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O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 17.10.2019)
Após mais um cabal triunfo em Coruche, ante o Coruchense – que, até agora, partilhava com os almeirinenses o pleno de vitórias –, e tendo o U. Almeirim entretanto batido já (isto apenas nas cinco rondas iniciais da prova) três dos quatro clubes que o perseguem de mais próximo na tabela – num campeonato que ameaça “partir-se”, com diferenças substanciais entre os primeiros sete e os últimos sete classificados (cinco pontos separam já o 7.º do 10.º) –, é com propriedade que se pode começar a colocar a interrogação: quem conseguirá parar o líder?
Destaques – Naturalmente, o maior destaque da 5.ª jornada foi a convincente vitória do U. Almeirim no reduto do Coruchense. Tendo, ainda relativamente cedo, chegado a confortável vantagem de 2-0, os almeirinenses não teriam especiais dificuldades em gerir a partida, fixando o marcador final em 3-1, anotando-se o primeiro tento sofrido, quando a contagem de golos marcados soma já 16. Mais importante, isolou-se – agora sim, já com o calendário em dia – na liderança da prova, pese embora mantenha um quarteto de perseguidores, apenas a três pontos.
Quem prossegue também um percurso muito positivo é o recém-promovido Abrantes e Benfica, vencedor, não obstante por tangencial 1-0, na recepção ao Amiense, integrando, por agora, tal quarteto, prometendo continuar a intrometer-se na disputa dos lugares cimeiros.
Noutro pólo de interesse do campeonato, o da luta pela manutenção, o Riachense deu um preocupante passo atrás, não tendo conseguido dar sequência à vitória obtida no Pego, tendo sido desfeiteado, nos Riachos, pelo Moçarriense, por 2-1, com a turma da Moçarria a somar três importantes pontos, frente a um rival directo.
Surpresa – A surpresa da ronda foi o empate da Glória do Ribatejo em Torres Novas, a uma bola, depois de os forasteiros se terem inclusivamente colocado em vantagem. Apesar do maior domínio dos torrejanos, não tiveram a serenidade para, em superioridade numérica durante toda a segunda parte, conseguir completar a reviravolta no marcador.
Confirmações – Nos restantes quatro desafios, os resultados seguiram a lógica, tendo as equipas visitadas triunfado, de acordo com as expectativas.
Em Tomar, o União, recebendo o Samora Correia, conseguiu rectificar não só o resultado negativo da semana anterior, como, paralelamente, o desaire sofrido na época passada ante este mesmo adversário.
À semelhança do que vem acontecendo – num encontro também com alguns pontos de contacto com o realizado pelos tomarenses em Rio Maior –, os unionistas, assumindo, de início a fim, a iniciativa do jogo, praticamente de “sentido único” (pese embora um par de ocasiões de grande perigo provocadas pelos samorenses em lances de contra-ataque), denotando ansiedade, tiveram grande dificuldade em abrir o marcador, o que apenas conseguiriam já na segunda metade. Só então a equipa conseguiu enfim a tranquilidade necessária para explanar o seu superior potencial.
Destacam-se no emblema tomarense, Tiago Vieira, já com cinco golos marcados neste campeonato, sendo que Wemerson Silva segue com três tentos apontados.
O Cartaxo ganhou com naturalidade (2-0) ao Ferreira do Zêzere, com os ferreirenses, por agora, com um calendário de elevado grau de dificuldade (visitaram já três dos cinco primeiros), a não irem além de um único ponto angariado (empate caseiro com o Amiense).
Tal como o Abrantes e Benfica, também o Fazendense vem fazendo uma prova de bom nível (com um único senão, do deslize caseiro ante o Rio Maior logo na estreia), tendo vencido, também por 2-0, o “lanterna vermelha” Pego, que subsiste como único concorrente ainda sem ter conseguido pontuar.
Por fim, em Mação – por inversão da ordem das jornadas, relativamente aos jogos com o Rio Maior –, os maçaenses obtiveram também um triunfo tranquilo, por 3-1, continuando no encalce do grupo da frente.
II Divisão Distrital – Na jornada de estreia do escalão secundário – com a particularidade de integrar, esta temporada, quatro equipas “B” (para além do precursor U. Tomar, também o Abrantes e Benfica, Ferreira do Zêzere e Fazendense) –, as notas de principal realce vão para as goleadas aplicadas pelo Alcanenense (9-0 ao Ferreira do Zêzere B), Benavente (5-0 ao Salvaterrense), Tramagal (4-0 ao Aldeiense), Ortiga (3-0 ao Alferrarede) e Forense (3-0 no Porto Alto). Para além do Forense, só o U. Tomar “B” venceu em terreno alheio, à U. Atalaiense (3-1).
Campeonato de Portugal – A sétima jornada foi amplamente positiva para os clubes representantes do Distrito, tendo registado, ambos, vitórias fora de casa. O Fátima, em Ponta Delgada, ante o Sp. Ideal, por 2-1; o U. Santarém, em Condeixa, mercê de um solitário golo.
Tal proporciona, no imediato, o “respirar melhor”, com os fatimenses (nove pontos) a ascender ao 7.º posto (partilhado com o Anadia), enquanto os escalabitanos (oito pontos) integram o grupo que se posiciona entre o 9.º e 11.º lugares, embora apenas dois pontos acima da “linha de água”.
Antevisão – Na I Divisão, as atenções estarão focadas, em especial, em quatro campos: em Monsanto, o Amiense (este ano de “casa às costas”) terá a visita do Cartaxo, num compromisso que se antevê difícil para ambos; em Ferreira do Zêzere, os ferreirenses continuam com tarefa árdua, recebendo o Coruchense, que pretenderá deixar para trás o desaire sofrido ante os almeirinenses; Mação e U. Tomar retomam os repartidos duelos de há dois anos (época em que se defrontaram por quatro ocasiões, no campeonato e na Taça do Ribatejo, tendo cada um eles conquistado um dos troféus em disputa); o U. Almeirim defronta o Torres Novas, com os torrejanos a procurarem ser os primeiros a travar o comandante, o que não se afigura fácil.
Na Divisão secundária, apenas na sua 2.ª jornada, o U. Tomar “B” é anfitrião do Alcanenense, um dos principais candidatos à subida; destaca-se ainda o Forense-Marinhais, sendo estes os dois únicos confrontos agendados entre clubes vitoriosos na ronda inaugural.
