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ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS (III) – VILA REAL
Nas eleições de 2001, o PPD/PSD alcançou a vitória em 9 concelhos (em 2 deles em coligação com o CDS-PP – Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar), tendo o PS vencido em 5 municípios; em todos os 14 concelhos do Distrito foram obtidas maiorias absolutas no executivo municipal.
Os concelhos mais disputados foram precisamente os de Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, em que a coligação PPD/PSD-CDS-PP bateu o PS, respectivamente por 2 votos (!) e 21 votos; verificou-se também grande equilíbrio em Alijó, Montalegre e Murça (vitórias do PS, respectivamente por 124 votos, 289 votos e 127 votos); por fim, no Peso da Régua, a vantagem socialista foi de 6,7 %.
Na capital do Distrito, o PPD/PSD venceu com cerca de 57 % dos votos.
(mapa via http://portugal.veraki.pt/)
PS PPD/PSD PSD-CDS PCP-PEV CDS/PP BE INDEP. Alijó 46,4 45,2 - 1,7 2,2 - - Boticas 28,8 63,7 - 1,9 1,2 - - Chaves 41,3 51,1 - 2,4 1,9 - - Mesão Frio 43,1 52,7 - 0,5 0,9 - - Mondim Basto 28,7 44,5 - 1,0 21,3 - - Montalegre 46,7 43,7 - 2,4 3,0 - - Murça 45,1 42,5 - 0,8 7,9 - - Peso Régua 49,0 42,3 - 2,8 2,3 - - Ribeira Pena 48,8 - 48,9 0,4 - - - Sabrosa 42,1 53,1 - 1,4 - - - S. Marta Penaguião 62,5 30,6 - 1,0 2,9 - - Valpaços 26,8 62,8 - 0,9 4,7 - - V. Pouca Aguiar 47,1 - 47,3 2,4 - - - Vila Real 31,9 56,9 - 3,3 4,4 - -
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS (II) – BRAGA
Em 2001, o PS conquistou 8 maiorias absolutas; o PPD/PSD venceu em 5 concelhos (4 deles com maioria absoluta); a coligação PPD/PSD-CDS-PP venceu em V. N. Famalicão.
Os concelhos mais disputados foram os de Vieira do Minho (uma vitória com escassa margem do PS, por 55 votos!), Terras de Bouro e Barcelos (vitórias do PPD/PSD) e Amares (vitória do PS).
Também na capital do Distrito, o PS venceu por relativamente reduzida margem a coligação PPD/PSD-CDS-PP.
(mapa via http://portugal.veraki.pt/)
PS PPD/PSD PSD-CDS PCP-PEV CDS/PP BE INDEP. Amares 51,9 38,8 - 1,5 5,7 - - Barcelos 39,3 51,1 - 2,5 3,2 1,0 - Braga 47,7 - 35,3 8,8 - 3,0 - Cabeceiras Basto 55,4 36,8 - 2,0 3,9 - - Celorico Basto 26,1 59,0 - 1,5 10,4 - - Esposende 28,2 56,5 - 3,0 9,3 - - Fafe 58,0 - 32,2 6,8 - - - Guimarães 50,0 29,3 - 12,2 4,4 - - Póvoa Lanhoso 63,1 29,1 - 2,3 3,7 - - Terras Bouro 32,8 42,9 - 1,1 2,9 - 18,0 Vieira Minho 47,8 47,3 - 1,1 0,9 0,7 - V. N. Famalicão 18,4 - 46,8 3,5 - 0,6 28,5 Vila Verde - 70,5 - 3,0 - - 23,6 Vizela 50,8 25,6 - 3,0 6,7 0,5 10,1
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS (I) – V. CASTELO
Nas eleições de 2001, o PS obteve a vitória em 6 dos 10 concelhos do Distrito, tendo o PPD/PSD vencido em 3 municípios; em Ponte Lima, saiu vitoriosa uma lista de Independentes. Em todos os concelhos, os vencedores obtiveram maioria absoluta no executivo camarário.
Os concelhos mais disputados foram os de Caminha, Ponte da Barca (ambos com maioria PPD/PSD) e Valença (onde o PS alcançou a maior votação).
