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JÁCOME RATTON (I)

Jácome Ratton nasceu a 7 de Julho de 1736 em França, na cidade de Monestier de Briançon, vindo ainda jovem para Portugal, acompanhando os pais, Jacques Jácome Ratton e Françoise Bellon.
Os progenitores estabelecer-se-iam como comerciantes (importadores – exportadores), inicialmente no Porto (em sociedade com Jácome Bellon, tio de Jácome Ratton, o qual havia já estabelecido uma casa de comércio no Porto).
Pouco depois, viriam a alargar a sua actividade a Lisboa, onde se fixaram em 1747 (operando como agentes marítimos de grande número de casas francesas, inglesas e holandesas), altura em que o filho chegou a Portugal, aqui completando a sua educação, orientada no sentido do comércio.
Casou em 1758 com Ana Isabel Clamouse, filha do cônsul francês no Porto, Bernardo Clamouse.
Optaria pela nacionalidade portuguesa na sequência da participação portuguesa na Guerra dos Sete Anos (1762).
Em 1764, começou por projectar uma fábrica de chitas, logo seguida de uma fábrica de papel e de fábricas de chapéus finos (em Elvas e em Lisboa), diversificando as suas actividades, inclusivamente com a exploração de marinhas de sal na Barroca de Alva (Alcochete) e plantação de árvores exóticas (introduzindo em Portugal o eucalipto), associando-se ao período de fomento industrial pombalino.
GUALDIM PAIS (II)
Como recompensa pelo apoio dos Templários na conquista de Santarém (em 1147), D. Afonso Henriques doaria ao seu Mestre, Gualdim Pais, no ano de 1959, o Castelo de Cera (actual Ceras).
Dado o seu mau estado de conservação, Gualdim Pais decidiu-se pela construção de um novo Castelo, iniciando-se, em 1160, a construção do Castelo de Tomar, onde seria estabelecida, dois anos depois, a sede da Ordem dos Templários.
Viria a fundar também os Castelos de Pombal (1161), Almourol, Idanha e Monsanto.
Entre 1169 e 1184, manteve-se ao serviço de D. Afonso Henriques, comandando diversos ataques aos Mouros, conquistando novas terras.
Em 1190, um rei Mouro atravessou o Tejo e tomou Torres Novas, cercando Tomar. Apesar de já com mais de 70 anos, Gualdim Pais teria ainda um papel predominante na defesa do Castelo e no rechaçar do adversário, que conseguira entretanto chegar até Pombal.
Desde Outubro de 1195, repousa na Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar.
Adaptado de: “Os 800 anos da Morte de Gualdim Pais”, de Albertino Ferreira, in “Correio de Pombal”
GUALDIM PAIS (I)
Gualdim Pais foi o quarto Mestre dos Templários em Portugal. Nasceu provavelmente em Amares, nos arredores de Braga, em 1118, filho de Paio Ramires, um cavaleiro nobre do Condado Portucalense, que apoiaria D. Afonso Henriques na rebelião contra a sua mãe, D. Teresa, em 1128.
Cresceu na companhia de D. Afonso Henriques, que o ordenou cavaleiro na Batalha de Ourique em 1139.
Seguiu depois em cruzada à Palestina, onde permaneceu 5 anos, distinguindo-se no cerco a Gaza.
Após o regresso, aparentemente já como Templário, combateu nas lutas pela reconquista do território entre Coimbra e Leiria, então a fronteira com as terras sob domínio Mouro.
Por volta de 1152, D. Afonso Henriques nomeou-o Comandante ou Mestre da casa da Ordem em Braga (primeiro quartel-general dos Templários).
Assumiria, quatro anos depois, em 1156, o cargo de Grande Mestre da Ordem do Templo, com a missão de defender a região entre Soure e a fronteira do Rio Tejo.
FERNANDO LOPES GRAÇA (III)
A par da sua vastíssima e extremamente diversificada produção vocal, escreveu música para piano e outros instrumentos, tais como guitarra e violino, música de câmara e música sinfónica.
