com um balanço global igualado, com cinco vitórias para cada um, apenas desnivelado a nível de golos marcados e sofridos – , disputado no Santiago Bernabéu, em Madrid, na primeira de três finais entre AC Milan e Ajax (um “record”, partilhado com o clássico entre Barcelona e Manchester United), sendo que, no caso presente, uma delas corresponde à 1.ª edição, reconhecida pela UEFA, da Supertaça Europeia.
Para marcar presença naquela Final da Taça dos Campeões Europeus, de 1968-69, o Ajax, com Cruijff, necessitara de três jogos – depois de ter começado por ser derrotado, em Amesterdão, por 3-1, “retribuindo” o mesmo resultado no Estádio da Luz – para superar o Benfica, enquanto o AC Milan, em que alinhava Rivera, deixara pelo caminho os dois precedentes Campeões Europeus (Celtic e Manchester United). Mas, nessa noite, a estrela maior seria o italiano Pierino Prati, que obteve o último “hat-trick” numa Final, até à data.
Um pouco mais de quatro anos volvidos – então com o emblema de Amesterdão já coroado “Rei da Europa”, tendo-se sagrado tri-Campeão Europeu, em 1971, 1972 e 1973 -, precisamente em tal contenda, da Supertaça Europeia, a partida da 2.ª mão ficaria marcada pelos 6-0 infligidos pelo Ajax ao AC Milan, no que constitui a maior derrota de sempre de um clube italiano em jogos a contar para competições da UEFA.
A terceira Final entre ambos os clubes, já na era da “Liga dos Campeões”, disputou-se em 1994-95, em Viena, com o Ajax (com Louis van Gaal a orientar uma “geração dourada”, apenas com Danny Blind e Rijkaard acima de 25 anos, numa equipa na qual pontificavam também nomes como os de Seedorf, Davids, os irmãos De Boer, ou o “menino” Kluivert, autor do solitário tento) a conquistar o seu 4.º título de Campeão Europeu, sucedendo precisamente ao AC Milan (treinado por Fabio Capello, com figuras como Maldini, Baresi e Costacurta – e que, na época precedente, goleara o Barcelona por 4-0, em Atenas).
Por coincidência, as duas formações tinham-se cruzado já, nessa mesma época, na fase de Grupos, e, igualmente, com triunfo dos holandeses em ambos os desafios, por 2-0… E, antes de chegar ao encontro decisivo, o Ajax goleara já o Bayern, nas meias-finais, por 5-2!
Curiosamente, AC Milan e Ajax defrontaram-se em jogos a eliminar numa única ocasião, na temporada de 2002-03, tendo, dessa feita, os rossoneri (liderados por Ancelotti, alinhando com Rui Costa) sido mais fortes, apurando-se mercê de um tangencial 3-2 (com o golo decisivo apontado já em período de compensação), após o nulo em Amesterdão. A turma de Milão afastaria ainda, nas meias-finais, o arqui-rival Inter, antes de ganhar a Final, ante outro emblema italiano, Juventus, no desempate da marca de grande penalidade (na sequência do 0-0 no termo do prolongamento), conquistando o seu 6.º troféu de Campeão Europeu.
Para além da época de 1994-95, as duas equipas integraram o mesmo grupo da Liga dos Campeões por três vezes, em 2003, 2010 e 2013.
Logo na temporada de 2003-04, o AC Milan – em defesa do título averbado na época precedente -, ganhou os dois jogos por igual marca (1-0), vencendo o Grupo (tendo o Ajax sido então o último classificado), vindo a sucumbir, inesperadamente, nos 1/4 de final, ante o Deportivo da Coruña, goleado por 4-0, depois de ter vencido por 4-1 na 1.ª mão, numa edição da Liga dos Campeões conquistada pelo FC Porto.
Em 2010-11, ao empate cedido em casa, contrapôs o Ajax novo triunfo em Milão, o que, contudo, seria insuficiente para se qualificar, posicionando-se atrás do Real Madrid e do AC Milan, com os italianos a caírem na ronda imediata (1/8 de final), batidos pelo Tottenham.
Por fim, em 2013-14, duas igualdades nos confrontos directos, repetindo-se o desfecho da ocasião anterior: Ajax (3.º do grupo, atrás de Barcelona e AC Milan), outra vez eliminado; por seu lado, o conjunto de Milão quedar-se-ia, novamente, pelos 1/8 de final, derrotado nos jogos das duas mãos pelo At. Madrid (tendo sido mesmo goleado por 4-1 em Madrid), na caminhada dos colchoneros para a Final de Lisboa, no Estádio da Luz.
O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 13.02.2020)
Antevia-se já que a 18.ª ronda da I Divisão Distrital pudesse vir a ser uma jornada “morna” e assim sucedeu, com a rara conjugação de todos os agora oito primeiros classificados terem vencido os seus desafios, ante os… actuais últimos oito classificados – tendo o Torres Novas ascendido precisamente à 8.ª posição (partilhada com a Amiense), beneficiando do seu triunfo no Pego, em paralelo com a derrota da turma de Amiais de Baixo em Almeirim, perante o guia.
Destaques – A principal nota de realce vai para a vitória do vice-líder, Fazendense, em Samora Correia (agora 10.º) – equipa que não perdia no campeonato há quatro jogos –, por 2-0, no que constitui já o sexto êxito consecutivo do grupo das Fazendas de Almeirim, igualando os notáveis ciclos de Abrantes e Benfica (entre a 2.ª e a 7.ª jornadas) e Coruchense (entre a 9.ª e a 14.ª), registos apenas superados pelo comandante.
