Posts filed under ‘Tomar’

"FATIAS DE CÁ" – RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA

Rapariga com brinco de pérola (baseado na obra de Tracy Chevalier) – 25 € – A contratação de uma criada para limpar o estúdio de Vermeer (pintor holandês do séc. XVIII) veio a despoletar a criação de uma obra-prima da pintura. No intervalo, o público partilha o copo d’água da festa de baptizado do novo filho de Vermeer.

1 Maio, 2006 at 9:46 am Deixe um comentário

"FATIAS DE CÁ" – T DE LEMPICKA

T de Lempicka (John Krizanc) – 25 € – Em 1927, a pintora polaca Tamara de Lempicka visita o herói italiano Gabriele d’Annunzio para lhe pintar o retrato. Este, só pensa em seduzi-la. Lá fora, os fascistas de Mussolini ganham força. A casa está prenhe de intrigas políticas e sexuais. A chegada de Tamara provoca resultados explosivos. O público observa a acção da peça seguindo os actores que entram e saem das diversas salas, pelo que, cada espectador, pode escolher a peça que quer ver.

28 Abril, 2006 at 8:45 am Deixe um comentário

"FATIAS DE CÁ" – O NOME DA ROSA

O Nome da Rosa (baseado na obra de Umberto Eco) – 5h18 / 25 € – Em 1327, reúnem-se numa abadia os teólogos do Papa e os do Imperador para discutir a pregação dos franciscanos, que chamam a Igreja de volta à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal. Guilherme de Baskerville, frade franciscano, vê-se envolvido numa verdadeira história policial: um monge morreu misteriosamente nessa abadia, mas é somente o primeiro de sete cadáveres.

27 Abril, 2006 at 8:43 am Deixe um comentário

“FATIAS DE CÁ” – PROGRAMAÇÃO 1º SEMESTRE

Tomar

T de Lempicka – Sábado: 29 de Abril; 6, 13, 20 e 27 de Maio – sempre às 19h18, no Convento de Cristo

O Nome da Rosa – Domingo: 30 de Abril; 7,14, 21 e 28 de Maio; 4, 11, 18 e 25 de Junho – sempre às 18h18, no Convento de Cristo

Rapariga com brinco de pérola – Sábado: 3, 10, 17 e 24 de Junho – sempre às 19h18, no Convento de Cristo

Sonho de uma noite de Verão – Quarta, 21 e 28 de Junho, às 19h18, na Mata dos Sete Montes

Lisboa

Diálogo das Compensadas – Quinta: 27 de Abril; 4, 11, 18 e 25 de Maio – sempre às 21h18, no Castelo de S. Jorge

A Flauta Mágica – Quinta: 1, 8, 15, 22 e 29 de Junho – sempre às 20h, no Castelo de S. Jorge

Coimbra

Inês – Sexta: 2, 9, 16, 23 e 30 de Junho – sempre às 19h18, no Jardim Botânico

Central de Reservas – Tel. 249 314 161
reservas@fatiasdeca.net
http://www.fatiasdeca.net

26 Abril, 2006 at 8:39 am 54 comentários

“FATIAS DE CÁ”

Criado em Tomar em 1979, o “Fatias de Cá” inspira o seu nome no doce conventual local “Fatias de Tomar” cuja receita pode ser considerada uma metáfora do acto teatral: batem-se gemas de ovos demoradamente até obterem um aspecto cremoso e uniforme e vão a cozer em banho-maria numa panela especial até ficarem com a consistência do pão. Fatia-se e frita-se em calda de açúcar.

Actualmente composto por cerca de 133 membros (profissionais e amadores), tendo Carlos Carvalheiro como Director Artístico, e usando como lema uma frase atribuída a Galileu: “Não resistir a uma ideia nova nem a um vinho velho”, tem-se expandido numa perspectiva regional, tendo criado 6 centros de produção teatral, em V. N. Barquinha, Chamusca, Constância, Coimbra, Lisboa e Tomar.

Nesta companhia, de grande “humildade teatral”, segundo Carlos Carvalheiro, “todos fazem tudo”. Nem todos os elementos são profissionais, sendo aceites inscrições para colaboração com o grupo (no final de cada peça, é distribuída um inquérito / ficha de inscrição).

A opção estética do Fatias de Cá assume três vertentes:

– o património, quer o construído quer o paisagístico, é assumido como um espaço teatral privilegiado, tendo em conta o cenário que comporta;

– a partilha com o público de um momento de refeição é assumida como uma forma de sociabilização e de concentração no espaço-tempo convocado pelo espectáculo;

– o acto teatral é assumido como um momento que emocione e divirta.

Nos cerca de 27 anos de vida, utilizando de uma forma interactiva o património (nomeadamente o Convento de Cristo e a Mata dos Sete Montes, por exemplo), o “Fatias de Cá” estreou mais de 30 espectáculos, desde Karl Valentim a Choderlos de Laclos, passando por Dario Fo, Frati, Gil Vicente, Yourcenar, Shakespeare, Lorca, Mozart, Plauto e Ackbourn e participou em Festivais de Teatro por todo o mundo, contribuíndo para tornar Tomar numa cidade de referência a nível cultural.