Na capital do Distrito, o PS venceu, com 51 %.
(mapa via http://portugal.veraki.pt/)
PS PPD/PSD PSD-CDS PCP-PEV CDS/PP BE INDEP. Arcos Valdevez 24,6 67,4 - 4,1 - - - Caminha 39,2 46,7 - 9,5 1,1 0,9 - Melgaço 71,3 - 21,4 2,2 - - - Monção 71,9 - 20,8 3,0 - - - Paredes Coura 53,1 40,2 - 3,4 - - - Ponte Barca 42,4 48,5 - 1,5 5,3 - - Ponte Lima 11,6 23,6 - 4,1 - - 57,4 Valença 43,6 - 41,8 2,1 - - - V. Castelo 51,2 - 34,1 9,8 - 1,0 - V. N. Cerveira 63,4 - 31,3 2,1 - - -
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (VII)
Por fim, no que respeita aos factores “Desempenho económico” / “Difusão tecnológica”, destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, PIB per capita em USD; % Crescimento anual do PIB 1990-2003; Taxa de inflação média anual 1990-2003; Telefones por 1 000 habitantes; Telemóveis por 1 000 habitantes; Utilizadores de Internet por 1 000 habitantes:
- Noruega: 37 670 / 2,9 / 2,3 / 713 / 909 / 346 - Islândia: 31 243 / 2,1 / 3,2 / 660 / 966 / 675 - Austrália: 29 632 / 2,6 / 2,4 / 542 / 719 / 567 - Luxemburgo: 62 298 / 3,6 / 2,0 / 797 / 1194 / 377 - Canadá: 30 677 / 2,3 / 1,8 / 651 / 419 / nd - Suécia: 26 750 / 2,0 / 1,7 / nd / 980 / nd - Suíça: 30 552 / 0,5 / 1,3 / 727 / 843 / 398 - Irlanda: 37 738 / 6,7 / 2,7 / 491 / 880 / 317 - Bélgica: 28 335 / 1,8 / 1,9 / 489 / 793 / 386 - EUA: 37 562 / 2,1 / 2,6 / 624 / 546 / 556 … - Portugal: 18 126 / 2,2 / 4,0 / 411 / 898 / 194*
Relativamente aos aspectos económicos, Portugal terá ainda que recuperar de forma significativa, particularmente o valor de PIB per capita (menos de metade do registado pelos países mais “ricos”), assim como necessita conseguir a redução da taxa média de inflação.
Destaque para o número de telemóveis por 1 000 habitantes, que continua a aumentar (uma particularidade portuguesa, que terá provocado inclusivamente a redução do número de telefones fixos), quase “competindo” ao nível dos maiores utilizadores mundiais (nomeadamente os países nórdicos: Suécia, Islândia, Finlândia e Noruega; para além de Itália e Hong Kong – estes acima de 1 000 –, com o “recordista mundial” a ser o Luxemburgo, com 1 194!).
Finalmente, a nível de utilizadores de Internet – não obstante não se encontrarem disponíveis dados actualizados – continua a haver ainda um longo caminho a percorrer para uma aproximação aos países do topo mundial.
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (I)
À semelhança do verificado nos anos de 2003 e 2004, aqui me proponho apresentar, ao longo desta semana, alguns dos principais indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o “Relatório de Desenvolvimento Humano”, recentemente publicado para o PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), relativos a um “universo” de 177 países.
Como primeira e importante ressalva, a referência de que os indicadores agora publicados respeitam ao ano de 2003.