Entre as mais valiosas, destacam-se: 11 Glosas; Para uma Criança que Vai Nascer; Bosquejos (para orquestra de arcos); o ciclo de canções As mãos e os Frutos; Canto de Amor e de Morte (para conjunto instrumental); Cantata Melodrama D. Duardos e Flérida; Concerto de Violoncelo, escrito a pedido do célebre violoncelista soviético Rostropovitch (por este interpretado em 1969); o Quarteto de Cordas, com o qual ganharia o Prémio Rainier III de Mónaco.
Em 1973, inicia a publicação das «Obras Literárias» (Editora Cosmos) em 18 volumes.
Em 1974, assumiria a presidência da Comissão para a Reforma do Ensino Musical criada pelo Governo Provisório da Revolução de Abril.
Em 1980, recebe do Presidente da República Mário Soares o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada.
Em 1981, é convidado pelo governo húngaro para as Comemorações do Centenário do nascimento de Béla Bartók.
Ao longo da sua carreira, dedicaria também muitas páginas às crianças, por exemplo: Álbum do Jovem Pianista; Presente de Natal para as Crianças, sob textos tradicionais; Canções e Rondas Infantis; As Cançõezinhas da Tila, com texto de Matilde Rosa Araújo; A Menina do Mar, texto de Sophia de Mello Breyner e, ainda, belas canções de embalar.
Em 1993, na homenagem ao seu 87º aniversário, decorreria a audição integral das sonatas e sonatinas para piano (Matosinhos).
Viria a falecer a 27 de Novembro de 1994, na sua casa na Parede. Em 1995, seria editado pela Câmara de Cascais / Museu da Música Portuguesa o Catálogo do Espólio Musical de Lopes Graça, um dos mais importantes compositores da história da Música Portuguesa. Nas palavras de José Jorge Letria «A Obra de Fernando Lopes-Graça ascendeu ao patamar da eternidade, onde permanecem as grandes obras do espírito e as realizações de trabalho criador».
FERNANDO LOPES GRAÇA (II)
Em 1938, a Maison de la Culture de Paris encomenda-lhe uma obra: «La fiévre du temps» (ballet-revue). Em 1939, com a II Guerra Mundial, alista-se no corpo de voluntários dos Amis de la République Française, colaborando também com exilados da Guerra Civil espanhola.
Após 3 anos em Paris, regressará a Portugal, desenvolvendo a sua actividade como compositor.
Em 1940, ganha o prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical com o 1º Concerto para Piano e Orquestra, iniciando, em 1941, a sua acção na Academia de Amadores de Música, a convite de Tomás Borba.
Em 1942, obtém o prémio do Círculo de Cultura Musical com a «História Trágico-Marítima» (poema de Miguel Torga).
No ano de 1944, venceria novamente o Prémio de Composição do CCM com a «Sinfonia». Em 1945, seria dirigente do MUD.
Havia criado também o coro denominado “Coro da Academia de Amadores de Música”, interpretando um vasto reportório de canções tradicionais portuguesas.
Entretanto colabora também, de 1946 a 1949, na Revista “Seara Nova”. Também em 1949, integra o júri do Concurso Internacional Béla Bartók em Budapeste, sendo contudo impedido de sair do país.
Em 1951, inicia-se a publicação mensal da “Gazeta Musical”. Em 1952, ganha novo prémio de composição do Círculo de Cultura Musical com a 3ª Sonata para Piano.
Defensor da música tradicional portuguesa, realizou intenso trabalho na sua recolha e divulgação; dedicar-se-ia a pesquisas folclóricas, começando a trabalhar estreitamente com o etnólogo francês Michel Giacometti, percorrendo o país de lés a lés, recolhendo canções cantadas pelos camponeses, transmitidas oralmente de pais para filhos.