Em particular, refira-se a estreia, em Agosto de 2000, na Mata dos Sete Montes, em Tomar, do espectáculo “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, e “T de Lempicka”, estreado em 1998, reposto em 2000 e, novamente, em 2003 – peça que o Director Artístico considerou como “a maior experiência teatral da sua vida” (implicando nomeadamente um rigoroso planeamento das várias cenas que decorriam em simultâneo, em diversas salas do Convento de Cristo).

24 Abril, 2006 at 9:16 am 37 comentários

TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIV)

Trechos arquitectónicos que restam dos edifícios dos Estaus, incorporados nos prédios que fazem esquina da Rua Torres Pinheiro para a dos Arcos e a da Saboaria

Estaus.jpeg“3 aduelas de arcos ogivais inscritos na fachada de casas na R. Torres Pinheiro, com vestígios de um pilar e pedestal; 3 outras aduelas e arranque de uma 4ª inscritos em prédios da R. dos Arcos, com vestígios de pilares e pedestais; no cunhal do prédio vêem-se ainda silhares de cantaria inscritos; arco completo do lado oposto da R. dos Arcos, assente em pilares quadrangulares chanfrados nos cantos, apoiados em pedestais.

Cronologia Séc. 15, 1ª metade – construção dos Estaus a mando do Infante D. Henrique; 1549 – em relação feita pelo Dr. Pedro Álvares de Freitas (ROSA, 1965) são referidas as alpendradas “sobradadas”, sob as quais os mercadores armavam as suas tendas, e os aposentos dos Estaus, por cima. A R. de Christus (em 1549 já se chamava R. dos Arcos) ficava a meio dos 2 blocos, com 16 arcos abertos dos 2 lados.”

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

P. S. Um pequeno “incidente” com o sistema de publicação levou à perda do “template”; tive que recorrer para suprir tal problema a uma versão antiga, em que os “links” não se encontram devidamente actualizados. Procurarei repor a situação nos próximos dias…

21 Abril, 2006 at 8:37 am Deixe um comentário

TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XIII)

Roda Hidráulica do Mouchão

Tomar4.gif“Roda de madeira de grande diâmetro, com raios dispostos em torno de um eixo central também em madeira, fixos exteriormente numa roda de 3 aros, unidos por pás às quais se fixam pares de alcatruzes em barro, cada alcatruz com uma capacidade de c. de 5 litros. O eixo assenta num suporte ou “burra” de alvenaria, paralela ao curso do rio e rematada por volutas; o canal que conduz a água à roda é vedado, a montante, por grelha de madeira; o remate do suporte à entrada do canal, desse lado, apresenta um talhamar com a parte inferior arredondada.

Cronologia 1906 – a actual roda foi mandada construir pela Câmara Municipal de Tomar, a partir de um modelo anterior.”

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

20 Abril, 2006 at 8:49 am Deixe um comentário

TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XII)

Parte interna das lojas do prédio que servia de Sinagoga no séc. XV

sinagoga.jpg“De planta quase quadrada e piso inferior ao da rua, a sala que serviu de sinagoga divide-se em 3 naves separadas por 4 colunas cilíndricas segmentadas, com bases chanfradas e capitéis de lavores geométricos e vegetalistas; sobre estas e sobre mísulas prismáticas adossadas às paredes repousa a alta abóbada de arestas. 2 orifícios em cada canto comunicam com o bocal de bilhas de barro, metidas na parede, com função acústica.Uma porta em arco quebrado (do lado de fora lanceolado), aberta a E., era a porta principal da sinagoga. A entrada faz-se hoje por porta de vão rectangular do lado N.. Numa sala de planta rectangular, a O., foram feitas escavações, tendo sido posto a descoberto o “mikveh”, local dos banhos rituais reservados às mulheres.

Cronologia: Séc. 15 (meados) – construção; 1496 – encerramento pelo édito de expulsão dos judeus de Portugal; séc. 16, 1ª metade – cadeia municipal; séc. 16, 2ª metade / 19 – notícia da existência da ermida de São Bartolomeu, na Rua Nova, provavelmente no local da antiga sinagoga; séc. 19 – adaptação a armazém; 1923 – o Dr. Samuel Schwarz compra o imóvel a Joaquim Cardoso Tavares; 1939 – doa a sinagoga ao Estado, com a condição de nele ser instalado um Museu luso-hebraico; 1944 – o Estado compra o prédio do lado, para ampliação do Museu.”

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

19 Abril, 2006 at 12:35 pm Deixe um comentário

TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XI)

Moinhos e Lagares de El Rei

Lagares.jpeg“Planta longitudinal, composta por vários rectângulos adossados; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de 2 e 3 águas.