Ao contrário do que sucedera no jogo da Taça há três semanas (cujo desfecho, no tempo regulamentar de jogo, fora uma igualdade a dois golos), o U. Almeirim, actuando no seu reduto, não permitiu, desta feita, veleidades ao Amiense – que somava quatro vitórias nas cinco últimas jornadas, sem qualquer derrota –, impondo-se por convincente marca de 4-1, selando o seu 18.º triunfo consecutivo no campeonato, continuando a ampliar o seu impressionante “record”.
Conforme aludido acima, o Torres Novas foi, em função do resultado alcançado, o principal beneficiado desta ronda, tendo vencido, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, no terreno do Pego (o qual somou sétimo desaire sucessivo, onze nas últimas doze jornadas), ascendendo, pois, à primeira metade da tabela, tendo já virtualmente garantida a tranquilidade.
Assinala-se também o triunfo do Cartaxo na Glória do Ribatejo – terceiro em outras tantas rondas da segunda volta –, também por números (3-2) que denotam uma partida disputada; os cartaxeiros (actualmente no 6.º posto, a cinco pontos do Abrantes e Benfica) não terão ainda abdicado de procurar chegar mais acima na pauta classificativa.
Do fim-de-semana anterior vinha já, por antecipação do jogo entre Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica, a vitória, por 1-0, do conjunto abrantino, com os ferreirenses a repetirem, neste início de segunda metade da prova, os desfechos (três derrotas) que haviam registado no arranque do campeonato, mantendo, não obstante, uma confortável margem de segurança.
Confirmações – As equipas do U. Tomar, Coruchense e Mação confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, constituindo-se como maior “surpresa” o facto de a vitória dos maçaenses, na recepção ao Riachense – que acumula já uma terrível série de doze derrotas consecutivas –, ter sido averbada apenas mercê de um solitário tento.
Quanto ao U. Tomar, recebendo o novel emblema de Rio Maior, teve uma das mais descansadas tardes desta temporada: entrando no jogo praticamente a ganhar, dilataria a vantagem ainda cedo, na primeira parte, fixando o que viria a ser o resultado final: 2-0, com golos de Wemerson Silva e de Tiago Vieira (que passam a somar, respectivamente, sete e treze golos no campeonato).
Na segunda metade, pouco indo além da mera gestão do tempo, o conjunto tomarense aproveitou o facto de o adversário, não obstante trocar bem a bola, oferecer pouco perigo, para “repousar”.
Foi também tangencial (2-1) o triunfo do Coruchense na Moçarria, com a formação da casa, que somou quinto desaire sucessivo – tal como o Pego, conta igualmente onze derrotas nas últimas doze jornadas –, a procurar ainda alcançar, enfim, um resultado positivo que possa vir a funcionar como factor de motivação para enfrentar o que resta da época, na tentativa de escapar aos lugares de despromoção.
II Divisão Distrital – A Norte, o Alcanenense, vencedor no reduto do Aldeiense, por 2-0, aproveitou a folga do Entroncamento e a derrota (3-0) do Tramagal nas Caxarias para consolidar a sua posição de liderança. Faltando disputar, à generalidade dos concorrentes, sete jogos, e dispondo agora de uma vantagem de onze pontos sobre o 4.º classificado, a formação de Alcanena pode começar a perspectivar o que poderá ser a sua campanha na fase final da competição.
O outro grande vencedor desta 14.ª jornada foi precisamente o Caxarias, que soma ao seu categórico triunfo (que o coloca a quatro pontos do 3.º lugar, ocupado precisamente pelo rival desta ronda), também a inesperada desfeita sofrida pela equipa “B” do U. Tomar ante a sua congénere de Ferreira do Zêzere (com uma reforçada formação ferreirense a ganhar por 1-0), para se alcandorar ao 4.º posto.
A Sul, quem mais beneficiou dos resultados do fim-de-semana foi o Benavente (goleando por 7-0 nas Fazendas de Almeirim, a equipa “B” do Fazendense, a qual repetiu os números do desaire da ronda anterior, ante o Goleganense), aproveitando as igualdades cedidas por Marinhais (nulo no “derby” de Salvaterra de Magos, ante o Salvaterrense), Pontével e Forense (que empataram entre si a uma bola) para subir ao 3.º lugar, a dois pontos de Marinhais e Pontével (não considerando ainda a vitória do Marinhais em jogo antecipado da 16.ª jornada).
Campeonato de Portugal – Enfrentando positivamente as grandes dificuldades que se antecipavam, a 21.ª jornada acabou por ser bem positiva para os clubes do Distrito: o Fátima, impondo um surpreendente empate (1-1) no terreno do líder destacado, Praiense, o que lhe proporciona, para já, continuar a partilhar o 2.º lugar, com Caldas e B. C. Branco; o U. Santarém, recebendo precisamente a turma caldense, com repartição de pontos, no termo de um empolgante desafio, outra vez com o resultado final a cifrar-se em 3-3 (tal como na semana anterior), no sexto jogo sucessivo de invencibilidade dos escalabitanos, que se mantêm no trio do 13.º a 15.º lugares.
Antevisão – A próxima jornada da I Divisão Distrital apresenta, como “prato forte”, um estimulante embate entre Cartaxo e U. Almeirim, duas das equipas que mais se apetrecharam para esta temporada. Mas há mais motivos de interesse: um confronto, também de desfecho imprevisível, entre Abrantes e Benfica e U. Tomar, e um igualmente aliciante Fazendense-Mação.
No escalão secundário, destacam-se as partidas: U. Atalaiense-Caxarias, Ortiga-Entroncamento e Espinheirense-Forense, com a possibilidade de apuramento para a fase final como pano de fundo.
