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O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 03.03.2016)
Numa ronda (1/4 de final) em que acabou por imperar alguma lógica, estão apurados os semi-finalistas da Taça do Ribatejo, tendo Riachense e Mação imposto o factor casa, enquanto Amiense e Fazendense, actuando em terreno alheio, confirmaram o seu favoritismo, no caso da turma de Fazendas de Almeirim, apenas no desempate da marca de grande penalidade.
A título de curiosidade, anote-se que, destes quatro emblemas, Riachense, Amiense e Fazendense integram precisamente o lote dos clubes com mais troféus conquistados na prova (três cada), sendo que o Mação conta também já com um título nesta competição. Entre eles, somam nada menos de oito Taças do Ribatejo ganhas nas últimas onze edições realizadas.
Destaque – Disputando como que uma “final antecipada”, em Riachos, as equipas do Riachense e do União de Tomar protagonizaram um desafio de grande intensidade, jogado a “alta rotação”, com ambas as equipas a jogar o jogo pelo jogo, em busca do golo e da vitória, do que resultaria um par de boas oportunidades de golo para cada formação, contudo não concretizadas até final da primeira metade do encontro.
Na fase inicial da segunda parte, o cariz da partida não se alteraria, vindo o Riachense a inaugurar o marcador, colocando-se assim em vantagem, a qual, contudo, seria de curta duração, com o União de Tomar a restabelecer a igualdade apenas quatro minutos volvidos… a qual, porém, perduraria apenas mais dois minutos, até ao segundo tento do grupo visitado, a retomar a liderança do marcador.
Faltavam então cerca de vinte minutos para o termo do prélio, vindo a ansiedade a crescer progressivamente nas hostes unionistas, ao passo que a turma da casa ia baixando as linhas, povoando mais o seu meio campo, passando então as ocasiões de perigo a rarear.
Já a cruzar a passagem dos noventa minutos, o árbitro não terá visto uma infracção do guardião riachense, em plena área de rigor, a apoiar-se nas costas de Wemerson, como que a servir de “trampolim”, para socar a bola, afastando-a da zona de risco, derrubando o avançado do União.
Em conclusão, um triunfo do Riachense por tangencial 2-1, que acaba por se justificar, em função da maior iniciativa assumida, com a formação nabantina a ser penalizada pelas falhas cometidas, que proporcionaram os dois tentos do adversário, vendo mais uma vez adiada a ambição de conquista deste troféu. Ainda uma referência final à novidade que constituiu a transmissão integral do encontro, em directo, em vídeo, pela Internet, uma iniciativa de enaltecer da Hertz, a levar as imagens do jogo a todo o mundo da diáspora tomarense.
Surpresa – Como referido inicialmente, não chegou a haver surpresa nesta eliminatória, mas, mais uma vez, quem mais próximo esteve de o conseguir foi o habitual ocupante desta secção, o Moçarriense, a forçar um nulo na recepção ao Fazendense, vindo a ser eliminado apenas na designada “lotaria dos penalties”.
Confirmações – Terminou também a sua campanha na prova um dos heróis da eliminatória anterior (em que afastara o Fátima), com a U. Abrantina, desta feita, a não conseguir evitar a derrota, pese embora pela margem mínima, mercê de um único tento apontado pela equipa do Mação, que somava à sua condição de favorito o facto de actuar no seu terreno.
Por fim, já não há equipas sobreviventes da II Divisão Distrital na Taça do Ribatejo (nas últimas duas edições, o Glória do Ribatejo, militando no escalão secundário, bisara a presença nas meias-finais), em função do (difícil) triunfo alcançado pelo Amiense em Ferreira do Zêzere, também por tangencial 2-1.
Campeonato de Portugal Prio – Na série F (fase de manutenção), o Alcanenense obteve mais um resultado bem positivo, vencendo o Peniche por 3-1, consolidando o 2.º posto, somente a um ponto do líder, Caldas, mas, mais importante, dilatando já para confortáveis dez pontos a vantagem sobre a “linha de água” (com Sertanense e Águias do Moradal a repartirem agora o 6.º e 7.º lugares). Ao invés, na série H, o Coruchense, perdendo por tangencial 0-1 em Torres Vedras, ante o Torreense, praticamente hipotecou a possibilidade de alcançar a manutenção automática, dado distar já sete pontos do adversário mais próximo, agora o Sintrense; a luta será com o Sacavenense, visando manter a 6.ª posição (que continua a partilhar com a formação de Sacavém), a qual dará acesso a um “play-off”… que poderá ser de “salvação”.
Antevisão – No próximo fim-de-semana são retomados os campeonatos distritais, com a disputa da 20.ª jornada na I Divisão, na qual avultam os confrontos U. Tomar-Fazendense e Mação-Cartaxo. Em Fátima, menção ao “derby” municipal, com o líder amplamente favorito na recepção ao At. Ouriense. Na luta pela manutenção, realce para o U. Abrantina-Rio Maior, que poderá vir ainda “baralhar” mais as contas, em caso de triunfo do conjunto de Abrantes.
A II Divisão Distrital atinge a penúltima ronda desta 1.ª fase, ainda com algumas decisões por definir. A Norte, com Ferreira do Zêzere e Pego já apurados para a fase de apuramento de Campeão (e de promoção ao escalão principal), folgando o Alferrarede, a atenção estará focada no Caxarias-At. Pernes, com a equipa de Marco Marques também com uma ténue esperança de que o U. Santarém possa eventualmente sofrer algum deslize no Tramagal. A Sul, com os quatro primeiros encaixados num intervalo de apenas dois pontos, o campeonato está ao “rubro”, pelo que serão cruciais todos os quatro desafios da jornada: Porto Alto-Glória do Ribatejo, Forense-Benavente, Marinhais-Samora Correia e Benfica do Ribatejo-Barrosense.
No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense desloca-se precisamente ao terreno do líder, Caldas, cabendo ao Coruchense, por coincidência, receber também o guia da sua série, Loures.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Março de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 19.ª jornada

(“O Templário”, 25.02.2016)
Com o Campeonato Distrital da I Divisão a avançar para a sua recta final, agora que faltam sete jornadas para a sua conclusão, são também sete – metade dos emblemas concorrentes – os clubes ainda na luta pela manutenção, separados entre si por… sete pontos (que se reduzem a apenas três, se “excluirmos” a U. Abrantina – equipa que, não obstante, deu ainda, nesta ronda, uma já algo inesperada “prova de vida”).
Destaques – O principal destaque vai para o triunfo do Mação em Torres Novas (2-0 – numa “retribuição” do desaire da primeira volta, mas, afinal, uma repetição da tendência do ano anterior, então com resultado ainda mais categórico, de 3-0), o que possibilitou aos maçaenses dar um pulo na pauta classificativa, até ao 4.º posto, agora a cinco pontos do U. Tomar, empurrando de novo os torrejanos para fase difícil (três desaires nos últimos quatro jogos).
Também a realçar mais uma vitória do U. Almeirim (que, como que em reverso do Torres Novas, somou terceiro triunfo nas quatro partidas mais recente), frente ao U. Tomar, mercê de um solitário tento, ainda na fase inicial da partida, sem que o marcador viesse a sofrer qualquer outra alteração até final, proporcionando aos almeirinenses repartir a 4.ª posição com o Mação.
Um desafio em que os nabantinos – novamente em gestão, pensando também nos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, poupando jogadores a recuperar de mazelas – até entraram bem, parecendo pretender assumir a iniciativa do jogo; porém, num remate de meia-distância, a surpreender a defesa e o guardião tomarenses, estava aberto o activo. Em toda a metade inicial, os visitados apenas disporiam de uma outra ocasião de perigo, enquanto o União de Tomar não aproveitou nenhuma das três oportunidades, duas delas mesmo a findar o primeiro tempo, com a bola a cruzar a zona de baliza, mas sem aparecer ninguém com discernimento para desviar para golo.