O Campeonato de Portugal sofre nova interrupção, para disputa da 3.ª eliminatória (1/32 de final) da Taça de Portugal, na qual o Fátima – último “sobrevivente” do Distrito – voltará a defrontar (tal como sucedera na 1.ª eliminatória, numa singular particularidade da estruturação do formato da competição) o Marinhense, na Marinha Grande (depois de aí ter vencido, então, no desempate da marca de grande penalidade, após o nulo no final do tempo regulamentar e do prolongamento).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Outubro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 10.10.2019)
Numa jornada bastante atípica, em que apenas uma das oito equipas visitadas logrou vencer – tendo-se registado nada menos de cinco triunfos dos forasteiros –, precisamente a do U. Almeirim, os almeirinenses aproveitaram para, pelo menos à condição (dependendo do desfecho da partida em atraso entre Coruchense e Moçarriense), se isolarem na liderança. Tal é tanto mais relevante se atendermos a que foram já vencer a Abrantes e, também fora, o Amiense, para além de se terem claramente imposto no confronto ante um rival directo na contenda pelo 1.º lugar, Cartaxo.
Destaques – O grande realce desta ronda vai, pois, para a goleada (3-0) aplicada pelo U. Almeirim ao Cartaxo, sendo que os homens da casa “somam e seguem”, com o pleno de triunfos (quatro) e um score acumulado de 13-0.
O resultado – algo pesado para a forma como as duas equipas se apresentaram em campo – poderá, todavia, indiciar ilusórias facilidades, uma vez que até foram os cartaxeiros a começar por assumir a iniciativa do jogo. Depois de terem sofrido o primeiro tento, mesmo a findar o primeiro tempo, e tendo-se visto entretanto em inferioridade numérica, os visitantes não teriam já capacidade para inverter o rumo dos acontecimentos, vindo a consentir mais dois golos nos derradeiros dez minutos (o 3.º também já em período de compensação).
Outra nota de destaque foi o triunfo do Abrantes e Benfica em Tomar, ante o União, que seguia, até então, só com vitórias. Continuando a ser muito perdulários, denotando grandes dificuldades em materializar em golo os lances de ataque que criam, os unionistas viram-se surpreendidos por um bem organizado adversário, que inaugurou o marcador a meio da etapa inicial.
Continuando a porfiar, nunca abdicando de procurar alterar o resultado a seu favor, os tomarenses intensificaram, na metade complementar, a sua pressão, vindo a restabelecer a igualdade, na conversão de uma grande penalidade, à entrada dos dez minutos finais (isto, precisamente depois de os abrantinos terem acertado nos ferros da baliza). Indo, então, em busca do golo da vitória, a formação tomarense viria a ser duramente penalizada com novo golo sofrido, praticamente ao “cair do pano”, numa altura em que era já muito escassa a possibilidade de recuperação.
A salientar, ainda, o triunfo averbado pelo Fazendense em Mação, também por 2-1, com a turma das Fazendas de Almeirim a confirmar que pretende intrometer-se na disputa das posições cimeiras da pauta classificativa.
Surpresas – A grande surpresa da jornada foi protagonizada pelo Rio Maior – que, na semana anterior, denotara grande fragilidade, ante o U. Tomar –, indo vencer a Samora Correia por inesperado 3-2, somando preciosos pontos, que lhe poderão permitir estabilizar.
Também no Pego terá ocorrido relativa surpresa, com o Riachense a repetir o triunfo alcançado na última vez que ali se tinham defrontado, então na fase final de apuramento de Campeão e de promoção da II Divisão, da época passada, ganhando por 2-1.
Não terá sido propriamente uma surpresa, mas, atendendo em especial à forma como foi alcançado o desfecho final, talvez não se esperasse já que o Amiense deixasse escapar a vitória em Ferreira do Zêzere, depois de ter chegado a dispor de dois golos de vantagem, tendo, não obstante, permitido a recuperação ao adversário, que igualou a partida, a duas bolas.
Confirmações – O Coruchense prossegue – depois da tarde má na Taça de Portugal – um percurso de alguma tranquilidade, tendo somado terceira vitória em outros tantos desafios disputado, impondo-se por 4-2 no sempre difícil reduto da Glória do Ribatejo. Com um jogo em atraso, agendado para esta quarta-feira, no qual lhe cabe receber a visita do Moçarriense, o grupo do Sorraia integra, por agora, o lote de perseguidores do líder, a par de Cartaxo, U. Tomar e Abrantes e Benfica, todos a três pontos do U. Almeirim – mas trata-se, pois, de uma diferença que até poderá ter sido já entretanto anulada quando esta edição do jornal chegar aos leitores.
Por fim, na Moçarria, o desfecho de 2-2 estará em consonância com as expectativas, mas os torrejanos até poderiam ter alcançado melhor resultado, não fossem as vicissitudes do jogo, uma vez que se viram reduzido a dez elementos ainda na primeira parte, pese embora o Moçarriense também tivesse passado pela mesma situação já na parte final da partida.
Taça do Ribatejo – Terminada a fase de grupos da prova, Benavente, U. Atalaiense, Goleganense, Espinheirense, Pontével, Alcanenense, Marinhais, Porto Alto, Ortiga e Entroncamento avançam para a fase a eliminar. Uma nota de curiosidade para a invulgar profusão de golos registada nos jogos do Forense: um total de 25 golos em três jogos, com 12 golos marcados e 13 sofridos!…
Campeonato de Portugal – Pese embora actuassem nos respectivos terrenos, Fátima e U. Santarém não evitaram a derrota, confirmando-se as dificuldades já expectáveis: os fatimenses perderam 0-2 ante o Sertanense; os escalabitanos, por tangencial 2-3, frente ao B. C. Branco.
Os dois representantes do Distrito caíram já para posições preocupantes: o Fátima, com 6 pontos em outras tantas jornadas disputadas, ocupa o 11.º posto, um ponto acima da “linha de água”; o U. Santarém, um ponto abaixo, integra um quinteto, entre o 12.º e 16.º lugares.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, imediatamente depois do U. Almeirim-Cartaxo, o líder não tem descanso, deslocando-se a Coruche, para defrontar o Coruchense, no que poderá traduzir um aliciante novo confronto entre guias.
O embate entre Abrantes e Benfica-Amiense será outro ponto de interesse da 5.ª jornada, enquanto o U. Tomar volta a jogar em casa, recebendo o Samora Correia, visando rectificar o resultado do último jogo. O Cartaxo assume natural favoritismo na recepção ao Ferreira do Zêzere.
Tem início no fim-de-semana o Distrital da II Divisão, destacando-se as seguintes partidas: Entroncamento-Caxarias, com a estreia do novo clube da cidade ferroviária, U. Atalaiense-U. Tomar “B”, Alcanenense-Ferreira do Zêzere “B” e Pontével-Espinheirense.
No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se aos Açores (Ponta Delgada), para defrontar o Sp. Ideal, esperando pontuar; enquanto o U. Santarém viaja até Condeixa, onde encontrará um dos seus actuais parceiros na tabela.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Outubro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 03.10.2019)
Após a 3.ª jornada do Distrital da I Divisão, poderá considerar-se haver nada menos do que oito clubes (metade dos concorrentes) com um arranque de campeonato positivo – somando já seis ou mais pontos –, mas, de entre eles, é de realçar, em especial, o U. Almeirim, o único que derrotou já duas dessas equipas (Abrantes e Benfica e Amiense), em ambos os casos fora do seu terreno, a que junta o facto de manter ainda a sua baliza inviolada, para além de apresentar, a par do Cartaxo, o ataque mais concretizador (dez golos marcados).
