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Escolher o desenho da nova moeda de euro


Está prevista para o início de 2009 a emissão de uma moeda comemorativa de 2 euros, evocando o 10º aniversário do lançamento da União Económica e Monetária (a 1 de Janeiro de 1999) e da criação do euro.
O desenho da nova moeda será escolhido pelos cidadãos e residentes da União Europeia (após um processo de pré-selecção) por via de votação no site especialmente criado para o efeito, a decorrer desde 31 de Janeiro e até ao próximo dia 22 de Fevereiro – devendo o vencedor ser anunciado a 25 de Fevereiro de 2008.
Webnoticia – Livro de João Canavilhas
A obra de João Canavilhas “Webnoticia: Propuesta de modelo periodístico para la WWW” (correspondendo a uma adaptação a partir da sua tese de Doutoramento) encontra-se disponível online.
João Canavilhas é docente e investigador da Universidade da Beira Interior.
(via Jornalismo & Comunicação)
100 anos do Regicídio
A 1 de Fevereiro de 1908, o Rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, eram assassinados em pleno Terreiro do Paço, no regresso de uma estadia em Vila Viçosa. Era o princípio do fim da Monarquia em Portugal.
Algumas memórias do evento:
– O Regicídio visto por D. Manuel II
– 28 de Janeiro de 1908 – Apontamentos indispensáveis se eu morrer
– Atentado de 1 de Fevereiro de 1908 / Regicídio
– Regicídio “In Memoriam” (blogue)
(via Almanaque Republicano)
Acordo Ortográfico… em Desassossego
“A polémica tem quase vinte anos mas estava adormecida. Reacendeu-se com o anúncio da ratificação para breve, pelo Estado português, do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Na próxima edição dos Livros em Desassossego vai debater-se o Acordo Ortográfico numa sessão com as presenças de Malaca Casteleiro (membro da Academia de Ciências de Lisboa), Vasco Graça Moura (escritor e eurodeputado), José Eduardo Agualusa (escritor) e Ivo Castro (linguista). Um painel que fica completo com a presença do editor Nelson de Matos, que em Fevereiro publica os três primeiros livros de uma nova editora com o seu próprio nome e que falará de três títulos editados recentemente que gostaria de ter no seu catálogo. Os LIVROS EM DESASSOSSEGO de Janeiro acontecem no dia 31, quinta-feira, pelas 21h30, na Casa Fernando Pessoa. A coordenação é de Carlos Vaz Marques e a entrada é livre.”
Arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo online
Foi hoje colocado disponível para consulta online o arquivo pessoal de Maria de Lourdes Pintasilgo – única mulher que exerceu o cargo de Primeiro-Ministro em Portugal, para além de ter sido candidata à Presidência da República -, um espólio que compreende cerca de 10 mil documentos.
Convento de Cristo – Petição
Rui Ferreira é o primeiro subscritor de uma petição online, a dirigir aos Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Cultura:
“A Portaria nº1130/2007, de 20 de Dezembro, impõe a afectação de um castelo, o de Tomar, e da Ermida de N. Srª da Conceição, integrando o Conjunto Monumental Património Mundial,(Convento de Cristo) afecto ao IGESPAR, a uma nova tutela, que a concretizar-se, resultará num objectivo desmembramento daquele conjunto.
Importa saber que é, exactamente, a diversidade arquitectónica e histórica na sua íntegra continuidade que sustenta o reconhecimento do Conjunto como Património da Humanidade:(Castelo, Convento, Cerca, Ermida e Aqueduto).
Este desmembramento representa um retrocesso, cultural e da política de gestão deste património, até à situação anterior a 1875.
Lutemos pela unidade da memória da Ordem do Templo e da Ordem de Cristo em Tomar!!!”
Esta petição pode ser subscrita aqui.
O que está em causa é, basicamente, a quebra da unidade formada pelo conjunto monumental formado pelo Castelo templário de Tomar (que passa a estar subordinado à Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo) e pelo Convento de Cristo (até agora afectos, em ambos os casos, ao ex-IPPAR).
Fotos das eleições presidenciais nos EUA
Num projecto conjunto do The New York Times e da Aiga (associação profissional de design), encontra-se já disponível uma compilação de fotografias das eleições presidenciais nos EUA, da autoria de cidadãos “anónimos”.