Na segunda parte, de início, seria o U. Almeirim – com uma equipa bem arrumada – a surgir mais concentrado, controlando o jogo, obrigando o guardião Fábio Silva a duas belas intervenções, acabando por forçar os nabantinos a soluções de recurso, mexendo na estrutura defensiva, com a passagem de um central (Fábio Vieira) para o ataque, e, depois, a saída de outro central (Pedro Figueiredo), numa fase do “tudo por tudo”. Para trás ficara já, entretanto, por sancionar clara obstrução de defesa da casa a um atacante de Tomar, em plena grande área. A falta de eficácia na concretização, a par de tal erro do árbitro, fariam com que o nulo na baliza da casa se mantivesse, mesmo com a turma visitada reduzida a dez para o período de cinco minutos de compensação, no qual, contudo, praticamente não se jogou qualquer tempo útil.
Surpresa – Como que a querer desmentir o que aqui escrevera na semana passada, a grande surpresa da jornada foi o triunfo da U. Abrantina (que não ganhava desde a 12.ª jornada – mas que, recentemente, tinha forçado um empate com o Fátima, afastando-o mesmo da Taça Ribatejo) em Riachos, frente ao Riachense, por 2-1, o que lhe permitiu alguma aproximação à “linha de água”, da qual continua, contudo, a 4 pontos (ou 5, dependendo do número de equipas a despromover). Foi, porém, nada menos que a sexta (!) derrota caseira do Riachense em dez jogos (depois de aí ter sido desfeiteado também por Empregados do Comércio, Moçarriense, Cartaxo, U. Tomar e Fátima), baixando assim ao 6.º lugar, a par do Torres Novas.
Confirmações – Nos restantes quatro encontros, os resultados seriam expectáveis, com as equipas visitadas a imporem o favoritismo: Fátima-Rio Maior, com o líder a bater o “record” de vitórias consecutivas, que ampliaram para nove; Cartaxo-Empregados do Comércio, com os cartaxenses a selar praticamente o 2.º lugar, tendo ambas as equipas que ocupam as duas primeiras posições ganho por categórica marca de 3-0; enquanto nos outros dois jogos, o desfecho foi de 3-1 para os visitados, no Amiense-Moçarriense, e no Fazendense-At. Ouriense, a possibilitarem aos vencedores novo fôlego, subindo até ao 8.º e 9.º lugares, respectivamente.
II Divisão Distrital – A Norte, destaque para a vitória do Alferrarede na recepção ao Pego (1-0) e do Caxarias na Atalaia (2-1), ambos ainda a ameaçar o 3.º lugar do U. Santarém, que folgou; por seu lado, o Ferreira do Zêzere confirmou a liderança, ganhando por convincente 3-0 em Assentis. A Sul, tudo embrulhado: o triunfo do Samora Correia ante o Benfica do Ribatejo (2-0) proporcionou ao Glória do Ribatejo (2-0 ao Forense) assumir a liderança, beneficiando também do facto de o Benavente ter folgado. A duas rondas do termo desta primeira fase, o campeonato está “ao rubro”, com quatro concorrentes para três vagas: Glória do Ribatejo com um ponto a mais que Benavente e Samora Correia, com o Benfica do Ribatejo um ponto mais abaixo.
Campeonato de Portugal Prio – O Alcanenense confirmou a vitória da ronda inaugural indo vencer ao Crato por 2-0, mantendo o 2.º lugar, mas ampliando já para sete pontos a margem face à posição de “play-off”. Ao invés, o Coruchense foi surpreendido em casa, perdendo ante o Malveira (agora 2.º da sua série) por 0-1, vendo-se igualado pelo Sacavenense, no 6.º/7.º posto, agora já com atraso de cinco pontos em relação ao último lugar de manutenção “automática”.
Antevisão – No próximo fim-de-semana os campeonatos distritais voltam a estar em pausa, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que se destaca uma “final antecipada”, entre Riachense e União de Tomar, com os unionistas a pretender repetir o êxito do jogo do campeonato, enquanto o grupo de Riachos visará recuperar do abalo do desaire com a formação abrantina. A qual, por sua vez, tem curta viagem até Mação, procurando contrariar o favoritismo dos maçaenses. O Fazendense, vencedor da competição há dois (e há quatro) anos, tem difícil saída até à Moçarria, recolhendo, ainda assim, maior dose de favoritismo. Por fim, o Amiense (vencedor há três anos, e finalista na época passada), deslocando-se a Ferreira do Zêzere, procurará não ser surpreendido pelo único representante do escalão secundário ainda em prova.
No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense recebe o 3.º classificado, Peniche, em jogo que se antevê repartido; o Coruchense desloca-se a Torres Vedras, defrontando o Torreense, em desafio crucial, precisamente com o clube posicionado imediatamente acima da “linha de água”.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Fevereiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 18.ª jornada

(“O Templário”, 18.02.2016)
A oito jornadas do termo do Campeonato Distrital da I Divisão, o Fátima dispõe de uma “auto-estrada” aberta para o título, confirmando o favoritismo que, desde o arranque da prova, lhe era conferido: no máximo, necessitará de mais cinco vitórias, ou, alternativamente, poderá até registar quatro empates (ganhando os restantes quatro jogos). Somando segunda série de oito triunfos consecutivos, com o ataque mais concretizador (41 golos) e a defesa menos batida (apenas 4 golos, em 18 jogos!), tendo cedido apenas dois empates, os fatimenses irão certamente sagrar-se justos Campeões, pela seriedade com que encararam a competição, jogo a jogo, mantendo sempre elevados níveis de concentração e competitividade. Pese embora a excelente campanha do Cartaxo, que foi procurando mover uma (tão) apertada (quanto possível) perseguição, seria expectável que a descolagem viesse a acontecer; para tal contribuiu de forma determinante o União de Tomar, impondo aos cartaxenses o seu terceiro desaire desta época.
Destaques – A velha máxima de que “não há dois jogos iguais” materializou-se, uma vez mais, desta feita em Tomar, com o União a repetir a recepção ao Cartaxo – depois do confronto da Taça do Ribatejo na semana anterior –, mas, ao contrário dessa partida, marcando primeiro, cedo adquiriu vantagem decisiva, tendo chegado ao 2-0 final ainda na metade inicial. Afirmando também a sua qualidade, os tomarenses reforçam a 3.ª posição na pauta classificativa, voltando a dispor de sete pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores (o par formado pelos rivais Riachense e Torres Novas). Foi a primeira vitória unionista sobre os cartaxenses desde a temporada de 2009-10 (após oito encontros entre ambos os emblemas sem êxito nabantina); mas, noutra perspectiva, foi também o 11.º jogo sucessivo que o Cartaxo disputa em Tomar sem alcançar o triunfo, num ciclo de invencibilidade caseira dos “rubro-negros”, ante este opositor, que perdura há já trinta anos!
Outra situação de realce foi o regresso às vitórias dos Empregados do Comércio ante o Torres Novas (também por 2-0), colocando ponto final numa sucessão de cinco derrotas, o que possibilitou aos escalabitanos, num ápice, pular novamente até ao 8.º lugar.
Igualmente digno de menção o triunfo do At. Ouriense sobre o U. Almeirim (1-0), com a formação de Ourém, desesperadamente a procurar escapar do fundo da tabela, a somar o quarto jogo sem derrota nos cinco já disputados na segunda volta (obtendo segunda vitória em três rondas), integrando agora o trio que reparte o 10.º ao 12.º posto, a par de Amiense e Rio Maior.
Surpresas – Tal como na jornada precedente, o Fazendense volta a protagonizar a surpresa negativa da ronda, ao perder em Rio Maior por 1-2 (frente a um adversário que vinha com um registo acumulado de seis desaires consecutivos – considerando a conversão em derrota, por via administrativa, do empate averbado em Mação), vendo-se assim, incrivelmente, em posição de despromoção (no penúltimo lugar!), pese embora só um ponto atrás do terceto antes referido, a dois pontos do Moçarriense, e a três dos Empregados do Comércio. São seis equipas separadas agora por escassos três pontos, uma das quais, pelo menos (eventualmente duas, dependendo do desfecho do “Nacional”), deverá acompanhar a U. Abrantina – já a sete pontos da “linha de água”, tendo obtido um único ponto nos últimos seis jogos – na despromoção à II Divisão.