No Campeonato de Portugal, espera-se que Fátima e U. Santarém possam aproveitar os encontros em que serão anfitriões, respectivamente, do V. Sernache e do U. Leiria, para, tirando partido de fases menos boas que os adversários parecem atravessar, voltar aos triunfos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Fevereiro de 2020)
Óscares – 2020 – Vencedores
E os vencedores dos Óscares foram:
- Melhor filme – “Parasitas” – Parasite
- Melhor realizador – Bong Joon Ho (“Parasitas” – Parasite)
- Melhor actor – Joaquin Phoenix (“Joker”)
- Melhor actriz – Renée Zellweger (“Judy”)
- Melhor actor secundário – Brad Pitt (“Era Uma Vez Em… Hollywood” – Once upon a Time… in Hollywood)
- Melhor actriz secundária – Laura Dern (“Marriage Story”)
Consultar a lista completa aqui.
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 06.02.2020)
Confirmando a muito boa temporada que têm vindo a realizar, os três primeiros classificados do campeonato, U. Almeirim, Fazendense e U. Tomar – três favoritos que, nesta ronda, actuando em terreno alheio, não vacilaram –, reúnem-se também nas meias-finais da Taça do Ribatejo, tendo por parceiro o Samora Correia, equipa que prossegue numa sequência bastante positiva de resultados nas últimas semanas.
Destaques – O Goleganense até vinha de uma goleada de 7-0 frente à equipa “B” do Fazendense, no seu campeonato (escalão secundário), na semana anterior, tendo também goleado, na eliminatória precedente da Taça, o Ortiga, por 5-0; porém, não teve possibilidade de oferecer qualquer resistência perante a máquina “trituradora” em que se parece ter tornado o líder da I Divisão, U. Almeirim, o qual, encarando este desafio com seriedade, impôs um demasiado pesado “placard” de 8-0 na Golegã!
Depois de ter afastado também, já antes, o Amiense (mas, neste caso, apenas no desempate da marca de grande penalidade), os almeirinenses marcam presença nas meias-finais da competição pela primeira vez na última década.
Aí irão encontrar o Fazendense, para dois “derbies”, com o grupo das Fazendas de Almeirim – o mais titulado da prova, sendo o único clube com quatro troféus no seu palmarés – a atingir tal fase pela 5.ª vez nos dez anos mais recentes, depois de ter deixado para trás, sucessivamente, Espinheirense, Abrantes e Benfica e, agora, nos 1/4 de final, a turma da Glória do Ribatejo, onde, num reduto difícil e frente a um adversário também com tradição na Taça, ganhou por categórica marca de 4-1.
Um aliciante embate em perspectiva, em duas mãos, cujos jogos se encontram agendados para os próximos dias 23 de Fevereiro e 15 de Março.
Confirmações – Quanto ao U. Tomar, mantém igualmente uma campanha irrepreensível na Taça do Ribatejo: depois de golear o Marinhais (4-1) e o Coruchense (5-1) nas eliminatórias anteriores, foi agora vencer no terreno do Pego, por 3-1, apurando-se, assim, para as meias-finais, o que consegue pela segunda vez em três anos.
Não obstante, tal como sucedera na partida do campeonato, os pegachos chegaram a assustar, tendo, desta feita, inclusivamente começado por se colocar em vantagem, logo nos minutos iniciais. Apesar de tal contrariedade, os unionistas, fazendo sobressair em campo a grande diferença de potencial entre ambas as formações, conseguiriam, com naturalidade, operar a reviravolta no marcador, para, já no segundo tempo, ampliarem a contagem para 3-1, colocando-se a cobro de qualquer nova surpresa.
O quarto desafio destes 1/4 de final colocava frente-a-frente o Samora Correia e o Torres Novas, tendo os samorenses conseguido, “in-extremis”, inverter a tendência histórica desfavorável ante este oponente, garantindo o apuramento, pela primeira vez nos últimos dez anos, para as meias-finais da Taça do Ribatejo, fase em que encontrarão o U. Tomar.
De facto, tendo os torrejanos marcado, ainda relativamente cedo, o golo que lhes conferiu vantagem, apenas mesmo em cima do final do tempo regulamentar, os visitados conseguiriam restabelecer a igualdade (1-1), forçando assim o desempate da marca de grande penalidade, no qual seriam mais eficazes, dando assim a melhor sequência ao triunfo averbado em Mação na ronda anterior (depois de terem também já afastado, previamente, o Ferreira do Zêzere).
Campeonato de Portugal – O encontro dos dois únicos representantes do Distrito nos Nacionais, entre Fátima e U. Santarém – o qual, à partida, dada a conjuntura actual, se afigurava já de desfecho imprevisível –, acabou por revelar-se um empolgante desafio, com contornos inusuais e envolvendo algum “dramatismo”: depois de os fatimenses terem chegado ao intervalo a ganhar por 3-0, na segunda metade, os escalabitanos, com sensacional recuperação, acabariam por vir a restabelecer a igualdade (3-3 – atingindo assim quinto jogo consecutivo sem perder), tendo o terceiro golo sido apontado já em período de compensação, na conversão de grande penalidade.
Em função deste resultado, o Fátima resiste ainda na 2.ª posição, em igualdade pontual com o Caldas, enquanto o U. Santarém integra um trio, com Oliveira do Hospital e Águeda, entre o 13.º e o 15.º posto, para já com vantagem do clube do Distrito de Coimbra nos critérios de desempate.
Antevisão – Na retoma dos campeonatos distritais, no escalão principal as atenções estarão focadas, principalmente, no U. Almeirim-Amiense (a turma de Amiais de Baixo foi, até agora, a única a não perder com os almeirinenses, nesta temporada) e Samora Correia-Fazendense.
