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U. Tomar – Centenário (XXXIII)

Centenario-33

(“O Templário”, 15.05.2014)

Chegava-se então à temporada de 1975-76, que assinalaria a derradeira participação do União de Tomar na I Divisão. Atravessando uma época difícil, a sete jornadas do termo da competição, a formação tomarense ocupava a indesejada posição de “lanterna vermelha”, a três pontos dos lugares da “salvação”. Até que aconteceria uma das maiores surpresas do campeonato…

Um magnífico Boavista cedera entretanto a liderança (que ocupara durante a primeira fase da prova) ao Benfica, mas continuava a ocupar um estupendo 2.º lugar, e, sobretudo, não abdicara ainda da luta pelo título. Na 24.ª ronda, a 13 de Março de 1976, o União visitava o Estádio do Bessa e ninguém apostaria “um tostão” numa eventual possibilidade de triunfo unionista.

Bastaria porém um golo de Camolas, ao findar da primeira parte, para desmentir toda e qualquer lógica do futebol: os “rubro-negros” obtinham uma tão sensacional como absolutamente surpreendente vitória sobre o Boavista, em terreno alheio, que terá sido determinante para afastar o “Boavistão” de Pedroto da possibilidade de se vir a sagrar Campeão Nacional!

«Parecia fácil, por tudo isso e ainda porque os visitados, segundos da classificação, defrontavam o último da tabela. Realmente parecia fácil. Mas foi difícil. Parecia simples. E foi tremendamente complicado. Parecia de ganhar. E foi de perder. Sem um apelo, sem um reparo para o árbitro, sem outras atenuantes que fossem afinal, as ausências de Celso e de Alves. Celso que é dono do meio-campo, que aí segura o jogo, que aí mina o adversário, que o impede, aí, de se mostrar, de se organizar, de partir para o contra-ataque. Alves que é o estratega, o homem que constrói, que corre o campo, que mete a bola, quando não marca o golo, que disciplina os movimentos, o «empreiteiro» que faz os «alicerces» da actuação, que vê o lance, que faz jogar, que arrasta consigo a equipa, que lhe dá o balanço certo que é a «inteligência do «onze», o cérebro que o comanda, lá dentro, mesmo quando marcado, quando vigiado, quando policiado, quando perseguido em todos os terrenos, que tem sido o grande impulsionador do mesmo assim sensacional «Boavistão» de 1975-76, no sábado apenas «Boavistinha», confundido, desnorteado, descompassado, sem ritmo de início, depois nervoso, despistado, sempre ao ataque, um ataque porfiado, prolongado, constante, persistente, que deparou com todo um «União dos Defesas Unidos» que de Tomar foi até ao Bessa jogar uma cartada que se antevia difícil, quase impossível, mas que redundou num triunfo naturalmente surpreendente mas justificado, para não dizermos justo, sopesados bem os acontecimentos daqueles noventa minutos de nervos em franja para toda a gente, as duas equipas e todos os espectadores, sobretudo os interessados, os que sofreram mais com a derrota, por a ela não estarem habituados.

Não foi um jogo espectacular. Mas foi um espectáculo todo o jogo. Emotivo, emocionante, que prendeu toda a gente até ao derradeiro segundo do último minuto. […].

O União de Tomar acabou por vencer bem – por culpa alheia, também. E o Boavista perdeu mal – mas apenas porque jogou realmente mal. […]

Claro que o União, como já vimos, teve a sua tarefa de algum modo facilitada. Mas soube deitar a mão ao ensejo, soube aproveitar a oportunidade, soube construir, com abnegação e lucidez, o caminho que a conduziu ao êxito. Com certa dose de sorte, convenhamos. Mas o importante é que soube procurar essa sorte, soube agarrá-la, soube conquistá-la e, depois, soube guardá-la com determinação, soube segurá-la com unhas e dentes.»(1)

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(1) Cf. “A Bola”, 15 de Março de 1976 – Crónica de Álvaro Braga

