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“OS PEQUENOS VAGABUNDOS” – FÓRUM
Quase 30 anos depois, “Os Pequenos Vagabundos” continuam a dar que falar: têm, desde há dias, um novo fórum.
Entre as iniciativas em projecto destaca-se a preparação de uma visita ao local da acção desta que foi a série televisiva de culto dos adolescentes de uma geração!
[1942]
UM "APLAUSO" AO GOVERNO…
“Inglês obrigatório no ensino primário já em 2005
O ensino da língua inglesa deverá ser introduzido no 3º e 4º anos do básico já no próximo ano lectivo, segundo uma proposta que está a ser estudada pelo actual Executivo e que consta também do programa com que o PS se apresentará às eleições legislativas. De acordo com a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, a medida irá mesmo avançar independentemente de quem vencer a 20 de Fevereiro.”
Ora aqui está (finalmente) uma iniciativa louvável do Governo. No actual contexto de globalização, parece-me de facto essencial iniciar a aprendizagem do inglês o mais cedo possível, potenciando inclusivamente a capacidade de assimilação das crianças de 7 / 8 anos.
(via Lua)
[1931]
"POLÍTICA À PORTUGUESA"
Temos assistido em Portugal nos últimos 6 meses a um conjunto variado de invulgares situações que retratam bem as originalidades da “Política à Portuguesa”:
– desde um Primeiro-Ministro que, a meio do seu mandato, decide enveredar por outra via;
– a um sucessor por “herança”;
– passando pelas sucessivas hesitações do Presidente da República na tomada de decisão sobre o empossar ou não esse novo Governo;
– prosseguindo com o episódio da suspensão da intervenção televisiva do principal comentador político do país;
– culminando (?) com uma decisão presidencial de dissolução da Assembleia da República e manutenção do Governo em funções;
– a que se seguiu a “estranha” aprovação de um Orçamento para 2005;
– tanto mais “estranha” quanto o Governo se demitiria poucos dias depois…
…Mas o facto mais inédito de todos estava ainda para vir, e chegou ontem: uma coligação de partidos separados, ou o primeiro “divórcio” em que os “divorciados” marcam, desde já, uma nova “data de casamento”; por razões de táctica eleitoral, o PSD e o CDS-PP entenderam apresentar-se às eleições em listas separadas, ao mesmo tempo que assinavam um putativo “protocolo de governo” para o dia imediato às eleições. Ou como o partido mais votado nas últimas eleições assume, à partida, que não tem por objectivo atingir a maioria absoluta! Ou, provavelmente, assumirá que será melhor perder sozinho do que perder coligado.
Matéria de estudo infindável para os constitucionalistas portugueses…
[1914]
SEM SURPRESAS
Não seria necessário um complexo exercício de futurologia para adivinhar o que iria acontecer.
A 29 de Junho, aqui tinha escrito:
“Ou será que alguém tem dúvidas que um Governo chefiado por um Primeiro-Ministro “indigitado” no seio de um partido, na actual conjuntura política e económica portuguesa será um Governo a (curto) prazo? Que seria adiar… o inadiável?”
E, a 9 de Julho:
“Continuo a pensar que o novo Governo dificilmente terá sólidas condições para governar em estabilidade (o princípio essencial no qual se baseou a decisão). O novo Governo estará condicionado – viverá “espartilhado” – por um conjunto de factores cuja gestão será de grande complexidade: desde a necessidade de “agradar” aos portugueses, numa perspectiva de curto prazo; passando pelo estreito “controlo” que sobre ele impenderá da parte do Presidente, sempre com a “ameaça” da dissolução qual “espada de Dâmocles”; terminando numa conjuntura em que a crise não está ainda debelada…”
Pedro Santana Lopes não surpreendeu, nem positiva nem negativamente: limitou-se a uma actuação perfeitamente errática que o tem caracterizado ao longo dos tempos, sem qualquer linha de rumo ou orientação estratégica, entrando em contradição com os seus ministros, provocando o afastamento das principais figuras do seu próprio partido.
Ainda ontem, aqui escrevi que o actual “desgoverno” por que Portugal passa, parecia ter, ao que tudo indicava, os dias contados…
Foi apenas o culminar de uma situação que não era já, de todo, sustentável.
[1884]
NÍVEL DE VIDA
Num estudo da revista britânica “The Economist” sobre qual o melhor país para se viver – tendo por critérios o PIB per capita, a saúde / esperança de vida, liberdade política, vida familiar, segurança no trabalho, clima e geografia, estabilidade política, igualdade dos sexos e vida em sociedade – Portugal surge posicionado em 19º lugar, com uma classificação de 7,3 (numa escala até 10), à frente de países como a Bélgica, França, Alemanha e Reino Unido.