Destaques – De facto, o maior destaque da ronda vai para a vitória averbada pelos almeirinenses frente a um (até então) dos líderes, Amiense, por categórica marca de 3-0, pese embora a ressalva de a partida ter sido disputada no campo de jogos de Monsanto e não em Amiais de Baixo. Em qualquer caso, uma demonstração de poderio de um dos principais candidatos ao título, que, para além de se ter “desembaraçado” já de dois compromissos de elevado grau de dificuldade, goleou ainda o Ferreira do Zêzere no único jogo disputado em casa.
Também o União de Tomar prossegue na senda dos triunfos, ganhando por 3-1 em Rio Maior, integrando agora, a par de U. Almeirim e Cartaxo, o trio da liderança, todos com o pleno de pontos (nove).
Numa partida em que, de início a fim, exerceram notório domínio, os unionistas voltaram a sentir dificuldades para marcar o primeiro golo, o qual apenas surgiria já no segundo tempo, tendo, até aí, sido desperdiçadas várias oportunidades. O Rio Maior SC, em estreia neste escalão, esteve sempre aquém do “andamento” revelado pelos tomarenses, não obstante ter ainda conseguido reduzir a desvantagem para tangencial 1-2, antes de o União fixar o marcador final, numa tarde em que o “placard” poderia ter sido bem mais expressivo.
Uma nota de realce ainda para a vitória do Mação nos Riachos, por tranquilo 2-0, paralelamente a expor de novo as dificuldades que o Riachense – por agora, integrando o terceto que reparte a “lanterna vermelha”, conjuntamente com Ferreira do Zêzere e Pego, todos com três derrotas nas três jornadas iniciais – vem denotando em se (re)integrar neste patamar competitivo.
Confirmações – Tal como na semana passada, não houve surpresas a registar, com os favoritos a confirmar a tendência expectável.
Começando pelo outro co-líder, Cartaxo, que, por curiosidade, repetiu o “placard” que se verificara no ano passado, na recepção à turma da Glória do Ribatejo, voltando a golear por 5-1.
Por seu lado, o Fazendense afirmou a sua valia, ganhando por 2-0 ao Samora Correia, “rectificando” o inesperado nulo caseiro averbado ante o Rio Maior, preparando-se para começar a galgar posições na pauta classificativa.
Em Torres Novas, os torrejanos receberam e bateram o Pego por convincente 3-0, posicionando-se, por agora, logo após o quarteto da frente (integrando, para além dos actuais líderes, o Coruchense, que, tendo adiado o seu jogo frente ao Moçarriense, devido ao compromisso da Taça de Portugal, segue com duas vitórias no campeonato).
Por fim, o Abrantes e Benfica, depois do desaire caseiro a abrir, ante o U. Almeirim, somou segundo triunfo sucessivo, mostrando que é um competidor a ter em consideração: depois de se impor em Rio Maior, repetiu também a vitória que registara na época passada, então (quando militava ainda no escalão secundário) em desafio da Taça do Ribatejo, ante o Ferreira do Zêzere, ganhando por 2-0.
Taça do Ribatejo – Na 2.ª ronda da fase de grupos da Taça do Ribatejo, o primeiro destaque vai para um desfecho de sensação – para ficar na história – no encontro entre Forense e Tramagal, que, num jogo frenético, empataram 6-6!
Realce ainda para as goleadas impostas pelo Alcanenense (no terreno do Aldeiense) e pelo Marinhais, recebendo o Porto Alto, ganhando ambos por 6-1.
A par de Alcanenense e Marinhais, também o Benavente e Ortiga, todos já com duas vitórias, garantiram já o apuramento para a fase seguinte da prova.
Taça de Portugal – Apenas o Fátima logrou superar a 2.ª eliminatória desta competição de índole nacional, tendo goleado o Coutada (do Distrital de Lisboa) por 4-0.
O Coruchense, recebendo o Olímpico do Montijo, foi batido por igual marca, um resultado que não deixa de ser surpreendente, apesar de todos os quatro tentos terem sido sofridos já nos derradeiros vinte minutos. Ao invés, o U. Santarém – “corrigindo” a imagem que deixara transparecer na passada semana – ofereceu boa réplica ante o Farense (da II Liga), cedendo por tangencial 1-2.
Antevisão – Para a 4.ª ronda da I Divisão Distrital, a disputar no Sábado, dia 5 de Outubro, está agendado um primeiro grande “choque de titãs”, com o U. Almeirim a receber o Cartaxo, enfrentando-se, pois, dois dos principais candidatos ao título, actuais guias do campeonato, num embate de “tripla”, de desfecho absolutamente imprevisível.
O outro líder, U. Tomar, recebe o Abrantes e Benfica, um difícil opositor, frente ao qual terá de estar ao seu melhor nível, podendo, em caso de vitória, beneficiar do resultado de Almeirim. Glória do Ribatejo-Coruchense e Mação-Fazendense são também partidas que suscitam interesse.
A Taça do Ribatejo conclui já a sua fase de grupos, destacando-se os seguintes jogos, em que poderá definir-se o apuramento para a fase a eliminar: U. Atalaiense-Tramagal, Alferrarede-Espinheirense, Benfica do Ribatejo-Goleganense, Pontével-Alcanenense e Aldeiense-Caxarias.
No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Sertanense, clube (actual 7.º classificado) que o precede imediatamente na tabela classificativa, num desafio em que não poderá esperar facilidades; o mesmo se aplica, igualmente, ao U. Santarém, que terá a visita do B. C. Branco, sendo que ambas integram actualmente o quinteto que reparte o 9.º ao 13.º lugar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Outubro de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 26.09.2019)
Apenas com duas jornadas disputadas é, obviamente, demasiado prematuro começar a falar em definições, mas a verdade é que os principais candidatos se encontram já “arrumados” no topo da tabela, enquanto, ao invés, as equipas que vão lutar pela manutenção foram, desde logo, remetidas para a parte inferior da pauta classificativa.
De entre o quinteto de líderes, salienta-se, em especial, o bom arranque de campeonato do Amiense, a prometer intrometer-se, outra vez, entre os pretendentes aos lugares cimeiros.
Destaques – O primeiro destaque vai, não obstante, para a vitória (3-2) do Abrantes e Benfica em Rio Maior, num embate que colocava frente-a-frente os dois primeiros classificados do campeonato da II Divisão da última temporada, com os abrantinos a superiorizarem-se novamente, pese embora tivessem começado por, desde cedo, se ver em desvantagem por 0-2, tendo operado notável reviravolta no marcador.