Por seu lado, U. Tomar, recebendo o Rio Maior, e Coruchense, que visita a Moçarria, são favoritos a vencer. Anota-se que esta 18.ª jornada teve já um jogo antecipado, disputado no passado fim-de-semana, tendo o Abrantes e Benfica vencido (1-0) em Ferreira do Zêzere.
Na II Divisão, destacam-se os confrontos Caxarias-Tramagal e Forense-Pontével, para além do “derby” Salvaterrense-Marinhais e do “quase derby”, U. Tomar “B”-Ferreira do Zêzere “B”.
No Campeonato de Portugal, a jornada 21 perfila-se de grau de dificuldade máximo para os clubes do Distrito, que se cruzam com os dois primeiros classificados! O Fátima viaja até aos Açores, para defrontar o líder destacado, Praiense, cabendo ao U. Santarém receber o parceiro dos fatimenses no 2.º lugar, Caldas. Veremos se será possível retirar algo de positivo destes desafios.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Fevereiro de 2020)
Cristiano Ronaldo – Golos
Em dia de aniversário (35.º), a lista detalhada de todos os golos marcados por Cristiano Ronaldo, por clube, competição, jogo a jogo, em grafismo interactivo.
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 30.01.2020)
17 vitórias consecutivas, nas 17 primeiras jornadas do campeonato distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, eis o fantástico feito histórico agora alcançado pelo U. Almeirim, superando a marca de 16 triunfos sucessivos que o Fátima registara nas 16 últimas jornadas da época de 2015-16. Um excepcional registo que poderá não ficar por aqui…
Destaques – O grande realce desta ronda vai para a forma categórica como o líder destacado da prova bateu o já impressionante “record” dos fatimenses, uma vez mais com uma entrada de rompante, resolvendo a contenda ainda antes da meia hora de jogo, acabando por golear por 4-0 em Ferreira do Zêzere, reduto onde não tinha ainda conseguido triunfar, nas duas anteriores visitas que aí fizera na última década. Tendo ampliado para 13 pontos a vantagem sobre o 2.º classificado (faltando agora disputar 13 jornadas), o U. Almeirim pode começar a “encomendar as faixas”.
Nas Fazendas de Almeirim o emblema local conseguiu enfim colocar termo a um longo interregno sem vencer, em casa, o U. Tomar (após três empates, a que se sucederam outras tantas vitórias dos nabantinos, nas seis últimas temporadas), ganhando mercê de um solitário tento, o suficiente para, de forma sensacional, coroando uma notável campanha que tem vindo a realizar, se alcandorar à 2.ª posição, um ponto acima do rival desta ronda e do Coruchense.
Depois da excelente exibição dos unionistas no passado fim-de-semana (ante o grupo do Sorraia) e pese embora tenham voltado a ter maior predomínio em termos de posse de bola e iniciativa atacante, empurrando, em algumas fases, o adversário para a sua zona defensiva, viria a ser o Fazendense a revelar-se mais eficaz, tendo concretizado em golo uma das poucas oportunidades de que dispôs. Os tomarenses, infelizes, acabariam por ver a possibilidade de repartição de pontos esbarrar nos ferros da baliza contrária, mesmo ao “cair do pano”.
Assinala-se também o bom triunfo averbado pelo Torres Novas na recepção ao Mação, com o marcador final a cifrar-se em 3-2, depois de os maçaenses, por duas vezes, terem estado em vantagem, o que deixa o clube que marcou presença nos Nacionais da época passada agora cada vez mais distante de qualquer objectivo concreto para esta temporada, após a eliminação da Taça.
Em função da expressão dos números alcançados, uma nota final ainda para a goleada (7-1) aplicada pelo Cartaxo ao Moçarriense, com a turma do município de Santarém a repetir o desfecho negativo que registara já ante o U. Almeirim (a que acresce ainda o 1-8 consentido em Rio Maior). Em 17 jornadas, o conjunto da Moçarria, que perdeu pela 11.ª vez nos últimos doze jogos, acumula já 50 golos sofridos.
Confirmações – Nos outros quatro desafios, os resultados foram os expectáveis, com as formações mais apetrechadas a vencer com naturalidade.
O triunfo mais apertado foi o do Abrantes e Benfica, frente ao Rio Maior, por tangencial 2-1, o que proporcionou aos abrantinos recolar aos lugares do pódio, agora a três pontos do vice-líder e a dois do duo que partilha o 3.º posto (Coruchense e U. Tomar).
O Amiense obteve uma convincente vitória, por 4-1, ante a Glória do Ribatejo – formação que vinha animada pelos resultados positivos das duas semanas precedentes –, continuando a progredir na tabela, agora somente um ponto abaixo do 7.º classificado (Mação).
Também o Coruchense reagiu positivamente ao desaire sofrido em Tomar, ganhando por 3-1 ao Pego, com os pegachos a somar a sua décima derrota nas últimas onze jornadas do campeonato.
O Riachense, que continua a repartir o último lugar com o Pego, foi igualmente desfeiteado, no seu próprio reduto, perdendo por concludente marca de 0-3 (somando, pois, o seu 12.º desaire consecutivo) ante uma equipa do Samora Correia, ao invés, a atravessar uma fase bem positiva.
II Divisão Distrital – A 13.ª jornada (2.ª da segunda volta) ficou marcada por diversas goleadas, com destaque para os 7-0 com que o Goleganense “brindou” o Fazendense B, os 6-1 do Pontével-Rebocho e do Benavente-Benfica do Ribatejo, os 6-2 do Alcanenense-U. Tomar B ou os 0-4 no Porto Alto-Salvaterrense. Um total de 51 golos em dez jogos, com uma extraordinária média superior a 5 golos, a patentear, porém, alguma falta de competitividade neste escalão.
