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E PORTUGAL?

A partir da Galiza, aqui fica o comentário do Martin Pawley sobre a evolução da situação de prevenção de catástrofes como a do Prestige:

“Dous anos despois seguimos, mais ou menos, igual que daquela: sen medios técnicos e materiais e sen sequera dispor dun protocolo de actuación ben definido que indique as medidas a desenvolver para afrontar catástrofes coma esta.

Nunca Mais.”

E em Portugal, o que foi feito nestes dois anos?

P. S. O Luís Tito dá-nos aqui uma resposta.

Há 1 ano no Memória Virtual – T de Lempicka – “Fatias de Cá”

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15 Novembro, 2004 at 8:12 am

PRESTIGE – NUNCA MAIS!

“No dia 13 de Novembro de 2002, o petroleiro “Prestige”, com casco simples e 26 anos de idade, de origem liberiana, mas administrado por uma empresa grega, cumpria a rota Letónia-Gibraltar quando enfrentou uma tempestade a 45 quilómetros da região de Finisterra, no noroeste da Espanha. Após sofrer várias avarias, a tripulação pediu ajuda da Guarda Costeira espanhola, que usou helicópteros para resgatar os marinheiros. No mesmo dia, as primeiras manchas negras foram avistadas no mar, tendo atingido as praias no dia 17.

Entretanto, o governo espanhol decidiu rebocar o navio para o sul, procurando águas mais calmas que permitissem a trasfega da carga com segurança. Todavia, durante a operação, o petroleiro não resistiu, tendo-se, a 19 de Novembro, partido em dois, afundando-se no Oceano Atlântico, onde permanece, a 3 500 metros de profundidade, a cerca de 270 quilómetros da costa da Galiza.

Ainda antes do naufrágio, pelo menos 10 000 toneladas (até 20 000 toneladas, segundo os ambientalistas) foram derramadas no mar. Dos 1 120 quilómetros da costa da Galiza, cuja economia se baseia na pesca, no marisco e no turismo, foram atingidos pela maré negra 913 quilómetros. Foram mobilizados mais de 20 000 colaboradores para ajudar na limpeza das quase 200 praias atingidas.

No total, foram recolhidas do mar e de terra firme mais de 50 mil toneladas de fuel, tendo sido recolhidas mais de 150 000 toneladas de resíduos (mais de 100 000 toneladas em terra, em Espanha e França); remanescerão no casco do Prestige cerca de 13 800 toneladas de fuel . não obstante, com base nos números inicialmente divulgados, o petroleiro transportaria uma carga de 77 000 toneladas de fuel.

Todo o ecossistema local foi afectado, dado que o material forma uma capa que impede a entrada da luz na água. Desde o plânctum até aos mamíferos, todos os seres sofreram com o acidente, sendo as vítimas mais evidentes as aves, peixes e crustáceos.”

Este foi o texto que aqui escrevi há um ano. Hoje republicado, porque não podemos deixar cair no esquecimento situações deste tipo. Para que NUNCA MAIS se repitam!

Convido-os a ler os textos que, a este propósito, editei nos dias 13 e 14 de Novembro do ano passado.

Há 1 ano no Memória Virtual – Prestige (I)

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13 Novembro, 2004 at 9:06 am 1 comentário

ORÇAMENTO DE ESTADO E AS CERCI

Numa acção conjunta do Tugir em português e do Estaleiro propõe-se à comunidade Blogos que seja enviada uma mensagem electrónica para o Primeiro-Ministro com o seguinte teor:

Senhor Primeiro-Ministro

Estando perfeitamente elucidado sobre o Orçamento de Estado para 2005 e sabendo que V.Ex.ª. tenciona enviar-me uma carta em que dará esclarecimentos de que prescindo, solicito que se abstenha do respectivo expediente e faça entrega do montante respectivo a uma CERCI à escolha de Vossa Excelência.

Respeitosamente

De facto, para quê procurar explicar o inexplicável (um Orçamento sem linha de rumo definida, cujas políticas não têm qualquer coerência com o que generalizadamente se defendeu nos últimos anos, em que a política fiscal é cada vez mais uma autêntica “manta de retalhos”)?

P. S. Este procedimento poderia generalizar-se a todas as acções de marketing político desenvolvidas pelos governantes…

Há 1 ano no Memória Virtual – Música clássica (III)

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12 Novembro, 2004 at 8:11 am 1 comentário

O FIM DO MURO…

… Faz hoje 15 anos, o mundo entrava numa nova era!

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9 Novembro, 2004 at 6:05 pm

"SILLY SEASON"

Não sei se será do tempo melancólico (esta passagem directa do Verão para o Inverno, sem paragem pelo Outono… “sinais dos tempos”), mas, hoje, não me ocorre nada de positivo para tratar.

Pelo contrário, a tradicional “silly season” das férias de Verão parece não ter “ido de férias”, dando a ideia de querer instalar-se de forma “permanente” em Portugal.

