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TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (IX)
Igreja de São João Baptista / Igreja Matriz de Tomar
“Planta longitudinal, composta por corpo da igreja rectangular e cabeceira tripla com ábside e absidíolos rectangulares, escalonados e comunicantes, Secretaria (antiga Sacristia), Baptistério, Sacristia e anexos (Sala de Reuniões e vestiário dos padres) rectangulares e pátio interior em L. Massa de volumes articulados, horizontal, com torre sineira verticalista; coberturas diferenciadas de telhado a 2 e 1 água sobre a igreja e coruchéu piramidal sobre a torre sineira.
Fachada principal: orientada, com 3 corpos escalonados, sem divisores; pano central com 2 registos, tendo no 1º portal inscrito em alfiz, flanqueado por pilastras prismáticas com nichos, rematadas por pináculos vegetalistas, unidos superiormente por friso com cimalha flordelizada; as arquivoltas são em arco contracurvado com decoração vegetalista, abrigando tímpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado, sobre arco deprimido da porta; nas enjuntas emblemática de D. Manuel; no 2º registo óculo; remate em empena recta encimada por platibanda rendilhada com flores-de-liz ladeada por pináculos e tendo ao centro nicho com estátua de vulto vestida de armadura rematado por pináculo. Panos laterais cegos. À esq. torre de 2 registos: o 1º de secção quadrangular, vazado por frestas profundas em arco pleno e pequenas janelas rectangulares e quadrangulares, a alturas diferenciadas, tendo sob a cornija de remate 3 tabelas rectangulares contendo emblemática manuelina dispostas em “roquete”; o 2º registo é um corpo octogonal com um relógio a O. e rodeado por ventanas em arco quebrado; remate em cornija com gárgulas cantonais sobre cachorrada encimada por varandim.
Fachada S.: pano da nave lateral tendo no 1º registo portal em arco quebrado de 3 arquivoltas sobre colunelos, os interiores com capitéis vegetalistas, e no 2º 3 frestas emolduradas em arco pleno; remate em cornija; corpo da Secretaria com portal em arco quebrado na face O., a S. 2 vãos altos de moldura quadrangular, 4 janelas de avental com molduras recortadas encimadas por cornijas borromínicas e 1 portal de moldura semelhante às janelas, de acesso a pátio interior onde é visível o absidíolo com fresta e o pano da ábside com contraforte oblíquo e grande fresta em arco quebrado; na face E. 2 janelas de avental; remate em beiral; 2º registo: pano da nave central rasgado por 3 janelas em arco pleno.
Fachada E.: corpo da Sala de Reuniões e ábside, alinhados, com 2 janelas quadradas e 1 óculo, gradeados; remate em empena angular.
Fachada N.: irregular, com pano da nave lateral a que se adossam 2 corpos salientes unidos por portão de ferro e delimitados por cunhais de cantaria: o da esq. com janelas rectangulares gradeadas, rematado em cornija, e o da dir. com porta rectangular aberta no cunhal dir. e janela de moldura recortada em arco rebaixado; remate em cornija sobre consola à dir.; pano da nave, reentrante, com portal de arco trilobado, enquadrado por alfiz e flanqueado por colunelos torsos encimados por nichos, com decoração vegetalista, zoomórfica e heráldica de D. Manuel e de D. Maria; superiormente, à dir., fresta em arco pleno, semi-oculta pelo corpo lateral; no 2º registo pano da nave central com 3 frestas em arco pleno; remate em cornija.
INTERIOR: 3 naves de 5 tramos, com nave central de 2 registos (arcada e clerestório); os arcos formeiros são levemente apontados apoiados nos extremos em meias-colunas e em pilares cruciformes, com 4 colunas embebidas, sendo as transversais de menor secção, com capitéis zoomórficos e fitomórficos, sendo o 1º do lado do Evangelho esculpido no intercolúnio com torsal e na base com cordões, nastros, folhas, esferas, conchas e máscaras; defronte pia de água-benta oitavada decorada com a esfera armilar, o sol e a lua; no último pilar do Evangelho púlpito poligonal com escada de caracol, decorado com heráldica manuelina sob entrançados vegetalistas; a O. guarda-vento sobre o qual se apoia coro em madeira iluminado por óculo, com órgão e porta em arco abatido a que se acede por escada que também conduz à torre.
Parede N.: Baptistério aberto por arco rebaixado de vão largo, gradeado, iluminado por 2 frestas e contendo pia baptismal de linhas simples e um tríptico da Vida de Cristo, e tendo no pavimento lápide sepulcral brasonada e epigrafada de Henrique Correia da Silva e sua mulher Joana de Sousa; porta em arco pleno para corredor e escada da torre; porta da Sacristia de moldura recortada sob cornija em arco rebaixado; porta lateral de arco rebaixado; porta de moldura recortada do vestiário dos padres; capela do Santíssimo Sacramento emoldurada em arco pleno perifericamente com 4 nichos de baldaquinos de concha com pequenas imagens e outro superior ladeado de volutas e fogaréus; o interior é forrado de talha branca e dourada, com Sacrário e Cristo Crucificado, ladeada por 2 portas e 2 janelas de verga recta e coberta por abóbada de berço pintada com 4 medalhões hagiográficos entre grinaldas de flores.