Menos surpreendente terá sido a igualdade obtida pelo Amiense em Mação (2-2) – até por se ter tratado do oitavo empate registado “em campo” pelos maçaenses nos últimos onze encontros…
Confirmações – Também o Fátima confirmou que os jogos de campeonato são diferentes dos da Taça, indo vencer a Abrantes, frente à U. Abrantina (2-0), depois do empate da semana passada (que lhe custaria, via desempate da marca de grande penalidade, a eliminação).
Por fim, e pese embora o espírito aguerrido do Moçarriense, o Riachense fez valer o seu maior potencial, para, não sem dificuldade, se impor por 2-1 na Moçarria, recuperando o 4.º lugar.
II Divisão Distrital – A vitória do Ferreira do Zêzere sobre o Alferrarede (por tangencial 1-0) possibilitou-lhe ascender ao 1.º lugar, ao mesmo tempo que confirmou a sua presença, a par do Pego, na fase decisiva, de apuramento do Campeão… onde ainda poderá chegar o Caxarias, depois da goleada (4-0) frente a uma diminuída equipa do Assentis. A Sul, a sensação foi a vitória da Glória do Ribatejo em Benavente (2-1), que faz com que esteja ao rubro a disputa dos três lugares de acesso a tal fase, com Benavente, Benfica do Ribatejo, Glória do Ribatejo e Samora Correia, separados, entre cada um deles, nesta ordem, por um único ponto.
Campeonato de Portugal Prio – Na ronda de abertura da segunda fase, nas séries de manutenção, entrada com o(s) “pé(s) direito(s)” de Alcanenense e Coruchense, ambos com vitórias, respectivamente sobre o V. Sernache (2-1) e Sacavenense (1-0), com realce para o grupo do Sorraia, a ganhar em terrenho alheio, e logo frente ao actualmente seu mais directo rival. A formação de Alcanena isolou-se no 2.º lugar, com cinco pontos de vantagem sobre o 6.º classificado (posição que obrigará à disputa do “play-off”); o Coruchense ascendeu a esse 6.º posto da sua série, relegando a turma de Sacavém para a zona de despromoção, a um ponto.
Antevisão – Na próxima jornada da I Divisão Distrital, destaca-se um desafio de crucial importância nas contas da manutenção, com o Fazendense a receber o At. Ouriense. De interesse serão também os confrontos que opõem: U. Almeirim-U. Tomar, Torres Novas-Mação e Cartaxo-Empregados do Comércio – nos quais poderá prevalecer o equilíbrio. Na II Divisão, realce para as seguintes partidas: Alferrarede-Pego e Samora Correia-Benfica do Ribatejo.
No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense desloca-se ao terreno do “lanterna vermelha”, Crato, com boas possibilidades de obter um resultado positivo; já o Coruchense, recebendo o At. Malveira, embora se possa antecipar que venha eventualmente a enfrentar maior dificuldade, poderá também somar pontos determinantes para reavivar o objectivo da manutenção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Fevereiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 11.02.2016)
Os dois primeiros classificados do campeonato, Fátima e Cartaxo – o qual, aliás, lideram de forma destacada –, quedaram-se pela eliminatória referente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, afastados, respectivamente, pela U. Abrantina e pelo U. Tomar, que, depois de terem imposto a igualdade, foram mais eficazes no desempate da marca de grande penalidade. Curiosamente, uma fórmula de desempate que possibilitou também a duas equipas primodivisionárias (Mação e Moçarriense) evitar a eliminação por dois clubes a militar no escalão secundário (Samora Correia e Glória do Ribatejo) – tendo todos estes quatro desafios registado empates a uma bola. Assim, a equipa do Ferreira do Zêzere é já a única representante da II Divisão Distrital na prova.
Destaques – O maior destaque vai, necessariamente, para a eliminação do líder do campeonato, Fátima, precisamente pelo “lanterna vermelha” do Distrital da I Divisão, a formação da U. Abrantina. Pese embora alguma política de rotação de jogadores que vem sendo adoptada pelos fatimenses nesta competição, a verdade é que, depois de se terem colocado em vantagem, acabaram por vir a ser surpreendidos, sofrendo o tento do empate, acabando por vir a ser penalizados no referido sistema de desempate.
Precisamente o mesmo que se verificou em Tomar, neste caso, em confronto entre o 3.º e o 2.º classificados, com o Cartaxo, depois de uma primeira metade repartida, a inaugurar o marcador, no início do segundo tempo, conseguindo o União de Tomar, com boa reacção – num jogo em que estreou o novo reforço, o regressado Wemerson –, restabelecer a igualdade a escassos minutos do final do tempo regulamentar. Seguiu-se uma longa série de 18 remates da marca de grande penalidade, tendo os primeiros doze sido, todos eles, convertidos. Ao 13.º, os unionistas permitiriam a defesa ao guardião forasteiro; e, quando se receava o consumar da eliminação, o guarda-redes tomarense, Fábio Silva, defenderia também, façanha que viria a repetir na última tentativa do Cartaxo, vindo assim o resultado de tal desempate a fixar-se em 8-7!
Realce ainda para o triunfo do Riachense em Almeirim, ante o União local, ganhando por tangencial 3-2, assim desfeiteando um adversário que, até há bem pouco tempo, mantinha notável período de invencibilidade caseira (apenas tendo sido batido pelo Fátima, na 15.ª jornada, há cerca de um mês).
Surpresa – Para além do destaque ao desempenho da U. Abrantina, já mencionado, não houve propriamente surpresas nesta ronda… mas poderia ter havido, dado que, quer Glória do Ribatejo, quer Samora Correia (respectivamente 3.º e 4.º classificados da série mais a Sul da II Divisão), impuseram também igualdades (1-1), respectivamente frente ao Moçarriense e ao Mação, não tendo tido depois a felicidade de triunfar no desempate da marca de grande penalidade, o que impediu a ocorrência de “tomba-gigantes”.
Confirmações – Nos restantes três encontros, o Fazendense, parecendo apostado em recuperar da “má imagem” do campeonato, foi ganhar a Ourém, frente a um At. Ouriense, aparentemente a mergulhar novamente em crise, por 2-0; o Amiense, depois de ter começado por sofrer um susto, vendo-se a perder no terreno do secundário Vale da Pedra (7.º e antepenúltimo classificado da sua série), viria a impor-se por categórica marca de 6-3, num desafio aberto, sem grandes preocupações defensivas, em que o espectáculo terá imperado; por fim, no duelo entre equipas da II Divisão Distrital, o Ferreira do Zêzere voltou a superiorizar-se ao Atalaiense, ganhando agora por convincente 4-1 (depois do 2-1 registado na fase de grupos da Taça – rectificando, por outro lado, o desaire averbado para o campeonato, então por 2-3), sendo portanto a única equipa do seu escalão a prosseguir na competição.
Uma menção final ao alinhamento dos 1/4 de final, cujos jogos estão agendados para o próximo dia 28 de Fevereiro: Mação-U.Abrantina, um duelo do Norte do Distrito; Moçarriense-Fazendense; Ferreira do Zêzere-Amiense; e Riachense-U. Tomar (como que uma “final antecipada”, entre duas das equipas mais apetrechadas que subsistem em prova).
Antevisão – No próximo fim-de-semana regressam os campeonatos, incluindo o Nacional, a iniciar a sua segunda fase, já com os concorrentes separados em séries de disputa da promoção à II Liga (em que militam, no caso das séries em que participaram os representantes do Distrito, U. Leiria, B. C. Branco, Casa Pia e 1.º Dezembro, juntamente com dois clubes dos Açores, Angrense e Praiense, para além do Cova da Piedade e do Moura), e de disputa da manutenção.