Esta época extra de “silly season” teve a sua “inauguração oficial” com o início da “Quinta das Celebridades”, provavelmente o programa mais “deprimente” de sempre da televisão portuguesa, prosseguiu com as declarações do Ministro sobre os comentários do Professor Marcelo, continuou com toda a “novela” Marcelo e as “declarações ao país” do Primeiro-Ministro (já depois do Ministro das Finanças)…

Teve novos desenvolvimentos com uma proposta de Orçamento que, numa política de “navegação à vista”, sem qualquer estratégia de médio prazo, vem tirar toda e qualquer confiança que pudesse haver da parte dos agentes económicos quanto à fiscalidade em Portugal (faz algum sentido, depois de se andar há 10 anos a tentar incutir no espírito dos portugueses que é necessário que se preocupem em “acautelar” o seu futuro, acabar com os benefícios fiscais dos PPR? – quando esse espírito não se encontra ainda devidamente consolidado…)

Não “satisfeito”, o senhor Ministro Rui Gomes da Silva “volta à carga” sugerindo a existência de teorias de cabala nos órgãos de comunicação social, enquanto que outro senhor Ministro Nuno Morais Sarmento vem introduzir uma tese peregrina: a de que “deve ser o Governo a definir o modelo de programação da RTP, porque é o Executivo que responde pelas decisões praticadas na televisão pública” (!).

A “cereja no topo do bolo” é o triste espectáculo (de “aprendizes de feiticeiro, a brincar com o fogo”) dado ao longo da semana passada e da presente semana, pelos dirigentes do Benfica e do FC Porto. Não há ninguém com responsabilidade e capacidade para os impelir a uma “conduta civilizada”?

“Quo vadis” Portugal?

Há 1 ano no Memória Virtual – Casa Pia / PS

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20 Outubro, 2004 at 8:58 am 3 comentários

LUÍSA SCHMIDT

Outra personalidade a quem aqui quero prestar uma singela “homenagem” é Luísa Schmidt, uma das pessoas que mais tem feito em prol da defesa do Ambiente em Portugal, tendo ganho, em 2003, o “Prémio Internacional de Comunicação Ambiental” pelo seu trabalho pioneiro e extraordinária dedicação aos assuntos ambientais.

Tive o privilégio de, ainda “caloiro”, ter sido seu aluno de Sociologia no ISCTE (infelizmente, durante um curto período de tempo), dava então Luísa Schmidt os “primeiros passos” na carreira de docente.

Licenciada em Ciências Humanas e Sociais, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, começou por ser Assistente no ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, tendo depois transitado para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Concretizou o Doutoramento em Sociologia, também no ISCTE.

Dedicou-se à investigação na área da Sociologia do Ambiente, escrevendo semanalmente, durante anos, artigos para a revista do jornal “Expresso”, a face mais visível da sua intervenção, sendo também autora de vários livros sobre esta temática.

Fez também parte do Membro do Conselho Geral do Instituto do Consumidor. Foi ainda fundadora e membro da direcção do “OBSERVA”, o observatório da opinião pública sobre esclarecimento e preocupações ambientais em Portugal.

Mais recentemente, é responsável pela autoria de uma série de documentários «Portugal – Um Retrato Ambiental», exibida pela RTP, desde o passado mês de Setembro.

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15 Outubro, 2004 at 12:31 pm 1 comentário

CHRISTOPHER REEVE

O desaparecimento de Christopher Reeve é uma daquelas notícias que nos provoca necessariamente um sentimento de comoção.

Com uma vida que “dava um filme”, o “Super-Homem” enfrentou “de frente”, com uma imensa coragem, a infelicidade que lhe tocara há 9 anos e continuava a alimentar um sonho, que não foi possível concretizar, o de voltar a andar…

A sua tenacidade e perseverança (colocando os recursos de que dispunha ao serviço da investigação da doença que o prendia a uma cadeira de rodas) é um grande exemplo para todos nós, mesmo que, neste caso concreto, nos tenha deixado “cedo demais”.

Até sempre, Christopher!

[1772]

11 Outubro, 2004 at 5:50 pm

PRÉMIOS NOBEL

Recupero a “entrada” que assinala a atribuição dos Prémios Nobel de 2004 (agora já completa), premiando, em duas das “categorias mais importantes”, duas mulheres:

– Paz – atribuído à militante ecologista queniana Wangari Maathai, com uma acção de mais de 30 anos contra o processo de desflorestação em África.

– Literatura – atribuído à escritora austríaca Elfriede Jelinek, «pelo fluído das vozes e contra-vozes nos seus romances».

– Medicina – atribuído a Richard Axel e Linda B. Buck pelo seu estudo dos receptores olfactivos e da organização do sistema olfactivo nos seres humanos.

– Física – atribuído aos norte-americanos David J. Gross, David Politzer e Frank Wilczeck, em reconhecimento pelos seus trabalhos de física atómica e pelos estudos sobre os aceleradores de partículas.

– Química – atribuído aos israelitas Aaron Ciechanover e Avram Hershko, e ao norte-americano Irwin Rose, pelos seus trabalhos sobre a degradação das proteínas.