Parede S.: porta lateral em arco rebaixado; porta em arco recto da Secretaria e sala de reuniões; capela de Nossa Senhora de Fátima de enquadramento semelhante à que lhe fica defronte, pouco profunda, com retábulo de talha branca e dourada emoldurando tela das Almas. Cobertura em tecto de madeira, de 3 abas na nave central e uma nas laterais. A E. 3 arcos quebrados com capitéis vegetalistas e antropomórficos, antecedem a capela-mor e os absidíolos, todos cobertos por abóbadas de nervuras com bocetes heráldicos, apoiadas em mísulas; sobre o arco triunfal pequeno óculo; revestimento parietal da capela-mor com azulejos enxaquetados em azul, branco e amarelo e superiormente com painéis e molduras de talha branca e dourada; na parede de fundo retábulo de talha branca e dourada, a envolver altar com embrechados; nas paredes laterais 2 grandes frestas em arco quebrado, no pavimento carneiro de Martim Correia da Silva, capitão-mor de Ceuta e Mazagão. No absidíolo N. altar com retábulo de talha e branca e dourada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, revestimento parietal de azulejos de padrão de camélias, à esq. lápide epigrafada alusiva ao instituidor; à dir. pia de água-benta em concha e passagem para a capela-mor em arco redondo com sanefa de talha branca e dourada a cortar superiormente o vão; no absidíolo S. retábulo de talha branca e dourada com imagem de Nossa Senhora do Carmo e revestimento parietal de azulejos de ponta de diamante; à dir. fresta rectangular e porta de acesso à Secretaria e pátio; à entrada campa brasonada de D. Maria Justa da Cunha e Vasconcelos.
Cronologia: 1178 – 1ª referência documental à “Rua de São Joannes”, atestando a existência de um templo com a mesma invocação do actual; 1430 – a primitiva igreja de São João, gótica, remonta tradicionalmente ao Infante D. Henrique (sendo ainda hoje conhecida como a “antiga capela do Infante”) e fechava o lado E. da pç., na largura das boticas, entre a R. de São João e a Corredoura; por várias vezes surgem referências documentais a reuniões dos homens-bons do Concelho sob o seu alpendre, devendo a igreja ser mais estreita, de uma só nave, segundo vestígios patentes na caixa-murária sob o reboco; séc.16, início – reconstrução da igreja, com reaproveitamento dos portais góticos, colocados na fachada S.; 1510 – no livro de Forais Novos da Extremadura é referido que estavam a terminar as obras de ampliação da Igreja de São João Baptista; 1511 – conclusão da torre sineira, tendo nesse ano começado a ser pagos os ordenados ao vigário; conhecimento de Lopo Diz, almoxarife de Tomar, em como recebeu de Lourenço Godinho uns “ferros dobradeiros pera hóstias” que o rei mandou dar à igreja de São João Baptista; 1512 – data da edícula sepulcral de D. Jorge de Almeida; 1513 – O púlpito é lavrado; 1520 – D. Manuel fez da igreja capela real e elevou-a a Colegiada; 1523 – o relógio, oriundo da Porta do Sol do castelo dos Templários, é colocado na torre sineira, por ordem de D. João III; 1530 – por alvará régio todos os bens da capela de Santa Maria do Castelo passam para a Igreja de São João Baptista; séc.17, inícios – colocação dos altares laterais em cantaria; revestimento da cabeceira com azulejos; séc.18, 1º quartel – demolição do topo facetado da ábside e prolongamento desta em forma rectangular; colocação do retábulo da capela-mor tendo os azulejos sido levantados no local onde foi assente a talha (permanecendo aí alguns vestígios daqueles); séc.18, 2ª metade – construção da capela da Irmandade do Santíssimo pelo desembargador Bernardim Gonçalves de Moura, cavaleiro da Ordem de Cristo; colocação do retábulo nesta capela e na capela colateral do lado da Epístola; 1875 – executam-se obras na igreja, abrindo-se 2 janelas a ladear o pórtico, posteriormente tapadas por se considerarem inestéticas; 1880 – colocação do órgão construído por Gray & Davidson, que substituiu o do séc. 18; 1933/1934 – o pórtico está muito degradado e são necessários vidros nas janelas; 1959 – estado de degradação da torre; 1962 – as cantarias de pedra do portal estão partidas; 1970 – a torre continua degradada, com rebocos caídos, assim como a fachada principal; 1975 – é necessário executar novas cantarias no pórtico; 1977 – os rendilhados do pórtico continuam deteriorados e a esboroarem-se.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (VIII)
Igreja de Santa Maria do Olival
“Planimetria longitudinal, composta por 3 naves, cabeceira tripartida escalonada, com absidíolos quadrangulares e ábside de 5 faces, no alinhamento das naves. Volumes articulados das naves, a central mais alta. Fachada principal rasgada por grande rosácea sobre o pórtico, de arquivoltas quebradas assentes em colunelos reentrantes, munido de gablete com pequeno óculo no tímpano. Fachada E. rasgada, ao nível das naves, por janelas trabalhadas e maineladas e, ao nível do clerestório, por frestas em arco de volta perfeita. Na cabeceira ábside facetada de 5 lumes em lanceta, redforçada por esbarros escalonados; absidíolos de um lume semelhantes às janelas da fachada E..