Na I Divisão Distrital, já na 18.ª jornada, anota-se a curiosidade de se repetirem precisamente os jogos de maior sensação dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, com a U. Abrantina a receber novamente o líder do campeonato, Fátima, enquanto o U. Tomar é outra vez visitado pelo Cartaxo, num aliciante “remake”. Os restantes jogos serão sobretudo de interesse na perspectiva da fuga à zona perigosa da tabela: Rio Maior-Fazendense, At. Ouriense-U.Almeirim, Empregados do Comércio-Torres Novas, Mação-Amiense e Moçarriense-Riachense.
Na II Divisão, a Norte, o Ferreira do Zêzere, recebendo o Alferrarede, poderá beneficiar do facto de o Pego folgar, para assumir o comando; por seu lado, Caxarias e Assentis, procurarão manter as aspirações de poder chegar ainda ao 3.º lugar, para o que será imperioso vencer. A Sul, o jogo grande será entre Benavente e Glória do Ribatejo (1.º e 3.º classificados), com o Samora Correia a poder tirar benefícios, em caso de vitória no terreno do vizinho Porto Alto.
Por fim, no “Campeonato de Portugal Prio”, o Alcanenense, que parte para esta segunda fase repartindo o 2.º posto com o Peniche, recebe o V. Sernache, actual 6.º classificado, mas apenas três pontos abaixo, em partida que poderá revestir-se de cariz determinante. O mesmo sucede com o Coruchense, que se desloca a Sacavém, também para defrontar o Sacavenense (6.º nesta série), em relação ao qual arranca para esta fase decisiva com desvantagem de dois pontos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Fevereiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 17.ª jornada

(“O Templário”, 04.02.2016)
Com a disputa da 17.ª jornada, prestes a entrar-se no derradeiro terço da prova, assistimos ao quebrar de algumas séries que se encontravam em curso, aqui referidas na semana passada: o Fátima, sofrendo um golo em Riachos, viu interrompida a inviolabilidade das suas balizas, que perdurava há onze rondas (o guardião Nuno Ribeiro ultrapassou os 1.000 minutos sem sofrer golos!); por seu lado, Mação e União de Tomar, derrotados, respectivamente, na Moçarria e em Torres Novas, terminaram também as suas séries de invencibilidade, que perduravam há nove (no caso dos maçaenses) e há sete jogos (no que respeita aos unionistas).
Destaques – O principal destaque da jornada vai para o triunfo do líder Fátima em Riachos (2-1), no que terá constituído o ultrapassar de um dos mais difíceis obstáculos que se perfilavam no seu caminho para o título, pese embora o tal golo sofrido, e o facto de apenas já na parte derradeira do desafio ter conseguido o tento que lhe conferiu os três pontos; somando a 15.ª vitória em 17 jogos, faltando agora disputar nove encontros, os fatimenses continuam a dispor de “margem de erro” de dois jogos (em caso de derrota) ou, alternativamente, até três empates. Apesar da tenaz perseguição em que o Cartaxo vai persistindo, a confirmação do 1.º lugar parece ser, cada vez mais, uma questão de tempo… para uma equipa que segue já com sete vitórias (prestes a repetir o “record” de oito, registado, quer por Fátima, quer pelo Cartaxo).
Uma outra menção especial a mais uma vitória do Moçarriense, desta feita no seu terreno, recebendo e batendo o Mação por 2-1, tendo operado a reviravolta no marcador, frente a um adversário que, conforme acima indicado, não perdia para o campeonato desde a 7.ª jornada. Tal possibilitou ao grupo da Moçarria um excelente salto na tabela classificativa, até ao 8.º lugar.
Finalmente, também o Amiense lhe seguiu os passos, goleando os Empregados do Comércio, equipa em verdadeira “maré baixa” – somou o quinto desaire sucessivo, apenas tendo ganho um dos últimos 14 jogos que disputou no campeonato… –, o que permitiu ao grupo de Amiais de baixo pular enfim sobre a “linha de água”, integrando agora um trio que reparte o 9.º ao 11.º posto, a par do Fazendense e do seu adversário desta ronda, que, com trajectória inversa, se vê agora em posição deveras periclitante.
Surpresa – O desfecho mais surpreende da jornada foi, não obstante a irreconhecível campanha que o Fazendense vem apresentando, o empate cedido em casa (no que constitui o terceiro jogo sucessivo sem ganhar), ante o “lanterna vermelha”, U. Abrantina (1-1), que, por seu lado, vinha de quatro derrotas sucessivas… e que, porém, se mantém distante da perspectiva de “salvação”, a cinco pontos do Rio Maior (que caiu até ao 12.º lugar) e a seis do terceto antes referido.
Confirmações – Nas restantes três partidas, os resultados seriam de alguma forma expectáveis. Desde logo, a goleada do Cartaxo na recepção ao At. Ouriense (4-0), com os cartaxenses a darem prova de uma solidez competitiva que, indubitavelmente, lhes poderia conferir o título de Campeão Distrital… não fora a (algo acidental, visto o seu palmarés das últimas três décadas) presença do Fátima nesta edição da prova. De qualquer forma, a ver vamos…
Também o U. Almeirim confirmou o favoritismo, reforçado por actuar no seu reduto, ganhando ao Rio Maior por 2-1, outra equipa a atravessar uma séria crise de resultados (tal como os “Caixeiros”, perdeu os jogos da 13.ª à 17.ª jornadas), que fez com que tivesse sofrido queda progressiva, desde o 3.º lugar (que ocupava à 9.ª ronda) até ao 3.º a “contar do fim” (somando apenas dois pontos nos últimos 8 jogos, de longe o pior registo de todos os concorrentes).
No “clássico” do Distrito, o Torres Novas fez valer o factor casa, impondo-se, também por tangencial 2-1, frente ao União de Tomar, reduzindo assim, de sete, para quatro pontos o atraso em relação ao 3.º lugar, que continua a ser pertença dos tomarenses. Sofrendo dois tentos em curto espaço de tempo, os unionistas – que se apresentaram ainda mais rejuvenescidos que o habitual, com alguns elementos do plantel júnior, numa gestão do plantel perspectivando também o próximo jogo da Taça do Ribatejo – mais não conseguiriam que reduzir, não tendo tido a felicidade de converter em golo uma boa oportunidade, já mesmo a findar o encontro.
II Divisão Distrital – Dois resultados sobressaem nesta ronda: primeiro, a estrondosa goleada (11-0!) aplicada pelo Benavente, frente ao Barrosense, no “derby” municipal, desfecho que apenas terá sido possível pelo facto de o grupo da Barrosa – que, na primeira volta, até tinha ganho em Benavente… – atravessar fase de desestruturação da sua equipa, praticamente reduzido a um lote mínimo de jogadores disponíveis, sem alternativas; por outro lado, a excelente vitória do Ferreira do Zêzere no terreno do Pego (1-0), permitindo aos ferreirenses reduzir para um ponto a desvantagem face ao ainda líder. A clara vitória do Atalaiense sobre o U. Santarém (3-0) vem reabrir ainda, com quatro jornadas por disputar, a disputa do 3.º lugar, que envolve, para além destes dois conjuntos, também Alferrarede, Assentis e até o Caxarias.