– Economia – atribuído ao norueguês Finn E. Kydland e ao norte-americano Edward C. Prescott, pelas suas contribuições a nível da dinâmica macroeconómica (a consistência da política económica no tempo e as forças “motrizes” dos ciclos económicos).

Pode consultar a lista completa de todos os premiados com o Nobel, aqui.

[1771]

11 Outubro, 2004 at 12:33 pm 1 comentário

"O ESTADO DA NAÇÃO"

Nota prévia: por motivos profissionais, estive, desde o final de Terça-feira, 5 de Outubro, “em retiro no Portugal profundo” (no Alentejo, próximo de Espanha), como monitor de acção de formação de acolhimento a novos colaboradores da firma em que exerço actividade.

Uma “agenda preenchida” (e a falta de acesso à Internet…) impediram-me de “blogar” ou, sequer, de “frequentar a blogosfera” (as “entradas” editadas de 6 a 8 de Outubro, já previamente preparadas, foram publicadas com recurso ao sistema disponibilizado pelo Movable Type 3.11 de “pré-publicação”).

Nestes dias aconteceu uma “revolução” em Portugal!

O abandono de Marcelo Rebelo de Sousa da sua colaboração como comentador na TVI provocou ondas de choque talvez inimagináveis: desde uma convocatória para esclarecimento da situção por parte do Presidente da República (no exercício, porventura com excesso de zelo, do seu “dever de vigilância”), a nervosas e “atabalhoadas” declarações do Primeiro-Ministro (refugiando-se em vagas promessas de que o que é importante é governar o país, e que as suas preocupações maiores são a de tentar reduzir um pouco os impostos e de aumentar um pouco as reformas… e com um “peregrino anúncio” de que iria prestar novas declarações daí a 3 dias!), finalizando ontem com a intervenção do Director Geral da estação de televisão, rejeitando qualquer tipo de pressões e “entreabrindo a porta” ao regresso do “Professor”.

O que se passa é que, directa (por via das declarações de Gomes da Silva) ou indirectamente (pela recomendação de Paes do Amaral de adaptação do formato do programa… e suavização dos comentários), foram exercidas pressões inaceitáveis sobre o direito à livre expressão de um cidadão! Que não é um cidadão “qualquer”, mas alguém com grande reputação e cujos comentários são atentamente ouvidos, não deixando indubitavelmente de ter reflexos na formação da opinião pública.

Este (triste) episódio é apenas mais um exemplo (depois do surrealista processo da publicitação das listas de colocação de professores e da absolutamente inoportuna decisão de concessão de tolerância de ponto na véspera do feriado de 5 de Outubro) de um Governo sem qualquer linha de rumo ou orientação visível, que “navega à vista”, de desastre em desastre, no pior exercício de “desgovernação” que a democracia portuguesa alguma vez viveu.

É claro que a blogosfera não deixou de analisar em detalhe a situação, mais uma vez com comentários bastante pertinentes de que aqui deixo referência a alguns exemplos (na comunicação social “tradicional”, destaque para o artigo de Miguel Sousa Tavares): José Pacheco Pereira, no Abrupto (textos de 7 de Outubro, “Pasmo, Tristeza e Revolta” e “Rigorosos e Especiosos”); Francisco José Viegas, no Aviz (“Liberdade”, “entrada” de 8 de Outubro); Daniel Oliveira, no Barnabé; Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias (“Qual a Importância do Caso Marcelo?” e “Agora a Sério“); João Paulo Meneses, no Blogouve-se (“Marcelo Gomes da Silva – o contraditório”, de 7 de Outubro); Paulo Gorjão, no Bloguítica (“A Eterna Questão do Ser e do Parecer” e “A Recolha de Provas Já Começou“); Vital Moreira, no Causa Nossa; João Morgado Fernandes, no Terras do Nunca; Paulo Querido, em O Vento Lá Fora; …

E como urge “fazer qualquer coisa”, aqui fica também a referência a um movimento mais ou menos “idealista”, lançado por dois dos meus amigos “blogosféricos” Rui Branco e Nuno Peralta: “Queremos uma alternativa real ao bloco central“.

Há 1 ano no Memória Virtual – E agora?

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9 Outubro, 2004 at 10:18 am

5 DE OUTUBRO (DE 1910… E DE 1143)

Sem procurar criar divisões mais ou menos “artificiais” entre os portugueses, no dia de hoje, não se comemora apenas a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

No mesmo dia, em 1143, pelo Tratado de Zamora, “oficializava-se a fundação de Portugal”.

Sobre a evolução dos símbolos nacionais (em particular da bandeira), vidé esta página:

“A bandeira nacional, da autoria de Columbano, João Chagas e Abel Botelho, foi adoptada pelo regime revolucionário de 5 de Outubro de 1910. De acordo com o Decreto-lei de 19 de Junho de 1911, a bandeira tem as cores verde (dois quintos) e vermelha (três quintos), com o escudo de armas na linha divisória.”

Significado dos símbolos e cores:

– As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique.

– Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: “Com este sinal, vencerás!”. Contando as chagas e duplicando as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.

– Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.

A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.

– O verde simboliza a esperança.

– O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.

[1763]

5 Outubro, 2004 at 12:30 pm

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