Posts filed under ‘Sociedade’
REDUÇÃO DA DURAÇÃO DAS LICENCIATURAS
Em minha opinião, na linha da “cultura de facilitismo” de que aqui falava ontem, a duração das licenciaturas em Portugal vai ser encurtada para três anos (à excepção do curso de Medicina), num processo de harmonização face às universidades europeias, em conformidade com a Declaração de Bolonha (a qual visa uma aproximação das qualificações proporcionadas pelas escolas superiores europeias até 2010).
A questão que – mais uma vez, com algum cepticismo – tenho de me colocar é: “Será que essa harmonização em termos quantitativos, de número de anos de licenciatura, terá associada uma harmonização a nível qualitativo”?
[1755]
ACESSO AO ENSINO SUPERIOR
Num período em que tanto se falou da (inacreditável e incompreensível) demora na publicitação da lista de colocação de professores, retomo duas questões que já aqui havia formulado há cerca de um ano e para as quais não obtive resposta:
“Qual a lógica de admissão no ensino superior de candidatos com notas de acesso inferiores a 50 %?”
“Não se estará assim a promover uma «cultura de facilitismo»?”
(Vidé exemplo; informação mais detalhada disponível aqui).
Há 1 ano no Memória Virtual – “Modernidade nasceu na Idade Média”
[1752]
MUSEU VIRTUAL DA IMPRENSA
Uma fantástica “descoberta”, a que cheguei via “Jornalista Free-lancer“!…
“O Museu Virtual da Imprensa é um projecto da AMI – Associação Museu da Imprensa, Porto, Portugal.
Através dele, pretende-se divulgar a história do sector, mostrar património, sugerir itinerários, recolher informação sobre a museologia da imprensa e artes gráficas e dar/receber notícias.
Desde as escritas milenares até à edição electrónica dos nossos dias, passando pela tipografia de Gutenberg, pela litografia, pela fotogravura, pelas rotativas, pelos jornais livres e amordaçados ao longo dos tempos, etc., etc., há um mundo a descobrir através da nova realidade virtual.”
[1747]
LIVROS PARA TIMOR
Porque o português é a nossa “pátria comum”, transcrevo de seguida um apelo de uma professora em Dili:
“Encontro-me a leccionar em Dili, na Escola Pré-Secundária Cristal. Esta escola, à semelhança de muitas, muitas outras não tem biblioteca. Tem apenas uma estante (na sala dos professores) na qual se encontram apenas livros em inglês, oferecidos pela Austrália. Os únicos livros em português são os manuais e gramáticas de português que foram fornecidos à escola.
Já perceberam o que eu quero? Gostava de ajudar a fazer uma pequena biblioteca naquele mesmo espaço ….. será que alguém tem por aí uns livros (de preferência literatura infantil/juvenil, manuais escolares de várias disciplinas e outros), revistas e jornais que já não fazem falta?
Se tiverem enviem-mos. Decerto que vão ser muito úteis aos meus alunos e aos meus colegas (professores timorenses).
Se estiverem dispostos/as a fazê-lo aqui vai o endereço:
Embaixada de Portugal em Dili
A/c Professora Ana Medeiros – Dili Edifício ACAIT
Av. Nicolau Lobato
Dili – Timor Leste”
Há 1 ano no Memória Virtual – Os “blogues” mais “referidos”
[1736]
"LINKS ÚTEIS / VOCABULÁRIO GREGO BÁSICO"
A fechar esta “viagem pela Grécia”, aqui ficam alguns “links úteis”:
Páginas oficiais
– Greek National Tourism Organization
– ODYSSEUS (Hellenic Ministry of Culture)
– Domain of Culture (Culture Guide)
Directórios
– goGreece, Greece Now, Hellenic Resources Network, Travelling Directory
Viagens e reservas
– All the Hotels in Greece, Greece.com, Greek Hotel, Greek Travel Pages, Holidays in Greece, Travel Guide Greece
Transportes
– Ferries.gr, Greek Ferries, Olympic Airlines
(via Diário de Bordo)
…E também algum “vocabulário básico”:
(mais…)
ATENAS (III)