Pela expressão dos números (goleada de 5-0) realça-se também o triunfo do U. Almeirim na recepção ao Ferreira do Zêzere, com o grupo ferreirense, para já, aquém das expectativas, partilhando (em função do total de golos sofridos) a “lanterna vermelha” com o Riachense.
Cartaxo e Coruchense, dois dos clubes com maiores aspirações ao título, não vacilaram, tendo obtido importantes vitórias – por idêntica margem (2-0) – em terrenos tradicionalmente difíceis, perante adversários que anseiam por começar a angariar pontos, respectivamente o Moçarriense e o Pego (ambos também ainda “a zeros” na classificação, a par de Ferreira do Zêzere e Riachense).
Regressando ao Amiense, obteve também um bom resultado, em circunstâncias similares às dos dois encontros antes referidos, indo vencer, igualmente por 2-0, na Glória do Ribatejo, formação que, recorde-se, vinha de um surpreendente êxito em Ferreira do Zêzere na ronda inaugural.
O União de Tomar, ganhando por 1-0 frente ao Fazendense, completa – a par dos mencionados U. Almeirim, Cartaxo, Coruchense e Amiense – o lote de cinco clubes que contam por vitórias os desafios disputados neste campeonato da I Divisão Distrital, também com a particularidade de manterem ainda, todos eles, as respectivas balizas invioladas.
Numa partida que se iniciou com uma toada repartida, os unionistas foram-se, gradualmente, impondo, dominando a segunda metade do primeiro tempo, não tendo, contudo, conseguido concretizar tal ascendente em golo. O que, aliás, viriam a alcançar – outra vez por intermédio de Wemerson Silva, finalizando da melhor forma um lance estudado de “bola parada” – logo a abrir o segundo período.
Porém, contrariamente ao que seria expectável, assistir-se-ia então a uma boa reacção da turma das Fazendas de Almeirim, que chegou a “assustar”, mas sem chegar ao golo, acabando por se ver também, por outro lado, exposta às transições rápidas do adversário. Todavia, até final, o União não faria melhor que, uma vez mais (tal como sucedera, por duas vezes, nos Riachos), acertar com a bola nos ferros da baliza contrária.
Confirmações – Numa jornada pautada pela lógica, sem surpresas, Mação, mercê de um solitário golo, e Samora Correia (goleada por 4-0), impuseram-se, respectivamente, a Torres Novas e Riachense, com o conjunto dos Riachos, nesta fase inicial da prova, a “pagar a factura” da relativamente tardia repescagem para o principal escalão do futebol distrital.
Taça do Ribatejo – Teve também início a fase de grupos da Taça do Ribatejo, esta época abrangendo um total de 18 clubes (apenas os participantes na II Divisão Distrital, excluindo-se as equipas “B”), repartidos em cinco séries.
Na ronda de abertura sublinha-se a rotunda goleada (10-0) imposta pelo Marinhais em Coruche, frente ao estreante G. D. Rebocho, agremiação que transitou dos campeonatos do “INATEL”. Alcanenense (vencedor ante o Caxarias) e Pontével (batendo o Aldeiense), em ambos os casos por 4-1, estiveram também em evidência, sendo ainda de assinalar os triunfos em reduto alheio alcançados por Benavente (2-1, no Tramagal), Goleganense (2-1, no Espinheiro), Benfica do Ribatejo (1-0, em Alferrarede) e Ortiga (4-2, em Salvaterra de Magos).
No jogo restante, a U. Atalaiense ganhou por 4-3 ao Forense. Folgaram as equipas do Porto Alto e o novel Entroncamento Atlético Clube.
Campeonato de Portugal – O Fátima alcançou um resultado positivo, empatando a uma bola na visita a Cernache do Bonjardim. Ao invés, o U. Santarém sofreu um preocupante desaire (0-6) perante a U. Leiria, que, à 5.ª jornada, obteve a que foi apenas a sua primeira vitória nesta competição; espera-se que tenha sido apenas uma “tarde (muito) má” dos escalabitanos…
O Fátima mantém o 8.º posto, com 6 pontos, mais um que o U. Santarém, que integra o lote do 9.º ao 13.º classificados, imediatamente acima da “linha de água”.
Antevisão – O confronto entre Amiense e U. Almeirim apresenta-se como o principal cartaz da 3.ª jornada da I Divisão Distrital, num sério teste às capacidades destes dois emblemas. A destacar também uma deslocação que se antevê difícil do União de Tomar, a Rio Maior, mas em que se espera possa vir a confirmar o seu superior potencial.
A Taça do Ribatejo avança de imediato para a sua 2.ª jornada, merecendo especial atenção, nomeadamente, os seguintes jogos: Benavente-U. Atalaiense, Caxarias-Pontével, Aldeiense-Alcanenense, Marinhais-Porto Alto e Ortiga-Entroncamento.
O Campeonato de Portugal estará em pausa, para disputa da 2.ª ronda da Taça de Portugal, ainda com três clubes representantes do Distrito: o U. Santarém recebe o Farense (actual 3.º classificado na II Liga) numa partida de elevado grau de dificuldade; o Fátima actua também no seu terreno, sendo favorito ante o Coutada (Torres Vedras), actual 4.º classificado da I Divisão da Associação de Futebol de Lisboa; quanto ao Coruchense (repescado, após a derrota, no prolongamento, com o Sintrense), terá a visita do Olímpico do Montijo, um dos últimos classificados da Série D do Campeonato de Portugal (onde não foi ainda além de dois empates).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Setembro de 2019)
Centenário do Clube de Futebol “Os Belenenses”

Completa-se hoje o Centenário do Clube de Futebol “Os Belenenses”, fundado em Belém, pelos “rapazes da praia”, a 23 de Setembro de 1919.
Nesta ocasião, endereço os meus Parabéns a esta grande instituição do desporto português – com a qual, desde o ano de 1930, o União de Tomar mantém elo de ligação, tendo-se filiado naquela data como 2.ª Delegação do Belenenses –, com votos dos maiores sucessos na briosa caminhada que empreendeu.


Aproveito ainda para enaltecer a corajosa decisão do clube – adoptada de acordo com a vontade maioritariamente expressa pelos seus sócios – de recomeçar a constituir direitos desportivos, a partir do escalão mais baixo do futebol português, tendo-se sagrado já o Belenenses, na temporada passada, Campeão da I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Lisboa (6.º escalão do futebol em Portugal).
No dia do Centenário, aqui fica também o registo da memória da conquista do título de Campeão Nacional da época de 1945-46, jornada a jornada, até à consagração com a histórica vitória em Elvas!
O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 19.09.2019)
Tal como sucedera na época anterior do Campeonato Distrital da I Divisão, o Coruchense – que, nas suas últimas quatro presenças na prova, somou dois títulos de Campeão, para além de ter sido 2.º classificado nas outras duas participações – volta a ter um arranque bem afirmativo, partilhando já a liderança com o Cartaxo, outro dos principais candidatos à conquista do lugar cimeiro da tabela final.