À parte as goleadas, menção ainda à vitória (3-1) do Marinhais sobre o Forense, duas das equipas que integravam o trio que liderava a série B.
Em função dos desfechos desta ronda, Alcanenense, Entroncamento e Tramagal parecem consolidar-se como principais candidatos ao apuramento, a Norte – agora com a equipa “B” do U. Tomar a seis pontos do 3.º lugar –, enquanto, a Sul, tudo parece bem mais “embrulhado”, com Marinhais e Pontével igualados no comando, com três pontos de vantagem sobre o Forense, e, na perseguição ao 3.º classificado, ainda outros cinco clubes, contidos num intervalo de seis pontos.
Campeonato de Portugal – Acabou por ser positiva a 19.ª jornada para os dois clubes do Distrito, tendo averbado dois empates (ambos a uma bola) ante adversários que apresentavam elevado grau de dificuldade: o Fátima, em Castelo Branco; o U. Santarém, recebendo o histórico Beira-Mar.
Deste modo, os fatimenses (31 pontos) dividem agora a 2.ª posição com o Caldas, tendo os escalabitanos (13.º lugar, com 22 pontos) saltado acima da “linha de água”, pese embora em igualdade pontual com o Águeda, agora a primeira equipa em zona de despromoção.
Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a ter outro interregno, dando lugar a nova entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final da “prova rainha”.
Três dos favoritos serão colocados à prova em deslocações ao terreno dos adversários, sempre de risco inerente, acrescido em competições de cariz eliminatório, respectivamente no Pego-U. Tomar, Glória do Ribatejo-Fazendense e Goleganense-U. Almeirim (com o único resistente do escalão secundário a receber o líder incontestado da divisão principal); o outro embate, entre Samora Correia e Torres Novas afigura-se mais equilibrado, podendo o factor casa vir eventualmente a ter alguma influência.
No Campeonato de Portugal, o calendário ditou, para a 20.ª ronda, um aliciante confronto entre Fátima e U. Santarém, que se oferece, na conjuntura presente, de prognóstico incerto.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Janeiro de 2020)
Nota – Título rectificado, uma vez que, por lapso, foi novamente publicado, na edição impressa do jornal, o título da semana anterior
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 23.01.2020)
Numa eliminatória (1/8 de final) da Taça do Ribatejo marcada pelo equilíbrio (implicando a necessidade de três desempates da marca de grande penalidade, tendo outros três clubes sido apurados mercê de vitórias tangenciais), o U. Tomar esteve em grande evidência, goleando uma equipa que, há apenas quinze dias, partilhava a vice-liderança do campeonato. Em paralelo, após 16 jogos e quatro meses de sucesso absoluto, a marcha triunfal do U. Almeirim foi, enfim, travada, pelo Amiense, que lhe impôs um empate, todavia insuficiente para seguir em frente na prova…
Destaques – Depois do 7-0 com que brindou o Riachense, na semana anterior, um União ao mais alto nível obteve excelente vitória, goleando o Coruchense por 5-1, numa reedição do confronto entre os dois emblemas da época passada, então nos 1/4 de final (na altura, em Coruche, o qual se saldara por uma igualdade a um golo, com a turma do Sorraia mais eficaz no desempate).
Desta feita, com uma exibição categórica, frente a um adversário que nunca “atirou a toalha ao chão”, os unionistas começaram por se colocar em vantagem por 2-0, para, antes do intervalo, consentir o único tento dos visitantes. Não vacilando, com uma entrada fulgurante na segunda metade, os tomarenses rapidamente ampliaram a contagem para 4-1, definindo, desde cedo, o desfecho da eliminatória, acabando por fixar o “placard” (segunda goleada sucessiva, com um total de doze (!) golos marcados em dois jogos) praticamente em cima do minuto 90.
Uma cabal demonstração de força, a evidenciar que a equipa nabantina está preparada para obter sucessos ainda nesta temporada, assim consiga colocar em campo todo o seu potencial.
Dando resposta afirmativa à interrogação que aqui deixara, o Amiense merece também um sublinhado especial, por ter conseguido ser o primeiro clube a interromper, ao 17.ª jogo da época, a saga 100% vitoriosa do U. Almeirim, recuperando de uma desvantagem de dois golos, empatando a 2-2, forçando assim o desempate da marca de grande penalidade, no qual, contudo, não seria feliz, com os almeirinenses a garantir o apuramento para os 1/4 de final da competição.
Noutra “final antecipada”, nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense e o Abrantes e Benfica reencontraram-se – apenas duas semanas depois do jogo entre ambos para o campeonato –, tendo, desta vez, equilibrado forças, com o resultado final de 1-1, mas com os abrantinos completamente perdulários da marca de grande penalidade, tendo os visitados ganho por 3-0 em tal desempate.
A última nota de realce vai para o único embate entre clubes do escalão secundário, com o Goleganense a receber e a golear, de forma peremptória, o Ortiga, ganhando por 5-0, do que decorre também que o grupo da Golegã seja o último resistente da II Divisão ainda em prova.
Surpresa – O desfecho mais surpreendente desta eliminatória chegou-nos de Mação, onde os donos da casa, candidatos à conquista do troféu, se viram inesperadamente afastados pelo Samora Correia, que se superiorizou, vencendo por 2-1.
Confirmações – Nas restantes três partidas os clubes teoricamente com maiores argumentos impuseram o seu favoritismo, mas não sem ter enfrentado grandes dificuldades.
Desde logo, em Torres Novas, os torrejanos sofreram a bom sofrer para levar de vencida uma formação de Rio Maior, que ofereceu notável réplica: depois de ter começado por se ver em desvantagem, devido a um auto-golo, os riomaiorenses operaram a reviravolta no marcador, acabando por vir a ceder apenas nos derradeiros minutos, com os visitados a marcar dois tentos “in-extremis”, o que lhes permitiu reverter a seu favor o marcador, fixando-o em 3-2.