18 Maio, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 26ª jornada

Pulsar-26

(“O Templário”, 15.05.2014)

Decidida que fora já – na jornada anterior – a atribuição do título de Campeão Distrital da I Divisão, conquistado com mérito pelo At. Ouriense, equipa mais regular ao longo de toda a competição, a derradeira ronda da prova tinha como aliciante principal a disputa da manutenção, ainda com três equipas envolvidas (Pontével, U. Chamusca e Benavente), procurando escapar ao indesejável 13.º lugar, posição que se traduz no ficar em suspenso do desempenho final do Riachense no Campeonato Nacional de Seniores.

Afinal, acabou por não haver surpresas, tendo as três equipas ainda em risco perdido os respectivos jogos: o Pontével, derrotado pelo vizinho Cartaxo por 0-3 (culminando um sofrido final de época, com cinco desaires nas cinco jornadas finais); o U. Chamusca, perdendo em casa com o Torres Novas (1-2); e o Benavente, goleado em Santarém, pelos Empregados do Comércio (1-5). Deste modo, mantiveram-se portanto as posições relativas dos três clubes, pelo que é o Benavente que se mantém em suspenso, tendo o seu futuro “nas mãos” do Riachense.

Nas outras quatro partidas, o novo Campeão, At. Ouriense, recebeu e bateu o Fazendense (4.º classificado), por 1-0, enquanto o vice-campeão, Coruchense, goleou o Amiense (5.º lugar) por 4-1. O Mação ganhou por 2-1 ao Assentis, na nona derrota consecutiva do grupo do município de Torres Novas. Por fim, despedindo-se “em beleza” da edição correspondente ao ano do Centenário, o União de Tomar completou uma série de quatro vitórias sucessivas – o melhor ciclo que registou em toda a prova –, vencendo, na recepção à U. Abrantina, por 2-0.

Num balanço final deste campeonato, destaque para o At. Ouriense, que, depois de um mau início (apenas obteve a primeira vitória à quarta jornada, somando apenas dois pontos nas três rondas inaugurais), engrenou para um excelente desempenho (melhor ataque, de forma destacada, apenas tendo sido superado, a nível de defesa menos batida, pelo Coruchense), com uma magnífica 2.ª volta, em que, em 13 jornadas, obteve doze triunfos, apenas perdendo no jogo “menos conveniente” para os interesses do União de Tomar, em Amiais de Baixo (o que impossibilitaria aos unionistas consumar a sua recuperação do 5.º lugar).

O Coruchense e o Torres Novas, embora claudicando em “momentos-chave” (a equipa de Coruche, tendo começado o campeonato com três empates, perdeu mais sete pontos nos seis primeiros jogos da 2.ª volta; os torrejanos, acumulando três desaires em quatro encontros, entre a 20.ª e a 23.ª jornadas) mantiveram, não obstante, alguma regularidade (28+29 pontos para o Coruchense; 27+25 pontos para o Torres Novas, nas duas metades da prova), que lhes permitiram alcançar os restantes lugares no pódio.

O Fazendense chegou a liderar a competição, prometendo bastante, mas, cinco derrotas na 2.ª volta, fizeram com que baixasse até ao 4.º posto. Os grupos do Amiense e do União de Tomar, respectivamente 5.º e 6.º classificados, ambos com épocas absolutamente tranquilas, tiveram desempenhos muito similares (19+25 pontos para a turma de Amiais de Baixo; 19+24 pontos para os unionistas). No caso específico do União de Tomar, o mau arranque (três derrotas nas quatro primeiras jornadas) acabaria por ser bastante penalizador, resultando em apenas 13 pontos obtidos no ano de 2013, face aos 30 conquistados no ano do Centenário…