A partir de 1960, passa a viver na Parede (onde a Escola Secundária viria a receber o seu nome). Em 1961, edita com Michel Giacometti o 1º volume da Antologia de Música Regional Portuguesa; viriam mais tarde a editar o Cancioneiro Popular Português. Inicia de seguida o In Memoriam Béla Bartók (8 suites progressivas para piano) que viria a completar em 1975.
FERNANDO LOPES GRAÇA (I)
Fernando Lopes Graça nasceu em Tomar a 17 de Dezembro de 1906 (evocando-se este ano o centenário do seu nascimento), cidade sobre a qual escreveria que é onde «o monumento completa a paisagem; a paisagem é o quadro digno do monumento; e a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte.»
Apenas com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar, procedendo ele próprio aos “arranjos” dos trechos que interpretava, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos. Na época, competiam em Tomar as duas bandas rivais: Gualdim Pais e a Nabantina.
Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais); em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor o maior pianista português de todos os tempos: Mestre Viana da Motta (antigo aluno de Liszt).
Em 1928, frequentaria também o curso de Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa, que viria a abandonar em 1931, em protesto contra a repressão a uma greve académica.
Entretanto, funda em Tomar o semanário republicano “A Acção”.
Em 1931, conclui o Curso Superior de Composição com a mais alta classificação, concorrendo de seguida a professor do Conservatório, em piano e solfejo, o que lhe viria a ser vedado devido à sua oposição ao regime político, sendo inclusivamente preso e desterrado para Alpiarça.
Leccionaria na Academia de Música de Coimbra, vindo a colaborar na Revista “Presença”, um dos esteios da poesia em Portugal.
Em 1937 ganha uma bolsa de estudo para Paris, a qual contudo lhe seria igualmente recusada por motivos políticos. Não obstante, decide partir para França por conta própria, aproveitando para ampliar os seus conhecimentos musicais, estudando Composição e Orquestração com Koechlin.
"FATIAS DE CÁ" – INÊS
Inês (João Aguiar) – 3h18 / 25 € – A execução de Inês de Castro foi decretada por uma sentença real e motivada por imperativos políticos. Ao subir ao trono, D. Pedro, que tinha jurado perdoar os “matadores” de Inês, decidido a vingar a única mulher que amou, quebra esse juramento e proclama Inês, depois de morta, Rainha de Portugal.
Central de Reservas – Tel. 249 314 161
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"FATIAS DE CÁ" – A FLAUTA MÁGICA
A Flauta Mágica (teatralização da ópera de Mozart) – 25 € – A Rainha da Noite convence o príncipe Tamino a salvar a sua filha Pamina que lhe foi roubada por Sarastro. Para tal, Tamino contará com a ajuda de uma flauta mágica e do medroso Papageno. Tamino encontra Pamina, apaixonam-se, mas Sarastro não é o ser malévolo que a Rainha da Noite dizia…
"FATIAS DE CÁ" – DIÁLOGO DAS COMPENSADAS
Diálogo das Compensadas (baseado na obra de João Aguiar) – 18 € – Num ponto qualquer dum futuro distante, certo cronista decide-se a narrar um caso de proveito e exemplo ocorrido nos recuados princípios do séc. XXI. Assim surge o Diálogo das Compensadas, cujas principais figuras são um jovem da geração reality-show e uma abadessa não isenta de mistérios e segredos.
"FATIAS DE CÁ" – SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Sonho de uma noite de Verão (William Shakespeare) – 18 € – Um casamento imposto obriga dois amantes a fugir de casa. Um grupo de comediantes ensaia uma farsa trágica para apresentar nos esponsais do Duque de Atenas. Tudo se passa na noite de Midsummer num bosque mágico. E num sonho tudo pode acontecer… Acresce o ambiente natural da Mata dos Sete Montes em Tomar, local que Shakespeare acharia particularmente adequado para ser o cenário desta peça. O espectáculo é feito ao fim do dia e, no final, o público é convidado para partilhar um jantar.