A “classificação” mundial surge assim ordenada (indicando também a itálico, para efeitos comparativos, os índices publicados em 2004 e 2003 – efectivamente respeitantes aos anos de 2002 e 2001, respectivamente) e correspondentes posições na tabela geral):
1. Noruega 96,3 95,6 (1) 94,4 (1) 2. Islândia 95,6 94,1 (7) 94,2 (2) 3. Austrália 95,5 94,6 (3) 93,9 (4) 4. Luxemburgo 94,9 93,3 (15) 93,0 (15) 5. Canadá 94,9 94,3 (4) 93,7 (8) 6. Suécia 94,9 94,6 (2) 94,1 (3) 7. Suíça 94,7 93,6 (11) 93,2 (10) 8. Irlanda 94,6 93,6 (10) 93,0 (12) 9. Bélgica 94,5 94,2 (6) 93,7 (6) 10. EUA 94,4 93,9 (8) 93,7 (7) 11. Japão 94,3 93,8 (9) 93,2 (9) 12. Holanda 94,3 94,2 (5) 93,8 (5) … 27. Portugal 90,4 89,7 (26) 89,6 (23) … 57. Trindade e Tobago 80,1 80,1 (54) 80,2 (54) 58. Líbia 79,9 79,4 (58) 78,3 (61) … 145. Zimbabwe 50,5 49,1 (147) 49,6 (145) 146. Madagáscar 49,9 46,9 (150) 46,8 (149) … 177. Níger 28,1 29,2 (176) 29,2 (174)
Os países classificados até à 57ª posição (índice acima de 80), são considerados de “Elevado Desenvolvimento Humano”; os posicionados até ao 145º lugar (índice superior a 50), são apresentados como de “Médio Desenvolvimento Humano”; os restantes 32 países são indicados como de “Reduzido Desenvolvimento Humano”.
Não obstante a ligeira progressão no indicador global (de 89,7 para 90,4), Portugal perde mais um lugar na tabela geral, de 26º para 27º, cedendo a posição à Eslovénia (depois, de em 2003, ter atingido o 23ª posto do ranking).
"HURRICANE KATRINA: RESPONDING AS ONE"
“Dear Friend:
In the wake of the destruction brought on by Hurricane Katrina, hundreds of thousands of Americans are facing an uncertain and challenging future.
We’ve all watched together as increasingly dire reports have come out of the hardest hit areas of Louisiana, Mississippi and Alabama, and right now our nation is trying to find its footing as it responds to one of the worst disasters that we’ve ever faced.
We all see the pictures on TV. Right now, they need water, food, clothing, shelter and medical attention, and soon they’ll begin the long process of putting their lives back together… hospitals, sewers, schools…all the things that we take for granted every day.
As members of ONE, we must believe that Americans can’t help people around the world unless we also take care of urgent needs at home.
You can visit the ONE.ORG blog to find a list of ONE partners and other groups working right now to help those in most need.
In the same way that our fight against poverty is both urgent and diligent, we now have a new challenge with the same rules, to help stop people from dying today and help rebuild their infrastructure for tomorrow.
In July, you answered the call of the poorest countries in the world, and now perhaps we can help you find a way to participate at this important time. Please visit the ONE.ORG blog and take action today.
Thank you,”
George Clooney
P.S. You can also help by taking part in the “ReAct Now: Music & Relief” benefit concert that will air on MTV, VH1 and CMT, planned for Sept. 10th at 8pm ET/7pm CT. Please visit www.think.mtv.com for up to date information.
PORTUGAL EM CHAMAS
Quem teve a oportunidade de, ao longo do mês que agora chega ao fim, viajar pelo país, não pode ter deixado de ficar com a sensação de que “Portugal está a arder”.
O tema tem sido abordado e mediatizado até à exaustão, podendo contribuir, de alguma forma, para a sua banalização, o que teria um efeito precisamente inverso ao pretendido; em vez de se alertar consciências, poderia – caso as repetidas imagens televisivas não tenham sido também observadas “ao vivo” – começar a desenvolver-se um processo de “indiferença”.
Para além do cenário dantesco das chamas com labaredas de altura assustadora, é impossível esquecer o intenso cheiro a queimado, as cores plúmbeas do céu, as faúlhas e carumas que são transportadas pelo vento até muitos quilómetros de distância, o fumo que dificulta a respiração de forma quase asfixiante, a imagem dos bombeiros extenuados e impotentes, a inquietação, temor e estado de permanente alerta de quem se sente ameaçado, com muitas noites mal dormidas.