A Acrópole, no topo da colina, permitindo uma soberba vista de toda a cidade, domina Atenas há mais de 2000 anos, integrando desde o monumental Pártenon ao Erectéion. Foi construída por determinação de Péricles em meados do século V A.C., visando traduzir a hegemonia política e social de Atenas.
Compreende três templos e uma monumental entrada, tendo sido ainda construídos, mais tarde, o Teatro de Dioníso, na encosta sul (no século IV A.C.) e o Teatro de Herodes Ático (no século II D.C.) – estes locais de espectáculos, entretanto sujeitos a restauro, recebem, ainda hoje, manifestações culturais!
A fabulosa entrada no complexo faz-se através do Propileu, construído cerca de 435 A.C., tendo imediatamente à direita (e ainda antes de se atravessar o Propileu) o Templo de Atena Nike (“Vitória”), datado de cerca de 420 A.C., construído para comemorar a vitória dos Atenienses sobre os Persas.
Segue-se o Erectéion (cerca de 410 A.C.), em que se destaca, no lado sul, o Pórtico das Cariátides, estátuas de mulheres que desempenham o papel das colunas, sendo que as estátuas originais se encontram no Museu da Acrópole, tendo sido substituídas por cópias. Junto a este templo, existe uma oliveira, no mesmo local em que Atena plantou a sua primeira árvore, resultado da sua disputa com Poseídon.
O complexo culmina com o monumental Pártenon, ex-libris da cidade de Atenas, um dos monumentos mais famosos do mundo, um grandioso templo, com 70 metros de comprimento e 30 metros de largura, infelizmente em estado de ruínas. No seu período áureo, acolheu a imponente estátua de Atena, de Fídias, com 12 metros de altura.
Há 1 ano no Memória Virtual – Responsabilidade solidária pelo bem comum
P. S. Parabéns ao Carlos, por um ano de “Ideias soltas“. Votos de boa continuação no segundo ano!
[1724]
ATENAS (II)

Na região de Pláka, localiza-se também o Templo de Zeus Olímpico, o maior da Grécia, superando mesmo o Pártenon, cujo início de construção data do século VI A.C., tendo sido concluído apenas 650 anos depois.
A Praça Syntagma acolhe o Parlamento de Atenas, assim como o Túmulo do Soldado Desconhecido, com a tradicional cerimónia do “render da guarda”.
A Ágora (“praça do comércio”) era o centro da vida económica e política da Atenas antiga; actualmente, acolhe o museu da Ágora. O templo mais bem conservado da área é o Hephaisteion ou Theseion, de cerca de 450 A.C..
O bairro de Kerameikós, localizado na região que fora ocupada pelos oleiros na antiga Atenas, onde se encontrava o principal cemitério (desde o século XII A.C.), cujos monumentos funerários subsistem ainda hoje.
Vale também a visita o original Estádio Olímpico de Atenas, que acolheu os Jogos da I Olimpíada da Era Moderna, em 1896, recebendo também, 108 anos depois, algumas competições dos Jogos Olímpicos de 2004, entre elas a final da prova da Maratona.
Há 1 ano no Memória Virtual – Curioso
[1721]
ATENAS (I)

A cidade de Atenas é habitada há cerca de 7000 anos, tendo-se constituído no berço da civilização europeia, atravessando o seu apogeu no período clássico da Grécia Antiga, com o século V A.C. – época em que Péricles decidiu construir a Acrópole – a ser considerado a sua “Idade de Ouro”, altura em que controlava grande parte do Mediterrâneo Oriental.
Passaria posteriormente por uma fase “obscura”, com a integração no Império Bizantino, sob o domínio otomano.
Recuperaria a sua importância em 1834, tornando-se capital da Grécia, na sequência da independência e unificação do território helénico.
Constitui-se hoje numa moderna metrópole, bastante renovada a pretexto da realização dos Jogos Olímpicos de 2004.
São inúmeras as atracções de Atenas, destacando-se aqui apenas algumas delas.
Começando, desde logo, pelo centro histórico da cidade, com os bairros de Pláka e Monastiráki, repletos de igrejas e museus bizantinos, a par dos bazares, feira de velharias e mercados onde se “vende de tudo”.
É na região de Monastiráki que se localiza, nomeadamente, a “Torre dos Ventos” (construção do século II A.C., com mais de 12 metros de altura e 8 metros de diâmetro); situada nas ruínas do Fórum Romano, apresenta não obstante um estilo helenístico; trata-se de uma espécie de clepsidra, com relógio de sol, bússola e cata-ventos, com um relevo, em cada uma das 8 faces do octógono, representando o vento que sopra nessa direcção: Bóreas na face Norte; Skiron na face Noroeste; Kaikias na face Nordeste; Zéfiro na face Oeste; Apeliotes na face Este; Lips na face Sudoeste; Euros na face Sudeste; Notos na face Sul.
Há 1 ano no Memória Virtual – Guiné-Bissau: País de Futuro
[1718]
SANTORINI (II)