INTERIOR: 3 naves de 5 tramos cada; pilares cruciformes facetados desprovidos de capitéis, suportando as arcadas quebradas; arcos quebrados na entrada para as capelas da cabeceira precedida por tramo rectangular. Cobertura de madeira nas naves e absidíolos, em abóbada polinervada na ábside. Janelas rasgadas no eixo dos arcos internos e óculo sobre o arco triunfal. Escultura em pedra de Nossa Senhora da Anunciação e púlpito.
Cronologia: 1160 – terá sido reconstruída por Gualdim Pais, Mestre da Ordem do templo; 1195 – Gualdim Pais é sepultado; Séc. 16 – a Igreja terá sofrido profundas alterações; datam desta época o púlpito, a porta de acesso à sacristia, o coro-alto, a alpendrada e respectivas capelas, o jazigo de D. Diogo Pinheiro; 1525 – janela e abóbada da sacristia; Séc. 17 – revestimento de azulejos das capelas do lado S.; Séc. 19 – realizam-se obras de restauro tendo sido destruídas três capelas.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (VII)
Ermida de Nossa Senhora da Conceição
“Planta composta, irregular, longitudinal. Corpo rectangular com transepto ligeiramente saliente e capela-mor prismática. Naves cobertas por telhado de 2 águas, de telha verde, transepto rematado ao centro por cúpula, capela-mor por eirado, em cujo ângulo uma guarita cilíndrica coroa a escada de acesso; uma varanda rasgada por aberturas rectangulares envolve a cúpula, outra o eirado.
A fachada principal, rematada nos cunhais por pilastras jónicas, tem frontão triangular; o transepto é assinalado por frontões triangulares nos alçados N. e S.; no alçado S. rasga-se uma porta encimada por uma das janelas da nave. Todas as janelas têm vãos rectangulares, algumas com enxalço perspectivado. São rematadas por frontões triangulares com denticulado verticular; frontões e prapeitos assentam em mísulas em forma de volutas.
INTERIOR: 3 naves separadas por 2 renques de 3 colunas coríntias, encimadas por entablamento, sobre a qual assentam as abóbadas de berço, pilastras de ordem igual adossadas à caixa murária; 3 tramos separados por arcos torais; transepto inscrito, assinalado pelo entablamento e berços transversais, coroado na zona do cruzeiro por abóbada em barrete de clérigo; capela-mor com ábside em nicho semi-cilíndrico, rematado por concha em quarto de esfera, antecedida por um tramo abobadado, para a qual abrem 2 pequenas capelas.
Cronologia – 1535, c. de – início da construção durante o priorado de Frei António de Lisboa; 1573, c. de – conclusão da obra durante o priorado de Frei Basílio.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (VI)
Edifício dos Paços do Concelho
“Edifício de planta rectangular; volume simples com cobertura em telhado de 4 águas. 3 pisos delimitados por molduras; no alçado E. e O., 3 panos separados por pilastras; o pano central, de maiores dimensões é rasgado por 3 grandes arcadas, no 1º e 2º pisos da fachada principal, por 7 arcos a meio ponto em cada um dos 3 registos da fachada contrária; no último andar da fachada principal rasgam-se janelas de sacada, rematadas por frontão liso saliente, nos 3 corpos da fachada principal, janelas de peitoril nos alçados laterais. As 3 grandes arcadas da fachada principal dão acesso a um átrio, coberto por abóbada de cruzaria de ogivas, alternando com abóbadas a berço, de onde sai a escadaria, que depois de um primeiro patamar se subdivide em 2 lanços divergentes, conduzindo ao andar nobre. Neste destaca-se o grande salão nobre com tecto em masseira, abrindo-se por janelas de sacada para a praça.