Na prova dos tomarenses, destaque particular para um ciclo de oito jogos sem derrota, entre a 11.ª e a 18.ª jornadas (com um total de três meses sem perder, entre 15 de Dezembro e 16 de Março), assim como para a série final de quatro triunfos, para além da fantástica goleada obtida em Santarém (8-0), a maior de todo o seu centenário historial em jogos fora de casa. Adicionalmente, merece ainda registo que o União empatou no terreno do Campeão, At. Ouriense (onde, aliás, poderia ter ganho, com a tal grande penalidade em período de descontos!…); ganhou ao vice-campeão, Coruchense; venceu, frente ao 3.º classificado, em Torres Novas; empatou as duas partidas com o Fazendense (4.º); e ganhou também ao Amiense (5.º); não tendo perdido nenhum dos jogos com o Mação e Empregados do Comércio; e tendo ganho os dois desafios frente a Benavente, Assentis e U. Abrantina, demonstrando portanto, de forma cabal, a sua capacidade para se bater com qualquer adversário, em qualquer terreno.

O Mação (7.º) e o Cartaxo (9.º) registaram um comportamento aquém das expectativas, tendo os cartaxenses conseguido ainda empreender uma boa recuperação, com quatro vitórias nas cinco rondas finais. Os Empregados do Comércio, tendo superado alguns momentos negativos (goleadas sofridas ante o União, por 0-8, e Torres Novas, por 1-7, ambas em casa) obteve uma boa classificação (8.º lugar), superando o irregular Pontével, também abaixo do desempenho do ano anterior. O U. Chamusca, embora em esforço, conseguiria relegar o Benavente, com um mau campeonato, para a zona de risco da pauta classificativa. Por fim, Assentis (com uma muito má 2.ª volta, em que apenas somou 4 pontos), e U. Abrantina, com um péssimo rendimento (apenas uma vitória), acabaram por ser, com naturalidade, as duas equipas despromovidas.

No Distrital da II Divisão, Rio Maior e Barrosense (que empataram a um golo) garantiram já, ainda a duas jornadas do final, a promoção à I Divisão Distrital. Por seu lado, o também regressado à competição U. Santarém (tal como o grupo de Rio Maior), tendo ganho em Ferreira do Zêzere (1-0) abeira-se igualmente da subida, necessitando apenas de obter mais um ponto para confirmar tal posição, tendo beneficiado do desaire do Pego na Atalaia (0-1).

No Campeonato Nacional de Seniores, Alcanenense (empate 2-2 na Lourinhã) e Fátima (derrotado em casa, por 1-3, pelo Carregado) estavam já descansados. O Riachense, culminando uma excepcional recuperação (acumulando dez jogos de invencibilidade), com uma boa vitória em Porto de Mós (2-0) garantiu, pelo menos, o “play-off”, podendo mesmo confirmar a manutenção de forma directa, caso ganhe, na derradeira ronda, ao Lourinhanense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Maio de 2014)

18 Maio, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXXII)

Centenario - 32

(“O Templário”, 08.05.2014)

No final da época de 1974-75, em que o União de Tomar registara a sua quinta participação na I Divisão Nacional, garantindo a permanência por mais uma temporada, a formação unionista atingia, também pela quinta vez na sua história, os 1/4 Final da Taça de Portugal. Ditara o sorteio que a turma “rubro-negra” recebesse no seu terreno, a 25 de Maio de 1975, a visita do Sporting.

E, de alguma forma, aconteceria surpresa: não obstante não terem faltado oportunidades de golo, para ambos os contendores, o nulo no marcador não se alteraria, mesmo após a disputa de um prolongamento de trinta minutos.

«Quis-nos parecer que o Sporting está num mau momento ou «procurou-o», por causas diversas, logo neste encontro de Tomar. E podia, por isso mesmo, já estar afastado da competição […]. O «leão» precisava de um banho no Nabão. Para despertar da letargia. […]

Como dissemos, várias circunstâncias podiam ter contribuído para a pouca inspiração colectiva dos sportinguistas. Duas delas: a lesão de Fraguito, e a figura de corpo presente que Yazalde fez durante uma grande mão cheia de minutos. Atenuantes? Até certo ponto. Atenuantes em relação à pouca dinamização da linha média e à falta de poder de concretização da dianteira, mas, no resto, parece-nos que será pôr demasiados condicionalismos à excelente resistência dos tomarenses, focando as desgraças sem lhes contar os méritos.