Na Glória do Ribatejo, o grupo local, com alguma tradição na Taça, não deixou escapar a oportunidade de, recebendo um conjunto do segundo escalão, o Pontével, se apurar, mercê de um solitário golo apontado.
Já o Pego (“lanterna vermelha” da I Divisão), no outro desafio envolvendo equipas das duas divisões do Distrital, não conseguiu desfazer o nulo em Alcanena, ante o Alcanenense (guia da Série A da II Divisão), acabando por qualificar-se no desempate da marca de grande penalidade.
Em função dos resultados apurados, e nos termos do sorteio previamente efectuado, teremos o seguinte alinhamento de jogos nos 1/4 de final, agendados já para 2 de Fevereiro: Pego-U. Tomar; Glória do Ribatejo-Fazendense; Samora Correia-Torres Novas; e Goleganense-U. Almeirim.
Campeonato de Portugal – Numa semana em que o Fátima volta a ser notícia e não pelas melhores razões – saída de oito jogadores do plantel, devido a verbas em atraso – o reflexo de tal conjuntura fez-se sentir de imediato, com o desaire caseiro, na recepção ao Caldas, tendo os fatimenses perdido por 1-2. Não obstante mantenha, para já, a 2.ª posição, não será surpreendente se, até final, o clube vier a cair bastante na pauta classificativa.
Também bastante difícil se vem revelando a missão do U. Santarém, na sua luta pela manutenção nos Nacionais: o aparentemente positivo desfecho da partida disputada em Águeda, onde empatou a uma bola, não lhe permitiu, porém, abandonar a zona de despromoção, mantendo-se um ponto abaixo da “linha de água”, traçada precisamente pelo adversário desta ronda.
Antevisão – No principal escalão do Distrital, o “jogo grande” será o Fazendense-U. Tomar, respectivamente 3.º e 2.º classificados, ainda na expectativa do que possa vir a decorrer do Ferreira do Zêzere-U. Almeirim, num reduto onde os almeirinenenses – que procuram fixar um “record” de 17 triunfos consecutivos nas 17 primeiras jornadas do campeonato – não conseguiram vencer nas duas últimas épocas, únicas em que ali se deslocaram nesta década para jogos da I Divisão.
Na II Divisão, teremos um aliciante encontro entre o comandante, Alcanenense, e o U. Tomar “B”, a par do “derby” Tramagal-Alferrarede, em que os tramagalenses são claros favoritos; a Sul, o foco estará, essencialmente, no confronto entre dois dos líderes: Marinhais-Forense.
No Campeonato de Portugal, a 19.ª jornada parece apresentar escolhos significativos aos clubes do Distrito, com o Fátima a deslocar-se a Castelo Branco, para defrontar o Benfica local, já no 4.º posto da tabela, fruto de grande recuperação, somente dois pontos abaixo dos fatimenses, cabendo ao U. Santarém receber a visita do… 3.º classificado, o histórico Beira-Mar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Janeiro de 2020)
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 16.01.2020)
Um total de 16 golos, marcados pelos actuais três primeiros classificados, contribuíram determinantemente (metade da soma global) para que a 16.ª jornada (primeira da segunda volta) fosse, até agora, a mais produtiva do campeonato, com 32 golos, correspondendo a uma média de 4 golos/jogo. Em paralelo, fica também o registo de 16 triunfos consecutivos do líder, igualando a marca alcançada pelo Fátima, nas 16 últimas jornadas da época de 2015-16.
Destaques – A maior goleada da ronda foi averbada pelo U. Tomar, com a vitória por 7-0 ante o Riachense, um “score” que os unionistas tinham registado, pela última vez, há dez anos, ante a ACR da Linhaceira (em jogo da Taça do Ribatejo) e, em campeonatos, já há quase 25 anos, então, na III Divisão Nacional, frente ao Alcobaça (para o Distrital, o último 7-0 a favor dos tomarenses remonta à temporada de 1987-88, com o Abitureiras) – sendo que, mais recentemente (2013-14), o União tinha aplicado “chapa 8” em Santarém, frente aos Empregados do Comércio.
Depois de ter chegado ao intervalo com curta vantagem de dois golos, na segunda metade, aproveitando a quebra do adversário, a contagem subiu com naturalidade, até aos sete (com quase todos os avançados a “picar o ponto” – tentos de Tiago Vieira, Chrystian Pedroso, Wemerson Silva, Leandro Filipe e Pedro Pires, tendo os dois últimos bisado), podendo mesmo ter sido atingidos números ainda mais históricos, de dois dígitos, tal a disparidade entre as duas equipas, atenta a fragilidade patenteada pelo Riachense, que somou a sua 11.ª derrota consecutiva.
Mas, mais relevante e afirmativa foi a goleada (4-0) imposta pelo U. Almeirim ao Abrantes e Benfica, cedo anulando quaisquer veleidades que o adversário pudesse ter de causar surpresa, como que a querer carimbar rapidamente a tal 16.ª vitória sucessiva. Para se aquilatar melhor sobre a expressão deste resultado, recorda-se que, até à data, os abrantinos apenas perderam com outros dois concorrentes (na semana anterior, com o Fazendense, e, antes, com o Coruchense).
Quem prossegue a sua magnífica campanha é o Fazendense, vencedor em sete das últimas oito jornadas, das quais as quatro últimas, ao golear por 5-1 em Rio Maior (rectificando o inesperado empate cedido em casa ante este mesmo adversário, logo no arranque da competição), tendo-se isolado no 3.º posto, a dois escassos pontos do vice-líder, U. Tomar.