Ouço a referência a um estudo que aponta que cerca de 20 a 40 % dos incêndios terão origem em acção humana, seja ela dolosa ou negligente.
Ouço também os lamentos dos proprietários de madeira que referem não ter o eucalipto queimado qualquer valor comercial e que o pinheiro será também de escoamento praticamente inviável, dado o “excesso de oferta” de madeira queimada; para além de esta madeira não ter valor, haverá custos com a sua remoção: “é só prejuízo!”.
Não posso deixar de fazer algumas reflexões:
1. Há uma parte dos incêndios que são provocados pelo homem.
2. Se a madeira queimada não tem de facto valor, porquê é que isso acontece (de forma dolosa)? Com que fins?
3. No caso de incêndios provocados por negligência, como é possível que tal possa ocorrer a esta escala, estando as pessoas tão avisadas para os perigos potenciais e para as consequências da incúria? (ou será que não é ainda suficientemente conhecido que, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, é estritamente proibido: fazer queimadas, lançar foguetes, fumar em locais densamente arborizados, lançar pontas de cigarro para fora da viatura?)
4. Mas, para além disso, a maior parte dos incêndios será ainda devida às condições climatéricas – seca extrema e temperaturas muito elevadas – associada ao desordenamento florestal. Neste caso, trata-se essencialmente de uma questão de consciência cívica que nos remete para preocupações ambientais de ordem muito mais abrangente, desde a acção do homem no alargar do buraco da camada de ozono, a emissão de gases tóxicos, o aquecimento global do planeta, …
Já é altura de reflectirmos “a sério” (e passar à acção!) sobre isto…
"DESTINOS TÍPICOS" PORTUGUESES (V)

Situada no alto de um monte, a mais de 760 metros de altitude, numa região granítica, Sortelha (Sabugal, Guarda) é uma das aldeias medievais mais antigas do país, com as suas ruas e vielas típicas, com vista imponente para o impressionante vale da Cova da Beira e a solicitar uma caminhada pela Reserva Natural da Serra da Malcata.
Para além das características muralhas com enormes penedos dispostos circularmente, rodeando a vila, e da entrada por uma porta gótica do século XIV, a visitar ainda a Igreja de N. Sra. das Neves, o Pelourinho, o Castelo (classificado como Monumento Nacional) e a torre de menagem, os túmulos romanos e a Capela de S. Tiago.
(vidé também http://www.sortelha.juntafreguesia.com)
"DESTINOS TÍPICOS" PORTUGUESES (IV)

Óbidos é uma “vila-museu”, com o seu imponente castelo de origem romana (provavelmente assente num castro, posteriormente fortificação sob o domínio árabe), obrigando a um passeio pelas muralhas medievais que a envolvem, apreciando quer as suas estreitas e sinuosas ruas, como a bela paisagem envolvente.
“Paragem obrigatória” no Paço dos Alcaides (mandado construir por D. Manuel II, de que se destacam as janelas abertas para o interior do pátio), onde seria instalada a primeira Pousada portuguesa num edifício histórico.
A visitar ainda o Museu Municipal, as Igreja da Misericórdia, de Santa Maria (Matriz) e de S. Pedro.
(vidé também http://www.cm-obidos.pt)
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“DESTINOS TÍPICOS” PORTUGUESES (III)

A vila fortificada de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz, Évora), uma das mais antigas povoações do país, é um dos pontos de atracção do Alentejo, verdadeira visita obrigatória, em que se pode reviver a história, numa verdadeira viagem aos tempos medievais.
Situada no cimo de um monte, com localização estratégica junto ao Guadiana e uma espectacular vista sobre o Alentejo, Monsaraz era ocupada sobretudo em períodos de guerras fronteiriças, sendo abandonada durante os tempos de paz.
Para incentivar a sua povoação, foi-lhe concedido nomeadamente o privilégio do calcetamento de ruas, feito com xisto da região, ainda hoje presente nas típicas calçadas da vila, necessariamente a percorrer.
A visitar também o Castelo e a sua Torre de Menagem, com vista sobre Portugal e Espanha.
(vidé também http://www.monsaraz.com.pt)