Destaques – Num confronto que colocava frente-a-frente os dois anteriores vencedores da competição (excluindo, claro, o Campeão em título, U. Santarém, promovido ao Campeonato de Portugal), a turma do Sorraia – que deixara escapar novo título na derradeira jornada do campeonato precedente –, recebendo o Mação (clube recém-despromovido do Nacional), venceu por categórica marca de 3-0, num excelente “pontapé de saída”, começando a exibir, desde já, as suas credenciais.
O outro resultado de maior destaque desta ronda inaugural foi obtido pelo U. Almeirim, vencedor por 2-0 em Abrantes, ante o Abrantes e Benfica (Campeão da II Divisão na época passada), assim interrompendo o magnífico ciclo de 28 desafios de invencibilidade dos abrantinos a nível de partidas para o campeonato (os quais, no seu percurso de sucesso na última temporada, apenas tinham cedido dois empates).
Realce ainda para outro triunfo extra-muros, do União de Tomar, ganhando nos Riachos, também por 2-0, mas com a nuance de o Riachense (5.º classificado na fase final da II Divisão) ter sido “repescado” para o principal escalão, na sequência da desistência do At. Ouriense (que abdicou do futebol senior masculino, privilegiando a sua equipa feminina, que disputa a I Divisão Nacional).
Num encontro entre dois clubes de grande palmarés (o Riachense conquistou três títulos de Campeão Distrital em outras tantas participações na I Divisão Distrital, entre os anos de 2009 e 2013, a que somou, no mesmo período, duas Taças do Ribatejo e duas Supertaças Dr. Alves Vieira), os unionistas entraram praticamente a ganhar, com o primeiro golo apontado pelo líder dos melhores marcadores das duas últimas temporadas (Wemerson Silva), logo ao terceiro minuto, mas tiveram de sofrer, deixando pairar a incerteza sobre o desfecho praticamente até ao fim, apenas obtendo o golo da confirmação (por Tiago Vieira) a três minutos dos 90.
Surpresas – A grande surpresa da jornada foi protagonizada – outra vez, tal como sucedera no ano passado, na ronda de estreia do campeonato – pelo Glória do Ribatejo, ao ir vencer ao reduto do reforçado Ferreira do Zêzere, mercê de um solitário tento apontado já na parte final.
Terá sido também algo inesperado o nulo imposto pelo estreante Rio Maior Sport Clube (fundado há três anos, sucedendo ao histórico U. Rio Maior, promovido da II Divisão no final da última época), nas Fazendas de Almeirim, ante o Fazendense.
Confirmações – Num campeonato agora novamente alargado a 16 concorrentes (retomando um formato cuja última vez que tinha sido praticado fora na época de 2005-06, há já 14 anos), os resultados dos restantes três encontros pautaram-se pela aparente lógica.
Desde logo, com o Cartaxo, vencendo por 3-0, na recepção ao recém-promovido Pego, a igualar o “placard” averbado pelo Coruchense. Também por tangencial 1-0, o Amiense ganhou o “derby” do município de Santarém, frente ao Moçarriense, o mesmo desfecho do Torres Novas-Samora Correia, com os torrejanos a almejar uma temporada mais tranquila.
Campeonato de Portugal – Atingindo-se já a 4.ª jornada da prova, os clubes representantes do Distrito sofreram os seus primeiros desaires, numa ronda duplamente negativa.
O Fátima foi inapelavelmente batido, no seu próprio reduto, pelo líder da Série C, a formação açoriana do Praiense, por 3-0; quanto ao U. Santarém, foi igualmente desfeiteado, por 0-2, na deslocação às Caldas da Rainha.
Fatimenses e escalabitanos, igualados pontualmente (cinco pontos, fruto de uma vitória e dois empates nas partidas anteriores), ocupam, por agora, posições a meio da pauta classificativa (8.º/9.º lugares), apenas a três pontos do guia… mas somente um ponto acima da “linha de água”.
Antevisão – Na segunda ronda da I Divisão Distrital, destacam-se os desafios entre Moçarriense-Cartaxo e Pego-Coruchense, com dois dos pretendentes ao título a enfrentarem adversários incómodos, com grande vontade de começar a somar os primeiros pontos, em terrenos tradicionalmente difíceis para os forasteiros.
De especial interesse serão também os embates entre U. Tomar-Fazendense, U. Almeirim-Ferreira do Zêzere e Mação-Torres Novas, encontros que os visitados terão de encarar com grande concentração, em ordem a poder confirmar o favoritismo que, a priori, lhes é conferido.
Terá também início, no próximo fim-de-semana, mais uma edição da Taça do Ribatejo, este ano com a fase de grupos reservada aos clubes do escalão secundário (18 participantes, excluindo-se as equipas “B” do U. Tomar, Abrantes e Benfica, Fazendense e Ferreira do Zêzere), repartidos em cinco séries. Na jornada de abertura, realce para os seguintes encontros: Tramagal-Benavente, U. Atalaiense-Forense, Alcanenense-Caxarias e Rebocho-Marinhais.
No Campeonato de Portugal, os representantes do Distrito terão ambos deslocações, ao terreno de clubes que registam pior início de campeonato: o Fátima visita Cernache do Bonjardim, para defrontar o V. Sernache, que perdeu ante o Torreense o único jogo até agora disputado em casa, mas que vem de um empate na Anadia, ante o vice-líder. Por seu lado, cabe ao U. Santarém defrontar o U. Leiria, actualmente um inesperado penúltimo classificado, ainda sem se ter estreado a vencer.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Setembro de 2019)
Relevância da imprensa regional, nos 30 anos de “O Templário”
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 16.05.2019)
Depois do Amiense (em 1976-77), Samora Correia (1982-83 e 1993-94), Águias de Alpiarça (1984-85), Benavente (1990-91), Rio Maior (2001-02), Abrantes FC (2002-03), Monsanto (2003-04), Riachense (2008-09 e 2009-10) e Coruchense (2014-15), também o U. Santarém conseguiu agora obter a chamada “dobradinha”, juntando, numa mesma época, o título de Campeão Distrital e a conquista da Taça do Ribatejo.
Destaque – Tal como se poderia perspectivar, no desafio da “festa da Taça”, disputado no passado Domingo no Entroncamento, os escalabitanos acabaram por impor o seu actual maior ânimo, vencendo o Coruchense por 2-0, exponenciando, em paralelo, as fragilidades decorrentes do “trauma” sofrido pela formação do Sorraia, ao ver escapar-se sobre a “linha de meta” o título de uma competição em que liderara durante meses a fio (ao longo de 20 das 26 jornadas).
Procurando atacar de frente essa teórica debilidade, o técnico da turma de Coruche, Gonçalo Silva adoptou uma estratégia de assumpção da iniciativa, logo desde os minutos iniciais do jogo, procurando surpreender o adversário, que, contudo, fazendo valer a sua experiência, encarou essa fase com a devida serenidade, sem vacilar.