Antevisão – No próximo fim-de-semana os campeonatos distritais voltam a entrar em ligeira pausa, para disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, fase em que avultam os seguintes confrontos: à cabeça, o U. Tomar-Cartaxo (com o 3.º e 2.º classificados a antecederem o desafio que os colocará novamente frente a frente, para o campeonato, na semana imediata), uma eliminatória de elevado grau de dificuldade para os unionistas, que terão de potenciar todo o seu rendimento para superar este valoroso opositor; a seguir, o U. Abrantina-Fátima, com a curiosidade de saber como ripostará o último classificado ante o guia do campeonato; depois, ainda entre primodivisionários, o U. Almeirim-Riachense e o At. Ouriense-Fazendense. Entre equipas de escalão diferente, registam-se três acasalamentos: Samora Correia-Mação, Glória do Ribatejo-Moçarriense e Vale da Pedra-Amiense, com os secundários a pensar no estatuto de “tomba-gigantes”. Por fim, um único (re)encontro entre clubes da II Divisão: Atalaiense-Ferreira do Zêzere (que, curiosamente, já haviam disputado a mesma série da fase de grupos).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Fevereiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 16.ª jornada

(“O Templário”, 28.01.2016)
No regresso dos campeonatos distritais, o trio da dianteira na I Divisão mantém a solidez competitiva, com o líder Fátima a ampliar para onze o número de jogos sem sofrer golos (no limiar dos 1.000 minutos), o Cartaxo, depois de uma ligeira fase de alguma turbulência (derrotas em Fazendas de Almeirim e em Fátima), novamente bastante afirmativo, vencendo de forma categórica, e o U. Tomar, atingindo o sétimo jogo sucessivo de invencibilidade (dos quais, de forma notável, ganhou seis, tendo somado um total de 19 pontos – num máximo possível de 21 –, tantos quantos os fatimenses, nesta mesma sequência das últimas sete jornadas).
Curiosamente, em termos das maiores séries actualmente em curso, referência ainda para as nove partidas que o Mação leva já sem conhecer a derrota, mas, nas quais, curiosamente, acumula já sete igualdades (depois de, nas sete rondas iniciais, não ter registado qualquer empate)! Ao invés, Empregados do Comércio e U. Abrantina seguem com quatro desaires sucessivos (sendo que o Rio Maior também perdeu por quatro vezes, da 13.ª à 16.ª jornadas, tendo, não obstante, empatado entretanto o desafio da 12.ª ronda, que se encontrava em atraso).
Destaques – Os destaques da jornada vão para os convincentes triunfos averbados pelos dois primeiros classificados: o Fátima, recebendo o Fazendense, impondo-se por inapelável marca de 3-0; o Cartaxo, visitando Rio Maior, goleando por 4-1. Se os fatimenses dão mostras de não vacilar no comando, os cartaxenses não desarmam na perseguição ao líder, mantendo a distância de seis pontos… e a pressão.
Surpresas – De tal forma têm sido recorrentes as referências ao Moçarriense nesta secção, que já vêm deixando de ser verdadeiramente surpreendentes os feitos do grupo da Moçarria. Desta feita, num “derby” regional, em Santarém, ante os “Caixeiros”, mais uma vitória do Moçarriense (3-1) – somando já três vitórias e um empate fora de casa –, que, aliás, bisa o triunfo frente a este mesmo adversário, depois do 3-0 aplicado em partida a contar para a Taça do Ribatejo, igualmente em terreno alheio (curiosamente, depois de ter perdido em casa).
Por outro lado, poderá porventura considerar-se como uma “meia-surpresa” o triunfo do At. Ouriense ante o Torres Novas (1-0), em particular se atendermos à trajectória recente de ambas as formações: a equipa de Ourém, que não conseguia ganhar há sete jornadas (nos quais, aliás, começara por sofrer cinco derrotas); os torrejanos, que registavam um ciclo de três vitórias consecutivas. Assim, estas duas equipas, para além de subirem ligeiramente (uma posição) na tabela classificativa, abandonando, por agora, os dois postos abaixo da “linha de água”, passam a integrar um alargado grupo de sete equipas (metade dos concorrentes), que nesta altura se vê envolvido na disputa de um lugar que possa proporcionar a manutenção no escalão principal.
Não terá sido também uma surpresa de maior, mas merece igualmente menção o resultado obtido pelo U. Almeirim em Abrantes, goleando a U. Abrantina por 4-1, empurrando o conjunto da casa, cada vez mais, para a indesejada condição de “lanterna vermelha” (já a cinco pontos do 12.º classificado, At. Ouriense, e a seis do trio precedente). Ao contrário, o U. Almeirim pode ter dado um passo importante para a tranquilidade, colando-se ao Mação, a um ponto apenas do Riachense e Torres Novas, com seis pontos de vantagem face à equipa de Ourém.
Confirmações – Por fim, as confirmações: um resultado quase “inevitável”, no Mação-Riachense, com o empate a uma bola, que possibilitou à turma de Riachos ascender ao 4.º lugar, que partilha agora com o rival Torres Novas; e a tranquila vitória do União de Tomar na recepção ao Amiense (2-0), pese embora a recuperação que o grupo de Amiais de Baixo vinha encetando (apenas um desaire nas seis jornadas anteriores), numa partida, portanto, que apresentava alguns riscos para os unionistas, que os souberam contornar da melhor forma.
II Divisão Distrital – Destacam-se o empate do Caxarias ante o líder, Pego (1-1) e a vitória do Assentis em Santarém, frente ao União local (1-0); a Sul, a “sensação” foi o triunfo do Samora Correia no terreno do comandante, Benavente (2-0), tendo o Glória goleado o Barrosense (5-0).
Campeonato de Portugal Prio – Terminou a primeira fase deste campeonato nacional, com as equipas do Distrito com desfechos distintos e posicionamentos também diversos: o Alcanenense, recebendo o “lanterna vermelha”, Crato, goleou por 4-0, terminando no 5.º lugar (em igualdade pontual com o 4.º classificado, Peniche); o Coruchense, deslocando-se a Sacavém, perdendo por 2-3, terminou na 9.ª (penúltima posição).
Ambos os emblemas disputarão, na segunda fase, as séries de manutenção; partindo os concorrentes com metade dos pontos até agora angariados, a formação de Alcanena iniciará a prova com 13 pontos, portanto com cinco pontos de vantagem sobre a “linha de água”, mas apenas com três pontos a mais que o 8.º classificado, posição que, no final, implicará a disputa de um “play-off”. Por seu lado, o Coruchense, arrancando com magro pecúlio, de apenas seis pontos, parte com desvantagem de dois pontos para o Sacavenense (8.º da sua série), mas já a algo distantes sete pontos dos lugares que garantirão automaticamente a manutenção.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, as atenções estarão focadas em Riachos, no Riachense-Fátima, com a expectativa de saber se o líder poderá eventualmente vir a ser travado, ou, inclusivamente, desfeiteado pela primeira vez nesta temporada… ou, pelo menos, sofrer golos. Outro desafio do maior interesse será o principal “clássico” do Distrito, com o Torres Novas a receber o União de Tomar, num duelo já com 85 edições, em jogos oficiais de provas de âmbito nacional e distrital (Campeonatos e Taças, de Portugal e do Ribatejo). Realce ainda para uma outra partida que poderá vir a revelar-se determinante para a abordagem das equipas à fase final da competição, a nível dos lugares de manutenção: o Amiense-Empregados do Comércio. Na II Divisão, destaca-se, como “jogo grande” da ronda, o Pego-Ferreira do Zêzere, que coloca frente-a-frente os dois primeiros classificados; e, a Sul, o “derby”, Barrosense-Benavente.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Janeiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 21.01.2016)
Disputou-se no passado fim-de-semana a 3.ª e última jornada da fase de grupos da Taça do Ribatejo, apurando-se para os 1/8 de final da competição onze clubes que militam actualmente na I Divisão Distrital – apenas Torres Novas, Empregados do Comércio e Rio Maior foram eliminados – e cinco equipas do escalão secundário (Ferreira do Zêzere, Atalaiense, Samora Correia, Vale da Pedra e Glória do Ribatejo).
Numa prova que continua a gerar polémica quanto à fórmula de desempate aplicada (logo após o número de pontos no confronto directo entre equipas igualadas, surge, como segundo critério de desempate, o resultado dos pontapés da marca de grande penalidade, suplantando a diferença global de golos), o que suscitou mesmo o anúncio de protesto por parte do Torres Novas – o qual, ao contrário do que, também induzido em erro, aqui tinha referido, estava de facto já eliminado antes desta derradeira ronda –, valeu que acabaria por não ser necessário o recurso a tal critério para determinação dos clubes a apurar para a fase seguinte…
Destaques – Tendo em consideração que, por um lado, Torres Novas e Empregados do Comércio foram eliminados em séries em que participavam três equipas do principal escalão, e, por outro, que quatro dos clubes da II Divisão Distrital apurados se qualificaram em séries que não incluíam qualquer equipa da I Divisão, o principal destaque vai para a vitória do Samora Correia ante o Rio Maior (2-1), que permitiu ao grupo do município de Benavente assumir a condição de único “tomba-gigantes” desta fase de grupos.