Durante a época, a defesa de Tomar tem sido muito mal tratada pela crítica. Ontem, antes do jogo, era também a grande incógnita e pareceu-nos que da sua actuação dependia o êxito da equipa ou o seu rápido aniquilamento. […]

Assim, sobre cinco homens [Silva Morais, Kiki, Calado, Zeca e Fernandes] estava suspensa uma acusação. Afinal, o gato não conseguiu comer as filhós, a defesa do União, umas vezes com uma certa tranquilidade, de outras perfeitamente desaustinada, pontapeando para fora, afastando a bola de qualquer jeito da sua área, não se portou nada mal. A começar no guarda-redes [Silva Morais], que fez duas ou três defesas de grande categoria e jogou muito bem, durante toda a partida, e a terminar no homem do lado esquerdo [Fernandes]. […]

Foi uma forma inteligente de actuação, foi, também, sentido das realidades. Da forma como jogou, batendo-se bem na defesa e tentando chegar à baliza de Damas através de lances rápidos de contra-ataque, os homens de Tomar disputaram o jogo e podiam ter perfeitamente eliminado o Sporting.»(1)

Este fora o momento em que o União terá estado mais próximo das ½ Finais da competição, fase que, porém, nunca conseguiria franquear. Tendo forçado o grupo “leonino” a um jogo de desempate, o qual seria disputado apenas dois dias depois, agora em Lisboa, no Estádio de Alvalade, e no termo de mais uma época desgastante em termos anímicos e físicos, sem um adequado período de recuperação, o conjunto nabantino acabaria por soçobrar, perante uma exibição de grande nível do adversário, sendo goleado por pesados 0-5.

Cumprido que fora o objectivo fundamental, de manutenção entre os grandes do futebol português, complementado com uma boa e digna campanha também na Taça de Portugal (tendo eliminado Famalicão e Montijo, ambos por 5-3), era tempo de pensar na temporada seguinte…

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(1) Cf. “A Bola”, 26 de Maio de 1975 – Crónica de Homero Serpa

11 Maio, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 25ª jornada

Pulsar-25

(“O Templário”, 08.05.2014)

Numa jornada – penúltima do Campeonato Distrital da I Divisão – completamente atípica, em que nenhum dos quatro primeiros classificados venceu (aliás, o trio de clubes que se posicionava no topo da tabela acabaria mesmo por sofrer três derrotas!), tudo ficou já decidido na frente da classificação, com o At. Ouriense a sagrar-se, pela primeira vez no seu historial, Campeão Distrital, garantindo assim a promoção ao Campeonato Nacional de Seniores.

Efectivamente, depois de, no feriado de 1 de Maio, ter perdido a Final da Taça do Ribatejo, disputada no Entroncamento, a favor do Fazendense (graças a um golo solitário do grupo de Fazendas de Almeirim), a turma de Ourém averbaria novo desaire, na sempre difícil deslocação a Amiais de Baixo, onde perdeu por 1-2. Não obstante, mercê da inesperada derrota do Coruchense em Benavente (0-1), mantendo-se os quatro pontos de diferença entre os dois primeiros, faltando realizar apenas a derradeira ronda, ficou já selada a conquista do título.

Também o Fazendense, depois de ter conquistado, pela terceira vez, a Taça do Ribatejo (que vencera também há dois anos), foi surpreendentemente desfeiteado no seu terreno, pelo Mação, também por 0-1. O que, por seu lado, possibilitou ao Torres Novas, e apesar de um também imprevisto empate caseiro (1-1) ante o Cartaxo, igualar a equipa do sul do Distrito, com vantagem dos torrejanos na diferença global de golos, o que lhes permitiu recuperar o 3.º lugar.