Com pouco mais de vinte minutos decorridos do primeiro tempo, num lance imprevidente, um defesa do Coruchense teve de recorrer à falta para travar a perigosa progressão de um contrário, o que lhe custaria um cartão vermelho, que se viria a traduzir em mais de 70 minutos em inferioridade numérica. Um rude golpe nas aspirações da sua equipa, que acusou sobremaneira mais esta adversidade, agravada com a obtenção do tento inaugural por parte dos escalabitanos.
Para a segunda metade, tendo operado alterações tácticas no xadrez do seu grupo, reforçando o sector defensivo e intermediário, a verdade é que o conjunto do Sorraia, não virando a cara à luta, voltou a tentar tudo o que, em tais circunstâncias, seria possível para chegar ao golo.
Mas, do outro lado, Mário Ruas preparara a sua equipa para, de forma concentrada, mesmo que aparentemente algo na expectativa, aproveitar qualquer oportunidade que viesse a surgir para desferir o golpe decisivo nesta final. O que – outra vez, em momento nevrálgico do desafio –, aconteceria também a meio dessa segunda parte, percebendo-se, desde logo, que seria missão quase impossível a hipótese de reversão do resultado por parte do Coruchense.
No termos dos noventa minutos, o triunfo assenta bem a um personalizado colectivo de Santarém, a patentear, de novo, a sua superioridade no panorama do futebol distrital na presente temporada.
No palmarés da prova, após 42 edições disputadas, o Fazendense continua a ser o único emblema já com quatro troféus conquistados, mantendo-se o Coruchense no quarteto de perseguidores, cada um com três Taças ganhas (a par de Tramagal, Riachense e Amiense), enquanto o U. Santarém – que repetiu a proeza averbada há precisamente quarenta anos – passou a integrar um “pelotão” de sete clubes, cada um com dois títulos na “prova rainha”.
Resta, aos homens de Coruche, ainda uma terceira possibilidade de alcançar um título esta época, já no próximo Domingo, enfrentando, outra vez, “olhos nos olhos”, o mesmo oponente…
Campeonato de Portugal – De forma absolutamente imprevista ao longo de vários meses, ficou reservado para a 34.ª e derradeira jornada desta maratona que é o Campeonato Nacional promovido pela Federação Portuguesa de Futebol, um “golpe de teatro”, em prol do Sertanense, deveras penalizador para o Nogueirense, que, felizmente, não afectou as pretensões do Fátima.
Indo por partes: os fatimenses, que dependiam apenas de si próprios, cumpriram a sua missão, ganhando por 3-1 ao antepenúltimo classificado Alcains, acabando por subir duas posições nesta última ronda, fixando-se no 11.º posto final, garantindo assim a manutenção no Nacional.
Por seu lado, o Sertanense – que, durante semanas, se perfilou como a grande ameaça do Fátima –, recebendo o penúltimo, Peniche, goleou por 4-0, vindo a beneficiar das derrotas do Loures (0-1 em Alverca) e do Nogueirense (1-2 em Vila Franca de Xira) para igualar pontualmente estes adversários, conseguindo transpor, pela primeira vez ao fim de 14 jornadas, a “linha de água”, abaixo da qual caiu inapelavelmente a equipa de Nogueira do Cravo (esbanjando uma vantagem de treze pontos de que chegou a dispor já na segunda volta – e de nove pontos, a quatro jornadas do fim!), com a turma da Sertã a conseguir assim, “in extremis”, a salvação.
Quanto ao Mação, acabou por ter uma desalentada despedida desta sua época de estreia nos Nacionais, goleado pelo Sintrense por 5-0, quedando-se como “lanterna vermelha”, a oito pontos dos adversários mais próximos, afinal a longínquos 26 pontos do Sertanense. Uma experiência ingrata que não deixará de traduzir uma aprendizagem para este clube do Distrito.
No topo da pauta classificativa, U. Leiria (vencedor desta Série C) e Vilafranquense garantiram o apuramento para o “play-off” de apuramento de Campeão Nacional e de promoção à II Liga, que disputarão com os dois primeiros classificados das restantes três séries: Vizela, Fafe, Sp. Espinho, Lusitânia de Lourosa, Praiense e Real (ou Casa Pia).
Antevisão – Mudando o cenário, do Entroncamento para Torres Novas, Campeão e vice-campeão, vencedor da Taça e finalista vencido, respectivamente U. Santarém e Coruchense, voltam a encontrar-se, este fim-de-semana, para encerramento da temporada, em mais um duelo, na disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, esperando-se que ambas as equipas possam surgir agora mais libertas da pressão competitiva, proporcionando um bom espectáculo de futebol, sem que, “a priori”, se possa apontar um claro favorito.
A II Divisão Distrital entra na segunda volta da fase final de apuramento de Campeão – a qual se prolongará ainda por mais um mês, com cinco jornadas até ao dia 16 de Junho –, estando agora já confirmado que serão quatro os clubes premiados com a promoção ao escalão principal.
Esta 6.ª ronda está recheada de desafios de interesse, com o líder incontestado, Abrantes e Benfica, já próximo de garantir matematicamente o título, a deslocar-se a Rio Maior, enquanto, nos outros dois jogos, o Forense, recebendo o Moçarriense, e o Riachense, visitando o Pego, terão testes cruciais às respectivas aspirações à subida, numa contenda bastante nivelada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Maio de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

(“O Templário”, 09.05.2019)
No longo historial do futebol distrital era, até à data, caso único a acumulação, em dois anos sucessivos, dos títulos de Campeão Distrital da II Divisão e da I Divisão: o Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça fora vencedor de tais competições nas temporadas de 1983-84 (escalão secundário) e de 1984-85 (divisão principal).
No passado fim-de-semana o U. Santarém reeditou tal proeza; após ter conquistado o título da II Divisão na época passada, sagrou-se agora Campeão da I Divisão Distrital, uma estreia na sua cinquentenária história (apenas na sua 9.ª participação neste escalão, e depois de ter suspenso a competição de 2008 a 2013 e de ter militado entretanto quatro anos na divisão secundária).
De facto, a União Desportiva de Santarém, fundada em Agosto de 1969 – decorrendo da junção do Sport Grupo União Operária e do Sport Grupo Scalabitano “Os Leões”, clubes com grandes pergaminhos, ostentando no seu palmarés, respectivamente 8 e 5 títulos de Campeão Distrital, conquistados sobretudo nas décadas de 20 e 30 do século passado –, registara, ao longo de 32 anos (de 1969 a 2001) presença ininterrupta nos Nacionais (13 participações na II Divisão e 19 na III Divisão), a que retornará agora, no actualmente denominado Campeonato de Portugal.
Destaques – A derradeira e decisiva jornada, no que respeita à disputa do título e à luta pela manutenção, acabou por ser bem mais “tranquila” do que se poderia esperar, se atendermos a que praticamente tudo ficou “definido” logo nos minutos iniciais dos desafios.