Cronologia: Séc. 16, inícios – No reinado de D. Manuel são construídas “as Casas da Câmara e da Audiência, das Sisas e dos Contos”, os actuais Paços do Concelho; na descrição feita no séc. 17 (ROSA, 1982) o edifício apresentava a mesma estrutura de alçados: 3 blocos, correspondentes às 3 casas, em 3 pisos; 1740 – nesta data a divisão funcional das casas divergia: são referidas a Casa da Audiência, a Casa do Senado com o Cartório, a Casa do Açougue; nas obras realizadas uniformiza-se o alçado principal e o acesso às várias casas, rasgam-se as janelas do 3º registo, constroem-se águas-furtadas; 1955 – proposta de alteração da estrutura do telhado de 4 para 12 águas, segundo a primitiva traça, da escadaria e das janelas do r/c. não chega a realizar-se; 1958 – até esta data funcionaram no edifício o Tribunal Judicial e a cadeia; 1971 – proposta para reparar a cobertura; construção de uma cinta de betão armado para travamento das paredes, a nível da cimalha; tectos em masseira na casa da escada e secretaria, idênticos aos já existentes; fornecimento de guarnições e aros em madeira.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
CONCELHO DE TOMAR – FREGUESIAS
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FREGUESIAS
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| Nome | Endereço | Habitantes | Área(ha) |
| Alviobeira | Rua da Escola Nº 6 Alviobeira – 2305-061 ALVIOBEIRA | 635 | 857 |
| Asseiceira | Santa Cita – 2300 ASSEICEIRA TMR | 3 201 | 2 899 |
| Beselga | – 2300 BESELGA TMR | 880 | 1 373 |
| Carregueiros | – 2300 CARREGUEIROS | 1 255 | 1 235 |
| Casais | – 2300 CASAIS TMR | 2 471 | 2 744 |
| Junceira | Serra – 2300 JUNCEIRA | 833 | 1 302 |
| Madalena | – 2300 MADALENA TMR | 3 466 | 3 056 |
| Olalhas | Montes – 2300 OLALHAS | 1 581 | 3 459 |
| Paialvo | – 2300 PAIALVO | 2 850 | 2 226 |
| Pedreira | – 2300 PEDREIRA TMR | 563 | 1 201 |
| Tomar (Sta.Mª dos Olivais) | Voluntário República 121 – 2300 TOMAR | 12 801 | 1 723 |
| Tomar (São João Baptista) | R de S João 86 – 2300 TOMAR | 6 103 | 1 305 |
| São Pedro de Tomar | – 2300 SAO PEDRO DE TOMAR | 3 069 | 3 649 |
| Sabacheira | – 2300 SABACHEIRA | 1 115 | 3 435 |
| Serra | SERRA – 2300 SERRA | 1 299 | 3 352 |
| Além da Ribeira | – 2300 ALEM DA RIBEIRA | 885 | 1 232 |
(Quadro extraído da página da ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses)
Ver também caracterização das freguesias, pelo Governo Civil de Santarém.
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (V)
Convento de Cristo / Mosteiro de Cristo
“Complexo monacal de planta composta, irregular. Volumes articulados, horizontalista e Charola de massa verticalista. Coberturas exteriores diferenciadas em telhados, terraços e coruchéus.
A Charola, poligonal, é o centro do conjunto de edificações, dominando-as visualmente. A N. e E. Sacristia, Claustros do Cemitério e da Lavagem, ruínas dos Paços, Enfermarias, rematando na Sala dos Cavaleiros e na Botica. A O. Igreja, Claustros e dependências conventuais, acompanhando a planta cruciforme dos braços N.-S. e E.-O. dos Dormitórios, no prolongamento da Igreja e do Claustro de Santa Bárbara. A NE. Claustro da Hospedaria, a NO. o da Micha, a SE. o de D. João III, a SO. o dos Corvos. Fachada E.: Botica, no seguimento da muralha, e Sala dos Cavaleiros, no ângulo NE., com fachada dupla sobre embasamento em talude, rasgada por janelas de sacada e encimada por frontões contracurvados. A N. Portaria Real, entre o corpo das Enfermarias e o da Hospedaria, a que se segue a fachada dos Dormitórios, rematada por frontão triangular, e o corpo da Micha, rasgado pela antiga Portaria.
A O. é cercado por muro alto, por trás do qual avulta a cobertura tripartida do Noviciado e a massa prismática das Necessárias. Fachada S. realçada pela arcaria do aqueduto dos Pegões, apoiada em plataforma rusticada, corresponde ao corpo do Claustro dos Corvos, Dormitórios e Claustro de D. João III, este encostado à Casa do Capítulo, assente em embasamento em talude.