Pelo que, para os interesses do União de Tomar, aspirando ainda a poder atingir o 5.º lugar, foi determinante o facto de a equipa que ocupa essa posição ter sido precisamente a única, de entre os cinco primeiros, a vencer… Em dia de comemoração de Centenário, deslocando-se a Assentiz, onde defrontava uma equipa ameaçada pela descida de Divisão – apenas a vitória poderia servir os objectivos de qualquer das equipas – os tomarenses começaram por ser distinguidos com o bonito gesto do grupo da casa, que afixou, num dos topos do terreno, uma mensagem dando os Parabéns ao União pelos 100 anos, seguindo-se a retribuição por parte do Presidente unionista, que fez oferta ao seu congénere do livro com a história do clube.

Porém, entrando mal no jogo – pese embora até ter começado por assumir a iniciativa –, a turma “rubro-negra” seria surpreendida por um contra-ataque, vendo-se em posição de desvantagem logo a partir dos oito minutos. Numa partida de nervos à “flor da pele”, dado o que estava em jogo, em particular para o Assentis, as coisas complicar-se-iam bastante, na sequência da expulsão de dois jogadores da equipa da casa, período em que o conjunto de Tomar, com dois tentos de Fábio Vieira, conseguiria enfim operar a reviravolta, acabando por vencer por 2-1, apesar de ter finalizado também o encontro, igualmente reduzido a nove unidades em campo.

Uma vitória (terceiro triunfo sucessivo dos unionistas) que, dadas as notícias que chegavam de Amiais de Baixo, acabaria por se revelar inconsequente, uma vez que os nabantinos mantêm a 6.ª posição na tabela, que será a sua classificação final, independentemente dos resultados da derradeira jornada. Ao invés, para o Assentis, significou também, desde logo, o consumar da despromoção à II Divisão Distrital, acompanhando a U. Abrantina.

A formação de Abrantes, que será o último adversário dos tomarenses, em partida a disputar no próximo sábado, empatou em casa com o U. Chamusca (1-1), colocando assim termo a uma longa série de dez desaires consecutivos. Por fim, o Pontével, surpreendido no seu terreno, pelos Empregados do Comércio (perdendo por 2-4) pode ter complicado bastante as suas contas.

De facto, à entrada para o último dia da competição, resta definir quem será o antepenúltimo classificado, que poderá correr o risco de vir a ser despromovido, dependendo do comportamento do Riachense no Campeonato Nacional de Seniores. Nesta altura, o Benavente (que se desloca a Santarém, para defrontar os Empregados do Comércio), não obstante ter vencido nesta jornada, subsiste em posição mais delicada, a dois pontos do U. Chamusca (equipa que receberá o Torres Novas) e a três do Pontével (que visita o vizinho Cartaxo).

Em caso de empate pontual na classificação final entre Benavente e Pontével, o desempate será também pela diferença global de golos que, nesta altura, é favorável à formação do município do Cartaxo em quatro golos); no desempate entre U. Chamusca e Benavente, tem vantagem a turma chamusquense; na eventualidade de uma igualdade pontual entre os três clubes, seria também o Benavente o pior colocado. Quem ficou livre de preocupações foram as equipas dos Empregados do Comércio e do Cartaxo, tendo garantido já, matematicamente, a manutenção.

Na II Divisão Distrital, o Rio Maior (goleada de 5-0 sobre o Pego), abeira-se da promoção, assim como o Barrosense (que ganhou ao Ferreira do Zêzere por 3-1). Estas duas equipas têm agora, respectivamente, sete e seis pontos de vantagem sobre o 4.º classificado, Pego – faltando realizar três jornadas –, com o U. Santarém a retomar o último lugar de acesso à subida, ao vencer o Atalaiense por 5-3, agora com dois pontos de vantagem sobre o Pego.