Nesta tabela, o primeiro lugar é atribuído à Irlanda (8,3), seguindo-se, até ao 10º lugar, a Suíça, Noruega, Luxemburgo, Suécia, Austrália, Islândia, Itália, Dinamarca e Espanha.
Os EUA surgem apenas em 13º, seguidos do Canadá, surgindo o Japão em 17º lugar. Bélgica, França e Alemanha posicionam-se entre o 24º e 26º lugar, cabendo ao Reino Unido a 29ª posição.
P. S. Obviamente, esta classificação nada tem a ver com o actual “desgoverno” por que Portugal passa, que, ao que tudo indica, parece ter os dias contados…
Há 1 ano no Memória Virtual – Irlanda do Norte – Católicos vs. Protestantes
[1880]
"PESSOAL E TRANSMISSÍVEL XX-XXI"
O Diário de Notícias – com o apoio da TSF e das Edições ASA – distribuirá, na próxima segunda-feira, o livro “Pessoal e Transmissível XX-XXI”, com uma selecção de entrevistas de Carlos Vaz Marques, entre outros, a: Maria João Pires; Joana Carneiro; António Lobo Antunes; Jacinto Lucas Pires; António Damásio; João Magueijo; Carlos Sousa; Mariana Frutuoso de Melo; Eduardo Prado Coelho; Pedro Mexia; Aníbal Cavaco Silva; Nuno Severiano Teixeira.
(via Jornalismo e Comunicação)
[1876]
APAV
Parece mentira mas não é.
A violência doméstica mata mais
do que o cancro e os acidentes
de automóvel. Só em Portugal
são mais de 10 000 queixas por
ano e, todos os meses, pelo menos
cinco são vítimas fatais.
Muitas mulheres não denunciam
por vergonha, mas a maioria tem medo.
Por isso agora a lei mudou e este
é um assunto de todos.
A violência doméstica é crime público.
Se conhece algum caso, dentro ou fora
da família, pode e deve denunciar.
Mas também pode ajudar divulgando
essa mensagem para o maior número
de pessoas possível. Um minuto
pode ajudar a salvar uma vida.
25 de Novembro – Dia Internacional Contra a Violência Contra as Mulheres
APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
[1873]
ANTÓNIO E HANNA DAMÁSIO
António e Hanna Damásio foram recentemente distinguidos, em Paris, com o prémio Jean-Louis Signoret para as Neurociências Cognitivas, sublinhando o contributo do trabalho deste casal de investigadores para os estudos sobre a cognição social.
[1867]
MEGA FERREIRA
No Bloguitica, Paulo Gorjão classificou António Mega Ferreira, enquanto putativo candidato à Câmara de Lisboa, como “uma boa escolha”.
Ontem, voltando ao tema, Paulo Gorjão fala da “dança dos nomes” dos possíveis candidatos do PS à Câmara Municipal de Lisboa, desde António Costa, passando por António José Seguro, António Mega Ferreira, Ferro Rodrigues, Jorge Coelho e Manuel Maria Carrilho, reafirmando a sua preferência.
Junto-me ao Paulo, para dizer que considero Mega Ferreira não só “uma boa escolha”, mas “a melhor escolha” (até numa perspectiva que extravasa as fronteiras partidárias), pelo seu perfil, imagem de competência, querer e vontade de fazer e ideias para mudar a cidade de Lisboa (aliás, já aqui o tinha deixado “subentendido”, há precisamente 7 meses).
A finalizar, o Paulo coloca, como habitualmente, pertinentes questões sobre a estratégia a definir, o concorrer isoladamente ou em coligação (e com quem) e quais os temas a eleger para “a primeira linha”.
Espero que seja possível ao “aparelho” do PS perceber que, para lá do maior ou menor peso político de cada eventual candidato, deverá privilegiar-se a competência e o projecto de transformação da cidade e que seja possível avançar efectivamente com a candidatura de Mega Ferreira. Não tenho dúvidas que ele saberá dar as melhores respostas às questões anteriores.
P. S. O Luís Tito também aborda a questão, no Tugir.
[1858]
DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA ESTRADA
Decorre no próximo dia 21 de Novembro, em Évora, um conjunto de eventos relacionados com o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada.
Pode saber mais sobre esta organização, nas seguintes páginas:
– Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados
– “Sobreviventes”
– A Nossa Âncora
– Paz na Estrada.
[1855]