Fachada principal virada a O., para a levada, constituída por 6 corpos de dimensões diferentes, de empenas agudas, excepto o último, do lado S., que mostra o remate da empena cortado.

Janelas e portas de diferentes dimensões, de verga recta, excepto uma no corpo S., de verga em arco segmentar. Em algumas vergas as iniciais em ferro (JTP) (João Torres Pinheiro) e (JP) e a data 1903. Os 2 últimos corpos do lado S. mostram 2 grandes emblemas régios em cantaria relevada, circundados por moldura rectangular: a esfera armilar, adossada abaixo do remate da empena, o escudo português encimado por coroa fechada, apoiado sobre a empena cortada.

A fachada posterior virada para o curso do rio nada revela de assinalável; no último corpo do lado S. rasga-se grande janela.

INTERIOR: estrutura de asnas em madeira e vigas apoiando o telhado sem forro. Desapareceu todo o equipamento associado à actividade moageira e lagareira inicial.

Cronologia: 1174, Junho – o 1º foral da vila de Tomar refere já a existência de lagares e moinhos; séc. 15 – o canal do Mouchão é regularizado e os lagares de azeite da Ribeira da Vila, conhecidos como da Cruz e de Martim Teles, são remodelados, durante o mestrado do Infante D. Henrique; durante o mestrado do Infante D. Fernando surgiu mais uma unidade lagareira, conhecida como Lagar Novo; séc. 16 – no reinado de D. Manuel foram remodelados e ampliados os moinhos / lagares da Ribeira Velha, Açude de Frades e engenhos hidráulicos, pela Ordem de Cristo, passando a ser designados por lagares de El-Rei; 1500 – existiam na Ribeira da vila os lagares de Santiago, de Martim Teles, da Cruz, Novo, pertença da Mesa Mestral; fizeram-se 2 casas de Pisões e uma Alcaçaria na Ribeira da vila; 1529, 10 de Outubro – D. João III autoriza o Prior do Convento de Cristo, Frei António de Lisboa, a fazer um lagar na Alcaçaria; 1530 – é acrescentada uma pedra ao Lagar de Martim Telles; 1539, 27 de Novembro – D. João III doa ao Convento o Lagar de Martim Telles e os da Mesa Mestral, à excepção da Casa da Tulha; 1541, 6 de Junho – Frei António de Lisboa recebe do comendador de Cem Soldos o Lagar de Secretário, por troca com várias terras; 1546, 16 de Abril – são acrescentadas 2 pedras, uma no Lagar do Secretário, outra no Lagar Novo; 1551 – D. João III manda fazer o Lagar de Pedro de Évora, usando parte da pedra arrancada ao lagar do Picamilho pela cheia de 1550; o Lagar da Madeira é feito no mesmo local, por ordem régia; 1553, 24 de Novembro – o Lagar de Martim Telles é aumentado; séc. 18 – reparação e conservação da ponte manuelina, moinhos e lagares da Levada; 1707 – reconstrução do Lagar de El-Rei (assinalada numa lápide outrora aí existente); 1710, 22 de Janeiro – os lagares da Ribeira da vila estavam arrendados a António da Costa; 1730, 28 de Junho – o Convento arrenda os moinhos da Ribeira da vila a Manuel Gonçalves, sendo o arrendamento renovado em 1732 e 1734; 1835 – com a extinção da Ordem de Cristo, são postos em hasta pública os seus bens, entre os quais se contavam, começando do lado N., os moinhos da vila, o Lagar do Alcaide, o Lagar do Secretário ou Lagar Francisco da Mota, o Lagar da Cruz, o Lagar Novo, o Lagar de Martim Telles, o Lagar de Pedro de Évora, o Lagar do Alcaide, o Lagar de El-Rei com a Casa das Tulhas anexa; 1837, 9 de Novembro – os lagares e moinhos são arrematados por Francisco da Mota e José António da Silva; 1903, 23 de Abril – a parte de Francisco da Mota, herdada por Maria Cristina e Eloísa Tamagnini de Magalhães, é vendida a João Torres Pinheiro, que fica co-proprietário de José de Melo a quem José da Mota e Silva doara parte do seu quinhão; 1908, 23 de Janeiro / 1913, 15 de Agosto – Manuel Mendes Godinho adquire a totalidade dos lagares e moinhos da Ribeira da vila; 1931 – instalação da moagem “Portugália” no lugar do antigo lagar de El-Rei.”

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

18 Abril, 2006 at 8:38 am Deixe um comentário

TOMAR – INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (X)

JanelaCunhal.jpegJanela de cunhal quinhentista

“Janela de cunhal, com sacada decorada com grelha em cantaria, coluna jónica de fuste estriado, no vértice, a servir de mainel, frontão triangular ornado com dentículos.

Cronologia: Séc. 16, 1º terço – a janela pertencia às casas que o Dom Prior do convento tinha na vila; c. 1920 – salva da demolição pela União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, é integrada no Edifício do Turismo.”

(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

17 Abril, 2006 at 8:37 am Deixe um comentário

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