Por fim, no Campeonato Nacional de Seniores, uma jornada totalmente vitoriosa para as equipas do Distrito, com destaque para a goleada (6-2) imposta pelo Riachense ao Carregado (seu rival na disputa de um lugar no “play-off” de manutenção); por seu lado, o Fátima venceu o Torreense por 1-0, mesmo resultado obtido pelo Alcanenense na recepção ao Portomosense. A duas rondas do final, o Riachense tem agora três pontos de vantagem sobre o Carregado, registando um atraso de quatro pontos em relação ao Lourinhanense (manutenção directa).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Maio de 2014)

11 Maio, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

«Paraíso» “rebentou pelas costuras” para receber a apresentação do livro «União de Tomar, cem anos de história»

Centenas de pessoas quiseram associar-se ao lançamento do livro «União de Tomar, cem anos de história» e lotaram, por completo, o café «Paraíso», um dos espaços mais emblemáticos da cidade nabantina. Antigas figuras do clube, desde dirigentes, jogadores e treinadores, passando aos actuais elementos que fazem o dia-a-dia do emblema, sem esquecer sócios, adeptos e diversas entidades do concelho, todos quiseram associar-se a um momento que serve de memória ao que têm sido os cem anos de um clube reconhecido à escala nacional.

De entre essas presenças, saliência para a de Fernando Mendes, antigo presidente do União de Tomar, que fica para a história do clube como o dirigente que contratou Eusébio. Também Manuel José, um nome que dispensa apresentações no panorama futebolístico nacional, quis associar-se a esta apresentação. Vítor Serpa, director do jornal «A Bola» e autor do prefácio do livro, explicou as razões que o levaram a apoiar a obra de Leonel Vicente.

(via Rádio Hertz)

8 Maio, 2014 at 7:43 pm Deixe um comentário

Sessão de Apresentação do Livro “União de Tomar – 100 Anos de História [1914-2014]“

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5 Maio, 2014 at 4:00 pm Deixe um comentário

Sessão de Apresentação do Livro “União de Tomar – 100 Anos de História [1914-2014]“

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(fotos de Sérgio Lira, a quem agradeço)

O meu imenso obrigado também ao Director do jornal “A Bola”, Vítor Serpa, e à Presidente da Assembleia Geral do União de Tomar, Dra. Graça Costa

5 Maio, 2014 at 3:59 pm Deixe um comentário

União de Tomar – Centenário

4 Maio, 2014 at 11:52 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXXI)

Centenário - 31

(“O Templário”, 01.05.2014)

No decurso de seis épocas na I Divisão o União de Tomar averbaria uma vitória e dois empates, quer com o FC Porto, quer com o Sporting. Porém, frente ao Benfica, alcançaria um único empate, na sua quinta presença no principal escalão, em partida disputada a 29 de Dezembro de 1974, face aos então tri-campeões nacionais, com o resultado a saldar-se por um nulo.

«Mas esteve certo mais este 0-0? Certíssimo, para uma e outra equipa, as quais não tiveram nem talento, nem inspiração para fazer melhor. E pode até acrescentar-se, ir um pouco mais longe, se dissermos que, na primeira parte, enquanto teve forças, o Tomar esteve bem mais perto de abrir o marcador do que o seu categorizado adversário. […].

O dispositivo da formação vem na ficha do jogo, mas podemos acrescentar ainda, o recuo de Cardoso, à frente do quatro defensivo e o adiantamento de Raul Águas, assim como um avançado centro-recuado, o primeiro com o objectivo de aumentar a segurança defensiva do sector, o segundo para aproveitar o seu excepcional poder de remate. E que remate.

Este dispositivo funcionou muito bem durante quase toda a primeira parte pois o Benfica experimentou sérias dificuldades para dele se libertar e raramente conseguiu dominá-lo, no primeiro tempo, quer dizer, penetrar na zona de remate em condições favoráveis de atirar à baliza de Silva Morais.