Em Almeirim, o União local, já sem nada a ganhar ou a perder, dignificando a 3.ª posição obtida, cedo inaugurou o marcador, na recepção ao líder Coruchense, que, com o avançar dos ponteiros do relógio, ia denotando incapacidade de reagir, não tendo o marcador sofrido qualquer outra alteração até final. A tangencial derrota sofrida (0-1) custaria à turma do Sorraia nova ultrapassagem “in extremis”, outra vez suplantada pelo U. Santarém, tal como sucedera no final da primeira volta (igualmente em função de desaire caseiro ante os almeirinenses…), deixando assim escapar o que poderia ter sido o seu terceiro título nas três últimas participações.
Por seu lado, o U. Santarém, recebendo o Torres Novas, asseguraria a sua parte na tarefa (afinal, até o empate lhe teria bastado), tendo-se colocado igualmente em vantagem ainda na fase inicial da partida. O tento da tranquilidade demoraria ainda, mas, no final, o marcador de 3-0 a favor dos escalabitanos espelhava a superioridade que, de forma mais lata, se pode aplicar também à globalidade do campeonato – com os homens da capital do Distrito a registarem o ataque mais concretizador (62 golos) e a defesa menos batida (22 golos), tendo consentido uma única derrota (nas Fazendas de Almeirim, logo à 9.ª ronda), nunca tendo abdicado da perseguição ao grupo que liderou durante praticamente toda a temporada, apresentando em geral exibições mais convincentes que o rival, sendo de justiça reconhecer-lhes o mérito na conquista deste título.
Em Alcanena, o Marinhais entrou “a todo o gás”, alcançando vantagem substancial (de três golos) logo nos minutos iniciais, praticamente selando a sua vitória, que era imprescindível para que pudesse acalentar ainda a esperança na manutenção. O desfecho saldar-se-ia num 5-3 a favor dos visitantes, que, não obstante, acompanharão o Alcanenense na descida à II Divisão.
Isto porque, na Glória do Ribatejo, a turma da casa – com a vantagem de depender apenas de si própria e de lhe bastar o empate –, recebendo o U. Tomar, porfiando de início a fim, lutou, pelo menos, pela preservação do nulo, começando por suster o ímpeto ofensivo inicial dos tomarenses, gradualmente ganhando confiança, perante um adversário também compreensivelmente menos disponível física e animicamente à medida que o tempo ia avançando, tendo o 0-0 final servido na perfeição os objectivos dos donos da casa, ao contrário dos unionistas que, deste modo, ficaram “a um golo” da meta do 6.º lugar, numa época pautada por múltiplas condicionantes, com ponto alto na notável série invicta frente aos cinco primeiros na recta final da prova (depois de outros resultados bastante meritórios na primeira metade da temporada, em especial os empates averbados em Santarém, frente ao Campeão, e no Cartaxo).
Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, o Amiense fechou da melhor forma a muito boa campanha realizada, ganhando ao Fazendense por 3-2, confirmando um assinalável 4.º lugar na tabela final – não obstante em igualdade pontual com o 5.º classificado, Cartaxo (vencedor em Ferreira do Zêzere por 3-1), cujo desempenho geral não deixa de consubstanciar-se na maior decepção da prova, que, perante o significativo investimento realizado, iniciara com assumida ambição de candidatura ao título. A conquista, pelo segundo ano sucessivo, do troféu de melhor marcador do campeonato, por parte de Wemerson Silva (19 golos, depois dos 22 apontados na edição anterior, ao serviço do U. Tomar), será parco lenitivo ante tal desapontamento do conjunto cartaxeiro a nível colectivo.
Em Samora Correia, em encontro realizado no Sábado, a igualdade a um golo averbada pelo visitante At. Ouriense, proporcionou-lhe um porventura inesperado 6.º posto, primeiro de entre os “não candidatos”, pese embora a significativa distância de dez pontos face à 5.ª posição.
II Divisão Distrital – Após a disputa da primeira volta da fase final, o Abrantes e Benfica (tendo goleado por 6-2 na deslocação ao terreno do Forense) prossegue a sua carreira 100% vitoriosa, com a promoção já “segura” por uma vantagem de nove pontos em relação ao 4.º e 5.º classificados, e o título de Campeão igualmente “prometido”, dado o avanço de sete pontos em relação ao mais directo perseguidor, agora o Moçarriense (vencedor na recepção ao Riachense, por 2-1). Talvez algo inesperada (pela expressão do marcador) a goleada (5-1) imposta pelo Rio Maior ao Pego, agora com quatro clubes “embrulhados” num intervalo de apenas dois pontos.
Campeonato de Portugal – O Fátima terá de sofrer até ao fim para poder alcançar o objectivo “mínimo” da manutenção no Nacional: tendo perdido por 1-2 em Oliveira do Hospital, viu o Sertanense ir ganhar a Loures (3-2), pelo que a sua vantagem se reduziu, à entrada para a derradeira ronda, a dois pontos, que, todavia, não lhe permitem qualquer “margem de erro”.
Não obstante dependam de si próprios (bastar-lhes-á vencer na recepção ao já despromovido Alcains), qualquer outro resultado implicará a necessidade de recorrer à “calculadora”, numa situação também deveras ensarilhada, podendo dar-se mesmo o caso de se verificar, no final, uma igualdade entre nada menos de quatro clubes (em caso de empate do Fátima, vitória do Sertanense ante o Peniche e derrota do Loures e Nogueirense) – os fatimenses evitarão a descida em qualquer combinação de empate pontual… excepto num único cenário, a de igualdade exclusivamente com o Sertanense, em que teriam desvantagem na diferença global de golos.
Por seu lado, o Mação – que se despedirá do Nacional em Sintra, com o Sintrense –, sofreu mais um desaire caseiro (0-1), permitindo ao Caldas ficar desde já liberto de qualquer preocupação.
Antevisão – No Domingo os principais protagonistas do Distrital, U. Santarém e Coruchense, respectivamente Campeão e vice-campeão, enfrentam-se no primeiro de dois “rounds”, na disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo; de seguida, a Supertaça. No imediato, os escalabitanos, com o ânimo em alta, aparentam dispor de teórico favoritismo…
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2019)
O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 02.05.2019)
Não sucedia desde 2012: o título de Campeão Distrital da I Divisão apenas será decidido na derradeira jornada da competição, sendo que os dois candidatos entrarão nessa última ronda separados por um único ponto, tendo entretanto o Coruchense recuperado a liderança, beneficiando do empate cedido em Tomar pelo U. Santarém – com os nabantinos a completar um notável ciclo de cinco resultados positivos ante os cinco primeiros classificados, nos últimos seis jogos que disputaram, num período de mês e meio (vitórias frente ao Amiense e U. Almeirim; empates com o Cartaxo, Coruchense e U. Santarém)!