Conforme esperado, voltou a haver espectáculo em Mação – numa partida que colocava frente-a-frente os dois últimos Campeões Distritais (se exceptuarmos o actual Campeão em título, U. Santarém) – com os maçaenses a derrotar o anterior 2.º classificado, Coruchense, por convincente 3-1, o que teve por consequência imediata a queda da turma do Sorraia para a 4.ª posição.
Realce ainda, noutra luta, para o importante triunfo (2-0) da formação da Glória do Ribatejo, ante o Ferreira do Zêzere, repetindo a vitória obtida na primeira volta, a conferir aos visitados um grande “balão de oxigénio”, tendo ampliado já para oito pontos a diferença face aos dois últimos.
Confirmações – Nos restantes três encontros os favoritos confirmaram o respectivo estatuto, com o Samora Correia a potenciar o factor casa para bater (2-1) o Torres Novas, que vinha de um desfecho muito positivo em Tomar.
A provar que não há dois jogos iguais, depois do 5-0 no jogo da Taça, o Amiense, tendo voltado a ganhar na Moçarria (quarta vitória em cinco jogos), fê-lo, desta feita, mercê de um solitário tento, com o Moçarriense a somar o 10.º desaire nos últimos onze desafios disputados.
O Cartaxo colocou enfim termo a uma tão longa quão surpreendente seca de triunfos (seis partidas sem ganhar), goleando no Pego por 4-1, com os pegachos, que continuam a partilhar a “lanterna vermelha” com o Riachense, a registar nove derrotas (cinco sucessivas) nas últimas dez rondas.
II Divisão Distrital – A Norte, Alcanenense (3-0 em Ferreira do Zêzere), Entroncamento (2-0 nas Caxarias), Tramagal (4-0 no terreno do Aldeiense) e U. Tomar “B” (2-1 frente à U. Atalaiense) cimentaram, por esta ordem, os quatro primeiros lugares, parecendo ter voltado a fechar-se a disputa pelas três vagas de apuramento para a fase final.
A Sul, com o desaire do Pontével (goleado por 4-0 pelo Espinheirense), o Forense (1-0 na recepção ao Porto Alto) e o Marinhais (2-0 com o Rebocho) aproveitaram para se colar na liderança, agora repartida a três, com o grupo do Espinheiro apenas três pontos atrás, e o Benavente ainda um ponto mais abaixo, em acesa contenda.
Campeonato de Portugal – Tal como aqui alvitrara, a derradeira jornada da primeira volta foi proveitosa para os clubes do Distrito, com o Fátima a ganhar ao Águeda por 2-0, consolidando o seu 2.º lugar (somando 30 pontos, passou a dispor de quatro pontos de vantagem sobre o Beira-Mar e Sertanense), tendo o U. Santarém empatado a uma bola nos Açores, ante o Fontinhas.
Numa série de extremo equilíbrio – com metade da prova disputada apenas seis pontos separam o 3.º do 15.º classificado –, os escalabitanos (no 14.º posto, com 20 pontos) subsistem ainda abaixo da “linha de água”, não obstante em igualdade pontual com a equipa imediatamente acima de tal divisória, o Oliveira do Hospital… e, afinal, somente a três pontos da 8.ª posição.
Antevisão – Neste fim-de-semana os campeonatos distritais têm nova pausa, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo. Ainda com doze clubes do principal escalão em prova teremos nada menos do que cinco embates entre primodivisionários.
Começam por destacar-se os seguintes desafios: Amiense-U. Almeirim (poderão os comandados de Jorge Peralta ser os primeiros a conseguir, no seu temível reduto, travar o caminho triunfal do líder?); U. Tomar-Coruchense (emblemas que repetem o confronto dos 1/4 de final do ano anterior, então em Coruche, eliminatória decidida da marca de grande penalidade); e Fazendense-Abrantes e Benfica (opondo o 3.º ao 5.º classificado do campeonato). Mação (recebendo o Samora Correia) e Torres Novas (que terá a visita do Rio Maior) serão favoritos a avançar na competição.
No Campeonato de Portugal, na abertura da segunda metade da prova, o Fátima recebe o Caldas (actual 7.º classificado), esperando-se que possa somar nova vitória, cabendo ao U. Santarém deslocar-se a Águeda (11.º, apenas um ponto acima na tabela), portanto num encontro com todas as possibilidades em aberto.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Janeiro de 2020)
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 09.01.2020)
Os números são eloquentes: uma fantástica série de 15 vitórias em 15 jogos, o que significa que um imparável U. Almeirim, qual “rolo compressor”, derrotou todos os concorrentes no decurso da primeira metade do campeonato. Beneficiando dos deslizes dos seus principais competidores, vira para a segunda volta com muito confortável vantagem, de onze pontos sobre Coruchense e U. Tomar (treze em relação a Fazendense e Abrantes e Benfica), pelo que só uma – manifestamente imprevisível – “débâcle” lhe poderia ainda vir a retirar o título de Campeão.
Destaques – O primeiro destaque vai para o clássico de maior historial do futebol distrital, entre U. Tomar e Torres Novas, com um balanço global de grande equilíbrio, que, uma vez mais, se fez notar nesta partida, na qual os unionistas não conseguiram traduzir a sua teórica superioridade, tendo consentido uma igualdade a dois golos, desfecho penalizador, que lhes custou atrasar-se ainda mais em relação ao líder, não podendo, em paralelo, beneficiar do empate do Coruchense.
E as coisas até começaram bem para os tomarenses, que cedo se colocaram em vantagem; porém, tal situação seria de curta duração, uma vez que os torrejanos prontamente restabeleceriam a igualdade. O União voltaria a adiantar-se no marcador, na conversão de uma grande penalidade, mas o Torres Novas ripostou de novo, igualmente pela mesma via. Até final, pese embora algum ascendente dos nabantinos, as ocasiões de perigo escassearam, não se tendo alterado o “placard”.