IGREJA: Planta composta por 2 corpos diferentes: Charola, actual cabeceia, poligonal, de 16 faces com contrafortes nos ângulos, frestas em panos alternados, cachorrada sob murete rematado por merlões e torre sineira a SE.; e, adossado a O., corpo da nave (coro) rectangular, adaptando-se ao desnível do terreno para O., onde possui 3 registos assentes num forte embasamento e marcados por frisos decorativos envolventes; contrafortes salientes e moldurados, mais robustos nos cunhais das fachadas NO. e SO., revestidos por pujante decoração naturalista e emblemática manuelina, também presente nas molduras das janelas que rasgam a caixa murária, por vezes em associação com elementos platerescos. Portal a S. preenchido com decoração naturalista, grutescos, emblemática manuelina e estatuária de vulto.
INTERIOR: Charola centrada por corpo octogonal vazado de 8 arcos peraltados sobre pilares, com meias colunas adossadas às faces laterais, que recebem a descarga da abóbada anular que cobre o deambulatório; na espessura dos muros rasgam-se capelas; preenchem-na esculturas, painéis e pinturas murais; abre para a nave por grande arco quebrado, sendo esta coberta por abóbada polinervada de combados, com 3 tramos, apoiada em mísulas vegetalistas, emblemáticas e antropomórficas; abarcando 2 tramos o coro-alto, com balaustrada em pedraria sobre parede com porta de acesso a um sub-coro de pé-direito reduzido, (actual Sala do Capítulo), coberta com abóbada abatida, artesoada.
CLAUSTRO DA LAVAGEM: quadrangular, de 2 pisos, o inferior com 5 tramos por ala com arcos quebrados assentes em grossos pilares chanfrados sobre murete: o superior com 6 tramos de arcos quebrados sobre colunas grupadas transversalmente, com capitéis de dupla fiada de colchetes de folhagem; cobertura em tecto de madeira.
CLAUSTRO DO CEMITÉRIO: quadrangular, 1 piso com 5 tramos por ala, de arcadas e suportes idênticos aos do Claustro da Lavagem, mas com colunas duplas com bases e capitéis distintos; pavimento revestido com tampas sepulcrais lisas, numeradas; abóbadas de berço nas 4 alas e de aresta nos cantos. Arcossólios com arcas tumulares a S. e O.. Abrem para este claustro as capelas de S. Jorge, a S. e dos Portocarreiros, a O.
CLAUSTRO DA MICHA: quadrangular, 4 alas com arcos plenos geminados e em asa de cesto nos topos N. das alas E. e O., separados por fortes contrafortes; abóbada polinervada sobre colunas lisas com capitéis de volutas e em mísulas cónicas. A N. Antiga Portaria, de vão rectangular entre colunas coríntias assentes em altos pedestais. Sobre a galeria edifícios de 2 pisos.
CLAUSTRO DOS CORVOS: quadrangular, 2 galerias de dupla arcada separadas por contrafortes, que sobem até ao 3º registo a S. e O.; coberturas e suportes idênticos aos do Claustro da Micha. Rodeiam a quadra 4 corpos de 3 pisos.
REFEITÓRIO: rectangular, com abóbada de berço com nervuras formando caixotões quadrados; 2 janelas maineladas rematadas por 2 vãos rectangulares rasgam a parede S. e 4 janelões rectangulares a E.
DORMITÓRIO: em cruz, com 2 grandes corredores para os quais se abrem as pequenas celas, cobertos por falsa abóbada de berço forrada a madeira apainelada; 3 janelas maineladas, encimadas por meia luneta, rematam os topos N., S. e O.; na intersecção dos corredores um cruzeiro sob cúpula abrindo para uma capela quadrangular, com abóbada de berço com pequenos caixotões com motivos emblemáticos, vegetalistas e figurativos em relevo.
CLAUSTRO DA HOSPEDARIA: quadrado, 4 alas com arcadas duplas, separadas por contrafortes e galerias cobertas por abóbada semelhante à do Claustro da Micha, no 2º registo varandas com colunas sustentando uma arquitrave corrida, à excepção da ala S., destruída; a O., uma 3ª varanda com colunas jónicas e arquitrave, galerias cobertas com tecto de madeira.
CLAUSTRO DE SANTA BÁRBARA: quadrado, com 4 arcos rebaixados por ala, sobre colunas de fuste liso; cobertura de abóbada rebaixada com nervuras e lintéis no lugar dos arcos torais; 2º piso sem cobertura, possuindo, no entanto, colunas e mísulas.
CASA DO CAPÍTULO: composta por vestíbulo quandrangular e nave de 2 registos, rectangular, com ábside poligonal; forte embasamento do lado S. e meio soterrada do lado E., sem pavimento divisor dos 2 pisos primitivos (Capítulo dos Freires, em baixo, e dos Cavaleiros, em cima) e sem cobertura; abóbada de nervuras sobre o vestíbulo, que comunica com a nave por arco geminado.