E com Águas, meio-liberto, na sua posição atrás dos dois pontas de lança, também algo se passou de confuso para a defesa benfiquista, a qual, nesse período, poucas vezes também se entendeu com o seu antigo companheiro de equipa.

E o golo esteve mesmo para acontecer, aos onze minutos, depois de um corte de Messias, o qual deixou a bola ao alcance de Águas. O remate partiu violento, indefensável, mas a trave, onde a bola embateu fragorosamente evitou o golo.»(1)

Recordemos também a “leitura” do desafio, na perspectiva da imprensa local:

«De tal modo que bom será dizer que o Benfica conseguiu ganhar um ponto em Tomar. Conseguiu e por sorte ou, talvez melhor, por azar do União.

Reparem só que o União disfrutou de duas oportunidades soberanas de golo feito que só por azar seu e sorte do Benfica não se concretizaram.

[L]ogo aos 11 minutos, Raúl Águas viu devolvida pela trave um remate potentíssimo, sem que José Henrique, estático na sua baliza, tivesse tido tempo de esboçar sequer qualquer gesto de defesa.

Depois cerca da meia hora, Bolota, com a baliza aberta, com toda a defesa benfiquista batida e com José Henrique já ultrapassado, atirou a bola que saiu a razar o poste lateral.

Na primeira parte os tomarenses jogaram como um todo, perfeitamente esclarecidos e os lisboetas nunca se chegaram a encontrar. […]

Foi a altura da defesa unionista mostrar o seu real valor. Tudo muito certo, de modo a desencorajar os benfiquistas que nunca puderam disfrutar de grandes largas nem viram criadas ocasiões de marcar.»(2)

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(1) Cf. “A Bola”, 30 de Dezembro de 1974 – Crónica de Aurélio Márcio
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 4 de Janeiro de 1975

4 Maio, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 24ª jornada

Pulsar - 24

(“O Templário”, 01.05.2014)

Tal como na passada semana, inicio este comentário com novo realce para o União de Tomar, que, obtendo novo triunfo, desta feita ante o Mação, por 2-0, não só garantiu matematicamente, a duas jornadas do final, o 6.º lugar, como continua a “sonhar” com a possibilidade de poder vir ainda a melhorar a sua posição na tabela classificativa.

De facto, dada a sequência final reservada pelo calendário ao Amiense – defrontando, nas três últimas rondas, os três primeiros classificados, tendo começado por perder (2-3) no terreno do Fazendense (3.º), recebendo na próxima jornada o líder, At. Ouriense, e finalizando a prova em Coruche (2.º) –, tendo-se entretanto reduzido a diferença face ao União a quatro pontos, caso a turma unionista consiga vencer os dois jogos que restam (curiosamente, contra os dois últimos classificados), poderá ainda ficar à espreita de um eventual deslize da formação de Amiais (que, para garantir a posição que actualmente ocupa necessitaria, nesse caso, de uma vitória, ou de empatar os seus dois últimos desafios).

Foi portanto uma jornada muito positiva para os tomarenses, a do passado fim-de-semana, beneficiando também das goleadas sofridas pelo Pontével (0-4, em Coruche) e pelos Empregados do Comércio (1-7, em Santarém, frente ao Torres Novas), para assegurar, como mínimo, o lugar em que se posiciona nesta altura – uma vez que ampliou para nove pontos a vantagem de que dispõe face ao trio agora formado por Cartaxo (vencedor caseiro, ante a U. Abrantina, por 4-3, de acordo com o site da A. F. Santarém, ou por 4-1, tendo por base outras fontes – somando uma boa série de três triunfos consecutivos, tantos quantos os obtidos em todo o restante campeonato…), Mação e Pontével.

Mas nem tudo foram más notícias para Mação, Pontével e Empregados do Comércio: na sequência dos resultados registados no passado fim-de-semana no Campeonato Nacional de Seniores, Alcanenense e Fátima garantiram já a manutenção, o que significa que, no pior dos cenários – caso o Riachense não consiga evitar a despromoção – terão de descer à II Divisão Distrital três equipas (12.º ao 14.º classificados).