Em Samora Correia, o parceiro de classificação do emblema de Tomar, Coruchense, não foi também além do empate (1-1), num encontro em que, mesmo reduzido a dez unidades, controlou durante a sua maior parte, porém sem conseguir superiorizar-se no marcador.
Apesar de se encontrarem já arredados de maiores aspirações neste campeonato (distam 21 pontos (!) do comandante… e dez do duo que partilha o 2.º lugar), Mação e Cartaxo (que repartem actualmente a 6.ª posição) protagonizaram o mais animado desafio desta última ronda da primeira volta, com sucessivas reviravoltas no resultado, que se fixou num entusiasmante 3-3, o que, por outro lado, constitui o sexto jogo consecutivo dos cartaxeiros sem conseguir ganhar!
De realçar é também a notável campanha que o Fazendense vem realizando, tendo mesmo – em função da tangencial vitória (1-0) sobre o Abrantes e Benfica (sexto triunfo averbado nas sete últimas jornadas) – ascendido ao 4.º posto (em igualdade pontual com esse adversário), somente a dois pontos dos vice-líderes. Apenas com nove golos sofridos, o grupo das Fazendas de Almeirim tem, agora, a segunda defesa menos batida, só superada pelo vizinho U. Almeirim.
Confirmações – Numa ronda em que a principal “surpresa” terá sido o empate arrancado pelo Torres Novas em Tomar, nos outros quatro desafios, os favoritos confirmaram o seu estatuto.
Desde logo, o sensacional U. Almeirim, a completar o seu percurso triunfal durante toda a primeira metade do campeonato, impondo-se na Glória do Ribatejo, não sem ter passado por algumas dificuldades, acabando por ganhar por magro 2-1.
Depois da categórica vitória (5-0) obtida na Moçarria na semana anterior, em jogo da Taça, o Amiense voltou a golear fora de casa, agora no Pego, por 4-1, clube que partilha a indesejada posição de “lanterna vermelha”, tendo perdido oito dos seus nove últimos jogos no campeonato.
Também o Ferreira do Zêzere não desperdiçou a oportunidade para, em dois encontros com dois dos últimos classificados, obter duas vitórias, ambas pelo mesmo “score”, de 3-0, desta feita na Moçarria, ante uma irreconhecível formação do Moçarriense (que tem também em curso um muito negativo ciclo, idêntico ao do Pego, a que acresce a goleada sofrida no jogo da Taça), instalando-se, assim, confortavelmente, a meio da tabela, em igualdade pontual com Amiense e Torres Novas, todos já com uma decisiva margem de 14 (ou doze) pontos face à “linha de água”.
Na “reedição” do confronto da passada semana, entre Rio Maior e Riachense, os riomaiorenses voltaram a vencer (1-0), afastando-se dos dois últimos lugares, enquanto o conjunto dos Riachos viu ampliar-se para nove (dez, contando com o jogo da Taça) a série de derrotas consecutivas, no que constitui o pior registo de entre todos os clubes, na presente temporada, o que se traduz também na última posição que ocupa.
II Divisão Distrital – A grande sensação da derradeira jornada (11.ª) da primeira volta foi a soberba goleada (7-1) aplicada pelo U. Tomar “B” ao Tramagal (anterior vice-líder, agora ultrapassado pelo Entroncamento) – registando-se ainda a singular curiosidade de, numa mesma tarde, terem jogado em Tomar dois dos clubes de maior palmarés a nível distrital, respectivamente Torres Novas (dez vezes Campeão Distrital) e Tramagal (sete títulos de Campeão), ao mesmo tempo dois dos principais rivais históricos do União de Tomar.
A Sul, o Forense (vencedor ante o Benavente, por 2-1) aproveitou a derrota do Marinhais (3-4) no terreno do Espinheirense, também numa empolgante partida, para saltar para o 2.º lugar.
Ambos os líderes, Alcanenense e Pontével – mesmo tendo folgado –, beneficiaram, pois, dos desaires dos anteriores mais próximos rivais (Tramagal e Marinhais) para manter as respectivas posições. Esta ronda veio, por outro lado, “baralhar” as contas do apuramento para a fase final, com vários clubes a (re)entrar na luta: U. Tomar “B”, Caxarias, Espinheirense e Porto Alto.
Campeonato de Portugal – Os clubes do Distrito tiveram um fim-de-semana positivo, na penúltima jornada da primeira volta, com o Fátima, empatando (1-1) no terreno do U. Leiria, a manter o 2.º posto, ao passo que o U. Santarém alcançava um importante triunfo (1-0) sobre o Anadia, igualando o Oliveira do Hospital na zona de fronteira da “linha de água”.
Antevisão – Na abertura da segunda metade do campeonato distrital da I Divisão, avultam os embates U. Almeirim-Abrantes e Benfica e Mação-Coruchense, repetindo-se novamente o “derby” Moçarriense-Amiense, enquanto o U. Tomar recebe o “lanterna vermelha”, Riachense.
No escalão secundário, destacam-se os seguintes desafios: Caxarias-Entroncamento, U. Tomar “B”-U. Atalaiense, Espinheirense-Pontével e Forense-Porto Alto.
No Campeonato de Portugal, a fechar a primeira volta, o Fátima recebe o Águeda (actual 11.º classificado), cabendo ao U. Santarém viajar até aos Açores, para defrontar o último da tabela, Fontinhas, numa ronda que se antecipa possa vir a ser também proveitosa.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Janeiro de 2020)