CLAUSTRO DE D. JOÃO III: quadrado com chanfros nos ângulos, 2 pisos, cobertura em terraço com balaustrada; as 4 alas, com galerias cobertas de abóbadas de nervuras e caixotões, abrem para a quadra alternadamente por arcos de volta inteira e por vãos rectangulares encimados por janela (1º reg.) ou por óculo (2º reg.) entre colunas de ordem dórica (1º reg.) e jónica (2º reg.) de fuste liso que sustentam entablamentos; os 4 ângulos possuem chanfras rectas no 1º piso e convexas no 2º, rematadas por 4 torreões, com escadas helicoidais a NE. e SO. Do primitivo claustro subsistem várias “engras”, vãos rectangulares, nos cantos, com abóbada polinervada descarregando em pilastras. Ao centro da quadra fonte sobre plataforma octogonal.
Cronologia:
1118 – Fundação da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo;
Séc. 12, final – Construção do primitivo oratório templário, num dos ângulos da muralha;
Séc. 13, 2º quartel – Tomar é doada à Ordem do Templo, tornando-se a sua sede militar nacional;
1357 – Torna-se sede da Ordem de Cristo;
Séc. 15, 1ª met. – Obras henriquinas: adaptação do oratório templário, adossando-se um coro com 6,40m X 5,40m; construção de claustros, capela de São Jorge e Paço;
1492 – D. Manuel, Grão-Mestre da Ordem de Cristo desde 1484, reuniu o Capítulo Geral onde decidiu mandar ampliar o Convento;
1499 – São gastos 3.500 reais em obras: melhoramentos na Casa do Capítulo, retábulo do altar-mor, grades de ferro para os arcos da Charola e pintura da mesma, arranjos no coruchéu e no Coro (henriquino), início da construção de nova Casa do Capítulo;
1503 – Nova reunião do Capítulo tendente à Reforma da Ordem, ordenando o Rei expropriar a antiga Vila de Dentro, intra-muros, e encerrar as portas do Sol e de Almedina;
1510 – Início da construção do novo Coro (nave) por Diogo Arruda, a mando de D. Manuel, no local que hoje ocupa, contudo, as medidas apontadas pelo Rei não coincidem com as actuais;
1519 – Primeiras referências documentais da presença de João de Castilho no Convento, respeitantes à construção dos lagares e dos estaleiros onde se lavrava a pedraria para as obras;
1529 – Reforma da Ordem acometida por D. João III a Frei António de Lisboa, que expulsa antigos freires, impõe a clausura e elabora novos estatutos baseados na Regra de S. Bernardo;
1530 – A Reforma espiritual é acompanhada de uma reforma material, tendo início nova campanha obras de João de Castilho: construção do Claustro de D. João III e dos outros a Oeste da Charola;
1533 – Carta de quitação de D. João III que refere as obras feitas por João de Castilho: Coro, Casa para o Capítulo, arco grande da Igreja, portal principal, casas do Aposento da Rainha e obras miúdas;
1548 – João de Castilho constrói os Estudos dos Colegiais, a Cela do D. Prior, o corredor do eirado sobre a Livraria e a escada do Coro e faz os esboços dos espelhos do Noviciado;
1551 – O mesmo mestre de obras constrói a Cozinha, o eirado do andar dos Dormitórios, a varanda da Enfermaria e a Cisterna;
1557 – Início do derrube do Claustro de D. João III e construção de outro, por Torralva, obra interrompida em 1565;
1591 – Conclusão da construção do Claustro principal e obras de remodelação da Charola, por Filipe Terzi;
1618 – Início da construção da Portaria Real, Casa da Escada e Sala dos Reis, por Diogo Marques Lucas;
1686 / 1690 – Remate da fachada das enfermarias e da frontaria da Sala dos Cavaleiros (João Antunes é o mestre das obras das Ordens Militares);
1789 – Abolida a Reforma de Fr. António de Lisboa;
1811 – As tropas francesas ocupam o convento; destruição do Cadeiral de Olivier de Gand;
1834 – Abandono após extinção da Ordem de Cristo;
1837 – Costa Cabral compra parte do convento;
1852 – D. Fernando manda derrubar o piso superior do Claustro de Santa Bárbara e do Claustro da Hospedaria (ala S.) e corredor dos confessionários que lhe passava por cima, para permitir a melhor visualização da fachada O. da nave;
1934 – O Estado compra o Convento aos herdeiros do conde de Tomar;
1969 – Danos na Sala dos Cavaleiros causados por sismo.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (IV)
Castelo de Tomar
“Planta irregular. Cortina de muralhas ameadas sobre forte talude, com seteiras crucíferas nos merlões, circundada por adarve; irregularmente angulosa, é guarnecida de cubelos semicilíndricos e semiquadrangulares, rematada no ângulo SE. por torre de planta rectangular (Torre da Raínha) e no ângulo SO. por torre circular (Torre da Condessa); a Charola reforçava a cortina O.. Uma porta rasga-se do lado S., numa reentrância do pano, entre cubelos rectangulares, a Porta do Sangue, a outra, a porta do Sol, abre para o terreiro, comunicando com uma porta exterior, a porta de Santiago, por calçada que circunda a Alcáçova. Esta, de planta escudiforme, é reforçada a S. por torreão de planta quadrangular, a E. por pesado contraforte triangular; no canto NO. ergue-se a Torre de Menagem, de planta rectangular, em 3 andares. No pano murário da Alcáçova rasgam-se janelas de sacada; o mesmo sucede na cortina que se estende para N., até à fachada do convento. Na Torre da Raínha rasgam-se janelas maineladas, nas 2 faces viradas para a vila.”