(via Jornalismo & Internet)
Escrever direito por linhas tortas
Em três dias consecutivos, três decisões governamentais vieram encarreirar o que parecia destinado a descarrilar.
Quando, na passada Terça-feira, ouvi um Secretário de Estado defender (tão) convictamente (apontando vantagens para os beneficiários…) a mais abstrusa das medidas que porventura algum Governo democraticamente eleito já adoptara em Portugal – a de pagar retroactivos de reformas (nalguns casos de valor inferior a 10 euros por pensionista) repartidos em 14 mensalidades (que podiam atingir a módica quantia de 60 cêntimos!) -, receei pela minha sanidade mental; confesso que pensei que, das duas uma: ou o referido responsável não alcançava as implicações do que anunciava ou nos tomava a todos por “parvos”. Felizmente, o bom senso acabou por imperar, com o Ministro a vir, no dia seguinte (na sequência da vaga de contestação que imediatamente se gerou), desdizer o seu Secretário de Estado.
No dia seguinte José Sócrates quebraria finalmente o “tabu” sobre a ratificação do Tratado de Lisboa. Inevitavelmente, sem poder ignorar as pressões de diversos líderes europeus, assim como a “recomendação” do Presidente da República, não teve pejo em deixar cair uma promessa eleitoral – a da realização de um referendo ao Tratado Constitucional Europeu – decidindo-se pela via parlamentar. Claro que era dispensável a alegação de que o Tratado de Lisboa é “uma coisa diferente”… mas esta é, não obstante – e a meu ver – a melhor opção. Honestamente, alguém pensaria que um eventual referendo desta natureza (geralmente objecto de instrumentalização para discussão de política interna) teria uma participação que se aproximasse sequer dos 50 %? Em consciência, terá o cidadão comum a capacidade – ou, sequer, interesse – em ler, descodificar e interpretar este Tratado? Seria uma oportunidade para debater a Europa, para informar os portugueses? Para além do meu cepticismo sobre a sua eficácia (in)formativa, com que custos se faria esse debate?
Hoje, contrariando o “jamais” do Ministro da tutela, em mais um recuo motivado por pressões externas, o Governo abandona o projecto do novo Aeroporto na Ota, subordinando-se – nesta “decisão prévia e preliminar” – às conclusões de estudo do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que, numa análise comparativa, apontou como localização preferencial Alcochete. Também aqui, esta inflexão de estratégia parece vir a conduzir à opção mais correcta.
Sob uma forte onda de contestação ao seu estilo de governação (o qual não advogo), por alguns considerado “autoritário”, “arrogante”, “faltando à sua própria palavra”… chegando até ao extremo de ser apelidado como “censório” e “ditatorial”, o facto objectivo é de que – vendo-se compelido a adoptar uma postura não autista, acabando por ter de dar ouvidos à envolvente externa – Sócrates toma decisões, escrevendo direito (mesmo que por linhas tortas), em flagrante contraponto ao contexto hoje vigente a nível das principais forças de oposição parlamentar, aparentemente falhas de ideias, sem efectivas medidas alternativas a propor.
Lisboa – Dakar cancelado por motivos de segurança
“Tendo em conta as actuais situações de tensão politica, a nível internacional, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaeda, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas, a ASO não pode tomar outra decisão que não seja a anulação da prova”.
[…]
“A primeira responsabilidade da ASO é a de garantir a segurança de todos: populações dos países atravessados, concorrentes amadores e profissionais, sejam eles franceses ou estrangeiros, elementos da assistência técnica, jornalistas, patrocinadores e colaboradores do rali. A ASO reafirma que as questões de segurança não estão, não estiveram, nem nunca estarão em causa no rali Dakar”.
(comunicado da Amaury Sport Organisation)
Com a retirada de apoio das companhias seguradoras francesas, percebe-se que não haveria condições para a realização da prova, que, desta forma, é – pela primeira vez em 30 anos, e na véspera da sua partida de Lisboa – anulada. Subsiste a interrogação sobre se voltará a ser possível reunir as condições necessárias para a sua retoma, pelo menos a curto/médio prazo.