Ora, o 12.º posto é actualmente ocupado pelo Benavente (também goleado, por 1-5, em Ourém, pelo comandante, que mantém um extraordinário registo, 100% vitorioso, nas 11 jornadas disputadas na segunda volta), que dista já seis pontos de Cartaxo, Mação e Pontével, cinco dos Empregados do Comércio, e quatro do U. Chamusca (vencedor, em casa, ante o Assentis, por 3-1), pelo que – se considerarmos ainda que o Benavente terá uma difícil recepção ao Coruchense, num derradeiro esforço de se manter ainda na luta pelo título – as probabilidades de uma destas cinco equipas poder vir ainda a cair nessa indesejada posição são relativamente remotas (em alguns casos, eventualmente já afastadas, dependendo da conjugação dos resultados dos diversos envolvidos).

O que, paralelamente, significa que o Benavente – tal como sucedeu na época ao União de Tomar, então em suspenso da classificação final do Alcanenense – deverá ficar dependente da manutenção ou não no Campeonato Nacional de Seniores por parte do Riachense. E isto também, porque, para além do já há muito matematicamente despromovido grupo da U. Abrantina (somou a décima derrota sucessiva), também o Assentis (perdendo na Chamusca conforme referido, assim ampliando para sete o ciclo negativo de desaires) está à beira de cair igualmente na II Divisão Distrital, dado que regista um atraso de cinco pontos face aos benaventenses.

Na II Divisão Distrital, o líder Rio Maior – que, até agora, beneficiava do facto de, na primeira volta, ter disputado quatro das cinco jornadas em casa –, impôs-se desta feita em Ferreira do Zêzere por categórico 5-3, tendo o Barrosense ido também vencer, à Atalaia (3-0), enquanto o Pego recebeu e bateu o U. Santarém, por 2-0. Deste modo, o clube de Rio Maior mantém o comando, com 13 pontos, mais um que o grupo da Barrosa, com o Pego a quatro pontos, dispondo agora já de uma margem de cinco pontos em relação à primeira equipa fora dos lugares de promoção, U. Santarém.

No Campeonato Nacional de Seniores, o Fátima perdeu na Lourinhã (0-1), enquanto Riachense e Alcanenense repartiram os pontos entre si, em Riachos, não desfazendo o nulo inicial. Os conjuntos de Alcanena (3.º) e Fátima (4.º), respectivamente com onze e dez pontos a mais que o 6.º classificado (Riachense), garantiram já, tal como indicado anteriormente – faltando ainda três jornadas para o final da prova –, a manutenção. O grupo de Riachos disputará com o Carregado (com quem partilha actualmente a posição, com o mesmo número de pontos) quem jogará o play-off de despromoção.

Na próxima jornada do Distrital, penúltima da competição, as atenções estarão focadas na disputa do título de Campeão, com dois sérios testes aos candidatos: em teoria, mais difícil o do guia, At. Ouriense, numa sempre complicada deslocação a Amiais de Baixo, enquanto o Coruchense visita Benavente, cuja (delicada) posição aparenta estar já definida. O grupo de Ourém tem a significativa vantagem de depender apenas de si, podendo sagrar-se desde já Campeão, se vencer; ou, mesmo no caso de empate ou derrota, desde que o Coruchense não ganhe o seu jogo. Caso contrário, tudo ficaria adiado para a derradeira ronda.

Para além destes dois empolgantes desafios, há um outro que, necessariamente, é merecedor de particular relevo: em dia de Centenário – 4 de Maio de 2014 –, o União de Tomar desloca-se até Assentiz, na expectativa de poder comemorar da melhor forma esse notável marco da sua gloriosa história, ao completar 100 anos de vida, e esperando que cheguem também notícias favoráveis desde Amiais de Baixo…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Maio de 2014)

4 Maio, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

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