“Cronologia – 1160, 1 de Março – Início construção do castelo, segundo inscrição na Torre de Menagem; 1499 – abandono da população que vivia intramuros, por ordem de D. Manuel; 1533, c. de – os” Paços da Raínha” prolongam-se até à muralha e alcáçova (VITERBO, 1899); adaptações feitas no interior da Torre da Raínha, até então conhecida como “torre do relógio”; 1618 – para se construir a portaria filipina é destruída a torre do ângulo NO. da cortina (JANA, 1991)”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (III)
Capela de São Gregório
“Planta centralizada composta pelo octógono da nave e pelo rectângulo da capela-mor, a que se adossa, a E., a sacristia inscrita num quadrado. A nave é encimada por varandim, com remates nos vértices do octógono; a cobertura em cúpula é revestida a cimento, rematado por catavento com cruz; a sacristia é rematada por telhado prismático quadrangular. À fachada S. e E. adossa-se uma galilé, de telhado facetado, assente em arquitrave apoiada em colunas toscanas de fuste liso. A porta da capela de verga e jambas com decoração manuelina rasga-se em frente ao altar-mor. Este abre-se para a nave por arco a meio ponto assente em pilastras. Nave e sacrist ia são cobertas por abóbadas em cúpula; a capela-mor é rematada por abóbada de barrete de clérigo. 3 nichos encimam o altar, um deles com a imagem de São Gregório Nanzianzeno. Azulejos enxaquetados e brancos com cercadura a azul, na capela-mor; na nave, dos 2 lados, painéis setecentistas, a azul e branco, representando um a missa de São Gregório, outro uma cena conciliar.”
“Cronologia – Séc. 16, 1º quartel – construção da capela, feita, segundo a tradição, à custa do povo; 1535 – gastos 600 reais no madeiramento (Anais, 1971).”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (II)
Aqueduto do Convento de Cristo (Troço dos Pegões)
“C. 7 km. de canalização em pedra, coberta a laje, correndo em grande parte ao nível do terreno, c. 400 m. assentes em arcaria, de dimensão e altura variável. Sobre o vale da Felpinheira a cortina compõe-se de 12 arcos de volta redonda, com c. 15 m. na parte mais alta; sobre o vale dos Pegões 58 arcos de volta inteira, que, na zona de maior declive, assentam em 16 arcos quebrados, apoiados em pilares, com a altura máxima de c. de 220 m.; a montante e a jusante 2 mães d’água rematadas por cúpulas e abobadadas no interior resguardam bacias de depuração da água; seguem-se 34 arcos de volta perfeita, que atravessam um vale pouco profundo, e correndo paralelas ao muro da cerca 2 arcaturas com 18 e 13 arcos; finalmente a cortina de 21 arcos também de volta perfeita, rematados pela cruz de Cristo, os últimos adossados à fachada S. do Convento de Cristo.”
“Cronologia – 1595 – Escritura de compra das fontes e do pinhal; início da construção; 1614 – o aqueduto chega à cerca, terminando num tanque de rega; 1617 – prolongamento até ao convento; lavabo dos dormitórios; 1619 – conclusão da obra; construção da fonte do claustro principal; 1752 – exploração de novas nascentes a montante e ligação ao aqueduto construído.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (I)
Cidade de Tomar
“ESTRUTURA URBANA:
Núcleo antigo – planta ortogonal, com os eixos viários dispostos paralelamente às 2 vias principais perpendiculares, a R. Serpa Pinto (antiga Corredoura) e as R. Silva Magalhães e Infantaria 15 (antiga R. Direita).
Núcleo moderno – o mesmo tipo de planta com os eixos viários paralelos às 2 principais ruas que se cruzam na perpendicular – R. Marquês de Pombal e Av. Ângela Tamagnini.