É de assinalar também a repentina recuperação do Riachense, que – a perder por 0-2 ante o Fátima, à entrada do derradeiro minuto da partida –, conseguiria ainda repor a igualdade no marcador (2-2), acabando por classificar-se em 1.º lugar da sua série, em função do tal desempate da marca de grande penalidade; os fatimenses, que seguem com dez jogos de inviolabilidade das suas redes no campeonato, voltaram a sofrer golos na Taça, o que poderá ser justificado pelo facto de não terem alinhado na sua máxima força.
Realce ainda para Ferreira do Zêzere (vitória por 2-1 sobre o Atalaiense), Mação (ganhando por 4-1 em Santarém, ante o União local) e Cartaxo (1-0 na recepção ao Moçarriense), únicas equipas que conseguiram triunfar em todos os três jogos disputados nesta fase da prova.
Por fim, menção ao empate (1-1) do Benavente na recepção ao Empregados do Comércio, a par do triunfo do Samora Correia o outro único resultado positivo de uma equipa do escalão secundário face a um concorrente da I Divisão Distrital, embora, neste caso, sem o prémio do apuramento, mas relegando os “Caixeiros” para a última posição da respectiva série.
Surpresas – Numa jornada sem grandes surpresas a assinalar – à parte a referida derrota do Rio Maior em Samora Correia –, os jogos de marcador mais imprevisto terão sido os que resultaram nas goleadas aplicadas pelo At. Pernes na recepção ao Pego (4-0 – também sem outras consequências que não o relegar do líder da II Divisão Distrital para o último posto da série), e pelo Vale da Pedra ao Forense (5-0).
Confirmações – Por último, neste sumário relativo à última jornada desta fase de grupos da Taça Ribatejo, referência também às goleadas infligidas pelo U. Almeirim ao Marinhais (9-0), Torres Novas ao Caxarias (7-1), estas de alguma forma mais expectáveis, dado o desnível entre as equipas, pese embora o marcador possa ter sido mais elevado que o que seria antecipável.
Igualmente nesta secção das confirmações incluo também a vitória do At. Ouriense sobre o União de Tomar (2-0) – numa partida em que, afinal, ambos os conjuntos se encontravam já qualificados –, portanto um desafio sem particular responsabilidade, que não a de apurar o vencedor da série, em qualquer caso um posicionamento sem implicações para o sorteio dos 1/8 final, entretanto já realizado, na segunda-feira, na sede da Associação de Futebol de Santarém.
São os seguintes os 16 clubes apurados: Ferreira do Zêzere, Atalaiense, At. Ouriense, União de Tomar, Mação, U. Abrantina, Riachense, Fátima, Amiense, Samora Correia, Vale da Pedra, Glória do Ribatejo, Cartaxo, Moçarriense, U. Almeirim e Fazendense.
Campeonato de Portugal Prio – Com um positivo empate (1-) alcançado em Peniche, o Alcanenense mantém o 5.º lugar, com nove pontos de vantagem sobre a “linha de água”, pese embora diste apenas quatro pontos do 8.º classificado (Sertanense); o Coruchense, na estreia de um novo responsável técnico, Daniel Kenedy, não conseguiu evitar o desaire (1-2) na recepção ao líder, Casa Pia, tendo baixado à penúltima posição, agora a um ponto do Sacavenense (8º).
Antevisão – No próximo fim-de-semana são retomados os Campeonatos Distritais, com destaque para os seguintes encontros, na I Divisão Distrital: Fátima-Fazendense, no que, à partida para esta época, seria um jogo de grande cartel, entre os então considerados como principais candidatos ao título; Rio Maior-Cartaxo, com os cartaxenses a necessitar confirmar o seu favoritismo, para poderem manter a perseguição ao líder; Mação-Riachense, um desafio entre dois dos mais sólidos conjuntos da prova; U. Tomar-Amiense, entre duas equipas que vêm tendo uma trajectória positiva; e o “derby” escalabitano Empregados do Comércio-Moçarriense.
Na II Divisão Distrital, destaca-se, como “jogo grande” da jornada, o “derby” Benavente-Samora Correia; realce também, a Norte, para o Caxarias-Pego, U. Santarém-Assentis, assim como o reviver de um “clássico”, entre Tramagal-Alferrarede.
No Campeonato de Portugal, já na derradeira ronda desta primeira fase, o Alcanenense recebe o “lanterna vermelha”, Crato, esperando-se que possa somar mais uma vitória, para ampliar o seu pecúlio. O Coruchense desloca-se ao terreno do Sacavenense, onde será importante pontuar, em ordem a não deixar distanciar-se este concorrente directo na disputa da manutenção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Janeiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 15.ª jornada

(“O Templário”, 14.01.2016)
O Distrital da I Divisão vai, gradualmente, definindo posições, com as equipas a começarem a ficar “arrumadas” em distintos patamares: no topo, mantém-se a vantagem de seis pontos do Fátima, com o Cartaxo a procurar manter a perseguição; parece formar-se agora um lote de equipas na disputa do 3.º lugar, integrando o U. Tomar, Torres Novas, Riachense e Mação; segue-se outro quarteto, que ambiciona alcançar a tranquilidade (U. Almeirim, Empregados do Comércio, Rio Maior e Fazendense); por fim, outros quatro clubes tentam, já algo em “desespero”, fugir à zona perigosa (Moçarriense, At. Ouriense, Amiense e U. Abrantina).
Destaques – A grande sensação da jornada foi a robusta goleada imposta pelo Riachense, na recepção ao Fazendense, ganhando por inesperada marca de 6-1, até porque a turma de Fazendas de Almeirim – à partida um dos principais candidatos ao título – parecia, finalmente, querer encarrilar, tendo ganho dois dos três jogos anteriores (curiosamente, perdera também ante a outra formação do município de Torres Novas). Nesta ronda, os visitantes ainda chegaram a estar empatados a uma bola, mas, tendo chegado ao intervalo já em desvantagem por 1-3, no segundo tempo veriam a conta avolumar-se até à “meia-dúzia”.
Outras duas referências obrigatórias resultam do U. Almeirim e Fátima, com os visitados a ver quebrada a sua invencibilidade caseira, perdendo, de forma categórica, por 3-0, no que, paralelamente, constitui o 10.º jogo sucessivo sem sofrer golos dos fatimenses, no campeonato.
Surpresas – Numa jornada sem surpresas a assinalar, o desfecho porventura menos previsível terá sido o empate averbado pelo At. Ouriense em Amiais de Baixo (1-1), entre duas equipas “aflitas”, o que, ainda assim, possibilitou ao Amiense “trespassar” a “lanterna vermelha” à U. Abrantina. Mas, curiosamente, seria a formação de Abrantes a estar mais próxima de protagonizar a surpresa da ronda, tendo estado, durante largo tempo, a ganhar no terreno do vice-líder, Cartaxo, não tendo contudo conseguido evitar acabar por ser desfeiteada, por 1-2.
Confirmações – Nos restantes três desafios, resultados dentro do expectável, com a particularidade de todos os actuais seis primeiros classificados terem ganho nesta jornada, enquanto os cinco clubes posicionados imediatamente a seguir foram, todos eles, derrotados.
Começando pelo Torres Novas, que, depois de um terrível ciclo de cinco desaires, somou agora o terceiro triunfo sucessivo, batendo o Rio Maior por 3-1, equipa que vem baixando na pauta classificativa; por seu lado, também o Mação, com uma boa série de oito jogos sem perder, se impôs (2-1) frente a uma equipa dos Empregados do Comércio, também em queda acentuada na tabela, em função de ter registado uma única vitória nos últimos doze jogos!