O momento em que o visitante se aproxima da ilha – num navio que, é já de si, esplendoroso, um verdadeiro hotel de luxo, tranquilamente sulcando as águas do mar, percorrendo as 128 milhas que a separam do porto do Pireu em Atenas -, deixando atrás de si o ilhéu de Aspronisi e atravessando a Caldera, traduz-se numa experiência única!
A imensa ravina vermelha e negra impõe-se majestosamente perante os nossos olhos, numa imagem de uma rara e imponente beleza “selvagem”.
No topo da ravina, apercebemo-nos de uma faixa branca, a cidade de Phira, a capital da ilha, “suspensa entre o céu e o mar”, com o seu famoso teleférico, que transporta o visitante até ao “porto velho” (cujo percurso pode ser também feito a pé, por uma escadaria com 600 degraus… ou no dorso de um burro!), e as suas pequenas e estreitas ruelas, conduzindo ao típico mercado.
Depois de acostar, a impressionante subida da ravina, numa estrada serpenteante que parece não ter fim, com a “recompensa” da beleza da cidade de Oia (a 10 km de Phira), a mais bela da ilha, onde o pôr-do-sol – mergulhando sobre o mar – é outra experiência “imperdível”.

De visita obrigatória são também as inúmeras igrejas que povoam a ilha, com as suas cúpulas azuis, outra “imagem de marca” de Santorini.
Uma particularidade da ilha, com as suas construções implantadas na ravina, é que os edifícios “não têm altura, mas sim profundidade”.
Também a cerca de 10 km de Phira, a cidade de Kamari, com a sua bela praia, de areia negra, integrada num complexo turístico em contínuo desenvolvimento.
O ponto mais alto da ilha localiza-se em Pyrgos, a 8 km a sul de Phira, com a sua imponente fortaleza. No topo da montanha, o Convento do Profeta Ilias, construção do início do século XVIII.
Há 1 ano no Memória Virtual – Fernando Pessoa e os seus heterónimos / “Tabacaria”
[1716]
SANTORINI (I)

Santorini é uma pequena mas bela ilha grega, mundialmente conhecida, localizada no Sul das ilhas Cíclades, no Mar Egeu – sendo a sua designação oficial de Théra.
Com 75 km2, e cerca de 10 000 habitantes, tem uma extensão de 18 km, com uma largura entre 2 e 6 km.
Trata-se efectivamente de um pequeno arquipélago, constituído pela ilha maior, denominada Théra, em forma de “ferradura” (devido à submersão da parte central), pela vizinha Thirasia e por um pequeno ilhéu (Aspronissi), enquadrando duas outras pequenas ilhas (Palea Kameni e Nea Kameni), situadas no centro da grande bacia aquática, conhecida pelo nome de “Caldera” (uma das duas únicas no mundo), onde se localiza o famoso vulcão.
Trata-se de uma ilha cujo solo consiste em espessa lava vulcânica, que se ergueu do mar – na grande erupção de cerca de 1 500 A.C., cujas ondas de impacto atingiram até a ilha de Creta -, criando esta terra vermelha e negra, plena de precipícios, numa “falésia” deslumbrante, a pique sobre o mar.
A sua paisagem, as cores da terra e do mar, a sua abundante luminosidade e a limpidez do horizonte, de que se pode aproveitar nos inúmeros hotéis, restaurantes e bares instalados na encosta proporcionam um ambiente único, “paraíso” nomeadamente para casais em “lua-de-mel”, numa vista de “tirar o fôlego”.
Há 1 ano no Memória Virtual – “Mensagem” – Fernando Pessoa
[1714]