TECIDO CONSTRUÍDO: como núcleo polarizador no desenvolvimento da estrutura urbana da povoação o edifício dos Paços do Concelho e a Igreja de São João Baptista, dos 2 lados da Pç. da República, onde se unem as 2 principais vias – R. Serpa Pinto e antiga R. Direita (Silva Magalhães e Infantaria 15). – A O. da Pç da República e implantados no morro o Convento de Cristo e o Castelo; um pouco mais abaixo, na mesma colina, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição; no prolongamento da R. Infantaria 15, do lado S., na extremidade da Várzea Grande, o Convento de São Francisco; mais para S., junto à saída da povoação desse lado, a Capela de São Lourenço; do lado oposto, no prolongamento da R. Silva Magalhães, do lado N., junto à Várzea Pequena, o antigo Convento da Anunciada Nova; nas imediações, à saída da povoação, a Capela de São Gregório e no topo do morro, a NE., a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. Na margem esquerda do rio Nabão, no início da R. Marquês de Tomar, a Igreja e o antigo Convento de Santa Iria; não muito distante do rio, a O., a Igreja de Santa Maria do Olival. No núcleo antigo da povoação assinala-se ainda a Igreja da Misericórdia, na Av. Dr. Cândido Madureira; as imponente arcarias do alpendre dos Estaus, a antiga albergaria medieval, junto ao curso do rio, no final deste avenida; a Sinagoga, no coração da judiaria, na R. Dr. Joaquim Jacinto; vários edifícios solarengos e habitações de carácter burguês dispersos pela malha urbana.
Cronologia:
1159 – Doação de Tomar aos Templários por D. Afonso Henriques;
1162 – construção do castelo por Gualdim Pais e doação de carta de foral à vila; a povoação desenvolve-se inicialmente na Cerca ou Almedina, intramuros, à sombra de uma 2ª cinta de muralhas entretanto construída, na paróquia de Santa Maria do Castelom, do lado de fora da muralha, na vila de Baixo, na paróquia de Santa Maria do Olival, entre a actual R. da Graça e a Corredoura e ainda a N. do castelo, no arrabalde de São Martinho; com a regularização do curso do rio, a vila cresce para S., para a zona da Ribeira, onde a Ordem tinha já os seus moínhos; aí surgiram os edifícios públicos, no Chão do Pombal;
séc. 13 – construção da Igreja de Santa Maria do Olival;
1314 – extinção da Ordem dos Templários;
1319, 14 de Março – instituição da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, integrando os bens da extinta Ordem do Templo; a nova ordem é instalada em Castro Marim;
1357 – transferência da sede da Ordem de Cristo para Tomar;
séc. 14 – construção da ermida de Nossa Senhora da Piedade;
1417 – o Infante D. Henrique é nomeado Governador e Administrador da Ordem de Cristo;
séc. 15, 1ª metade – construção dos Estaus, junto ao Chão do Pombal, onde existiam os antigos Paços do Concelho, construíndo-se então também, nas imediações, as saboarias e o Hospital de Nossa Senhora da Graça; obras no antigo oratório templário, a Charola, construção dos claustro do Cemitério e da Lavagem, da capela de São Jorge e do Paço;
séc. 15, meados – construção da Sinagoga;
1467 – início da reconstrução da Igreja de São João Baptista;
1499 – a população que vivia dentro do castelo é forçada a abandoná-lo por determinação régia;
1510 – criação da Misericórdia de Tomar;
1510, 1 de Maio – D. Manuel concede a Tomar foral novo;
séc. 15, finais / séc. 16 – 1º quartel – construção da nave adossada à Charola henriquina;
séc. 16, 1º quartel – construção da Capela de São Gregório e da Capela de São Lourenço; construção das Casas da Câmara;
1530, 24 de Junho – reforma da Ordem de Cristo por frei António de Lisboa, transformando-a numa ordem de clausura;
1532 – início das obras de alargamento do Convento;
1535 – início da construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, que parece ter sido pensada como capela sepulcral para D. João III;
1536 – início da construção da Igreja de Santa Iria;
1557 – início da reconstrução do claustro principal do convento de Cristo, interrompida em 1565;
1567 – início das obras da Igreja da Misericórdia;
1567, 22 de Abril – o cardeal D. Henrique concede a Tomar o título de “Notável Vila”;
1573 – conclusão da Capela de Nossa Senhora da Conceição;
1591 – conclusão do claustro principal do convento de Cristo, obras de remodelação da Charola;
1613 – reconstrução da ermida de Nossa Senhora da Piedade;
1618 – construção da Portaria real, casa da escada e sala dos reis;
1625, 7 de Setembro – início da construção do Convento de São Francisco;
1645 – início da construção do Convento da Anunciada Nova;
1672 – construção do hospital da Misericórdia;
1740 – remodelação das Casas da Câmara;
1789 / 1792 – reforma dos Estatutos da Ordem;
1834 – extinção das ordens religiosas;
1844, 13 de Fevereiro – Tomar é elevada a cidade.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)