Por fim, num jogo que, decorridos os primeiros minutos, parecia facilitado, mas que, contudo, se viria a complicar sobremaneira, o União de Tomar somou o quinto triunfo em seis jogos (sete nos últimos oito, se considerarmos também a Taça do Ribatejo), ganhando na Moçarria por 3-2.
Jogando contra uma forte ventania, começando por cedo inaugurar o marcador, vindo ainda, na primeira metade, a ampliar a vantagem para 2-0, tendo desperdiçado outras três ou quatro soberanas ocasiões de golo antes do intervalo (o que poderia ter colocado o “placard” em números idênticos aos 5-0 registados na primeira volta, em Tomar), os unionistas veriam, já na segunda parte, de forma absolutamente inesperada, num período de apenas cinco minutos em que passaram por uma fase de abaixamento da intensidade de jogo e alguma desconcentração, o Moçarriense – grupo abnegado, que não desiste nunca, nem vira a cara à luta – restabelecer a igualdade a dois tentos. A partir daí, com uma notável resposta, “arregaçando as mangas”, o grupo tomarense assumiu então a iniciativa do jogo, indo em busca da vitória que lhe parecia ter estado antecipadamente garantida, vindo a ver o seu esforço recompensado com o terceiro tento, possibilitando assim a confirmação da notória superioridade evidenciada em campo.
II Divisão Distrital – Para além das goleadas dos dois primeiros (5-0 do Pego, ante o Tramagal; e 4-0 do Ferreira do Zêzere, frente ao Caxarias), o destaque vai para um determinante triunfo do U. Santarém em Alferrarede (3-1). A Sul, menção especial à vitória (2-1) do Glória do Ribatejo em Samora Correia, a par da goleada do Benavente (5-0) no terreno do Vale da Pedra.
Campeonato de Portugal Prio – Uma jornada bastante negativa, com o Alcanenense, derrotado em casa pelo V. Sernache (0-2), de alguma forma a comprometer o labor de muitas jornadas, vendo reduzida a somente 4 pontos a vantagem sobre o 8.º classificado, Sertanense; por seu lado, o Coruchense, perdendo em Torres Vedras (0-3), viu distanciar-se o adversário imediatamente acima, precisamente o Torreense, “cavando” agora já um fosso de 8 pontos.
Antevisão – No próximo fim-de-semana os Campeonatos Distritais voltam a estar em pausa, para disputa da 3.ª e derradeira ronda da fase de grupos da Taça do Ribatejo, com alguns desafios decisivos para definir o apuramento para os 1/8 de final, como são os casos, nomeadamente, do At. Ouriense-U. Tomar (caso os oureenses consigam, pelo menos, o empate, apuram-se, em detrimento do Torres Novas); U. Abrantina-Assentis; Rio Maior-Samora Correia; Glória do Ribatejo-Porto Alto; e Benfica do Ribatejo-Fazendense.
No Campeonato de Portugal, atingindo-se a penúltima jornada da primeira fase, o Alcanenense desloca-se a Peniche, para defrontar a equipa com a qual, precisamente, partilha actualmente o 4.º posto, sendo importante voltar a pontuar, até porque o Sertanense se desloca ao terreno do “lanterna vermelha”, Crato; nesta série, destaque ainda para um decisivo Caldas-B. C. Branco, para apurar o clube que acompanhará o U. Leiria na fase de disputa da promoção. O Coruchense volta a não ter tarefa fácil, recebendo um dos integrantes do trio da liderança, o Casa Pia, clube que reparte tal posição com o 1.º Dezembro e o Real de Massamá.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Janeiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 14.ª jornada
(“O Templário”, 07.01.2016)
A chegada do novo ano, de 2016, coincidiu também com a abertura da segunda metade do Campeonato Distrital da I Divisão, no qual o Fátima, conseguindo finalmente descolar do Cartaxo, agora já a uma distância de seis pontos, parece – pese embora faltar ainda disputar muito campeonato (doze rondas) – começar a cumprir a profecia de se vir a sagrar Campeão Distrital, e de, dessa forma, garantir um rápido retorno aos Nacionais. Tal indício é particularmente sublinhado com a solidez defensiva do grupo fatimense, que ampliou para nove o número de jogos consecutivos sem sofrer qualquer golo na competição!
Destaque – O destaque vai necessariamente para o “jogo grande” da jornada, em que se defrontavam os dois primeiros, com o Fátima a ganhar ao Cartaxo, mercê de um solitário tento, impondo aos cartaxenses – depois de uma excelente série de onze desafios sem derrota – o segundo desaire nas últimas três partidas. O suficiente para que os fatimenses se colocassem em posição privilegiada, ampliando para seis pontos a sua margem de segurança na liderança, agora já com a faculdade de poder mesmo vir a sofrer alguns “deslizes” sem que tal inviabilize o seu objectivo fundamental: por duas vezes, num cenário de eventual derrota (o que, aliás, ainda não registaram nesta prova, em que mantêm portanto a invencibilidade); ou em três ocasiões (em caso de empates – sendo que, até ao momento, averbaram apenas dois em 14 jogos).
Outra menção a salientar nesta ronda foi a vitória (2-0) do Riachense em Santarém, frente aos Empregados do Comércio, quebrando uma sucessão de três derrotas, o que lhe permitiu igualar o U. Almeirim no 5.º posto, ao mesmo tempo que implicou uma queda na tabela por parte dos “Caixeiros” (que, de forma algo preocupante, apenas registam um triunfo nas últimas onze partidas efectuadas), tendo baixado já ao par que reparte, com o Mação, o 7.º e 8.º lugares.
Porventura mais expectável, mas ainda assim digno de realce, anota-se ainda o triunfo obtido (segundo consecutivo) pelo Torres Novas em Abrantes, frente à U. Abrantina, pese embora por tangencial 1-0, que teve também reflexos imediatos numa pauta classificativa que continua muito “igualada” no seu miolo: bastaram dois jogos para os torrejanos voltarem a escalar desde a 10.ª até à 4.ª posição, agora a quatro pontos do 3.º classificado, que continua a ser o U. Tomar. Ao invés, os abrantinos, depois de um período de franca recuperação pontual, continuam a ver-se em posição bem delicada, partilhando, para já, o último posto com o Amiense.
Surpresa – Continuando a procurar “fazer pela vida” o Moçarriense arrancou desta feita uma igualdade em terreno alheio, ante o At. Ouriense (2-2), confirmando a má fase dos oureenses (há seis jogos sem ganhar), apenas um ponto acima do duo da cauda da tabela, e agora já com um atraso de seis pontos face ao par que ocupa o 9.º e 10.º lugares, Fazendense e Rio Maior.
Confirmações – Tendo sido adiado o jogo entre Rio Maior e Amiense, os desfechos dos restantes dois confrontos acabaram por se enquadrar na lógica do futebol. Por um lado, o Fazendense, recebendo o U. Almeirim, no “derby” municipal, conseguiu enfim – ao terceiro (re)encontro –, impor-se, por 2-0, o que, no imediato, proporcionou à formação das Fazendas de Almeirim, não tanto uma grande progressão em termos de ordenamento relativo na hierarquia da tabela, mas, sobretudo, uma grande aproximação às equipas que a precedem na classificação: por exemplo, o 4.º lugar (agora pertença do Torres Novas) está somente a três pontos…
Por seu lado, o União de Tomar, visitado pelo Mação, não tendo conseguido desfazer o nulo no marcador, viu interrompido o seu excelente ciclo de seis vitórias (quatro no campeonato), frente a um adversário, de valor, que obteve o que vem sendo o seu “resultado-padrão” nesta fase da prova: sexto empate em sete jogos (curiosamente, depois de, nos sete desafios iniciais, não ter registado tal desfecho), o que o mantém precisamente a meio da pauta classificativa.