No outro pólo, Glória do Ribatejo e Marinhais subsistem ainda na luta pela permanência, situação também a definir apenas no último dia da prova. A única certeza é, desde já, a despromoção (segunda em dois anos sucessivos, desde o Nacional até ao escalão mais baixo do futebol distrital) do Alcanenense, por curiosidade, o clube que se sagrara Campeão em 2011-12.
Destaques – A primeira nota de realce vai, uma vez mais, para o desempenho do U. Tomar, ao impor ao até agora líder, U. Santarém, uma igualdade a duas bolas. Os tomarenses tiveram uma entrada em campo bem afirmativa, surpreendendo os escalabitanos, tendo criado algumas ocasiões de perigo logo nos vinte minutos iniciais, porém não materializadas em golo.
Gradualmente, a turma de Santarém viria a equilibrar a toada de jogo, acabando mesmo por obter o tento inaugural da partida, na conversão de uma grande penalidade. Não acusando o toque, os “rubro-negros” teriam excelente reacção, operando, em escassos minutos, a reviravolta no marcador, aproveitando também um castigo máximo a seu favor.
Não deixando nunca de porfiar, a formação da capital do Distrito viria ainda a restabelecer o empate, mas, até final, jogando já “mais com o coração que com a cabeça”, denotando alguma falta de discernimento, não conseguiria alterar o desfecho a seu favor, o que lhe custou, já na penúltima ronda, uma inopinada perda do comando, deixando, pois, de depender de si própria.
Tendo atravessado uma fase algo “titubeante”, com três empates cedidos entre a 19.ª e a 23.ª jornadas, o Coruchense voltou a dizer “presente” nesta altura crucial do campeonato, fazendo o seu trabalho, goleando por categórica marca de 5-0 uma equipa do Amiense agora já em natural descompressão. Não tendo deixado de acreditar, o grupo do Sorraia vê-se novamente em posição privilegiada para poder chegar ao que seria o seu terceiro título consecutivo nas três últimas participações na competição. Tudo dependerá do que conseguir fazer no último desafio.
Destaque ainda para o triunfo, por números algo inesperados (4-1), do Cartaxo frente ao U. Almeirim – que, não obstante, beneficiando do desaire do conjunto de Amiais de Baixo, garantiu já a sua posição no pódio final e consequente apuramento para a Taça de Portugal –, com Wemerson Silva, autor de dois dos tentos, tendo passado a somar 18 golos no campeonato, prestes a confirmar a condição de melhor marcador da prova, pelo segundo ano sucessivo.
Surpresa – O Alcanenense lutou (quase) até ao fim para evitar o destino que, desde há muito, se vinha antecipando, tendo ainda conseguido um resultado que não deixa de constituir surpresa, atenta a lógica do potencial dos dois clubes, ao empatar (1-1) na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense. Um desfecho, contudo, insuficiente para escapar à despromoção à II Divisão Distrital, agora já matematicamente consumada.
Confirmações – Num jogo-chave para o destino dos dois clubes do município de Salvaterra de Magos, Marinhais e Glória do Ribatejo empataram também a um golo no “derby”, um desfecho mais do agrado do grupo da Glória (que, todavia, deixou escapar a vantagem que chegou a ter, o que lhe teria garantido já a manutenção), que depende de si próprio para alcançar tal objectivo.
Nos restantes dois encontros, resultados dentro do expectável, com o Fazendense a redimir-se de um ciclo bastante negativo, recebendo e batendo o Samora Correia por 2-0, enquanto os também já tranquilos Torres Novas e Ferreira do Zêzere repartiram os pontos, empatando 1-1.
II Divisão Distrital – À quarta jornada desta fase final, pela primeira vez, regista-se predomínio das equipas da casa, desta feita tendo vencido todas elas: o Abrantes e Benfica, por tangencial 1-0, frente ao Moçarriense, mantendo o pleno de triunfos, e, agora, já uma vantagem de nove pontos face ao 5.º classificado, pelo que terá a promoção praticamente assegurada; o Pego, com um afirmativo 3-0 na receção ao Forense, também a seguir um bom trilho para tal objectivo; o Riachense, goleando o Rio Maior por 4-0 em partida de grande importância para marcar posições, um desfecho que lhe augura boas hipóteses, na perspectiva de virem a subir 4 clubes.
Campeonato de Portugal – Tal situação cruza-se directamente com o comportamento do Fátima no Nacional, tendo averbado uma crucial vitória (3-1) na recepção ao Loures, o que, conjugado com a derrota caseira (0-1) do Sertanense perante o B. C. Branco, lhe proporciona ampliar novamente a margem de segurança em relação à “linha de água” para cinco pontos, quando restam disputar duas jornadas. Assim, caso a turma da Sertã não vença os seus dois jogos, os fatimenses manter-se-ão no Campeonato de Portugal; por seu lado – e independentemente dos resultados do seu concorrente – bastará ao Fátima ganhar um dos jogos.
Quanto ao Mação, sofreu mais uma derrota (1-3), no reduto do também já despromovido Santa Iria, tendo agora já confirmada a sua posição final de “lanterna vermelha” da sua série.
Antevisão – Chegando-se a última ronda da I Divisão, subsiste a incerteza quanto ao Campeão e em relação à equipa que acompanhará o Alcanenense na descida ao escalão secundário.
O Coruchense, dependendo apenas de si próprio, enfrenta contudo uma deslocação de elevado grau de dificuldade, a Almeirim, para defrontar o 3.º classificado… E apenas a vitória lhe garantirá, automaticamente, a reconquista do título. De facto, recebendo o U. Santarém o Torres Novas, caso vença, seria a turma escalabitana a sagrar-se Campeã se a formação do Sorraia não conseguir ganhar o seu desafio. Os escalabitanos poderão até “fazer a festa”, mesmo com um empate, num cenário em que o Coruchense viesse a perder. Numa combinação de resultados que se afigura de prognóstico reservado (especialmente no confronto de Almeirim), veremos como lidarão os homens de Coruche com a pressão da necessidade de ganhar…
À equipa da Glória do Ribatejo, que recebe o U. Tomar, um eventual empate garantirá a manutenção, podendo, inclusivamente, perder, desde que o Marinhais não ganhe em Alcanena; um possível triunfo do Marinhais e a derrota da Glória relegaria esta equipa para a II Divisão.
Na II Divisão, o Rio Maior, recebendo o Pego, e o Moçarriense, visitado pelo Riachense, disputam partidas de grande importância para as respectivas aspirações à subida de escalão.
No Campeonato de Portugal, o Fátima terá uma difícil saída até Oliveira do Hospital (5.º classificado), na expectativa de que o Sertanense não vença em Loures (ainda a necessitar de pontuar para garantir a sua posição); o Mação despede-se do Nacional, em termos de jogos em casa, com o Caldas, que, inesperadamente, se vê também envolvido na luta pela permanência.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Maio de 2019)