II Divisão Distrital – O grande destaque da 11.ª jornada foi a vitória do U. Santarém na recepção ao líder Pego (3-1), o que, a par da concludente goleada (5-0) do Ferreira do Zêzere no Tramagal (ante um irreconhecível “lanterna-vermelha”, que somou o décimo desaire noutros tantos jogos disputados), permitiu aos ferreirenses reduzir a diferença para três pontos. A Sul, os quatro primeiros ganharam os quatro desafios da ronda, pelo que se mantêm as posições relativas, com o Benavente com quatro pontos a mais que o Benfica do Ribatejo, e cinco à maior em relação ao Glória do Ribatejo.
Campeonato de Portugal Prio – Como deixara antevisto, o Alcanenense obteve um importante triunfo (2-0) ante o Sertanense, partilhando agora uma bastante boa 4.ª posição com o Peniche, já onze pontos acima da “linha de água” (sete pontos em relação ao 8.º classificado, precisamente a turma da Sertã). Por seu lado, o Coruchense não evitou nova derrota (1-2) na recepção ao Loures, mantendo o 8.º posto, agora a cinco pontos do 7.º classificado, Torreense.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, as atenções estarão focadas no U. Almeirim-Fátima, no Riachense-Fazendense e no Mação-Empregados do Comércio, esperando-se que, desta feita, seja o Moçarriense a ser surpreendido, recebendo a visita do U. Tomar. Pelo Amiense-At. Ouriense poderá passar uma parte importante da decisão do posicionamento dos lugares a evitar.
Na II Divisão Distrital, os principais encontros da ronda serão o Alferrarede-U. Santarém (na disputa de um lugar no pódio), Ferreira Zêzere-Caxarias e Samora Correia-Glória Ribatejo.
No Campeonato de Portugal, já na antepenúltima jornada desta fase, o Alcanenense volta a actuar no seu terreno, recebendo o 7.º classificado, V. Sernache, podendo, em caso de vitória, dar mais um passo crucial para a tranquilidade. Por coincidência, também o Coruchense defronta o 7.º da sua série, neste caso, em Torres Vedras.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Janeiro de 2016)
O Pulsar do Campeonato – 13.ª jornada (act.)

(“O Templário”, 30.12.2015)
Após a disputa dos (quatro) jogos de acerto de calendário, que se encontravam em atraso da 12.ª jornada, está assim concluída a primeira volta do Campeonato Distrital da I Divisão, com o União de Tomar a reforçar a 3.ª posição, agora já com uma vantagem de quatro pontos face ao seu mais directo perseguidor, U. Almeirim, mantendo-se a nove pontos do Cartaxo, que, tendo vencido também o seu jogo, conserva a distância de três pontos para o líder, na antecâmara de um empolgante duelo, agendado para a próxima ronda.
Destaque – O destaque desta “semi-jornada” foi o triunfo do União de Tomar frente ao Riachense, por 1-0, mercê de um tento apontado por Fábio Vieira, numa exibição concentrada e personalizada, de grande carácter e pragmatismo do grupo nabantino.
Uma proeza tanto mais de sublinhar se recordarmos que há mais de 50 anos os unionistas não conseguiam vencer em Riachos, quando, na temporada de 1964-65 (a 13 de Dezembro de 1964), aí haviam obtido a sua única vitória em terreno alheio perante este opositor (nessa ocasião por 3-0), então rumo à conquista do título de Campeão Distrital, que conduziria subsequentemente também ao título de Campeão Nacional da III Divisão, na mesma época, e consequente promoção à II Divisão Nacional.
De facto, em 17 deslocações a Riachos (em desafios a contar para os campeonatos da III Divisão Nacional e da I Divisão Distrital, e, também, para a Taça do Ribatejo), este foi apenas o segundo êxito dos tomarenses, que aí tinham sido batidos nas suas últimas oito visitas anteriores, desde o ano de 2000 até à data. Numa excelente fase, o União de Tomar somou o sexto triunfo consecutivo (quatro para o Campeonato e dois para a Taça do Ribatejo), detendo actualmente a melhor série em curso de todos os concorrentes. Ao invés, o Riachense regista o terceiro desaire sucessivo, tendo caído na pauta classificativa para um modesto 9.º lugar.
Surpresa – Regista-se, desta feita, uma “meia surpresa”, com o empate averbado pelo Rio Maior – que, curiosamente, acabara de ser surpreendido no seu terreno, no jogo imediatamente precedente, pelo Moçarriense – em Mação (2-2), equipa que, assim, acumula um ciclo de cinco igualdades, apenas intercalado pela vitória obtida em Ourém na última jornada da primeira volta. Ambos os clubes, Mação e Rio Maior integram agora um trio, conjuntamente com o Torres Novas, entre o 6.º e o 8.º posto, todos já a seis pontos do 3.º classificado.
Confirmações – Acabaram por ter resultados de alguma forma de acordo com a lógica as restantes duas partidas. Após a série de sete triunfos consecutivos, e superado o desaire da partida anterior, em Fazendas de Almeirim, o Cartaxo recebeu e bateu o U. Almeirim (2-0), com os almeirinenses a ver quebrada uma excelente série de seis encontros sem derrota no campeonato, que, conjugada com a solidez que têm evidenciado no seu reduto, lhes confere nesta altura, com metade da prova disputada, um inesperado 4.º lugar na tabela.
Por seu lado, o Torres Novas conseguiu também, finalmente, “quebrar o enguiço” (cinco derrotas sucessivas no campeonato), ganhando na recepção ao Fazendense (3-1), com este, depois do “brilharete” do encontro anterior, a regressar à irregularidade com que tem sido pautado o seu desempenho na competição, nesta altura com um decepcionante (e algo preocupante) 10.º posto, apenas três pontos acima do trio da cauda da classificação (At. Ouriense, U. Abrantina e Amiense), e com um único ponto de vantagem face ao Moçarriense.
Por fim, neste momento de viragem para a segunda volta da competição é de anotar ainda mais uma campanha positiva dos Empregados do Comércio, na 5.ª posição, a cinco pontos do União de Tomar.
Antevisão – No próximo fim-de-semana, com a entrada do novo ano, retomam o seu curso regular as diversas competições, depois da quadra natalícia.
Na I Divisão Distrital, logo na ronda inaugural da segunda volta, há um desafio de sensação, com o líder Fátima a receber o 2.º classificado, Cartaxo, num confronto que poderá vir a assumir contornos determinantes, em especial em caso de triunfo dos fatimenses, que, nesse cenário, descolariam do perseguidor, cavando um fosso de seis pontos… veremos se o Cartaxo estará “pelos ajustes”… Mas há outros encontros de interesse, como o U. Tomar-Mação, com os unionistas a procurar preservar a sua magnífica série de vitórias. Ou o que, noutras circunstâncias, seria um jogo de grande cartel, entre Empregados do Comércio e Riachense, na situação actual, em qualquer caso, uma importante disputa pelos pontos e por uma progressão na tabela classificativa. E, ainda, mais um aliciante “derby”, entre Fazendense e U. Almeirim, com o conjunto das Fazendas a pretender a desforra dos dois desaires já averbados nesta época no terreno do rival (no Campeonato e na Taça do Ribatejo).
Na II Divisão Distrital, a Norte, o principal encontro da ronda será o U. Santarém-Pego, mas poderá ser também de interesse o Atalaiense-Assentis. A Sul, o destaque vai para o Barrosense-Samora Correia.
No Campeonato de Portugal, a aproximar-se da sua etapa decisiva nesta primeira fase (atingindo-se já a 15.ª de 18 jornadas), o Alcanenense recebe o Sertanense, em jogo que, em caso de vitória, poderá proporcionar ao grupo de Alcanena a tranquilidade necessária para que a segunda fase decorra de forma bem positiva, sem especiais preocupações no que concerne à manutenção no Nacional. Por seu lado, o Coruchense, tendo a visita do Loures, enfrentará porventura dificuldade acrescida, esperando-se, em qualquer caso, um desfecho animador para as cores da turma do Sorraia.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Dezembro de 2015)




